domingo, 27 de dezembro de 2009

Por que os imigrantes preferem os EUA?



Quando o sul-coreano Joshua Lee chegou aos Estados Unidos, sua primeira impressão foi o excesso de riqueza. A comida era abundante, a energia barata e as casas enormes. No entanto, este não é o motivo que o fez adotar o país como seu novo lar. Para Lee e outros milhões de imigrantes, os Estados Unidos são uma nação que permite que se viva de acordo com sua própria cultura enquanto se adota aspectos interessantes da cultura nativa.


Nos Estados Unidos é possível para os seus 38 milhões de imigrantes, bem acima da média para países desenvolvidos, arranjarem seu nicho sem dificuldades. Enquanto em outros países as leis costumam ser as mesmas independente do estado, nos Estados Unidos, os 50 estados que formam o país tem legislações que podem ser radicalmente diferentes. Assim, um imigrante britânico entusiasta de caça à raposas, prática banida em toda Grã-Bretanha, pode praticar seu esporte à vontade em diversos estados norte-americanos.
Ou seja, os cidadãos norte-americanos podem escolher sob quais leis desejam viver. O imigrante que não quiser pagar altos impostos pode viver no Texas. Quem desejar boas escolas pode ir para Portland. Os mais conservadores, que não desejam álcool ou sexo em excesso, podem viver no estado de Utah.



Liberdade intelectual também é incentivada, com milhares de institutos organizados para defender os mais diferentes pontos de vista. Apesar do senso comum, o país não é intolerante com pessoas de outras religiões. Cristão e judeus muitas vezes decidem migrar para os Estados Unidos porque sabem que não vão sofrer preconceito ou perseguição como acontece no Oriente Médio, por exemplo.
O resultado é que o país atrai talentos de outras nações. Políticos norte-americanos, no entanto, não parecem ver o lado bom da imigração. Eles acreditam que o país está perdendo sua capacidade de absorver pessoas de outros países, o que provavelmente não é verdade. As reclamações são antigas. Benjamin Franklin já dizia que o país nunca conseguiria assimilar os imigrantes alemães. Hoje, os Estados Unidos contam com 50 milhões de descendentes de alemães, sendo que quase nenhum fala a língua da velha pátria.



Opinão comum sobre o assunto:
A resposta a essa indagação poderia ser dada com uma palavra: liberdade. O imigrante tem a liberdade de continuar usando sua própria língua, de praticar a religião que quiser e de trabalhar e empreender. É em busca disso que vêm os imigrantes.
Fonte:economist.

Concorda que é isso mesmo que ocorre com os imigrantes? Opine aqui ou no diHitt.

9 comentários:

  1. Concordo.
    Mas este não é privilégio de lá. Aqui em São Paulo muita gente é atraída pela sua riqueza, mesmo que dela não participe diretamente.
    Vive-se um sonho de um consumo que às vezes nunca será realizado.

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  2. Acho que posso dar uns palpites aqui...rs O excesso de riqueza parece vir do fato de que não há nada de graça e qualquer coisinha custa caríssimo. A comida é abundante, mas caríssima também e geralmente na forma de sanduíche. Perseguição às vezes até aparece no jornal, mas quem fizer vai preso por muito tempo. É estranho, os americanos não gostam dos imigrantes, mas todos ali são, menos os índios, né? Sim, as leis são diferentes, mas isso as vezes causa confusão. Por exemplo: as leis de trânsito são diferentes e muitos estados são pequenos, o que vc pode fazer num estado, não pode no outro e dá-lhe multa. Os americanos se mudam muito mas acho que é por causa de emprego e casamento (leis do divórcio). O "salário mínimo" (lá não tem salário mínimo, mas tem o mínimo que se paga por hora de trabalho) também é diferente. Nos estados do sul ganha-se menos por hora que no norte.

    O imigrante pode até continuar usando a própria língua porque em muitos lugares os bairros são divididos por país de origem, mas na hora de arrumar emprego, se não souber falar inglês vai lavar louça pro resto da vida.

    Acho que escolhem os EUA porque a passagem é mais barata, o mercado de trabalho europeu já está saturado e o filme americano muito popular no mundo todo faz com que as pessoas queiram ir até lá, não exatamente por causa de "liberdade"...

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  3. Olá!

    Pode até ser que a liberdade existente naquele país seja maior do que a existente em outros lugares, mas o certo é que lá existem muita intolerância e em muitas situações a liberdade é maculada.

    Abraços

    Francisco Castro

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  4. O povo dos outros países, veêm nos EUA, o sonho de ir para lá e ficar "rico", pois vários filmes demonstram essa certa "facilidade", mas com certeza, em relação a outros países, ele é o melhor para se imigrar...

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  5. Olá querido amigo,

    Gostei muito de seu post.

    Concordo com muitas coisas que escreveu.

    A matéria é interessante e muita gente é seduzida a emigrar para lá em busca de liberdade, emprego e dinheiro.

    Mas não é tão fácil quanto parece, e nem bem aceito os que para lá acorrem.

    Carinhoso e fraterno abraço,
    Lilian

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  6. Não se pode negar que os EUA são o país das oportunidades, da liberdade de expressão, da exaltação do direito do ir e vir para cada cidadão de bem, de uma justiça que pune de verdade, mesmo celebridades e políticos... É bom lembrar que seus problemas socioculturais, sejam de cunho religioso ou racial, existem na grande maioria dos países, porém lá tem-se a impressão de que a dimensão dos acontecimentos se torna bem maior que no resto do mundo, já que é uma área de grande concentração midiática. Os olhos do mundo estão em cada parte do país, por isso que sempre nos deparamos com o que é de (muito) bom e o que é de (muito) ruim da "América". Acho que o fato de os EUA ainda serem a maior potência econômica e militar do planeta deslumbra os sonhadores a quererem seu lugar ao sol no país.

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  7. assunto polemico este,por enquanto prefiro o Brasil que sabe passa por lá um dia a paz

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  8. Eu nao conheço os EUA, somente Europa. Mas eu tenho muitos amigos morando lá. Há mais de décadas. O que entendo ser globalizado é a questão do respeito ao cidadão. Contudo, embora haja "liberdade" cada Estado tendo suas leis, confundem não somente eles, especialmente os estrangeiros. Aí, é bom saber melhor onde pisa, porque a tolerancia deles é zero mesmo. A luta nos primeiros anos é árdua, e nem todos aguentam. Mas quando superam, vivem bem.

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  9. Eu moro na Irlanda e quando saí do Brasil para estudar nem me passou pela cabeça os E.u.a Primiero pela burocracia, segundo porque queria viver uma experiência diferente, conhecer uma cultura diferente e em primeiro lugar não falar português ! hahahaha

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