sexta-feira, 5 de junho de 2015

Evite que a inflação prejudique o seu orçamento

A situação econômica não tem sido fácil para o consumidor brasileiro. Nos últimos 12 meses até abril deste ano, a taxa de inflação medida pelo IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo) chegou a 8,17%, a mais elevada desde o período de 12 meses finalizados em 2003 (9,30%).
Nesse contexto, o consumidor precisa achar alternativas para equilibrar o orçamento que conta com o mesmo salário, mas com os preços de produtos e serviços mais elevados. É o caso dos vestuários, itens de saúde e cuidados pessoais, além de alguns alimentos.
Para essa situação, a saída é dedicar um tempo para fazer pesquisas nos possíveis locais de compras e buscar alternativas mais econômicas. Também é recomendável optar por outras marcas, menos familiares, mas que ofereçam preços mais amigáveis.
Em relação aos serviços, como a TV paga, talvez seja o caso de pensar em outras possibilidades, como a troca por um pacote menos completo, operadora ou então optar por uma conta pré-paga.
É bom a população começar a repensar seus hábitos de consumo para passar o ano com maior tranquilidade, já que as previsões são de que a inflação continue aumentando.
A preparação para os próximos meses deve ser feita com a organização da vida desde agora. É bom se livrar de gastos com o cartão de crédito, conscientizar os membros da família sobre a necessidade de economia e incentivar a mudança de comportamento de todos, além do corte daqueles itens que são realmente supérfluos.

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O dinheiro e a natureza

Na idade média, o dinheiro era confusamente demonizado pela Igreja que deixou de lado o fato de que Jesus foi criado por José, proprietário de uma próspera e conceituada empresa de marcenaria que recebeu como herança de família, mas que ao seguir em sua missão esclarecedora deixou-a para seus irmãos.
 Quando o uso do dinheiro se expandiu pelo mundo, alguns estudiosos passaram a examinar atentamente as suas relações com os humanos e o lento processo da transferência do poder de mando. Foi estabelecido que os reis deveriam impedir os malefícios das mutações monetárias, zelar pela estabilidade, não cair no endividamento desnecessário.
Segundo Nicole Oresme, em seu tratado De Moneta, do século 13, "a moeda é um bem comum da população". Ela não poderia ser objeto das inescrupulosas manipulações. Especular com a moeda deveria ser definido legalmente como crime de lesa-humanidade.
A economia está inserida num sistema de política globalizante que acirrou os movimentos especulativos que tripudiam sobre as moedas. Além disso, os gestores públicos não administram as contas com eficiência e com isso levam os países a se endividarem, o que vem ocorrendo há séculos. Depois, na hora de pagar os juros e fazer os resgates, a situação se complica e os organismos monetários, que deveriam ter agido por antecipação determinando melhor planejamento, passam a ser rigorosos a fim de assegurar alguma solvabilidade, impondo sacrifícios que poderiam ter sido evitados com o uso de seriedade e bom senso.
Muitas pessoas não olham o que tem de bom em seu redor para se alegrar buscando a melhora. Em vez disso ficam se lamentando, enfatizando o negativismo. As pessoas estão percebendo que o tempo voa. A ansiedade explode, as pessoas querem falar, querem agir, querem fazer tudo na pressa, sem refletir, como se o tempo estivesse acabando. Quem entende isso? Quem examina? Nesta quadra da vida temos de ser desbravadores com coragem e persistência. É fundamental entender o que se passa ao nosso redor. Vamos erguer bem alto a bandeira da consideração e do respeito ao próximo.
Na economia, temos oscilado da euforia ilusória ao negativismo exacerbado. Falta o bom senso dos pés no chão. Assim não aproveitamos os momentos melhores e desanimamos nos mais difíceis. Isso está ligado à falta do conhecimento do significado da vida e seu propósito maior, o que transformou os seres humanos em trabalhadores temporários, consumidores de baixa renda, sem que se deem conta da grandeza que os rodeia.
O Brasil já esteve do lado da felicidade da vida, com população generosa e alegre. Essa condição tem sido destruída pelo embrutecimento que já começa no ato de geração. O que esperar de seres gerados sem amor, sem incentivos para a busca do propósito maior da vida? O acorrentamento voluntário às cobiças e vícios está levando todo um país ao descalabro, dominado pelo logro, violência e prepotência. A verdadeira solidariedade está na contribuição de cada um para o beneficiamento do todo. Isso requer maturidade espiritual e compreensão do significado da vida.

Ao se afastar da natureza, o homem se apegou ao dinheiro e intensificou sua vontade de tudo dominar. Sabe o que está fazendo ao destruir as condições que possibilitam a vida, mas insiste em viver em conflito com a natureza em vez de se ajustar a ela. A intuição também é importante, pois ela sabe, ela pressente a grandiosidade dos automáticos mecanismos que sustentam os habitats. A intuição nos chega através do plexo solar, de onde segue instantaneamente pela rede de nervos para o cerebelo, processada e enviada para o cérebro frontal para fazer análises, ajustes e decisão.
 Lamentavelmente grande parte das pessoas não consegue mais ouvi-la, pois bloqueou os canais naturais.

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quinta-feira, 4 de junho de 2015

Infância virtual

Falar de infância também é falar de cultura e de modernidade. Assim como outras fases da vida, ela sofre alterações a cada geração e é por isso que, muitas vezes, pais e demais adultos ficam surpresos com os comportamentos vistos nos filhos ou demais crianças.
Desde bebê, a criança utiliza da observação para aprender sobre o mundo ao redor dela. É através do uso dos sentidos e da imitação que pronuncia suas primeiras palavras, seu comportamento e formas de expressão. Podemos considerar que aquilo que a criança manifesta e apresenta é o reflexo do meio em que está inserida.
É frequente o comentário, muitas vezes queixoso, de adultos a respeito de crianças e pré-adolescentes ou adolescentes fazendo uso de eletrônicos de forma demasiada. Embora seja uma utilidade relativamente nova, tablets, celulares e computadores já estão fortemente infiltrados em nossos cotidianos, tanto podendo servir como ferramenta de trabalho, quanto para lazer e entretenimento.
Diferentes instituições estão realizando ou já realizaram estudos para investigar o quanto as crianças estão sendo influenciadas por este sistema tecnológico. Alguns estudos constataram que certas crianças optam por ficarem em casa para poder fazer uso dos eletrônicos, elas associam o brincar ao estar conectado; outros também constataram que cada vez o número de crianças com contato à natureza é menor.
Os resultados de ambos são preocupantes, dado ao que entendíamos por infância.
É possível que nossos padrões estejam sendo modificados a partir do ponto em que toda a sociedade e seu modo de funcionamento também está se modificando, enquanto o uso de aparelhos eletrônicos está substituindo outros meios de comunicação, outros hábitos, da qual utilizávamos antes. Em grandes escalas, isso modifica todo o nosso cotidiano, nossas prioridades e a nossa forma de pensar e agir.
Como dito anteriormente, a atitude infantil ou juvenil, na maioria das vezes, é o reflexo daquilo que está ao seu redor. Cabe a observação dos pais e cuidadores tanto para o seu próprio modo de utilizar estes eletrônicos, quanto para a forma como a televisão, os computadores e demais meios estão sendo oferecidos e utilizados por essas crianças. Eles não devem substituir por completo outros tipos de brincadeiras que estimulam criatividade e socialização, por exemplo. O contato, a relação com os demais, é essencial para um desenvolvimento saudável. Olhar nos olhos da criança, dedicar um tempo especial a ela, são importantes para que ela se sinta cuidada e amada. Abster-se, porém, do uso desses eletrônicos tão pouco poderá auxiliar - compreendendo que estes também podem trazer certos benefícios, quando bem utilizados. 
A principal questão é equilibrar ambas as atividades e estar sempre vigilante com as redes sociais e as informações que estão sendo passadas e recebidas.
Diante de nossa realidade atual, bastante virtual, cabe a reflexão sobre as modificações vividas. É papel do cuidador também ser mediador destas atividades de forma consciente. Não podemos exigir uma realidade que já não existe mais, mas podemos reforçar aquilo que ainda nos é possível. Os espaços de lazer e as brincadeiras hoje são diferentes, mas há sempre boas opções de atividades para se realizar com as crianças e mostrá-las uma outra possibilidade de lazer e entretenimento. 
Cabe lembrar que é a partir destas atividades que certas habilidades também serão estimuladas, como a relação com o próximo, o respeito, a cooperatividade, a compreensão de seus próprios sentimentos, lidar com a frustração, entre outros - muitos destes não experimentados em sua intensidade pelos jogos virtuais ou pela televisão. Não apenas trarão benefícios ao próprio desenvolvimento da criança, mas, essas outras atividades lúdicas e interativas, também trarão benefícios para a relação familiar. Além do mais, são os ensinamentos e vivências infantis de hoje que irão refletir nos adultos de amanhã.
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quarta-feira, 3 de junho de 2015

Uma análise sistemática e psicológica sobre o amor no processo psicoterápico

Não é fácil dizer no momento atual o verdadeiro motivo, a motivação e o entendimento com que entrei no campo da psicoterapia há 28 anos. Certamente queria “ajudar” as pessoas. O processo de auxiliar os outros em outros ramos da medicina envolvia tecnologia que me deixava desconfortável, e que parecia mecânico demais para o meu temperamento. Também achava que conversar com as pessoas mais “divertido” do que cutucá-las e furá-las, e os caprichos da mente humana me pareciam mais interessantes do que os caprichos do corpo ou os germes que o infestavam. Não tinha ideia de como os Psiquiatras, Psicólogos e Psicoterapeutas ajudavam as pessoas, exceto pela fantasia de que eles possuíam palavras e técnicas mágicas de interação com os pacientes que desenrolariam magicamente os nós da psique (alma). Talvez eu desejasse ser um mágico. Tinha muito pouca noção de que o trabalho envolvido teria alguma coisa a ver com o crescimento espiritual dos pacientes, e certamente não tinha nenhuma ideia de que envolveria o meu próprio crescimento espiritual.
A psicoterapia não tem nenhuma razão de ser, se esquivar de seu propósito maior: ensinar o ser humano a se amar para compreender o mundo e a si mesmo. O que isso quer dizer? Que todos os que desejam ter sucesso na psicoterapia devem dizer aos pacientes que os admiram ou que eles sintam que estão sendo amado pelo psicoterapeuta? Dificilmente. Em primeiro lugar, é necessário ser sempre honesto na terapia. Em segundo lugar, a admiração e afeto devem ser verdadeiros para que surja um contato e profundidade das experiências que envolve paciente e psicoterapeuta durante o processo terapêutico. Não podemos relacionar de maneira honesta e verdadeira sem que haja amor na relação. Portanto, não é “a consideração positiva incondicional”, nem suas palavras mágicas, técnicas ou posturas; é o envolvimento e a luta humana. É a disposição do psicoterapeuta de se esforçar ao máximo para alimentar o crescimento do paciente – disposição de se arriscar, de realmente se envolver emocionalmente no relacionamento, realmente lutar com o paciente e consigo mesmo. Resumindo: o ingrediente essencial da psicoterapia bem-sucedida, significativa e profunda é o amor.
É notável, quase incrível, que a volumosa literatura profissional do Ocidente sobre psicoterapia ignore a questão do amor. Os gurus hindus frequentemente deixam bem claro que o amor é a fonte do seu poder. Mas o mais perto desta questão a que a literatura ocidental chegou foi nos artigos que tentam analisar as diferenças entre os psicoterapeutas de sucesso e os fracassados (e são muitos), e que acabam mencionando características dos terapeutas bem-sucedidos, como “calor humano” e “empatia”. Basicamente, parece que temos vergonha do amor. Existem diversas razões para esta situação. Uma delas é a confusão entre o amor genuíno e o amor romântico que permeia nossa cultura, assim como as outras confusões entre amor e sexo, dentre outras. Outra é a nossa inclinação a favor do racional, do tangível e mensurável na “medicina científica” que evoluiu a profissão da psicoterapia. Já que o amor é intangível, imensurável e supra-racional, ele não se presta à analise científica.
Outro motivo é a força da tradição psicanalítica na psicoterapia, do analista frio e distante, que parece derivar mais dos seguidores de Freud do que do próprio Freud. Freud continuo sendo muito mal interpretado pela maioria dos analistas atuais e psicanálise ainda mais deturpada. Nessa mesma tradição, qualquer sentimento de amor que o paciente possa ter pelo terapeuta é geralmente rotulado de “transferência”, e os sentimentos de amor que o terapeuta tem pelo paciente são chamados de “contratransferência”, com a implicação de que esses sentimentos são anormais, uma parte do problema ao invés da solução, e devem ser evitados. Isso tudo é absurdo. Nada vejo nada de anormal pacientes amarem um psicoterapeuta que realmente os escuta hora após hora sem julgá-lo, que realmente os aceita como provavelmente nunca foram aceitos, que se recusa a usá-los, e que ajuda a aliviar suas dores e sofrimentos. De fato, a essência da transferência, em muitos casos, é que ela impede o paciente de desenvolver um relacionamento amoroso com o terapeuta, e a cura consiste em trabalhar através da transferência, de modo que o paciente possa experimentar um relacionamento amoroso bem-sucedido, muitas vezes pela primeira vez. Igualmente, não há nada de errado nos sentimentos de amor que um terapeuta desenvolve por seu paciente quando este se submete à disciplina da psicoterapia, coopera no tratamento, está disposto a aprender com o terapeuta e começa a crescer através do relacionamento. A psicoterapia intensiva é, de muitas maneiras, um processo de recuperação das figuras paternas. Não é mais inadequado para um psicoterapeuta ter sentimentos de amor por um paciente do que um bom pai ou mãe ter sentimentos de amor por uma criança. Ao contrário, é essencial que o terapeuta ame o paciente para que a terapia seja bem-sucedida e, se isso acontece, então o relacionamento terapêutico terá se tornado mutuamente amoroso. É inevitável que o terapeuta experimente sentimentos amorosos junto com o amor genuíno que demonstrou pelo paciente.
Na maior parte, os conflitos psicoemocionais e a doença mental são causados por uma ausência ou defeito no amor que uma criança específica necessita receber de seus pais para um amadurecimento e crescimento espiritual bem-sucedido. Portanto, é obvio que, para ser curado através da psicoterapia, o paciente deve receber do terapeuta pelo menos uma parte do genuíno amor de que foi privado. Se o terapeuta não amar verdadeiramente o paciente, a cura não acontece. Por mais treinado e credenciado que seja o psicoterapeuta, se ele não se estender através do amor até seus pacientes, a prática não dará certo. Mas se um terapeuta leigo, com um mínimo de treinamento e sem nenhuma credencial, exercer uma grande capacidade para amar, ele alcançará resultados iguais aos dos melhores psicoterapeutas.
Outro fator que vejo como perigoso é o medo de alguns psicólogos e psicoterapeutas em arriscar mais e, antes mesmo de conhecer o seu paciente, enviá-lo num primeiro momento a um Psiquiatra, ou ainda pior, quando o paciente realmente necessita da intervenção psiquiátrica (terapia medicamentosa) e o psicólogo e/ou psicoterapeuta fica adiando o inadiável. O mais honesto para com o paciente é trabalhar com amor e valorizar a vida humana. Brincar de ser psicólogo ou psicoterapeuta é um risco sem preço.
Finalmente, acredito que muito se tem ainda para compreender sobre a prática verdadeira dentro dos consultórios de psicoterapia e no meu próximo livro: Psicoterapia: O Despertar da Alma, busco desmistificar o verdadeiro desenvolvimento psicoterápico que se processa ao longo de meses ou anos dentro de um consultório em encontros semanais entre paciente e psicoterapeuta, pois acredito que ser psicoterapeuta é aprender a arriscar, amar muitas pessoas com honestidade, portanto o que se aprende na faculdade é quase sempre mecânico, irreal e fantasioso, pois o verdadeiro trabalho acontece ali no dia a dia, na relação sincera de cumplicidade entre psicoterapeuta e paciente. Qualquer relacionamento verdadeiramente amoroso é de psicoterapia mútua.

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Vivendo na ditadura do único

Lendo manchete de um jornal dias atrás, deparei-me com a declaração da cantora Maria Betânia dizendo não querer uma ditadura novamente, com o que eu concordo.
Entretanto, a questão não é tão simples quanto parece, e creio que as pessoas em geral não fazem ideia da amplitude da palavra ditadura. Eu entendo que a ditadura não pode ser compreendida apenas como sendo o querer ou não um regime militar, querer a direita ou a esquerda no poder, pois que estas situações, em razão da nova realidade política do Brasil, sequer se apresentam claramente.
A ditadura que entendo não podemos admitir, o que devemos combater é a ditadura de uma ideia única, de uma opinião única, de um governo único, de uma sociedade única. Esta ditadura, que nasce da intolerância e do desrespeito, não pode mais existir e deve ser banida para o bem de nosso país. Temos que reinventar uma nova forma de viver em sociedade, numa condição em que, respeitada a legislação vigente, haja espaço para todas as manifestações e posturas, ainda que com elas não se concorde.
Por exemplo, temos, sim, o direito de protestar contra um governo cujas ações entendemos nos serem danosas ou com as quais não concordamos, assim como compartilham do mesmo direito de se manifestar, as pessoas que defendem este governo, achando correto tudo que vem sendo realizado. Sendo feitos dentro da lei são movimentos legítimos.
Da mesma forma, pode, sim, o deputado Feliciano expressar sua opinião contrária à união de pessoas do mesmo sexo, como também os defensores da existência de liberdade de relações afetivas baseadas na diversidade, igualmente possuem o mesmo direito de se expressar.
O que não se pode admitir é o que vem ocorrendo no Brasil de hoje, onde as pessoas simplesmente não toleram nem respeitam a opinião contrária dos outros, querendo de qualquer maneira silenciá-los. Isto sim é uma odiosa ditadura.
Se queremos crescer como pessoas e formar uma sociedade justa e sã, devemos aprender a respeitar o oposto e a diversidade, pois, caso contrário, não importa o quanto se diga ou se marche bradando contra um governo, pois estaremos, sim, inconscientemente, contrariando a nós mesmos e caminhando rumo à intolerância e ao desrespeito.
Abaixo a ditadura do único!

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terça-feira, 2 de junho de 2015

Dilma pariu a falência do Brasil

 Clonada nos gabinetes da Casa Civil por Lula como se fosse a ovelha Dolly, Dilma Rousseff entra para a história como a presidenta que quebrou o país pelos seus próprios erros na condução da política econômica. Dados do IBGE da última semana resumem o desastre do seu governo: queda do PIB, do consumo das famílias e da taxa de investimento; e aumento colossal dos juros de crédito ao consumidor e da inflação — que bate, muito além da meta, 7%. É a Dilma levando o Brasil à falência. 

Os números da inadimplência são assustadores. Depois da euforia do consumo, o cenário para as famílias endividadas no cheque especial e no cartão — com juros rotativos superando 250% ao ano — as obriga a buscar outras frentes de autofinanciamento para respirar. O quadro é agravante, pois o Banco Central projeta para 2015 uma Selic de 13,75%, e são 55,3 milhões em SPCs e Serasas — um terço da população adulta dependendo de mais crédito.

 Com a atividade econômica despencando, o desemprego em alta e salários perdendo drasticamente o poder de compra, cresce o saque na poupança e do FGTS para fechar contas e sanar dívidas. 

O efeito dominó derruba tudo. A construção civil, que representa dois terços da taxa de investimento, é o primeiro setor a desempregar. As vendas de imóveis usados despencam. Lançamentos são adiados por falta de linhas de financiamento e pelo preço da prestação da casa própria, que dispara com a taxa de juros em alta.

Se o Lula criou a nova ‘classe média’ a partir dos 50 milhões do Bolsa Família, Dilma paga o preço histórico de jogar 50 milhões na inadimplência e na madureza.

 O cenário tóxico do crédito fácil e dos truques contábeis do Guido Mantega — para esconder o fracasso e ludibriar o eleitor — implodiu, pois em economia não se faz o que se quer, e sim o que se pode. A lei básica é: o governo não cria recursos;transfere para a sociedade aquilo que se arrecada.

A entrada de Joaquim Levy, vindo do berço acadêmico da Escola de Chicago para salvar o governo Dilma, sinaliza que o quadro é de aperto, com restrição à expansão do crédito e cortes nos investimentos do setor público. 

Lula clonou Dilma como a Dolly no seu laboratório político, mas ela pariu a crise em quatro anos de mandato. 


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Intuição e indolência

Tudo que o ser humano engendrou com o seu cérebro acorrentado ao materialismo, sem a participação da intuição, acabou sendo desvirtuado. Agora, com desconfiança e arrogância, ele segue o seu caminho sem consideração pelo próximo. Se as pessoas conhecessem o significado da vida e o funcionamento das leis do Criador, então se prostrariam diante da grandeza do Amor do Altíssimo e teriam compaixão e consideração uns com os outros, haveria paz, progresso e felicidade no mundo.
O homem é o cérebro, a mulher o coração mais intuitivo e generoso. Quando o coração fica insensível, o cérebro embrutece e o mundo perde a paz e a alegria de viver. A intuição tem toda a importância na vida, pois ela, como guia, sabe das coisas. Ela é captada através do plexo solar, encaminhada pela rede de nervos para o cerebelo, processada e enviada para o cérebro frontal para fazer análises, ajustes e para a tomada de decisão, mas lamentavelmente grande parcela da humanidade não a ouve mais.
Sem a intuição, as pessoas tomam decisões a esmo, sem o devido cuidado e ponderação; tornam-se indolentes, amortecendo a capacidade de fazer escolhas de caminhos na vida partindo do impulso interior, caindo na negligência, agindo de forma automática quando acolhem estímulos vindos de fora. Assim, muitas coisas no mundo estão assumindo aspecto de aspereza.
Atualmente, os mais importantes impulsos vêm do dinheiro, em seguida há o impulso do sexo e da vaidade que provocam algum movimento contrariando um pouco a letargia dominante, mas sem a mínima harmonia. Com tais impulsos comandando a vontade, o ser humano vai se tornando mesquinho, passando a olhar a tudo e a todos com ar de superioridade, julgando-se melhor que os outros e, ao mesmo tempo, com a repugnante inveja e cobiça que não produz nada de bom para os relacionamentos.
A ânsia por acumular dinheiro e poder foi gerando o tipo de vida que estamos vivendo. Faltam acordos que possibilitem o equilíbrio entre os países, pois enquanto uns produzem para exportar, outros usam o dinheiro acumulado para financiar, mas muitos caem na dependência e precarização. Faltam estadistas capacitados e população mais consciente e ativa para impulsionar a economia e o progresso. Os países precisam de consistência na atividade econômica interna que não implique no aumento dos déficits externos e principalmente, que mantenha o endividamento público sob controle estrito, pois uma vez enredados nos financiamentos fica muito difícil recuperar a estabilidade.
Nas últimas décadas, os governantes no Brasil deram ênfase prioritária ao aspecto econômico. Mas como pagar as dívidas contraídas de forma irresponsável e cujos montantes foram malversados e mal aplicados? Deixaram de lado a sua tarefa principal de dar o adequado preparo para as novas gerações para assegurar um futuro condigno, em consequência disso vamos rolando para baixo na escala da qualidade humana.
Há todo um conjunto de fatores que promovem desânimo e indolência. Falta a cultura do trabalho, de fazer bem feito, seguindo a lei do movimento e de ter condições de dar sustento à família, seguindo a lei do equilíbrio. Isso se aplica também aos governantes e empresas vencedoras de licitações. Tratam o Brasil e sua população como se fosse uma colônia para ser predada e posta para dormitar para não se tornar independente.
Os agentes internos precisam de condições para expandir a indústria e a agricultura, e consequentemente promover o crescimento do mercado interno e do comércio, dando nova disposição à população para agir, buscando fazer sempre o melhor. Para colocar as engrenagens em movimento, os indivíduos têm de fortalecer a vontade própria procedente da intuição para assim construir uma vida voltada para o bem geral.

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Saia da caverna!

O mundo é uma imensa caverna absolutamente tomada pelas trevas de que são prisioneiros todos os homens. Acorrentados no fundo da caverna, os homens veem longe uma luz que rasga o teto e sombras projetadas nas suas paredes irregulares, sombras de deuses, de homens, de animais, de objetos. O que os homens conhecem são apenas sombras disformes projetadas nas paredes da caverna.
A caverna é a ignorância, a luz é o conhecimento.
O homem tem que se libertar de suas trevas. Mas as trevas são o ambiente que o homem conhece, a sua segurança, por pior que seja a sua circunstância. “Eu sou minha circunstância; sou o mundo que me circunda” diz Ortega y Gasset.
Conformar-se é submeter-se às trevas.O mundo não se limita ao entorno dos pés de quem o contempla. O umbigo não é o centro do mundo, ao redor de que tudo gira e se conforma. É preciso ser senhor de seu destino e não escravo de suas circunstâncias.
Como ser outro se na caverna as sombras protegeme nada é necessário porque tudo é suficiente?
Não há maior segurança que nos líquidos do ventre materno. Mas a mãeprecisa induzir o seu produto mais nobre a uma nova circunstância de riscos e de oportunidades. Não há oportunidades nem conquistas sem riscos. O homem nada é apenas sendo o que é.
A verdade não é a expressão de meras sombras distorcidas que escorrem pelas paredes das cavernas em que nos refugiamos.
Sair da caverna significa libertar-se, romper limites, conviver com o novo, ser outro a cada dia, aprender a aprender, perder, sofrer, temer, superaros seus fantasmas, conquistar, inconformar-se com a sua circunstância, buscar sempre nova circunstância.
A caverna está dentro de você. Liberte-se.Mas não basta o sair da caverna, o conhecer a luz, o assumir a sua nova circunstância apenas individualmente. O homem que se liberta das trevas deve voltar à caverna e tentar libertar os que continuam prisioneiros das trevas.
“Governar é remediar os males alheios”, diz Sócrates. Portanto, não pode governar aquele que tenha que remediar os seus próprios males e que continue prisioneiro nas trevas da caverna imensa. Panta rei.
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segunda-feira, 1 de junho de 2015

Cientista revela que homens valorizam mais inteligência do que seios fartos

 Indo na contramão do senso comum, David Bainbridge, professor evolucionista da universidade de Cambridge, revelou que os homens valorizam mais a inteligência das mulheres do que o tamanho dos seios quando estão em busca de uma esposa. Segundo ele, um bom cérebro indica que elas seriam ótimas futuras mães.

O pesquisador contou que esse fator aponta que a moça foi criada por pais bem-dotados, e que foram bem cuidadas quando crianças. Bainbridge também informa que pernas longas – um dos itens que supostamente atraem os garotos – não são tão prestigiadas assim.

De acordo com o cientista, apenas as características simétricas são valorizadas pelos rapazes, pois elas indicam que a parceira é jovem, saúdavel e possui genes estáveis. Logo, nem mesmo o tamanho dos seios são tão interessantes assim – pois raramente eles são perfeitamente simétricos.

Do que eles gostam mais

No que diz respeito às pernas, o fator que é mais prestigiado é que elas sejam retas, pois um desnível poderia sugerir o desenvolvimento de uma doença, como o raquitismo. Em entrevista publicada no site Telegraph, o professor afirmou o desinteresse dos rapazes nos seios, pois eles tendem a parecer velhos rapidamente – e os homens amam a juventude.

“A principal coisa que os membros do sexo masculino estão procurando é a inteligência. Os questionários sempre mostram esse resultado. Esse fator demonstra que a moça será capaz de cuidar bem dos filhos e que provavelmente seus pais também eram intelectuais, o que significa que ela foi bem-criada”, conclui o pesquisador.


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Descubra por que brochar não é a única preocupação que você deve ter com relação ao seu desempenho sexual

A disfunção erétil é um problema que atinge 25 milhões de brasileiros, mas a verdade é que existem outras.
A disfunção erétil é um problema que atinge 25 milhões de brasileiros, mas a verdade é que existem outras condições que, embora menos populares, podem encrencar sua vida sexual pra valer. Para provar isso a gente conversou com Dr. Carlo Passerotti, urologista, professor livre-docente da disciplina de Urologia, no Hospital das Clínicas, da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FMUSP) e Coordenador do Núcleo de Cirurgia Robótica, do hospital alemão Oswaldo Cruz, para saber: quais outras complicações podem comprometer a vida sexual de um homem?

1) Desejo sexual hipo ou hiperativo e aversão sexual. Normalmente a hipo ou hiperatividade tem causas relacionadas ao metabolismo dos hormônios. “Existe uma glândula chamada Adrenal que ajuda a controlar esses hormônios, e o mal funcionamento dessa glândula faz com que as pessoas possam ter alterações”, afirma Passerotti. Segundo o especialista, a própria função dos testículos (que é produzir a testosterona) fica comprometida. “Existem outras causas de hipoatividade sexual que são stress e cansaço, além de medicamentos que inibem e diminuem a atividade sexual, como são os remédios para depressão.”

A hiperatividade sexual pode estar relacionada ao aumento de hormônio e, às vezes, por algum tumor de adrenal e testículo, ele faz com que a pessoa tenha maior nível de hormônio no corpo e com isso tenha uma hiperatividade. “Pode ocorrer alguns distúrbios de comportamento que são relacionados à parte psicológica e que levam a hipo ou hiperatividade”, acrescenta o médico.

2) Ejaculação precoce já é diferente. “Muita gente confunde com uma disfunção erétil e não é. A ejaculação precoce não é que o paciente não consegue ereção. Ele ejacula muito rápido e isso normalmente está associado a ansiedade de performance”, explica Passerotti. De acordo com o urologista, essa necessidade de satisfazer a mulher/parceira acaba gerando uma ansiedade prejudicial, que às vezes faz a pessoa ter uma ejaculação muito rápida, justamente na tentativa de segurar isso. Por outro lado, “há tratamento medicamentoso, psicoterápico e orientações em relação ao comportamento sexual”, salienta ele.

3) A ejaculação retrógrada acontece por uso de medicamentos, pela cirurgia para hiperplasia (o aumento do número de células num órgão) de próstata – a principal causa – ou por conta de medicamentos usados para tratar a hiperplasia. “A ejaculação, ao invés de ser jogada para frente via uretra, (o que se espera que ocorra para que o paciente tenha a saída do esperma e do líquido seminal), vai para a bexiga e se dilui na urina. Com isso não tem saída de esperma e o paciente não consegue engravidar uma mulher”, comenta Passerotti. O médico explica que existem outras causas para a ejaculação retrógrada, como tumores de retroperitônio, cirurgia de retroperitônio e doenças de coluna. “Tudo que mexe com a inervação e com o sistema entre a bexiga e a uretra pode causar ejaculação retrógrada. Dependendo da causa, existe tratamento. Se for medicamentosa: suspende-se ou troca o remédio. Agora, quando é por uma causa cirúrgica, normalmente não tem retorno, você não consegue tratar”, esclarece.

4) A ejaculação retardada e a falta de orgasmo acontecem quando o homem tem alguma complicação que faz ele demorar muito ou não alcançar o orgasmo. “Ela ocorre devido ao uso de alguns remédios, entre eles, os antidepressivos. Eles podem causar uma alteração na parte de sensibilidade e isso leva a uma falta ou atraso de orgasmo”, conta Passerotti.

 Felizmente, ela é reversível quando se interrompe ou troca o medicamento.

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