quinta-feira, 8 de julho de 2010

Temposensitividade: O que é isso?



Há pessoas que alegam prever mudanças nas condições atmosféricas pelo comportamento de calos, de reações em cicatrizes cirúrgicas e de dores em articulações ou em pontos de antigas fraturas ósseas. Outras, ainda, possuem o seu estado de humor e disposição associados às variações meteorológicas. Se você está entre elas, não se preocupe; esse fenômeno tem nome: chama-se temposensitividade.
Por definição, temposensitividade é a forma como as pessoas reagem frente às variações meteorológicas. Abrange tanto os aspectos psicológicos, cujos reflexos dá-se no comportamento, quanto físicos, como no caso das dores.
A biometeorologia é o ramo da meteorologia que, aliado às ciências biológicas, estuda o fenômeno da temposensitividade. Basicamente, busca estabelecer relações entre a saúde dos seres vivos e as condições meteorológicas e/ou climáticas.
A obra, em vários volumes, de William Ferdinand Petersen, The Patient and the Weather - O paciente e o tempo - é um dos exemplos da biometeorologia aplicada à medicina. Outros trabalhos podem ser encontrados em publicações especializadas, como é o caso das revistas Progress in Biometeorology e International Journal of Biometeorology, entre outras.
Nos temposensitivos, as chamadas dores meteorotrópicas - em calos, em cicatrizes, em amputações, em estados de artrite, etc. - costumam ocorrer quando há mudanças nas condições de tempo. A explicação parece estar relacionada com o fato de que com a mudança da umidade e da temperatura, a pele se contrai ou se estende. Os calos e as cicatrizes têm textura diferente da encontrada na pele normal. Assim, também reagem diferentemente, provocando as sensações de dor. Provavelmente, algo parecido deve ocorrer em uma articulação inflamada.
Quanto aos aspectos psicológicos - depressão, irritabilidade, insônia, fadiga, etc. -, a explicação não é tão simples. É provável que esteja associada à produção e liberação de algum tipo de substância pelo organismo. O chamado "Efeito Foehn" é um dos exemplos clássicos e curiosos da biometeorologia. Ocorre em regiões montanhosas, onde o vento quente e seco, que desce as encostas, provoca nos indivíduos temposensitivos os populares acessos de loucura, histeria e depressão nervosa.
Há relatos de serviços de bioprognose, como os descritos por Roberto Schmidt, no livro Você e a meteorologia, exemplificando o caso alemão, em que mais de um milhão de pessoas buscavam anualmente no serviço meteorológico daquele país saber se o seu estado de ânimo ou jeito de proceder tinham a ver com reações causadas pelas condições meteorológicas reinantes no dia.
Várias vezes, sempre quando já estava chovendo, escutei indivíduos pretensos ou realmente temposensitivos dizerem algo do gênero: "Não podia dar outra, meu joelho esquerdo estava incomodando". Acreditar ou não? Sinceramente: "No creo en las brujas, pero que las hay las hay".


Gilberto Cunha.

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Sob o domínio da emoção



Vários milhões de pessoas assistiram ao último jogo do Brasil nessa Copa do Mundo de 2010 (contra a Holanda) e ficaram sem entender as razões pelas quais a seleção nacional perdeu o jogo e a razão. Bastou um “cochilo” do goleiro Júlio César e dos demais jogadores de defesa para que o Brasil sofresse o gol de empate (1 x 1) e, com isso, o time se descontrolasse frente ao adversário.
A expulsão de Michel acabou por deixar os atletas totalmente desnorteados. O complexo de inferioridade numérica (11 holandeses contra 10 brasileiros) foi determinante na mente do conjunto.
Daí por diante a seleção brasileira tornou-se desencontrada, insegura, o que iria de modo inescapável terminar na derrota a que se assistiu. O trânsito, onde impera a lei do mais forte e onde quase sempre as pessoas esquecem a boa educação, é a arena que mais exibe exemplos de como as pessoas “perdem” a cabeça por muito pouco.
Uma fechada no carro do lado, uma entrada sem o sinal de seta, a lentidão ao arrancar, no semáforo. Tudo é motivo para toques insistentes e raivosos de buzina.
Nesse momento, a buzina torna-se uma ruidosa arma. A força com que é acionada e a intensidade do som são reveladores do potencial de agressão dos motoristas.
Um amigo empresário, pouco tempo atrás, sofreu ameaça de morte em pleno centro da cidade. Estava ele circulando por uma rua quando parou por que o sinal do cruzamento com a avenida ficou fechado. Quando o semáforo abriu, ele deu um leve toque de buzina para avisar o motociclista à frente, que parecia não ter se dado conta de que o sinal luminoso ficara verde. Foi o suficiente para o tal motoqueiro sacar de uma pistola e a exibir, para o alto, como a dizer: “fica na sua, senão vai entrar nessa aqui!”.
Fora as mortes diárias devido à imprudência de motoristas e motociclistas, o trânsito tem feito muitas vítimas por causa das brigas. Ânimos exaltados, discussões, gritos, e logo surge uma arma, que pode ser até mesmo uma chave de rodas. Em pouco tempo pode-se ter um morto ou machucado gravemente.
O estresse de uma vida urbana agitada tem sido boa desculpa para que se esqueçam princípios mínimos de civilidade, para que se deixe sob o tapete encardido da má vontade o que um dia se chamou de boa educação.
O trânsito é apenas uma das arenas onde diariamente se disputam interesses, por onde são escoadas raivas, mágoas e sentimentos negativos há muito represados.
Quando o orgulho espanca a humildade e a atira para o lixo dos baixos sentimentos perdemos a serenidade. Quando se dá vazão à ira, ao ódio, nos tornamos bichos brutos, viramos feras. Nesse momento, a fisionomia é capaz de expressar esses traços de selvagem.
Por isso, há de se buscar manter a serenidade e jamais perder o equilíbrio, condições mínimas do ser racional que devemos ser sempre. Quanto ao fator emoção, ele deve ser devidamente dosado e dele retirado a porção benéfica, aquela ligada a sentimentos nobres como saudade e bem querer.
Significa que o lado emocional deve ser domado sempre pelo poder da razão. Caso contrário, abriremos espaço à insensatez, nos tornamos animais inferiores, viramos feras.

Antônio Lisboa.

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quarta-feira, 7 de julho de 2010

Mulheres com homens mais jovens vivem menos e homens com mulheres mais jovens vivem mais



Contradizendo o senso comum de que as mulheres com maridos mais jovens vivem mais tempo, um novo estudo do Instituto Max Planck de Pesquisas Demográficas (MPIDR), na Alemanha, demonstrou que quanto maior é a diferença de idade do marido, menor é a expectativa de vida da mulher. O resultado afirma que as mulheres que se casam com um parceiro de sete a nove anos mais jovem aumentam o risco de mortalidade em vinte por cento.
O estudo liderado por Sven Drefahl, publicado na revista científica Science Daily, afirma que independentemente de a mulher ser mais jovem ou mais velha que seu esposo, sua expectativa de vida é menor. Após estudar os dados de quase dois milhões de casais dinamarqueses, Drefahl concluiu que “a melhor escolha para uma mulher é se casar com um homem da mesma idade, um mais velho diminui sua expectativa de vida e um mais novo, mais ainda”.
Já para os homens que escolhem mulheres mais novas a sua expectativa de vida aumenta. As estatísticas mostram que o risco de mortalidade de um marido que é de sete a nove anos mais velho que sua esposa diminui em onze por cento em comparação com casais onde ambos os parceiros têm a mesma idade. Por outro lado, um homem morre mais cedo, quando ele é mais jovem que a esposa.
Essa pesquisa levanta questionamentos dos estudos antecedentes e que para Drefahl há que ter reconsiderações. As pesquisas anteriores levaram em conta a suposição de que um cônjuge seleciona o outro mais jovem por se sentir saudável, portanto tem uma expectativa de vida maior. Outra hipótese foi no caminho de que a escolha de um esposo mais jovem tem um efeito psicológico positivo e social na esposa mais velha, pensando que ele possa ser um cuidador melhor na velhice, contribuindo para melhorar a sua expectativa de vida. Com o olhar nesses estudos Drefahl afirma que "Parece que as razões para as diferenças de mortalidade devido à diferença de idade dos cônjuges permanecem obscuras.”
Para o pesquisador, as mulheres aparentemente saudáveis não vão correr atrás de homens mais jovens e as mais velhas não vão obter benefícios psicológicos e sociais de um marido mais jovem. Os benefícios psicológicos e sociais parecem funcionar para os homens e não para as mulheres. Ao contrário dos benefícios de uma mulher jovem, um marido jovem não iria ajudar a prolongar a vida de sua esposa, cuidando dela ou mesmo acompanhando-a a uma caminhada.
Apesar de muitos estudos sobre seleção de parceiros mostrarem que a maioria das mulheres prefere homens com a mesma idade, a maior parte delas acaba com um marido mais velho. Mas estamos presenciando a diminuição dessa diferença de idade, mesmo que de forma branda, o que faz com que encontremos certa lógica na referida pesquisa e no inconsciente humano.

Renner Cândido Reis.

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Não vou mais usar celular



Não tenha dúvidas: nos melhores momentos, ele vai tocar. E nunca será com uma boa notícia. Sabe naquele momento em que você finalmente conseguiu encaixar o papo com a garota, ela está começando a achar você divertido, de boa conversa e que você já estuda as alternativas para o bote final? Sim, nessa hora ele irá tocar. Sabe naquele momento crucial de sua fala, onde todo seu preparo intelectual foi destinado a criar a dramaticidade ideal para que todos se concentrem no ápice de seu raciocínio? Sim, nessa hora ele irá tocar. Sabe quando o jogo está no momento de tensão extrema, quando um time se defende desesperadamente para segurar o resultado e o outro ataca com o coração acima de tudo? Sim, nessa hora ele irá tocar.
E não se iluda, pois não será nada importantíssimo que só poderia ser resolvido naquele exato momento. Muito menos uma excelente notícia de um aumento salarial que equipara sua folha ao que recebem os mais altos cargos do judiciário. Muito menos aquela beldade que você entregou seu cartão no último churrasco com os amigos que varou a madrugada em um bom papo etílico. Será uma coisa fútil, banal e que não levará a lugar nenhum. Mas o fato é que essa ligaçãozinha inconveniente estragou algo muito melhor que estava rolando. Isso é o que mais acontece.
As mensagens também são uma baita estraga prazeres. Você está em um belo papo e a pessoa pega o celular para verificar uma mensagem ou e-mail. Pronto. Quebrou todo clima. Ela passa a prestar atenção só no que está teclando. Acabou o diálogo. Inclusive, sou a favor de uma lei que proíba e seja passível de multa quem responde mensagens ou e-mails em mesas de bares e restaurantes. O estabelecimento comercial também deveria ser punido por deixar que uma coisa tão deselegante dessas aconteça sob seu domínio. Nos mesmos moldes da lei antifumo.
E não me venha defender o celular dizendo que podem ser coisas urgentes. Eu só trabalho com dados e números. Faça um levantamento de todas as ligações que você recebe em um mês no seu celular e comprove. Do total, quantas eram realmente urgentes e precisavam falar com você naquele exato momento? Fiz essa experiência e não chegou a 5% do total de chamadas recebidas. Sinceramente, não vale a pena o esforço.
O mundo funcionava muito bem sem esse maldito aparelhinho no bolso de todos. As coisas rolavam e ninguém se recorda. Parece que sempre existiu celular e todo mundo precisa falar com você naquele segundo. E se não for agora não serve mais. Desculpe, mas esse mundo do imediato não me seduz. Se estou conversando com uma pessoa, gosto de dar atenção a ela. Aquele é um momento especial e que deve ser vivido com intensidade. E isso é impossível com um aparelho tocando a todo momento em seu bolso. Por isso que sempre quando vou conversar com alguém, desligo o celular. Em consideração ao interlocutor. Em respeito à minha sanidade.
Então, se você me ligar e o celular der na caixa, não se preocupe. Ou estou conversando com alguém, ou estou almoçando, ou estou vendo um jogo, ou decidi realmente aposentar o aparelho.


Pablo Kossa.

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A importância da leitura na formação da criança



A criança é infinitamente mais esperta que um adulto. Não falo de astúcia, mas de processo criativo. Sua visão de mundo é tão bela, inocente, mais colorida e muito mais interessante.
Preocupa-me a intervenção do mundo contemporâneo. Existem games demais e pais de menos, computador demais e conversas de menos, ipod´s demais e diálogo de menos, tecnologias demais e brincadeiras de menos. Fugir da evolução é impossível. Aliás, ela é necessária. Isso é fato consumado. Devemos então usá-la para benefício dos pequenos (e dos grandes também).
Mas não se pode esquecer que a criança é um ser do meio e por isso extremamente sociável. Motivá-la, incentivá-la e orientá-la é papel de todos nós que estamos envolvidos na educação (e da família principalmente).
A criança não é um ser a cada instante. Ela é simplesmente criança, indiferente da localização geográfica em que se encontra ou de sua herança histórica. É praticamente impossível não encontrar uma que tenha um poder inacreditável de imaginação e criação.
Conte histórias, crie histórias e a deixe fazer também. O incentivo à criação é a palavra-chave no processo de crescimento intelectual e do imaginário delas. A criança que encontra um ambiente favorável para a liberdade de expressão e criação é aquela que fatalmente será mais criativa. Como uma coisa boa puxa outra, teremos uma boa contadora de histórias, uma boa escritora e uma boa leitora. Criança que tem acesso à leitura torna-se mais criativa e desenvolve melhor sua capacidade cognitiva.
A leitura deve ser oferecida para criança desde bem pequena.
É “obrigação” dos pais ou familiares próximos lerem para criança dormir ou num outro momento que melhor convir. Quem tem acesso à leitura nos primeiros anos de vida tende a ter mais facilidade na conquista da leitura e da escrita.
Essa obrigação se estende aos professores que, além de ler para elas, devem ensiná-las a aprender como desenvolver os processos de uma boa leitura. A boa leitura é aquela em que a criança se transporta para a dimensão oferecida pelo autor, seja ela um conto, história, poemas ou clássicos. Nesse estágio já existe o domínio e a interpretação; a criação e a construção. Lembremos que ler não é apenas decodificar e sim interpretar, entender e compreender.
A criança pinta o mundo com lápis de cor de luz. Que bom que essa tinta respinga e mancha nossos caminhos.

Eliane Amorim.

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terça-feira, 6 de julho de 2010

Toque de Recolher: Salvando vidas em Passo Fundo



Em boa hora a Câmara de Vereadores aprovou o projeto de lei do vereador José Eurides que institui o toque de recolher, proibindo menores, de até 15 anos, de permanecer em bares durante o horário da meia-noite às 6h. É fácil deduzir o que ficam fazendo esses adolescentes na madrugada, em um bar, o vestibular para a derrocada total. O vereador e os demais edis acionaram um freio, fecharam uma janela, sensíveis ao clamor público, ao choro de uma mãe, à realidade e à falência moral que leva nossos jovens pelos descaminhos que lhes devora e deforma o caráter, deixando-os doentes como também a seus familiares, que vivem primeiramente com eles ingerindo bebida alcoólica e depois, ou vice-versa, consumindo drogas.
O resultado de tudo isso pode ser visto na morte física ou na dependência química, quando tiram a vida de jovens em postos de combustível, ambiente convidativo a se entregar ao vício, e onde eles perdem a própria saúde pelas madrugas afora. Na ausência e ação das autoridades bem como de alguns pais, que não conseguem controlar os menores, por desídia ou mesmo por medo de ser agredido pelo próprio filho, quando lhe nega dinheiro ou o impede de vender um objeto de dentro de casa.
Foi o que aconteceu em Porto Alegre, a mãe matou o filho, quando estava sendo agredida por ele, por não ter mais dinheiro para lhe dar. Não se pode conviver com essas omissões, existem leis gerais, que não são cumpridas por falta de tudo, inclusive de boa vontade, acomodação e criatividade. Alguns só se preocupam quando aparecem na mídia. Criem-se leis que possam ser implantadas, em parceria com o Estado, a União, municípios e entidades particulares. Hoje o Estado está preparado com prédios suntuosos e autoridades específicas, cercado de colaboradores. Existe até o Conselho Tutelar remunerado, que tem por objetivo o cumprimento do Estatuto da Criança e do Adolescente (linda lei), porém, eles não conseguem cumprir suas missões.
As crianças continuam abandonadas pedindo esmolas em diversos pontos, enquanto outras já ingressaram na marginalidade, se prostituindo, ou são aprendizes de criminosos, usuários de crack e bebidas alcoólicas. Não tendo a quem recorrer, o usuário de droga é acorrentado em casa, como se vivêssemos na Idade da Pedra, o Estado não o socorre.
Há tempos atrás, existia apenas um promotor na comarca, atuava no cível e no crime, recebia as partes, amparava as famílias, quer casais ou menores, apresentava denuncia e acusava no Tribunal do Júri. Na verdade, não era apenas um três em um, pois desempenhava múltiplas funções e, diga-se de passagem, muito bem. Não havia venda de bebidas alcoólicas para menores, as crianças de 11 anos em diante trabalhavam e estudavam, tinham carteira de trabalho. Hoje é crime adolescente trabalhar, não é permitido, além da fiscalização do Ministério do Trabalho, os sindicatos fiscalizam e multam os empresários. Em compensação quem fiscaliza ou multa as meninas e meninos que se prostituem ou são prostituídos? Lembram-se do caso de Adriano da Silva, que além de prostituir essas pequenas crianças, alguns deles em trabalho informal, como vendendo rapadurinha, abusava delas e depois as matava.
Quando eu era menino, a atenção ao menor era diferenciada, e isso que não existia o Estatuto da Criança e do Adolescente nem a estrutura estatal de hoje. Para chegar aos 14 anos, que por sinal não chegava nunca, para poder sair à noite ou apenas para frequentar o cinema era uma rigidez total. Para frequentar os colégios noturnos, transitando na noite, era necessário dar explicações, uma vez que fosse abordado. Existiam os chamados comissários de menores, voluntários que faziam a fiscalização gratuitamente. Eles eram recrutados entre pessoas aposentadas do Poder Judiciário, da Brigada Militar e do Exército. As polícias civil e militar colaboravam a fiscalização.
Parem de polemizar por briga de estrita beleza, vamos ampliar a lei, como em certas cidades de São Paulo, vamos fechar á meia-noite os locais nos postos, onde se reúnem para beber e se drogar. Em certas cidades, não houve lei, o juiz determinou o fechamento dessas casas à meia-noite. Parabéns ao vereador Zé Eurides e à Câmara de Vereadores! Não vamos deixar crianças morrerem! Pequem por ação, não por omissão!


Jabs Paim Bandeira

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Do que precisamos para conter a violência no Brasil?



Não é coisa de filme, nem um problema restrito aos morros cariocas. Chegou até aqui, vivemos dias de criminalidade intensa, de hostilidade e medo. Dia após dia temos visto nos noticiários histórias nefastas de crimes que se superam. Somos uma sociedade encurralada pela violência que assoma dos lares, que invade as ruas, que não poupa aqueles que buscam uma vida correta.
Houve um tempo que podíamos pensar que aqueles que não devem não precisam temer, que tiros e assassinatos atingiam apenas aqueles que se envolviam com jogos, vícios, com o cônjuge alheio. Chegamos a pensar que aqueles que andavam direito estavam seguros. Mas a experiência tem mostrado que não é mais assim. Temos inocentes provando que qualquer um pode ser vítima. A advogada que entra numa rua errada e acaba morta por ladrões que queriam seu carro, o estudante baleado na saída do cinema, a publicitária assassinada ao sair para a palestra na faculdade, as irmãs brutalmente violentadas à caminho da escola — exemplos que atestam que é preciso fazer algo, urgente, para que o mal não nos faça a todos reféns.
Estamos nos dirigindo para tempos de terror se a omissão das autoridades continuar corroborando a ação dos bandidos. O tráfico de drogas por exemplo, parece se multiplicar com seus efeitos destruidores e o que é feito? Não existe preocupação em reforçar a fiscalização de nossas fronteiras e parece também não haver reflexão sobre um dos erros mais gritantes dos últimos tempos: ao se livrar de culpa penal aquele que usa drogas, o legislador acabou tornando mais fácil a tarefa do traficante. Não é crime usar, como conter o consumo então?
Assisti a uma matéria em que uma menina contava que perdia a razão quando tinha vontade de usar o crack. A menina de 12 anos ficava cega e não media nada para conseguir acesso à droga. Podia espancar a avó, única pessoa que ainda cuidava dela, podia se prostituir, podia roubar, matar. Diante da voracidade destruidora do vício, nenhum amparo. Não existe centros disponíveis e habilitados para a desintoxicação e a remissão desses jovens. A maioria está fadada a matar ou morrer pelo veneno que os tira da realidade.
É para comprar droga, ou para simplesmente ter um ganho fácil, que meninos se tornam ladrões e matam em troca de trocados. Vida fácil, a ociosidade, a esperteza levada às últimas consequências roubaram uma mãe da convivência com sua filha.
A droga é um fator presente na maioria dos crimes que nos chocam. Filhos embriagados são capazes de se voltarem contra mãe e pais num momento de fúria. País drogados ou bêbados podem destruir a própria prole num instante de delírio. O Estado erra ao não levar as questões do tráfico com medidas mais enérgicas. As autoridades de segurança precisam se dedicar mais ao tema, não apenas com serviços que enxugam o gelo sem eficiência mas com a criação de programas amplos e completos de erradicação do tráfico e do crime organizado.
Claro que há crimes em que não existe relação com o tráfico, mas em todas as grandes tragédias existe omissão de quem deveria vigiar. Psicopatas existem em todos os lugares, pobres e ricos, mas o estupro das duas irmãs, que acabou na morte de uma delas poderia ter sido evitado se houvesse uma legislação sintonizada com a realidade. Aquele homem que confessou o crime estava preso. Já era pra ser um problema resolvido pela sociedade. Porém o dispositivo da liberdade condicional, que até pode funcionar em alguns casos, não deveria ser usada para criminosos do tipo que despreza a vida, que mata por prazer. Estupradores, pedófilos, latrocidas são pessoas que só um milagre muda. Três anos de cadeia, cem anos de cadeia, não mudam o que é do caráter desses criminosos. É ridículo uma lei que considere que um estuprador tenha direito a um regime semi aberto. Como se ele oferecesse risco apenas a noite, como se não fosse um maníaco à luz do dia.
Várias vítimas foram abusadas por aquele homem. Além das irmãs, uma mãe também teve a vida interrompida porque aquele monstro a baleou na cabeça. Situações que poderiam ter sido evitadas! Vidas que poderiam ter sido poupadas com uma revisão de uma lei que já não convence ninguém.
Nesses casos porém, ainda houve solução. O criminoso voltou a ser preso. E o que dizer do sofrimento da família de Polianna Borges que ainda nem sabe porque a publicitária morreu e quem a matou? A inteligência do Estado, as forças policiais mostraram-se totalmente ineficazes na descoberta dos assassinos. Se estão mortos ou vivos, quem pode dizer? E se estiverem por aí, fazendo novas vítimas? A família da vítima tem direito à uma explicação e todos nós temos o direito à segurança.
Sem solução apropriada dos casos, sem pena devida aos criminosos, sem responsabilização adequada, os bandidos se encorajam se tornam ameaças maiores. Sem leis severas e sem um sistema eficaz de apuração e responsabilização, até jovens que deveriam ser cumpridores de seus deveres tornam-se atiradores, miram um adolescente aleatoriamente e podem matá-lo por brincadeira, simplesmente porque apostam na impunidade.
É época de eleição e temos que fazer o assunto Segurança pautar os debates de nosso candidatos. Serra, Dilma e Marina, que são os três principais postulantes à Presidência da República precisam expor o que pensam sobre o assunto, quais as soluções propostas.
A saída é promover uma revisão das leis? A saída é unificar as polícias, integrando-as em todo o país e ampliando assim a rede de inteligência? Melhoraria a situação se o policiamento das fronteiras fosse intensificado? Existem modelos no mundo que podem ser copiados com sucesso?
São perguntas que nós devemos fazer e para as quais exigimos respostas de especialistas e propostas governamentais.
Houve um tempo em que ligamos a criminalidade à miséria. Hoje, vencemos muito da miséria que nos assustava, mas encontramos outros monstros. A violência, repito, não se recolhe às favelas — está nos bairros nobres, passeia nos shoppings, espera em ruas erradas e em avenidas movimentadas, dorme nas casas das famílias ricas e das famílias pobres. A violência precisa ser combatida como um problema nacional, como uma doença que se não for enfrentada e controlada, progride e pode fazer a nação sucumbir.

César Augusto Machado de Sousa.

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Crítica do crack: todo mundo fala, mas não faz nada



Hoje em dia virou uma coisa já muito cansativa e repetitiva ver autoridades políticas, jurídico-policiais, promotores e até empresários tirando casquinha e querendo Ibope para falar de “combate” às drogas. Falam o óbvio – até nenê de berço, pobre ou rico, sabe que “droga mata” – achando que estão aparecendo por dar uma de “bonzinho” e moralista.
Este negócio de “educação”, “diálogo”, psicologismo barato, é uma palhaçada. O que este povo precisa é de serviço, ocupação, escola que presta, pais que prestam, que dão exemplo, e não blá-blá-blá; religião exemplificada, e não blá-blá-blá sem exemplo, que não muda ninguém. Quem que não sabe que droga mata, que é ruim ? Mais “campanha” pra quê? Mais estudos, comissões, diagnósticos, encaminhamentos etc, pra quê ?
Quem que não sabe que transar sem camisinha pega Aids? Se fosse assim, já estaria tudo resolvido. Precisam é de pais, exemplos, serviço, ocupação, Deus, e quando nada disto funciona, de hospital e de médico. E, depois de hospital e médico, mais serviço, mais ocupação, mais exemplo, mais Deus. Todo mundo está de saco cheio de blá-blá, e todos sabem que, de fato ninguém faz nada, pois continua tudo do mesmo jeito.
De presidente da República a secretários de saúde, de governadores, prefeitos a secretários de ação social, polícia etc etc, todos dizem que “estão investindo milhões”, abrindo leitos, clínicas, serviços, combate etc. Vocês veem alguma coisa? Porque eu, que lido com drogados internados todos os dias, não vejo nada.
Estes dias, por exemplo, conselhos tutelares, ministério públicos, judiciários, secretarias de saúde ,etc ,etc, imploraram para que nosso hospital psiquiátrico infantil filantrópico internasse três menores, irmãos, dois meninos e uma menina, do Entorno de Brasília. Deram um trabalho indescritível para o hospital, estavam pele e osso, se prostituindo, roubando, morando nas ruas, assaltando, um deles – por lesão cerebral e pulmonar, pelas drogas – foi parar na UTI, onde ficou por quase um mês, entre a vida e a morte, sendo cuidado diariamente por mim.
Pois bem, quando dei alta para eles, recuperados, cadê os programas? O mais velho está na rua, não arrumam nada para ele fazer, nem plantar alface em uma horta. Os dois só estão em casa porque estão muito medicados, tive de dopá-los para não voltarem às ruas. Apesar de os estarmos atendendo de graça, eu e o hospital filantrópico onde trabalho, as exigências das autoridades não param de chegar. Já tive de fazer três relatórios pedindo transporte do Entorno para o nosso hospital, porque o secretário da Saúde de lá não quer mais dar transporte, chegou a dizer que “droga é problema social, não de saúde”.
Também ninguém do serviço público consegue os remédios, que nem caros são. Durante três meses nosso hospital vem tratando deles de graça, fornecendo remédios, enfermeiros, médicos, psicoterapia etc. Na semana passada, mais uma vez, recebi um recado: não iriam arrumar remédio para eles, não estavam querendo dar transporte para eles – ocupação, então, nem falar. Então eu chutei o balde e os mandei para pqp – resultado: mais três drogados de volta às ruas. Isto, creiam-me, acontece toda hora, todo dia. Agora mesmo, estou com quatro drogados, menores, internados, que vou ter de “jogar na rua” porque não há nenhuma horta para eles irem trabalhar, se ocupar, serem tirados das ruas.
Onde estão os 400 milhões do programa de Lula, governos, prefeituras ? Onde está a ação? O blá-blá-blá eu sei onde está... Até grandes empresas de comunicação, vide OJC, entraram nesta, é “cult”, é “politicamente correto”, é “humano”, dá Ibope. Não são capazes de arrumar um terreninho, botar um hortelão e fazer uma horta para tirá-los das ruas, dando-lhes o que ninguém lhes dá de verdade: o que fazer. Se não conseguem fazer uma horta, vão conseguir fazer um hospital – como têm apregoado?
Mandar uma parcela da população para “chácaras filantrópicas de recuperação” não resolve tudo, pelos seguintes motivos: não se deve misturar menores com adultos; estas casas de recuperação, na sua totalidade, não têm apoio médico/enfermagem para dar medicamentos, exames, consultas etc; não aceitam abordagem médica dos problemas; não aceitam que muitos toxicômanos são também doentes mentais ( hiperativos, depressivos, bipolares, ansiosos, epilépticos, psicóticos, oligofrênicos etc ); estão preparadas para aqueles casos – aproximadamente 20 % do total – de pessoas “normais” que se enveredaram na dependência por hábito, amigos, curiosidade, diversão, e, tão logo afastadas das drogas, por longos períodos, passam a melhorar, mesmo sem assistência médica.
Os que são doentes, mesmo que passem um ano longe das drogas, uma vez egressos das chácaras, irão recair na dependência. Não há, pois, instituições governamentais, ou filantrópicas, que, dentro da cidade, ofereçam apenas ocupação, uma horta, granja, frutas, plantas etc para aqueles – de fato doentes mentais, os “verdadeiros” toxicômanos – que saem de uma internação hospitalar e são “jogados” na rua de volta, para dentro de poucos dias estarem batendo de novo às portas dos hospitais.
Basta que haja uma só autoridade que se interesse e o problema melhora muito. Por exemplo, em Anápolis, há o Dr. Carlos Limongi, juiz da infância, funcionário público exemplar que, de fato, pega o boi pelo chifre e melhora a situação de muitos dependentes. Exemplo praticamente único dentro da constelação dos chupins públicos do blá-blá-blá pagos com régio salário de marajá. Na área de menores de 17 anos, na qual atuo, o problema hoje não é a falta de hospital, há o nosso ( Asmigo ) – o que falta é o governo atuar na parcela mais simples do problema, e, por incrível que pareça, não atua: um terreninho, uma hortinha, para o pós-alta. Será que é pedir muito?

Marcelo Caixeta é médico psiquiatra.

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segunda-feira, 5 de julho de 2010

Se correr o bicho pega...Se ficar o bicho???



Está na resolução n° 245 do Conselho Nacional de Trânsito (Contran): a partir de agosto de 2009, todos os carros zero quilômetros deverão sair das montadoras já equipados com rastreadores e bloqueadores antifurtos. De acordo com as autoridades, tais equipamentos permitem recuperar até 90% dos veículos furtados. Com isso, ao proprietário será facultado gastar mais (contratando o controle do veículo 24 horas por dia, via satélite), ou menos (caso opte por um bloqueio simples, via celular) para buscar seu carro de volta. Prender ladrões e receptadores, aplicando corretamente os impostos, nem pensar.

Esta fórmula invertida de resolver o problema da segurança pública, isto é, repassando a (dupla) conta e o gerenciamento para o cidadão, poderá servir de modelo para os demais órgãos governamentais. Afinal, temos culpa de nascer no Brasil. E culpa maior em caso de mérito – como é a situação dos afortunados que conseguem comprar um carro novo. Nos moldes do Contran, viriam estas outras resoluções:

Resolução da Secretaria de Obras: a partir de tal data, toda construção residencial seria obrigada a conter, em seu projeto, grades em todas as janelas e portas. Mais: cerca elétrica e arame farpado; alarme com sensores de presença em cada peça e monitoramento (operado por empresas ou via celular); canil e guarita na calçada. Afinal, mais de 90% das casas arrombadas não contam com a metade destas garantias.

Resolução da Secretaria de Comércio e Serviços: a partir de tal data, só receberia alvará de funcionamento o estabelecimento que apresentasse, em seu projeto, um sistema de monitoramento interno via circuito fechado de TV. Além disso, deveria conter portas com detector de metais, botões anti-pânico em locais estratégicos e guarita à prova de balas. Para o caso de bares e restaurantes, seria exigida a apresentação dos diplomas de Ninja de seus garçons; aos cozinheiros, Curso de Atirador de Facas. Heliporto e telefone vermelho dentro de uma queijeira – para falar direto com o Batman. As estatísticas indicam que mais de 90% dos casos de assalto seriam evitados com tais equipamentos.

Resolução do Conselho Tutelar: a partir de tal data, todo bebê que nascesse em lar brasileiro deveria ganhar uma pulseira de rastreamento via satélite. Nela, um chip programável informaria aos pais, com preços módicos, a freqüência da criança nas aulas, com quais amiguinhos ela tem andado e se foi ao banheiro hoje (e quanto tempo lá permaneceu). Para o caso das mães que trabalham fora, informaria se chegou perto do fogão e tomadas elétricas; ou mesmo se ficou todo o tempo na frente da TV. Pesquisas indicam que mais de 90% dos casos de delinqüência juvenil, acidentes domésticos e prisão de ventre seriam prevenidos.

Outros projetos: a obrigatoriedade de cintos de castidade para todas as mulheres, a fim de prevenir estupros. Detectores de mentira individuais, para escapar de estelionatos. Coletes à prova de bala em qualquer traje (principalmente uniformes escolares), para escapar de balas perdidas. Toque de recolher nas doze badaladas.

Então, no momento em que todas estas portarias entrassem em vigor – agosto de 2009, quem sabe, junto com a inspiradíssima resolução 245 do Contran –, os governantes poderiam, enfim, abrir de vez as portas das prisões. Teria sido mais fácil e barato monitorar, cercear e enjaular todo mundo.

Exagero ou premonição? O que você acha?


Ruben Penz.

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Pátria de chuteiras, caminhe descalça



A expressão “pátria de chuteiras” foi uma invenção do governo brasileiro á época ditatorial, e pretendia significar que quando entrava em campo, a seleção de futebol representava a nacionalidade brasileira. Não sabemos se a força simbólica de tal expressão atingiu aos jogadores da seleção brasileira, mas o certo é que o futebol apresentado pela seleção de Pelé & Cia é tido como um dos mais belos já apresentados nos gramados de todos os tempos.
Passados 40 anos daquele evento a expressão volta a aparecer no imaginário esportivo. Isso decorre da interpretação dos discursos do técnico da seleção, Dunga, que diz constantemente que “ quem não está comigo está contra o Brasil” ( não o Brasil time, mas o Brasil nação) e outras do tipo de cunho nacionalista ou patriota. Melhor seria, então, corrigirmos a expressão e dizermos: a pátria como chuteiras (mas se fossemos discutir isto com nosso ilustre treinador ele nos xingaria antes de terminarmos a dissertação)
O fato é que sempre em períodos de copa um furor nacionalista é acionado. Pintamos de verde amarelo, vestimos a camisa canarinho, até corneta aprendemos a tocar, mas será isso nacionalismo? O povo brasileiro ainda se identifica com seu país, mesmo que essa identificação ocorra pelo futebol? Há ainda espaços para nacionalismos?
Nelson Rodrigues disse uma vez que “brasileiro tem complexo de vira-lata”. A esse fenômeno assistimos durante 3 anos e 11 meses seguidos, através de maldições ao país: “País de corruptos”, “País onde nada vai pra frente” dentre outras. Aí a televisão é ligada e torcemos feitos crianças sem mamadeira, vibramos como se o lance dos atletas canarinhos fosse nós que o fizemos.Mas se o Brasil perde, a desgraça volta.Temos um patriotismo que se mede em 90 minutos, temos um amor que dura enquanto há celebração do gol.
Mas talvez isso não seja patriotismo, seja outra coisa (mesmo não sendo romântico, não acredito que um amor seja assim tão breve), e essa coisa chama-se marca.
Quando estamos de frente a TV, nós vestimos uma marca. A marca Brasil, marca de sucesso. Cinco estrelas, talvez amanhã seis. Uma marca reconhecida, vangloriada que está timbrada em nosso peito.E dele usamos, abusamos e depois a largamos quando ela sai de moda.
È é tão moda que se faz como tecnologia globalizada, veja quantos jogadores naturalizados; que se faz com intercambio de conhecimento, veja o tanto de técnicos estrangeiros que comandam seleções de outros países; faz-se escondida em fábricas espalhadas por todo mundo (alguém vê o Elano jogar durante o ano que não seja na seleção?). E aí, a marca é posta nas bolsas de valores do futebol, particularmente conhecidos como bolões, e cada vitória corresponde a crescimento na cotação.
Mas que isso não seja algo mal. Vamos aprender a ser modernos e separar as esferas de valores.Futebol é futebol, política é política e ás vezes Brasil não seja Brasil. E aprendamos como nossos jogadores: é jogando descalço que se conquista as melhores chuteiras.

Pedro Henrique Corrêa Guimarães.

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