quarta-feira, 9 de janeiro de 2013

Para botar a cabeça a funcionar


Nunca pensei! Passou o Natal, caímos no fim de ano, passaram as festas de Réveillon e tive que botar a cabeça a funcionar, para entender o que está se passando. Não, não é ressaca não, tomei apenas um miserável cálice de espumante, mas descobri que ainda não vimos tudo.

Há um empresário disposto a nos provar e tomara que ele tenha razão, que através da gravidade, retomando uma ideia que vem lá do Galileu Galilei, tipo anos 1.638, que é possível a conversão contínua de energia produzida em energia cinética. Deu para entender? Não, pois, é o seguinte: sem gastar combustível, só com a força da gravidade, é possível sim, criar um “moto contínuo”. Agora ficou mais difícil?

Ah, nós que não nascemos para os números, que enfrentamos a álgebra, a geometria, a matemática sempre com o pé para trás... Não adianta a gente ficar se mimando, dizendo que os pobres professores da área, não sabem nada de humanidades, não entendem o João Simões Lopes Neto, menos ainda o Guimarães Rosa e não vamos adiante do “dois e dois são quatro”! Será que são mesmo?

Eu já nem sei mais e fico me remoendo e quero o pescoço dos meus primeiros mestres que não me abriram as portas destas preciosidades e agora estou aqui, feito um burro, achando que perdi as lições iniciais e não vou entender nada.

Pode ser que seja isso mesmo. Mas, tudo o que eu quero é que de fato esteja errado e será possível criar alguma coisa nova e inesperada, a partir de segredos ou mistérios de há muito perseguidos e que agora se colocam diante do homem.

Sim, será preciso apenas um esforcinho de imaginação e raciocínio e estaremos diante do milagre. Não mais será necessário combustível, nem sólido, nem líquido, e apenas a gravidade resolverá este problema histórico.

Agora mesmo me defronto com problemas de aparição e desaparição de animais. Não, não é sonho não!

Surgiu uma cachorrinha em nossa casa e quando as pessoas à ela se afeiçoaram, depois de levá-la ao veterinário, tratá-la e prepará-la para a vida, sumiu.

Interferência dos céus? Talvez. Mas, isso para mim é tão misterioso quanto resolver o problema do funcionamento de um motor que se basta e é assim que funciona. O leitor consegue colocar-se em meu lugar?

Pois é. Se não entendeu, eu transcrevo a explicação final, destinada a iluminar os ignorantes como nós:

“É um conjunto de pesos que move pistões e bielas ligadas a um virabrequim”! Fácil, não é? Entenderam? E nunca mais precisaremos de petróleo.


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terça-feira, 8 de janeiro de 2013

Um filho a cada falha

 
São diversos argumentos a justificar o número de filhos acima das possibilidades mínimas de cuidados

Há microrregiões em que alguns homens se tornam reconhecidos pela quantidade de filhos que colocam no mundo, verdadeiros reprodutores, como se autodenominam, criados geralmente pelos avós maternos. Muitos são admirados e imitados.

Nessa situação em particular, o problema seria bastante minimizado se o Ministério Público, por meio dos promotores, tomasse consciência do seu papel e processasse a todos, por maus-tratos ou abandono de incapazes, nos casos mais graves, e os demais pela concessão de pensão alimentícia.

São diversos argumentos a justificar o número de filhos acima das possibilidades mínimas de cuidados, independentemente de ser um, serem dois ou mais. Toda vez que se pratica um ato sexual capaz de engravidar, deve-se ter a noção exata que a falta de prevenção trará uma gravidez naturalmente.

Todas as igrejas, os sindicatos, as ONGs, os governos e familiares deveriam informar aos jovens com clareza absoluta dos riscos da gravidez e cobrar responsabilidade total dos seus pupilos, de forma incisiva, quando arrumassem filhos.

Nada de passar a mão na cabeça, nada de dar moleza, nada de assumir o lugar de quem os fez. O adágio “quem pariu Mateus, balance”, tem que ser levado ao pé da letra. O Ministério Público e a Justiça têm que atuar em defesa do bem-estar das crianças e penalizar os pais que as abandonassem ou não cuidassem devidamente, para respaldar o princípio básico de toda pena, que é servir de exemplo.

Todos os pontos aqui abordados servem para mulheres e homens. Jamais se deve diminuir a responsabilidade deles ou referendar o machismo pela quantidade de filhos. Essa posição vai além da tolice, traz consequências sociais graves para todos. Enquanto os pais irresponsáveis não forem parar na cadeia por deixar filhos abandonados pelo mundo, infelizmente, a sociedade ainda vai presenciar pessoas fazendo filhos por divertimento ou por afirmação sexual. As desculpas da falha do remédio ou do rasgão da camisinha não colam mais nos dias atuais, pois até já existe a pílula para o dia seguinte.

Facilitar o acesso à cultura, à prática de esporte, ao artesanato, à música, mostra um lado bom da vida que não substitui a necessidade de procriar. Mas a consciência sobre a necessidade de cuidar dos filhos é o vetor preponderante para acabar de vez com a fabricação de filho como se fosse produção numa indústria. Colocar filho no mundo deveria ser encarado por todos com muita seriedade.


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domingo, 6 de janeiro de 2013

O Congresso dos EUA...


Enquanto todo o mundo participava do Réveillon, Barack Obama, senadores e deputados discutiam e votavam o projeto que evitou a instalação do “abismo fiscal”

É impossível não prestar atenção à exemplar imagem que o Congresso e o presidente norte-americano exibiram nos últimos dias (e noites). Enquanto todo o mundo participava do Réveillon, Barack Obama, senadores e deputados discutiam e votavam o projeto que evitou a instalação do “abismo fiscal” naquele país, ainda convalescente da crise econômica de 2008. Em pleno feriado, os congressistas aprovaram o projeto, mantendo isenções fiscais e evitando cortes no orçamento público. Bem diferente do que vimos, dias atrás, no Brasil, onde o Congresso não teve tempo para aprovar o orçamento de 2013, obrigando o governo a editar uma medida provisória para dispor dos recursos necessários à administração.

Soa muito mal perante o trabalhador, empresários e todos os brasileiros obrigados a cumprir jornadas diárias, a quase inacreditável informação de que o Senado Federal e a Câmara dos Deputados só fazem sessões deliberativas no meio da semana porque na segunda e na sexta-feira é muito difícil reunir o numero suficiente de congressistas. Da mesma forma, causa repugnância saber que, só de vetos - aquelas leis que o Executivo rejeita - existem mais de 3000 projetos engavetados desde os tempos de FHC que, pelo regimento, deveriam ter passado por votação. Igualmente, míngua a imagem do Legislativo o fato de seus integrantes, apesar de trabalharem apenas de terça a quinta-feira, descontados os feriados, ainda terem direito ao recesso (férias) de dois meses e meio por ano.

Partindo-se da ordem constitucional, que organiza o poder público em três esferas - Executivo, Legislativo e Judiciário - somos obrigados a lembrar que, pela sua própria natureza, o Executivo funciona permanentemente. Quando o titular sai do país ou tem algum impedimento, o vice assume imediatamente e, se esse também tiver de se ausentar, seu substituto legal é chamado a governar até a volta do titular. No Judiciário, inclusive no STF, quando a estrutura entra em recesso, ficam os juízes plantonistas, que decidem as questões urgentes. Só o Legislativo, o mais significativo dos poderes num regime democrático, é que literalmente fecha as portas, ensejando ao governo legislar através das medidas provisórias, que deveriam ser reservadas apenas para momentos catastróficos. Deveriam as casas legislativas continuar abertas no recesso, funcionando em um sistema de plantão apenas com as lideranças dos partidos na pessoa do líder ou do membro partidário por ele indicado. Dessa forma, esse poder tão importante, pois é o que faz, discute e aprova as leis, não ficaria acéfalo.

Estamos vivendo uma época de transformações. Não é demais pensar na possibilidade de uma classe política forte que trabalhe com a responsabilidade digna de suas funções e seja respeitada pela população que representa. Mas, para isso acontecer, é fundamental que os senhores senadores e deputados incluam todos os dias úteis na sua pauta laborativa, tornando-se figuras mais presentes ao trabalho e, na medida do possível, esvaziando as gavetas de suas casas legislativas, onde milhares de projetos dormem indefinidamente. Importante: não se esqueçam também de cuidar da regulamentação da Constituição, que vigora desde 1988 e ainda está incompleta. É preciso trabalhar e trabalho sério é o que não falta!


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sexta-feira, 4 de janeiro de 2013

Consumo de álcool: falsa qualidade de vida

Pode-se dizer que o mundo do trabalho mudou e que, consequentemente, afetou diretamente a vida pessoal. Hoje, no trabalho, há muitos fatores desgastantes que acabam ocasionando novas doenças como o estresse, a depressão e o excesso de ansiedade. Diante disso, existe cada vez mais a necessidade de se buscar a melhoria na qualidade de vida.
O que é qualidade de vida? Você algum dia já se fez essa pergunta? É sensato sim, querer e necessitar melhorar a qualidade de vida... entretanto, como fazer isso? O que vem sendo exposto e entendido pelo brasileiro dos dias atuais como melhoria na qualidade de vida? Essas são questões que servem para abrir lacunas e repensarmos sobre nossas atitudes na busca desta tal melhoria da qualidade de vida, simplesmente porque possuímos diferentes interpretações para a procura do mapa desta mina encantada.
Certamente, o que pode ser entendido como melhoria na qualidade de vida para uma pessoa, pode não significar o mesmo para a outra. Boa parte da sociedade está deixando transparecer que entende que melhoria na qualidade é consumir mais bebidas alcoólicas. De certa forma é uma visão distorcida, pois em longo prazo isso se tornará uma bola de neve e resultará no declínio da saúde e das relações pessoais.
Ainda são poucos aqueles que defendem a diminuição do sedentarismo, a prática de esportes, o contato com a natureza, a leitura de um livro ou então ver um bom filme. O que predomina é a visão que o prazer e a busca da qualidade de vida esta no “happy hour” da sexta-feira com os amigos, regada a muito álcool ou então nas festas no final de semana abluídas de muita bebida e comilança.
Percebe-se ainda que muitos criam expectativas para que os dias de folga – finais de semana e feriados – cheguem o mais rápido possível. No entanto, a tristeza surge quando a segunda-feira se aproxima, o entardecer do domingo lembra mais um ritual de sacrifício. Parece que o fim do mundo vai chegar e que o ideal seria ter mais tempo ocioso para beber mais e mais. Muitos já eliminaram a cultura do “beber socialmente no final de semana” e desenvolveram a nova cultura do “beber socialmente todos os dias”.
Dados de faturamento das empresas fabricantes de bebidas alcoólicas do Brasil nos mostram com números crescentes e satisfatórios que o brasileiro está bebendo cada vez mais. Por outro lado, dados de órgãos do governo evidenciam que estamos cada vez mais violentos e doentes, tendo o consumo de álcool como principal causador. Até nossas famílias estão se esfacelando. Recentemente foi mostrado que o número de divórcios no Brasil bateu recorde.
Infelizmente, se o Brasil continuar na direção em que está, este mal silencioso irá dilacerar boa parte de nossa sociedade. Talvez Otton Von Bismarck (Chanceler alemão pioneiro em políticas sociais que institui de forma pragmática benefícios como o seguro de doença na Alemanha) ficasse sem opção para instituir novas leis de garantia do bem-estar social, já que estamos lidando com um mal que fundamenta e estabelece uma falsa sensação de melhoria de qualidade de vida. Precisamos repensar: O que é melhoria da qualidade de vida?
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quinta-feira, 3 de janeiro de 2013

Um Morfeu para 2013


O novo ano está aí e é sempre a mesma história: desejos de muita paz, de felicidade, de saúde e, enfim, as promessas de mudanças Mas que tal deixarmos para trás o que sofremos com o ano velho, esquecermos também o Morfeu da mitologia grega, da luxúria e levarmos para nossos sonhos um Morfeu contemporâneo que nos ilumine em busca de soluções, com vibrações positivas em busca do nosso ser e não do somente ter?

O novo ano está aí e é sempre a mesma história: desejos de muita paz, de felicidade, de saúde e, enfim, as promessas de mudanças. Não podemos desejar a paz, o amor, a felicidade, a saúde e perder tudo isso em busca de dinheiro, mesmo sabendo que o ter já adquiriu uma importância descabida na vida de muitos homens.

A boa qualidade de vida implica em termos o mínimo de posses, como a moradia, a alimentação, o vestuário, mas, quando se tem uma boa quantidade de bens e privam-se outros seres do acesso a eles, passa a existir uma grande diferença, a ganância.

Ano-novo, vida nova, é hora de quebrarmos velhos hábitos e iniciarmos novos costumes. Esforcemo-nos para superar as coisas triviais em nossas vidas, esse é o primeiro passo para não desperdiçarmos nossas energias em coisas banais. Que não possamos nem cochilar nesse novo ano, vamos abrir os olhos e perceber que muita coisa boa pode vir de dentro de nós e daqueles que te fazem o bem e juntos buscar os motivos para realizar todos os nossos sonhos, com muita alegria e confiança, com a mente desligada de que somente as coisas materiais te trazem felicidade.

Vamos abrir nosso livro da vida, de tantas coisas complexas, e começar a preenchê-lo com motivos que nos traga o bem-estar, a esperança, a verdade, o caminho da paz e da tranquilidade.

Não podemos perder o foco ao longo do novo ano daquilo que sustentamos como verdadeiro na essência humana, valorizando a criatividade e o entusiasmo do indivíduo perante a vida.

  Esse novo Morfeu nos encherá de perseverança, um novo ânimo, nos ajudando a quebrar as barreiras que nos impedem de seguir adiante. Só o medo de fracassar torna o sonho impossível.

Com Morfeu, adeus ano velho e feliz ano-novo, é "nóis"!

Por: João Renato Weigert.

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quarta-feira, 2 de janeiro de 2013

Cavaleiros do Apocalipse


Cientistas dizem que os cavaleiros do Apocalipse já estão entre nós, e que o mundo entrará em agonia, por muitos anos. Acontecerão guerras nucleares, pandemias, fome e outros fatos que levarão a humanidade praticamente ao extermínio, dando lugar a um novo mundo.

Certamente, diante do que dizem aqueles que não acreditavam no calendário Maia, mas não descartam outras formas de eliminação da humanidade, é que o próprio homem estará destruindo o planeta.

Até se pode acreditar nessas "profecias”, pois o homem realmente já vem destruindo o mundo há muito tempo. A ganância pelo dinheiro, a vaidade, e, especialmente a luta pelo poder, onde tudo é válido na busca da liderança, onde uma pequena parcela se impõe sobre milhões de criaturas que nada ou muito pouco podem fazer para escapar da ameaça que paira sobre a Terra.

Cada vez mais, o agrotóxico está sendo jogado sobre a terra, envenenando o homem, enquanto estranhas doenças (que muitos acreditam serem produzidas em laboratórios) surgem da noite para o dia, eliminando milhões de pessoas, como nos mostra o Ebola, como exemplo.

Os mares sendo dizimados pela ausência de políticas de preservação da fauna marinha; navios pesqueiros carregam suas redes e, na hora de estocar o produto capturado, muito pouco é realmente aproveitado e, o restante sendo devolvido sem vida ao mar. Nas lavouras, não raro o produto utilizado para "fertilizar" envenena a produção e escorrega para os rios, ajudando a poluí-los, juntamente com os mares; milhões de sacolas, sacos e outros produtos plásticos, mas condicionados servem de alimento para peixes, tartarugas e outras espécies que perecem com o estômago abarrotado de imundície.

Indústrias jogam diariamente ao ar, milhões de toneladas de poluentes que afetam, especialmente, as crianças, produzindo homens que crescem já contaminados. Em alguns pontos do planeta, multidões clamam por alimentos e água, morrendo de inanição, enquanto governos poderosos preferem investir em armamento bélico para se fazer respeitar através da força e, para tanto, invadem outros países, desrespeitando códigos definidos.

 Esses fatos são feitos aos olhos do mundo, sem que nenhuma providência seja tomada para impedir atos de agressão, onde as populações mais pobres é que são atingidas diretamente.

Importante que se diga que, em muitas dessas ações estúpidas, surge ablasfemia, com utilização do nome de Deus como fator preponderante para a tomada de posições, como se Ele aprovasse tais crimes. Sem dúvida, estamos vivendo tempos difíceis aonde o homem chega ao ponto de brigar e matar sem nem mesmo saber por que briga e mata, jogando jovens nas linhas de frente de batalhas para favorecer interesses escusos, que muitas vezes, se escondem por trás de mentiras lançadas ao vento (lembram, a famosa produção de armas químicas no Iraque, que motivou invasão, mortandade mas que nunca foram encontrados os laboratórios mencionados?)

Os cavaleiros do apocalipse cavalgam ao redor da Terra, mas não acreditamos que serão eles os responsáveis pela destruição anunciada. Mais provável é que exista um cavaleiro do apocalipse dentro de muitos do poderosos, pronto a fazer sua parte negativa para que o todo termine aniquilado.  

 
Por Moacir Rodrigues.

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terça-feira, 1 de janeiro de 2013

Nós, os habitantes indesejados


Provavelmente, no início da formação da vida no planeta Terra, havia uma grande rede de DNA distribuída por organismos extremamente simples.

“Os humanos são, sem dúvida alguma, a espécie mais dominante que a Terra já conheceu. Em apenas alguns milhares de anos, engolimos mais de um terço da área do planeta para criar as nossas cidades, fazendas e pastos. E estamos deixando uma boa bagunça para trás: aramos prados, arrasamos florestas, drenamos aquíferos, geramos lixo nuclear e a poluição química, empurramos espécies invasoras, promovemos extinções em massa e, mais recentemente, criamos o fantasma da mudança climática. Se pudessem, as outras espécies que partilham a Terra conosco certamente nos colocariam para fora do planeta.” Bob Holmes

Provavelmente, no início da formação da vida no planeta Terra, havia uma grande rede de DNA distribuída por organismos extremamente simples, mas que possuíam, em absoluta desordem, todas as informações que gerariam o homem de hoje, ser complexo que se diferencia dos demais pela plena capacidade de ter conhecimento de si e de dar significado a toda a informação acumulada em seu centro de memória genético.

Sendo criado por métodos totalmente empíricos onde os erros impuseram-se sobre os acertos e o acaso e permitindo melhores identificações com o ambiente, surge o homem pelas mãos da incerteza.

Inteirando-se do planeta, conquistando cada palmo de sua morada, viu-se compelido a fazer modificações: os rios caudalosos e repletos de animais e plantas que lhes davam vida e ainda contribuíam para que o homem pudesse se deslocar por sobre suas águas e buscar alimento passaram a serem utilizados como local de despejo de dejetos altamente poluidores e suas nascentes adulteradas a ponto de influir no equilíbrio original; as florestas pareciam muito fechadas, cheias de feras e outros perigos e atrapalhando o progresso e a expansão do homem pela Terra, começaram, então, a serem cortadas, queimadas, mutiladas de todas as formas possíveis; plantas e animais começaram a ser transferidos para todos os lugares segundo a conveniência do homem e sem o mínimo controle das interferências desastrosas sobre o equilíbrio original e que poderia afetar a sobrevivência do próprio homem; florestas plantadas onde antes havia campo, campos plantados em substituição às florestas, enfim, toda a organização de quatro bilhões e meio de anos começou a ser desfeita para servir a uma única espécie.

Enorme interferência só poderia resultar em um grande desequilíbrio de dimensões planetárias que, embora o conhecimento de todos seus efeitos e o alarde da impossibilidade de consertar a bagunça ecológica nos próximos cem anos, continua a prosperar por conta do argumento inconsequente da necessidade de desenvolvimento, talvez para uma Terra sem a espécie humana e que levaria cem mil anos para apagar todos os vestígios da passagem desta espécie autofágica, se esta desaparecesse hoje.

Por outro lado, se colocarmos a sabedoria acumulada além da ciência e se o homem puder entender a importância de alcançar os sonhos, transpondo os limites da utopia para a geração de novos sonhos, que só poderão ser sonhados por homens que entendam que a sua casa é o planeta e que esta deverá ser reconquistada em concordância com os demais habitantes para que os caminhos da evolução continuem a ser os da incerteza e do acaso, talvez não sejamos eliminados de nossa morada a bem da harmonia planetária.



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segunda-feira, 31 de dezembro de 2012

O homem e a vida em ciclos - Como é o homem que sai de 2012 e entra em 2013?

A sensação proporcionada pelos ciclos da vida faz-nos parecer que há sempre um novo início...
Estamos nos aproximando de mais uma passagem de ano. Como de costume, essa época traz consigo todos os rituais conhecidos por nós, desde a infância. Fecha-se um ciclo, abre-se outro. Reflexões sobre ano que se finda. Planos para o ano que se apresenta. Ciclo esse cheio de pequenos ciclos, como meses, semanas, dias, horas, minutos e segundos. Fato é que nenhum segundo por viver será igual a algum segundo vivido. Assim acontece com os demais ciclos.
A sensação proporcionada pelos ciclos da vida faz-nos parecer que há sempre um novo início. Essa é a parte mais interessante. A figura geométrica que representa o círculo não tem início ou fim. É provável que esse jeito de ver a vida se instaurou com a invenção do relógio analógico, onde o ponteiro marca o tempo, passando sempre pelo mesmo lugar. Porém, se olharmos atentos, a cronologia da vida ela está mais para uma linha reta, onde os eventos sucedem-se um após o outro.
No entanto, mesmo que reflitamos incansavelmente sobre a decorrência do tempo, a sensação de um novo início deve permanecer. Se nos apercebermos dessa sensação, na realidade, podemos até tirar proveito dela. A perspectiva do início de algo, em geral, traz consigo novo ânimo e motivação. A ideia de que o novo trará consigo surpresas agradáveis tem grande impacto em nosso modo de agir e sentir. Podemos assim, utilizar esse “gás” extra, para impulsionar nossas ações quando iniciamos novos ciclos.
Mas como as especificidades do homem se encaixam nessa dinâmica? Como é o homem que sai de 2012 e entra em 2013?
As lutas e as reivindicações das mulheres, por igualdade legal e social, afetaram direta e indiretamente a forma como os homens se colocam na sociedade. A legalização do divórcio e, recentemente, a facilitação deste, trouxeram novas possibilidades às configurações familiares. A luta no mercado de trabalho, cada vez mais acirrada, leva a um futuro cada vez mais incerto.
Fica evidenciado o impacto de tantas mudanças, na vida do homem, quando ouvimos deles frases que remetem a um passado glorioso e saudosista mesclada com a falta de referência na atualidade. Os novos adventos nas relações sociais entre homens e mulheres o deslocaram para um outro lugar. Que lugar é esse?
Talvez esse seja o engano. Achar que há um lugar onde o homem, finalmente se encontre e ali permaneça estagnando, com algo que lhe pareça bem definido. A vida é dinâmica. Os ciclos da vida são dinâmicos. Mesmo porque o homem vive em constante interação com o meio, com os outros e por ela ele é afetado. A sensação que me vem, por diversas vezes no consultório, é que os homens levaram um esbarrão em direção ao vácuo e aí, nesse lugar, se imobilizaram.
Há novos desafios? Sim, como sempre houve. Tudo que se fecha, abre-se para o novo. E isso acontece a cada momento. Do futuro só há previsões e expectativas. Do passado o aprendizado e as experiências. E não perdem, de forma alguma, sua importância. O passado e o futuro orientam intensamente a maneira como vivemos o presente. Mesmo que a vida seja uma linha cronologicamente reta, que os ciclos elevem em picos de motivação e esperança o nosso modo de viver o presente.
Olhemos nós, homens, em nossas diferenças com as mulheres e, em nossas diferenças entre nós mesmo homens como serem que vivem a caminhar. Quiçá a busca dos homens por encontrar um lugar único onde possam se sentir homens transforme-se na possibilidade de visitar vários lugares sem que, necessariamente, se perca esse sentimento.
Fecha-se o ano de 2012. Abre-se o ano de 2013. Na linha da vida está por vir mais um ciclo e que esse seja tão bem vivido como devem ser vividos cada ciclo.
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sábado, 29 de dezembro de 2012

Escolha uma cor para você


Tecnologia em nossas mãos, estamos virtualmente conectados com o mundo


Estamos cercados pelas novas tecnologias. A cada lugar que andamos já podemos perceber um aumento significativo de pessoas utilizando tablets e smartphones. A conversa entre amigos num bar, muitas vezes, só começa após todos fazerem o check in no Foursquare, publicar uma foto no Instagram ou atualizar o status no Twitter e/ou facebook. Estamos virtualmente conectados com o mundo. E isso deve crescer ainda mais em 2013.

O mercado de produção de novidades para consumidores enlouquecidos pelo mundo high tech está superaquecido. Os grandes grupos despejam centenas de novidades para atrair o público a cada novo dia. A expectativa é que neste novo ano o número de smartphones vendidos ultrapasse a quantidade de venda de celulares "comuns".

 E o setor tem uma nova marca líder: a Samsung. A fabricante sul-coreana ultrapassou a Nokia na lista das maiores marcas de celulares do ano. O posto de líder mundial era sustentado pela Nokia há 13 anos.

E os aparelhos realmente são sensacionais. Nos conduzem a diversos lugares na palma da mão. Com a imensidão de aplicativos disponíveis é possível programar o dia a dia, trabalhar, fechar negócios, ler um livro, checar receitas, calcular a quantidade de carne para o churrasco de domingo, divertir-se, compartilhar informações e até ensinar as crianças com jogos educativos. Tudo em poucos cliques direto na tela touch screen. Ah! E dá para telefonar também.

Os preços destes desejos tecnológicos ainda estão altos para boa parte dos brasileiros. Mas, uma medida aprovada pelo Congresso Nacional pode fazer com que o preço final dos smartphones caia até 10%.

 Contudo, o governo ainda discute exatamente como funcionará a retirada da incidência de tributos federais sobre os aparelhos. O debate é sobre quais modelos serão beneficiados: os que custam até R$ 1 mil ou até R$ 2 mil. Em qualquer um dos casos, a medida vale para os produtos de fabricação nacional.

O Ministério das Comunicações defende que a medida recaia sobre os modelos mais baratos. Neste caso, conforme estimativas, o governo federal deixará de arrecadar R$ 400 milhões ao ano. Assim que o debate chegar ao fim, o acesso às funcionalidades dos smartphones para uma camada maior da população estará nas mãos de Dilma Rousseff.

A presidente assinando o decreto, o país dará um grande passo em direção a uma abrangência maior das pessoas aos infinitos recursos destes magníficos aparelhos.


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