quinta-feira, 3 de janeiro de 2013

Um Morfeu para 2013


O novo ano está aí e é sempre a mesma história: desejos de muita paz, de felicidade, de saúde e, enfim, as promessas de mudanças Mas que tal deixarmos para trás o que sofremos com o ano velho, esquecermos também o Morfeu da mitologia grega, da luxúria e levarmos para nossos sonhos um Morfeu contemporâneo que nos ilumine em busca de soluções, com vibrações positivas em busca do nosso ser e não do somente ter?

O novo ano está aí e é sempre a mesma história: desejos de muita paz, de felicidade, de saúde e, enfim, as promessas de mudanças. Não podemos desejar a paz, o amor, a felicidade, a saúde e perder tudo isso em busca de dinheiro, mesmo sabendo que o ter já adquiriu uma importância descabida na vida de muitos homens.

A boa qualidade de vida implica em termos o mínimo de posses, como a moradia, a alimentação, o vestuário, mas, quando se tem uma boa quantidade de bens e privam-se outros seres do acesso a eles, passa a existir uma grande diferença, a ganância.

Ano-novo, vida nova, é hora de quebrarmos velhos hábitos e iniciarmos novos costumes. Esforcemo-nos para superar as coisas triviais em nossas vidas, esse é o primeiro passo para não desperdiçarmos nossas energias em coisas banais. Que não possamos nem cochilar nesse novo ano, vamos abrir os olhos e perceber que muita coisa boa pode vir de dentro de nós e daqueles que te fazem o bem e juntos buscar os motivos para realizar todos os nossos sonhos, com muita alegria e confiança, com a mente desligada de que somente as coisas materiais te trazem felicidade.

Vamos abrir nosso livro da vida, de tantas coisas complexas, e começar a preenchê-lo com motivos que nos traga o bem-estar, a esperança, a verdade, o caminho da paz e da tranquilidade.

Não podemos perder o foco ao longo do novo ano daquilo que sustentamos como verdadeiro na essência humana, valorizando a criatividade e o entusiasmo do indivíduo perante a vida.

  Esse novo Morfeu nos encherá de perseverança, um novo ânimo, nos ajudando a quebrar as barreiras que nos impedem de seguir adiante. Só o medo de fracassar torna o sonho impossível.

Com Morfeu, adeus ano velho e feliz ano-novo, é "nóis"!

Por: João Renato Weigert.

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quarta-feira, 2 de janeiro de 2013

Cavaleiros do Apocalipse


Cientistas dizem que os cavaleiros do Apocalipse já estão entre nós, e que o mundo entrará em agonia, por muitos anos. Acontecerão guerras nucleares, pandemias, fome e outros fatos que levarão a humanidade praticamente ao extermínio, dando lugar a um novo mundo.

Certamente, diante do que dizem aqueles que não acreditavam no calendário Maia, mas não descartam outras formas de eliminação da humanidade, é que o próprio homem estará destruindo o planeta.

Até se pode acreditar nessas "profecias”, pois o homem realmente já vem destruindo o mundo há muito tempo. A ganância pelo dinheiro, a vaidade, e, especialmente a luta pelo poder, onde tudo é válido na busca da liderança, onde uma pequena parcela se impõe sobre milhões de criaturas que nada ou muito pouco podem fazer para escapar da ameaça que paira sobre a Terra.

Cada vez mais, o agrotóxico está sendo jogado sobre a terra, envenenando o homem, enquanto estranhas doenças (que muitos acreditam serem produzidas em laboratórios) surgem da noite para o dia, eliminando milhões de pessoas, como nos mostra o Ebola, como exemplo.

Os mares sendo dizimados pela ausência de políticas de preservação da fauna marinha; navios pesqueiros carregam suas redes e, na hora de estocar o produto capturado, muito pouco é realmente aproveitado e, o restante sendo devolvido sem vida ao mar. Nas lavouras, não raro o produto utilizado para "fertilizar" envenena a produção e escorrega para os rios, ajudando a poluí-los, juntamente com os mares; milhões de sacolas, sacos e outros produtos plásticos, mas condicionados servem de alimento para peixes, tartarugas e outras espécies que perecem com o estômago abarrotado de imundície.

Indústrias jogam diariamente ao ar, milhões de toneladas de poluentes que afetam, especialmente, as crianças, produzindo homens que crescem já contaminados. Em alguns pontos do planeta, multidões clamam por alimentos e água, morrendo de inanição, enquanto governos poderosos preferem investir em armamento bélico para se fazer respeitar através da força e, para tanto, invadem outros países, desrespeitando códigos definidos.

 Esses fatos são feitos aos olhos do mundo, sem que nenhuma providência seja tomada para impedir atos de agressão, onde as populações mais pobres é que são atingidas diretamente.

Importante que se diga que, em muitas dessas ações estúpidas, surge ablasfemia, com utilização do nome de Deus como fator preponderante para a tomada de posições, como se Ele aprovasse tais crimes. Sem dúvida, estamos vivendo tempos difíceis aonde o homem chega ao ponto de brigar e matar sem nem mesmo saber por que briga e mata, jogando jovens nas linhas de frente de batalhas para favorecer interesses escusos, que muitas vezes, se escondem por trás de mentiras lançadas ao vento (lembram, a famosa produção de armas químicas no Iraque, que motivou invasão, mortandade mas que nunca foram encontrados os laboratórios mencionados?)

Os cavaleiros do apocalipse cavalgam ao redor da Terra, mas não acreditamos que serão eles os responsáveis pela destruição anunciada. Mais provável é que exista um cavaleiro do apocalipse dentro de muitos do poderosos, pronto a fazer sua parte negativa para que o todo termine aniquilado.  

 
Por Moacir Rodrigues.

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terça-feira, 1 de janeiro de 2013

Nós, os habitantes indesejados


Provavelmente, no início da formação da vida no planeta Terra, havia uma grande rede de DNA distribuída por organismos extremamente simples.

“Os humanos são, sem dúvida alguma, a espécie mais dominante que a Terra já conheceu. Em apenas alguns milhares de anos, engolimos mais de um terço da área do planeta para criar as nossas cidades, fazendas e pastos. E estamos deixando uma boa bagunça para trás: aramos prados, arrasamos florestas, drenamos aquíferos, geramos lixo nuclear e a poluição química, empurramos espécies invasoras, promovemos extinções em massa e, mais recentemente, criamos o fantasma da mudança climática. Se pudessem, as outras espécies que partilham a Terra conosco certamente nos colocariam para fora do planeta.” Bob Holmes

Provavelmente, no início da formação da vida no planeta Terra, havia uma grande rede de DNA distribuída por organismos extremamente simples, mas que possuíam, em absoluta desordem, todas as informações que gerariam o homem de hoje, ser complexo que se diferencia dos demais pela plena capacidade de ter conhecimento de si e de dar significado a toda a informação acumulada em seu centro de memória genético.

Sendo criado por métodos totalmente empíricos onde os erros impuseram-se sobre os acertos e o acaso e permitindo melhores identificações com o ambiente, surge o homem pelas mãos da incerteza.

Inteirando-se do planeta, conquistando cada palmo de sua morada, viu-se compelido a fazer modificações: os rios caudalosos e repletos de animais e plantas que lhes davam vida e ainda contribuíam para que o homem pudesse se deslocar por sobre suas águas e buscar alimento passaram a serem utilizados como local de despejo de dejetos altamente poluidores e suas nascentes adulteradas a ponto de influir no equilíbrio original; as florestas pareciam muito fechadas, cheias de feras e outros perigos e atrapalhando o progresso e a expansão do homem pela Terra, começaram, então, a serem cortadas, queimadas, mutiladas de todas as formas possíveis; plantas e animais começaram a ser transferidos para todos os lugares segundo a conveniência do homem e sem o mínimo controle das interferências desastrosas sobre o equilíbrio original e que poderia afetar a sobrevivência do próprio homem; florestas plantadas onde antes havia campo, campos plantados em substituição às florestas, enfim, toda a organização de quatro bilhões e meio de anos começou a ser desfeita para servir a uma única espécie.

Enorme interferência só poderia resultar em um grande desequilíbrio de dimensões planetárias que, embora o conhecimento de todos seus efeitos e o alarde da impossibilidade de consertar a bagunça ecológica nos próximos cem anos, continua a prosperar por conta do argumento inconsequente da necessidade de desenvolvimento, talvez para uma Terra sem a espécie humana e que levaria cem mil anos para apagar todos os vestígios da passagem desta espécie autofágica, se esta desaparecesse hoje.

Por outro lado, se colocarmos a sabedoria acumulada além da ciência e se o homem puder entender a importância de alcançar os sonhos, transpondo os limites da utopia para a geração de novos sonhos, que só poderão ser sonhados por homens que entendam que a sua casa é o planeta e que esta deverá ser reconquistada em concordância com os demais habitantes para que os caminhos da evolução continuem a ser os da incerteza e do acaso, talvez não sejamos eliminados de nossa morada a bem da harmonia planetária.



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segunda-feira, 31 de dezembro de 2012

O homem e a vida em ciclos - Como é o homem que sai de 2012 e entra em 2013?

A sensação proporcionada pelos ciclos da vida faz-nos parecer que há sempre um novo início...
Estamos nos aproximando de mais uma passagem de ano. Como de costume, essa época traz consigo todos os rituais conhecidos por nós, desde a infância. Fecha-se um ciclo, abre-se outro. Reflexões sobre ano que se finda. Planos para o ano que se apresenta. Ciclo esse cheio de pequenos ciclos, como meses, semanas, dias, horas, minutos e segundos. Fato é que nenhum segundo por viver será igual a algum segundo vivido. Assim acontece com os demais ciclos.
A sensação proporcionada pelos ciclos da vida faz-nos parecer que há sempre um novo início. Essa é a parte mais interessante. A figura geométrica que representa o círculo não tem início ou fim. É provável que esse jeito de ver a vida se instaurou com a invenção do relógio analógico, onde o ponteiro marca o tempo, passando sempre pelo mesmo lugar. Porém, se olharmos atentos, a cronologia da vida ela está mais para uma linha reta, onde os eventos sucedem-se um após o outro.
No entanto, mesmo que reflitamos incansavelmente sobre a decorrência do tempo, a sensação de um novo início deve permanecer. Se nos apercebermos dessa sensação, na realidade, podemos até tirar proveito dela. A perspectiva do início de algo, em geral, traz consigo novo ânimo e motivação. A ideia de que o novo trará consigo surpresas agradáveis tem grande impacto em nosso modo de agir e sentir. Podemos assim, utilizar esse “gás” extra, para impulsionar nossas ações quando iniciamos novos ciclos.
Mas como as especificidades do homem se encaixam nessa dinâmica? Como é o homem que sai de 2012 e entra em 2013?
As lutas e as reivindicações das mulheres, por igualdade legal e social, afetaram direta e indiretamente a forma como os homens se colocam na sociedade. A legalização do divórcio e, recentemente, a facilitação deste, trouxeram novas possibilidades às configurações familiares. A luta no mercado de trabalho, cada vez mais acirrada, leva a um futuro cada vez mais incerto.
Fica evidenciado o impacto de tantas mudanças, na vida do homem, quando ouvimos deles frases que remetem a um passado glorioso e saudosista mesclada com a falta de referência na atualidade. Os novos adventos nas relações sociais entre homens e mulheres o deslocaram para um outro lugar. Que lugar é esse?
Talvez esse seja o engano. Achar que há um lugar onde o homem, finalmente se encontre e ali permaneça estagnando, com algo que lhe pareça bem definido. A vida é dinâmica. Os ciclos da vida são dinâmicos. Mesmo porque o homem vive em constante interação com o meio, com os outros e por ela ele é afetado. A sensação que me vem, por diversas vezes no consultório, é que os homens levaram um esbarrão em direção ao vácuo e aí, nesse lugar, se imobilizaram.
Há novos desafios? Sim, como sempre houve. Tudo que se fecha, abre-se para o novo. E isso acontece a cada momento. Do futuro só há previsões e expectativas. Do passado o aprendizado e as experiências. E não perdem, de forma alguma, sua importância. O passado e o futuro orientam intensamente a maneira como vivemos o presente. Mesmo que a vida seja uma linha cronologicamente reta, que os ciclos elevem em picos de motivação e esperança o nosso modo de viver o presente.
Olhemos nós, homens, em nossas diferenças com as mulheres e, em nossas diferenças entre nós mesmo homens como serem que vivem a caminhar. Quiçá a busca dos homens por encontrar um lugar único onde possam se sentir homens transforme-se na possibilidade de visitar vários lugares sem que, necessariamente, se perca esse sentimento.
Fecha-se o ano de 2012. Abre-se o ano de 2013. Na linha da vida está por vir mais um ciclo e que esse seja tão bem vivido como devem ser vividos cada ciclo.
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sábado, 29 de dezembro de 2012

Escolha uma cor para você


Tecnologia em nossas mãos, estamos virtualmente conectados com o mundo


Estamos cercados pelas novas tecnologias. A cada lugar que andamos já podemos perceber um aumento significativo de pessoas utilizando tablets e smartphones. A conversa entre amigos num bar, muitas vezes, só começa após todos fazerem o check in no Foursquare, publicar uma foto no Instagram ou atualizar o status no Twitter e/ou facebook. Estamos virtualmente conectados com o mundo. E isso deve crescer ainda mais em 2013.

O mercado de produção de novidades para consumidores enlouquecidos pelo mundo high tech está superaquecido. Os grandes grupos despejam centenas de novidades para atrair o público a cada novo dia. A expectativa é que neste novo ano o número de smartphones vendidos ultrapasse a quantidade de venda de celulares "comuns".

 E o setor tem uma nova marca líder: a Samsung. A fabricante sul-coreana ultrapassou a Nokia na lista das maiores marcas de celulares do ano. O posto de líder mundial era sustentado pela Nokia há 13 anos.

E os aparelhos realmente são sensacionais. Nos conduzem a diversos lugares na palma da mão. Com a imensidão de aplicativos disponíveis é possível programar o dia a dia, trabalhar, fechar negócios, ler um livro, checar receitas, calcular a quantidade de carne para o churrasco de domingo, divertir-se, compartilhar informações e até ensinar as crianças com jogos educativos. Tudo em poucos cliques direto na tela touch screen. Ah! E dá para telefonar também.

Os preços destes desejos tecnológicos ainda estão altos para boa parte dos brasileiros. Mas, uma medida aprovada pelo Congresso Nacional pode fazer com que o preço final dos smartphones caia até 10%.

 Contudo, o governo ainda discute exatamente como funcionará a retirada da incidência de tributos federais sobre os aparelhos. O debate é sobre quais modelos serão beneficiados: os que custam até R$ 1 mil ou até R$ 2 mil. Em qualquer um dos casos, a medida vale para os produtos de fabricação nacional.

O Ministério das Comunicações defende que a medida recaia sobre os modelos mais baratos. Neste caso, conforme estimativas, o governo federal deixará de arrecadar R$ 400 milhões ao ano. Assim que o debate chegar ao fim, o acesso às funcionalidades dos smartphones para uma camada maior da população estará nas mãos de Dilma Rousseff.

A presidente assinando o decreto, o país dará um grande passo em direção a uma abrangência maior das pessoas aos infinitos recursos destes magníficos aparelhos.


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sexta-feira, 28 de dezembro de 2012

Governo adia obrigatoriedade das novas regras ortográficas para 2016.

Com o adiamento, as novas regras, que se tornariam obrigatórias daqui a quatro dias, só poderão ser cobradas a partir de 1º de janeiro de 2016
O governo brasileiro adiou por mais três anos o início da obrigatoriedade do uso do Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa. O acordo que visa padronizar as regras ortográficas foi assinado em 1990 com outros países da Comunidade de Países de Língua Portuguesa (CPLP). Com o adiamento, as novas regras, que se tornariam obrigatórias daqui a quatro dias, só poderão ser cobradas a partir de 1º de janeiro de 2016. O novo prazo consta em decreto presidencial publicado nesta sexta-feira (28), no Diário Oficial da União.

No início do mês, o senador Cyro Miranda (PSDB-GO) já havia antecipado que o governo federal adiaria a entrada em vigor do acordo. Na ocasião, o senador, membro da Comissão de Educação, Cultura e Esporte do Senado, disse acreditar que o ideal seria elaborar um outro acordo, com maior participação da sociedade, e que só passasse a valer a partir de 2018.

Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique, Portugal e São Tomé e Príncipe assinaram o acordo ortográfico em 1990. Na época, o Timor-Leste, que atualmente faz parte da CPLP, ainda não era uma nação independente. O país só aderiu ao acordo em 2004, após tornar-se independente.

Cada país deve ratificar o documento assinado e definir os prazos para a entrada em vigor do novo acordo.

Portugal
Em Portugal, a reforma foi ratificada e promulgada em 2008 e as novas regras entraram em vigor em maio de 2009, com a previsão de se tornarem obrigatórias em seis anos a partir dessa data. No Brasil, o acordo foi ratificado em setembro de 2008 e as novas regras já estão em uso, embora em caráter não obrigatório, desde 1º de janeiro de 2009.

Cabo Verde
O acordo também já foi ratificado por Cabo Verde (2006), São Tomé e Príncipe (2006), Guiné-Bissau (2009) e Timor Leste (2009). Moçambique e Angola ainda não ratificaram o documento.

Fonte: Agência Brasil.

quinta-feira, 27 de dezembro de 2012

A idade da banalidade


E agora, quem tem um projeto coletivo bem-intencionado para parte da humanidade?

Estou em Roma, para passar o Natal com a família daqui. Durante a viagem, li quase todo um livro sobre o antes e o durante da guerrilha de Ernesto Guevara na Bolívia, que fazia parte de seu projeto de internacionalização da revolução cubana. Não quero entrar no mérito do trabalho de Che, apenas afirmar que, certo ou errado, ele vivia por um projeto coletivo. E agora, quem tem um projeto coletivo bem-intencionado para parte da humanidade?
Não estamos mais na idade dos projetos. Passamos da era das revoluções à idade da banalidade. A burguesia fez suas revoluções, conquistou o poder em grande parte do mundo. Depois, revolucionários vermelhos conquistaram o poder na China, em Cuba, onde continuam até nossos dias. Em outras partes do mundo, em vez de revoluções, reformas foram feitas, socialdemocratas. Operários se transformaram em consumidores pequeno-burgueses. Venceu a sociedade de consumo, com suas marcas, sua hierarquia de consumo: carros populares ou de luxo, roupas populares ou de luxo.

Aqui na Europa, quem antes comprava produtos de marca, agora ou compra produtos sem marca ou mesmo não compra nada. Quem antes era consumidor pequeno-burguês, agora, empobrecido, chora a perda do poder de compra. Quem antes estava em pleno na sociedade de consumo ficou sem dinheiro para isso. Querem voltar aos tempos áureos da sociedade de consumo, com reformas, ajustes aqui e acolá. Isso será possível?

Enquanto digito essas palavras, a televisão italiana mostra um menino comendo panetones. Agora, mostra uma mulher borrifando perfume de marca. Ora, comer panetones não é ruim. Usar perfumes, também não. A publicidade continua vendendo sonhos, difundindo a ideologia da sociedade de consumo. "Panetones para todos!", ou "Perfumes para todos!". Não existe atualmente outra ideologia de massa fora da sociedade de consumo, onde o consumo tornou-se projeto de vida. E aqui está a banalidade: uma coisa necessária, como o consumo, adquiriu status de cosmovisão planetária do ser humano pós-moderno.

É um mundo meio pobrezinho o nosso, também do ponto de vista dos projetos coletivos. Ainda bem que é possível viver em bolhas de vida alternativa, simples, que se deslocam pelo mundo, bolhas de resistência à ideologia da banalidade nossa cotidiana.

E a quem dizer que ao menos a sociedade de consumo não mata ninguém, basta recomendar a leitura de dados sobre o número de mortos pelo consumo e venda de drogas, mais os zumbis-consumidores, produtos típicos da ideologia da banalidade, tão assassina quanto o nazismo.

Por: Fábio Régio Bento.( Sociólogo)
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Os bandidos agradecem



A cada Campanha Nacional do Desarmamento, como a que está sendo veiculada, a sociedade fica mais vulnerável, e os bandidos, mais à vontade. Os argumentos das autoridades permanecem mais ou menos os mesmos desde 2004, quando essas campanhas começaram: a defesa dos cidadãos cabe exclusivamente à polícia e disparos acidentais de armas de fogo provocam tragédias familiares. Não se discute que é preciso treinamento para manejar armas, como, de resto, é preciso treinamento para dirigir um carro, cujo mau uso o torna tão letal quanto um revólver. Já o argumento de que não cabe ao cidadão ter instrumentos adequados para se defender da ameaça de bandidos armados é ominoso.
O mote da campanha atual é: "Proteja sua família. Desarme-se". Trata-se de uma série de depoimentos de pais cujos filhos foram vítimas de disparos acidentais de armas de fogo. A intenção, segundo o Ministério da Justiça, é mostrar que não vale a pena correr os riscos que ter uma arma em casa implicam. "A arma é um excelente instrumento de ataque e um péssimo instrumento de defesa, principalmente para as pessoas que não têm habilidade em usá-la", disse a secretária nacional de Segurança Pública, Regina Miki. Segundo ela, "a sociedade tem o direito de exigir do Estado que qualifique e equipe muito bem os policiais para defendê-la", pois "essa é competência do policial, e não do cidadão".
Trata-se de um raciocínio primário. É óbvio que cabe ao Estado proteger seus cidadãos, pois é o Estado que detém o monopólio do uso legítimo da força. No entanto, como sabe qualquer cidadão letrado, esse monopólio tem sido diuturnamente desafiado pelo crime organizado e pela bandidagem em geral, que mesmo de dentro das penitenciárias conseguem fazer valer a lei da barbárie. Há cidadãos que desejam ter meios para enfrentar os criminosos caso os agentes do Estado não estejam por perto para fazê-lo, situação que é rotineira nas grandes cidades. A lei faculta a esses indivíduos o direito de proteger a si e a sua família da melhor maneira possível - é a chamada legítima defesa. Trata-se de uma questão pessoal, sobre a qual o Estado não pode jamais interferir, pois a lei não determina que os cidadãos devam ficar inertes ante a violência que eventualmente sofram.
Mas o discurso das campanhas de desarmamento transformou o ato de se defender em uma violência equivalente à cometida pelos bandidos - se não pior, porque os criminosos, de acordo com o sociologuês acadêmico que pauta esse debate, agem porque são vítimas do "sistema", enquanto os indivíduos que se defendem usando armas de fogo são, estes sim, elementos violentos. Somente neste ano, três inocentes que reagiram a assaltantes armados foram processados por crime de homicídio doloso triplamente qualificado. Em um dos casos, uma senhora de 86 anos cuja casa estava sendo assaltada, em Caxias do Sul (RS), pegou um velho revólver calibre 32 e conseguiu matar o ladrão a tiros. Como a arma não tinha registro, ela foi indiciada e se tornou ré, apesar de ter somente tentado proteger sua vida e seu patrimônio. Trata-se de um episódio exemplar dessa "equalização moral" entre bandidos e vítimas.
Ademais, de que valem campanhas de desarmamento se os bandidos têm enorme facilidade para obter seu arsenal, até mesmo sob as barbas da Justiça? Têm sido frequentes os assaltos a fóruns, onde ficam guardadas as armas e a munição apreendidas e que serão usadas como prova nos processos. Sem segurança adequada, esses locais são de "fácil acesso" para os criminosos. O caso mais recente ocorreu em Peruíbe, no litoral sul de São Paulo, em 2 de dezembro. Havia apenas um vigia no local, facilmente rendido.
O fato é que as campanhas de desarmamento não são a panaceia contra a violência, e a interpretação que se faz da legislação vigente trata o cidadão possuidor de armas como um delinquente. Isso só é possível num país em que as autoridades, para escamotear sua incompetência na área de segurança pública, atribuem a responsabilidade por parte da violência à própria vítima. Os bandidos agradecem.

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segunda-feira, 24 de dezembro de 2012

O amor une nossos diferentes papéis


Quantos “eus” represento? Quantos papéis tenho que ter para ser eu mesmo? Desdobramos-nos em um sem número de pequenas existências que se multiplicam por outras tantas para que sejamos um neste universo que é um verdadeiro caleidoscópio que, em suas múltiplas colorações, forma uma unidade plural que nos dá o colorido de nossa existência.

Cada papel corresponde a uma existência. Vivê-los é como assumir uma parte da vida que nos é legada. O equilíbrio entre os papéis desempenhados é pressuposto de uma existência harmônica e feliz. O racional e o emocional de cada papel também têm que estar em equilíbrio dinâmico. Esta forma sistêmica de encarar a vida remete-nos para a necessidade de entender o todo para depois entender as partes. Em razão disto é que muitas vezes, ignorando a importância de cada parte, não conseguimos entender o todo, que somos nós, inteiros, autênticos. Querer entender cada parte isoladamente não permitirá sucesso na compreensão. Após ter a compreensão do todo, teremos que nos dedicar a cada parte que, isoladamente, não têm, muitas vezes, nenhum significado. Exemplificando: desempenhamos o papel de profissionais, de pais, de filhos, de cônjuge, de amante, de amigo, cada papel destes tem um significado próprio, mas não nos identifica integralmente, pois, isolados não têm nenhuma lógica, mas em conjunto dão o perfil exato de nossa pessoa.

Apesar disto tudo, se um destes papéis não estiver em harmonia, o todo estará em desarmonia, logo devemos voltar a atenção para o papel que estiver em desequilíbrio, dar-lhe a devida atenção, corrigir sua trajetória e retomar o equilíbrio do todo. Entretanto, cada papel está interagindo com o de outra ou outras pessoas, desta forma a equilíbrio de cada um de meus papéis depende de uma interação adequada com suas intersecções com outros. Assim, temos que buscar os parceiros certos para que nossa existência alcance os propósitos a ela determinada, por outro lado, se pegarmos parcerias erradas, corremos o risco de inviabilizar nossa sobrevivência dentro de princípios equilibrados dinamicamente, isto é, com felicidade.

Uma destas áreas de intersecção é o amor. A “cola” mais importante para manter unidos todos os papéis que desempenhamos e ainda nos unir a outras pessoas que nos completarão o equilíbrio e, por via de consequência, nos trarão felicidade. Sem o amor nossos papéis ficarão soltos sem possibilidade de interação. Por este motivo é que se deve buscar o amor verdadeiro, que permitirá uma vida saudável. Em razão disto tudo, não devemos abrir mão do amor, pois é ele que faz com que o caleidoscópio seja multicolorido, que a vida tenha cor, que nossos papéis sejam harmônicos, que nossa vida aconteça plena, linda, feliz. Sem o amor o caleidoscópio seria cinza e a infelicidade passaria a ser a inquilina mais importante da alma.


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