segunda-feira, 13 de julho de 2026

Por que o CEP existe e como ele organiza sua rotina?

O CEP parece um daqueles detalhes que a gente preenche quase no automático. Ele aparece em compras online, cadastros, documentos, aplicativos, contas digitais e até em formulários simples. Mesmo assim, pouca gente para para pensar no motivo de esse código existir e em como ele ajuda a organizar tanta coisa na rotina.

A verdade é que o CEP tem uma função bem mais importante do que apenas completar um endereço. Ele ajuda a identificar regiões, facilitar entregas, reduzir erros e tornar a localização mais padronizada. Em um país grande como o Brasil, isso faz uma diferença enorme.

O mais curioso é que um conjunto pequeno de números consegue resumir uma informação geográfica importante. Por trás de algo aparentemente simples, existe uma lógica de organização que conecta cidades, bairros, ruas, serviços e pessoas.

O que é o CEP na prática?

O CEP é um código usado para identificar áreas postais. Em vez de depender apenas do nome da rua, do bairro ou da cidade, o sistema usa uma sequência numérica para ajudar a localizar melhor uma região. Isso torna a entrega de cartas, encomendas e documentos muito mais organizada.

Na prática, ele funciona como um atalho de localização. Quando uma pessoa informa o CEP em um cadastro, muitos sistemas conseguem reconhecer cidade, estado e parte do endereço automaticamente. Isso agiliza o preenchimento e reduz a chance de erro.

Claro que o CEP não substitui o endereço completo. Ainda é necessário informar rua, número, bairro e complemento quando for o caso. Porém, ele ajuda a confirmar se os dados fazem sentido e se pertencem à região correta.

Por que um código numérico facilita tanto?

Imagine tentar organizar milhões de endereços apenas pelo nome das ruas. Muitas cidades têm vias com nomes parecidos, bairros com grafias semelhantes e localidades que podem confundir até quem mora na região. O CEP ajuda a diminuir essa bagunça.

Ao transformar uma área em um código, o sistema postal consegue separar melhor os destinos. Isso facilita a triagem, o transporte e a distribuição de correspondências. Também ajuda empresas, lojas virtuais e plataformas digitais a trabalharem com dados mais confiáveis.

Hoje, essa lógica ultrapassou o uso tradicional dos Correios. Bancos, marketplaces, aplicativos de entrega, sistemas públicos e plataformas de assinatura também dependem do CEP para validar informações de endereço.

O CEP virou parte da vida digital

Durante muito tempo, o CEP era lembrado principalmente na hora de enviar cartas ou encomendas. Agora, ele aparece em praticamente qualquer cadastro online. Isso acontece porque a internet precisa transformar informações do mundo físico em dados organizados.

Quando uma loja virtual pede o CEP, ela não está apenas querendo saber onde você mora. Ela usa esse dado para calcular frete, estimar prazo de entrega, verificar disponibilidade e direcionar melhor o pedido. Em alguns casos, o CEP também ajuda a identificar se determinado serviço atende aquela região.

Por isso, antes de concluir um cadastro ou compra, vale usar uma busca CEP para confirmar se o código informado corresponde ao endereço correto. Esse cuidado simples evita erros que podem gerar atraso, devolução ou preenchimento incorreto.

Curiosidades sobre endereços e localização

Endereços parecem simples, mas carregam muita informação. Uma rua pode revelar parte da história de uma cidade, um bairro pode indicar crescimento urbano e um CEP pode mostrar como determinada região foi organizada para fins postais.

Também é curioso perceber que alguns lugares são mais fáceis de identificar do que outros. Grandes avenidas, centros comerciais e bairros famosos costumam ser lembrados rapidamente. Já ruas menores, vilas, distritos e áreas rurais podem exigir mais atenção na hora de localizar o CEP correto.

Em muitos casos, a dificuldade não está em encontrar o endereço, mas em preencher tudo do jeito certo. Um número errado, um bairro incompleto ou uma cidade selecionada de forma equivocada já podem atrapalhar um cadastro inteiro.

Onde as pessoas mais usam o CEP?

O uso do CEP se espalhou por várias áreas da rotina. Ele está presente em situações simples, mas também aparece em processos mais importantes. Quem compra pela internet, por exemplo, informa o CEP quase sem perceber, mas esse dado define boa parte da experiência de entrega.

Além disso, o CEP é usado em cadastros de bancos, inscrições em cursos, documentos, plataformas de trabalho, aplicativos de transporte, serviços de assinatura e formulários comerciais. Em todos esses casos, ele ajuda a confirmar a localização do usuário.

Alguns usos comuns incluem:

·         calcular frete em lojas virtuais;

·         preencher endereço automaticamente;

·         confirmar cidade e estado;

·         organizar entregas e correspondências;

·         validar dados em cadastros;

·         localizar regiões por bairro ou município.

Essas funções mostram que o CEP continua relevante, mesmo em uma época de mapas digitais e localização por GPS.

CEP, DDD e cidade têm relação?

CEP e DDD não são a mesma coisa, mas ambos ajudam a identificar regiões. O CEP está ligado ao endereço postal, enquanto o DDD se relaciona ao código de área usado em chamadas telefônicas. Mesmo assim, os dois podem ajudar a entender melhor a localização de uma pessoa, empresa ou serviço.

Quando um cadastro pede cidade, estado, CEP e telefone, ele está reunindo diferentes sinais de localização. Se esses dados não combinam, o sistema pode identificar inconsistência ou exigir revisão. Isso é comum em cadastros mais sensíveis, como bancos, marketplaces e serviços financeiros.

Por isso, conferir essas informações antes de finalizar um formulário é sempre uma boa prática. Um CEP correto, uma cidade bem informada e um telefone com DDD compatível deixam o cadastro mais confiável.

Por que erros de CEP ainda acontecem?

Mesmo com preenchimento automático, erros de CEP continuam acontecendo. Às vezes a pessoa digita um número errado. Em outras situações, copia um código antigo, confunde ruas com nomes semelhantes ou informa o endereço de uma cidade diferente.

Também pode acontecer de alguém saber o bairro e a cidade, mas não ter certeza do CEP. Nesses casos, tentar preencher “de cabeça” aumenta o risco de erro. O melhor caminho é consultar antes de enviar a informação.

Outro ponto comum é o complemento. Apartamento, bloco, casa, sala comercial ou referência de localização precisam ser informados corretamente quando necessário. O CEP ajuda bastante, mas ele não resolve tudo sozinho.

Um pequeno número que evita grandes confusões:

O CEP é um bom exemplo de como pequenas informações podem organizar grandes sistemas. Ele parece apenas um detalhe no formulário, mas participa de entregas, cadastros, serviços digitais, compras e contatos comerciais.

Em uma rotina cada vez mais conectada, dados simples precisam estar corretos. Afinal, quase tudo depende de informação bem preenchida: o pedido que chega em casa, o documento que precisa ser enviado, a conta que deve ser aberta ou o serviço que só atende determinadas regiões.

No fim, o CEP mostra que organização também pode caber em poucos números. E talvez seja justamente por isso que ele continua tão presente na vida moderna: simples de usar, fácil de consultar e essencial para ligar pessoas, cidades e endereços.

 

 

terça-feira, 9 de junho de 2026

O que os Doramas ensinam sobre amor de verdade?

Dia dos Namorados costuma vir carregado de propaganda. Flores, jantar, aliança. Mas amor, na vida real, acontece nos micro-momentos. E é por isso que os doramas conquistaram o mundo.

Dorama não é só série coreana. É um jeito diferente de contar uma história de afeto. Enquanto grande parte do conteúdo ocidental acelera o romance em dois episódios, o dorama faz o oposto: ele desacelera. Ele te faz respirar e olhar.

Nos doramas, o casal leva oito, dez, doze episódios para dar o primeiro beijo. E quando beija, a cena não é sobre corpo. É sobre coragem. Sobre dois adultos que venceram a própria insegurança para se escolher. Isso regula o nosso sistema nervoso. A gente, que vive numa cultura de “resultado pra ontem”, aprende que intimidade se constrói, não se consome.

Quem assiste Dorama já reparou: ele leva o guarda-chuva quando vai chover. Ela observa que ele toma café sem açúcar. Ele a espera atravessar a rua. São gestos pequenos, mas repetidos. Na terapia, a gente chama isso de “depósitos na conta emocional”. Um relacionamento não quebra por uma briga grande. Ele esvazia aos poucos, pela falta desses pequenos depósitos diários.

Outro ponto forte é a vulnerabilidade sem vergonha. O protagonista chora. Pede desculpa. Fala “eu fiquei com medo de te perder”. E o outro não responde com deboche. Responde com “eu estou aqui”. Em saúde integral, a gente sabe: reprimir emoção adoece o corpo. Nomear emoção e ser acolhido, cura.

Muita gente maratona Dorama e não entende por que se sente tão bem depois. É porque, por uma hora, seu cérebro viveu num lugar onde sentir não é fraqueza. Claro que Dorama é ficção. Nem todo conflito se resolve com um abraço na chuva. Mas ele nos lembra de um padrão que funciona: presença, tempo e escuta.

Então, neste Dia dos Namorados, minha sugestão como terapeuta é simples: menos “eu te amo” no automático e mais “eu te vejo” na prática. Que tal assistir a um episódio juntos sem celular na mão? Que tal perguntar: “o que te fez sentir cuidado por mim esta semana?”. Que tal escolher um presente que conte uma história de vocês dois, não só um código de barras?

Feliz Dia dos Namorados para quem entendeu que presença é o maior presente.

Fonte: Gabriele Lima.

 

 

segunda-feira, 1 de junho de 2026

Adoro o Jeito Como Você Mente


 

 É claro que no início de uma relação existe uma beleza do desabrochar do amor. Nos momentos de paixão, dizemos coisas belas, que são reais naquele instante... Mas, apenas naquele instante.

Com o tempo, as mesmas coisas ditas se tornam obrigações a serem mantidas, criando tensão no relacionamento. Começamos, então, a lançar mãos de pequenas mentiras para evitar conflitos. E, sem perceber, passamos a viver um amor de mentira.

Você certamente já ouviu algumas destas frases:

- Claro que adoro visitar sua mãe, sei como é importante para você.

-Eu nunca tive tanto prazer com alguém.

Aos poucos as mentiras vão crescendo e começam a destruir o amor:

-Não sei aproveitar um passeio se não for com você.

-Nunca senti por ninguém o que sinto por você.

Uma coisa leva a outra e, quando menos se espera, você está preso em um emaranhado de mentiras. Afinal, já que você “nunca teve taaaaaanto prazer com alguém”, dos dias que não estiver a fim, vai se sentir na obrigação de pelo menos fingir que está. Já que você “adora visitar sua sogra”, vai se obrigar a fazer cara de feliz mesmo quando estiver “por aqui” daqueles almoços em família.

Como eu já disse, é lógico que as pessoas não aguentam mentir e fingir o tempo todo. Chega uma hora que cansa, não há mais escapatória, não há mais como esconder os sentimentos. Quando um dos dois começa a querer sair sozinho com os amigos, vêm as cobranças: “Você disse que só curte passear comigo, e agora vive saindo e me largando em casa? ”

Com tantas mentiras, cobranças e brigas, o relacionamento chega a um ponto que os dois não aguenta mais, e vem a separação.

Talvez, lendo isso, você logo pense: “Mas eu não minto! ” Será que não: Segundo Osho, “99% das coisas que nos rodeiam, são mentiras. Mas você se sente confortável com elas, sente-se acomodado. A verdade é que incomoda porque requer uma mudança radical”.

Olhas as histórias de outras pessoas pode ajudá-lo a perceber como funciona o mecanismo de mentir para si mesmo:

“De cada namorada eu exigia a mesma paixão, a mesma entrega, que ela me desse de volta toda a energia que eu estava dando. Assim, eu me sentia completamente preenchido. Mas era como tomar vinho quando se está com fome: a carência ainda estava lá, e aumentando, sem que eu me desse conta. A paixão acabava, mas o relacionamento se arrastava por meses, sem cor, sem emoção, até surgir outra pessoa. Foi duro ver que muito desse comportamento era para ter atenção e amor totais de uma pessoa por mim, coisa que não tive dos meus pais. Eles não me deram todo o amor que eu gostaria de recebido deles”.

Viu como é sutil? Como a gente nem percebe quando está mentido? Permita-se agora investigar mais profundamente a história dos seus amores. Olhe mais uma vez para as relações passadas e lembre-se dos pequenos detalhes, dos momentos em que você não sentiu à vontade, em que alguma coisa parecia desconfortável.

Talvez aí estejam as pistas de que você, muitas vezes, não foi verdadeiro consigo mesmo nem com o outro. A gente pode inventar mil disfarces, mas o fato é que o coração sente mesmo aquilo que não está escancarado. O coração é sábio. Impossível engana-lo.

Joselito Bortolotto.

Trecho do livro de Prem Milan – Por que você mente e eu acredito?


sexta-feira, 1 de maio de 2026

Ler é difícil – E está ficando mais

A leitura é necessária

A leitura de fôlego — textos longos, densos, que exigem atenção e oferecem conhecimento novo — é indispensável para formar cidadãos informados em sociedades democráticas. Esse tipo de leitura desenvolve o pensamento crítico e analítico, amplia o vocabulário e fortalece a capacidade de compreender sistemas complexos. Um vocabulário pobre limita a formulação de ideias mais elaboradas. Já a leitura profunda expande horizontes, estimula a empatia ao nos colocar em contato com realidades diferentes da nossa e reduz nossa ignorância e estreiteza de visão.

Não nascemos programados para ler

Neurocientistas como Stanislas Dehaene e psicólogos como Steven Pinker são unânimes: a leitura não faz parte da evolução biológica humana. A fala tem centenas de milhares de anos; a escrita, cerca de 5 mil — tempo insuficiente para criar um “instinto” de leitura. Para decodificar símbolos gráficos, o cérebro precisa reaproveitar circuitos originalmente destinados ao reconhecimento de objetos e rostos. Ler, portanto, não é natural. É uma tecnologia cultural.

A leitura profunda exige treino

Por não ser inata, a leitura profunda depende de prática regular. Crianças não aprendem a ler sozinhas, e adultos perdem fluência quando deixam de exercitar. A disputa é desigual: textos longos competem com vídeos curtos, notificações e estímulos instantâneos. Nunca foi tão difícil sustentar atenção prolongada quanto na era digital.

A internet explora instintos antigos

A lógica das plataformas digitais opera em outra direção. O cérebro humano evoluiu para buscar novidade e recompensas rápidas — exatamente o que redes sociais e vídeos curtos oferecem. O feed infinito, presente em aplicativos como TikTok e Instagram, entrega estímulos contínuos e imprevisíveis, mantendo o usuário rolando a tela por longos períodos. A leitura profunda, que exige foco, silêncio e paciência, perde terreno.

Redes sociais e vídeos curtos aumentam a dificuldade de ler

Pesquisadores observam que até leitores experientes relatam mais dificuldade para se concentrar em textos longos. A explicação está na memória de trabalho — o sistema que permite manter informações ativas enquanto novas chegam. Ler não é apenas reconhecer palavras, mas conectá-las. Quando esse processo se fragiliza, a compreensão se deteriora.

Ensinar a ler continua sendo essencial

Por ser uma tecnologia cultural — diferente da fala, que é um instinto natural —, a leitura precisa ser ensinada, praticada e protegida. Portanto, o papel da escola e da família é essencial nesse processo. Ler não surge espontaneamente: depende de treino, repetição e de ambientes que favoreçam a concentração. Como nosso cérebro não possui um “módulo” específico para a leitura, é necessário um ensino explícito para que se aprenda a decodificar e compreender textos. Professores e outros interessados em incentivar o hábito da leitura em crianças e jovens podem recorrer às ideias de pesquisadores como Steven Pinker e Stanislas Dehaene. Atualmente, seus conceitos e explicações estão amplamente acessíveis — inclusive por meio de ferramentas de inteligência artificial, que facilitam a consulta e a compreensão de seus trabalhos.

Antônio Kurtz Amantino.

 

segunda-feira, 13 de abril de 2026

Síndrome de pica: saiba se você tem e como tratar

A síndrome de pica atinge milhões de pessoas sem distinção de classe, sexo ou idade. Por isso, é importante que você saiba se você tem o problema e como tratá-lo.

Trata-se de um distúrbio alimentar definido por comer uma ou mais coisas não nutritivas e não alimentares por pelo menos 30 dias, segundo informa o Dr. Drauzio Varella. “Tive desejo de comer arroz cru e terra vermelha, mas acabei engolindo um pedaço de tijolo durante a gravidez”, declarou uma. “Cheguei a consumir 2 kg de farinha de mandioca por dia”, relatou outro.

As falas vieram de pessoas com a síndrome, na reportagem de Lucas Gabriel Marins no portal do médico. O nome da doença vem do pássaro P. Pica, conhecido também como pega-rabuda, que tem uma dieta incomum e a propensão de comer tudo que encontra. Contudo, em humanos esse tipo de atitude prejudica a saúde física e causa danos psicossociais.

Conheça a Síndrome de Pica


Entre os maiores desejos de pessoas com pica estão papel, sabão, gelo, cabelo, barbante, lã, terra, giz, pó de talco, tinta, metal, pedras, carvão, cinzas, argila, amido e pano. A síndrome vem de deficiências nutricionais, que fazem o corpo desejar comer coisas que contenham as substâncias que faltam, de forma instintiva. É bastante comum crianças com deficiência de ferro sentirem a vontade de comer terra.

Contudo, o transtorno também está ligado a problemas mentais ou déficit de inteligência. “Na gestação existe a hipótese de aumento da demanda de nutrientes, entre eles o ferro e o zinco, mas isso não explica todo o fenômeno. Gestantes que têm alguma fragilidade emocional e falta de suporte também têm mais riscos”, disse o psiquiatra Marcelo Heyde à matéria de Drauzio.

Não existe um tratamento padrão para a enfermidade. Os cuidados variam de cada caso, de forma personalizada, dependendo do que causa a necessidade em cada um. O tratamento pode envolver médicos, psicólogos e outros profissionais. A doença também pode ter relação com TOC, ansiedade e depressão.

Vinícius Carvalho.

 

 

quinta-feira, 2 de abril de 2026

OS CELULARES E A NOVA GERAÇÃO ANSIOSA

O psicólogo Jonathan Haidt publicou, no ano passado, o livro “A Geração Ansiosa: como a infância hiperconectada está causando uma epidemia de transtornos mentais”, obra que se tornou imediatamente um bestseller internacional. Haidt esteve no Brasil para promover o livro, e quem tiver interesse pode encontrar na internet a entrevista que ele concedeu ao programa Roda Viva, da TV Cultura. Professor da Universidade de Nova York, Haidt já foi apontado pelas revistas Foreign Policy e Prospect como um dos maiores pensadores da atualidade.

Crianças e adolescentes em perigo

           Segundo o psicólogo americano, crianças e jovens estão em perigo, tornando-se vítimas de uma epidemia de transtornos mentais. Desde o início dos anos 2010, a infância tradicional — marcada por brincadeiras ao ar livre e interações presenciais — vem sendo substituída por uma infância centrada nos celulares e nas redes sociais. Esse novo padrão de comportamento transformou-se em um verdadeiro vício e provocou o aumento das taxas de depressão, ansiedade, insônia e insegurança social. O uso excessivo das telas estaria afetando o desenvolvimento do córtex pré-frontal, região responsável pelo autocontrole e pela tomada de decisões, especialmente vulnerável durante a adolescência.      

As meninas são mais afetadas

           Jonathan Haidt destaca que as redes sociais afetam mais as meninas, sobretudo por meio da comparação social e do bullying digital. Estudos apontam uma relação entre o uso intenso de mídias sociais e o aumento de casos de suicídio entre adolescentes do sexo feminino. Já os meninos tendem a se refugiar em jogos e mundos virtuais, o que pode gerar isolamento. O fato é que a dependência das telas se transformou em uma espécie de “cracolândia digital”.

Planos de ação para reduzir os malefícios do excesso digital

           Haidt defende que sejam propostos, com urgência, planos de ação envolvendo pais, escolas, empresas de tecnologia e governos, com medidas para reduzir o tempo dedicado aos celulares e tablets. Ele sugere a proibição do uso de celulares nas escolas e o incentivo a interações presenciais. As escolas deveriam incluir no currículo aulas sobre os efeitos das redes sociais. Os pais, por sua vez, deveriam evitar que seus filhos tenham acesso às redes sociais antes dos 16 anos e estabelecer horários sem telas, como durante as refeições ou antes de dormir. Também precisam estimular brincadeiras presenciais e atividades físicas, especialmente aquelas que envolvam cooperação e movimento. Além disso, é importante que reflitam sobre o próprio uso de telas e redes sociais, pois o exemplo tem grande impacto. Os governos, por fim, deveriam formular políticas públicas para limitar os malefícios associados à dependência das telas e das mídias sociais.

Celulares trocados por livros

           Haidt cita o exemplo da escola The Boy’s Latin School, no estado de Maryland. A instituição eliminou o uso de celulares e ampliou os horários de recreação para alunos do ensino fundamental e médio. Menos tempo de tela, mais diversão. Como resultado, os meninos ficaram mais focados, conectados e engajados em atividades com os colegas. Alguns chegaram a dizer que sentiram alívio por não ter o celular no bolso.

Aumento do interesse pelos livros

Vários relatos indicam que escolas que limitaram o uso de celulares observaram um aumento significativo no interesse dos alunos pelos livros — fato comprovado pelo crescimento expressivo no número de empréstimos nas bibliotecas escolares. Adam Grant, popular escritor científico e professor da prestigiada Wharton School da Universidade da Pensilvânia, cita o exemplo de uma escola em que os alunos passaram a pegar 2,3 vezes mais livros emprestados. Aumentos semelhantes foram registrados em outras instituições, segundo Grant. É impressionante o que acontece quando as distrações do celular são eliminadas. Sem smartphones, as crianças se tornam mais atentas — e, em muitos casos, mais inteligentes.

Por 

 

quarta-feira, 11 de março de 2026

Isso explica muita coisa...

Pesquisadores da Stockholm University, na Suécia, e da University of Manchester, no Reino Unido, descobriram que o óvulo humano pode influenciar quais espermatozoides têm mais chance de fertilizá-lo.

Em experimentos liderados pela bióloga Charlotte Douglass, os cientistas analisaram o fluido folicular, líquido que envolve o óvulo, e observaram que ele libera sinais químicos capazes de orientar o movimento dos espermatozoides.

Os resultados mostraram que a maior resposta nem sempre veio dos espermatozoides considerados “mais saudáveis”, mas daqueles com maior compatibilidade genética com o óvulo.

A descoberta sugere que a fertilização humana pode envolver uma forma de seleção química, indicando que o início da vida depende não apenas de velocidade ou força, mas também de interação e compatibilidade entre as células.

 Curiosidades.

 

sábado, 28 de fevereiro de 2026

Por que os gatos trazem suas presas para seus donos?

Os cães veem os humanos como os chefes da matilha.

Portanto, obedecer aos humanos e receber atenção deles é essencial para os cães.

Nesse sentido, a maioria dos animais de estimação percebe os humanos como donos e se apega a eles.

Porque todos os animais domésticos, exceto os gatos, são animais de rebanho.

Na verdade, outros animais domésticos foram domesticados porque as pessoas quiseram.

Enquanto a domesticação do cão levou cerca de 20.000 anos, a domesticação do gato só ocorreu por volta de 3.000 a.C. Foi na década de 3.000.

Tudo começa com gatos sendo mantidos em celeiros no antigo Egito por causa da ameaça dos roedores.

Nesse sentido, os gatos não são animais de estimação completos, mas sim semianimais de estimação.

Eles são 90% idênticos aos seus ancestrais, os gatos selvagens.

Mas os cães evoluíram para formas muito diferentes de seus ancestrais, o lobo.

Ao contrário de outros animais domésticos, os gatos não veem os humanos como seus líderes ou mestres.

Ele se vê como um grande felino.

É por isso que um gato é dono de uma casa e um cachorro é dono de uma pessoa.

É por isso que os gatos não aceitam ordens.

mas eles podem amar seus donos humanos.

Como no exemplo, se o gato mata e traz para você coisas que ele pega de fora, como cobras, ratos, insetos, e os deixa na sua frente, significa que ele te ama muito.

ou se ele deixa na sua cama, ele provavelmente gosta mais.

Porque no primeiro, esse pequeno humano não pode caçar.

Pode significar algo como: "Deixe-me colocar isso na frente do seu pobre rapaz para que ele possa se acostumar e aprender a caçar".

Mas se ele deixar isso na sua cama, significa que ele está lhe trazendo um presente revelador, sem que você nem perceba.

Muitas pessoas podem reagir de forma exagerada nessa situação, mas isso é errado.

O que precisa ser feito é pegar a coisa e jogá-la fora quando o gato não estiver vendo.

Se houver uma reação exagerada, o gato pode ficar ressentido e sair de casa, não voltando por um longo tempo.

Porque lembre-se, sua casa não é sua, ela é dele, e você ficou bravo e o repreendeu em um lugar que é dele...

Curiosidades.

 

 

SEPARAÇÕES E DIVÓRCIOS NEM SEMPRE SÃO FRACASSOS!


 

Um dia nos casamos,

formamos uma família,

fomos felizes por alguns anos...

e, de repente, tudo muda.

Sem perceber, o amor acaba.

E então as pessoas te julgam

e, no fim, elas sentenciam:

"Eles fracassaram no casamento."

E não é verdade.

Fracasso é brincar de ser "a família feliz".

Fracasso é trair seu parceiro,

seus filhos e você...

O fracasso é ficar por conveniência.

O fracasso é manipular seu parceiro com seus filhos.

O fracasso é viver uma vida de mentira.

Fracasso é voltar para casa infeliz toda noite.

O fracasso é implorar por amor de quem

não te ama mais.

O fracasso é fingir que você ama.

Fracasso é permanecer por medo da solidão.

Fracasso é viver com alguém

por medo de "o que os outros dirão."

Fracasso é não lutar para ser feliz

Fracassar é acreditar que o amor não existe...

Meu respeito a todos aqueles que tiveram a coragem de não viver no fracasso.

E um aplauso maior para todos

aqueles que ainda estão felizes e apaixonados depois de tantos anos.

Lute pelo seu casamento,

mas quando não houver mais pelo que lutar...

Lute pela sua felicidade

e pela sua saúde emocional.

 José Piva Crema.