quinta-feira, 19 de janeiro de 2023

O mau comportamento pode ser evitado


 GERENCIE FUNCIONÁRIOS DE ALTO RISCO E ELIMINE OS PROBLEMAS ANTES QUE ELES APAREÇAM. 

“Puxe de uma vez o espinho que está machucando o seu pé. Se estiver lhe machucando, tire-o agora mesmo. Não deixe o inflamar e tome cuidado para que nenhum pedaço dele continue dentro de você. Em outras palavras, insista em continuar assim e chegará uma hora em que não conseguirá mais dar um único passo para seguir em frente com sua vida”. 

Provavelmente eu já devo ter escrito uns dez artigos sobre relacionamento tóxico e abusivo. Este assunto, por mais que explorado em todo momento volta a discussão. Não por menos, esta semana comecei um trabalho em um novo cliente no qual está passando pelos malefícios de uma cultura contaminada por pessoas tóxicas. Por isso que hoje, aproveitando este case, quero apresentar a vocês uma visão no qual espero ajudar aos colaboradores e líderes que tem sofrido com pessoas e ambientes tóxicos. 

 Vale lembrar que desde as escolas tradicionais de administração, na virada para o século XX, não faltam exemplos de grandes empresas, governos, políticos e empresários e seus diversos apontamentos quanto a sua gestão tóxica. Só para refrescar a memória, escândalos recentes de liderança tóxica tem como autores Elon Musk, Steve Jobs, Travis Kalanick, Jeff Bezos, entre tantos outros. Muitos gestores que já foram admirados e até autores de bestsellers sobre liderança já estiveram em destaque em diversos noticiários por serem tóxicos. Aliais, seja na iniciativa privada ou pública, líderes em todo o mundo nas mais diversas áreas de atuação tem servido de matéria para estudo sobre liderança, cultura organizacional e comportamento humano, principalmente para valerem de apoio dos muitos exemplos do que não fazer quando gestor e líder. Não está convencido? Basta uma breve pesquisa na internet que logo encontrará exemplos de famosos que parecem realmente ter gosto em contaminarem o ambiente de trabalho com sua toxicidade.

Fato é que qualquer liderança tóxica, tem a ver com relações tóxicas e podem acontecer em qualquer lugar e com qualquer pessoa. Seja entre casais, trabalho, família, colegas; acontece de muitas maneiras – verbal ou não verbal, física ou mental – e tem como resultado fazer com que o outro se sinta apequenado, mal consigo mesmo. Uma pessoa tóxica tem um perfil negacionista, tende a reclamar de tudo e de todos. Encontra problemas mesmo onde não deveria; julga, critica, reclama, tem ciúmes, ideias possessivas, agindo como verdadeiros vampiros emocionais, mas dificilmente se dá conta de suas ações. Deixando o outro para baixo. Uma pessoa tóxica prejudica a autoestima, a autocompaixão e o reconhecimento dos próprios valores tão como a distorção da imagem que outro tem sobre si. Nessas relações a pessoa tóxica torna-se um entrave impeditivo da outra pessoa ser ela mesmo, afetando diretamente no crescimento pessoal e profissional. Seu impacto se dá tanto no campo da saúde física quanto mental, podendo fazer a pessoa desenvolver doenças psíquicas como o estresse, depressão, síndrome do pânico, fobias, ansiedade, dependência química, burnout, entre outros. 

Por isto há uma grande preocupação quanto a toxicidade do ambiente de trabalho. A seriedade do assunto tem sido incisivamente apresentada nas mídias, sinalizando a necessidade premente de redefinição cultural no local de trabalho e de implementação, por parte das organizações, de uma análise contínua dos seus colaboradores, novos processos e novos treinamentos comportamentais. 

Quem já está integrado a subordinação de uma liderança tóxica, perde com o tempo a sensibilidade com seus próprios princípios e torna-se incapaz de perceber as condições do ambiente, não conseguindo mais medir o quanto isto vai representar na saúde do próprio negócio, projeto ou mesmo na vida pessoal e o bem-estar social, principalmente a médio e longo prazo. Isto, é certo, porque, como um vírus, um líder tóxico contamina não uma ou duas pessoas, mas, uma equipe. Com o tempo lideranças tóxicas se estabelecem no “DNA” da empresa e um ambiente tóxico é formado culturalmente, tornando-se um sistema oportunista e avassalador. Contaminando todos. As consequências são silenciosas, intangíveis e raramente percebidas. Como uma metástase. No fim, a realidade manifesta na pior condição que poderia ser, quase impossível de se curar. Quem está dentro dificilmente consegue ver o quanto está contaminado. Alguns porque se identificam outros por se permitirem (por inúmeras questões pessoais), há também aqueles que não percebem e se adaptam como um contágio. Em todos os casos, em algum momento o impacto devastador na saúde física e mental se dará. 

É verdade que líderes e gestores não podem arcar com os custos de manter o status quo quando o ambiente e a cultura da empresa já estão contaminados. Mas, antes de qualquer ação, eles precisam entender o problema, e isso não é tão fácil quanto parece. 

A liderança tóxica vem sempre seguida de uma forma de comportamento disfuncional no ambiente de trabalho que por muitas vezes, inicia-se por pequenos grupos, outras vezes pela própria liderança, como também pode se dar como parte da cultura organizacional — é um fenômeno crônico com uma longa história. A grande dificuldade de um ambiente tóxico se dá pela cegueira moral que ele cria nas pessoas que já são parte do ambiente. 

Pesquisas indicam que mais de 70% dos profissionais já passaram por empresas toxicas e em muitos estas pessoas simplesmente deixaram o trabalho sem contestá-lo junto a liderança. Uma razão é que falar de ambiente tóxico, raramente é compreendida outras vezes se dá a dificuldade pela própria liderança. Para complicar ainda mais a questão, lideres tóxicos não aceitam esta condição e para não serem questionados tendem a promover o medo e a insegurança com os seus liderados. 

Em busca de insights para auxiliar com o meu trabalho em alguns clientes, identifiquei três estágios adotados por algumas empresas que souberam lidar com o ambiente tóxico, evitando-os de contaminarem a própria cultura da empresa. Acredito que isso possa ajudar você líder a construir ideias para adapta-la a algo semelhante e efetivamente impeça a toxicidade no local de trabalho. Vale ressaltar que esta proposta para ajudar as empresas é baseado em grande parte na psicologia social e comportamental. E a chave do meu modelo é o foco nos colaboradores que tem em si um comportamento já tóxico. 

Vale também lembrar que a maioria das organizações tem relativamente poucos deles. Com base no que pesquisei e em meus trabalhos já realizados, estimo que 1% a 3% dos colaboradores dentro das organizações têm o potencial de fugir dos padrões comportamentais e propagar sua toxicidade e se tornar disfuncional ou perigoso. Embora seja difícil monitorar este perfil no processo de contratação, é possível identificá-los e lidar com eles dentro de determinada condição de ambiente antes que eles representem uma ameaça para os demais. 

Assim como nas problemáticas do dia a dia, os piores casos de pessoas tóxicas prosperaram raramente de forma inesperada. Uma cadeia de acontecimentos ou condições quase sempre os precede. Compreendê-los é fundamental para cortar a má conduta pela raiz.  Neste modelo trato dos três estágios que geralmente ocorrem quando pessoas com este perfil tendem a prejudicar o ambiente: 

Fase 1. Nesta fase, as empresas apresentam fatores de risco ou condições favoráveis as pessoas tóxicos, como excesso de centralização nas decisões, micro gerenciamento dos subordinados e equipes, baixa qualidade na comunicação interpessoal, atuação dos líderes e gestores de modo pouco exemplar, baixa habilidade com feedbacks, meritocracia, atua com dois pesos e duas medidas, além de atitudes negativas corriqueiras, crenças limitantes, disputas desnecessárias, jornadas excessivas e ambientes insalubres, tudo isso acabam dando espaço para a proliferação deste mal. Assim, caso não haja reação das lideranças para combater esses fatores, há então a contaminação até chegar à cultura organizacional tóxica que se estabelece. Essas condições não significam que a cultura organizacional tóxica é inevitável, mas aumentam a probabilidade de surgirem problemas e eles se alastrarem- como uma dica, um dos princípios da psicologia comportamental está na atenção de que colaboradores que agem exacerbadamente respeitosamente em ambientes com mais restrições culturais podem se desviar das normas quando seu poder e influência não são controlados ou monitorados. Cuidado, pessoas tóxicas são grandes “atores”!

 

Estágio 2. Vale lembrar que características de uma pessoa tóxica é exatamente sua capacidade manipulativa, além de ser muito simpático, envolvente e sedutor. Com o tempo e com o espaço é que ele vai conquistando e então começa a mostrar sua toxicidade. Quando se observa colaboradores tóxicos de baixo impacto (persuasão), com o uso de linguagem e comportamentos com conotações tóxicas, logo percebe que ele tem diálogos que não são grosseiros, outras são até acolhedores e adoram ouvir histórias, mas, sob a superfície, são hostis, com o objetivo de humilhar e colocar as pessoas “em seu lugar”, presentes em suas histórias ou nas piadas de mau gosto que são também sinais de alerta para um ambiente de trabalho no qual a contaminação tóxica de maior intensidade poderá ocorrer. 

Estágio 3. Esta é a fase do ataque tóxico, que vai desde a agressividade física ou verbal, humilhação, desrespeito, assédio, entre outros comportamentos nocivos, espalhando vitimismo, negatividade e pessimismo para toda a equipe. Quanto mais tempo, estes provocam o caos no ambiente com os demais profissionais, e assim, maiores as chances de a equipe passar a aderir hábitos nocivos como individualidade, fuxico, reclamações, tanto quanto um olhar pessimista no ambiente de trabalho. Os maneirismos relativos a esses casos podem chegar à esfera sistêmica e drenar energia individual e organizacional, tempo e dinheiro. Eles não devem, em absoluto, ser ignorados ou colocados de lado. 

Quando o comportamento dos colaboradores chegar a esse estágio, o custo será extremamente alto. As empresas tendem sempre a perder, porque podem ser responsabilizadas por denúncias, processos trabalhistas, tanto como altos índices de turnover, falta de empatia, individualidade, lideranças e gestores inflexíveis, falta de confiança interna e externa, resistência a mudança e inovação. Em todo caso, os custos diretos incluem rotatividade, absenteísmo, licença médica, baixo desempenho e litígio. Os custos indiretos incluem queda de motivação e moral e problemas de insatisfação, além de fatores que comprometem a qualidade das relações de trabalho, tais como desconfiança, desrespeito e animosidade. Muitas pessoas pagam o preço – o ambiente tóxico afeta negativamente não apenas as pessoas diretamente, mas também a gestão horizontal e vertical, c-levels, os clientes, os fornecedores, os prestadores de serviço e outros stakeholders. 

QUE FAZER PARA IMPEDIR O AMBEINTE TÓXICO

A seguir quero propor um conjunto de intervenções para cada um dos três estágios. Quando aplicadas sistematicamente, tais medidas reduzem ou eliminam o ambiente tóxico. O melhor momento para intervir é sem dúvida a primeira etapa, em que a iniciativa da empresa terá o impacto mais amplo e ajudará a erradicar as condições que podem resultar em má conduta: 

– A prevenção primária de ambiente tóxico pode ser pensada como a estrutura fundamental de sua política. É a base de todas as outras intervenções. Começa com uma ação clara vinda da auto gestão como também da liderança (todos devem estar alinhados) em todas as formas de toxicidade e vinculando-as explicitamente a métricas comportamentais tão como o monitoramento através de conversas e feedbacks. O departamento de RH deve rastrear sistematicamente a empresa em busca de sinais de alerta, como conversas paralelas, reclamações diretas ou indiretas, análise do nível de satisfação do ambiente, turnover, ou incidentes anteriores nos históricos de trabalho individuais. A prevenção primária inclui palestras comportamentais, testes comportamentais, treinamento comportamentais e educação abrangentes em todos os níveis da hierarquia, mas especialmente na primeira linha de supervisão. Gestores de nível médio e líderes de primeira linha, quando treinados corretamente, podem ser o recurso mais valioso das empresas para impedir a propagação da toxicidade. Por isso, elas devem ensiná-los a criar uma cultura na qual todos os indivíduos são tratados com respeito e o poder é usado com moderação. Todos os gestores e lideres devem observar as interações dos seus subordinados com os colegas e identificar o que possa exigir ação corretiva.  

É importante que todos na empresa, e não apenas os tomadores de decisão, sejam treinados para reconhecer os sinais e sintoma de comportamentos considerados desviantes. O objetivo é estar atento a comportamentos que possa medicar que algo não vai bem, já que o diagnóstico de qualquer transtorno só pode ser realizado por profissionais vindo do desenvolvimento comportamental. Exemplos de condutas de alerta que são tratados com hostilidade quem está abaixo e com gentileza e adulação quem está acima na hierarquia, por conveniência é um grande esquivo e que já demostra que há toxicidade no ambiente. Praticar assédio e bullying e humilhar em público são outras atitudes às quais as vítimas em potencial precisam estar alertas para se proteger. Quanto a gestores e parceiros de RH, é importante que sejam qualificados para aplicar e interpretar avaliações de comportamento, testes de personalidade e feedbacks dos times.

– A prevenção secundária tem como alvo formas de toxicidade de baixa intensidade, que devem ser reprimidas antes que qualquer dano grave seja causado. A prevenção secundária concentra-se em identificar e eliminar o desrespeito, assédio e o bullying, por exemplo. Esses comportamentos negativos muitas vezes causam absenteísmo, atrasos, acidentes e violações de segurança mais altas, por isso as empresas devem monitorar seus dados a esse respeito, junto com os relatórios dos líderes sobre colegas e funcionários, em busca de sinais de que as pessoas não estão sendo tratadas respeitosamente. 

Em um mundo ideal, todas as pessoas associadas a uma empresa — funcionários, lideres, prestadores de serviços e até mesmo clientes e testemunhas — ficariam à vontade para relatar qualquer comportamento inaceitável que observassem. A responsabilidade da empresa é fornecer um ambiente que as faça se sentir assim. Um passo importante é a criação de pelo menos três canais seguros para denúncias: um na área de RH, um na área legal (jurídica) e um na área de bem-estar do colaborador. Serão necessários profissionais treinados para ajudar a diagnosticar, avaliar e fazer a triagem de casos mais sérios. Fornecer feedback direto para os transgressores é fundamental. Eles precisam ser repreendidos por se desviarem do código de conduta da empresa, mas igualmente ter a oportunidade de pedir desculpas por seu comportamento e de se ajustar. O treinamento individual em comunicação interpessoal, sobre como respeitar os outros e como comunicar claramente os limites pessoais, geralmente corrige casos de baixa intensidade. Eu sugiro também que o treinamento de intervenção para aqueles que sofram de toxicidade, isso pode ajudar a evitar a sua propagação, o que foi comprovado por uma revisão da pesquisa que realizei. O treinamento comportamental em toda a empresa também pode ser uma nova oportunidade para combater o ambiente tóxico.

A intercessão terciária é necessária quando falham a prevenção primária e a secundária e ocorre um incidente de toxicidade de alta intensidade. As empresas devem estar preparadas para o pior e agir imediatamente para minimizar qualquer impacto negativo ou dano incorrido, tratando a todos os envolvidos de forma justa. Recomendamos uma abordagem em quatro etapas: 

• Contenção. Contenha o indivíduo tóxico envolvido no comportamento de ataque ao ambiente ou colega.

• Cuidados. Forneça ajuda aos alvos e às pessoas que foram expostas a ele, como testemunhas ou colegas próximos do alvo. 

• Perdão. Isso não significa absolver o transgressor ou esquecer o ocorrido. A ideia é perdoar as pessoas por permitirem a ocorrência tóxica. O motivo pelo qual o perdão é essencial para a recuperação após os danos ou prejuízos no local de trabalho. 

• Resiliência. A organização deve se recuperar dos males deste perfil de pessoa, com eventos comportamentais. 

Vale lembrar, afinal é tão comum no Brasil, que modelos de gestão baseados em medo e controle e culturas organizacionais que incentivam a competição e premiam por bons resultados independentemente dos métodos utilizados podem colaborar para o desenvolvimento e a manifestação de características deste perfil, que normalmente tem relação com algum grau de toxicidade. Revisitar os valores da organização e deixar claro para todos o que é — e o que não é —aceitável, assim como a punição para quem quebrar as regras, torna-se fundamental para não consolidar a mentalidade de que o mundo é dos fortes e os fins justificam os meios. O colaborador tóxico destrói vidas e deixa um longo legado de sofrimento. E no local de trabalho tóxico é um problema de saúde ocupacional que não surge de forma isolada. Em geral resulta de eventos cumulativos e, portanto, é previsível e pode ser evitado. O colaborador tóxico no local de trabalho não é casual e, com mecanismos adequados de vigilância e prevenção, pode ser eliminado por completo.

Marcello de Souza.

 

sexta-feira, 13 de janeiro de 2023

DÉJÀ VU: O QUE OCORRE NO CÉREBRO QUANDO SENTIMOS UM?

 

déjà vu é uma sensação muito comum que causa a impressão de já termos vivido certa experiência, por mais que seja a nossa primeira vez; de já termos visto certa pessoa, mesmo que a estejamos conhecendo agora. Esse fenômeno já deu gás a teorias da conspiração e explicações místicas, no entanto, ele pode ser explicado ao analisarmos o que ocorre no cérebro durante ele.

Esse fenômeno é considerado normal se ocorrer apenas ocasionalmente, mas caso aconteça com frequência, pode ser um sinal de alguma condição mais grave, como a epilepsia do lobo temporal, como explico no artigo "O que é o déjà vu?", publicado pela revista científica Brazilian Journal of Development.

De acordo com uma pesquisa realizada em 2003, o déjà vu está relacionado a sintomas como cansaço, ansiedade, stress, grande imaginação e elevado grau de instrução e pode ser explicado por 4 situações.

  • Duplo processamento: uma falta de sincronia na mente, embora o indivíduo acredite que já viveu certo acontecimento, ele sabe que isso nunca aconteceu;
  • Fenômenos neurológicos: pode decorrer de convulsões epilépticas, desmaios, lesões no lobo temporal, esquizofrenia, entre outras;
  • Memória: lembranças similares a novas situações podem ser relacionadas pelo cérebro, dando a impressão que são iguais. Além disso, memórias obtidas por filmes e livros também podem ser confundidas com acontecimentos reais;
  • Atenção: distrações e falta de atenção total à determinada situação podem dificultar a geração de memórias claras e, quando forem vivenciadas novamente, serem reconhecidas como uma situação familiar, enquanto o cérebro não consegue lembrá-las totalmente devido à distração no momento em que elas ocorreram.

Apesar de a ciência ainda não conseguir detalhar totalmente os efeitos causadores dessa sensação, pesquisas apontam que o fenômeno pode ter raízes multifatoriais que, a depender da sua frequência, podem indicar problemas cerebrais graves.

Fabiano de Abreu.

quinta-feira, 12 de janeiro de 2023

Quem vive iludido comete injustiças acreditando que está sendo justo.

Dizem que a justiça tarda, mas não falha. Eu acredito muito nessa máxima porque percebo que, muitas pessoas vivem a ilusão de que devem ser justos apenas com elas mesmas, e nesse movimento egóico, cometem injustiças com os outros, acreditando que estão sendo justos.

Porém, a ilusão em que vivem, os levam a crer que elas devem sempre promover ações que tragam vantagens apenas para si mesmas, mesmo que essas “vantagens” prejudiquem os outros.

INFELIZMENTE, EXISTEM MUITAS PESSOAS VIVENDO NESSE ESTADO INCONSCIENTE, ONDE O EGO É O PATRÃO E O CORAÇÃO O SERVO.

Nesse caminho, colocam os ganhos materiais acima dos ganhos espirituais, e com isso, acumulam as materialidades da vida, mas criam dívidas e carmas difíceis de transpor.

 Colocam os seus interesses na frente e desdenham daqueles que os ajudaram a chegar onde estão. Fazem isso porque, estão totalmente mergulhados em um sentimento de autoimportância que os levam a acreditar que eles merecem mais do que os outros.

ALGUMAS PESSOAS, COMETEM INJUSTIÇAS O TEMPO TODO, MAS SE ALGO NÃO AS FAVORECE, ELAS SE SENTEM INJUSTIÇADAS.

São pessoas que vivem uma cegueira emocional, não são fieis, porque precisam ganhar o tempo todo, e quanto mais ganham, mais se rendem ao ansiar instintivo que as levam a cometer mais e mais injustiças.

Sem que elas se deem conta, as mesmas situações, se repetem.

Falta a elas a percepção do que é real. Muitas, se iludem até com questões religiosas, e essas, são as piores. O risco é se perder nas ilusões, pois não conseguem reconhecer a verdade.

Cometer injustiças, acreditando que está sendo justas, é a prova de que, elas são incapazes de observar as coisas como são. Elas só estão interessadas em obter o melhor para si mesmas e o resto que se vire.

VOCÊ CONHECE ALGUÉM ASSIM?

QUER APRENDER A UTILIZAR A GRATIDÃO PARA ATINGIR TODOS OS SEUS OBJETIVOS? SENTIR E PRATICAR A GRATIDÃO TODOS OS DIAS É O SEGREDO PARA A VERDADEIRA FELICIDADE.

 Robson Hamuche.

 

 

domingo, 18 de setembro de 2022

AFINAL, ÁGUA COM AÇÚCAR REALMENTE ACALMA OS NERVOS?

Tomar água com açúcar para acalmar os nervos, em meio a uma situação de grande tensão ou stress, é uma prática bastante comum entre os brasileiros. Mas será que esta simples combinação, ligada a uma antiga crença popular, realmente nos deixa mais tranquilos ou tudo não passa de um mito?

A verdade é que não, a mistura entre água e açúcar não tem nenhum efeito sedativo, pelo menos na prática. E além de não reduzir o nervosismo, ela pode até mesmo causar um efeito contrário ao esperado, fazendo com que a pessoa fique ainda mais agitada.

Essa agitação, não muito agradável para quem está sofrendo com algum tipo de medo ou ansiedade, se deve ao consumo do açúcar –  especialmente em grandes quantidades. Após ingerido, ele é rapidamente metabolizado no organismo e passa pelo processo de transformação em glicose e frutose, gerando mais energia para o corpo.


(Fonte: artisteer/Getty Images)

Vale lembrar que a mistura, aparentemente inofensiva, traz riscos para quem é diabético, levando ao excesso de açúcar no sangue (hipoglicemia). Dessa forma, tenha cuidado ao oferecer a combinação para alguém desconhecido.

De onde surgiu este mito?

Embora não exista nenhuma comprovação científica de que a água com açúcar tenha efeito calmante, muitos continuam a recorrer à mistura sempre que estão lidando com situações de estresse. Há várias explicações para o surgimento dessa crença, uma delas relacionada à liberação de serotonina proporcionada pelo consumo de doces.

Conhecida como o “hormônio da felicidade”, a substância é responsável pelas sensações de prazer e bem-estar, muitas vezes interpretadas como tranquilizantes. É por esse mesmo motivo que algumas pessoas recorrem aos chocolates e outras guloseimas doces quando estão tristes.


(Fonte: NickyLloyd/Getty Images)

O uso constante da mistura também pode estar ligado ao efeito placebo da água com açúcar. Trata-se do mesmo método utilizado por farmacêuticas em testes de medicamentos e vacinas, nos quais um determinado grupo recebe um remédio sem qualquer efeito prático, mas que pode apresentar resultados devido à crença do indivíduo.

Neste caso, a pessoa acredita tanto que ficará calma ao consumir a bebida, que poderá realmente sentir o efeito sedativo, pelo menos momentaneamente.

Substitutos para a água com açúcar:

No lugar da água com açúcar para acalmar, você pode apostar em outras estratégias que ajudam a relaxar, como o consumo de alimentos com propriedades sedativas comprovadas, a exemplo do maracujá. O uso de chás relaxantes, como os de camomila, erva-cidreira e erva-doce, é outra alternativa.

Algo que também pode contribuir para diminuir o stress e a ansiedade é praticar atividades físicas com regularidade e meditar, assim como dormir bem. Em casos de nervosismo recorrente, buscar ajuda profissional pode ser a melhor escolha.

ANDRÉ LUIZ DIAS GONÇALVES

 

 

 

sexta-feira, 9 de setembro de 2022

Por que há menos jovens religiosos e mais jovens com transtornos psicológicos?

Neurocientista faz análise:

“Há um aumento de jovens sem fé, assim como um aumento de jovens com transtornos mentais. Há uma diminuição no QI médio do jovem, assim como há mais jovens com menos conhecimento.”

A declaração é do professor e neurocientista, Fabiano de Abreu Agrela, que vem analisando o contexto social em que as chamadas gerações Y e Z estão inseridas.

As primeiras pesquisas Datafolha de 2022 mostram que, em nível nacional, 49% dos entrevistados se dizem católicos, 26% evangélicos e 14% sem religião — já acima dos 8% sem religião identificados no último Censo. Entre os jovens de 16 a 24, o percentual dos sem religião chega a 25% em âmbito nacional.

Segundo Fabiano, há uma relação com menor inteligência e transtornos mentais, comportamentos incoerentes e irracionais, mesmo que ainda não constatado um transtorno em definitivo, os indicadores das variáveis beiram comportamentos adjacentes aos défices cognitivos.

“Não estou dizendo que pessoas inteligentes são aquelas que têm uma religião. Estou falando sobre não ter conhecimento sobre religião e já definir não gostar dela e já afirmar ser ateu. estou dizendo que pessoas inteligentes enxergam a religião, se interessam em conhecê-la, decidem acreditar ou não e respeitam a opinião das demais pessoas sobre religião e fé”, explicou.

Conforme o neurocientista, é necessário levar em consideração que pessoas com problemas psicológicos, que desenvolvem transtornos, têm a região frontal do cérebro afetada, e essa região é a mesma região da empatia.

“Montando então esse quebra-cabeça, posso concluir que vivemos uma geração de jovens das redes sociais com problemas cognitivos derivados dessa cultura, com a região frontal do cérebro afetada, cuja empatia não é desenvolvida, é inventada, para suprir o narcisismo, porque é legal e está na moda, com falta de opinião própria e indisposição na busca pelo conhecimento”, afirmou.

Por fim, Fabiano pontuou que é comprovado que pessoas com ansiedade excessiva vive em desiquilíbrio por falta de conhecimento sobre si, sobre a fé e sobre empatia.

“A falta desses conhecimentos podem desencadear problemas psicológicos que revelam a falta de empatia. Levando isso em consideração, posso afirmar que há menos jovens religiosos, não por conta da falta de crença na bíblia, mas sim, pela falta de conhecimento e entendimento dela. Porque é a falta de conhecimento que leva a perda da empatia. E sem empatia, o jovem não consegue chegar a um entendimento de si, dos outros, da vida e consequentemente, não vê sentido em nada. Os transtornos psicológicos se intensificam porque os jovens sem empatia não conseguem fazer boas escolhas e nem, tomar decisões que causem bem-estar para eles e para os outros. Muitos, não conseguem nem entender que, independente do que acreditam, devem respeitar o próximo”, finalizou.

Existe uma relação entre menor inteligência e transtornos psicológicos, e essa relação pode ser notada nesses jovens, na falta de empatia e na desconexão com a fé.

 O neurocientista falou sobre isso em seu último vídeo no youtube.

Fabiano de Abreu Agrela.

 

domingo, 28 de agosto de 2022

O que é uma pessoa Sapiosexual?

Uma pessoa sapiosexual é aquela que sente atração pela inteligência e pela cultura do outro. Saiba mais!


 Você se considera uma pessoa sapiosexual? Já ouviu falar sobre esse termo e se identifica? Saiba que uma pessoa sapiosexual é aquela que sente atração pela inteligência do outro, ou seja, um sapiosexual é capaz de se apaixonar por alguém apenas por considerar essa pessoa inteligente.

A sapiosexualidade está se tornando comum nos dias de hoje. Muitas pessoas têm deixado de lado os estereótipos da beleza para buscar mais profundidade e conhecimento nos parceiros afetivos. Isso significa que, para um sapiosexual, uma boa conversa com conteúdo é mais importante do que um corpo definido e malhado.

Assim, o Sapiosexual é a pessoa que, independentemente do sexo, sente atração pela inteligência, pela visão de mundo e pela cultura de outra pessoa. A palavra vem do latin sapien, que significa inteligência; e sexualis, que tem relação com a palavra sexo.

Juliana Miranda.

sexta-feira, 5 de agosto de 2022

Até que o tédio nos separe!

Quando iniciamos um relacionamento, é normal nos sentirmos cheios de ilusão e alegria, como se uma força sobrenatural estivesse nos empurrando e nos fazendo subir ao céu.

Se tudo correr bem, formalizamos a união e chegamos ao casamento.

O QUE TALVEZ MUITOS NÃO SAIBAM SOBRE O CASAMENTO É QUE O TÉDIO PODE ANTECIPAR A FAMOSA FRASE: “ATÉ QUE A MORTE OS SEPARE”.

O que, às vezes, não é fácil de explicar é como você pode ir de 0 a 100, em apenas alguns meses, ou apenas alguns anos.

 O que exatamente acontece com o casal para se tornar incapaz de suportar as manias ou defeitos do outro?

É coexistência? Falta de privacidade? Falta de paixão?

Como você vai da paixão ao tédio?

A DECEPÇÃO É UMA DAS RAZÕES PELAS QUAIS A PAIXÃO PODE SER SUBSTITUÍDA PELO TÉDIO.

Quando um casal começa a morar junto, é lógico que tudo é emoção e felicidade. Mas, sem nenhuma intenção de desencorajar ninguém, é necessário que você também leve em consideração a “outra parte”: aquela que você ainda não teve a oportunidade de ver.

Na hora de dividir as tarefas e despesas domésticas, é comum que surjam pequenos conflitos. E embora seja desejável poder resolvê-los amigavelmente, é provável que o que você vê no outro o decepcione.

Talvez, certas atitudes ou comportamentos que você desconhecia anteriormente, o deixem surpreso e até, completamente desapontado.

O que você tem não é valorizado até que seja perdido.

Outra razão é a indiferença.

Como resultado da convivência prolongada e hostil, você pode desenvolver esse sentimento de apatia, desgosto e rejeição do outro.

É aquele momento em que tudo que você faz parece refutável, melhorável e errado.

Você discute sobre bobagens e não permite, mas alguns. Até que chega um dia em que, literalmente, “você não liga mais”. Você se resigna e vive infeliz em um tédio concomitante.

Cuidado com o tédio e a rotina

A rotina do dia-a-dia, falta de entusiasmo e espontaneidade, falta de surpresas e interesses, alicerces frágeis, falta de hobbies comuns…

São muitas as causas do tédio. Mas assim como são necessárias duas pessoas para discutir, a causa do tédio em um casal também tem sua origem nos dois membros do mesmo.

Se é você que sente pena ou não quer se separar, avise o outro. Isso pode não apenas ajudá-lo a desabafar, mas também pode ajudar seu parceiro a saber como ajudá-lo.

Da mesma forma, se você sempre transforma o que faz em casal em rotina, no final, acaba levando a um tédio indesejável.

Por exemplo, se você costuma sentir vontade de ir ao cinema na sexta-feira, há duas maneiras de abordar esse passeio: Como uma atividade que vocês fazem para sair da rotina e se divertirem juntos; ou como uma obrigação previsível e desinteressante. O primeiro é melhor, certo?

Atitudes que promovem o tédio

Desconfiança, deixar-se levar pelo ciúme, insegurança, sentimento de inferioridade ou falta de honestidade. Essas são algumas das atitudes que costumamos adotar quando nos sentimos desconfortáveis ​​em um relacionamento.

Todos eles levam à ruptura ou ao tédio. Portanto, se você deseja que seu relacionamento dure por muito tempo, decida conversar e melhorar a comunicação como casal.

 Outro erro muito comum que acaba com o casal, além da comunicação que falaremos a seguir, é a falta de apoio.

Muitas vezes, quando temos um problema e tentamos contá-lo, recuamos convencidos de que o outro não nos entenderá. E pior ainda é quando contamos e não nos sentimos amparados, protegidos ou compreendidos pelo outro. Para evitar isso, faça da empatia sua parceira de vida.

Por outro lado, a falta de tempo é outro dos grandes inimigos de um relacionamento saudável.

É importante que você reserve alguns minutos por dia para conversar com seu parceiro. Que você dedique uma carícia ou um contato visual que realmente o encha de energia. Estresse ou muitas horas de trabalho são geralmente fatores de alto risco.

A solução é a comunicação

Como você pode ver, ter um relacionamento saudável e estável nem sempre é uma tarefa fácil e requer esforço e envolvimento consciente por parte de ambos. E ainda mais quando um mito tem viajado de geração em geração, aquele que diz que “quando o homem fala, ele se cansa; pelo contrário, quando a mulher fala, ela descansa”.

As mulheres, devido à educação e aos papéis sociais que tiveram que desempenhar, tenderam mais a se posicionar no lado comunicativo. Enquanto, o homem, devido ao estereótipo de ser protetor e rude, tem optado mais pelo silêncio.

HOJE EM DIA, A FALTA DE COMUNICAÇÃO EM UM RELACIONAMENTO É A ORIGEM DE SEU FRACASSO.

Se algo o incomoda no outro – por exemplo, que ele nunca coloca a roupa no cesto de roupa suja ou que não leva o lixo para fora – é melhor dizer a ele. Não no espírito de discutir, mas para expressar seus pensamentos.

Além disso, o sucesso não se encontra apenas em apontar o negativo do seu parceiro (e, além disso, que ele tem que prestar atenção em você e mudar). O mais importante é o amor.

Por isso, comunique também as partes positivas: não se esqueça de apontar o que ele faz e o que você gosta.

O SILÊNCIO NÃO É OUVIDO, MAS PREENCHE TUDO.

Conscientizando o outro sobre o que te incomoda, talvez você possa arquivar ou modificar aqueles hábitos que te incomodam. E se não, não leve para o lado pessoal, apenas entenda que ninguém é perfeito. E assim como seu parceiro, você também terá suas peculiaridades.

Ao contrário, se você optar por ficar calado, não apenas estará omitindo informações que podem enriquecer seus laços, mas seu desconforto interno aumentará cada vez mais. E no final… você vai explodir por qualquer outro motivo.

Comunicar é viver. E o que não se diz, o que o outro não sabe, é como se não existisse.

Por LLM.

 

domingo, 12 de junho de 2022

Respire fundo e não desista: ainda tem muito mundo pela frente!

Existem dois tipos de pessoas, as que desistem e as que insistem.

Os dois tipos enfrentam, diariamente, uma infinidade de batalhas, mas a diferença é que, as pessoas que insistem, olham para as batalhas como desafios, enquanto as que desistem, olham para tudo o que acontece como castigo.

Quando você olha para um problema como castigo, ele se multiplica, cresce e se transforma em um obstáculo, aparentemente, impossível de ser vencido.

Mas quando você olha para um problema e se desafia a encontrar uma solução para ele, quem se fortalece é você.

Não seja aquele que desiste no primeiro sinal vermelho que encontra pela frente, aliás, não desista dos seus sonhos, antes que se esgote todas as possibilidades, antes de pedir ajuda a quem realmente pode te ajudar.

Não queira resolver tudo sozinho, ninguém é tão autossuficiente a ponto de não precisar das outras pessoas. Muitas vezes, essa tal autossuficiência é apenas um sinal de arrogância.

Todo vencedor teve a ajuda de alguém, e principalmente, teve a humildade de pedir ajuda quando sentiu que não conseguiria sozinho.

Mas aquele que tem a tendência de desistir, infelizmente, não percebe, que vem deixando o ego controlar sua vida, que vem sendo vencido pela própria arrogância, pois talvez acredite, que precisa conquistar seus sonhos sozinho.

Quem não admite a própria arrogância, não faz o que precisa ser feito, desanima e procrastina.

Entenda de uma vez por todas:

O sucesso não cai do céu e nem é resultado de sorte. O sucesso sempre será conquistado a muitas mãos. Ele chega para aqueles que, sabiamente, se cercam de pessoas competentes e entusiasmadas, e que desejam compartilhar a sua vitória com todos os envolvidos.

Se você quer vencer na vida, comece vencendo os pensamentos que te levam a acreditar que você precisa conquistar tudo sozinho, e principalmente, não desista.

Traga para perto de você, pessoas honestas e interessadas, e se afaste dos interesseiros e sugadores de energia.

NÃO DESISTA DOS SEUS SONHOS. SEJA COERENTE, PERSISTENTE E PEÇA AJUDA AS PESSOAS CERTAS, AGINDO ASSIM, NÃO TEM COMO DAR ERRADO.

Muitas vezes, o que falta para você conquistar os nossos sonhos é apenas um movimento na direção certa, um pedido de ajuda para a pessoa certa.

Pensou em desistir? Respire fundo!

Se esse é o seu caso, me chame no direct @rhamuche e agende uma sessão de constelação familiar ou terapia, eu posso te ajudar a viver a vida que você deseja e a atingir os objetivos que você sonha, há tanto tempo, mas que vem desistindo por medo de fracassar. Ou será medo do sucesso? Vamos descobrir juntos e vencer todos os limites que vem te impedindo de viver a vida que você merece viver.

 Robson Hamuche.