sábado, 21 de maio de 2011
Assim nós emburrece...(graças ao MEC)
A última do festival de bobagens em permanente cartaz no país foi a descoberta de que um livro escolar que ensina aos alunos não haver problema em cometer erros de português, por mais grosseiros que sejam. Na defesa do uso do português popular, em que a linguagem oral teria uma suposta supremacia sobe a língua escrita, o livro "Por uma Vida Melhor" admite que poderiam ser consideradas corretas frases com erros de português gritantes, como "nós pega o peixe".
Essa teoria não passaria de uma simples bobagem se o livro não tivesse sido abalizado pelo Ministério da Educação e distribuído a quase 500 mil estudantes. Numa das passagens do livro amplamente divulgadas pela imprensa nessa semana, a autora Heloísa Ramos, uma professora paulista aposentada, afirma: "Posso falar os livros? Claro que pode, mas, dependendo da situação, a pessoa pode ser vítima de preconceito linguístico". Em outro trecho, cita como válidas as frases "nós pega o peixe" e "os menino pega o peixe".
Com livros assim, nossos estudantes "vai" pro brejo. Sorte deles e do país é que essas bobagens pregadas pela professora Heloísa Ramos foram detectadas e desaprovadas com veemência por representantes dos meios acadêmicos e intelectuais. A procuradora da República Janice Ascari, do Ministério Público Federal, considerou o livro um crime contra os nossos jovens, um desserviço à educação já deficientíssima do país e um desperdício de dinheiro público com material que emburrece ao invés de instruir. A escritora Ana Maria Machado, que custou a acreditar que um livro didático defendesse a validade do português incorreto, atribuiu esse esforço para evitar a noção de "errado" ao "paternalismo condescendente de não corrigir".
As ideias equivocadas do livro também têm outro componente: a politização dos livros didáticos no Brasil, item que caminha lado a lado com a qualidade discutível das obras. Boa parte dos livros está cheia de erros que são transmitidos impunemente aos estudantes. Além dos erros conceituais, há também os equívocos determinados pela ideologia política que muitos autores buscam disseminar em suas publicações, custe o que custar. Em seu controvertido livro, a professora Heloísa Ramos faz uma apologia disfarçada do português com erros falado por parte da população, em contraposição ao português falado pela "classe dominante".
Como observou a nota sobre o assunto divulgada pela Associação Brasileira de Letras, todas as feições sociais da língua portuguesa constituem objeto de análises para disciplinas científicas, mas bem diferente é a tarefa do professor de língua portuguesa, que espera encontrar no livro didático o respaldo dos usos da língua padrão que ministra a seus discípulos - exatamente o oposto do que propõe o livro de Heloísa Ramos.
Por Teodomiro Braga.
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William Junior
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