segunda-feira, 3 de agosto de 2015

Poder, cegueira e arrogância

Vivemos uma crise política e econômica, dizem alguns, sem precedentes. Guardadas as proporções da realidade contemporânea, diversas tentativas de golpes – e golpes consumados, já ocorreram em nossa história. Considerando o próprio levante político-militar de 15 de novembro de 1889, verifica-se a natural luta pelo poder no transcorrer dos tempos e suas nefastas consequências para a população. Seja na República Velha, na consolidação do Estado brasileiro, após a Revolução de 30, até o percurso do longo caminho dos dias atuais, não foram poucas as crises republicanas.

Entre tantos obstáculos superados, comparações nem sempre precisas apontam a data de primeiro de abril de 1964, alegando a similaridade do momento. A polarização radicalizada de ambos os períodos são consequências de causas diferentes, pois as razões da deposição do presidente João Goulart são exatamente as mesmas exigidas, hoje, pela sociedade brasileira: Refiro-me às profundas reformas estruturais de Estado. Lá, avançamos pela ação. Aqui, estagnamos pela omissão!

Incompreensível lógica de poder, cego e arrogante, que perpetua o confronto entre “comunistas” e “liberais”, ou “petralhas” e “coxinhas”, enquanto o País afunda-se na lama. Convivendo todos dentro dos mesmos limites geográficos, raríssimas lideranças buscam um entendimento entre as partes.

Certo é que a história ensina caminhos, fundamentados em experiências vivenciadas. Logo, sabemos que os momentos de crise são importantes, igualmente, para percebermos o verdadeiro compromisso dos políticos com a paz da Nação. Entre o desejado projeto popular e o defasado projeto elitista Colonial, também resta evidenciada a pregação inglória dos que aniquilam o conceito de pátria.

No furacão desta crise aguda de valores, interessa ao Brasil os poucos que restam com fortalecido sentimento de união, de busca de diálogo, mesmo quando ninguém dialoga. Interessa a compreensão de que somos, sim, um País forte. A justiça, aliada ao bom senso, devolverá o nosso orgulho de sermos brasileiros.



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Bruxas e cachorros loucos

Agosto chegou, trazendo velhas lembranças do “mês das bruxas”, ou “mês do cachorro louco”, quando Getúlio se matou, Jânio renunciou, JK morreu. E este agosto de 2015 promete ser um mês chacoalhado por grandes emoções no Executivo, no Legislativo e no Judiciário. Ah! E nas ruas...

O presidente da Câmara, Eduardo Cunha, vem aí! E vem armado até os dentes, testando sua tropa na Câmara e mirando a presidente Dilma Rousseff, deve chegar camuflado, ora declarando que não usará o arsenal do cargo contra o Planalto, ora descarregando munição no gabinete presidencial, bem ali do outro lado da rua.

Ele pode disparar projetos bomba que explodam as contas públicas e empurrem Dilma para o desgaste de vetá-los. Também pode utilizar seus homens-chaves na CPI da Petrobras para detonar inimigos, adversários ou mero desafetos. E, enfim, ele tem em mãos um potente torpedo: os pedidos de impeachment.

Mas Cunha é um guerreiro ferido, que tem voz de comando, mas se arrasta no terreno inóspito da Lava Jato. Se, além da delação de Júlio Camargo, houver provas contra ele, vai ter de economizar munição contra Dilma para se defender. Não será fácil.

Nesse clima, eis que a verdade chega nua e crua: depois de tantos bons serviços prestados ao país no impeachment de Collor, nos “Anões do Orçamento” e nas relações incestuosas entre o juiz Lalau e o então senador Luiz Estêvão, as CPIs não têm mais serventia. Perderam iniciativa e instrumentos para o MP e a PF e ficaram a reboque da internet e da mídia. Pior: se servem para alguma coisa, é para fazer o jogo de interesse dos poderosos de plantão no Congresso.

Qual o poder da CPI da Petrobras? Os procuradores e policiais já estão lá adiante, avançaram para o setor elétrico, rodam o mundo, já têm uma história com início, meio e um fim plausível. A passos de tartaruga, a CPI só passa vexame a cada vez que um delator, já está cansado de tanto falar, vai lá e não abre a boca.

Eduardo Cunha, que manda na Câmara e na CPI, parece aproveitar-se disso para fazer investigações, não de interesse da sociedade, mas do seu próprio interesse pessoal. Só isso explica que a empresa de espionagem Kroll esteja focando nos podres do lobista Júlio Camargo. Para tentar desqualificar sua delação contra Cunha? E só isso explica que a CPI insista em convocar a advogada Beatriz Catta Preta. Para ameaçá-la?

Num mundo de grandes criminalistas de cabelos brancos, pagos a peso de ouro, eis que surge aquela mulher, pouco mais que uma menina, e põe o processo, as regras e as tradições de cabeça para baixo ao entronizar esse instrumento tão elementar, mas novíssimo: as delações premiadas. Já são umas 25, 26, e é basicamente isso que torna tudo diferente. Daí vem o fio da meada, que vai se entrelaçando, desvendando, revelando e dando forma à maior roubalheira da história.

Não que Catta Preta seja santa - nem demônio. Por enquanto, ela é um personagem envolto em mistérios. Por que jogou os clientes da Lava Jato para o alto? Por que abandona a carreira no auge do sucesso? Por que a artimanha das insinuações e meias verdades? Em suas entrevistas ao Estadão e à Rede Globo, a advogada se limitou a mandar um recado a quem interessar possa.

Ela disse que sofre “ameaças veladas”, seja por meio da imprensa, seja por membros da CPI. Mas não disse o básico: quem, como, onde e por quê? Deixa um cheiro de pólvora no ar, sem apontar a arma, nem de onde partem os tiros.

E, em agosto, chega finalmente a vez de o Supremo entrar em cena, numa guerra contra o Congresso. Depois de empreiteiros, executivos da Petrobras, doleiros e paus-mandados de todos eles, a Lava Jato vai pegar os políticos. Isso vai longe e tem potencial explosivo.

É nesse cenário, e com a economia em frangalhos, que o TCU vai julgar as contas do primeiro governo Dilma, e o TSE vai julgar as contas da campanha de Dilma.

Ah! E com aquele arremate perfeito: as manifestações do dia 16 vêm aí!



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É no fundo da alma que mora o coração

Quando falamos no amor, logo pensamos, um sentimento nobre, capaz de levar-nos às nuvens em momentos de muita emoção. E, até mesmo, comoção. Mas, qual a sua diferença? Qual o seu conteúdo? Para ser amor, o que nele existe? Pensamos, quando ele está presente não vemos guerras, vemos paz. Não vemos inimizades, vemos compreensão. Pois então, isso significa que o que ele faz muda comportamentos? Melhora eles? Acredito que sim, se os sentimentos estão presentes, eles dominam nosso mundo, e se forem positivos de afeto, dominaram nossas vidas de maneira positiva.

E por que tanta incompreensão no mundo? Por que dentro do coração das pessoas, a ritmos parados, como assim parados? Que julgam, que param com suas vidas e com a dos outros, que se contaminam mais do que tentam conhecer. Às vezes, o outro não errou, mas nos deixamos contaminar por comentários alheios que, por vezes, nem foram reais. E o que fizemos? Acreditamos, insistimos em acreditar em tudo e em todos. Mas, o que devemos aprender? Que o amor nos faz duvidar , mas nos leva a, primeiramente, conhecer. Conheça, você, o outro, e não apenas o que falaram dele.

Vejamos, quantas coisas dariam certo, quantas relações dariam certo se olhássemos mais para o interior das pessoas, sem,  infelizmente, ironizar, ofender ou, até mesmo, ignorar. As pessoas desejam ser vistas, mas o que mais fazem é olhar, mas falta olhar além, com os olhos da alma. Aquela que não vemos, mas sabemos que existe, em uma inspiração, pelo toque, pela chamada, pela atenção.

No final de tudo, pelos detalhes da vida, que se soubéssemos enxergar, veríamos as almas por inteiro. Mas o que fazemos? Olhamos a superfície, e acabamos vendo pela metade. Porque é no fundo da alma que mora o coração. Porque é no fundo da alma que moram os sentimentos e o que nos faz ver e ir além, para ajudar o mundo. Através de um conteúdo que retiramos do amor, ou melhor, do nosso jeito de amar. E até mesmo, inspirar.



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Vamos fugir do caos Brasil

O Brasil era considerado um dos países destinados a crescer com ordem e progresso, mas a partir dos anos 1980 ocorreu uma desordenada expansão da miséria. Hoje vivemos uma grande incerteza na manutenção dos empregos. Um dono de padaria teria feito melhor no controle das contas e benfeitorias ao país e à sua população. Além do gasto excessivo, o dinheiro foi mal empregado e deu oportunidade aos desvios bilionários que nos enchem de revolta e vergonha.

Ninguém pede desculpas pela inoperância de suas ações ou pela corrupção. É indispensável reformar os partidos. Como serão as próximas eleições? Alguma renovação? Os governos devem existir para cuidar da melhora geral das condições de vida, e não para fazer conchavos para se perpetuar no poder. Enquanto faltar um ideal edificante e patriota, o país e a população permanecerão estagnados, rumo à decadência.

No passado havia algum equilíbrio entre o solo e os mananciais. Com a destruição das florestas, as chuvas ficaram escassas, mas isso não é de agora, vem de longe, sem que se tenha examinado as causas e tomado providências corretivas. A destruição das florestas continua, inclusive, nas margens de rios e entorno de nascentes. Das áreas assoladas pela seca surge a desolação que vai se espalhando pelo País.

A água faz parte da natureza, os mananciais precisam ser preservados sem contaminação ou desperdício. Mas o homem, se achando superior, se sobrepôs à natureza gerando ruína. Os diversos habitats naturais foram estruturados para assegurar o equilíbrio ecológico e as condições que possibilitam a continuidade da vida. É importante preservar as matas e reflorestar as áreas prejudicadas para dar ensejo ao fortalecimento do lençol freático e dar prioridade ao saneamento. Ou cuidamos do Brasil, ou logo tudo vai retroceder.

Faltam propósitos. As pessoas se sentem deprimidas. Há uma grande massa da população sem preparo o que se reflete nos mínimos serviços. São poucos os profissionais experientes que resolvem os problemas com bom senso e seriedade. É o apagão mental que se vai ampliando. Estamos em época de crises e transformações. Não podemos nos abater com as adversidades.  A melhora é sempre possível, mas é preciso força de vontade.

Urge motivar e despertar os jovens para sua responsabilidade com o futuro, o que se agrava com a crise política e econômica. Os jovens precisam de modelos edificantes e aprender a retribuir por tudo que recebem. Temos de fechar as portas para as drogas e criar oportunidades para todos os que se esforçam por um Brasil melhor.

Apesar de todo avanço da tecnologia, ainda há pelo mundo a permanência de jornadas longas com salários congelados. Há os que têm dois empregos, com pouco tempo para dormir. Os desocupados ficam entediados pela falta de propósitos e precisam se cuidar para não cair nas drogas. O tempo livre deveria ser empregado na boa convivência e no ócio criativo que promove o crescimento pessoal da essência humana.

Estamos bem próximos do caos. Em todo momento somos despertados para as desgraças geradas por seres humanos, sem que se contraponha uma luz de esperança, que desperte a capacidade de resistir e se sobrepor ao caos. Ou cuidamos do Brasil, estabelecendo metas de melhora real, com a participação dos três poderes, da iniciativa privada e da mídia, ou logo tudo vai retroceder, revelando a incapacidade brasileira de gerir o Estado com ordem e progresso.

Revolução ou transformação? Vivemos uma época em que as estruturações sem base real e natural estremecem. Dogmatismo, misticismo e fanatismo terão de ceder lugar à convicção. Somente na convicção sob a luz da verdade repousa a verdadeira crença.



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domingo, 2 de agosto de 2015

O nosso vício na internet tem cura?

Quase todas as ruas em quase todas as grandes cidades do mundo estão lotadas de pessoas usando seus celulares, alheias à presença dos outros. É um comportamento que não existia poucas décadas atrás.

Acabamos nos acostumando ao fato de que compartilhar o mesmo espaço físico não significa mais compartilhar da mesma experiência. Onde quer que estejamos, levamos conosco opções muito mais interessantes do que o lugar e o momento que vivemos: amigos, familiares, notícias, imagens, modismos, trabalho e lazer cabem na palma da mão.

Mas como questiona o fotógrafo Josh Pulman, autor do ensaio Somewhere Else (em algum outro lugar, em tradução livre), cujas fotos são exibidas com esta reportagem: “Se duas pessoas estão andando juntas, cada uma prestando atenção a seu telefone, elas estão realmente juntas?”
Faz parte do ser humano ter uma profunda vontade de se conectar. Mas será que esse dom pode nos prejudicar em algum momento? É possível ficar “conectado em excesso”? E o que isso significa para nosso futuro?

A vida por um fio

Desde sua invenção, o telefone tem sido um motor de agitação social e um foco de ansiedade tecnológica. Imagine a cena através dos olhos do século 19, quando as primeiras estruturas de telefonia começaram a ser instaladas: quilômetros e quilômetros de fios pendurados nas laterais das ruas, perfurando todas as casas. As paredes estavam sendo violadas: o santo lar, ligado a uma nova espécie de interação humana.

“Em breve não seremos mais do que gelatinas transparentes”, lamentou um jornalista britânico em 1897, temendo a perda da privacidade.

Mas, enquanto os primeiros medos em relação ao telefone podem ter sido exagerados, eles também foram um tanto proféticos. Se no fim do século 19 e durante o século 20 nossa vontade foi de plugar todos os locais de trabalho e lazer em redes, o século 21 emerge com o desejo de uma interconexão de nossas mentes nessa trama.

E estamos começando a sentir os efeitos disso.

Assim como seu antepassado no século 19, o telefone celular nasceu como um símbolo de status para as pessoas afluentes e ocupadas. Com o tempo, o luxo se tornou universal. Passamos a entremear a disponibilidade constante no nosso conceito de espaço público e privado, na nossa linguagem corporal e na etiqueta cotidiana.

Ficar incontactável se tornou a exceção, algo fora deste mundo – mas também uma fonte inesgotável de ansiedades.

E, como a história se repete, a todo momento recebemos alertas sobre possíveis efeitos prejudiciais da comunicação móvel.


Um desses avisos veio com a notícia de que um homem de 31 anos foi recentemente internado para se tratar de um “distúrbio de vício em internet”, por causa de seu uso excessivo do smartphone.

Relação normal ou patológica?
Casos como esse levantam outras questões: com que frequência suas mãos se mexem involuntariamente com a intenção de pegar seu celular ou de alcançar o lugar onde você normalmente o deixa? Como você reage ao som de cada nova mensagem – ou à ausência dele?

Não são perguntas com respostas definitivas.

Traçar o limite entre hábito e patologia significa decidir o que queremos dizer com os termos “normal”, “saudável” e “aceitável”.
E se a tecnologia excede em algo, é justamente em mudar velhas normas rapidamente.

Passei anos tentando avaliar nosso relacionamento com a tecnologia e ainda me vejo sendo puxado em duas direções diferentes.

Por um lado, como disse o filósofo Julian Baggini, “o homem pode estar mudando, mas em muitos aspectos ele continua o mesmo”. Podemos ler romances da Grécia Antiga e compreender quando o autor fala de raiva, paixão, patriotismo e confiança, por exemplo.

Por outro lado, as tecnologias digitais significam que as relações com os outros e com o mundo foram estendidas e ampliadas para um nível nunca antes experimentados.

Como argumentam filósofos como Andy Clark e David J. Chalmers, a mente é uma colaboração entre o cérebro na cabeça e equipamentos como o telefone nas mãos. O “eu” é um sistema complexo que envolve as duas coisas.
É esse impacto exponencial de tecnologia da informação que representa o maior problema para tudo o que julgávamos ser normal, equilibrado, autoconhecido e auto-regulado.

Vivemos em uma era em que nossas patologias são aquelas do excesso.

Dando um tempo

Será que precisamos de uma desintoxicação? Bem, isso não necessariamente funciona, nem para a saúde física nem para a saúde mental.
O melhor é encarar os fatos e começar a aproveitar a intimidade de um relacionamento que só tende a ficar cada vez mais próximo: aquele entre os cérebros de cada indivíduo e as redes de automação que estão sendo tecidas entre eles.

Afinal, estamos despejando nossas horas e minutos não apenas em uma tela, mas sim na mais complexa e abrangente rede de mentes humanas que já existiu, cada uma mais capaz do que o computador mais rápido.

Se fico fascinado, impressionado, superenvolvido, distraído e deliciado com tanta frequência, é por que há outras pessoas lá fora peneirando e refratando esse mundo de informações de volta para mim.

Só conseguirei mudar isso se puder encontrar outras pessoas com quem posso formar novos hábitos e novos modelos de funcionar.


 BBC Brasil.

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Burocracia prejudica o crescimento econômico

Pesquisa da CNI mostra que, na avaliação da maioria da população, a burocracia aumenta os preços dos produtos e dos serviços e afeta mais as empresas do que os cidadãos.

Os brasileiros acreditam que o excesso de burocracia aumenta os gastos públicos, estimula a corrupção e a informalidade e é um dos principais entraves ao crescimento econômico. Por isso, a redução da burocracia deve ser uma das prioridades do governo. As conclusões são da pesquisa Retratos da Sociedade Brasileira – Burocracia, feita pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), em parceria com o Ibope, com 2.002 pessoas em 142 municípios.

De acordo com a pesquisa, 77% dos entrevistados consideram o Brasil um país muito burocrático ou burocrático, e 62% dizem que a redução da burocracia deve ser uma das prioridades do governo. Entre os entrevistados, 74% concordam total ou parcialmente que o excesso de burocracia desestimula os negócios, incentiva a corrupção e a informalidade e faz o governo gastar mais do que o necessário. A pesquisa indica que 77% acreditam que o excesso de burocracia é uma das principais dificuldades para o crescimento da economia brasileira.

 Entre as pessoas com renda familiar acima de cinco salários mínimos, esse número sobe para 82%.

A pesquisa mostra ainda que 60% das pessoas concordam totalmente ou em parte que a burocracia afeta mais as empresas do que os cidadãos. Além disso, 75% afirmam que o excesso de burocracia eleva os preços dos produtos e serviços. Na Região Sul, esse número aumenta para 84% e, no Sudeste, alcança 80%.

Baseados na própria experiência ou no que já ouviram falar, os brasileiros acreditam que os serviços ou procedimentos mais complicados são: em primeiro lugar, encerrar uma empresa, em segundo, abrir ou constituir uma empresa, em terceiro, comprar um imóvel, em quarto, fazer um inventário e, em quinto lugar, requerer aposentadoria ou pensão.

 Na sequência, vem tirar passaporte, conseguir licenças para construção ou reforma da casa e alugar um imóvel. Os procedimentos considerados menos difíceis são: tirar o CPF, tirar a carteira de identidade, tirar carteira de trabalho, fazer o registro de nascimento e o de casamento.


AJUDA DE ESPECIALISTAS

Na opinião da população, fazer a declaração do Imposto de Renda é o procedimento que mais requer ajuda especializada: 29% das pessoas contrataram um profissional ou empresa especializada para prestar contas à Receita Federal, e 12% pediram ajuda de parentes ou amigos. Em seguida, aparece o encerramento de empresa, procedimento para o qual 27% contrataram empresa especializada. O mesmo ocorreu com as pessoas que abriram uma empresa.

Entre os procedimentos em que os entrevistados menos precisaram de ajuda estão limpar o nome na Serasa ou no Serviço de Proteção ao Crédito, pedir o desligamento de serviços de água e luz, e receber direitos trabalhistas, como FGTS e seguro desemprego. Nesses três casos, mais de 90% das pessoas afirmaram terem feito o trabalho sozinhas.

Na avaliação de 77% dos brasileiros, os documentos de identificação, como carteira de identidade, CPF, carteira de motorista, título de eleitor e cartão do PIS-Pasep deveriam ser unificados. “A medida reduziria o excesso de documentos exigidos para que os cidadãos possam exercer seus direitos e deveres”, diz a pesquisa da CNI. Entre as pessoas com renda familiar superior a cinco salários mínimos, 81% defendem a unificação dos documentos de identificação. O número cai para 70% entre os que têm renda familiar de até um salário mínimo, informa a pesquisa feita entre 5 e 8 de dezembro de 2014.

D.M.

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O pai que sua filha precisa

O pai é o primeiro homem da vida da filha, o primeiro que ela ama, o primeiro que ela tenta agradar, o primeiro que diz não a ela, além de ser a referência de marido e do próprio Deus que ela tem. O artigo trata das características do pai que uma filha mulher precisa e quais os benefícios dessa relação para sua vida pessoal e profissional.


O pai é o primeiro homem da vida da filha, o primeiro que ela ama, o primeiro que ela tenta agradar, o primeiro que diz não a ela, além de ser a referência de marido e do próprio Deus que ela tem.

Se o pai for um homem amoroso, estável e equilibrado ao relacionar-se com sua filha, ela terá uma sensação de segurança, amor e confiança em suas relações. Ela também irá se defender caso os homens tentarem tirar proveito dela, porque sabe que o pai nunca iria tratá-la dessa forma ou permitir que ela fosse tratada assim.

No entanto, se uma menina não tem segurança, amor e confiança em seu pai, ela sofrerá pela falta dessas coisas importantes durante toda a vida. Poderá até conviver com homens que não serão bons para ela, e permitir ser tratada de forma desrespeitosa porque será um comportamento coerente com o que ela convive em casa.

Pai Ausente

No Brasil, segundo dados do Censo Escolar de 2011, cerca de 5,5 milhões de estudantes não têm o nome do pai no documento de identidade, sendo 49% das regiões Norte e Nordeste, 36% da região Sudeste, 9% da Região Sul e 6% da Região Centro Oeste. Isso sem contar com os pais ausentes, pois não existem pesquisas publicadas.

Com o objetivo de mudar esse quadro, a Corregedoria Nacional de Justiça criou o Programa “Pai Presente – o Reconhecimento que todo filho espera” com ações que buscam fomentar o registro civil de nascimento e o reconhecimento de paternidade, ainda que tardios. A motivação da maioria das pessoas que buscam esse programa não é o direito a herança ou pensão e sim o reconhecimento afetivo por meio do registro.

Você conhece sua filha?

Conhecer sua filha é conviver e se relacionar com profundidade, é se interessar pelo que ela gosta e pelo que ela faz e também por seus medos e dificuldades. Você que é pai, consegue responder quantas dessas perguntas sobre sua filha?

Qual a matéria que sua filha mais tem facilidade na escola/faculdade? E qual a mais difícil?
Quem é a melhor amiga dela?
Que tipo de música ela ouve?
Qual o prato favorito dela? E o que ela não gosta de comer?
Gosta mais de chocolate branco ou preto?
Do que ela tem medo?
Qual a cor favorita dela?
Ela prefere dourado, prateado ou pérolas?
Você sabe qual é a linguagem do amor dela  (Livro as cinco Linguagens do Amor - Gary Chapman)?
As respostas que você não sabe, podem ser uma boa oportunidade para conhecer melhor sua filha. Com certeza, irá se surpreender o quanto às meninas gostam de se abrir e falar de si quando estimuladas e quando percebem que o interesse é genuíno.

Qual o pai que sua filha precisa

Kevin Leman no livro “Seja o Pai que a sua filha precisa” destaca que uma filha precisa de um pai que:

Seja honesto e confiável
Tenha um temperamento equilibrado
Coloque-se no lugar dela para entender o seu mundo
Confronte amorosamente
Tenha senso de humor
Dê a ela o presente das expectativas positivas
Cuide dela e a conforte
Seja cheio de graça e aceitação
Comunique-se falando e ouvindo
Faça o coração dela sorrir
Uma filha precisa que o pai a ensine como dar valor a outras pessoas, que use a realidade para ensinar lições da vida, que pratique o que prega, que a encoraje, que exiba suas fraquezas mostrando que também erra e que dê liberdade a ela tanto para falhar quanto para voar.

Benefícios

Quando as filhas têm pais comprometidos, se beneficiam desse relacionamento por toda a vida, tendo diversos benefícios como:

Maior autoestima: As meninas que têm a segurança do amor de um pai se veem de maneira mais positiva e se sentem capazes de se defender e tomar boas decisões.

Se rebelam menos: Os pais que se relacionam com suas filhas de uma forma respeitosa ganham o respeito delas. Filhas com pais que se envolvem em suas vidas tendem a ser menos envolvidas com drogas e em crimes.

Relacionamentos mais saudáveis. Elas esperam ser tratadas pelos outros da maneira como seu pai as trata. Se sentindo amadas e especiais elas irão buscar um marido que as honre e as respeite.

Mais sucesso em sua trajetória de vida. Quando um pai acredita em uma filha, ela sente que pode fazer qualquer coisa e avançará em situações difíceis porque sabe que seu pai a ama e acredita nela.

O Deus Pai

Se você é mulher e está lendo esse artigo, pode estar pensando que não tem mais o seu pai vivo, ou que ele não tem nenhuma das características destacadas, ou até mesmo que o pai da sua filha é ausente. Mas, Deus também pode ser o seu pai e pai do seu filho(a).

Max Lucado no livro “Ele ainda remove pedras” afirma que Pai é aquela pessoa que provê e protege e é exatamente isso que Deus tem feito.

Em 1989, um terremoto na Armênia matou 30 mil pessoas. Pouco depois do tremor, um pai correu para a escola a fim de salvar a sua filha. Quando chegou, viu que o prédio havia caído. Olhando para os destroços, se lembrou de uma promessa que fizera à filha: “Não importa o que aconteça, sempre estarei aqui para você.” Impulsionado pela promessa, encontrou a área mais próxima da sala de aula de sua filha e começou a remover o entulho. Outros pais chegaram ao local e começaram a chorar por seus filhos. “Tarde demais”, disseram ao pai. “Você sabe que estão mortos. Não pode ajudá-los”. Até mesmo um policial tentou fazê-lo desistir.

Mas o pai não desistiu e mesmo com as mãos feridas, após 38 horas exaustivas, ele retirou um bloco de cimento e ouviu a voz de sua filha e chamou-a pelo nome: “Alice, Alice!”. Uma voz respondeu: “Pai, estou aqui”. E acrescentou: “Eu disse às outras crianças que não se preocupassem porque se você estivesse vivo, me salvaria, e, se você me salvasse, elas também estariam salvas. Pois você me prometeu: “Não importa o que aconteça, sempre estarei aqui para você.” (texto adaptado do livro Pai Herói de Max Lucado).

O próprio Deus é um pai e sempre estará para você, é só crer e confiar que se sentirá amada e amparada...

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sábado, 1 de agosto de 2015

Por uma educação de nível satisfatório e realizador.

A educação é questão de exemplo. É da natureza do homem imitar o que vê fazer, tendo os atos mais força para o convencimento e persuasão do que palavras e instrução. O que atrai é o testemunho.

Está provado que a criança aprende mais pelos olhos que pelos ouvidos. Vendo os pais trabalharem, acostuma-se ao trabalho e mais, aprende facilmente aquele ofício. De igual forma é vendo fazer o bem e recebendo bons exemplos que aprende a praticar as virtudes. Pelos exemplos, aprende a caridade, a obediência, a piedade, o amor ao trabalho, entre outras virtudes.

O fato de crianças não aprenderem a diferença entre o certo e o errado é devido a não terem recebido tal ensinamento dos pais e da escola.

Especialmente na educação, temos de estar bem cientes de que ninguém dá aquilo que não tem. Daí a necessidade de se investir muito na formação de professores.
A repressão pela força não serve para uma boa educação, mas sim à correção dos defeitos e à formação da vontade. Para tal, é importante a disciplina, já que sem ela as crianças serão incapazes de se comportar, incapazes de fazer renúncias, de refrear as más inclinações, de se manterem firmes em seus propósitos. Igualmente ao desfrutarem de liberdade sem limites, não aprendem o autodomínio e a luta contra as más tendências, ficando sem capacidade para enfrentar problemas.

Infelizmente, em nosso país a educação de qualidade há muito deixou de ser prioridade, não só para o governo como para os próprios pais. Eles consideram bom o ensino ministrado a seus filhos, quando, na maioria das vezes, tem sido este de qualidade duvidosa, senão péssima.

Nos países nos quais o povo conhece o real valor da educação, a maioria não aceita senão a melhor qualidade - o que não ocorre em nosso país. Pessoas conscientes cobram e até punem seus governantes quando a qualidade deixa a desejar. Ah! Como estamos longe disso!

Não está sendo feito o exame necessário a fim de bem analisar os desafios impostos ao mundo do conhecimento pelos novos contextos culturais, sociais e políticos. Vê-se, por parte dos responsáveis, pouca sensibilidade aos desafios da educação frente às modificações do mundo e às dificuldades que elas implicam. 

Não estão sendo dadas as respostas adequadas e válidas às necessidades atuais, em que a preocupação não se limite ao ensino e estudo, mas abranja também a investigação e, principalmente, o despertar da vontade de aprender, a curiosidade, apresentando os novos instrumentos para tanto.

Não é porque o jovem tem a sua disposição todo o tipo de informação - sendo isso talvez fonte de maior preocupação, pois ainda não está apto a filtrá-la - que os pais e a escola possam relegar aos meios eletrônicos e à internet a boa instrução e formação. Mesmo não sendo a única responsável por educar e cuidar, a escola exerce papel fundamental na formação de uma pessoa, daí sua importância. Triste constatar que a educação está relegada a planos secundários, tendo os pais - não só de famílias menos aquinhoadas - dificuldade em fazer a escolha de boas escolas, que despertem desafios intelectuais.


São abundantes as informações oriundas dos novos meios de comunicação. O ensino num mundo de uso constante de iPads e iPhones, da internet e microcomputadores, implica considerar os novos contextos culturais, sociais, políticos e educacionais, impondo inúmeras modificações, que tardam a chegar. Está havendo o esquecimento de que a juventude que nasceu no mundo cibernético exige novos métodos e informações. Sendo os estudantes completamente diferentes dos de 10 ou 20 anos atrás, precisam ter suas peculiaridades atendidas para que mantenham a vontade de aprender.

É fundamental que as escolas abandonem a antiga forma de aprendizado com a memorização de conteúdos, buscando relacionar estes entre si e com a realidade do mundo atual. Isso não é fácil, mas constitui a única forma de manter os alunos interessados em aprender e a desenvolver sua capacidade reflexiva.

Lastimavelmente, a proposta pedagógica que implique o comprometimento em realizar um bom trabalho, que contemple uma formação global e integradora, desenvolvendo habilidades e competências, deixou de ser considerada - por muitos - fundamental. Até por vezes é esquecida, deixando de incentivar o aluno a aceitar desafios e de despertar sua capacidade de pensar. A boa educação deve também atentar para o humor dos estudantes, pois resta provado que o humor saudável tem relação com a capacidade de aprendizado.

Sabe-se que, sem uma boa preparação e uma educação de nível, torna-se mais difícil atingir o sucesso em qualquer profissão, e é na escola que se deve aprender que o êxito dependerá da postura do profissional diante das oportunidades, bem como do tempo que dedicou ao papel que irá desempenhar.

Enfim, é imprescindível orientar os filhos - crianças e jovens - no discernimento da direção que devem dar à própria vida, tendo a família e a escola de harmonizar disciplina e bondade, a fim de ser alcançada uma educação de nível satisfatório e realizador.



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Apertem os cintos: agosto chegou!

O mês do cachorro louco começa hoje e com ele as conhecidas crenças e superstições que o envolvem. Dizer que agosto traz desgosto não é apenas uma péssima rima, mas pode ser também uma mentira de pernas bem curtinhas.

Abriram-se as comportas da represa do azar. Uma verdadeira boiada de má sorte e infelicidade estourou a porteira dos meses. O gato preto atravessou de vez nosso caminho. É preciso que todos saibam que a nuvem negra do desgosto paira, a partir de hoje, sobre as cabeças de todos nós: seres indefesos perante as intempéries do deus maligno de agosto.

E coitados de nós, joguetes na mão do destino, sem o mínimo de autonomia sobre nossa própria vida. Afinal, tantas foram as tragédias acontecidas em agosto que nem Cesar Augustus (imperador de Roma do ano 8. a.C que deu o nome para o mês) poderia se justificar. O suicídio de Getúlio Vargas, a morte de Juscelino Kubitschek, de Elvis Presley, de Carmem Miranda, Marilyn Monroe e da princesa Diana, além do estouro da Primeira Grande Guerra e da devastação das cidades japonesas Hiroxima e Nagasaki, são exemplos de como o mês de agosto pode ser nefasto e terrível.

Se a voz do povo é a voz de Deus, as várias crenças populares envolvendo o mês de agosto nos dizem de um Deus malfazejo, estilo Jogos Mortais, que se apraz em “jogar um jogo” com a humanidade todo ano, na mesma esperada e temida época.

Ok, os fatos não negam: muitas mortes, assassinatos, tragédias e suicídios aconteceram em agosto. Mas águas passadas não movem moinho, não é? Será que associar o mês ao “tinhoso” não é demasiado exagero? Afinal, sabemos que coisas boas e ruins acontecem em todas as épocas do ano. Parece bobagem, mas ainda existem muitas pessoas que não fazem negócios, não compram imóveis, não se casam, não viajam e nem se mudam em agosto. Para eles é melhor prevenir do que remediar. Claro que cada macaco tem o seu galho de opinião. Mas será que tanta precaução é realmente necessária?

Numerologia

É certo que o imaginário popular é repleto de crenças e superstições. Mas quem conhece uma história verídica de alguém que comeu manga com leite e morreu? Será que se você já comeu a última bolacha de um pacote ou o último pedaço de um bolo e mesmo assim se casou, você realmente deve se considerar uma pessoa de sorte?

O numerólogo Walter Prado, considerado o “numerólogo dos famosos”, em entrevista ao DM explica como surgiu a má fama do mês de agosto no Brasil. “O mês de agosto sempre teve uma má fama devido às circunstâncias que envolviam a infraestrutura em todos os Estados brasileiros e ao clima quente e seco típico dessa época do ano. Na época de nossos avós, não possuíamos saúde adequada, o que hoje ainda é um problema. Existiam muitas ruas sem asfalto, lixo nas ruas, moscas, os caminhões de lixo não venciam atender a demanda”.

O numerólogo continua: “O mês de agosto, devido ao clima quente, propicia também que as cadelas entrem no cio. Daí os cachorros brigam pelas fêmeas e, se recebem mordidas de um animal afetado com a raiva, proliferam a doença até para as pessoas na cidade. Daí o costume de se dizer que mês de agosto é mês do cachorro louco”.

Calor, poeira, lixo, escassez de água, cachorro louco nas ruas… O mês de agosto tem tudo para ser péssimo, não? Claro que não! Walter desmistifica as crenças negativas relacionadas ao mês e dá uma visão, pautada na numerologia, bem diferente das que estão calcificadas no imaginário popular.

A numerologia, afirma Walter Prado, “nos demonstra um mês abençoado. Representado pelo número 8, número do movimento, nos traz o clima forte, um sol brilhante, uma luz irradiante e, com esta energia, muito mais sucesso em tudo o que empreendermos. É o mês oito é mês do movimento em todos os aspectos, mês de se ganhar dinheiro, empreender negócios e se fortalecer na saúde e no amor”. E finaliza: “Mês de agosto é o mês de se ganhar dinheiro”.

"Acho que as pessoas devem parar de se preocupar com o que dizem as crenças e simplesmente aproveitá-lo, afinal, o tempo voa", afirma Adrielly, casada com Waldir desde agosto de 2013
“Acho que as pessoas devem parar de se preocupar com o que dizem as crenças e simplesmente aproveitá-lo, afinal, o tempo voa”, afirma Adrielly, casada com Waldir desde agosto de 2013

Casar em agosto traz desgosto

Há indícios de que a má fama do mês tenha origem portuguesa. Isso porque, na época das grandes navegações, agosto era o período em que os navios zarpavam para as grandes expedições. Devido a isso, as mulheres portuguesas não se casavam nunca em agosto, pois isso significaria a ausência do noivo por longo período, além de não ter lua de mel, e o grave risco de ficar viúva.

Ainda é forte no Brasil a crença de que casamento em agosto traz azar para o casal. Diferentemente de maio e de outros meses nos quais a demanda aumenta expressivamente, em agosto as igrejas permanecem quase que completamente vazias.

Josi Lobo, cerimonial de eventos de Goiânia considerada a “queridinha das noivas”, em entrevista ao DM comenta a respeito da crença de muitas noivas em relação a agosto: “O universo das noivas já é tão intrigante, elas precisam pensar no vestido, na roupa do noivo (sim, porque nem isso eles decidem), na mesa de bolo, na decoração, no coral e em outras mil coisas. Elas precisam, além de tudo isso, pensar na data. Como se não bastasse pensar se vai chover, se vai estar frio ou calor demais, ainda escutam das avós: ‘Não case em agosto minha filha, dá azar!’ “.

Devido a essa má fama, apenas alguns poucos gatos pingados ousam brincar com fogo e ignoram a “sabedoria” popular sobre o mês. É o caso de Adrielly Gonçalves, empresária da área de eventos, que se casou com Waldir em agosto de 2013. Em entrevista do DM, Adrielly nos conta que muitas pessoas próximas demonstraram desconforto com a data escolhida pelo casal: “Na época em que decidimos nos casar, muitos parentes e amigos criticaram a escolha do mês, por dizerem ser um mês de azar, alguns até se empenharam em nos fazer mudar a data, mas não abrimos mão do nosso dia ser neste mês”.

Apesar do preconceito de algumas pessoas, Adrielly demonstra uma visão muito positiva sobre o mês e não se arrepende da escolha da data. “Não ficamos com medo de nos casar em agosto, porque pra nós tudo é uma questão de fé. Não acreditamos que qualquer coisa poderia dar errado por ser este mês, pelo contrário, as coisas quando têm que dar certo, simplesmente dão, e quando tendem a não dar certo, não é um mês que define isso”. E conclui: “ O mês de agosto é um mês lindo, ensolarado, quente e pra mim, um mês de muito amor. Acho que as pessoas devem parar de se preocupar com o que dizem as crenças e simplesmente aproveitá-lo, afinal, o tempo voa”.

Juliana Uchoa, psicóloga, que se casará hoje com Flávio Andrade, relata: “Escolhemos agosto por ser final de férias e os meus parentes, assim como os parentes do meu noivo, estarem disponíveis. Ninguém até agora demonstrou preconceito com a escolha da data, mas as pessoas comentam, me chamam de corajosa, porque todo mundo tem muito medo do mês de agosto. Mas nós não somos supersticiosos e acreditamos que não existe dia ou mês ruim quando duas pessoas se amam de verdade”.

A cerimonial Josi Lobo, apesar das histórias de recusas de noivas em se casar em agosto, possui opinião parecida e afirma: “não me sinto no direito de entrar nessa onda de azar, acho que o amor não tem mês, não tem data e nem horário certo para acontecer, ele acontece individualmente e de forma muito especial para cada casal! Viva o amor em qualquer ano, em qualquer estação, em qualquer dia, viva o amor até no mês de agosto!”.


“Agosto”de Deus

É certo que todos os meses do ano são propícios a acontecimentos bons e ruins. Agora estar certo de que agosto é mais atraente para “desaventuranças” do que os outros meses é o mesmo que tentar provar que deixar o chinelo virado é realmente responsável por todas as mortes de mães do planeta.

Não existem estatísticas de que os casos de violência e morte acontecem com mais frequência só pelo fato de o calendário ter descartado sete de suas doze páginas. É o que assegura o delegado Izaías Pinheiro, do Terceiro Distrito Policial. “O mês de agosto para nós é um mês normal. Não há nada na prática do dia a dia que evidencie um aumento de ocorrências nessa época. Não há explicação científica para essas crenças”.

Não há explicação científica, mas as crenças envolvendo o mês, de cunho cultural, são suficientes para alimentar a má fama de agosto. Cabe a nós (aqueles pobres joguetes nas mãos do destino) fazer limonadas saudáveis e refrescantes com os limões que agosto, assim como todos os meses do ano, nos der. Isso significa assumir uma postura positiva perante a vida e o futuro, que é sempre a atitude mais acertada, conforme nos aconselha o numerólogo Walter Prado:

“Todos os meses são abençoados, cabe a nós vivenciarmos cada dia com diligência, cada semana com amor e respeito a tudo a nossa volta. A dignidade de nossos atos nos traz todos os dias respostas criadas por nós mesmos. Sejamos felizes amanhecendo e anoitecendo agindo de forma agradecida pela vida e pelas oportunidades que estar vivo nos permite”.

Como sabemos, as aparências enganam e nem tudo o que reluz é ouro. Assim, mesmo com a fama de ovelha negra dos meses, agosto pode ser sinônimo de alegria e positividade, dependendo do ângulo em que escolhermos observá-lo.


Permita-se ser surpreendido. Feliz mês de agosto!


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