domingo, 28 de agosto de 2011

O que são imunossupressores?



Como sempre ouvimos falar, nosso sistema imunológico é nossa maior defesa. Para que o organismo permaneça em seu estado ideal e saudável é necessário que o sistema imunológico conviva de maneira equilibrada com os riscos aos quais estamos sujeitos no nosso dia a dia.
Quando falamos em medicamentos imunossupressores estamos nos referindo a medicamentos que atuam no sistema imunológico baixando a imunidade, ou seja, são medicamentos utilizados para inibir os sintomas de uma doença, ou o seu surgimento.

Nos casos das doenças inflamatórias crônicas como, por exemplo, a doença de Crohn ou retocolite onde o organismo, repentinamente, deixa de reconhecer o intestino como parte dele – e não sendo mais parte do organismo, passa a ser visto como inimigo – os medicamentos mais utilizados até poucos anos atrás eram os corticóides, basicamente a cortisona, um antiinflamatório potente e eficaz. Porém, seus efeitos colaterais bastante desagradáveis, como inchaço, depressão, fome, perda de massa muscular, dependência, entre outros, levaram ao uso de imunossupressores no seu tratamento.

Embora o nome ainda assuste, os imunossupressores são amplamente utilizados no tratamento das doenças auto-imunes, principalmente quando o paciente não responde aos medicamentos convencionais. Seu efeito parece diminuir a força do sistema imunológico, este passa a agredir o organismo de forma mais leve, e os sintomas da doença diminuem. Porém, não se sabe se é apenas isto que ocorre.
Além disso, os imunossupressores são medicamentos utilizados para evitar a rejeição de um órgão transplantado.

O sistema imunológico é capaz de reconhecer, defender e proteger o organismo contra infecções, rejeitando tudo o que é estranho. O órgão transplantado é visto pelo sistema imune como algo estranho, não pertencente ao organismo, por isso é indispensável e de extrema importância o uso dos imunossupressores, que irá ajudar a “enfraquecer” o sistema imunológico para que este não rejeite o órgão.

É muito importante que os medicamentos sejam administrados (ingeridos) de acordo com a forma prescrita pelo médico, seguindo a dosagem exata, os horários e as orientações determinadas. Ao ingerir uma quantidade maior, o organismo pode ficar mais susceptível a toxicidade e às infecções, e ao ingerir uma dose menor o organismo poderá rejeitar o órgão transplantado.

A terapia imunossupressora utilizada nos transplantes de órgãos apresentou importantes avanços nas duas últimas décadas. Ao protocolo clássico com prednisona e azatioprina acrescentou-se a ciclosporina no início dos anos 80 e posteriormente diversas drogas hoje incorporadas a prática clínica: o tacrolimus, os micofenolatos (mofetil e sódico), e as rapamicinas (sirolimus e everolimus). Agentes biológicos também foram aprimorados usando a tecnologia de produção de anticorpos monoclonais e os anticorpos anti-receptor da interleucina. Assim, os imunossupressores podem ser combinados de forma racional permitindo o uso de agentes que atuam em diferentes etapas da cascata de ativação imunológica que resulta nas reações de rejeição.

Este arsenal de drogas e agentes biológicos também proporciona a possibilidade de terapias imunossupressoras mais adaptadas às características dos pacientes ou as necessidades individuais.
Por fim, listados abaixo estão alguns medicamentos imunossupressores e também alguns de seus principais efeitos colaterais:

• AZATIOPRINA – anemia hemolítica auto-imune; artrite reumatóide grave, etc. Reações mais comuns:náusea, vômito, diminuição de leucócitos, etc.

• BASILIXIMABE – transplante renal. Reações mais comuns: náusea, dor abdominal, aumento de potássio, glicose, ácido úrico e colesterol no sangue, dor de cabeça, tremor, febre, aumento da pressão arterial, infecções no trato urinário e respiratório, etc.

• BETAMETASONA – artrite reumatóide; asma brônquica; enfisema pulmonar; lúpus eritematoso, etc. Reações mais comuns: inchaço, pressão alta ou baixa, mancha de sangue na pele, aumento de glicose no sangue, dor nas juntas, catarata, etc.

• CICLOFOSFAMIDA – antineoplásico; leucemias específicas, esclerose múltipla, etc. Reações mais comuns: náusea, vômito, inflamação da bexiga, perda de cabelos reversível.

• CICLOSPORINA – prevenção ou tratamento da rejeição em transplantes; psoríase grave, etc. Reações mais comuns: aumento da gengiva, pressão alta, toxicidade nos rins, tremor, náusea, vômito, etc.

• CITARABINA – antineoplásico; leucemias específicas; linfoma não Hodgking. Reações mais comuns: febre, náusea, ulceração anal, etc.

• DACLIZUMABE – profilaxia de rejeição de transplante renal. Reações mais comuns: dor no peito, febre, aumento da pressão, fraqueza, etc.

• DEFLAZACORT – artrite gotosa crônica; asma brônquica; bursite, etc.
Reações mais comuns: inchaço, mancha de sangue na pele, diabetes, inflamação do pâncreas, fraqueza muscular, catarata, suores, etc.

• MERCAPTOPURINA – leucemias específicas e linfoma não Hodgkin. Reações mais comuns: anemia e cor amarelada na pele e olhos.

• PALIVIZUMABE – infecção pelo vírus sincicial respiratório (profilaxia). Reações mais comuns: febre, rinite, otite média, infecção respiratória.

• SIROLIMO – prevenção de rejeição de transplante renal. Reações mais comuns: ansiedade, depressão, dor abdominal, diarréia, anemia, aumento do colesterol, dor nas juntas, infecção respiratória, etc.

• TACROLIMO (injetável) – transplante de rim e fígado (prevenção ou tratamento de rejeição). Reações mais comuns: inchaço, falta de apetite, função renal anormal, aumento de glicose no sangue, sensibilidade A luz, dificuldade par respirar, febre, tremor, etc.

• METOTREXATO – antineoplásico; artrite reumatóide grave; psoríase grave; etc. Reações mais comuns: diarréia, vômito, inflamação na boca, anemia, urticária, etc.


Por:Jaíse Bortoluzzi

Agradeço sua presença e nos colocamo-nos a disposição para comentários e sugestões. Participe!




2 comentários:

  1. Quero divulgar a minha experiencia, e através do compartilhamento e divulgação da minha experiência, podemos ter uma luz para um remédio eficiente no tratamento da PSORÍASE.

    Meu nome é Carlos Alves Cardoso Filho, tenho 53 anos, e desde os 08 tenho psoríase psicossomática, que me acomete os pés, mãos e cotovelos. Meus pais tentaram de tudo para me curar, não vou enumerar todos os tratamentos, senão não caberiam aqui nessa pagina.

    Em 18 de setembro de 2014 fiz um transplante renal, pois tive cálculos e perdi a função. Foi nesse momento, um problema que NADA tinha a ver com a minha psoriase, me fez ter essa experiencia.

    Quando a pessoa faz um transplante, precisa tomar uma medicação IMUNOSUPRESSORA, que serve para BAIXAR a imunidade, evitando que o seu organismo tenha defesas suficientes de expulsar o novo órgão recebido.

    Pois bem... tomando essa medicação, em poucos dias, percebemos que TODA psoriase do meu corpo simplesmente DESAPARECEU.

    Perguntei aos médicos nefrologistas sobre isso, eles me disseram que possivelmente o sumiço deveu-se ao corticoide que eu tambem estava tomando. Um comprimido ao dia, de 5mg de corticoide. OK ... será?

    Não. Não foi o corticoide, pois aconteceu de eu perder o rim transplantado, pois como eu estava tomando esses IMUNOSUPRESSORES, com a imunidade muito baixa, eu acabei contraindo o virus citomegalovirus, muito perigoso para quem é transplantado. Resultado: Passei 48 dias internado, tomando imunosupressores em alta dosagem no hospital, minha pele maravilhosa, como um Bebê, mas acabei perdendo o rim transplantado.

    Voltei para casa, os médicos suspenderam os imunosupressores e me mandou ficar tomando APENAS o corticoide. E ai ???

    E ai que a psoriase está voltando.

    Conclusão: A medicação imunossupressora corrige a pele contra psoriase.

    O que eu quero com esse meu depoimento??

    De jeito nenhum incentivar NINGUEM a tomar remédios sem conhecimento médico, especialmente imunussupressores, até porque pode ser muito perigoso e causar até óbito, pois baixa muito a imunidade, mas divulgar, compartilhar, informar, e quem sabe essa minha experiência chegue aos ouvidos de autoridades sanitárias, pesquisadores, médicos, cientistas.... e eles possam tirar de proveito algo e assim nos presentear com um remedio realmente eficiente.

    Boa Sorte a todos, Deus os abençoe, e não vamos deixar que nada tire a nossa alegria.

    Eu tenho psoriase, fiz um transplante e perdi, mas a minha esperança está em Deus.

    Carlos e Andrea

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