terça-feira, 18 de junho de 2024

Romance na terceira idade

Na semana passada estava entrando num banco para ver se tinha restado algum trocado, até o dia da "viúva" (INSS) fazer o depósito. Foi quando uma linda garota de uns quarenta anos, minissaia, entrou na fila dos caixas, imediatamente saí da fila dos idosos e também entrei na mesma fila.

Em pouco tempo ela olhou para trás e sorrindo disse:

- Porque o senhor não utiliza a fila dos idosos?

Você sabe para que lugar eu tive vontade de mandá-la, não é?

Porém, mantive a calma e usei toda minha experiência. Puxei papo e resolvi inventar, para impressionar. Falei das minhas "experiências como comandante de navio de cruzeiro" Semana passada havia lido um livro sobre um comandante de navio de turismo. Sabia tudo a respeito.

- Uau! O senhor foi comandante de transatlântico?

- Só por vinte e dois anos.

- Respondi expressando uma certa indiferença pelos anos de trabalho, mas sentindo que tinha capturado a presa, era só abater e comer.

- Nossa!!!! E com essa sua pinta o senhor deveria, certamente, agradar muito o público feminino, nas noites de jantar com o comandante.

Boquiaberto só pude responder:

- Hã? - distraído que estava de olho fixo no decote da jovem, que exibia, exuberantemente, seus lindos seios.

Ela me pegou no flagra. Eu sem graça, e ela não fez por menos!

- O senhor ficou vermelho! Ficou até mais bonito. Aliás, o senhor deveria fazer um teste na televisão.

Eu estava perplexo e apavorado, depois dos sessenta, isto acontece uma só vez antes da morte. Aquele avião pronto para decolar e eu sem condições nem mesmo de efetuar o check in. Sim, não sabia ao certo quanto teria na conta corrente...

Quanto estaria custando um Viagra?

... Onde poderia arrumar duzentão, até o dia do depósito da "viúva"?

... Quanto estariam cobrando um apê no motel?

Será que se chamar um táxi pega bem? Comecei a suar frio.

- Eu, artista de televisão?

- Sim! O senhor lembra aquele famoso galã dos anos cinqüenta, que minha avó me mostrou na revista "Rainha do Rádio". Ela tem verdadeira paixão por essas revistas. Adorava Marlene, Emilinha Borba... Deus nos livre de alguém mexer nas suas revistas. Ela guarda a sete chaves, com o maior carinho. O senhor é saudosista também?

- Sim! Mas, você ta me gozando. Galã dos anos cinqüenta?

- Verdade... Não me lembro bem o nome, só sei que ele fazia filmes para o cinema, era muito famoso. Ma.. Mário, não era. Era alguma coisa como... Ah sim, tinha dois “Z” no nome.

- Mário Gomezz (apelei)?

- Não, não era este o nome. Ahhh lembrei... Mazzaropi? Isto Mazzaropi! Mazzaropi era um galã, não era?

Nesta hora minha auto-estima fez um buraco no chão e foi parar na terra do sol nascente.

Pô, quando ela disse que eu parecia galã dos anos cinqüenta, pensei num Paulo Gracindo, Paulo Autran, ou algum Antonio Fagundes da vida. Mas, Mazzaropi? ...PQP! Mas, até aí tudo bem, para pegar aquele avião eu ia de Mazzaropi mesmo.

O meu fabuloso programa da tarde só veio a acabar, quando ela incautamente, derrubou um livro que tinha na mão. Eu, como um verdadeiro cavalheiro, inventei de abaixar para apanhá-lo. Só que esqueci as recomendações do meu ortopedista sobre minhas artroses e artrites, que quando eu me abaixasse, o fizesse de uma forma bem vagarosa.

Enquanto o livro descia, eu mais que depressa, inventei de pegá-lo na altura dos joelhos desnudos da jovem. Só escutei a frase dela:

-Uau! Que reflexo - você parece um garotão!"

Ouvi esta frase, e mais dois sons. Um som abafado da região da minha coluna que travou no ato, e o som estridente de um prolongado peido, que além de sinalizar a frouxidão do rabo, lembrou-me da intensa dor na coluna. E quem disse que eu conseguia endireitar o corpo, nem chamando o Carvalhão.

Arcado, tentava me endireitar e peidava. Tentava, e novamente peidava. Pô, o pior, que há pouco tinha almoçado num restaurante alemão. Imagina o odor?

A jovem vendo que a situação não reverteria, tirou os dois dedos que apertavam suas narinas, apanhou o celular e discou para o SAMU. Fim de um provável romance...

Você tá rindo por que não foi com você!!!

Luis Fernando Veríssimo

 

 

domingo, 9 de junho de 2024

Árvore que deu nome ao país Brasil

Para quem não conhece, esse é  Pau Brasil, que deu origem ao nome Brasil.


A palavra “Brasil” significa “vermelho como brasa”.

Quando os colonizadores descobriram o país, eles se referiram à árvore como “bersil”, que significava “brasa” na época.

Aos poucos, ela acabou sendo chamada de Pau-Brasil, mas também é conhecida como pau-vermelho, pau-de-pernambuco, arabutã, ibirapitã, muirapiranga, orabutã, pau-rosado e pau-de-tinta.

A coloração vermelha é própria da espécie, por isso o nome de Brasil, pois refere-se à cor de brasa.

A resina da árvore possui uma intensa cor avermelhada.

Provavelmente deve ser por esse motivo que a espécie recebeu o nome de Pau-Brasil, pela origem na palavra brasa (bersil), que remete aos tons terrosos e avermelhados de sua casca e de sua resina.

 

A origem da palavra Caralho

"Caralho" era uma palavra que os marinheiros portugueses usavam para denominar o local da pequena cesta de vigia, a "Gávea", que se encontrava no alto dos mastros das naus ou caravelas.

Este local alto do barco chamado CARALHO, era onde os vigias subiam para ver o horizonte em busca de sinais de terra. Também era considerado um lugar de castigo para aqueles marinheiros que cometiam alguma infracção a bordo.

 Quando um marinheiro cometia uma infracção era enviado logo para o CARALHO.

Ele ficava em cima do CARALHO a cumprir horas ou dias inteiros com um sol ardente. Quando a pessoa descia, ficava tão enjoado que chegava até a ficar muito calmo ou tranquilo por vários dias. Isto porque no CARALHO era o local onde se manifestava com maior intensidade o rolamento ou movimento lateral de uma caravela.

Foi assim então que surgiu a expressão "VAI PRÓ CARALHO!"

Isso você nunca irá aprender nas escolas.

 

 

segunda-feira, 3 de junho de 2024

Religiões e suas Seitas

Bem, quando alguém que acredita ser um religioso olha para o lado e identifica que alguém acredita ou tem uma fé diferente da sua, indubitavelmente de forma pejorativa vai dizer que o outro é seguidor de uma seita. Entretanto no fundo tudo é uma questão de tamanho e aceitação social.

 Uma religião normalmente é estruturada e tem uma quantidade grande de praticantes, tem uma organização, uma hierarquia, as seitas normalmente são menores, tem algum líder especifico por muitas vezes é uma ramificação de uma religião, onde os membros descontentes com a proposta teológica ou filosófica acreditam que devam reescrever algumas passagens e acreditam adotar uma outra religião, que o outro lado vai chamar de seita.

Entretanto uma coisa é quase certa, principalmente dentro do cristianismo, tudo que é diferente da versão da Bíblia que é adotada, é uma seita.

Uma coisa é certa, a linha entre seita e religião é muito tênue, e vai depender muito de quem interpreta, e vai depender muito da cultura do povo e de fatores históricos.

Não podemos esquecer que a “religião” foi criada pelo homem, chegou um determinado momento que se fez necessário criar algum tipo de “freio” para a humanidade, desde sempre a humanidade de um modo geral acreditou numa divindade, algo acima, não sabia explicar, mas já temia. Considerando isto, os homens resolveram criar a religião, onde nós humanos, deveríamos respeitar algumas regras, caso contrário seriamos após a morte punidos por esta divindade e caso fossemos “bonzinhos” dentro das regras estabelecidas seriamos recompensados.

E todas as religiões hoje existentes tem estes pilares, castigo e recompensa, simples assim.

Em Manaus foi morta uma empresária de nome Didja Cardoso, com investigação policial começou a aparecer várias ramificações, e uma delas, era de um grupo religioso ou seita chamado de “Pai, Mãe, Vida” e eram realizados rituais onde de forma indiscriminada era utilizada da substancia cetamina, uma droga sintética utilizada para fins veterinários. Uma das suspeitas da polícia que a empresária tenha morrido devido uma overdose desta substância.

A grande questão desta disseminação de grupos religiosos e seitas que as vezes os dirigentes querem impor algumas regras pela força para os seus seguidores, em vários momentos na história tivemos algumas destas seitas levando seus seguidores a uma histeria coletiva onde houve a morte quase total dos seguidores apenas por um desejo do seu mandatário onde prometia a “vida eterna”.

A polícia vai investigar e trazer uma luz (não necessariamente divina), e as vezes certas seitas e religiões apenas existem para ajudar a encobrir crimes comuns e os seguidores são manipulados para a recompensa terrena de alguns líderes. E nem nestes casos a linha tênue da divisão de seitas e religiões não deixa de ser extremamente tênue.

Por Joselito Bortolotto

 

 

sexta-feira, 17 de maio de 2024

Insegurança Alimentar na Educação Superior: Desafios para a Permanência Estudantil

 

Durante décadas no Brasil o acesso à educação Superior era restrito às famílias denominadas

nobres, ou seja, aquelas que tinham recursos financeiros para garantirem a seus herdeiros

acesso e permanência no ensino superior, (quase sempre localizado nas capitais e grandes

centros urbanos). Conforme Teixeira (1989), saímos de 24 escolas de ensino superior em 1900

para 375 em 1968. Já em 2020, conforme Censo da educação superior, foram registradas

2.456 instituições com um total de matriculas de 8.680.354 (INEP/MEC, 2022).

O avanço das matriculas na educação superior pública se deu entre os anos 2000 e 2010.

Conforme Barros (2015), as matrículas mais que dobraram no período. Programas como

Universidade Para Todos e Reuni possibilitaram a descentralização das IES para cidades do

interior, diversificando os tipos de cursos e períodos de realização.

As camadas mais pobres da população brasileira, que até então não tinham recursos para o

deslocamento e permanência em cidades distantes de suas origens e familiares e cuja grande

parte, para sobreviver, necessitava trabalhar e ajudar nas despesas familiares, começava a

vislumbrar a possibilidade de ingressar no ensino superior.

A democratização do acesso (cotas/reservas de vagas) às universidades públicas, somada ao

processo de descentralização das instituições, trazendo-as para mais perto de seus locais de

origens, contribuiu para que um significativo número de aluno(a)s das camadas populares

ingressassem em uma universidade pública, apesar da maioria das matrículas ainda estarem

na iniciativa privada.

Após duas décadas dessa política de ampliação de vagas e de democratização do acesso,

originários da educação básica pública, negro(a)s, indígenas, quilombolas, pessoas com

necessidades educativas especiais na educação superior passaram a integrar a paisagem das

universidades públicas dando a sensação de que, finalmente, o ensino superior era de todos e

para todos . Grande engano!

Além da garantia do acesso, era preciso se pensar urgentemente em políticas de permanência

e de sucesso no ensino superior para esses grupos tradicionalmente excluídos desse nível da

educação nacional. Mesmo sendo pública e gratuita, manter-se no ensino superior custa muito

caro. Alimentação acesso a material da reprografia, deslocamento, roupa, sapato, material

didático em geral, tudo isso tem um custo alto. Mal o(a)s estudantes das camadas mais

vulneráveis economicamente da população brasileira adentram às instalações das

universidades públicas e já percebem que não será uma trajetória fácil.

Conforme decreto 7.234/07/2010. “O Plano Nacional de Assistência Estudantil (Pnaes) apóia a

permanência de estudantes de baixa renda matriculados em cursos de graduação presencial

das instituições federais de ensino superior. O objetivo é viabilizar a igualdade de

oportunidades entre todos os estudantes e contribuir para a melhoria do desempenho

acadêmico, a partir de medidas que buscam combater situações de repetência e evasão”.

Com o sucateamento da educação superior em nível estadual e federal, “assistência à moradia

estudantil, alimentação, transporte, à saúde, inclusão digital, cultura, esporte, creche e apoio

pedagógico”, estão extintas ou minimizadas nas IES.

Dentre as dificuldades que enfrentam talvez as mais difíceis sejam a insegurança alimentar e o

cansaço.

 

Com o retorno às aulas presenciais após dois longos e difíceis anos da pandemia de Covid-19 e

durante uma das maiores crises econômicas que o país enfrentou nos últimos 27 anos, tem

sido comum encontrar discentes que após vivenciarem perdas da família, doenças físicas e

psicológicas chegam famintos à universidade e/ou, sem acesso á moradia próxima ao campus,

que precisam se levantar ainda de madrugada para garantir o transporte de sua cidade, só

retornam para lá quando a noite termina.

Como docente de uma instituição pública de ensino superior, percebo durante as aulas a

dificuldade de concentração desse(a)s jovens, o esforço que fazem para esconder sua

necessidade de se alimentar corretamente e a perda gradual de esperança em encontrar os

recursos mínimos para estarem ali.

Nesse contexto, o mínimo que a universidade pública que se quer democrática precisaria

garantir seria a manutenção de um autêntico restaurante universitário. Não estou falando de

uma cantina terceirizada que recebe da instituição vouchers para subsidiar a alimentação para

poucos estudantes. Estou falando de um restaurante mantido por recursos públicos com

alimentação subsidiada para todos e todas da comunidade universitária. Um restaurante cuja a

comida também refletisse a ciência que é produzida pela universidade, isto é,

saudável,diversificada, balanceada e segura.

Sem esse mínimo a universidade pública está fadada a não conseguir cumprir os seus

propósitos de permanência estudantil. Enquanto a luta pela satisfação das necessidades

básicas estiver maior do que as condições para o estudo estarão nós, enquanto universidades,

fracassando em produzir conhecimentos e emancipar a humanidade.

Em tempos de pós-pandemia e de crise econômica, pensar a segurança alimentar de nossa

comunidade universitária tornou-se fundamental para manter nosso(a)s estudantes na

universidade. E a fome não pode esperar!

É preciso que, enquanto coletivo, se faça algo agora! Pela imediata implantação do restaurante

universitário já! Contra os valores absurdos que contribuem e fortalecem a exclusão.

Prof. Dr. Reginaldo de Souza Silva, Departamento de Filosofia e Ciências Humanas,

Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia – UESB/DFCH

Velho Solitário

Um dia perguntaram a um velho que evitava as pessoas e preferia viver sozinho.

“Você não se cansa de ficar sozinho o tempo todo?”

O velho responde:

"Tenho muito trabalho a fazer. Preciso treinar dois falcões.

E duas águias.

Dois coelhos se acalmam e treinam a cobra.

Motivando o burro e domesticando o leão.”

"-Mas não podemos ver nenhum animal perto de você!"

"-Onde eles estão?"

“Eles são os animais que vivem dentro de nós.”

Os "Dois Falcões" atacam tudo o que vêem.

Devo ensiná-los a distinguir entre o bem e o mal, o útil e o prejudicial. Porque eles são meus OLHOS.

“As duas águias” destroem, ferem e destroem tudo o que tocam. Devo ensiná-los a servir e ajudar sem prejudicar.

Porque elas são minhas MÃOS.

Os “coelhos” estão sempre com medo, fogem e se escondem.

Devo acalmá-los e ensiná-los a lidar com situações difíceis, a não fugir dos problemas. Porque eles são meus PÉS.

O mais difícil é observar a “cobra”.

Mesmo que esteja trancado com segurança em uma gaiola apertada, ele está sempre pronto para atacar, picar e envenenar qualquer um que esteja por perto.

Então eu tenho que segui-lo e ser disciplinado. Porque esta é a minha LÍNGUA.

“Burro” é notoriamente muito teimoso, está sempre cansado e não quer fazer o seu trabalho.

Portanto, tenho que ensiná-lo a ser grato e a estar no fluxo.

Porque este é o MEU CORPO.

E quero finalmente domar um “leão” que quer ser rei e comandar a todos.

Ele é orgulhoso, arrogante e quer que o mundo gire em torno dele.

Eu tenho que domar aquele leão.

Porque este é o meu EGO.”

“Como você pode ver, tenho muito trabalho a fazer.”

O velho sendo questionado

Lev Nikolevic TOLSTOY.

 


terça-feira, 23 de abril de 2024

Dinheiro X Felicidade


Um tema controverso. Muitos acreditam que dinheiro não traz felicidade. Bem, não se trata exatamente disto, dinheiro não tem necessariamente de deixar alguém feliz, mesmo que isto venha ocorrer, não tão ocasionalmente. O dinheiro deve fazer com quem o tenha, e saiba fazer que o mesmo possa vir a proporcionar para si e para os próximos a felicidade almejada. 

É possível ser feliz sem dinheiro? Claro, as vezes fica um pouco mais difícil, mas, sempre vamos encontrar os abnegados, os desapegados, os espiritualistas e muitos pobres que nunca souberam a diferença que o dinheiro faz. Simples assim.

Temos várias passagens bíblicas onde o dinheiro é tido como causador de muitas mazelas e vissitudes humanas, criando a soberba, a ganancia que acaba distorcendo os valores morais e espirituais. Além da frase, talvez até um pouco fora de contexto, onde Jesus afirma que é mais fácil um “camelo” passar pelo buraco de uma agulha do que um rico ganhar o reino do céu. Ou em outra passagem onde se diz que o homem não pode servir a Deus e a Mamom. Mas, nada impediu que durante muito tempo as realezas e os nobres na Europa com riqueza “comprassem” o seu “lugar no céu”.

Bem, esta questão é bem complexa, e pra ficar bem claro, gosto de dinheiro, a questão básica é como o dinheiro transforma quem o tem, ou quem não tinha e consegue de uma hora para outra. Temos muitos exemplos de pessoas pobres que ganharam na loteria, ou por um outro meio mais fácil, ou até mesmo trabalhando, mas, não soube muito bem administrar a situação.

Na semana anterior, um jovem baiano ganhou o programa do BBB na Rede Globo, diferente de outros anos, o rapaz desde o início se tornou uma carta marcada, todos já sabiam que ele ia ganhar, não pergunte como, mas as torcidas agem por impulso, ou seja, o povo é impulsivo e o que nem é bom para o programa, pois para quem acompanha simplesmente fica sem opção, até as casas de apostas acabam não dando muita opção, como é dito nestas situações era uma “barbada”.

A questão toda que o rapaz acabou ganhando entre o prêmio principal e os agregados mais de 3 milhões e meio de reais, e para quem é humilde, que pouco teve na vida, com 21 anos de idade acaba mexendo um pouco, principalmente onde pela exposição na mídia é obrigado a da muitas explicações e parece que a mulher que ele tinha fora do jogo, onde alegava um grande amor, as vezes chamando de namorada e outras de esposa, após a confirmação de sua vitória, aparentemente começou a mudar a sua postura, fazendo com que pudesse entender que esta vida de midiático é uma “fria”, os mesmos seus seguidores passaram já não mais acharem ele assim tão “carismático”.

 Então, pouco me importa para qual lado ele vai navegar, apenas, que existe uma grande diferença, entre quem não tem dinheiro e quem passa a ter o dinheiro. E a felicidade? Bem, na verdade isto é apenas um mero detalhe.

Joselito Bortolotto.

 

terça-feira, 12 de março de 2024

Redenção, uma segunda chance


Um dos pilares do cristianismo, assim como nos fundamentos do Pentateuco que originou a religião cristã trata-se da redenção.

Ou seja, não importa se você tem uma vida errada, atravessada, cometa vários “pecados” e viva contra tudo que ensina a lei de Deus, entretanto se você a qualquer momento, até na hora de sua morte você se arrependa independente do mal que causou e a quem causou você será salvo, desde que que este arrependimento seja sincero. Simples assim. Se redimiu, se libertou, está salvo.

Não se trata de uma crítica, e nem mesmo discordar da ordem divina, afinal quem sou eu? Afinal a justiça divina tende a ser justa. E eu acredito que todos merecem uma segunda chance sim, o erro deva ser reparado se possível, ser perdoado e devemos acreditar na redenção, claro, no meu caso, um pouco diferente da justiça divina, acredito que não pode haver uma repetição do erro, uma continuidade, porque então não houve redenção.

No último domingo, o time do Athletico Paranaense aplicou uma sonora goleada no meu Londrina, nada de muito demais, afinal o nosso Londrina não vive lá seus melhores momentos, está precisando se “redimir”, mas, o novo técnico do Athletico, o Cuca, após falar sobre o jogo resolveu fazer uma quase “mea culpa”, foi uma declaração emocionada, quase admitindo ter errado e declarando que se torna um novo paladino para a luta pela não violência contra as mulheres e que a partir de agora espera que a sociedade o julgue por suas ações e outros assuntos.

Como eu disse, acredito que sempre é necessária uma segunda chance, e quem consegue precisa realmente demonstrar arrependimento e constrangimento e fazer valer esta oportunidade e no dia a dia tentar demonstrar que o arrependimento é verdadeiro, que não se trata de uma jogada de mídia.

Eu acredito em redenção.

Joselito Bortolotto.

sexta-feira, 1 de março de 2024

Tim Maia e seu sobrinho chato

O Tim Maia tinha um sobrinho que ele não dava muita bola, mas o garoto chato, com um certo talento para música, conseguiu seus minutos de fama no embalo da mídia e da sombra larga, convenhamos, do Tio.

O sobrinho do Tim Maia se orgulha de estar na posição 39⁰ da Lista das Maiores Vozes da MPB, segundo a revista Rolling Stone Brasil, mesmo estando abaixo de "grandes vozes" como as de Mano Brown, Chico Buarque e Max Cavalera.

O sobrinho do Tim Maia é mais conhecido pelas asneiras que fala e pelo ego mais inflado que seu privilegiado abdômen, já que coleciona apenas poucos sucessos, que até caberiam numa mão e ainda sobrariam dedos, apesar de ter tido um grande investimento de mídia e gravadoras, segmento que aliás hoje, afastado, ele também critica.

A música "Manoel", seu primeiro sucesso, tem como base um suposto plágio descarado da dançante "You get me hot" de Jimmy Bo Horne, que sequer levou algum crédito.

Já o segundo hit, "Fora da Lei", tem letra da Rita Lee e foi, ao que parece, música de novela, graças ao "jabá" das gravadoras, que tanto o sobrinho do Tim Maia, agora fora do mainstream, critica. E é isto. Parou por aí.

O sobrinho do Tim Maia é mestre em causar polêmicas pra chamar a atenção. Quem não se recorda da vez que ele, num show no exterior, ofendeu brasileiros, desprezando inclusive sua própria língua e nacionalidade?

O mestre da arrogância supostamente não queria brasileiros em seus pequenos "concertos" pelos botecos estrangeiros.

Só esqueceu de dizer que o "sucesso" dele nos EUA, por exemplo, era tão discutível quanto seus impropérios sobre artistas variados, já que, numa das vezes que estive em LA, o sobrinho do Tim Maia estava tocando num bar e, curioso que sou, fui verificar, mas para minha surpresa (e creio que mais ainda para a do sobrinho do Tim Maia) havia apenas um grupo mínimo de pessoas na plateia.

E quer saber? Adivinhe! Eram todos brasileiros, povo aliás que o galã sobrinho do Tim Maia, declarou que considera feio.

Duvida? Busquem no Google aí as afirmações do Mister Universo a respeito do biotipo dos brasileiros.

Bom, a polêmica da vez agora foi ofender, sem dó, grandes nomes da música, que aliás já nem estão mais aqui para se defender.

Convenhamos que nenhum dos ofendidos, evidentemente quando vivos, provavelmente tenha ouvido falar a respeito do sobrinho do Tim Maia.

Primeiro ele esbravejou contra Raul Seixas, o chamando de mau caráter (sem nunca ter conhecido o músico baiano), artista medíocre e um fraco letrista, já que na ideia (ou falta de) do sobrinho do Tim Maia, Paulo Coelho compôs toda a obra de Raul, talvez do mesmo modo que para alguns, Theodor Adorno compôs a obra dos Beatles.

Bom, é indiscutível que Raul deixou um legado invejável a qualquer artista, já que só de sucessos passam de dezenas e as gravações, e regravações, ultrapassam centenas.

Alguém regravou o sobrinho do Tim Maia? ( ED Motta)

A obra de Raul, sempre contemporânea, é tema de comerciais, filmes, novelas, peças e livros.

Até mesmo Bruce Springsteen, o BOSS, quando em turnê pelo Brasil, abriu seus shows cantando (em português) uma música de Raul, e não uma das poucas do sobrinho do Tim Maia se esforçando pra enrolar no inglês.

No mais, você com certeza nunca ouvirá num bar alguém gritar: "Toca o sobrinho do Tim Maia".

Arrisco dizer que Raul diria ao invejoso ferido:

"Convence as paredes do quarto e dorme tranquilo, caro sobrinho do Tim Maia."

As próximas "vítimas" da fúria etílica do sobrinho do Tim Maia foram Elvis Presley e Johnny Cash.

O primeiro, o sobrinho do Tim Maia, mostrando o mais completo desconhecimento, considera um artista insignificante, fabricado por gravadoras, algo digamos assim como o próprio sobrinho do Tim Maia, mas com a sutil diferença de que Elvis era belo, cantava muito mais que o reclamante, tinha charme, talento, carisma e é considerado até hoje como o eterno Rei do Rock, nada mais.

Quem é mesmo o sobrinho do Tim Maia?

Quanto a Johnny Cash, o sobrinho do Tim Maia, em mais um surto megalomaníaco, diz que gostaria de espanca-lo, como se isto fosse possível, tendo em vista que Cash, um homem forte de quase 1,90 metros, com um peido provavelmente faria o sobrinho do Tim Maia chorar pedindo ajuda da mãe, que ao socorrer o bebê chorão, o colocaria no colo e o ninaria ao som de "Cry, Cry, Cry", elegantemente cantada pela poderosa e invejada voz de Cash.

Triste fim do sujeito que tanta sorte e oportunidade, pela provável sombra do tio, teve na vida profissional.

O Brasil coleciona tipos caricatos e megalomaníacos como o sobrinho do Tim Maia.

Eles estão presentes na música, nos cinemas, no teatro, no jornalismo, na Internet, no esporte, na TV, na política, e todos se consideram estrelas únicas de um universo de papelão, desenhado pelos próprios e que só eles enxergam.

Eu só tenho pena.

Deve ser triste passar anos e anos sem alguma relevância musical fora de sua bolha, mesmo sendo sobrinho de um grande nome popular da música, mesmo sendo financiado por grandes gravadoras e tendo ainda presença constante e garantida em programas da maior emissora de TV do país.

Ainda assim, ninguém se importa com sua presença, mesmo sendo impossível não nota-la.

Quer um conselho, sobrinho do Tim Maia?

Toca Raul!!!

A Toca do Lobo.

 

 

terça-feira, 30 de janeiro de 2024

Dona Matemática

Desde muito tempo a ideia de ir para escola, pelos menos na forma de ver dos nossos pais, era que você ia aprender a ler e escrever e fazer contas. Não deixava de ser uma necessidade básica, saber se comunicar e ao mesmo tempo entender de somar, diminuir, multiplicar e dividir. Simples assim. Então, aí tinha mais os “penduricalhos”, geografia, história, moral e cívica (na minha época tinha isto) e outras matérias...

Não sei se trata apenas de sentimento, mas parece que naquela época os alunos tinham vontade e os professores faziam questão de “empurrar” as matérias de português e matemática, afinal isto era o básico, e a gente acabava até gostando e por estas e outras que acabamos aprendendo alguma coisa e até gostar de matemática.

Nos dias de hoje, podemos ver que grande parte dos alunos em suas próprias palavras “detestam” matemática. Preferem as áreas de humanas (mais ou menos), sociologia, filosofia, e outras coisas (que não acredito serem desimportantes) entretanto faz com que muitos, simplesmente abdicam da matemática.

E a questão que o próprio governo, através dos seus programas de educação, corroboram para a atual situação. Lógico que no meio disto tudo tem a internet, os tik-tok, os chamados “influencers” querendo explicar o inexplicável e muitos jovens acreditam nestas “carreiras”.

Não acho que todos devam gostar de matemática, também não acredito que todos devam seguir a área de exatas, mas, acho que deveria um pequeno esforço para entender um pouco melhor o que a matemática pode proporcionar, na sequência de um ensino de finanças básicas para o dia a dia, para entender um pouco melhor de economia, e não ficar perdido quando o governo informa que vai arrecadar o bastante para pagar suas despesas e todos sabemos que isto é quase impossível com a atual situação.

Eles acabam aplicando a matemágica e muita gente acaba acreditando. E ficam apenas sorrindo, não pode ser diferente, não estão entendendo nada.

Joselito Bortolotto.