sexta-feira, 20 de fevereiro de 2026

Educação exemplar vem de casa

A família é um dos principais fatores de maior influência no desenvolvimento das crianças

Você já deve ter ouvido a frase: “educação vem de casa”. Ela é constantemente dita quando uma pessoa ficar nervosa com outra, devido principalmente, a falta de educação. Com o passar dos anos, aprendemos e somos influenciados pelas mudanças da vida, mas a principal referência que existe está na própria casa: os pais.

Existem pessoas que pensam que o papel de pai ou mãe é só até os primeiros anos de vida da criança, ou seja, após esse acontecimento a vida se responsabiliza de cuidar. Pode até ser que ela seja importante, mas são os exemplos dos pais que os filhos seguirão inicialmente, o que for ensinado a eles, e também o modelo que eles tiverem dentro de sua residência. 

Para a psicopedagoga clínica Lílly Anne Porto do Nascimento, o papel dos pais é de extrema importância na criação dos filhos. “Os pais e cuidadores são modelos na educação das crianças. Eles são a primeira referência que a criança tem de caráter e princípios, e ocupam o papel mais importante nessa tarefa, que nunca acaba. Pois filho é para sempre!”

Questionada sobre de que forma o exemplo dos adultos pode influenciar nas crianças, ela explica. “A criança vê nos seus pais um modelo, por isso é tão importante que os pais tenham a responsabilidade de estimulá-los com hábitos saudáveis e bons comportamentos. Se uma criança aprende por meio da imitação, logo ela precisa de um exemplo prático para que seja capaz de reproduzir. Isto é, um espelho para se guiar, e deste, vai tirar aquilo que de acordo com suas tendências servirá de molde para construir sua própria personalidade.”

A psicopedagoga clínica explica a diferença entre a educação da família e da escola. “Sim. Educação vem de casa. Estamos vendo pais transferindo essa responsabilidade para as escolas e professores. Não podemos esquecer que o aluno para a escola é somente mais um que veio e tem um tempo certo para ir embora. Enquanto que filho é para sempre. Educação do ensino é com a escola. Educação dos valores é com os pais e seus cuidadores”, diz.

Influência familiar

Será que existe diferentes formas de se educar uma criança? A psicopedagoga clínica afirma que sim, mas destaca que não existe uma regra de como fazer isso. “Em minha opinião existem muitas formas de se educar, mas não acredito que exista uma forma milagrosa ou um livro pronto que você possa segui-lo e dará tudo certo.” Lílly Anne cita alguns exemplos de como educar uma criança. “Com certeza posso afirmar que pais que buscam dar bons exemplos, que ensinam seus filhos regras e limites, que estabelecem um relacionamento respeitoso entre os membros da família, que ensinam seus filhos a respeitarem seus professores e as demais pessoas, estão no caminho certo para obterem êxito na educação de seus filhos.”

Lílly Anne explica que de acordo com os atendimentos que já realizou há sim relação na forma que fomos educados e a educação de nossos filhos. “Ouço pais em meu consultório relatarem que não gostariam de educar seus filhos da mesma forma que foram educados por seus pais. Outros relatam estarem tentando fazer com seus filhos da mesma forma que os pais fizeram com eles. Daí então posso afirmar que pais influenciam sim na forma como seus filhos educarão seus netos, com exemplos positivos, mas também com modelos negativos.”

A falta de educação familiar pode provocar diversas consequências e a psicopedagoga cita alguns deles. “Jovens que não respeitam suas famílias, tampouco as regras impostas pela sociedade. Adolescentes inseguros, transgressores, com muita dificuldade de estabelecer vínculos saudáveis e muitas vezes violentos”, explica. 

Entre as recomendações concedidas pela profissional de psicopedagogia, está a de insistir com seu filho, apesar das dificuldades. “Nunca desista de educar seu filho, mesmo que as regras e os limites pareçam não funcionar. Tenha em mente que essa criança está em formação e precisa sim de sua persistência nos bons exemplos, no cuidado diário de fazê-los repensar suas atitudes e se colocar no lugar dos outros. Ausência física não se compensa com presentes e permissividade. Invista na qualidade do tempo juntos e não na quantidade”, conclui.

Exemplo

A empresária e estudante de Pedagogia, Innis Rodrigues, casada com Thiago Dornas e mãe de quatro filhos (Gustavo Dornas, de 14 anos, Guilhermy Dornas, 10 anos, Giullia Dornas, sete anos e Giovane Dornas, cinco anos), explica como cria as crianças. “Minha criação é mais como eu fui criada, meu esposo sempre se dedica muito na educação dos filhos, sempre faz o que está ao seu alcance, tentamos colocar nossas opiniões em sintonia, assim todos colaboram com a organização de nossa casa. Fazemos sempre nossas refeições à mesa, todos juntos, faço questão deste momento em família. Sempre tem dificuldades, pois cada um está em um momento, sempre tem alguma rebeldia, uma teimosia, mas vejo que se os elogios vêm de fora é porque está dando certo meu estilo de criá-los.”

Na opinião de Innis a evolução tecnológica tem influenciado a educação das crianças. “Hoje com a tecnologia avançada, há muitos estragos na vida das crianças, principalmente a socialização, a falta de amor, a falta de tempo e a falta de momentos juntos. Isso influencia na distância e acaba perdendo o encanto do convívio familiar, hoje não existem mais amizades, com vizinhos como no tempo em que eu fui criada, tudo vem se perdendo aos poucos e em uma rapidez que dá medo”, diz.

Innis afirma que os pais são agentes diretos na vida dos filhos, e que as crianças veem os pais como seus heróis. “Se este encanto não é regado diariamente deixa de ser o ídolo e passa a ser o vilão. Me mantenho em contato direto com meus filhos até quando estou dirigindo, coloco músicas que todos sabem cantar, escolho sempre uma especial e a nomeio com o nome de cada um deles, para eles serem adultos divertidos e compromissados com regras”, exemplifica.

Educação

Em relação à frase “educação vem de casa”, a empresária concorda com o termo e concede sua opinião. “Cabe aos pais educarem para que seu filho, lá fora saiba respeitar e seguir as normas de cada ambiente, independente se for na escola, na igreja ou em outro espaço público. Para saberem aproveitar outros locais sem querer destruí-lo ou sem fazer parte dele, e que ele próprios sempre serão exemplo para outras pessoas”, comenta.

Educar uma criança de forma errada também tem suas consequências e para Innis elas são graves. “Se você faz tudo estraga, se deixa de fazer é cobrado, mas se tiver pulso firme e fazer o que é correto ao seu olhar, não ficará arrependido depois que ele crescer se tornando um cidadão do bem, crítico e participativo”, afirma.

Questionada se colocar limites é uma forma de educar os filhos, ela é direta. “Sim. Aqui em casa sou bastante rigorosa principalmente com a hora de fazer as tarefas escolares e na organização da casa, se faz algo que não é correto como: brigas de irmãos, na escola, desobediência, sempre ficam de castigo, se xingam por algum jogo ou algo similar como celular e notebook, ficam sem o que os fizeram dizer o palavrão. Não é tolerável nem brigas e nem o xingamento, por isso tem que haver a punição para que o incidente não se repita”, relata.

A estudante de Pedagogia ainda concede algumas recomendações aos pais e responsáveis. “Estar o mais próximo possível de seus filhos para que eles além de te amar, possam se sentir seguros para tratar de alguns assuntos. Independente do sexo do seu filho seja justo com todos, quando for falar em alguma forma de castigo faça, porque senão você não terá mais credibilidade. Conquiste-o diariamente e com muito amor e carinho, que nunca terás aflição, pois, seu filho sempre contará a você seus problemas. Bom, é nisso que me apego e é isso que faço para manter este equilíbrio aqui em casa”, conclui.

Saulo Humberto.

 

sexta-feira, 13 de fevereiro de 2026

A História de Michele Ferrero

1924. Alba, Itália.

Uma confeitaria pequena, quase falida.

Um pai que morre cedo.

Um jovem de 24 anos forçado a assumir tudo.

Ninguém imaginava que dali surgiria um império de €8 bilhões por ano.

Michele Ferrero era obcecado por perfeição — e por sigilo.

A fábrica parecia uma base militar: muros altos, zero acesso à imprensa, fórmulas trancadas.

Ele trabalhava como um alquimista.

Em 1964, pegou uma receita do pai e criou a Nutella.

Em 1968, Kinder Chocolate.

Em 1974, algo ainda maior: o Kinder Ovo.

A ideia?

Fazer a magia da Páscoa acontecer todos os dias.

Um chocolate que não era só chocolate — era experiência.

O resultado?

A Ferrero virou a 3ª maior fabricante de brinquedos do mundo.

Michele, um chocolatier, tornou-se um dos maiores designers de brinquedos do planeta.

Mas sua genialidade estava além dos produtos.

Estava no jeito de construir uma empresa.

Michele era discreto.

Nada de entrevistas, políticas, iates, clubes.

“Entrevistas são como cerejas — quando você come uma, não consegue parar.”

Enquanto bilionários italianos ostentavam, Michele fazia o oposto:

ônibus grátis para funcionários, salários acima da média, acampamentos de verão para os filhos, contratação de gerações da mesma família.

Criou comunidade antes de virar moda.

Ele entendeu algo que muitos empresários ainda ignoram:

Lealdade não nasce de bônus.

Nasce de pertencimento.

E produtos icônicos não nascem de marketing — nascem de foco absoluto, silêncio estratégico e obsessão por experiência.

14 de fevereiro de 2015. Monte Carlo.

Michele Ferrero morre aos 89 anos.

Deixa €23 bilhões, dezenas de marcas lendárias e uma lição para os negócios:

Você não precisa aparecer para ser gigante.

Precisa construir algo que fale por você.

 Update Diário.

 

 

 

quarta-feira, 28 de janeiro de 2026

E, se eu tivesse feito diferente!

Muitas pessoas passam pela vida sem se dar conta que ela é finita. Vivem como se fossem eternamente jovens, cheios de saúde e acabam não planejando e sim, apenas pensando em seus sonhos e desejos.

Viver dessa maneira pode parecer excitante, uma grande aventura, mas também é perigoso. Não gastar um pouco de tempo planejando a vida que deseja ter em curto, médio e longo prazo pode nos levar a grandes arrependimentos. E isso seria um desperdício de vida. Chegar ao fim e lamentar desejando ter feito muitas coisas de maneira diferente.

Eu gosto de pensar no fim da vida. Gosto de pensar na história que quero contar aos meus netos e bisnetos sobre o que vivi até lá. Pensar sobre isso me ajuda a tomar as decisões hoje alinhadas com o futuro que eu quero e me mantem lúcida sobre como aproveitar bem cada dia da minha existência.

E você? Que história quer contar na reta final de sua vida?

 

terça-feira, 13 de janeiro de 2026

Francisco chamou atenção ao surgir caracterizado como um justiceiro urbano

Conhecido nas redes como “Dark Aço”, Francisco chamou atenção ao surgir caracterizado como um justiceiro urbano. A figura forte e imponente escondia, segundo pessoas próximas, uma realidade bem diferente fora das câmeras.

Uma amiga de infância, que também atua como filmmaker, publicou um relato afirmando que a criação do personagem teria ocorrido após a morte do pai de Francisco, seu único parente próximo. A perda teria provocado uma mudança profunda em seu comportamento, e o “Dark Aço” passou a ser uma forma de expressar dores que ele nunca conseguiu externalizar.

No mesmo texto, ela relata que Francisco morreu após uma emboscada em Maringá (PR). A autora afirma que estava com ele no momento, mas não foi ferida. Segundo o relato, Francisco já demonstrava sinais de despedida há bastante tempo e teria deixado decisões tomadas, incluindo a destinação de uma herança, dividida entre ela e uma instituição de caridade.

A publicação rapidamente ganhou repercussão e abriu debates sobre saúde emocional, sofrimento silencioso e até onde vai a fronteira entre personagem e vida real. Até agora, todas as informações conhecidas vêm apenas desse relato, e o caso segue cercado de dúvidas.

Ponto de Interrogação.

 

sexta-feira, 9 de janeiro de 2026

Como a tecnologia está influenciando nossas curiosidades

A presença constante de dispositivos inteligentes, algoritmos invisíveis e serviços digitais de todos os tipos transformou profundamente a maneira como observemos o mundo.  

Hoje, até as menores curiosidades do dia a dia estão conectadas ao impacto tecnológico — seja quando nos perguntamos por que o telefone reconhece nossa voz, como um aplicativo adivinha o que queremos assistir ou por que os anúncios mudam dependendo da hora.  

Nada permanece isolado: nossas rotinas, nossas dúvidas e até a forma como buscamos respostas fazem parte de uma teia digital que evolui em uma velocidade inimaginável há apenas uma década.

Tecnologia que Reorganiza a Forma de Aprender e Descobrir

Antes, a informação chegava por meio de livros, conversas ou aulas formais. Hoje, porém, a curiosidade desperta a qualquer momento. Podemos estar caminhando, ouvir uma palavra desconhecida, pegar o celular e obter explicações instantâneas.

Segundo estimativas da União Internacional de Telecomunicações, mais de 66% da população mundial utiliza a internet regularmente. Isso significa que milhões de pessoas alimentam diariamente esse ciclo contínuo de perguntas e descobertas.

Além disso, a tecnologia não apenas responde — ela antecipa. Plataformas recomendam vídeos, mecanismos de busca completam nossas frases e assistentes virtuais sugerem possíveis necessidades futuras. Isso afeta diretamente a forma como uma curiosidade nasce e como ela é resolvida.

VPNs, Cibersegurança e Acesso Global ao Conhecimento

Neste ambiente digital, onde cada busca deixa um rastro e cada clique pode revelar mais do que imaginamos, cresce também a necessidade de proteger a privacidade.  

Por isso, muitas pessoas recorrem a soluções como VeePN — parte do universo de aplicativos VPN criados para reforçar a segurança online e permitir um acesso mais livre a recursos internacionais.

Em contextos educativos, culturais e informativos, isso pode fazer uma grande diferença. Serviços como VeePN aplicación de seguridad oferecem uma camada extra de proteção e abrem portas para conteúdos que, de outro modo, poderiam estar bloqueados.

Num mundo onde cerca de 30% dos usuários expressam preocupação crescente com vazamentos de dados, a busca por métodos confiáveis que garantam privacidade torna-se, por si só, uma curiosidade diária.

A Evolução do “Quero Saber” na Era dos Algoritmos

Muitas pessoas nem percebem como a tecnologia reorganiza suas rotinas intelectuais. As perguntas já não surgem apenas da observação direta — mas frequentemente do que as plataformas mostram.

Antes, a curiosidade nascia de um acontecimento; agora, muitas vezes nasce de uma recomendação. Um documentário sugerido, um título visto nas redes sociais, uma tendência que aparece do nada em um feed personalizado… Tudo isso desperta a mente, muitas vezes sem intenção consciente.

Pesquisas acadêmicas mostram que, na era pré-digital, uma investigação poderia levar horas ou dias. Hoje, a tecnologia reduz esse caminho para segundos — alterando tanto a velocidade quanto a profundidade do aprendizado.

O Papel da Tecnologia na Educação Informal

A tecnologia transformou qualquer lugar em um espaço de aprendizagem. Não dependemos mais apenas de instituições formais para adquirir conhecimento.  

Vídeos explicativos, plataformas de autoestudo, fóruns especializados, cursos curtos, artigos, bibliotecas digitais e comunidades temáticas permitem explorar qualquer interesse — de astronomia à cozinha molecular, de história medieval à inteligência artificial.

Nesse contexto, também entram em jogo serviços que garantem acesso aberto ao conhecimento global. Para consultar materiais acadêmicos ou comparar preços de ferramentas de estudo, muitos estudantes usam recursos de conexão segura — e é aí que surge naturalmente a ideia de utilizar um acesso VPN para evitar bloqueios ou proteger-se em redes públicas.

Não é o tema central do processo educativo, mas faz parte do ecossistema tecnológico que acompanha cada busca por informação.

Curiosidades Estimuladas pela Automação do Cotidiano

Hoje nos perguntamos por que um carro pode estacionar sozinho, como funciona a tradução automática ou como uma loja online “sabe” que estamos interessados em um produto. Essas curiosidades só existem porque sistemas automatizados fazem parte do nosso cotidiano.

Casas inteligentes são outro exemplo: sensores, assistentes de voz, termostatos automáticos. Até perguntas simples como “por que a luz acendeu antes de eu entrar?” estão ligadas a tecnologias que interpretam nosso comportamento.

Conclusão: Um Futuro em que a Curiosidade Será Ainda Mais Tecnológica

A tecnologia redefiniu nossa forma de observar, analisar, aprender e questionar. O que antes parecia um mistério agora está a um clique; o que antes tomava horas hoje se resolve em segundos; o que antes era inacessível agora faz parte de um fluxo constante de informação global.

Vivemos um período em que as curiosidades diárias se alimentam do impacto tecnológico — e essa relação só crescerá. À medida que surgirem novas ferramentas, plataformas e espaços digitais, surgirão também novas perguntas e novas maneiras de respondê-las.

E é exatamente nessa relação entre dúvida e tecnologia que se formará grande parte do conhecimento das próximas gerações. 

 Curiosidades.

 

 

terça-feira, 6 de janeiro de 2026

Cientistas descobrem o traço mais irresistível em uma pessoa

Você acredita que o humor e a inteligência são os traços mais irresistíveis em alguém? Um novo estudo mostra que talvez seja hora de repensar essa ideia.

Recentemente, um estudo, publicado no British Journal of Social Psychology, descobriu que a gentileza é, na verdade, o atributo mais atraente que uma pessoa pode ter — e seu impacto vai muito além das aparências.

overlay-cleverLogoA pesquisa analisou o comportamento e as percepções de mais de 4 mil participantes e revelou que atos de bondade e empatia têm um peso maior na atratividade do que características como inteligência ou senso de humor.

A gentileza como chave da atração

De acordo com os cientistas, pessoas que demonstram comportamentos pró-sociais — ou seja, atitudes voltadas ao bem-estar de outras pessoas — são vistas como mais atraentes, confiáveis e emocionalmente seguras.

Isso acontece porque a gentileza ativa uma resposta emocional positiva em quem a observa, despertando sentimentos de acolhimento e segurança.

Pequenos gestos, como ouvir com atenção, oferecer ajuda ou demonstrar empatia, criam uma conexão genuína que ultrapassa qualquer padrão de beleza física.

“A gentileza afeta diretamente a forma como percebemos a beleza, porque está profundamente ligada às nossas relações humanas”, explicam os autores do estudo.

Mais poderosa que o humor e a inteligência

Embora o senso de humor e a inteligência continuem sendo traços admirados, a pesquisa mostrou que eles não se comparam ao impacto emocional da gentileza.

O humor pode gerar simpatia, e a inteligência costuma transmitir confiança, mas a gentileza vai além — ela cria vínculos emocionais duradouros, baseados em empatia e reciprocidade.

Em um mundo cada vez mais competitivo e digital, a bondade genuína se tornou um diferencial raro. Isso faz com que pessoas gentis se destaquem não apenas em relacionamentos amorosos, mas também em ambientes de trabalho e convivência social.

Como o estudo foi realizado

Os pesquisadores pediram que os participantes avaliassem fotos de pessoas comuns, acompanhadas de breves descrições sobre suas personalidades e ações cotidianas. As descrições incluíam informações sobre atividades voluntárias, ajuda a desconhecidos e comportamentos altruístas.

O resultado foi claro: as pessoas associadas à gentileza foram avaliadas como mais bonitas, mesmo que suas fotos fossem consideradas neutras em aparência física.

Essa percepção se manteve consistente entre diferentes faixas etárias, gêneros e culturas.

Por que ser gentil muda a forma como te veem

A explicação está na psicologia evolutiva: nosso cérebro associa atitudes pró-sociais à capacidade de cooperação e cuidado, qualidades essenciais para relacionamentos saudáveis e duradouros.

Ou seja, quando alguém demonstra empatia, solidariedade ou generosidade, automaticamente é percebido como mais confiável — e, portanto, mais atraente.

Além disso, a gentileza está ligada à estabilidade emocional, o que reforça a ideia de maturidade e equilíbrio — traços muito valorizados na hora de escolher um parceiro ou parceira.

O verdadeiro poder da gentileza

Mais do que um gesto bonito, ser gentil transforma a forma como nos conectamos com o mundo. A bondade desperta emoções positivas, reduz o estresse e cria um ciclo de reciprocidade que beneficia todos ao redor.

No fim das contas, o estudo confirma o que a intuição já dizia: a verdadeira beleza vem de dentro. Um coração gentil não apenas inspira confiança e afeto, mas também reflete uma forma de beleza que o tempo e as aparências não conseguem apagar.

Resilência Humana.

 

 

quinta-feira, 1 de janeiro de 2026

Saúde mental em janeiro: como evitar a pressão por mudanças imediatas

 

Janeiro é tradicionalmente associado a recomeços e metas ambiciosas, mas especialistas em saúde mental alertam que a pressão por mudanças imediatas pode gerar ansiedade.

Janeiro costuma ser associado a recomeços, metas ambiciosas e promessas de mudança. No entanto, especialistas em saúde mental alertam que a cobrança por transformações imediatas logo no início do ano pode provocar estresse, frustração e sobrecarga emocional, em vez de bem-estar.

A expectativa de iniciar o ano com hábitos perfeitos e decisões definitivas cria um cenário de pressão que, muitas vezes, distancia as pessoas do autocuidado verdadeiro. Em vez de promover equilíbrio, o chamado “recomeço ideal” pode intensificar a ansiedade e o sentimento de inadequação.

Após um período marcado por confraternizações, excessos e quebra da rotina, como as festas de fim de ano, corpo e mente ainda estão se reorganizando. Esse processo de adaptação exige tempo, compreensão e atitudes mais gentis consigo mesmo, reforçando a importância de um início de ano mais gradual e consciente.

Nesse cenário, a cobrança por alta performance e mudanças radicais logo no início do ano pode gerar frustração precoce e fortalecer a sensação de fracasso pessoal. Especialistas destacam que expectativas irreais acabam minando a motivação e prejudicando o equilíbrio emocional.

Por que janeiro é visto como mês de recomeços?

A ideia de janeiro como período obrigatório de renovação está profundamente ligada a fatores culturais e ao estímulo comercial. Promessas, metas e resoluções de Ano-Novo são frequentemente apresentadas como indicadores de sucesso, disciplina e controle da própria vida. No entanto, sob a ótica da saúde mental, transformações forçadas por datas simbólicas tendem a ser pouco duradouras.

Além disso, o mês de janeiro reúne uma série de gatilhos de estresse. Despesas acumuladas do fim de ano, retorno às atividades profissionais, adaptação à rotina escolar e reorganização familiar contribuem para o aumento da sobrecarga emocional. A combinação desses fatores ajuda a explicar o crescimento de relatos de ansiedade, irritabilidade e exaustão mental já nas primeiras semanas do ano.

A orientação de especialistas é que mudanças sejam feitas de forma gradual, respeitando o tempo de recuperação do corpo e da mente, sem a pressão de um “recomeço perfeito”.

Mudanças graduais ajudam a proteger a saúde mental

Em vez de estabelecer metas rígidas logo no início do ano, especialistas em saúde mental orientam a adotar ajustes progressivos. Respeitar o próprio ritmo, retomar hábitos de forma gradual e reconhecer limites pessoais são atitudes que contribuem para o equilíbrio emocional. Pequenas escolhas sustentáveis, quando mantidas ao longo do tempo, costumam trazer resultados mais consistentes do que transformações bruscas.

Outro aspecto importante é saber diferenciar a pressão externa das reais necessidades pessoais. Nem todas as pessoas precisam iniciar um novo ciclo imediatamente. Para muitos, o mais indicado é desacelerar, reorganizar prioridades e recuperar as energias físicas e mentais antes de assumir novos compromissos ou metas.

Atenção aos sinais físicos e emocionais

Cuidar da saúde mental no começo do ano, precisa observar o próprio corpo e as emoções. Mudanças no sono, no apetite ou no humor podem indicar sobrecarga emocional. Identificar esses sinais precocemente ajuda a evitar o agravamento do estresse e da ansiedade.

Manter uma rotina minimamente estruturada contribui para a sensação de segurança emocional. Horários básicos para dormir, se alimentar e trabalhar, aliados a momentos de pausa ao longo do dia, favorecem o equilíbrio mental sem gerar pressão excessiva.

Em alguns casos, contar com a orientação de psicólogos ou outros profissionais da saúde é fundamental. Esse acompanhamento ajuda a definir objetivos mais realistas, respeitando o contexto e as necessidades individuais, além de oferecer estratégias para lidar com expectativas e cobranças.

Entender que janeiro não precisa representar uma mudança radical, mas sim a continuidade consciente de processos já em andamento, reduz a sensação de cobrança. A longo prazo, essa visão favorece decisões mais saudáveis, sustentáveis e alinhadas ao bem-estar físico e emocional.

Saúde mental.


sexta-feira, 26 de dezembro de 2025

INVEJA: QUANDO A GRAMA DO VIZINHO É MAIS VERDE?

A expressão deste título é muito conhecida no mundo todo, afinal, a inveja é universal e foi descrita como um dos pecados capitais ainda no século IV pelo monge Evágrio Pôntico, o qual objetivava fazer um levantamento descrevendo os principais vícios que atrapalhavam a rotina voltada ao exercício para o crescimento espiritual. 

Na história da humanidade – resultando em guerras e mortes – é descrita na trama entre os irmãos Caim e Abel; na mitologia Grega pela disputa sobre quem era a mulher mais bela, ou narrada até mesmo em contos de fadas (Irmãos Grimm) como Branca de Neve. Ela pode se manifestar sob a forma de diversos sentimentos que julgamos negativos: raiva, ódio, inadequação, e pior, pode levar o sujeito a desenvolver atitudes de vingança, de destruição, de fofocas… e quem mais sofre com isto? O invejoso. A inveja é dirigida não só a bens materiais (do outro), mas também à posição social, beleza, caráter, qualidades pessoais, etc, e normalmente voltada àquilo que gostaríamos que fosse nosso. 

Em linguagem popular pode ser conhecida como olho gordo, seca-pimenteira ou mau olhado, todavia, não podemos confundi-la com ciúmes ou cobiça, sentimentos não direcionados ao mal, afinal, nem todo mundo é invejoso.

Mas se invejamos o que queremos, o que desejamos, por que não buscamos isso para nós? Certamente é por que pode haver algumas limitações intransponíveis: não conseguirei ficar bonito ou inteligente como aquela pessoa, minha condição financeira não é suficiente para ter também os objetos e status que invejo, ou então, não acredito que vá um dia ter desenvoltura e simpatia para agir como ela. O que fica evidente aqui é que há uma insatisfação com a vida que se leva e uma frustração decorrente gerando tristeza. Daí que, um trabalho voltado à autoestima, à adequação com a realidade, à motivação por desprender-se da vida do outro, pode desencadear um processo de superação que leve à satisfação e à recuperação da saúde, pois este comportamento gera somatizações que acabam por manifestar-se em diversas formas de adoecimento.

É importante trazer a informação de que inveja não é apenas um mau comportamento que possa ser modificável com facilidade e a qualquer momento, é também um dos sintomas de Transtorno de Personalidade Narcisista, e isso está definido no Diagnóstico de Saúde Mental (DSM-V) como uma condição mental em que a pessoa superestima a sua importância, colocando-se acima das demais, sem empatia e com a necessidade de atenção, admiração e reconhecimento exagerada, o tempo todo. Descrita assim, pode ser um sintoma de uma doença. 

Ao convivermos diariamente com pessoas muito invejosas na família ou no trabalho, corremos um risco real ante uma situação muito prejudicial para a saúde mental, pois os ataques invejosos podem ser internalizados acabando por destruir nossa autoestima, corroer o amor próprio, gerar insegurança, medo, agressividade contra si mesmo e até depressão.

Todavia, a inveja pode sinalizar sobre algo que damos valor e que, por diversos motivos não alcançamos. Já parou para pensar sobre isto? Quem sabe uma mudança de estratégia na vida, uma nova avaliação sobre o que realmente é importante possa auxiliar em novas conquistas. Mas uma pergunta: você sofre com isto? Conhece ou convive com alguém assim? Pense em psicoterapia, afinal, o espaço psicoterápico – onde é possível falar sem julgamentos – é uma ferramenta que pode ajudar a lidar com os sentimentos gerados pela inveja.

 César A R de Oliveira.