terça-feira, 3 de agosto de 2021

Busque cercar-se de pessoas confiáveis, e sobretudo, seja uma delas


 

Aquele que deseja conquistar grandes coisas precisa se cercar de pessoas confiáveis, e sobretudo, ser uma delas.

Quando nos decepcionamos com o outro, não devemos tentar procurar culpados, e nem viver na ilusão de que o outro, necessariamente, precisa se comportar do modo como esperamos!

NOS FRUSTRAMOS QUANDO AS EXPECTATIVAS SÃO CRIADAS, E NOSSAS NECESSIDADES NÃO SÃO ATENDIDAS!

Melhor é viver a vida sem esperar nada de ninguém, é mais justo, com o outro e com a gente mesmo!

Quando aceitamos o ser imperfeito do outro, acolhemos também as nossas imperfeições, evitamos decepções e não somos mais surpreendidos!

Mas se guardamos rancor e decidimos não mais confiar, acabamos por nos tornar pessoas igualmente não confiáveis porque Pessoas amarguradas amargam a vida dos outros!

Devemos sim nos cercar de pessoas coerentes, que falam, pensam, sentem e agem honestamente, mas sobretudo, precisamos ser, aconteça o que acontecer, uma delas.

SE NÃO SOMOS CORRESPONDIDOS NAS AMIZADES, NO AMOR, NA PROFISSÃO, É HORA DE BUSCAR NOVOS LUGARES PARA DEPOSITAR A NOSSA FORTALEZA INTERIOR!

Diante desse fato, devemos sair sem o desejo de vingança ou de retratação. Não desistir diante de tantos nãos que recebemos, determina a nossa vitória!

No tempo que tiver que acontecer, vai acontecer… E simplesmente continuamos dando o nosso melhor!

Quando confiamos em nossas habilidades, competências e talentos, transformamos sonhos em objetivos, e por mais que zombem da nossa cara pelas costas e desconfiem da nossa verdade, não levamos para o pessoal, seguimos acendendo as luzes a cada novo passo!

NÃO VOU MENTIR, CONFIAR É DESGASTANTE!

É bem cansativo! Mas viver desconfiando dos outros cansa muito mais e ainda faz com que nos igualemos a incoerência daqueles que tanto nos feriram!

Prefira confiar e continue sendo uma pessoa confiável!

Apenas observe as atitudes sem julgamento!

Siga caminhando suavemente e em equilíbrio, atento aos seus passos.

Não perca o foco do objetivo para não perder o equilíbrio e cair, pois deverá andar sob uma linha tênue que divide a bondade de um adulto maduro, da inocência de uma criança ferida!

Busque cercar-se de pessoas confiáveis, não permita que os erros de outros sejam interpretados por você como o erro de todos. As pessoas confiáveis se encontram com o imã da sincronicidade. Seja confiável, confie, e verá que quando não deixamos de acreditar a vida nos surpreende com anjos encarnados que damos o nome de AMIGOS.

Por Iara Fonseca

segunda-feira, 2 de agosto de 2021

A vida perfeita não existe. Todo mundo enfrenta alguma batalha!


 

Precisamos entender que existem dias que são ruins mesmo e que as coisas não vão bem, parar de pensar que a vida perfeita existe, afinal todo mundo enfrenta alguma batalha. Sejamos gentis com nós mesmos e paremos de nos cobrar tanto. A tempestade vai passar e logo o Sol voltará a brilhar novamente.

Temos a sensação de que a vida de todo mundo caminha perfeitamente, também temos a ideia de que o equilíbrio é uma vida perfeita em todas as esferas: profissional, afetiva, pessoal e por aí vai. E então, nos dias ruins, parece que somos os únicos a passar por aquilo. Temos a ideia (ilusória) de que o relacionamento de todo mundo é perfeito, na vida profissional, todo mundo é realizado e que a nossa ansiedade, nossas angústias, etc. são algo apenas nosso, no nível individual.

Mas não são. Tenho percebido que muita gente está em sofrimento, passando por dias ruins. Descontente com o trabalho, não realizada na profissão, com problemas no relacionamento. E ninguém fala sobre esses assuntos, ninguém os compartilha, seja por medo do que vão pensar, seja pela forma como os outros reagirão…

Vai passar!

Estamos vivendo numa sociedade cada vez mais doente e que produz adoecimento, por isso pare de se cobrar tanto, de se comparar com os outros, de achar que o dia ruim só existe para você, porque todos nós temos nossos dias péssimos, dos quais não vemos a hora de terminar.

Todo relacionamento tem os seus perrengues e, por mais que a gente estampe a vida perfeita por aí, no fundo, ninguém é feliz 24 horas por dia. Não se esqueça disso e entenda que sofrer faz parte de todo processo de amadurecimento. Crescer dói, amadurecer dói, mudar dói, mas permanecer no lugar também dói. Processos levam tempo e uma fase ruim não durará para sempre, pois logo a tempestade passa e você se fortalece com isso tudo.

Vai passar. Você vai conseguir superar tudo isso. Vai dar certo!

Por Thamilly Rozendo

 

domingo, 1 de agosto de 2021

Aquele que não se atualiza, com o tempo, se torna obsoleto

Como num computador, de vez em quando precisamos fazer um update em nossos drives internos para abrir espaço para o novo.

Aprender e desaprender; passamos a vida inteira fazendo isso. Adquirimos conhecimentos, experiências, e também hábitos e costumes.

Ao longo da vida, desenvolvemos formas de lidar com nossos pensamentos e nossas carências. Aprendemos sobre nossos pais, sobre nosso contexto familiar e social. Toda essa experiência influencia – e muito! – o que nos tornamos no fim da vida, ou o que acreditamos ser.

A diferença entre essas duas coisas é muito importante, já que normalmente trabalhamos com a segunda, e não com a primeira.

Seja qual for o caso, a mudança e a aprendizagem formam um ciclo que seria quebrado e impossível de continuar rodando sem o desaprender.

Na verdade, em muitas ocasiões as pessoas também se atualizam, assim como fazem os programas de computador: eliminando os arquivos anteriores para abrir espaço para o novo.

Quem se atualiza constantemente, corre o risco de perder arquivos importantes, mas nenhuma perda se compara a dor da obsolescência.

Quem se atualiza consegue equilibrar a perda daquilo que não se usa mais, daquilo que até serve, mas não é o suficiente, com os novos conhecimentos que surgem diante dele.

O processo de desaprender, como podemos ver, não é simples. Não podemos descartar sem mais nem menos o aprendido assim como fazemos com uma borracha ao apagar algo escrito a lápis. No entanto, podemos ser conscientes desses aprendizados e usá-los de maneira mais inteligente.

Podemos deixar de nos identificar com eles, e perguntar a nós mesmos se realmente acreditamos na realidade que está ali marcada, ou nos comportamentos que elas geram. Depois de identificá-los, este é o segundo passo.

Desaprender é um processo que requer tempo, paciência e capacidade de análise. Falamos de um investimento que sempre dá frutos: um resultado que nós mesmos vamos aproveitar, juntamente com as pessoas que gostam de nós.

Por Robson Hamuche

 

 

sábado, 31 de julho de 2021

Pense antes de falar: A palavra levanta ou derruba, emociona ou fere, aproxima ou afasta

Existe um ditado que diz:

QUANDO ESTAMOS CALADOS AS PESSOAS TÊM DÚVIDAS SE SOMOS INTELIGENTES OU IDIOTAS… QUANDO ABRIMOS A BOCA A DÚVIDA ACABA!


 

“O que você vai dizer antes de dizer à outra pessoa, diga a você mesmo”, sabedoria dita pelo pensador romano Sêneca, que as pessoas deveriam, ao menos, tentar pôr em prática.

Todos sabem que a palavra é o reflexo do que se pensa e deseja e que ela tem impacto direto na vida, seja para agradar ou agredir alguém. E não é só quem não tem papas na língua que se atropela ao falar demais, da forma ou na hora errada.

Na maioria das vezes, não se mede o impacto que uma palavra pode ter.

Tem o poder de exprimir o amor, a alegria, o respeito, a admiração, a generosidade, mas também, da forma como é falada, pode carregar a inveja, o ódio, o sarcasmo, o ressentimento.

Por isso, é tão importante ter cuidado com o que você fala e como se fala, o tom da voz. E não se esqueça que a palavra vem acompanhada de gestos, da respiração, de um ritmo que também fará parte de como ela será compreendida.

Saiba que, cada instante da sua vida é moldado pelo que se fala. E não é à toa que muitos repetem por aí que pensamentos positivos e palavras otimistas ajudam, enquanto os negativos encontram obstáculos a mais.

Mas para aqueles que estão despertos é possível entender aqueles que defendem que a palavra é um mantra em ação. Materializada, ela reflete os sentimentos.

Sendo assim, fique atento!

Cuidado com suas escolhas, porque uma palavra mal colocada afeta relacionamentos e a convivência. E a fala dita no momento certo, com a entonação adequada, gera compreensão, amor e se torna uma mensagem poderosa de união entre as pessoas.

Antes de você falar, ouça. Antes de agir, pense. Antes de criticar, olhe para os seus atos. E antes de desistir, tente.

Que tudo o que você for falar daqui em diante seja um ato de amor!

Por Robson Hamuche

 

sábado, 24 de julho de 2021

A gente até estranha quando o amor é calmo, mas não deveria!


 

Amor é esteio, acalanto, é calmaria. Amor é colo.

Recentemente, a Bruna Marquezine disse que não sabia que o amor pudesse ser calmo e tranquilo, como o que ela está vivendo atualmente. Foi esclarecedor, porque muitas pessoas ficam tateando na escuridão de um relacionamento turbulento, em vez de procurarem por águas tranquilas, como deve ser o amor. E vivem apenas momentos de chuva, instantes passageiros.

NA VERDADE, MUITOS DE NÓS PARECEMOS NÃO FICAR MUITO À VONTADE COM O QUE ESTÁ DANDO CERTO.

Quem nunca estranhou quando as coisas estão tranquilas, quando estamos felizes, como se ficássemos desconfiados, esperando algo dar errado?

É como se não nos achássemos no direito de estar nos sentindo bem.

É como se não fôssemos merecedores daquela felicidade toda.

Crescemos sob conceitos que envolvem culpa e pecado, sob o olhar julgador da religião e isso vem conosco a vida toda.

Vivemos em meio a uma diarreia de regras impostas por gente que se acha capaz de ditar o que é certo e errado.

Condenam o que vestimos, comemos, a forma como amamos, o que escolhemos, o que não queremos.

Dentre tantas formas possíveis de estarmos errados, como podemos nos julgar merecedores de felicidade plena?

E isso influencia diretamente a nossa maneira de encarar o amor. Se não há desconfianças, receios, hesitações e discussões, a gente chega a estranhar.

Questionamos até se o outro nos ama realmente, quando ele não fica invocando por ciúmes.

Logicamente, todo relacionamento requer ajustes e passa por algumas tempestades, mas são passageiras e servem para fortalecer os sentimentos.

Brigas frequentes e infelicidade constante são sinais de que algo está muito errado.

A gente não pode se acostumar com as tempestades, com a infelicidade, com o vazio, com a dúvida, com o medo, com as inseguranças.

A GENTE NÃO PODE NORMALIZAR O QUE MACHUCA, O QUE FERE.

O AMOR TEM QUE SER NOSSO PORTO SEGURO, EM MEIO A ESSE MUNDO DOIDO E VIOLENTO.

*Por Prof. Marcel Camargo

sexta-feira, 23 de julho de 2021

Não tenha medo das mudanças!


 

O amor que sentimos pelos nossos, pela nossa família, pelo nosso companheiro ou pelos nossos filhos, são também pontos fixos da nossa essência vital.

Bem, o amor não é uma entidade estável no tempo. O amor também se transforma e se adapta. Um exemplo disso é nosso próprio relacionamento como casal.

Os dois membros devem estar se adaptando às mudanças de vida que surgem com o tempo: mudanças de emprego, a chegada dos filhos, equilibrando o crescimento individual com o crescimento do parceiro.

Todos estes são momentos que vão exigir a nossa dedicação, a nossa sabedoria e a capacidade de avançar como duas pessoas na mesma unidade existencial.

Compartilhamos essas mesmas raízes nutridas pelo amor, mas erguemos nossos ramos pessoais para continuar crescendo pessoalmente.

Chaves para assumir as mudanças com sabedoria

– Você é a prioridade, o protagonista da sua vida e você é importante no seu mundo.

Não se apegue ao medo ou à indecisão porque, a longo prazo, virá a frustração, o arrependimento por uma vida não vivida.

– Nunca pare de cuidar dessa “criança interior”.

Você deve estar animado por si mesmo e pela vida, ser espontâneo com toda a sabedoria que adquiriu. Não se ancore nos erros do passado nem se alimente de saudades, a vida não espera por quem se detém na sua própria escuridão.

A vida procura a luz e a sua liberdade, deixe-se crescer com ela, com otimismo, esperança e simplicidade.

Tudo muda o tempo todo, muda e passa, então, fique bem, relaxe, tranquilize-se, tudo vai ficar bem.

Por Resiliência Humana

 

quinta-feira, 1 de julho de 2021

A miopia dos conceitos de geração X, Y e Z

 

Essas expressões representam um olhar reducionista, desconsiderando variáveis culturais, psicológicas, sociais e econômicas que realmente determinam nossos modos de ser e consumir.


Sempre digo que o mundo digital é muito fértil. Ele faz aflorar a cada dia novos personagens que se autoproclamam super especialistas dessa arena online, que é extremamente dinâmica, complexa e movediça, quanto mais você se mexe, mais perigoso vai se tornando.

Criam-se neologismos a bel prazer, termos bonitos, expressões super sexys, infográficos moderninhos, stories cheios de efeitos, keynotes, powerpoints que brilham no escuro, uploadam vídeos super bem produzidos filmados em 4K, além de mega palestras com microfoninho afixado na bochecha e todos os etceteras que você desejar.

Se alguém chegar na sua frente, bater no peito e dizer que é um super especialista dessa cena digital, olhe bem no fundo do olho dele, dê um passo à trás e desconfie. Para mim, isso ainda não existe. Afinal, estamos todos no mesmo barco em um complexo processo de aprendizagem mútua de como entender as lógicas e engrenagens desses novos espaços comunicacionais online. Nessa arena online que habitamos, devemos dar cada passo de forma minuciosa. Tudo é muito difuso e hesitante.

Dentro de toda essa euforia discursiva que o palco do mundo digital nos apresenta, a cada dia vemos novos termos sendo criados no intuito de se desenvolver algum tipo de categorização para esses novos fenômenos. Geração Y, Millenials, Geração X, Z, W, Humanóides, etc, etc. são alguns dos termos que vejo, concebidos despudoradamente e que tenho lido de anos pra cá. Outro dia vi um dito professor mostrar uma tabela excel com datas, anos de nascimento e a qual respectiva geração cada um de nós pertencia. Oi? Não é tão cartesiano assim a parada, meu chapa. Eu não gosto desses termos, eles são rasos e reducionistas. Acho que são termos muito marqueteiros e usados de forma por vezes meio leviana, sabia? E tem gente que carrega um estandarte com esses edulcorados termos e que fazem vender livros, palestras, ganham views, likes, seguidores etc.

Os chamados "e-Books" sobre esses temas, então, pululam por nossas timelines. Aliás, chamar essas coisas de e-Book é rir da nossa cara, né? Outro dia, apareceu um desses em minha timeline, sagazmente amarrado com uma boa estratégia de inbound e captura de emails, e me dei ao trabalho de baixar. Para minha surpresa, era "vendido" como livro, mas quando baixei se tratava de um powerpoint safado com cerca de 30 slides. O que me preocupa, e que me deixa levemente angustiado, é que muitos desavisados e muita gente pelo Brasil afora caem nessas armadilhas fáceis e tomam aquilo como verdade. Afinal, pra quem tem sede de conhecimento, qualquer golinho de água serve.

Pegando apenas o exemplo do Brasil, somos um país gigantesco, continental e com mais de 220 milhões de pessoas. Um país fragmentado, plural e com uma das maiores desigualdades sociais do planeta. Quer dizer que jovens nascidos dos anos 2000 pra cá são da geração tal e todos se comportam desse jeito blá, blá, blá??? Não é bem isso. Não podemos comparar jovens da classe alta de São Paulo, moradores do bairro dos Jardins, com um jovem de classe baixa de uma cidadezinha do interior de Rondônia. E praticamente todas essas categorizações de geração isso ou aquilo colocam todos no mesmo balaio a partir apenas dessa variável etária. Simplesmente dão de ombros para essas outras inúmeras variáveis essenciais.

De novo, chamar pessoas de geração X ou Y, ou seja lá o que for, eu acho algo frágil, refratário e irresponsável. É um olhar muito reducionista que simplesmente desconsidera outra centenas de variáveis culturais, psicológicas, sociais e econômicas, e que realmente determinam nossos modos de ser e consumo de mídia, por exemplo. É claro que essas classificações são sedutoras e usadas como atalhos mentais muito astutos e que simplificam o entendimento da pessoa de um modo mais fácil. Mas seja cauteloso. Compreensão de hábitos de determinados segmentos de consumidores a fim de os colocarmos em caixinhas para algum tipo de sistematização de comportamentos exige um extremo rigor metodológico, estatístico, sociológico e geográfico. Sugiro um mapeamento preliminar cuidadoso mais representativo, de natureza mais quantitativa, e depois um aprofundamento mais qualitativo para se buscar algum tipo de nitidez de entendimento. Uma pesquisa empírica baseada na mera observação também é uma técnica valiosa e que também certamente oferecerá bons insights. Há estudos de geração Z, por exemplo, que colocam jovens de diversas partes do mundo na mesma cesta e buscam categorizações, ao meu ver, completamente míopes. Se estamos falando de Brasil, o mundo então é algo absolutamente ainda mais fragmentado, diverso, heterogêneo e multifacetado. Quando vejo esses gráficos, sempre vou buscar a fonte na cantinho, e quase sempre são institutos e empresas de baixíssima relevância e confiança.

Você sabia que nosso Brasil tem cerca de 100 milhões de pessoas que nem acesso à internet têm? Você sabia que nosso país tem cerca de 100 milhões de pessoas que nem acesso à água encanada têm? Você sabia que uma entre cada três pessoas acima de 16 anos em nosso país é desbancarizada? Você sabia que metade de nossos mais de 5000 prefeitos nem faculdade tem? Pois então, durma com esse barulho. O Brasil tem muitas virtudes e seríssimos problemas para resolver ainda.

Cuidado para não deduzir hábitos de consumo de mídia a partir de seu entorno, a partir de sua bolha de classe média privilegiada. Por exemplo, prega-se que essas novas gerações de jovens são novos seres, que são multitarefa, multi-isso, multi-aquilo. Que as crianças hoje em dia fazem mil coisas ao mesmo tempo, que bebezinhos com meses de vida já conseguem desbloquear o iPhone com o dedinho. Mas será que tudo isso são características peculiares dessas novas gerações? Será que é possível termos drásticas mudanças geracionais em 20 ou 30 anos apenas? Oras, se dessem um iPad na nossa mão quando éramos criancinhas, será que também não sairíamos dominando o touchscreen de forma íntima? É claro que sim! Na nossa época nossos brinquedos eram outros. Eu tenho 42 anos hoje e quando era criança não existia o tal iPad, nem smartphones, nem nenhuma outra engenhoca que se aproxime desses incríveis dispositivos eletrônicos, nem dos videogames que temos hoje. Meus brinquedos eram apenas outros, pipas, piões, bola, jogos de tabuleiro etc.

Eletronicamente falando, nem um reles Pense Bem eu tive. Mas tive um Atari e um Tele-Jogo. Yes! E ganhei um Colossus do meu pai aos 10 anos de idade. E essa molecada hoje tem iPad, iPhones, Smart Watches, X-Box, usa TikTok o dia todo, assiste a uma miríade de canais de YouTube, usa aplicativos pedagógicos, fica no Discovery Kids o dia inteiro. Eles são muito mais estimulados do que nós fomos na nossa longínqua infância e, por isso, tendem a adquirir uma capacidade sensório-motora um pouco mais polida que a nossa. Apenas isso. Simples assim.

O uso do videogame deixa a criança mais inteligente? Metade dos especialistas dizem que sim, outra metade diz que não. Ele deixa a criança mais violenta? Metade fala sim, e metade fala não. Games deixam crianças mais ansiosas? Sim! Videogame vicia? Com certeza! Devido a esse tamanho estímulo que essas gerações mais recentes recebem, eles serão mais inteligentes que a gente quando chegarem aos 20 ou 30 anos? A resposta é: talvez sim, talvez não, a resposta é uma folha em branco, não sabemos. Oras! Mas o filho do meu primo estuda e ao mesmo tempo escuta música com fone de ouvido, e joga Minecraft no iPad, e assiste a um vídeo do canal favorito do YouTube, tudo ao mesmo tempo de forma simultânea. Tsc! Tsc! Não, cara pálida! Ele faz uma coisa de cada vez, ninguém faz mil coisas ao mesmo tempo. Quer dizer, talvez a minha avó Elsa tivesse sido sim multitarefa, pois ela criou meu pai e mais 5 irmãos, e cozinhava, lavava, passada, arrumava a casa, produzia conservas e cerveja artesanal para vender na cidade. Tudo ao mesmo tempo!

Analisar esses novos fenômenos da cena digital, destilar nossa opinião e cair em argumentos simplistas é uma armadilha fácil e irresistível para alguns desavisados. E vejo muitos "gurus de plantão" caírem nessa arapuca. Por isso, entendo que devemos nos preparar, estudar, pesquisar de verdade, e ter a lupa bem ajustada para tentarmos ter algum tipo de lucidez em interpretar essa nova arena online. Seja muito cauteloso com relação ao que pauta esses discursos sobre a revolução-tecnológica-do-futuro-que-já-chegou. Vamos sempre tentar abandonar esse determinismo tecnológico e compreender as tecnologias como parte dos desdobramentos socioculturais que envolvem redes de pessoas, projetos e instituições. A sedutora ideia do TUDO MUDOU me parece um tanto ingênua e essencialmente arrogante.

Temos hoje grandes pensadores que entregam a vida ao entendimento dos processos e fenômenos da cultura digital, então por que não segurar na mão desses nomes e analisar esses novos fenômenos à luz deles? Cito aqui alguns deles apenas: Vinicius Pereira e Erick Felinto da UERJ, Henry Jenkins, Gisela Castro da ESPM, Beatriz Polivanov da UFF, Nestor Canclini, Manuel Castells, André Lemos da UFBA, Beth Saad da ECA USP, Pierre Levy. Tudo gente graúda! Jogue os nomes deles no Google, YouTube, and have some fun. A dica de ouro é: muito cuidado com o que se lê! Seja muito, mas muito criterioso e não se impressione com mini-CVs gigantescos e cheio de termos bacanas. Cuidado com fake news! Não é porque está na web, que é verdade, certo? O mundo digital é um ecossistema infestado de falsos profetas, charlatões cibernéticos, produtores ininterruptos de vídeos em HD e futurologistas baratos que fariam inveja à Mãe Dinah (RIP).

Administradores.com

sábado, 26 de junho de 2021

Sim ou não? Escolher faz parte da vida

A cada sim, abre-se uma gaveta, uma possibilidade, uma oportunidade. A cada não, acontece o mesmo.


Sim e não: duas pequenas palavras que podem causar bastante desconforto, ansiedade e insegurança. Quem está na posição de responder sim ou não para algo importante, muitas vezes, se questiona sobre as possíveis consequências positivas ou negativas do seu ato.


Independente do grau de desconforto que essas duas palavrinhas possam causar, temos questões diárias que necessitam de respostas: ir ou não a uma festa, aceitar ou não um emprego, acabar ou não um casamento, começar ou não um projeto novo? A cada sim, abre-se uma gaveta, uma possibilidade, uma oportunidade. A cada não, acontece o mesmo.

Quando se diz não para algo, se diz sim para outro algo. Se eu decido não ir à festa, vou a algum outro lugar. Se eu não aceito um emprego, eu abro espaço para muitas outras possibilidades. Se eu decido não acabar o meu casamento, eu digo sim para o meu companheiro. Se eu não começo um projeto novo, eu posso me dedicar mais aos projetos antigos.

No fundo, sim e não são apenas palavras. O que gera toda essa inquietação são as consequências que as escolhas vão trazer. Muitas vezes, as dúvidas são apenas a "maquiagem" usada para justificar as emoções, os receios, as inseguranças. Isso acontece, principalmente, quando as dificuldades em resolver os dilemas tomam como base os sentimentos de terceiros, que não se podem magoar ou decepcionar, por exemplo. Ou seja, o foco sai do protagonista e vai para os coadjuvantes.

E por falar em protagonismo, vamos introduzir uma palavrinha que ainda não foi citada neste texto e que vai fazer toda a diferença a partir de agora: coerência. Ser coerente é estar a serviço de algo que faz sentido para você e, por isso, lhe dá coragem de se posicionar, de seguir firme na direção das escolhas que você fez e de estar disposto a lidar com as consequências.

 

Se essas palavras forem utilizadas de forma coerente, elas terão força suficiente para sustentar qualquer tipo de desconforto. Assim, dizer não para um convite incrível de um grande amigo, porque você está bastante envolvido no projeto dos seus sonhos, é coerente. O seu amigo vai ter que lidar com o desconforto causado pelo não que ele ouviu e você vai continuar focando no seu projeto, preservando, assim, a amizade.

 

Resumindo, fazer escolhas faz parte da vida. Elas não precisam ser boas ou ruins, certas ou erradas. Elas devem ser encaradas, apenas, como necessárias. O convite principal desse texto é à mudança do foco da sua atenção: ao invés de colecionar dilemas, invista em desenvolver um conceito de vida que lhe agrada, que lhe contempla, que faça o seu olho brilhar. Quando esse conceito estiver bem definido para você, dizer sim ou não vai ganhar outro peso. Acho até que você vai descobrir que essas duas palavras nem são tão opostas assim. E aí? Você aceita esse convite para mudar o foco da sua atenção?

Por: Anne K.

 

 

quinta-feira, 17 de junho de 2021

‘Geração digital’: pela primeira vez os filhos têm QI inferior ao dos pais

 

O neurocientista Michel Desmurget, diretor de pesquisa do Instituto Nacional de Saúde da França , afirmou em seu livro intitulado “ A fábrica de cretinos digitais “ Como os dispositivos tecnológicos afetam seriamente o desenvolvimento de crianças e jovens.

“ Simplesmente não há desculpa para o que estamos fazendo aos nossos filhos e como colocamos em risco seu futuro e desenvolvimento ”, disse o renomado especialista na área Desmurget, durante entrevista à rede BBC .



Capa do livro “Die Digitale Kretinfabrik”. (Foto: Amazon)


Seu livro é atualmente um dos mais vendidos na França . No meio da entrevista, Desmurget respondeu à pergunta se a juventude de hoje é a primeira geração da história com um QI mais baixo do que a anterior:

“Sim. O QI é medido com um teste padrão. No entanto, não é um teste “congelado”, mas é frequentemente revisado. (…) E pesquisadores em muitas partes do mundo observaram que o QI está mudando de geração em geração. A geração aumentou, conhecido como “Efeito Flynn”. “.

O neurocientista deixou claro em sua história que o coeficiente é fortemente influenciado por fatores como sistema de saúde, alimentação e escola. No entanto, se “ Em países onde os fatores socioeconômicos têm sido relativamente estáveis ​​há décadas, o ‘efeito Flynn’ tem diminuído gradualmente. “

“Nesses países, os nativos digitais são os primeiros filhos a ter um QI inferior ao dos pais. Esta tendência foi documentada na Noruega, Dinamarca, Finlândia, Holanda, França, etc. ” ele adicionou.

Desmurget , que trabalhou em centros de pesquisa de prestígio como a Universidade da Califórnia ou o Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT), disse que vários estudos mostraram que, ao usar televisão ou videogames, o QI e o desenvolvimento cognitivo diminuem ”.

O especialista afirmou ainda que as causas desta situação são claramente identificadas: “ Diminuição da qualidade e quantidade das interações familiares, diminuição do tempo despendido em outras atividades enriquecedoras (trabalhos de casa, música, arte, leitura, etc.), interrupção do sono , superestimulação da atenção, subestimulação intelectual e um estilo de vida excessivamente sedentário “” .

Em outro ponto da entrevista, Desmurget mencionou que “ o tempo de triagem recreativa foi observado para atrasar a maturação anatômica e funcional do cérebro dentro de várias redes cognitivas relacionadas à linguagem e atenção ”.

Desmurget , por fim, afirma que as crianças de 2 anos passam em frente às telas “ quase três horas por dia ”, As crianças de oito anos “Cerca de cinco horas” e os jovens “Mais de sete horas”. É por esse motivo que as crianças são incentivadas a participar dos danos causados ​​pelas telas.

“ Elas devem ser informadas de que as telas recreativas prejudicam o cérebro, interferem no sono, interferem na aquisição da linguagem, diminuem o desempenho escolar, prejudicam a concentração, aumentam o risco de obesidade, etc. ”.

Leia a entrevista completa AQUI

 






quinta-feira, 10 de junho de 2021

Por que as pessoas veem cores diferentes na internet?

 

Você se lembra do caso do vestido que ninguém sabia se era preto e azul ou branco e dourado? Essa imagem chocou o planeta em 2015 e desde então surgiram mais alguns exemplos de peças de roupas e objetos que apresentavam colorações divergentes para cada espectador da foto, como foi o caso do tênis azul e cinza ou rosa e branco.

Essa discussão, entretanto, vai muito além do que uma briga boba de internet para definir quem está certo sobre o assunto. Afinal, por que cada usuário enxerga uma coloração diferente? Todo esse assunto envolve como os olhos e cérebros humanos evoluíram biologicamente para conseguir perceber as cores em um mundo iluminado pelo sol.

O olho humano

A luz é captada pelos olhos através do cristalino, que capta diferentes comprimentos de onda representando cores diferentes. Então, a luz atinge a retina na parte de trás do olho, onde os pigmentos geram conexões neurais com o córtex visual, a parte do cérebro que processa todos esses sinais em uma só imagem.

Quando a primeira "explosão" de luz que ilumina o mundo ao nosso redor é dada, no entanto, ela passa a refletir em todos os objetos e gera reações na nossa cabeça. Sem você notar, seu cérebro descobre qual cor está sendo refletida pelo objeto ao qual você está direcionando sua visão e, essencialmente, subtrai essa cor da coloração "real" dele.

Apesar desse sistema funcionar muito bem na maioria das vezes e fornecer uma coloração padronizada para todas as pessoas, ele não é a prova de problemas. Os seres humanos evoluíram para ver à luz do dia, mas ela também é responsável por mudar a coloração. Ou seja, dependendo da posição do Sol em relação a Terra, cada objeto apresentará uma cor diferente para o espectador.

Outro fator importante a se considerar nessa equação é a necessidade do cérebro de criar interpretações para tudo que vemos. Portanto, ao menor sinal de que o pixel de uma imagem possa ser azul ou branco, a mente humana trabalhará para gerar um bloco de informações que seja mais fácil de ser absorvido e simplificará o conteúdo do produto.

Dessa forma, uma vez que chegamos a conclusão sobre a coloração de uma imagem, dificilmente mudaremos de opinião. No caso das figuras vistas na internet, é bastante provável que a iluminação da tela ou o horário do dia em que cada pessoa deu a primeira olhada nas imagens polêmicas tenha sido fundamental para estabelecer sua opinião.

Isso quer dizer que a nossa interpretação varia conforme o contexto no qual estamos inseridos e que, no fim das contas, qualquer palpite sobre a coloração de uma imagem é um mero "chute no escuro".

Megacurioso.