domingo, 28 de junho de 2015

3 mitos sobre a cerveja que podem estar fazendo você desperdiçar dinheiro

Assim como quase todos os assuntos da vida, não é preciso procurar muito para encontrar autodeclarados especialistas em cerveja espalhando mentiras e mitos a respeito da bebida. Isso acabou se tornando algo tão comum que algumas dessas lorotas acabaram se espalhando pela sociedade afora e acabaram sendo consideradas como fatos verdadeiros.

No entanto, a verdade é que esses erros comuns muitas vezes causam justamente os efeitos que procuravam evitar, fazendo com que você não somente não consiga aproveitar a sua gelada como gostaria, mas também acabe desperdiçando seu suado dinheirinho. Caso você queira evitar mais gastos desnecessários, não deixe de conferir a seguir os três mitos mais acreditados a respeito da cerveja.

1 – Cerveja gelada se estraga caso fique quente

De acordo com Tim Kelly, o mestre cervejeiro da Tun Tavern, nos EUA, a maioria das cervejas geladas não sofre problema algum simplesmente porque voltaram à temperatura ambiente. Segundo o profissional, o fator que faz com que a bebida fique com um gosto estranho e um odor desagradável na verdade é a exposição a certos tipos de luz.

Independentemente de estar gelada ou “quente”, a cerveja só adquire o típico odor de papelão molhado caso o líquido seja atingido por raios ultravioleta, que causam uma mudança química em sua mistura. Kelly afirma que as bebidas dentro de garrafas transparentes ou em tons de verde são mais afetadas do que as de vidro marrom e diz que garrafas expostas a lâmpadas fluorescentes também sofrem o mesmo efeito.

Latas fechadas, por sua vez, são imunes ao processo. Dessa forma, se você costumava jogar suas cervejas fechadas no lixo apenas porque voltaram à temperatura ambiente, provavelmente estava desperdiçando dinheiro, já que bastaria resfria-las novamente para que voltem a ficar boas. Já as garrafas que passaram o dia tomando sol ou recebendo luz UV dificilmente continuarão agradáveis, mesmo que não tenham esquentado.

2 – Cerveja de garrafa é mais gostosa que a de lata

Se você simplesmente perguntar para um suposto entendedor de cervejas se ele gosta mais das que vêm em garrafas ou em latas, é provável que ele escolha a primeira opção. No entanto, um teste cego realizado pelo Huffington Post, usando bebidas de quatro marcas em ambos os tipos de recipientes revelou que eles acabavam preferindo o sabor das bebidas enlatadas 75% das vezes.

Os participantes só conseguiam adivinhar qual cerveja vinha em qual tipo de container metade das vezes, mas parte dessa proporção pode ser devida a simples palpites acertados ao acaso. Some a isso o mito anterior e as vantagens das latas só tendem a crescer – o que também vem sendo notado pelas cervejarias artesanais, que adotam o formato cada vez mais.

Outro fator interessante é que, de forma geral, comprar o equivalente a um litro de cerveja em garrafas acaba custando mais caro do que a mesma quantidade do líquido enlatado. Por fim, as latas também tendem a ser mais sustentáveis, já que, segundo a Aluminum Association, os consumidores costumam reciclar 56,7% de seus recipientes de alumínio, superando com folga os 34,1 das garrafas de vidro.

3 – Cerveja e comida chique não combinam

Pense na última vez em que você foi ou ouviu alguém falando sobre uma refeição e um restaurante luxuoso e é provável que você se lembre de que o alimento em questão provavelmente foi acompanhado por vinho. A maioria das pessoas costuma acreditar que a cerveja é um bom acompanhamento para petiscos de bar, churrasco ou pizzas, mas não para comidas requintadas.

Segundo a Craft Beer, no entanto, essa concepção está errada e mesmo as refeições mais chiques podem ser apropriadamente complementadas por um tipo diferente de cerveja. Caranguejos, por exemplo, podem ser acompanhados por uma boa hefeweizen, enquanto um salmão cai bem por uma pilsner clássica e pato combina com uma doppelbock. Confira a seguir a tabela completa (em inglês):

Trocando os vinhos pelas cervejas mais apropriadas, não é difícil perceber que suas refeições mais requintadas acabarão custando menos. Dessa forma, memorizar as combinações possíveis permite economizar dinheiro sem ter que abrir mão de um jantar de qualidade
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Com reuso e água do mar, Israel sai da crise hídrica

O aproveitamento da água do esgoto e a dessalinização produzem metade da demanda do recurso no país. Medidas produzem uma Catareira ao ano.
O agricultor Igal Aftaby, 55, acorda às 5h todos os dias para trabalhar em sua plantação de romãs - vista de cima, é um pontinho verde no meio do deserto de Neguev, em Israel. Uma década atrás nada crescia ali. "Rezávamos por cada gota", diz ele, debaixo de um sol de mais de 40 graus. "Agora, temos água para cultivar o que queremos. Pretendo começar a plantar uvas."
O esgoto captado nas casas de todo o país passou a ser usado na produção de água de reuso - são 450 bilhões de litros por ano, que abastecem metade das plantações. A medida faz parte de um conjunto de ações que, em menos de uma década, tirou Israel, um país com 60% de seu território formado por deserto, da crise hídrica.
Para suprir o déficit, o país passou a produzir artificialmente quase metade de sua demanda, seja dessalinizando a água do mar ou tratando esgoto. É o equivalente a mais de um sistema Cantareira (900 bilhões de litros) ao ano. A produção anual de Israel é de quase 2,2 trilhões de litros.
De soluções administrativas sem custo às mais caras, especialistas israelenses afirmam que várias opções poderiam ajudar o Estado de São Paulo a resolver a falta de água em médio prazo. Responsável por 58% do consumo, a agricultura toma cada vez menos água potável em Israel - o país trata 86% do esgoto, usado na irrigação a um preço três vezes menor.
Além disso, foram construídas quatro usinas privadas de dessalinização e há uma quinta a ser inaugurada. Em sistema de concessão, a água é revendida ao governo por US$ 0,57 (cerca de R$ 1,78) a cada mil litros - valor considerado baixo.
Abraham Tenne, da Autoridade Hídrica de Israel, visitou o Brasil recentemente e diz que São Paulo teria opções mais baratas antes de apelar para a dessalinização - o investimento para uma usina pode chegar a US$ 450 milhões (R$ 1,4 bilhão), fora o consumo de energia.
"Também é preciso evitar contaminação dos rios, para não ter de gastar muito para descontaminá-los", diz Tenne. Segundo ele, delegações brasileiras e israelenses têm conversado sobre eventuais parcerias na questão hídrica.
Israel fez do preço uma ferramenta para forçar a economia. No auge da crise, entre 2008 e 2009, o subsídio foi drasticamente reduzido e a tarifa foi aumentada em 40%.
Hoje, a população de Israel paga em média o equivalente a US$ 2,30 (ou R$ 7,20) a cada mil litros, com aumento de acordo com a faixa de gasto --em São Paulo, também há tabela progressiva, mas o preço básico para uso doméstico é de R$ 2,06 por mil litros.
O uso doméstico per capita no país é de cerca de 230 litros por dia - maior que o dos paulistas (188), mas menor que o dos cariocas (253). Campanhas, aumento do preço e distribuição de aparelhos que diminuem o gasto nas torneiras resultaram em queda de 17% no consumo.
Uma das apostas para manter essa tendência é transformar as crianças em vigilantes da água. "Quando seus filhos pedem para você fechar a torneira enquanto ensaboa os pratos, você faz isso", afirma Uri Shor, porta-voz da autoridade hídrica.
Várias escolas também tentam envolver os alunos nos esforços para economizar. Com ajuda das crianças, o professor Ohad Reimer, 34, opera um sistema de cisternas que abastece as descargas da escola em Revohot, uma pacata cidade perto de Tel Aviv.
"Crescemos preocupados com água, mas as crianças de hoje sabem muito mais do que sabíamos na época", diz Reimer. Na cidadezinha de casas com grandes jardins, parte dos alunos já criou sistemas de reuso, aproveitando água do chuveiro para as plantas.
 Folhapress.
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sábado, 27 de junho de 2015

Varejo acomodado e o "afiar do machado"

É impressionante a quantidade de placas de “aluga-se” que estamos vendo pelas cidades brasileiras. Os varejistas realmente estão fechando lojas, demitindo funcionários e passando dificuldades. Esta é uma realidade, não se trata de ser otimista ou pessimista. O que podemos fazer é entender porque isso está acontecendo de forma tão aguda e sintomática. Será que realmente a culpa é só da crise? 

Tudo começa com uma crise política e econômica, que, em 2014, já se revelava com mais clareza. Vivemos os últimos anos do varejo com bonança, até meados de 2012, quando começamos um processo fundamentado pela crise de confiança, apesar do mercado ainda estar otimista em função da Copa do Mundo que ainda seria realizada no País.

A Copa passou e, a partir dela, o cenário mudou definitivamente. Houve desaceleração do mercado e o varejo iniciou o processo de retração alavancado pelos consumidores que não estavam confiantes e muito menos otimistas em relação ao futuro próximo. Os reflexos dessas transformações foram sentidos mais ainda agora, em 2015.

Depois, vieram as eleições, uma crise política, alta do dólar, investidores recuando e retirando seus negócios do Brasil. Agora vivemos um processo de demissão em massa, quando as grandes indústrias não estão aguentando mais segurar e acabam demitindo. São essas pessoas que, sem emprego, param de consumir e afetam diretamente o varejo, de forma generalizada.

Temos que lembrar que a crise não afeta toda a economia. Existem setores e empresas que estão conseguindo, sim, ter ganhos e crescimento. O setor de higiene e limpeza, por exemplo, cresceu 11% em 2014. As montadoras Toyota e Honda têm obtido bons resultados e crescimento acentuado, porque estão preocupadas em entregar valor para o consumidor, enquanto os que vendem produtos, simplesmente, estão passando dificuldade.

O varejo entre 2002 e 2011 viveu seu momento de euforia, seu ápice no País. Nesse período, o varejista – ao invés de estudar, reaprender e acompanhar as mudanças que ocorriam – acomodou-se. Trocou de carro, apartamento, viajou bastante e, com isso, seu negócio ficou fragilizado.

A equipe deixou de ser treinada, o ponto de venda ficou desequipado, mau cuidado, sem novidades. E sua marca sem expressão, sem comunicação com seu público. E aí, quando vem a correnteza e não se tem dinheiro para colocar combustível no motor do barco? Enquanto está planando, o lago está calmo, tudo está bem, mas quando vem a correnteza, precisa de motor e força para superar as dificuldades.

Uma gestão incompetente, fragilizada, acomodada, tende a não resistir às primeiras dificuldades que aparecem, justamente por não estar preparada para elas. Na verdade, o que está acontecendo poderia acontecer amanhã ou daqui uns anos. Será que vivemos uma crise pontual ou vamos viver assim por algum tempo? E o que nós varejistas estamos fazendo para melhorar a situação e suportar este momento difícil?

Chegou o momento, sim, de reduzir custos, pensar, talvez, em um reposicionamento do negócio, mas a certeza que eu tenho é que chegou a hora de acelerar. A correnteza está forte e é hora de acelerar o motor!

Cuidado com os cortes em relação aos custos, é preciso, mais do que nunca, ser estratégico. Invista em comunicação, treine sua equipe e se prepare porque, principalmente, a partir de agora, será ainda mais difícil conquistar o consumidor.

As lojas estão fechando sim, existe uma crise inegável, mas quem chegou na beira do penhasco foi o empreendedor. Existem novas empresas que estão inclusive crescendo no mercado porque estão preparadas para isso, estão voltadas e preocupadas com os consumidores.

O lojista não vem se comportando de forma competente e eles estão colhendo os resultados da passividade e do comodismo de anos. Não tem como apenas sugar. Uma hora os recursos acabam – principalmente os naturais – e a falta de água está aí para provar.

Se você parar de regar uma planta, por exemplo, ela vai resistir por um tempo, mas uma hora ela vai parar de gerar frutos. E quando isso acontecer, pode ser tarde demais. Mais uma planta morre, mais uma vaga se abre.



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Gratidão é essencial para o encontro com a felicidade.

A vida fica mais leve e os problemas menores quando os enxergamos como aprendizado. Muitas pessoas ainda insistem em dar mais atenção ao sofrimento do que para a lição que ele traz. A maioria de nós tende a ressaltar o que está faltando ou dando errado e não consegue perceber as coisas boas ao redor.
Os "reclamões" compulsivos costumam ter medo de ousar, isso porque acreditam que cada situação boa vai custar um preço alto, ou até mesmo trazer uma surpresa desagradável logo em seguida. O ato de sempre focar no pior e esperar sempre um resultado negativo, reduz as expectativas a ponto de não restarem estímulos. E, quem não tem objetivos que valham à pena, não consegue enxergar soluções ou acreditar no lado bom da vida.
Algumas atitudes positivas quando transformadas em hábitos, complementam nossa felicidade. Uma delas é sabermos agradecer. A verdadeira gratidão se encontra nos momentos em que você aprecia as pequenas coisas, onde a cada dia se tem a oportunidade de aprender algo novo, buscar ser alguém melhor. E também quando agradecemos por coisas simples e pessoas que, de alguma forma, nos ajudaram.
Jamais devemos nos esquecer que algumas conquistas só foram possíveis porque outras pessoas estavam por trás delas, sejam amigos, familiares, professores ou até mesmo aquele estranho que cruzou por um instante nosso caminho.
Agradecer pode parecer um acontecimento banal, mas essa ação gera mudanças positivas em nossos relacionamentos e até na nossa saúde. Este sentimento de plenitude nos leva a sentir emoções positivas, desfrutar de boas experiências, lidar com adversidades e fortalecer os laços de afeto. Veja quantas vantagens encontramos em uma simples mudança de comportamento!
Adotar a prática de agradecer e não enfatizar o lado ruim das coisas é o primeiro passo para uma vida plena. Então o que você está esperando? Vamos lá, olhe a sua volta, sorria, reflita e agradeça por tudo o que conquistou até hoje, agradeça também pelas pessoas que lhe prestaram um favor e as pequenas maravilhas que o cercam. Faça este exercício e seu coração também vai lhe agradecer.

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sexta-feira, 26 de junho de 2015

Sangue artificial será testado em humanos a partir de 2017

Em pouco tempo, você poderá ter sangue artificial correndo em suas veias. O Serviço de Saúde Nacional do Reino Unido prevê que os primeiros testes clínicos com glóbulos vermelhos produzidos em laboratórios devem ser realizados em 2017. Ou seja: algumas pessoas começarão a receber o sangue sintético em breve, o que significa que ele já é considerado minimamente seguro.

O desenvolvimento do sangue artificial está sendo impulsionado pela organização porque haveria uma escassez de doadores e uma necessidade de manter os estoques em alta a um preço aceitável.

Os primeiros testes devem envolver a introdução de pequenas quantidades do sangue novo, menos de 10 ml, no sistema circulatório. Então serão monitoradas possíveis reações adversas e será feita uma comparação com o sangue comum.

O sangue artificial é feito com células tronco coletadas de doadores ou de cordões umbilicais. Espera-se que, se os testes forem um sucesso, uma quantidade ilimitada possa ser produzida, para ser usada em transfusões de emergência.

A princípio, a ideia não é trocar o sangue doado pelo artificial, mas ajudar quem tem necessidades específicas, como portadores de anemia falciforme e talassemia, que necessitam de transfusões constantes. Essa é a meta de curto prazo com os testes, mas a longo prazo o objetivo pode mudar para eliminar a necessidade de doadores.

Há outra potencial vantagem: o sangue criado no laboratório, fora do corpo humano, deve ser livre de doenças, o que elimina o risco de transmissão de vírus como o HIV durante uma transfusão.

O programa de testes da agência britânica começa em 2017, mas é apenas o início de uma fase longa de testes, programada para cinco anos, com investimento de 12 milhões de libras (R$ 59 milhões). Vários outros países do mundo também desenvolvem técnicas parecidas, mas o grande desafio no momento é produzir sangue em larga escala.


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O mistério visto à luz da ciência quântica.

Físico quântico internacionalmente famoso enaltece o trabalho do médium "João de Deus"
Um novo paradigma científico calcado na Física Quântica redimensiona o conceito de espiritualidade ao estabelecer que a consciência – e não a matéria – é que é o substrato para todas as coisas que existem.
Não há dúvida de que o desenvolvimento científico e tecnológico é uma importante conquista na marcha do progresso humano, entretanto, é fácil constatar que o mundo contemporâneo, infelizmente, se mostra incapaz de resolver um grande número de conflitos que emergiram e continuam emergindo no cenário da realidade humana. Desigualdade social, terrorismo, impactos ambientais, egoesclerose individual, para citar alguns dos nossos problemas. Onde se encontra a raiz de todos eles? Certamente na aceitação condicionada e irrefletida de que há uma oposição entre espírito e matéria.
No revolucionário livro O Ativista Quântico, o autor Amit Goswami, referência mundial em estudos que procuram conciliar ciência com espiritualidade, propõe que somos capazes de mudar o mundo e a nós mesmos partindo de outros fundamentos que não o materialismo: a Física Quântica, o desenvolvimento genuinamente espiritual e o nosso poder criativo. PhD em Física Quântica pela Universidade de Calcutá, na Índia, pesquisador e professor emérito do Departamento de Física da Universidade do Oregon, EUA, ele explica os princípios da mecânica quântica de forma clara e acessível, sem perder os rigores da ciência.
Para Goswami, a Física Quântica, a espiritualidade e a criatividade são os elementos essenciais para uma profunda transformação individual e social. No presente trabalho, ele deixa claro que a ciência convencional e materialista por um lado e a religião apenas caricatural no polo oposto não são capazes de apontar os caminhos para a resolução das crises sociais que se agravam, da questão da preservação ambiental e do esvaziamento das relações humanas e desintegração dos valores.
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Nossa Presidenta


Uma das maiores lições da vida

A era tecnológica trouxe uma leva de ferramentas para a comunicação e relação. Nestas ferramentas, é possível que escolhamos aquilo que o outro verá e saberá de nós. As informações são selecionadas, as fotos, muitas vezes, editadas. A nossa identidade é "enfeitada" muito mais de acordo com aquilo que queremos ser do que com aquilo que realmente somos em nossa complexidade. Com isso, algumas vivências ou conteúdos que expressam coisas das quais não nos agradam mais, ou das quais pensamos que não irão causar uma boa impressão, são facilmente excluídas ou escondidas.
Muitas vezes, viver este cansativo esforço de mostrar sempre nossa versão mais bonita, mais forte e sábia, que muitas vezes é apenas inventada, acaba fazendo com que esqueçamos que somos ainda seres humanos. Quer dizer, ninguém é realmente perfeito, ninguém é bonito o tempo todo, e todos nós iremos cometer erros em algum momento de nossa vida.´
 Talvez esse seja o nosso melhor lado, pois é a partir da fraqueza que encontramos e compreendemos o nosso próprio crescimento. De nada adianta publicar uma frase de efeito, ou um texto filosófico, se você mesmo não internalizou e refletiu sobre a própria experiência.
Não obstante, é nessa tentativa extrema de se mostrar perfeito ao mundo que os julgamentos também acontecem. Aquele que se desviar um pouco do esperado por determinado grupo, ou mesmo que cair na infeliz ideia de não pensar e reler várias vezes o comentário antes de enviar, pode ser "apedrejado" virtualmente. O paradoxo atual é que ao mesmo tempo que se deve estar exposto o tempo todo, se deve fazê-lo dentre expectativas dos demais, dentro dos padrões esperados. Viramos personagens de nós mesmos.
É nessa realidade que se esquece de uma das maiores lições da vida que é simplesmente amar-se por aquilo que se é. Isso inclui o passado, os erros, as fraquezas e imperfeições. Não me refiro a amar-se de modo cego, sendo conivente com aquilo que não nos é saudável. Mas amar-se no sentido de aceitar aquilo que se é, pois é na aceitação que se encontra a possibilidade de mudança e de crescimento. Cada um de nós, ao decorrer das próprias vivências, evolui e muda. Essas mudanças, geralmente, nos fazem pessoas mais maduras, mais fortes. Embora o passado não nos represente mais, temê-lo tão pouco auxiliará em sua compreensão.
Poder amar a si mesmo, dentro de tudo o que isso pode envolver, é aceitar quem somos e quem nós fomos, para então descobrir o que fazer com essas questões, escolher o caminho para quem iremos ser. Mais importante do que desgastar-se para parecer bom, é estar consciente no aqui-agora, consciente de si mesmo e disposto para a vida. ´
Não precisamos desperdiçar nossas oportunidades de crescimento para agradar terceiros, o nosso desenvolvimento pessoal é um dever nosso com nós mesmos, embora esse exercício traga consequências maravilhosas nas relações sociais - e, acredite em mim, essa evolução trará efeitos muito mais duradouros e prazerosos do que uma foto bonita ou uma bela frase de efeito nas redes sociais.
Por mais legal que seja receber curtidas nas redes sociais, as oportunidades da vida estão aí para que você possa curtir e aprender com você mesmo. Ser amigo virtual de alguém não exige satisfações, principalmente quando são vazias. Você não precisa publicar aquilo que você não é, ou viver aquilo que você não é. A grande questão é que é só a você mesmo que deve satisfações. Trabalhe nesse exercício de se conhecer e de amar a si próprio. Em sua essência, o amor próprio é silencioso, mas refletirá em todas as instâncias da sua vida de forma positiva.
 É a partir dele que você conseguirá, mesmo sem saber, compartilhar com todos os seus amigos o seu melhor lado de ser.
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Entre milhos e mandiocas


Boatos de suicídio no Alvorada, suspeita de bombas no Planalto, um patético habeas corpus preventivo contra a prisão do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Lula falando poucas e boas contra a sucessora, o governo e o PT. A presidente Dilma Rousseff passando vexame com milho, mandioca e “mulher sapiens”. Não bastasse, a Polícia Federal na cola de Fernando Pimentel, amigão da presidente e governador do principal Estado administrado pelo PT.
Definitivamente, o mar não está para peixe e o ambiente político não está nada favorável nem para Lula, nem para Dilma, nem para o partido de ambos. No volume morto, eles se esforçam para tentar sobreviver.
Lula: debatendo-se, gritando contra a imprensa, as elites e agora também contra Dilma e o PT, para reanimar a desmilinguida militância petista. Dilma: viajando para bem longe, encontrando-se com Barack Obama e fingindo (até para ela mesma) que tudo está na mais santa paz. O PT: armando-se até os dentes e conspirando contra a sua presidente, o seu ministro da Fazenda e a política econômica do seu próprio governo.
É nesse ambiente já tão hostil que explodem revelações chocantes da Lava Jato e dados econômicos de amplo alcance e demolidores para qualquer governante e qualquer governo, ainda mais para uma governante com alarmantes 65% de rejeição e um governo bombardeado pelo seu próprio partido, o PT, e pelo seu principal aliado, o PMDB.
O Banco Central acaba de rever para baixo a previsão de crescimento em 2015, trabalhando agora com uma recessão de 1,1%. Como acaba de rever a previsão de inflação do ano para cima, já admitindo desastrosos 9%. Logo, Dilma, que jamais chegou nem perto da meta de 4,5% no primeiro mandato, ultrapassa em muito o próprio teto da meta, de 6,5%, no segundo. Para uma economista, é um feito e tanto!
É óbvio que, em não se tratando de jabuticabas, esse desarranjo macroeconômico acabaria corroendo os postos de trabalho. E está corroendo. Pelo insuspeito IBGE, o desemprego já está em 6,7%, enquanto o rendimento médio em maio caiu 5% em relação ao mesmo mês de 2014. É a maior queda em 11 anos. Aliás, Dilma bate recorde em cima de recorde negativo na inflação, no crescimento, no desemprego...
Detalhe: esses são os indicadores mais políticos da economia, porque afetam diretamente o bem-estar das famílias e, portanto, o humor do eleitorado. Estando ruins, Dilma não tem condições de ficar bem.
E o que falar das contas públicas? Bem, o governo Dilma Rousseff conseguiu nos cinco primeiros meses do segundo mandato produzir o pior superávit fiscal desde 1998. Resultado de um desequilíbrio que foi particularmente descarado no ano eleitoral de 2014 e é mantido até hoje: gastos altos, arrecadação em baixa
É exatamente aí que entra a inestimável contribuição do Congresso para a bagunça geral. Primeiro, trocou o fator previdenciário por uma nova fórmula. Agora, estende o reajuste do salário mínimo a todos os aposentados. Os cofres da Previdência Social suportam esse tranco? Dilma vetou o cálculo previdenciário e terá de vetar a ampliação do reajuste do mínimo para aposentados, com inevitável desgaste político.
A chance de Dilma recuperar alguma popularidade, um pouco de respeito no PT e um mínimo de piedade do PMDB é revertendo a tendência da economia. Mas como, se as pesquisas, os ataques do PT e as investidas do PMDB no Congresso são exatamente os piores inimigos da política econômica do governo?
Diante de tudo isso, fica aquela sensação incômoda de que Obama, ao encarar Dilma olho no olho, reunir-se com ela, dar entrevista na Casa Branca ao seu lado e assinar uma penca de acordos e protocolos bilaterais, estará pensando: será que essa Dilma manda alguma coisa? Será que chega ao fim do mandato? Ou será que todos esses salamaleques aqui são uma baita perda de tempo, só para brasileiro ver?


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quinta-feira, 25 de junho de 2015

A primeira infância e os comportamentos agressivos: a família e a escola

O aumento na quantidade de crianças pequenas com a queixa de comportamento agressivo tem aumentado nos últimos tempos. Em sua maioria, os pais não conseguem lidar com seus filhos lhes gerando angústia e dificuldade no gerenciamento da rotina diária da casa e das crianças e de seus próprios sentimentos.

Em pesquisa realizada na Universidade de Washington, constatou-se que a agressividade na infância está aumentando – e em crianças cada vez mais novas. Segundo a pesquisa, a progressão da agressividade em termos de desenvolvimento em crianças sugere que a propensão para agressão física e comportamento de oposição atinge um pico aos 2 anos de idade. Normalmente, a agressividade começa a se reduzir a cada ano à medida que a criança se desenvolve, e atinge um nível relativamente baixo antes do ingresso na escola (5 a 6 anos de idade).

No entanto, em algumas crianças pequenas, os níveis de comportamento agressivo continuam altos e acabam resultando em diagnósticos de Transtorno Desafiador Opositivo (TDO) ou de Transtorno de Conduta (TC) precoce.

Há uma fase na qual é normal (entre 2-3 anos) que a criança faça pirraças. Ainda é pequena e a percepção do real, dos próprios sentimentos ainda é inadequada. O controle das sensações é ainda precário e os adultos devem, portanto ajudá-los a organizar e controlar estes sentimentos.  Para isso desde cedo devem adotar algumas atitudes necessárias para que isso aconteça e que em pleno desenvolvimento neuronal padrões de comportamento mais adequados sejam aprendidos. 

Muitas vezes a criança provoca um adulto para que ele possa intervir por ela e controle seu impulso agressivo, já que ela é pequena e não tem condições de fazer por si própria. Por isso precisa de um "para com isso" ou "eu não quero que você faça". É como se ela pedisse para levar uma bronca. Nessa hora é como se o adulto emprestasse seu controle para a criança.
O problema é que atualmente não são muitas as crianças que podem contar com essa base sólida e tão importante chamada família. Inúmeras crianças não têm em sua casa os referenciais básicos que possam ser seguidos, imitados e tidos como modelo.

É extremamente importante, que ainda na infância, a criança tenha oportunidade de expressar alguns de seus impulsos agressivos sem que se sinta menos amada por isso. É de se esperar que, em geral, crianças recompensadas por agressão e as que veem muita agressão nas pessoas que as cercam se tornem mais agressivas do que as crianças que tem modelos menos agressivos e que foram menos recompensadas por comportamentos agressivos.
Quando surge a agressividade dos filhos, muitos pais regridem junto com eles como se vivessem na mesma faixa etária da criança. Por motivos muitas vezes internos aos pais não conseguem controlar seus próprios sentimentos e brigam como se fossem duas crianças. Respeito e autoridade se perdem.  INVERSÃO DE VALORES!
Alguns pais priorizam os presentes as roupas, as viagens à Disney todos os anos a passar as férias vendo a sessão da tarde com seus filhos comendo pipoca em casa(muitos esqueceram como era boa essa época). Crianças reclamam que os pais chegam em casa e continuam no computador ou ainda no celular. Precisam trabalhar, pois precisam pagar tudo isto! e...muitas vezes as crianças vezes agridem por isso! INVERSAO DE VALORES!
Pela falta de tempo dos pais, a falta de paciência impera e a culpa por estar distante também. A compensação acontece através do excesso de recompensas e presentes bem como pelo comodismo gerado por  dizer “SIM”, transforma crianças em pequenos “reizinhos” acostumados a terem o mundo girando em volta dos próprios umbigos, que ao serem contrariados reagem com agressividade. INVERSÃO DE VALORES!
A agressividade constitui, então, um pedido, uma reivindicação ao ambiente para o retorno ao ponto em que houve falha no desenvolvimento, a fim de dar curso ao que foi interrompido. Seja na mentira, seja no furto ou na depredação, no desafio às normas, no baixo desempenho acadêmico, o comportamento agitado e na perturbação do ambiente a manifestação da tendência antissocial revela a necessidade de reconhecimento externo daquilo que faltou e do suprimento dessa falta, vivida como experiência dolorosa.

O Centro de Excelência para o Desenvolvimento na Primeira Infância recomenda para a prevenção do desenvolvimento inadequado dos comportamentos agressivos: estar atento a que forma a agressividade se manifesta, que emoções desencadeiam essas agressões,. Encorajar a criança a expressar verbalmente as suas emoções, ajudar a criança a encontrar outras formas e obter o que deseja sem recorrer agressão, são alguns exemplos.
A agressividade na criança é normal e vai depender de fatores ambientais o seu desenvolvimento adequado ou não. Tais fatores ambientais estão diretamente ligados à estrutura psicológica dos pais, à forma como estes reagem ao mundo contemporâneo e à inversão de valores que nos rodeia. Tais fatores estão ligados também à escola e sua estrutura enquanto capacitadora de pais e professores, para acolherem a agressividade infantil, de forma a transformá-la e canalizá-la de forma produtiva.
Todos, família e escola, pais e professores mostram-se perdidos entre a agressividade infantil em excesso e as suas próprias agressividades necessitando de ajuda para seguir um rumo a caminho de maior equilíbrio para nossas crianças.


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