domingo, 10 de outubro de 2021

RARAMENTE ESCOLHEMOS QUEM AMAMOS, MAS SEMPRE PODEREMOS ESCOLHER QUEM DEIXAREMOS DE AMAR

“Por mais que doa, desistirmos de qualquer pessoa, de qualquer situação, de qualquer amarra afetiva, em favor de quem somos e de nossa felicidade, será sempre a melhor decisão a ser tomada.”

A verdade é que o amor vem de não sei onde, sem por que, veloz ou sorrateiro e se instala, muitas vezes sem nos darmos conta. Parece que não temos controle sobre as razões do coração, tampouco escolhemos as direções do poder de atração de certas pessoas sobre nós. Mesmo assim, após experenciarmos a forma como o outro entra em nossas vidas, bem como o que ganhamos ou perdemos a partir desse encontro, deveremos estar prontos para agir acertadamente em relação à manutenção ou não desse alguém junto de nós.

De início, quando a paixão parece minar qualquer controle sobre nosso discernimento frente ao que o outro traz junto com ele, acabamos por supervalorizar suas qualidades, as quais se sobrepõem às falhas, àquilo que no parceiro nos incomoda. E assim vamos tentando, de novo e mais um pouco, pois temos esperança de que receberemos em troca o tanto que nos doamos, torcendo para que dê certo.

Difícil é perceber quando já tentamos demais, quando nada mais parece surtir resultado, quando os erros se repetem além da conta. Difícil é encarar de frente tudo o que se fez ou se deixou de fazer, tudo o que se disse ou se calou, tudo o que foi exposto, aniquilado, roubado, usado, todas as mentiras, os fingimentos, os silêncios ensurdecedores. Porque dói a constatação de que tudo o que sonhamos e construímos não tem mais futuro.

Ninguém quer dar errado na vida, seja no trabalho, na família, nas amizades. Queremos ser alguém que deu certo, que venceu e conquistou o que queria. Muitos de nós vemos a falência amorosa como a pior de todas as decepções que podemos carregar, uma vez que a separação leva junto com quem se foi muito de nossa força e de nossa autoestima. O que resta, de início, é tristeza, desalento e uma sensação amarga de derrota.

Além disso, ponderarmos sobre o relacionamento que estamos mantendo, sobre as perdas e ganhos que ele vem trazendo às nossas vidas, não depende somente do que realmente queremos, pois, à nossa volta, deparamo-nos com as opiniões e os julgamentos dos familiares, dos amigos, da sociedade enfim, o que pesa muito nessa questão. Mantermos a lucidez nesses momentos requer que nos desvencilhemos de todas as cargas afetivas que nos amarram e nos vinculam ao parceiro. Trata-se de uma tomada de decisão solitária e cruel.

Estaremos sempre sujeitos aos términos indesejáveis dos relacionamentos em nossa vida, haja vista que o para sempre pode, sim, acabar um dia ou outro. É preciso, pois, que estejamos dispostos ao enfrentamento de tudo o que não deu certo em nossa caminhada, de modo a nos libertarmos daquilo que se tornou peso inútil, desenterrando diariamente os sonhos e ideais que se perderam por entre as algemas de um cotidiano frio e desarmônico.

E, no final das contas, ninguém há de negar que, por mais que doa, desistirmos de qualquer pessoa, de qualquer situação, de qualquer amarra afetiva, em favor de quem somos e de nossa felicidade, será sempre a melhor decisão a ser tomada. Porque desistirmos de nós mesmos seria condenarmo-nos à morte em vida e viver será sempre a nossa maior vitória. Sempre.

Prof. Marcel Camargo.

 

sábado, 9 de outubro de 2021

POR QUE NÓS CHORAMOS? ENTENDA A CIÊNCIA POR TRÁS DO CHORO

 

Você é do tipo de pessoa que costuma chorar para qualquer coisa? Quando o assunto é choro, nem todas as lágrimas são exatamente iguais. Na verdade, o ato de chorar é realmente um dos "fenômenos" mais intrigantes da natureza humana e cumpre funções no nosso organismo que algumas vezes não percebemos.

Embora nem todas as pessoas chorem com extrema facilidade, essa pode ser uma resposta do nosso corpo para expressar emoções, aliviar dores corporais ou até mesmo se conectar socialmente com outras pessoas. Então, vamos entender um pouco mais sobre a importância do choro nas nossas vidas.

Função do choro


(Fonte: Pixabay)

O choro — especialmente o emocional — é uma das melhores formas que o corpo humano tem para se livrar de hormônios do estresse como o cortisol. Portanto, quando choramos, as lágrimas carregadas de cortisol saem pelos olhos e nós acabamos ficando mais tranquilos em questão de poucos minutos. 

De acordo com alguns pesquisadores e cientistas, o choro é importante para aumentar a resiliência imunológica, assim como o riso. O choro pode desencadear a liberação de opioides, que podem influenciar a atividade das células imunológicas e ajudar o sistema imunológico a se tornar mais eficaz como um todo. 

Sendo assim, podemos enxergar o choro como uma importante ferramenta para proteger nosso corpo de estressores, sejam eles internos ou externos. 

Tipos de lágrimas


(Fonte: Pixabay)

Ao longo da vida, acabamos notando que o ato de chorar pode ser usado pelos seres humanos para múltiplas funções. Em geral, as lágrimas podem servir para expressar um pedido de ajuda que muitas vezes não conseguimos através de palavras. Seja em um choro de raiva ou por pura tristeza, deixamos o restante das pessoas compreender que não estamos em um bom momento.

Alguns indivíduos sentem tanta vergonha dessa vulnerabilidade que dificilmente conseguem chorar em público ou na frente dos outros. Por conta disso, às vezes pode parecer um pouco mais fácil conseguir deixar uma lágrima escorrer quando estamos completamente a sós.

De uma perspectiva evolucionista, chorar seria uma demonstração de fraqueza que lhe colocaria em uma situação de desvantagem em uma batalha por sobrevivência. Entretanto, esse pode ser um importante método para gerarmos simpatia das outras pessoas e estabelecermos laços mais fortes por meio das estruturas sociais que criamos para viver.

Processando emoções


(Fonte: Pixabay)

Por vezes, chorar é uma simples reação do nosso olho para se livrar de alguma irritação ou algo que está atrapalhando a sua visão. Mas na maior parte do tempo, choramos para tentar lidar com emoções extremas e que não sabemos exatamente qual a melhor forma para controlá-las. 

Enquanto os choros por tristeza, culpa ou preocupação são ótimos para se livrar do estresse, os chamados "choros bons", como os de felicidade, amor e gratidão podem ser vistos como de você regular e processar todas essas informações e sentimentos intensos.

O suporte emocional é um processo chave para a existência humana nos dias atuais, porém nem sempre é fácil de ser obtido. Por isso, chorar pode acabar nos ajudando a receber algum tipo de conforto para o que sentimos por dentro.

Pedro Freitas.

sexta-feira, 8 de outubro de 2021

Qual o propósito do patrimônio familiar?

 

Famílias empresárias modernas entendem que o seu principal ativo não está mais nos bens materiais ou tangíveis, mas na família em si.

No último ano, um vírus tem feito os dias ainda mais difíceis, e com ele a vulnerabilidade humana se tornou ainda mais reflexiva. Basta ligar a TV, olhar as redes sociais ou ler os jornais para ver números assustadores.

Com toda esta realidade, a emoção e os pensamentos sobre um futuro incerto tomam conta da mente. Dentre tantos questionamentos e preocupações, sem dúvidas, a família ocupa o lugar número um. Afinal, é necessário muito mais do que amar e almejar o sucesso de cada membro.

Aliás, o que é sucesso? Agora, vejo com mais clareza. Por anos, minha ideia de sucesso era trabalhar duro e construir um patrimônio grande. Resumindo, associava a palavra a força, poder e respeito.

Aonde quero chegar com tudo isso? Bom, todo esse relato faz parte de um case, utilizado em um curso sobre Preservação do Patrimônio Familiar. O assunto te desperta interesse? Sentiu-se identificado com o tema?

A verdade é que a pandemia fez com que muitos fundadores fizessem essa reflexão ainda mais significativa. A vulnerabilidade do ser humano frente à vida os fez repensar conceitos. Se sucesso era trabalhar duro e construir um patrimônio considerável, agora, para muitos, não é mais só isso. Confrontados com a nova realidade imposta pela vida, independentemente de suas vontades, seus conceitos veem sendo autoquestionados.


Famílias empresárias modernas entendem que o seu principal ativo não está mais nos bens materiais ou tangíveis, mas na família em si. Ela é o seu maior ativo, sobretudo nas que pensam de forma multigeracional, ou seja, no sucesso das gerações futuras. Cuidar do patrimônio financeiro é sem dúvida uma tarefa importantíssima no processo de preservação, mas zelar pelo capital humano, intelectual e social é imprescindível.

Afinal, capital financeiro podemos ganhar ou perder ao longo de nossas vidas, em parte devido a nossas habilidades, mas também devido às conjunturas políticas ou econômicas do período. No entanto, o capital intelectual, uma vez adquirido, nunca mais se perde. Inclusive, é dele o principal responsável pela possibilidade de criação de mais capital financeiro, se assim for desejado pela família e seus membros.

Nessa mesma linha, muitas famílias quebram por disputas internas, sem correlação alguma com o negócio em si. Assim, a realização pessoal, de cada membro, é importantíssima para atingirmos um razoável nível de harmonia do grupo, o que ajuda na preservação do patrimônio e da empresa.

Desta forma, a união familiar, saúde e educação para netos e bisnetos, inteligência para enfrentar os grandes desafios do futuro e perpetuar o legado da família e liberdade de escolha com consciência são atribuições que devem ser planejadas pelas famílias que buscam a multigeracionalidade como objetivo.

A família deve ter sempre a visão estratégica do patrimônio, buscar saber sempre quais são os verdadeiros investimentos que devem ser feitos para, assim, cumprir com o propósito do patrimônio familiar.

Leonardo Wengrover

 


quinta-feira, 7 de outubro de 2021

Existem lugares para onde eu nunca mais voltarei.

 


EXISTEM LUGARES PARA ONDE EU NUNCA MAIS VOLTAREI. EXISTEM PESSOAS COM QUEM NUNCA MAIS CONVERSAREI. EXISTEM ATITUDES QUE NUNCA MAIS PERMITIREI.

Na maioria das vezes, a gente tem que quebrar a cara para aprender as lições sobre as pessoas, as atitudes, os comportamentos, sobre quem merece ou não o nosso melhor.

Temos a mania de achar que algumas pessoas são melhores do que, na verdade, são. Investimos tempo e sentimento onde nada mais há do que vazio, deserto e escuridão. E a dor vem. E o ensinamento vem junto.

Acumulamos decepções demais ao longo de nossa jornada, lágrimas, dores e solidão. Não conseguimos alcançar todos os nossos sonhos, manter somente relacionamentos saudáveis, nutrir apenas sentimentos reconfortantes. E as contrapartidas dolorosas nos arrebatam sem piedade.

É assim com todo mundo. Ninguém acerta o tempo todo. A questão é o que fazer com o que vem derrubando, com quem fere e machuca a nossa alma.

A dificuldade acontece porque, quando estamos feridos e decepcionados, ficamos enfraquecidos, sem forças para analisar aquilo tudo de uma forma que nos leve a prosseguir e a vislumbrar as possibilidades que continuam ali na nossa frente.

Permanecemos muito tempo agarrados às ilusões de que o que não era para ter sido teria que ter sido, de que não conseguiremos nada melhor, de que nada mais fará sentido.

Esquecemos a sistemática da vida, que sempre nos permite recomeçar, que sempre nos permite amanhecer.

A DOR É EGOÍSTA, ELA NOS OBRIGA A FOCAR NELA, SOMENTE NELA.

Por isso, temos que nos forçar, quando houver escuridão, a olhar além de nós, a sair de dentro da gente, e tentar enxergar lá fora.

É lá que está a cura. É lá que estão os horizontes. É lá que teremos respostas.

Para sair da dor, temos que sair do lado de dentro. Temos que conseguir perceber tudo o que nos espera, tudo o que poderá nos abraçar e nos confortar. Lá fora.

É assim que a gente se fortalece. Foi assim que eu sempre consegui me desvencilhar do que me feria. Não é fácil, mas é possível.

Existem lugares para onde eu nunca mais voltarei. Existem pessoas com quem nunca mais conversarei. Existem atitudes que nunca mais permitirei.

Essas poucas certezas já me confortam.

Prof. Marcel Camargo

quarta-feira, 6 de outubro de 2021

INTELIGÊNCIA GERAL: POR QUÊ ALGUNS SÃO MAIS INTELIGENTES QUE OUTROS?

É comum ouvir que uma pessoa é mais inteligente do que a outra. Porém, o que define o nível de inteligência? Quais critérios são observados para qualificar um indivíduo como intelectualmente superior a outro? Para responder aos questionamentos, desenvolvi, juntamente com a biomédica Nathália Barth e a neuropsicóloga Leninha Wagner, um artigo científico, recentemente publicado na Bio Innovation, para avaliar a inteligência geral.

Nele, destacamos que alguns indivíduos possuem o desenvolvimento cerebral mais eficiente do que de outros, e tais variações são determinadas através da inteligência lógica, que influencia no tipo de inteligência de cada um, além de fatores genéticos. Vale ressaltar que a psicologia considera dois tipos de inteligência: cristalizada e fluida.

A primeira está relacionada ao conhecimento e experiência anteriores e reflete a cognição verbal e é influenciada pela estrutura cortical e da espessura cortical em áreas laterais dos lobos temporais e do polo temporal.

Enquanto a inteligência fluida, ligada à atividade neural nas regiões pré-frontal e parietal lateral, está relacionada ao raciocínio, atenção e memória.

Para avaliar a participação genética na inteligência, uma vez que "percentual de genes que produzem proteínas funcionais está implicada em diversas funções neuronais", foi utilizado estudos que mostram que genes, associados aos neurônios principais do córtex e mesencéfalo, indicam haver relação da função e a estrutura da célula piramidal à inteligência humana.

A avaliação:

Existem diversos recursos para analisar a inteligência de um indivíduo, como imagem cerebral que investiga a estrutura e funções do cérebro, mas é sabido que a inteligência tem grande participação genética.

Quando observadas neuroimagens, é possível identificar melhores e maiores conexões na região branca e cinzenta do cérebro. Porém, não apenas o volume e espessura da substância cinzenta do cérebro que tem relação com a inteligência.

Deste modo, concluiu-se que pode haver relação da função e a estrutura da célula piramidal à inteligência humana relativo ao tamanho dendrítico e velocidade do potencial de ação e o QI.

Logo, o fator genético serve como precursor para o desenvolvimento da inteligência e uma boa dieta assim como prática de exercícios físicos e atividades lúdicas na infância, são fatores importantes para que a região do córtex pré-frontal, responsável pela lógica, prevenção e tomada de decisões possa comprometer o bom desenvolvimento de regiões no cérebro relacionadas às demais inteligências.

O artigo original foi publicado na revista científica Bio Innovation.

 

 

terça-feira, 5 de outubro de 2021

Tome distância de quem faz você se odiar


“A gente precisa se afastar de quem faz a gente se odiar.” (Débora Brasil)

 

Não é incrível como existem pessoas prontas a nos diminuir, a nos criticar, a nos desvalorizar? Parece que, quando chegamos ao lado delas, tudo vira nuvem, tudo anoitece e nos sentimos a pior pessoa da vida. Quando estamos com elas, nada do que fazemos é o certo. Não podemos aceitar isso.

E o pior, sabe-se lá por quê, é que muitos de nós não conseguimos cortar relações com essas pessoas. Infelizmente, temos a tendência a relevar, a deixar para lá, e continuamos mantendo por perto gente que deveria estar bem longe. Algumas situações nos obrigarão a permanecer por um período ao lado de pessoas desagradáveis, como em empregos, por exemplo. Porém, teremos que dar um basta, tão logo percebamos que a pessoa nos faz mal.

Não raro, dentro de nossa própria família, existirão pessoas com esse tipo de comportamento, cobrando-nos e comparando-nos à exaustão. Questionarão o porquê de não termos filho, marido, namorado. O porquê de não termos terminado a faculdade, de não termos um emprego, de não termos uma casa. Farão comparações entre nossa vida e a vida de quem elas acham ser modelo de alguma coisa. Um porre.

E isso acontece também no trabalho, nas rodas sociais, onde estivermos. Trata-se de pessoas que não se importam nem um pouco com os sentimentos dos outros, são os donos da razão, incapazes de enxergar o mundo além da órbita do próprio umbigo. Enquanto atropelam as autoestimas alheias, muitos de nós ainda não conseguimos nos colocar em toda nossa contrariedade, poupando essa gente enxerida que não poupa ninguém.

Um conselho: não tem essa deu que a pessoa é da família, é amiga de infância. Não tem essa de que a pessoa é assim mesmo e não vai mudar. Não tem essa de que a pessoa não fala por mal. Não interessa, ela faz mal a você, sim. É maldade criticar a vida, as decisões e as escolhas do outro. Afaste-se, tome distância, muita distância, de quem faz você se odiar. Você tem o direito e o dever de se amar, sempre e apesar de tudo. Nunca esqueça isso!!

 Prof. Marcel Camargo.




segunda-feira, 4 de outubro de 2021

Pesquisa sugere antidepressivos como bons aliados no combate ao câncer

Quando se fala em antidepressivos, a primeira doença que vem na sua mente é? Provavelmente, a resposta dessa pergunta é depressão. Óbvio e natural que você pense assim, qualquer um pensaria. Antidepressivos levam esse nome justamente porque foram desenvolvidos com esse fim: o combate a depressão.

É verdade, por outro lado, que essa ideia pode já não ser tão apurada. Talvez você já tenha ouvido falar em tratamento off-label, certo? Esse tipo de tratamento é aquele em que o médico receita um medicamento para uma doença que não aparece em sua bula. Isso não é crime, nem irregular, mas uma possibilidade prevista. Existem remédios que aliviam sintomas de doenças para as quais eles não foram desenvolvidos.

Os antidepressivos costumam se encaixar nesse tipo de estratégia. Muitas vezes, os medicamentos são associados com outros para tratar múltiplos transtornos, a depressão sendo apenas um deles. Ainda assim, mesmo sabendo sobre isso, a notícia que você vai ler hoje é, no mínimo, surpreende. Pesquisadores descobriram que um antidepressivo pode ser eficiente contra o câncer.

O estudo foi conduzido por pesquisadores da  Universidade de Zurique e mostram um resultado impressionante em ratos. A descoberta é impressionante, mas ao mesmo tempo curiosa. Até o momento, as descobertas foram feitas em camundongo, mas ainda assim são muito promissoras. Os pesquisadores esperam agora conseguir autorização para realizar testes em seres humanos, o que vai permitir a descoberta de dados cada vez mais claros sobre essa descoberta.

O tratamento mostrou eficácia no combate a tumores de cólon e de pâncreas. O mais interessante de tudo isso é que tratam-se de tumores que são consideráveis incuráveis pela medicina, por enquanto. Os tratamentos disponíveis visam retardar o crescimento do tumor, a fim de prolongar a vida do paciente.

Como funciona o tratamento

 


Os pesquisadores descobriram que a combinação de antidepressivos e imunoterapia se mostrou capaz de diminuir o tumor e até mesmo controla-lo a longo prazo. Se essa descoberta for confirmada em humanos, isso pode significar uma mudança total no prognóstico desses casos de câncer.

Mas por que antidepressivos? O que os pesquisadores descobriram é que a serotonina pode ser uma aliada na luta contra o câncer. A região abdominal é muito cruel para casos de câncer. Muitos casos resultam na morte do paciente em questão de poucos anos, em alguns casos até dias, depois do diagnóstico.

O que torna esse problema tão sério é que tumores nessa região acabam se tornando resistentes a medicação, que deixa de gerar uma resposta imunológica do organismo. Com isso, ainda que o paciente faça tratamento, dificilmente o seu corpo vai reagir. A serotonina pode ser capaz de mudar isso.

“Essa classe de antidepressivos e outros bloqueadores da serotonina fazem com que as células do sistema imunológico reconheçam e eliminem de forma eficiente as células tumorais. Isso desacelerou o crescimento dos cânceres”, explicam os autores do estudo.

Embora a descoberta seja muito promissora, ainda é cedo para prever um prazo. Antes do tratamento ser disponibilizado, é preciso que os pesquisadores consigam testa-lo em humanos.

 

Roberta M.

 

domingo, 3 de outubro de 2021

QUAIS AS CHANCES DE VOCÊ SOBREVIVER A UM ENCONTRO COM UMA ONÇA?

 

Ninguém nasce imaginando que um dia irá ficar cara a cara com uma onça na natureza, até porque esse tipo de situação não é exatamente previsível. Mesmo assim, por menores que sejam as chances que isso ocorra algum dia na sua vida, é sempre importante ter em mente os conhecimentos necessários para aumentar suas chances de sobrevivência.

Afinal, o que fazer? Se correr o bicho pega e se ficar o bicho come? Apesar de nós, seres humanos, não possuirmos as melhores habilidades físicas da natureza, existem algumas técnicas que podem te ajudar a escapar desse confronto. Por isso, preste bem atenção no que fazer caso você tenha amor pela sua própria vida!

Avistando uma onça:


(Fonte: Wikimedia Commons)

Principalmente nas áreas rurais no Brasil, o avistamento de onças-pardas ou onças-pintadas não é algo particularmente raro. Portanto, uma pessoa que está pronta para encarar uma trilha ou se aventurar por alguma mata deve estar ciente que essa possibilidade é real e pode acontecer com qualquer um.

Mas até que ponto as onças são uma ameaça para a sua vida? Os registros de ataques desses felinos a seres humanos em nosso país são extremamente raros, o que não significa que sejam impossíveis. Caso o animal esteja doente, com uma caça ou filhote por perto, é provável que ele atacaria para se defender.

Entretanto, pessoas que não invadem o espaço pessoal das onças e permanecem em suas rotas na maioria das vezes não serão grandes alvos. As chances de pernilongos insuportáveis serem o seu maior problema durante a sua jornada é muito maior do que de fato ser atacado por alguma onça.

Correr ou ficar?


(Fonte: Wikimedia Commons)

Caso aconteça de você se deparar com uma onça, a melhor coisa que você pode fazer é não sair correndo em hipótese alguma. Virar as costas para um grande felino é a pior coisa que uma pessoa pode fazer nesses cenários. Se você tentar fugir, o animal te olhará como uma presa e você fatalmente será atacado.

Até mesmo parar para tirar uma foto é mais recomendado, afinal, esses encontros são raros e a fotografia sairá incrível. Depois disso, continue andando lentamente sem tirar o seu olhar da onça em questão. No último dos cenários, existem alguns comportamentos que podem te ajudar a afugentá-la.

Gritar, abrir os braços ou até mesmo estender uma blusa pode fazer com que você pareça maior para o seu potencial predador. Isso pode amedrontá-lo por um instante e permitir que você prossiga seu caminho sem maiores problemas.

Pedro Freitas.

sábado, 2 de outubro de 2021

Sábios riem de si mesmo, Ignorantes riem dos outros!


Pessoas inteligentes são mais felizes, simplesmente porque quem se sente bem não perturba nem se intromete na vida alheia sem ser chamado.

Não se trata, aqui, daquela inteligência enciclopédica, atrelada à memorização de informações teóricas, mas da capacidade de se equilibrar diante do que não dá certo, aceitando as próprias limitações, entendendo-se como alguém que erra porque é um ser humano.

Muitos se comprazem em ridicularizar os outros, menosprezando quem não se adequa ao que pensam ser o certo a se seguir, pois, em vez de tentar enxergar o outro com empatia, querem que o mundo gire de acordo com as próprias vontades.

Essas pessoas não conseguem aceitar nada que não esteja caminhando de acordo com seus desejos, que não correspondam ao que esperam de todos. Temem, sobretudo, o enfrentamento de si mesmos, a possibilidade de estarem errados em algum aspecto de suas vidas, incapazes que são de estender seu olhar além do próprio umbigo.

Dessa forma, rechaçam e diminuem tudo e todos que confrontam as suas verdades, ainda que se trate de mentiras e ilusões egoístas. Não sabem e não podem perder em nada, pois se julgam melhores do que qualquer um.

Quem ri dos outros como fuga à aceitação do que não entende afunda-se mais e mais na própria ignorância, visto que se fecha ao novo, à reflexão, às mudanças que são essenciais ao nosso melhoramento como pessoa, como ser humano.

São aqueles que tiram sarro de quem defende o partido oponente, que fazem piadas desagradáveis com a sexualidade diferente da sua, que riem por trás de quem se veste humildemente ou usa um linguajar simples.

Quem usa a inteligência em seu favor percebe-se, primeiramente, como alguém falível, imperfeito, alguém que faz escolhas erradas, que paga micos, que nunca conseguirá agradar a todo mundo. Percebe-se como alguém que também é risível.

Por isso mesmo, consegue rir de si mesmo, mantendo-se firme no propósito de ser feliz do seu jeito, porque é seu jeito que o torna único e especial.

Prof. Marcel Camargo.


sexta-feira, 1 de outubro de 2021

Arqueólogos encontram homem que teve uma das mortes mais terríveis e brutais da história

 

A morte é uma das únicas certezas que temos ao longo da nossa vida, e a única dúvida é como e quando vamos partir. Mas conforme relatado no Journal of Archaeological Science, um grupo de arqueólogos parece ter encontrado os restos mortais de um homem que teve uma das mortes mais pavorosas da história.

Descoberto por pesquisadores da Universidade de Milão, na Itália, o esqueleto estava nas proximidades de uma catedral italiana, e mostrava sinais claros de tortura.

 


Mibac – Soprintendenza Abap Milano

Segundo os responsáveis pela descoberta, o rapaz deveria ter algo entre 17 e 20 anos de idade no momento em que foi assassinado, provavelmente no século 13. O relatório publicado recentemente conta que em um primeiro momento foram percebidos sinais de ferimentos simétricos ao longo das pernas e braços do homem, o que logo levou os pesquisadores a concluir que ele havia sofrido algum tipo de violência intencional. 

Mas as peculiaridades das lesões, bem com a gravidade dela, fizeram com que os autores do estudo sugerissem que o rapaz, na verdade, foi torturado com o método conhecido como ‘Roda’. Para quem não é familiarizado com métodos de tortura, esta forma cruel de execução consistia em colocar a vítima em uma roda de carroça, com os braços e pernas presos aos raios.

A partir daí, várias pessoas começavam a agredir o executado, desferindo socos, chutes e até mesmo atacando com espadas e machados. Normalmente, a tortura terminava quando a vítima estava completamente deformada e, obviamente, morta.

 

 


Representação da ‘Roda’ – Domínio Público

Ao que tudo indica este foi o triste fim do rapaz italiano. É claro que não podemos afirmar com certeza o que motivou tamanha violência, mas alguns historiadores garantem que esta prática não era assim tão rara na Itália. “A vítima da roda podia ser alguém considerado diferente pelos seus contemporâneos, e possivelmente a execução pode ter alguma motivação discriminatória, como se a vítima pudesse ser sacrificada por ser “louca”, escreveram os pesquisadores. Além disso, há muitos relatos de pessoas sendo sacrificadas com este método por serem consideradas “propagadoras da Praga”.

Por fim, os restos mortais também apontam sinais de fraturas lineares na base do crânio, o que para os pesquisadores pode significar que ele também foi decapitado de forma cruel e totalmente desordenada, o que certamente lhe causou ainda mais dor e sofrimento.

Se os pesquisadores estiverem corretos em todas suas afirmações, esta é a primeira evidência arqueológica de um ser humano torturado pelo método da “Roda”, que supostamente foi também a condenação final de Santa Catarina de Alexandria, mártir do Egito Romano.

As informações sobre a descoberta foram publicadas no Journal of Archaelogical Science, e foram noticiadas também pelo site IFLScience.

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