sexta-feira, 7 de agosto de 2015

Namoro online modifica comportamentos e envolve nudez

Das salas de bate-papo sem vídeo aos novos mecanismos, como os hangouts ou uso de softwares de videochamadas, a atividade sexual virtual passa pela sua primeira revolução na rede de computadores.

É cada vez mais comum o uso da internet para a satisfação sexual do cybercidadão. E na mesma medida, desde que surgiu, a rede tem atraído a atenção de olhares dos pesquisadores que analisam o comportamento sexual. Do início da rede, em meados da década de 1990, aos dias tuais,  o sexo sai da sala de bate-papo e entra nos aplicativos de compartilhamentos e hangouts realizados ao vivo e em cores.

Em 2002, Fabiana Maiorino realizou pesquisa pela PUC de São Paulo em que mostra como a rede pode ser utilizada para a prática de sexo em chats. Na época,  o site mais popular do Brasil era o UOL. E as salas dividadas por idades e temas funcionava como espaços de comunicação. Os interlocutores da conversa sexual precisavam  enviar imagens e palavras se desejassem “excitar” o parceiro do sexo virtual.

Na época, a pesqusiadora investigou o contrato intersubjetivo entre os praticantes de sexo nos chats.

Anos depois, conforme pesquisa de Caetano da Providência Santos Diniz, a rede facilitaria também a traição, “pois há um grande número de pessoas conectadas com as quais poderia haver um envolvimento amoroso, sem falar que manter conversas eróticas online para algumas pessoas não deixa de ser uma traição já que o sexo virtual, se não é o sexo em que os corpos se tocam, pode ser uma simulação de tudo que possa acontecer no corpo a corpo”. 

Recentes estudos sugerem que as salas de bate papo e usos de câmeras virtuais, além dos hangouts e uso de softwares de comunicação visual, aumentou a exposição da nudez. “As mulheres e homens enviam suas fotos e realizam strip ao vivo de uma forma mais natural”, diz a psicóloga Amélia Prado, que estuda  o comportamento sexual dos usuários do Skype.

Para ela, a rede amplia fluxos sensiveis de imagens, interferindo no tempo da relação sexual e na forma de saciedade.



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quinta-feira, 6 de agosto de 2015

Educação para o consumo consciente

Escolhi para o artigo de hoje um tema um tanto desafiador: educação e consumo.

Tenho reparado que as decisões diárias de consumo afetam diretamente nossa vida, o tempo que dedicamos ao trabalho, aos filhos, à família, aos estudos, ao lazer etc.

Em 2006 quando Al Gore lançou seu documentário Uma Verdade Inconveniente (https://goo.gl/ZokOtZ) fiquei realmente tocado pelo assunto. Embora o documentário tratasse sobre a poluição do planeta e suas implicações, fiquei intrigado sobre o impacto que o consumo tem em tudo isto.

Comecei a investigar um pouco mais e descobri coisas interessantes, como um estudo realizado por Annie Leonard sobre a cadeia de extração, produção, distribuição, consumo e descarte que virou um vídeo bastante popular na internet (https://goo.gl/he8eYC). Se você achar o vídeo superficial, vale a leitura do livro de mesmo nome (A História das Coisas). Para Leonard, foram dez anos de pesquisa e viagens pelo mundo coletando e cruzando dados que mostram numericamente a cadeia produtiva mundial.

Hoje, tenho a compreensão de que a falta de água não é somente uma questão de má gestão governamental (parte pode até ser) ou algum tipo de destino divino. Longe disso, é apenas um uso equivocado dos recursos que temos à disposição no planeta.

Às vezes me assusta o fato de que das 100 maiores economias do planeta, 51 são empresas e 49 são países. Um amigo costumava dizer que o conhecido Big Brother, do filme 1984, seria construído pelas empresas e não pelos governos. Bem, ligando a televisão em casa vejo que ele tinha razão. Em um cenário como este, embora pareça antiético um senador no Brasil receber mais de cinco milhões de verbas de grandes marcas para campanha política, isso se enquadra sem grandes problemas no modelo social vigente.

Em um cenário como este, onde o poder econômico se concentra em empresas e não nos governos – que tem como princípio básico a representação das pessoas – as decisões acabam por ter um natural viés comercial.

Este panorama tornou-se tão crítico que em 2000, o embrião do Instituto Akatu pelo Consumo Consciente (www.akatu.org.br) surgiu dentro do Instituto Ethos de Empresas e Responsabilidade Social, quando “Os seus dirigentes perceberam que as empresas só aprofundariam, a longo prazo, suas práticas de Responsabilidade Social (RSE) na medida em que os consumidores passassem a valorizar essas iniciativas em suas decisões de compra.”

Mas o que tudo isso tem a ver com o relacionamento entre empresa e clientes?
Se queremos relacionamentos melhores e duradouros, como perceberam os empresários do Instituto Ethos, é preciso equilibrar a relação: compreender que dentro de um relacionamento, o lado que tem maior conhecimento e preparo é responsável por contribuir para que o outro se desenvolva na mesma medida.

Destinar um percentual dos lucros apenas porque trará um abatimento nos impostos é uma visão restrita. Algumas empresas já têm na composição de sua proposta o destino certo para parte do dinheiro recebido dos clientes, independente do lucro. Essa é uma decisão radical, mas que pode servir como A referência que gosto de usar é que construímos casas hoje como fazíamos há mais de 100 anos.

Já temos tecnologia para gerar 80% menos resíduos na construção civil (sim, oitenta por cento menos!). Mas ainda temos poucas práticas neste sentido. Se a decisão for somente econômica, dificilmente será levada a cabo.
O momento exige das pessoas, das empresas, dos governos e da sociedade mudanças para melhor.

Se eu tivesse de escolher um ponto de partida para esta mudança, começaria pelo destino, escolhendo o tipo de sociedade que queremos viver daqui há alguns anos. A definição de um propósito claro e simples para as organizações é um bom ponto de partida.

Não apenas porque irá gerar resultado financeiro, mas simplesmente porque é o melhor que podemos fazer agora.


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A família e os paradigmas da criminalidade

Há muito tempo existe um “pré-conceito” que defende que jovem malfeitor é aquele cuja vida está dentro dos seguintes paradigmas: pobreza, baixo nível de estudo e sapiência e cor negra. Todavia, os jornais nos têm dado o privilégio de ver que tal “pré-conceito” é uma definição obsoleta e que não tem menor fundamentação.  Isso, pois, nos últimos anos, temos visto situações formadoras de delinquentes que vão muito mais além da falta de conhecimento ou da falta do que “ter” ou “fazer”.

Os jornais nos apresentam diariamente notícias sobre jovens de classe média que aderiram ao mundo do crime. Jovens estes que, na maioria das vezes, já concluíram ou estão a concluir o curso superior. Diante disso muitos se perguntam: “Ora, como pode um jovem que tem o mundo nas mãos e dinheiro no bolso acabar entrando para mundo do crime?” A resposta não é tão complexa como pensamos a princípio.

Nas famílias de classe média ou classe média-alta, talvez devido à grande ambição ou não, o desentendimento entre si é ainda maior.  O jornalista Thales Guaracy em seu livro A conquista do Brasil, defende que a ambição do brasileiro é imensurável, isto é, quanto mais dinheiro ele tem, mais ele quer.

 E isso é um dos motivos primordiais que têm levado pessoas de tais classes a entrar no mundo do crime. A busca incessante pelo sucesso acaba por levar muitas pessoas a procurarem o caminho mais curto. E cabe à família o papel de ser base para que o jovem almeje o sucesso sem deixar de lado os princípios morais de qualquer pessoa.

No entanto, os pilares responsáveis pela sustentação da família encontram-se cada vez mais enfraquecidos. Uma vez que, vertiginosamente, o número de divórcios só cresce. Os pais de hoje não são mais pais presentes, amigos, conselheiros e protetores como outrora.
 Eles acreditam na capacidade de seus filhos serem autônomos e acabam por deixá-los seguir pelo caminho mais curto e obscuro. Pais assim têm sido, sobretudo, pais omissos quanto à educação de seus filhos.

Portanto, é necessário que se deixe de lado os pensamentos metódicos e preconceituosos. A classe social, o nível de sapiência tampouco a cor de alguém não definem o caráter da pessoa. O caráter de qualquer um é o espelho daquilo que está em seu meio.

Sendo assim, não entregue o caminho de seus filhos e de sua família a um destino utópico. Não entregue ao destino o papel de educar seus filhos. Não  acuse o destino de não ter dado oportunidades de escolha a seus filhos, crie-as para eles.




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Super-heróis. O que o lendário Capitão América pode nos ensinar?


Como é gostoso e prazeroso ler um gibi, na adolescência, lia todos os super-heróis: Incrível Hulk, Príncipe Namor, Homem de Ferro, Homem Aranha, Thor, Fantasma, Os Vingadores, Lanterna Verde , Batman, Super Homem; mas  tenho um carinho especial pelo Capitão América, por nos mostrar qualidades humanas diferenciadas com relação aos outros.

Digo diferenciadas, pois, temos três tipos de super heróis: os semideuses, ou seja, já nasceram com este dom: Thor, Super Homem e Príncipe Namor (filho de Poseidon!), os afortunados que tiveram a sorte de estarem naquele local e hora (recebendo da natureza um dom diferenciado): Hulk, Lanterna Verde e Homem Aranha; e aqueles que precisaram de usar de  tecnologias humanas, para tornaram-se heróis (no pior momento em que seu País veio a precisar): Homem de Ferro, Batman  e Capitão América.

Se analisarmos a personalidade de cada um, todos tem semelhanças humanas: tem “defeitos” e “qualidades”; e por incrível que pareça, há casos de sofrerem de  depressão dependendo da situação em que se envolvam. Exemplo? Certa vez, o super homem, ao presenciar a morte de sua amada “Louis Lane” – e não podendo socorrê-la (isso no gibi – e não foi mostrado no filme), entrou numa baita depressão; só depois, ao cair na real, decidiu consertar as coisas, então, são ou não semelhanças!

Entretanto, entre o homem de ferro, que se sente um semideus, pois, credita em sua armadura de ferro, um poder além do imaginado (não bastasse sua arrogância peculiar), o Capitão América se destaca por ter qualidades que precisamos no dia a dia, e também, nas organizações, são elas:

Liderança e Estratégia – mesmo sendo o mais velho do grupo (setenta anos – ele veio de outra época), soube acompanhar as mudanças, é flexível, proativo, resiliente, trabalha bem as adversidades – e somados à sua experiência de vida (lutou em várias batalhas) o credenciou naturamente para que o grupo o escolhesse como líder, confiando em suas estratégias.

Otimismo e Confiança – mesmo considerado antiquado por alguns do grupo, ele sempre consegue retirar dos membros o otimismo e a confiança necessárias para adquirirem forças e seguirem em frente perante os obstáculos.

Relacionar-se bem – Em nenhuma das aventuras do Capitão América, nos gibis ou no cinema, ele teve problemas grave de relacionamentos com o grupo, impedindo-o de resolver qualquer  situação que fosse, por estar de mal com eles.

Para ele, que trabalha com grupo de pessoas com características variadas, objetivos diferentes e motivações diferentes, nosso herói caminha em direção oposta aos outros (não menosprezando ninguém, falaremos em outra ocasião de cada super- herói),  sua formação intelectual, treinamento militar, somados a essas qualidades acima descritas, coloca-o em pé de igualdade perante o grupo.

Resumo da obra: ele faz com que todos do grupo acreditem na vitória; é lógico que temos aqueles que são contrários a suas ideias ou avessos ao bem comum, os “Loki’s” da vida, mas não tirou dele a liderança natural.

Colegas administradores,independente da idade,podemos fazer a diferença! Temos experiência, formação, e com certeza as qualidades aqui apresentadas.

Vistam seus uniformes e vão à luta! Para nosso herói foi feito um escudo de “Prótoadamantium” que lhe serve de defesa e ataque, mas, isso é no gibi! Nosso escudo, queridos colegas, é nossa “Fé” e “Consciência Tranquila” naquilo que fazemos.




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O jornal da rua

O homem tenta, mas ainda não inventou uma ferramenta de comunicação tão eficaz quanto o poste. Nada no mundo moderno consegue derrubar a condição noticiosa dessa base de concreto ou madeira, instalada nas quadras a cada 30, 40 metros.

Eu sou um leitor dos postes. Cada um deles tem sua própria editoria. Existem os postes culturais, responsáveis por divulgar os shows, os espetáculos e as apresentações programadas para a cidade. Existem os postes de serviço, em que a gente sabe quais as excursões que vão partir rumo a compras na Serra, descanso em um complexo termal ou passeio turístico. Outros são destinados ao mercado, oferecem vagas de emprego e recebem currículos, e alguns funcionam como consultório sentimental.

Há pouco tempo o Diário Popular publicou uma foto curiosa, com a mensagem deixada por alguém que procurava companhia para aplacar a solidão da vida. Outra função que só os postes oferecem, sem discriminar o autor ou exigir algo em troca. A mensagem, engraçada e sincera, com erros de Português, tinha o seguinte conteúdo: "Alguma solterona está afim de namoro? Eu sou nego, magrinho, humilde, não sou bonitão. Eu gosto das mulhe que não vai para os baile".

Há alguns anos o quadrinista paulista Laerte publicou a história do personagem que falava com os postes da Vila Madalena. Era considerado louco pelas pessoas porque dava bom-dia, boa-tarde e boa-noite às peças fixadas nas calçadas. Além disso, trocava ideias sobre assuntos variados. Até presenciar a briga de um casal que estava de mudança para o bairro, mas havia se perdido e não sabia onde ficava a casa nova. Após subirem em um poste com o estranho, tiveram uma visão única da cidade, lá do alto, e encontraram o futuro lar.

Os postes fazem parte da nossa vida desde o momento em que nascemos. Na infância eles são a referência para a brincadeira de esconde-esconde ou a trave nas partidas de futebol de rua. Na adolescência é onde a gente costuma ficar escorado conversando com os amigos. E na fase adulta o local para as leituras rápidas.

Fico impressionado ainda com a atualização das informações. Como se fosse um site, os postes têm novidades toda semana. O cartaz de hoje nunca é o mesmo de amanhã. Sempre há algo diferente para ser observado. 

Na frieza do concreto pintado de branco e cheio de fios, existe vida intensa, o cotidiano da cidade em rápidas mensagens. O poste é o jornal da rua, com clientes fiéis.


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quarta-feira, 5 de agosto de 2015

Sobre preconceitos e outros males

Preconceito é tudo o que a gente acha que sabe, sem nunca ter vivenciado e sem nunca ter refletido sobre o assunto. O preconceito é um pré-conceito e embora guarde evidente conexão com a discriminação, não é a mesma coisa. Não é incomum que autores de doutrina e operadores do campo jurídico confundam os conceitos, ao atribuir-lhes linear sinonímia.

 O preconceito é algo cultural, que opera no plano das consciências e que pode, sim, desencadear um comportamento ou ação discriminatória. Não raro, eu tinha dificuldade de me fazer entender em tal explanação por meus alunos e costumava, então, exemplificar com um cidadão que, sendo dono de um restaurante, tinha grande preconceito contra pessoas de determinada origem ou etnia.

Entretanto, jamais negou-se a atendê-los em seu estabelecimento e seu comportamento nunca permitiu identificar, por ação ou omissão, marcas discriminatórias com relação a tais clientes. O preconceito permaneceu vivo, ainda que escondido, mas a discriminação capaz de ser identificada e tipificada não se manifestou.

Este tema é tão relevante que a Constituição Federal do Brasil dele cuida em seu primeiro título, dedicado aos princípios fundamentais. E o artigo 3º que trata dos objetivos fundamentais da República Federativa do Brasil (vejam bem: objetivos fundamentais) estabelece que um desses objetivos (são apenas quatro) é "promover o bem de todos, sem preconceitos de origem, raça, sexo, cor, idade e quaisquer outras formas de discriminação". (A redação poderia ser melhor, pois mesmo que o preconceito seja o gatilho que dispara a atitude discriminatória, não são a mesma coisa). Se o comando da Lei, tão claramente enunciado, fosse respeitado por todos (se fosse...) viveríamos, por certo, numa sociedade melhor.

Somos todos, sim senhor, pelo menos um pouco preconceituosos, na medida em que agregamos à nossa consciência coisas que absorvemos da convivência familiar e da educação que vamos recebendo. O que torna o preconceito uma praga e um dano permanente às relações interpessoais é justamente o fato dele ser um dado cultural, mas isso não o torna nem menos injusto nem impede que ele seja trabalhado e removido de nossas consciências.

 Cada vez que um de nossos filhos ou netos não quer dormir e o ameaçamos com "o velho do saco", estamos instilando nele uma fobia que provavelmente o acompanhará pela vida afora.

 Todos sabemos que não se contrai o vírus HIV num simples aperto de mão, mas quando um soropositivo nos estende a mão e não temos como não cumprimentá-lo, assim que possível corremos para o álcool gel mais próximo.

O preconceito, enquanto solerte e camuflado, gera a hipocrisia, estimula o que se fala à boca pequena, a maledicência da esquina, a insinuação que cuida em não comprometer o seu autor. O preconceito, assim posto e assim exposto, sem assumir-se e sem expressar-se na base do olho no olho, é uma das formas mais abjetas de covardia.

Artistas, políticos e outras pessoas cuja vida os torna necessariamente mais conhecidos e expostos, estão entre as vítimas preferidas. Homens públicos, desde sempre, ou são considerados ladrões, homossexuais ou sua mulher será infiel.

 Se isso não "colar", suas filhas serão devassas e seus filhos drogados. E se o político, artista, etc, for solteiro e comprovadamente decente e honesto, portanto sem mulher nem filhos para serem caluniados e difamados e sem que se lhe possa atribuir a pecha de ladrão, ah...ele que se prepare, pois corre o risco de que todo o tipo de baixaria sobre ele se abata.

Vivemos no século 21, mas com os mesmos preconceitos e futricas da Idade Média. Ao escrever isso, estou pensando em situações próximas, tanto do ponto de vista temporal quanto geográfico, porém o problema não é só local. Recordo do caso de Franklin Delano Roosevelt, o único presidente dos Estados Unidos que teve quatro mandatos consecutivos e que tornou-se uma lenda por haver conseguido retirar seu país da Grande Depressão dos anos 30 e, ao morrer, em 1945, ter legado a seu sucessor o saldo da vitória praticamente assegurada na Segunda Guerra Mundial.

 Pois bem, sendo Roosevelt um ícone (chegou a vencer uma eleição em 47 dos então 49 Estados Americanos) e em face de sua condição de cadeirante eventual (seria uma catástrofe tentar difamá-lo diretamente), seus detratores assestaram sua artilharia contra sua esposa Eleanor Roosevelt, uma mulher extraordinária (primeira embaixadora dos EUA na ONU) e que mantinha uma relação homoafetiva com uma jornalista.

 E daí? A verdade, porém, é que as estratégias diversionistas dos preconceituosos não têm limite.

O discurso sobre a identificação e a valorização da diferença é mais fácil, mas o concreto respeito e tolerância (tolerância não como um favor, mas como o efetivo reconhecimento ao direito de liberdade e opção de vida que nossos iguais devem ter) ainda deixam muito a desejar.

Seres humanos não são iguais e é justamente o efetivo exercício da liberdade que nos desiguala e constitui a tessitura capaz de tornar o mundo melhor. Vamos combinar: esta vida seria muito chata e evoluiria muito pouco se cada um de nós quisesse que os demais fossem nossas cópias. Valorizar a diferença é, sobretudo, respeitá-la.

 Quando não há esse respeito e alguns insistem em vasculhar a intimidade e a vida pessoal dos demais, o melhor é fazer o que alguns já fazem: ignorar os ignorantes, não responder às provocações, pois responder seria como atribuir aos preconceituosos o direito de intromissão.

Estou entre aqueles que acreditam que a educação pode nos tornar menos preconceituosos. Nesse sentido, não apenas a escola formal, mas a classe política, os presbíteros e pastores, as comunidades de sentido (a galera da torcida organizada, a turma do pagode ou do rock de garagem, as confrarias da esquina) e, principalmente a mídia e as famílias têm um papel essencial nesse processo que deve ser, primeiro, de desconstrução das visões obtusas que levam ao preconceito. E, por falar em mídia, o Diário Popular, em sua contracapa da edição da última segunda-feira já oferece um bom exemplo disso, ao não furtar-se a discutir e opinar sobre um tema que tradicionalmente é delicado e espinhoso.

Pelotas bem que podia - por sua generosidade e sua esplêndida tradição humanista - inscrever-se como um bom exemplo na luta contra os preconceitos. E cada um de nós pode começar, desde logo, dialogando com nossos filhos, nossos alunos e nossos amigos.

 E quando a conversa for com as crianças (infantes adoram e compreendem muito bem as categorias de "do bem" e do "mal"), poderíamos lhes dizer, por exemplo, que um político "do bem" é aquele que não é corrupto nem ladrão e trabalha para cumprir suas promessas e resgatar compromissos que tornem melhor a vida das pessoas de sua comunidade. O resto (resto mesmo) é preconceito.



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Gripe, resfriado e alergias respiratórias: prevenção e tratamento com homeopatia.

O vírus da Influenza se apresenta em três tipos: A, B e C. Os vírus A e B são os mais comuns. O Rhinovírus, responsável pela maioria dos resfriados, tem, pelo menos, 115 sorotipos diferentes já identificados na natureza, o que dificulta na alopatia a produção de tratamentos específicos.

A gripe é uma doença respiratória causada normalmente pelo vírus Influenza A. Existem também os vírus B e C. A última grande epidemia foi a de gripe suína, diferente do H1N1 (totalmente humano), que contém material genético dos vírus humanos, de aves e suínos, incluindo elementos de vírus suínos da Europa e da Ásia.

A Influenza e suas complicações (principalmente as pneumonias) são as responsáveis por um volume significativo de internações hospitalares no país. Os sintomas são muito parecidos com os da gripe comum: febre alta superior a 39ºC, dor de cabeça intensa, cansaço, dores musculares e nas articulações, tosse, irritação nos olhos e via nasal e, ocasionalmente, vômitos e diarreias. Até o momento, sabe-se que a gripe suína é uma doença respiratória que teve origem em porco a partir da combinação de material genético de diferentes vírus de gripe.

Todas as manifestações de resfriado, gripes e alergias respiratórias estão ligadas ao miasma (suscetibilidade individual) do Tuberculinismo.

Portanto, as pessoas mais atingidas são aquelas que possuem, hereditariamente, mais características físicas, emocionais e mentais deste miasma, ou seja, possuem uma predisposição genética, herdada dos antepassados, ligada a doenças respiratórias repetitivas, como alergias, pneumonias, tuberculose, câncer de pulmão. Há também aquelas que não possuem herança mais preponderante de Tuberculinismo, mas que em determinado momento da vida estão lidando com situações de perda, de abandono, de não se sentir amado, querido ou desejado.

Existem, ainda, situações de quem sofreu algum tipo de abalo emocional, como perda do emprego, de dinheiro, de algo material querido etc, fazendo com que se torne mais suscetível. Tudo que diz respeito ao sistema respiratório da pessoa fica, energeticamente, vibrando neste padrão, causando o enfraquecimento do sistema imunológico (de defesa do organismo).

Existe uma dúvida se o tratamento homeopático contra gripe, resfriado e alergias é apenas preventivo ou pode ser utilizado para combater os sintomas e promover o restabelecimento da doença. Os remédios devem ser tomados da forma recomendada, pois as homeopatias não são tomadas indefinidamente. Além de preventiva, ameniza os sintomas da doença nas primeiras horas e o tempo de recuperação depende de cada pessoa.

Não são todas as farmácias homeopáticas que têm conhecimento dos remédios, mas costumamos fazer a distribuição de uma circular nas farmácias com a orientação de tratamento (www.homeopatias.com). Não há necessidade de prescrição médica, basta a indicação do homeopata ou a pessoa ter o conhecimento dos remédios certos e saber como usá-los.

A pessoa pode se tornar imune aos vírus se utilizando de medicamentos homeopáticos, pois a homeopatia é preventiva, ou seja, se o organismo estiver fortalecido, não contrairá outros tipos de doenças. Quem estiver em tratamento homeopático ou que mantém um regime de vida mais equilibrado - sem vícios, boa alimentação, dorme satisfatoriamente, cuida do seu estado emocional - está com o seu sistema mais fortalecido. As mesmas homeopatias que prevenirão gripes, resfriados e alergias poderão ser também utilizadas para prevenir manifestações do Tuberculinismo.


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terça-feira, 4 de agosto de 2015

A estrada para ser pai

Se você conversar com um pai e perguntar qual é a maior dificuldade em ser pai, ele pode não dizer deste jeito, mas vai afirmar: um dos maiores problemas é que filhos não nascem com manual de instruções! Tá bem, este não é o problema apenas de ser pai, mas pode se estender para ser mãe, relação entre irmãos, casal e aquelas em que a proximidade do dia a dia torna desgastante qualquer tipo de relação.

O manual que falta quando da entrega da criança precisa ser suprido de alguma forma. Um pai deu um depoimento dizendo que seu pequeno mundo era bem organizado e ele se sentia o centro do universo. O nascimento do filho mudou a órbita de todos os planetas, inclusive a sua, onde a agenda ficou diferente, aí se incluindo aprender a fazer coisas que nunca tinha imaginado: acordar de madrugada com choro, trocar fraldas, acompanhar o crescimento, as crises, as partidas e os retornos.

A vida sempre respeita ciclos. Enquanto filhos, há um pai que está no horizonte, dando parâmetros para que organizemos nossas vidas. Até que os filhos cheguem, não parece que um dia aquela posição que era tão cômoda vai ser chacoalhada, exigindo que o nosso amadurecimento passe pelo estágio em que a vida segue em frente e, então, é tempo de trocar de papéis.

Não fui pai biológico. Tentei ser um pai de coração para o Miro, a Vânia e a Vanessa (filhos da minha irmã falecida). Não fui um bom pai. Assim como não posso me classificar como um bom filho. Não há apenas a dicotomia entre bom e mau nas relações familiares: um dia podemos estar bem, noutro nem tanto; um dia podemos acertar no jeito de tratar, no outro podemos ser estabanados. Faz parte do processo mais eterno que existe: ser gente!

Se o filho viesse embalado em material de proteção, acondicionado em caixa apropriada, com todos os manuais e cabos necessários, ainda assim, a "montagem" é coisa que não depende apenas de quem os gera ou os cria. Cada um deles vem com seu jeito especial de ser. Por muitos cursos que se faça, por muitas obras que se leia, por muitas ideias que se troque com outros pais, ainda assim, um filho ou uma criança que a vida nos encarregou de criar são únicos.

Pais também o são. Do analfabeto ao letrado, do carinhoso ao mais duro, do próximo àquele ausente, se pedirem o depoimento de seus filhos, alguma coisa de boa vão ouvir como marca que o convívio deixou. Neste tempo de ausência do meu pai, seu Manoel (quatro anos de sua morte), não poderia dizer que sinto sua falta ou saudade. A impressão que tenho dele é de alguém que cumpriu seu papel, viveu a sua vida e, do seu modo, incentivou a que também fizéssemos o mesmo.

As cruzes que carrego não foram colocadas em meus ombros por meu pai. Ele tinha um jeito bem-humorado de enfrentar a vida e seus problemas: se, na encruzilhada, se toma um rumo errado, ser pai não é mostrar um outro caminho, mas ajudar a fazer novas escolhas, quem sabe com mais distância a percorrer, mas sabendo que o filho traz em si um jeito especial de viver. O importante é seguir em frente, aprendendo que as estradas ficam melhores quando somos capazes de observar, juntos, horizontes, distinguindo a beleza das montanhas, lagos, vilas, bosques e, quem sabe, outras estradas...



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Gratidão – À força que transforma pessoas comuns em extraordinárias

O nosso corpo e a nossa alma, dependendo da nossa trajetória existencial, podem se sobrecarregar de energias ruins que se transformam num pesado fardo. São mágoas, ressentimentos, rancor, raiva, cólera, somadas as fixações mentais negativas, situações não concluídas, egoísmo e inflexibilidades, que muitas vezes podem nos distanciar de uma vida plena, radiante a de boas realizações. Por esta razão, quero falar com você sobre a Gratidão.

Se você não consegue ser grato, ou dizer o quanto é grato a alguém, principalmente por se sentir vítima, obviamente tem que buscar forças do fundo da alma para este exercício, e procurar tocar-se por uma força divina e se inspirar por ela, pensando em luz e agindo com o coração. Certamente assim virão de dentro as palavras certas, que tanto procura.

A gratidão não é uma ação, ela é uma reação á graça recebida, não importa de “onde” ou quem veio o bem recebido. Se você tem consciência de quem há um bem mesmo que intrínseco em cada passo, em cada pessoa e em cada batalha da sua vida, poderá olhar com mais ternura e menos julgamento aos acontecimentos aceitando de coração aberto.

A gratidão é uma espécie de antídoto que correrá em tuas veias, atingindo seu  corpo por inteiro, com alto poder para eliminar as espécies mais diversas de toxinas que destroem sua paz interior, e afetam seus relacionamentos, e te coloca em permanente dilema, que só atrasará seu desenvolvimento pessoal e profissional.

As pessoas no geral levam muito a agradecer ou expressar a gratidão, não dando uma nova chance acabam ficando também no prejuízo. Li certa vez que “A Gratidão é a força que nos Transforma”. Você agora que lê estas palavras para que pudesse fazer esta leitura, muitas e muitas pessoas auxiliaram para que pudesse praticar algo que hoje te parece tão simples, seus pais, professores, amigos e quem sabe ate mesmo uma pessoa que te concedeu esta oportunidade financiando seus estudos…

A gratidão é um sentimento de nobreza, parece simples mas é ferramentas para os fortes. Um dos mais importantes poetas e dramaturgo de todos os tempos, o inglês William Shakespeare (1564- 1616) já dizia: “A gratidão é o único tesouro dos humildes.” E ser humilde não é ser diminuído mais sim permitir deixar no coração o sentimento de amor fluir da alma.

Agora te pergunto: o quanto você tem sido Grato? Seja grato a tudo e a todos que te trouxeram ate aqui. Gratidão é a força que Transforma pessoas comuns e extraordinárias…


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Seu filho precisa mesmo ser tão feliz?

No meu tempo de criança, os pais eram pessoas esforçadas pelo sustento da família. Com ostentação ou sem, as pessoas eram mais preocupadas com o trabalho do que com ser feliz. Talvez por isso, já que filhos querem sempre fazer tudo diferente dos pais, agora todo mundo quer fazer o filho feliz, acima de tudo.
 Isso explica os valores escandalosos que se paga hoje em dia por uma festa de aniversário, a quantidade de brinquedos que as crianças têm e o número enorme de brasileiros indo para a Disney, às vezes para passar o final de semana. Claro que existe a culpa de muitos pais que trabalham demais e tentam compensar os filhos de alguma forma.

Mas reflexo da culpa ou não, as crianças de agora nasceram para ser felizes. Será que está certo isso?

Vamos lembrar da nossa infância. Eu pelo menos, era muito feliz. Brincando com minha amiga que morava na casa ao lado, passávamos horas penteando o cabelo uma da outra, ou fazendo comidinha com as plantas do jardim. A maior aventura de que me recordo era brincar de pega-pega com o meu cachorro.

Muito básico para você? Acontece que meu cachorro se transformava em uma onça que na verdade era uma Medusa, então em um simples olhar, ele poderia nos transformar em pedras. Por isso estávamos sempre equipadas com frascos vazios de shampoo cheios de água que explodiam como granadas quando caiam no chão.

Pois é, criança vem com imaginação de berço. Por isso não precisa ir até Orlando ver os espetáculos de fogos de artifício para ficar maravilhada. Aliás, cá entre nós, já estive na Disney 3 vezes (2 em Orlando e 1 em Paris) e nunca vi tanta criança triste em um parque. Chorando, cansadas, angustiadas, com as mães e os familiares estressados.

Claro, já viu o tamanho do lugar? E a quantidade de informação? E de sorrisos maquiados, brilhos, alegria explosiva? Gente, somos humanos. Isso não é um filme. É vida real. Não somos super heróis, nem princesas. Seu filho vai comer aquela salsicha processada junto com aquele pão velho de uma lanchonete linda com várias coisas girando, e pode ser que passe mal. E ai? Não! Não pode passar mal na Disney. Tem que curtir. Tem que ser feliz.

Eu trabalhei para a Disney traduzindo todos os materiais para português durante 4 anos. Sou encantada com a empresa e com o negócio em si, gosto de ir porque moro a 300 quilômetros de distância, temos o passe anual então é um programa barato em um lugar super organizado e bonito na maioria das vezes.

Só estou usando de exemplo porque sei que é uma viagem muito cara para se fazer do Brasil mas isso não está impedindo cada vez mais brasileiros de fazerem. Minha pergunta usando este exemplo é: será que precisamos fazer tanto pelos nossos filhos? (Viagem de 8 horas de avião, filas intermináveis, kilômetros e mais kilômetros de parque de diversão) Eu suponho que não.

E que está errado os pais sentirem que são responsáveis por fazer dos filhos, pessoas felizes. De onde tiramos essa ideia maluca?

O que eles precisam na verdade é de adultos para educá-los. E como adultos é claro que estamos ocupados. Com a família, com o trabalho, com as funções da casa. Se nessa lista se somar “a felicidade do(s) meu(s) filho(s)” alguém vai ficar muito sobrecarregado e frustrado. Talvez seu filho, talvez você, talvez todo mundo.

É chato tentar e não conseguir. Já pensou como sente os pais que pagaram a viagem em 6 vezes, passaram 8 horas na lata de sardinha, mais 1 hora em um brinquedo se o filho sair do brinquedo chorando?

Uma vez eu li o livro Encantador de Cães e fiquei fascinada com o raciocínio simples que o genial Cesar Millan escreve ali. Ele diz que cães só vão obedecer quem eles respeitam. E para ganhar respeito, é preciso ser a autoridade, é preciso colocar ordem antes do amor. Agora tente trocar a palavra “cães” por “filhos”, dá no mesmo. Autoridade é o contrário de democracia. Os pais não podem estar sempre abertos “o que querem comer, o que vamos fazer hoje, onde vamos passar as férias”.

Entende como é complicado para a criança ouvir isso? Sentir que não existe uma ordem. Ela no auge dos seus 4 anos (ou por volta disso) é que precisa saber, querer e lidar com seus desejos. Meu Deus, está tudo errado ai. No meu tempo de criança, minha mãe interrompia a brincadeira trazendo uma bandeja com uma limonada fresca e biscoitos Maria.

Sempre que lembro dessa cena (que aconteceu várias vezes) ela aparece iluminada como uma fada. O que eu sentia era: Nossa, ela é mágica! Como ela sabe que estamos com fome e com sede? Teria sido bem diferente se ela tivesse aparecido e perguntado: querem lanchar? vão querer sorvete ou pode ser biscoito mesmo? Estava pensando em fazer uma limonada, vocês vão beber? Ou é melhor eu trazer um suco de uva?

Infelizmente não estou escrevendo isso porque já aprendi a lição depois de ler o livro. Estou tentando aprender. E só estou escrevendo sobre isso porque descobri que tenho errado bastante. Desde que nos mudamos para Miami, fico com pena e compaixão por qualquer expressão de sofrimento que meus filhos tenham. Porque sei que é difícil para eles. E até esqueço que é difícil também para mim.

Minha vida mudou completamente. Mas nem lembro disso. Só penso neles. A consequência? Minha filha de 4 anos cada dia faz uma coisa para me irritar. E então percebi que ela está fazendo isso porque eu estou irritando ela. E porque? Porque estou aberta todos os dias para ouvir, para entender o lado dela. Não parece errado à princípio, certo?

Mas está errado. Criança precisa de adulto, alguém que tenha um norte, e ela acompanha o caminho, se frustrando, entendendo seus limites e entendendo, porque não, que a vida não é um parque de diversões cheio de pessoas fantasiadas sorrindo para você o dia todo. A vida é para evoluir. Vamos tentar evoluir como pais antes que eles cresçam. Já pensou como deve ser frustrante a adolescência de uma criança que sempre teve uma, duas, ou mais pessoas prontas a atender seus pedidos?

 Como deve ser difícil perder para um adulto que passou a infância sempre ganhando? Nem que a custa de 12 sofridas prestações para os pais?
Educar dá mais trabalho do que servir o sorvete antes do jantar, já que seu filho está querendo tanto. Educar envolve mais compromisso do que pagar as 6 parcelas da viagem mágica. Educar é coisa de gente grande. Deve ser por isso que crianças não podem ter filhos. Porque filhos precisam de adultos. Parece que esse é o grande problema da minha geração, não queremos ser adultos. Outro dia vi um post sobre a crise dos 25 anos. Levei o maior susto! A maioria das pessoas que conheço estão nessa crise aos 35 (ou mais).

Está na hora de dar esse passo. Parar de focar só na diversão e na felicidade e evoluir, amadurecer. Todo grande passo na vida acontece quando a gente faz aquilo que é desconfortável. Já aprendemos muito sobre diversão e entretenimento, que tal agora aprender a viver?

 por Cris Leão.


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