sábado, 23 de maio de 2026
sexta-feira, 1 de maio de 2026
Ler é difícil – E está ficando mais
A leitura é necessária
A leitura de fôlego — textos longos, densos, que exigem atenção e
oferecem conhecimento novo — é indispensável para formar cidadãos informados em
sociedades democráticas. Esse tipo de leitura desenvolve o pensamento crítico e
analítico, amplia o vocabulário e fortalece a capacidade de compreender
sistemas complexos. Um vocabulário pobre limita a formulação de ideias mais
elaboradas. Já a leitura profunda expande horizontes, estimula a empatia ao nos
colocar em contato com realidades diferentes da nossa e reduz nossa ignorância
e estreiteza de visão.
Não nascemos programados para
ler
Neurocientistas como Stanislas Dehaene e psicólogos como Steven Pinker
são unânimes: a leitura não faz parte da evolução biológica humana. A fala tem
centenas de milhares de anos; a escrita, cerca de 5 mil — tempo insuficiente
para criar um “instinto” de leitura. Para decodificar símbolos gráficos, o
cérebro precisa reaproveitar circuitos originalmente destinados ao
reconhecimento de objetos e rostos. Ler, portanto, não é natural. É uma
tecnologia cultural.
A leitura profunda exige treino
Por não ser inata, a leitura profunda depende de prática regular.
Crianças não aprendem a ler sozinhas, e adultos perdem fluência quando deixam
de exercitar. A disputa é desigual: textos longos competem com vídeos curtos,
notificações e estímulos instantâneos. Nunca foi tão difícil sustentar atenção
prolongada quanto na era digital.
A internet explora instintos
antigos
A lógica das plataformas digitais opera em outra direção. O cérebro
humano evoluiu para buscar novidade e recompensas rápidas — exatamente o que
redes sociais e vídeos curtos oferecem. O feed infinito,
presente em aplicativos como TikTok e Instagram, entrega estímulos contínuos e
imprevisíveis, mantendo o usuário rolando a tela por longos períodos. A leitura
profunda, que exige foco, silêncio e paciência, perde terreno.
Redes sociais e vídeos curtos
aumentam a dificuldade de ler
Pesquisadores observam que até leitores experientes relatam mais
dificuldade para se concentrar em textos longos. A explicação está na memória
de trabalho — o sistema que permite manter informações ativas enquanto novas
chegam. Ler não é apenas reconhecer palavras, mas conectá-las. Quando esse
processo se fragiliza, a compreensão se deteriora.
Ensinar a ler continua sendo
essencial
Por ser uma tecnologia cultural — diferente da fala, que é um instinto
natural —, a leitura precisa ser ensinada, praticada e protegida. Portanto, o
papel da escola e da família é essencial nesse processo. Ler não surge
espontaneamente: depende de treino, repetição e de ambientes que favoreçam a
concentração. Como nosso cérebro não possui um “módulo” específico para a
leitura, é necessário um ensino explícito para que se aprenda a decodificar e
compreender textos. Professores e outros interessados em incentivar o hábito da
leitura em crianças e jovens podem recorrer às ideias de pesquisadores como
Steven Pinker e Stanislas Dehaene. Atualmente, seus conceitos e explicações
estão amplamente acessíveis — inclusive por meio de ferramentas de inteligência
artificial, que facilitam a consulta e a compreensão de seus trabalhos.
segunda-feira, 13 de abril de 2026
Síndrome de pica: saiba se você tem e como tratar
A síndrome de pica atinge milhões de pessoas sem distinção de classe,
sexo ou idade. Por isso, é importante que você saiba se você tem o problema e
como tratá-lo.
Trata-se de um distúrbio alimentar definido por comer uma ou mais coisas não nutritivas e não alimentares por pelo menos 30 dias, segundo informa o Dr. Drauzio Varella. “Tive desejo de comer arroz cru e terra vermelha, mas acabei engolindo um pedaço de tijolo durante a gravidez”, declarou uma. “Cheguei a consumir 2 kg de farinha de mandioca por dia”, relatou outro.
As falas vieram de pessoas com a síndrome, na reportagem de Lucas
Gabriel Marins no portal do médico. O nome da doença vem do pássaro P. Pica,
conhecido também como pega-rabuda, que tem uma dieta incomum e a propensão de
comer tudo que encontra. Contudo, em humanos esse tipo de atitude prejudica a
saúde física e causa danos psicossociais.
Conheça a Síndrome de Pica
Entre os maiores desejos de pessoas com pica estão papel, sabão, gelo, cabelo, barbante, lã, terra, giz, pó de talco, tinta, metal, pedras, carvão, cinzas, argila, amido e pano. A síndrome vem de deficiências nutricionais, que fazem o corpo desejar comer coisas que contenham as substâncias que faltam, de forma instintiva. É bastante comum crianças com deficiência de ferro sentirem a vontade de comer terra.
Contudo, o transtorno também está ligado a problemas mentais ou déficit
de inteligência. “Na gestação existe a hipótese de aumento da demanda de
nutrientes, entre eles o ferro e o zinco, mas isso não explica todo o fenômeno.
Gestantes que têm alguma fragilidade emocional e falta de suporte também têm
mais riscos”, disse o psiquiatra Marcelo Heyde à matéria de Drauzio.
Não existe um tratamento padrão para a enfermidade. Os cuidados variam
de cada caso, de forma personalizada, dependendo do que causa a necessidade em
cada um. O tratamento pode envolver médicos, psicólogos e outros
profissionais. A doença também pode ter relação com TOC, ansiedade e
depressão.
Vinícius Carvalho.
quinta-feira, 2 de abril de 2026
OS CELULARES E A NOVA GERAÇÃO ANSIOSA
O psicólogo Jonathan Haidt publicou, no ano
passado, o livro “A Geração Ansiosa: como a infância hiperconectada está
causando uma epidemia de transtornos mentais”, obra que se tornou
imediatamente um bestseller internacional. Haidt esteve no Brasil para promover
o livro, e quem tiver interesse pode encontrar na internet a entrevista que ele
concedeu ao programa Roda Viva, da TV Cultura. Professor da Universidade de
Nova York, Haidt já foi apontado pelas revistas Foreign Policy e Prospect como
um dos maiores pensadores da atualidade.
Crianças e
adolescentes em perigo
Segundo
o psicólogo americano, crianças e jovens estão em perigo, tornando-se vítimas
de uma epidemia de transtornos mentais. Desde o início dos anos 2010, a
infância tradicional — marcada por brincadeiras ao ar livre e interações
presenciais — vem sendo substituída por uma infância centrada nos celulares e
nas redes sociais. Esse novo padrão de comportamento transformou-se em um
verdadeiro vício e provocou o aumento das taxas de depressão, ansiedade,
insônia e insegurança social. O uso excessivo das telas estaria afetando o
desenvolvimento do córtex pré-frontal, região responsável pelo autocontrole e
pela tomada de decisões, especialmente vulnerável durante a
adolescência.
As meninas
são mais afetadas
Jonathan
Haidt destaca que as redes sociais afetam mais as meninas, sobretudo por meio
da comparação social e do bullying digital. Estudos apontam uma relação entre o
uso intenso de mídias sociais e o aumento de casos de suicídio entre
adolescentes do sexo feminino. Já os meninos tendem a se refugiar em jogos e
mundos virtuais, o que pode gerar isolamento. O fato é que a dependência das
telas se transformou em uma espécie de “cracolândia digital”.
Planos de
ação para reduzir os malefícios do excesso digital
Haidt
defende que sejam propostos, com urgência, planos de ação envolvendo pais,
escolas, empresas de tecnologia e governos, com medidas para reduzir o tempo
dedicado aos celulares e tablets. Ele sugere a proibição do uso de celulares
nas escolas e o incentivo a interações presenciais. As escolas deveriam incluir
no currículo aulas sobre os efeitos das redes sociais. Os pais, por sua vez,
deveriam evitar que seus filhos tenham acesso às redes sociais antes dos 16
anos e estabelecer horários sem telas, como durante as refeições ou antes de
dormir. Também precisam estimular brincadeiras presenciais e atividades
físicas, especialmente aquelas que envolvam cooperação e movimento. Além disso,
é importante que reflitam sobre o próprio uso de telas e redes sociais, pois o
exemplo tem grande impacto. Os governos, por fim, deveriam formular políticas
públicas para limitar os malefícios associados à dependência das telas e das
mídias sociais.
Celulares
trocados por livros
Haidt
cita o exemplo da escola The Boy’s Latin School, no estado de
Maryland. A instituição eliminou o uso de celulares e ampliou os horários de
recreação para alunos do ensino fundamental e médio. Menos tempo de tela, mais
diversão. Como resultado, os meninos ficaram mais focados, conectados e
engajados em atividades com os colegas. Alguns chegaram a dizer que sentiram
alívio por não ter o celular no bolso.
Aumento do
interesse pelos livros
Vários relatos indicam que escolas que limitaram o
uso de celulares observaram um aumento significativo no interesse dos alunos
pelos livros — fato comprovado pelo crescimento expressivo no número de
empréstimos nas bibliotecas escolares. Adam Grant, popular escritor científico
e professor da prestigiada Wharton School da Universidade da
Pensilvânia, cita o exemplo de uma escola em que os alunos passaram a pegar 2,3
vezes mais livros emprestados. Aumentos semelhantes foram registrados em outras
instituições, segundo Grant. É impressionante o que acontece quando as
distrações do celular são eliminadas. Sem smartphones, as crianças se tornam
mais atentas — e, em muitos casos, mais inteligentes.
quarta-feira, 11 de março de 2026
Isso explica muita coisa...
Pesquisadores da Stockholm University, na Suécia, e da University of
Manchester, no Reino Unido, descobriram que o óvulo humano pode influenciar
quais espermatozoides têm mais chance de fertilizá-lo.
Em experimentos liderados pela bióloga Charlotte Douglass, os cientistas
analisaram o fluido folicular, líquido que envolve o óvulo, e observaram que
ele libera sinais químicos capazes de orientar o movimento dos espermatozoides.
Os resultados mostraram que a maior resposta nem sempre veio dos
espermatozoides considerados “mais saudáveis”, mas daqueles com maior
compatibilidade genética com o óvulo.
A descoberta sugere que a fertilização humana pode envolver uma forma de
seleção química, indicando que o início da vida depende não apenas de
velocidade ou força, mas também de interação e compatibilidade entre as
células.
Curiosidades.
sábado, 28 de fevereiro de 2026
Por que os gatos trazem suas presas para seus donos?
Os cães
veem os humanos como os chefes da matilha.
Portanto,
obedecer aos humanos e receber atenção deles é essencial para os cães.
Nesse
sentido, a maioria dos animais de estimação percebe os humanos como donos e se
apega a eles.
Porque
todos os animais domésticos, exceto os gatos, são animais de rebanho.
Na verdade,
outros animais domésticos foram domesticados porque as pessoas quiseram.
Enquanto a
domesticação do cão levou cerca de 20.000 anos, a domesticação do gato só
ocorreu por volta de 3.000 a.C. Foi na década de 3.000.
Tudo começa
com gatos sendo mantidos em celeiros no antigo Egito por causa da ameaça dos
roedores.
Nesse
sentido, os gatos não são animais de estimação completos, mas sim semianimais
de estimação.
Eles são
90% idênticos aos seus ancestrais, os gatos selvagens.
Mas os cães
evoluíram para formas muito diferentes de seus ancestrais, o lobo.
Ao
contrário de outros animais domésticos, os gatos não veem os humanos como seus
líderes ou mestres.
Ele se vê
como um grande felino.
É por isso
que um gato é dono de uma casa e um cachorro é dono de uma pessoa.
É por isso
que os gatos não aceitam ordens.
mas eles
podem amar seus donos humanos.
Como no
exemplo, se o gato mata e traz para você coisas que ele pega de fora, como
cobras, ratos, insetos, e os deixa na sua frente, significa que ele te ama
muito.
ou se ele
deixa na sua cama, ele provavelmente gosta mais.
Porque no
primeiro, esse pequeno humano não pode caçar.
Pode
significar algo como: "Deixe-me colocar isso na frente do seu pobre rapaz
para que ele possa se acostumar e aprender a caçar".
Mas se ele
deixar isso na sua cama, significa que ele está lhe trazendo um presente
revelador, sem que você nem perceba.
Muitas
pessoas podem reagir de forma exagerada nessa situação, mas isso é errado.
O que
precisa ser feito é pegar a coisa e jogá-la fora quando o gato não estiver
vendo.
Se houver
uma reação exagerada, o gato pode ficar ressentido e sair de casa, não voltando
por um longo tempo.
Porque
lembre-se, sua casa não é sua, ela é dele, e você ficou bravo e o repreendeu em
um lugar que é dele...
Curiosidades.
SEPARAÇÕES E DIVÓRCIOS NEM SEMPRE SÃO FRACASSOS!
Um dia nos
casamos,
formamos
uma família,
fomos
felizes por alguns anos...
e, de
repente, tudo muda.
Sem
perceber, o amor acaba.
E então as
pessoas te julgam
e, no fim,
elas sentenciam:
"Eles
fracassaram no casamento."
E não é
verdade.
Fracasso é
brincar de ser "a família feliz".
Fracasso é
trair seu parceiro,
seus filhos
e você...
O fracasso
é ficar por conveniência.
O fracasso
é manipular seu parceiro com seus filhos.
O fracasso
é viver uma vida de mentira.
Fracasso é
voltar para casa infeliz toda noite.
O fracasso
é implorar por amor de quem
não te ama
mais.
O fracasso
é fingir que você ama.
Fracasso é
permanecer por medo da solidão.
Fracasso é
viver com alguém
por medo de
"o que os outros dirão."
Fracasso é
não lutar para ser feliz
Fracassar é
acreditar que o amor não existe...
Meu
respeito a todos aqueles que tiveram a coragem de não viver no fracasso.
E um
aplauso maior para todos
aqueles que
ainda estão felizes e apaixonados depois de tantos anos.
Lute pelo
seu casamento,
mas quando
não houver mais pelo que lutar...
Lute pela
sua felicidade
e pela sua
saúde emocional.
José Piva Crema.
sexta-feira, 20 de fevereiro de 2026
Educação exemplar vem de casa
A família é um dos principais fatores de maior influência no
desenvolvimento das crianças
Você já deve ter ouvido a frase: “educação
vem de casa”. Ela é constantemente dita quando uma pessoa ficar nervosa com
outra, devido principalmente, a falta de educação. Com o passar dos anos,
aprendemos e somos influenciados pelas mudanças da vida, mas a principal
referência que existe está na própria casa: os pais.
Existem pessoas que pensam que o papel de pai
ou mãe é só até os primeiros anos de vida da criança, ou seja, após esse
acontecimento a vida se responsabiliza de cuidar. Pode até ser que ela seja
importante, mas são os exemplos dos pais que os filhos seguirão inicialmente, o
que for ensinado a eles, e também o modelo que eles tiverem dentro de sua
residência.
Para a psicopedagoga clínica Lílly Anne Porto
do Nascimento, o papel dos pais é de extrema importância na criação dos
filhos. “Os pais e cuidadores são modelos na educação das crianças. Eles são a
primeira referência que a criança tem de caráter e princípios, e ocupam o papel
mais importante nessa tarefa, que nunca acaba. Pois filho é para sempre!”
Questionada sobre de que forma o exemplo dos
adultos pode influenciar nas crianças, ela explica. “A criança vê nos seus pais
um modelo, por isso é tão importante que os pais tenham a responsabilidade de
estimulá-los com hábitos saudáveis e bons comportamentos. Se uma criança
aprende por meio da imitação, logo ela precisa de um exemplo prático para que
seja capaz de reproduzir. Isto é, um espelho para se guiar, e deste, vai tirar
aquilo que de acordo com suas tendências servirá de molde para construir sua própria
personalidade.”
A psicopedagoga clínica explica a diferença
entre a educação da família e da escola. “Sim. Educação vem de casa. Estamos
vendo pais transferindo essa responsabilidade para as escolas e professores.
Não podemos esquecer que o aluno para a escola é somente mais um que veio e tem
um tempo certo para ir embora. Enquanto que filho é para sempre. Educação do
ensino é com a escola. Educação dos valores é com os pais e seus cuidadores”,
diz.
Influência familiar
Será que existe diferentes formas de se
educar uma criança? A psicopedagoga clínica afirma que sim, mas destaca que não
existe uma regra de como fazer isso. “Em minha opinião existem muitas formas de
se educar, mas não acredito que exista uma forma milagrosa ou um livro pronto
que você possa segui-lo e dará tudo certo.” Lílly Anne cita alguns exemplos de
como educar uma criança. “Com certeza posso afirmar que pais que buscam dar
bons exemplos, que ensinam seus filhos regras e limites, que estabelecem um relacionamento
respeitoso entre os membros da família, que ensinam seus filhos a respeitarem
seus professores e as demais pessoas, estão no caminho certo para obterem êxito
na educação de seus filhos.”
Lílly Anne explica que de acordo com os
atendimentos que já realizou há sim relação na forma que fomos educados e a
educação de nossos filhos. “Ouço pais em meu consultório relatarem que não
gostariam de educar seus filhos da mesma forma que foram educados por seus
pais. Outros relatam estarem tentando fazer com seus filhos da mesma forma que
os pais fizeram com eles. Daí então posso afirmar que pais influenciam sim na
forma como seus filhos educarão seus netos, com exemplos positivos, mas também
com modelos negativos.”
A falta de educação familiar pode provocar
diversas consequências e a psicopedagoga cita alguns deles. “Jovens que não
respeitam suas famílias, tampouco as regras impostas pela sociedade.
Adolescentes inseguros, transgressores, com muita dificuldade de estabelecer
vínculos saudáveis e muitas vezes violentos”, explica.
Entre as recomendações concedidas pela
profissional de psicopedagogia, está a de insistir com seu filho, apesar das
dificuldades. “Nunca desista de educar seu filho, mesmo que as regras e os
limites pareçam não funcionar. Tenha em mente que essa criança está em formação
e precisa sim de sua persistência nos bons exemplos, no cuidado diário de
fazê-los repensar suas atitudes e se colocar no lugar dos outros. Ausência
física não se compensa com presentes e permissividade. Invista na qualidade do
tempo juntos e não na quantidade”, conclui.
Exemplo
A empresária e estudante de Pedagogia, Innis
Rodrigues, casada com Thiago Dornas e mãe de quatro filhos (Gustavo Dornas, de
14 anos, Guilhermy Dornas, 10 anos, Giullia Dornas, sete anos e Giovane Dornas,
cinco anos), explica como cria as crianças. “Minha criação é mais como eu fui
criada, meu esposo sempre se dedica muito na educação dos filhos, sempre faz o
que está ao seu alcance, tentamos colocar nossas opiniões em sintonia, assim
todos colaboram com a organização de nossa casa. Fazemos sempre nossas refeições
à mesa, todos juntos, faço questão deste momento em família. Sempre tem
dificuldades, pois cada um está em um momento, sempre tem alguma rebeldia, uma
teimosia, mas vejo que se os elogios vêm de fora é porque está dando certo meu
estilo de criá-los.”
Na opinião de Innis a evolução tecnológica
tem influenciado a educação das crianças. “Hoje com a tecnologia avançada, há
muitos estragos na vida das crianças, principalmente a socialização, a falta de
amor, a falta de tempo e a falta de momentos juntos. Isso influencia na
distância e acaba perdendo o encanto do convívio familiar, hoje não existem
mais amizades, com vizinhos como no tempo em que eu fui criada, tudo vem se
perdendo aos poucos e em uma rapidez que dá medo”, diz.
Innis afirma que os pais são agentes diretos
na vida dos filhos, e que as crianças veem os pais como seus heróis. “Se este
encanto não é regado diariamente deixa de ser o ídolo e passa a ser o vilão. Me
mantenho em contato direto com meus filhos até quando estou dirigindo, coloco
músicas que todos sabem cantar, escolho sempre uma especial e a nomeio com o
nome de cada um deles, para eles serem adultos divertidos e compromissados com
regras”, exemplifica.
Educação
Em relação à frase “educação vem de casa”, a
empresária concorda com o termo e concede sua opinião. “Cabe aos pais educarem
para que seu filho, lá fora saiba respeitar e seguir as normas de cada
ambiente, independente se for na escola, na igreja ou em outro espaço público.
Para saberem aproveitar outros locais sem querer destruí-lo ou sem fazer parte
dele, e que ele próprios sempre serão exemplo para outras pessoas”, comenta.
Educar uma criança de forma errada também tem
suas consequências e para Innis elas são graves. “Se você faz tudo estraga, se
deixa de fazer é cobrado, mas se tiver pulso firme e fazer o que é correto ao
seu olhar, não ficará arrependido depois que ele crescer se tornando um cidadão
do bem, crítico e participativo”, afirma.
Questionada se colocar limites é uma forma de
educar os filhos, ela é direta. “Sim. Aqui em casa sou bastante rigorosa
principalmente com a hora de fazer as tarefas escolares e na organização da
casa, se faz algo que não é correto como: brigas de irmãos, na escola,
desobediência, sempre ficam de castigo, se xingam por algum jogo ou algo
similar como celular e notebook, ficam sem o que os fizeram dizer o palavrão.
Não é tolerável nem brigas e nem o xingamento, por isso tem que haver a punição
para que o incidente não se repita”, relata.
A estudante de Pedagogia ainda concede
algumas recomendações aos pais e responsáveis. “Estar o mais próximo possível
de seus filhos para que eles além de te amar, possam se sentir seguros para
tratar de alguns assuntos. Independente do sexo do seu filho seja justo com
todos, quando for falar em alguma forma de castigo faça, porque senão você não
terá mais credibilidade. Conquiste-o diariamente e com muito amor e carinho,
que nunca terás aflição, pois, seu filho sempre contará a você seus problemas.
Bom, é nisso que me apego e é isso que faço para manter este equilíbrio aqui em
casa”, conclui.
Saulo Humberto.
sexta-feira, 13 de fevereiro de 2026
A História de Michele Ferrero
1924. Alba, Itália.
Uma confeitaria pequena, quase falida.
Um pai que morre cedo.
Um jovem de 24 anos forçado a assumir tudo.
Ninguém imaginava que dali surgiria um império de €8 bilhões por ano.
Michele Ferrero era obcecado por perfeição — e por sigilo.
A fábrica parecia uma base militar: muros altos, zero acesso à imprensa,
fórmulas trancadas.
Ele trabalhava como um alquimista.
Em 1964, pegou uma receita do pai e criou a Nutella.
Em 1968, Kinder Chocolate.
Em 1974, algo ainda maior: o Kinder Ovo.
A ideia?
Fazer a magia da Páscoa acontecer todos os dias.
Um chocolate que não era só chocolate — era experiência.
O resultado?
A Ferrero virou a 3ª maior fabricante de brinquedos do mundo.
Michele, um chocolatier, tornou-se um dos maiores designers de
brinquedos do planeta.
Mas sua genialidade estava além dos produtos.
Estava no jeito de construir uma empresa.
Michele era discreto.
Nada de entrevistas, políticas, iates, clubes.
“Entrevistas são como cerejas — quando você come uma, não consegue
parar.”
Enquanto bilionários italianos ostentavam, Michele fazia o oposto:
ônibus grátis para funcionários, salários acima da média, acampamentos
de verão para os filhos, contratação de gerações da mesma família.
Criou comunidade antes de virar moda.
Ele entendeu algo que muitos empresários ainda ignoram:
Lealdade não nasce de bônus.
Nasce de pertencimento.
E produtos icônicos não nascem de marketing — nascem de foco absoluto,
silêncio estratégico e obsessão por experiência.
14 de fevereiro de 2015. Monte Carlo.
Michele Ferrero morre aos 89 anos.
Deixa €23 bilhões, dezenas de marcas lendárias e uma lição para os
negócios:
Você não precisa aparecer para ser gigante.
Precisa construir algo que fale por você.
Update Diário.
quarta-feira, 28 de janeiro de 2026
E, se eu tivesse feito diferente!
Muitas pessoas passam pela vida sem se dar conta que ela é finita. Vivem como se fossem eternamente jovens, cheios de saúde e acabam não planejando e sim, apenas pensando em seus sonhos e desejos.
Viver dessa maneira pode parecer excitante, uma grande aventura, mas também é
perigoso. Não gastar um pouco de tempo planejando a vida que deseja ter em
curto, médio e longo prazo pode nos levar a grandes arrependimentos. E isso
seria um desperdício de vida. Chegar ao fim e lamentar desejando ter feito
muitas coisas de maneira diferente.
Eu gosto de pensar no fim da vida. Gosto de pensar na história que quero contar aos meus netos e bisnetos sobre o que vivi até lá. Pensar sobre isso me ajuda a tomar as decisões hoje alinhadas com o futuro que eu quero e me mantem lúcida sobre como aproveitar bem cada dia da minha existência.
E você? Que história quer contar na reta final de sua vida?






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