domingo, 30 de julho de 2023

Para pensar e refletir...


 Aos 30 anos, você tem uma depressãozinha, uma tristeza meio persistente: prescreve-se FLUOXETINA.

A Fluoxetina dificulta seu sono. Então, prescreve-se CLONAZEPAM, o Rivotril da vida. O Clonazepam o deixa meio bobo ao acordar e reduz sua memória. Volta ao doutor.

Ele nota que você aumentou de peso. Aí, prescreve SIBUTRAMINA.

A Sibutramina o faz perder uns quilinhos, mas lhe dá uma taquicardia incômoda. Novo retorno ao doutor. Além da taquicardia, ele nota que você, além da “batedeira” no coração, também está com a pressão alta. Então, prescreve-lhe LOSARTANA e ATENOLOL, este último para reduzir sua taquicardia.

Você já está com 35 anos e toma: Fluoxetina, Clonazepam, Sibutramina, Losartana e Atenolol. E, aparentemente adequado, uns “polivitamínicos” é prescrito. Como o doutor não entende nada de vitaminas e minerais, manda que você compre um “Polivitamínico de A a Z” da vida, que pra muito pouca coisa serve. Mas, na mídia, Luciano Huck disse que esse é ótimo. Você acreditou, e comprou. Lamento!

Já se vão R$ 350,00 por mês. Pode pesar no orçamento. O dinheiro a ser gasto em investimentos e lazer, escorre para o ralo da indústria farmacêutica. Você começa a ficar nervoso, preocupado e ansioso (apesar da Fluoxetina e do Clonazepam), pois as contas não batem no fim do mês. Começa a sentir dor de estômago e azia. Seu intestino fica “preso”. Vai a outro doutor. Prescrição: OMEPRAZOL + DOMPERIDONA + LAXANTE “NATURAL”.

Os sintomas somem, mas só os sintomas, apesar da “escangalhação” que virou sua flora intestinal. Outras queixas aparecem. Dentre elas, uma é particularmente perturbadora: aos 37 anos, apenas, você não tem mais potência sexual. Além de estar “brochando” com frequência, tem pouquíssimo esperma e a libido está embaixo dos pés.

Para o doutor da medicina da doença, isso não é problema. Até manda você escolher o remédio: SILDANAFIL, TADALAFIL, LODENAFIL ou VARDENAFIL, escolha por pim-pam-pum. Sua potência melhora, mas, como consequência, esses remédios dão uma tremenda dor de cabeça, palpitação, vermelhidão e coriza. Não há problema, o doutor aumenta a dose do ATENOLOL e passa uma NEOSALDINA para você tomar antes do sexo. Se precisar, instila um “remedinho” para seu corrimento nasal, que sobrecarrega seu coração.

Quando tudo parecia solucionado, aos 40 anos, você percebe que seus dentes estão apodrecendo e caindo. (entre nós, é o antidepressivo). Tome grana pra gastar com o dentista. Nessa mesma época, outra constatação: sua memória está falhando bem mais que o habitual. Mais uma vez, para seu doutor, isso não é problema: GINKGO BILOBA é prescrito.

Nos exames de rotina, sua glicose está em 110 e seu colesterol em 220. Nas costas da folha de receituário, o doutor prescreve METFORMINA + SINVASTATINA. “É para evitar Diabetes e Infarto”, diz o cuidador de sua saúde(?!).

Aos 40 e poucos anos, você já toma: FLUOXETINA, CLONAZEPAM, LOSARTANA, ATENOLOL, POLIVITAMÍNICO de A a Z, OMEPRAZOL, DOMPERIDONA, LAXANTE “NATURAL”, SILDENAFIL, VARDENAFIL, LODENAFIL ou TADALAFIL, NEOSALDINA (ou “Neusa”, como chamam), GINKGO BILOBA, METFORMINA e SINVASTATINA (convenhamos, isso está muito longe de ser saudável!). Mil reais por mês! E sem saúde!!!

Entretanto, você ainda continua deprimido, cansado e engordando. O doutor, de novo. Troca a Fluoxetina por DULOXETINA, um antidepressivo “mais moderno”. Após dois meses você se sente melhor (ou um pouco “menos ruim”). Porém, outro contratempo surge: o novo antidepressivo o faz urinar demoradamente e com jato fraco. Passa a ser necessário levantar duas vezes à noite para mijar. Lá se foi seu sono, seu descanso extremamente necessário para sua saúde. Mas isso é fácil para seu doutor: ele prescreve TANSULOSINA, para ajudar na micção, o ato de urinar. Você melhora, realmente, contudo... não ejacula mais. Não sai nada!

Vou parar por aqui. É deprimente. Isso não é medicina. Isso não é saúde.

Essa história termina com uma situação cada vez mais comum: a DERROCADA EM BLOCO da sua saúde. Você está obeso, sem disposição, com sofrível ereção e memória e concentração deficientes. Diabético, hipertenso e com suspeita de câncer. Dentes: nem vou falar. O peso elevado arrebentou seu joelho (um doutor cogitou até colocar uma prótese). Surge na sua cabeça a ideia maluca de procurar um CIRURGIÃO BARIÁTRICO, para “reduzir seu estômago” e um PSICOTERAPEUTA para cuidar de seu juízo destrambelhado é aconselhado.

Sem grana, triste, ansioso, deprimido, pensando em dar fim à sua minguada vida e... DOENTE, muito doente! Apesar dos “remédios” (ou por causa deles!!).

A indústria farmacêutica? “Vai bem, obrigado!”, mais ainda com sua valiosa contribuição por anos ou décadas. E o seu doutor? “Bem, obrigado!”, graças à sua doença (ou à doença plantada passo-a-passo em sua vida).

Autoria: "coisas de farmácia "

Aos 30 anos, você tem uma depressãozinha, uma tristeza meio persistente: prescreve-se FLUOXETINA.

A Fluoxetina dificulta seu sono. Então, prescreve-se CLONAZEPAM, o Rivotril da vida. O Clonazepam o deixa meio bobo ao acordar e reduz sua memória. Volta ao doutor.

Ele nota que você aumentou de peso. Aí, prescreve SIBUTRAMINA.

A Sibutramina o faz perder uns quilinhos, mas lhe dá uma taquicardia incômoda. Novo retorno ao doutor. Além da taquicardia, ele nota que você, além da “batedeira” no coração, também está com a pressão alta. Então, prescreve-lhe LOSARTANA e ATENOLOL, este último para reduzir sua taquicardia.

Você já está com 35 anos e toma: Fluoxetina, Clonazepam, Sibutramina, Losartana e Atenolol. E, aparentemente adequado, um “polivitamínicos” é prescrito. Como o doutor não entende nada de vitaminas e minerais, manda que você compre um “Polivitamínico de A a Z” da vida, que pra muito pouca coisa serve. Mas, na mídia, Luciano Huck disse que esse é ótimo. Você acreditou, e comprou. Lamento!

Já se vão R$ 350,00 por mês. Pode pesar no orçamento. O dinheiro a ser gasto em investimentos e lazer, escorre para o ralo da indústria farmacêutica. Você começa a ficar nervoso, preocupado e ansioso (apesar da Fluoxetina e do Clonazepam), pois as contas não batem no fim do mês. Começa a sentir dor de estômago e azia. Seu intestino fica “preso”. Vai a outro doutor. Prescrição: OMEPRAZOL + DOMPERIDONA + LAXANTE “NATURAL”.

Os sintomas somem, mas só os sintomas, apesar da “escangalhação” que virou sua flora intestinal. Outras queixas aparecem. Dentre elas, uma é particularmente perturbadora: aos 37 anos, apenas, você não tem mais potência sexual. Além de estar “brochando” com frequência, tem pouquíssimo esperma e a libido está embaixo dos pés.

Para o doutor da medicina da doença, isso não é problema. Até manda você escolher o remédio: SILDANAFIL, TADALAFIL, LODENAFIL ou VARDENAFIL, escolha por pim-pam-pum. Sua potência melhora, mas, como consequência, esses remédios dão uma tremenda dor de cabeça, palpitação, vermelhidão e coriza. Não há problema, o doutor aumenta a dose do ATENOLOL e passa uma NEOSALDINA para você tomar antes do sexo. Se precisar, instila um “remedinho” para seu corrimento nasal, que sobrecarrega seu coração.

Quando tudo parecia solucionado, aos 40 anos, você percebe que seus dentes estão apodrecendo e caindo. (entre nós, é o antidepressivo). Tome grana pra gastar com o dentista. Nessa mesma época, outra constatação: sua memória está falhando bem mais que o habitual. Mais uma vez, para seu doutor, isso não é problema: GINKGO BILOBA é prescrito.

Nos exames de rotina, sua glicose está em 110 e seu colesterol em 220. Nas costas da folha de receituário, o doutor prescreve METFORMINA + SINVASTATINA. “É para evitar Diabetes e Infarto”, diz o cuidador de sua saúde(?!).

Aos 40 e poucos anos, você já toma: FLUOXETINA, CLONAZEPAM, LOSARTANA, ATENOLOL, POLIVITAMÍNICO de A a Z, OMEPRAZOL, DOMPERIDONA, LAXANTE “NATURAL”, SILDENAFIL, VARDENAFIL, LODENAFIL ou TADALAFIL, NEOSALDINA (ou “Neusa”, como chamam), GINKGO BILOBA, METFORMINA e SINVASTATINA (convenhamos, isso está muito longe de ser saudável!). Mil reais por mês! E sem saúde!!!

Entretanto, você ainda continua deprimido, cansado e engordando. O doutor, de novo. Troca a Fluoxetina por DULOXETINA, um antidepressivo “mais moderno”. Após dois meses você se sente melhor (ou um pouco “menos ruim”). Porém, outro contratempo surge: o novo antidepressivo o faz urinar demoradamente e com jato fraco. Passa a ser necessário levantar duas vezes à noite para mijar. Lá se foi seu sono, seu descanso extremamente necessário para sua saúde. Mas isso é fácil para seu doutor: ele prescreve TANSULOSINA, para ajudar na micção, o ato de urinar. Você melhora, realmente, contudo... não ejacula mais. Não sai nada!

Vou parar por aqui. É deprimente. Isso não é medicina. Isso não é saúde.

Essa história termina com uma situação cada vez mais comum: a DERROCADA EM BLOCO da sua saúde. Você está obeso, sem disposição, com sofrível ereção e memória e concentração deficientes. Diabético, hipertenso e com suspeita de câncer. Dentes: nem vou falar. O peso elevado arrebentou seu joelho (um doutor cogitou até colocar uma prótese). Surge na sua cabeça a ideia maluca de procurar um CIRURGIÃO BARIÁTRICO, para “reduzir seu estômago” e um PSICOTERAPEUTA para cuidar de seu juízo destrambelhado é aconselhado.

Sem grana, triste, ansioso, deprimido, pensando em dar fim à sua minguada vida e... DOENTE, muito doente! Apesar dos “remédios” (ou por causa deles!!).

A indústria farmacêutica? “Vai bem, obrigado!”, mais ainda com sua valiosa contribuição por anos ou décadas. E o seu doutor? “Bem, obrigado!”, graças à sua doença (ou à doença plantada passo-a-passo em sua vida).

Autoria: "coisas de farmácia "

domingo, 23 de julho de 2023

Não permita que as pessoas te tratem mal só porque você as ama


 Ninguém gosta de magoar a quem ama, de ver alguém de quem gosta chateado por algo que saiu da gente. É desagradável sabermos que tem alguém que se sentiu mal por conta de alguma coisa que fizemos ou dissemos.

No entanto, não poderemos engolir tudo o que nos desagrada, por medo de que as pessoas fiquem chateadas conosco, ou adoeceremos.

Toda e qualquer relação, seja de amizade, trabalho, seja de amor, necessita passar por algumas turbulências, para que fiquem claros os limites de cada uma das partes envolvidas.

As pessoas vão realmente se conhecendo com o tempo e com as rusgas que são superadas através do diálogo, que nem sempre é tranquilo.

A VERDADE DE CADA UM PRECISA SER TRANSPARENTE, OU O RELACIONAMENTO AOS POUCOS SE DESGASTA E SE DESFAZ.

Caso sejamos o tipo de pessoa que não consegue lidar com o fato de que nem sempre estaremos agradando, acabaremos acumulando contrariedades dentro de nós.

Da mesma forma, algumas pessoas, percebendo isso, não deixarão de se aproveitar de nossas inseguranças, sugando tudo o que puderem, aproveitando-se de nós, uma vez que saberão que não conseguiremos lhes negar nada.

NÃO PODEMOS PERMITIR QUE NOS TRATEM DE UMA FORMA QUE NÃO MERECEMOS, SOMENTE PORQUE AMAMOS OU NÃO QUEREMOS QUE O OUTRO FIQUE BRAVO OU MAGOADO POR NOSSA CAUSA.

Deixarmos claros os nossos limites é necessário, porque, assim, quem não aceita limite algum não se aproximará de nós e isso será um grande favor a nossas vidas. Mais valem poucos amigos sinceros do que vários sanguessugas em volta da gente.

Amar não significa, de maneira nenhuma, ter que se sujeitar aos mandos e desmandos do outro, porque quem ama de verdade também diz não, também se nega, também aponta o que do outro não aceita receber.

Teremos, sim, que abrir mão de algumas coisas, caso queiramos nos relacionar com alguém, porém, nenhum traço de nossa dignidade poderá ser suprimido nesse processo, ou nos distanciaremos cada vez mais do encontro amoroso que nos torna melhores, mais felizes, mais a gente mesmo.

Não permita que te tratem mal só porque você as ama. O amor não machuca.

 Prof. Marcel Camargo.

SE TORNE CADA DIA MAIS RESILIENTE E DESENVOLVA A CAPACIDADE DE SOBREPOR-SE POSITIVAMENTE FRENTE AS ADVERSIDADES DA VIDA.

 

sexta-feira, 26 de maio de 2023

Baobá, um Mistério da Arqueologia e História

O Baobá é a árvore com o tronco mais grosso do mundo! Seu caule oco chega a medir mais de 20 metros de diâmetro e pode armazenar até 120 mil litros de água. Seu tamanho é tão impressionante que alguns baobás são usados como casas, depósitos de grãos ou abrigos de animais, mas infelizmente a espécie está ameaçada de extinção.

Esta árvore se divide em oito diferentes espécies, seis delas nativas de Madagascar, na África, uma proveniente do Oriente Médio e outra que surgiu na Austrália. Todas as espécies, no entanto, existem em outros países, incluindo o Brasil.

Recife é uma das cidades brasileiras que possuem mais exemplares desta árvore. Elas aparecem nas ruas e quintais e são cultivadas na Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), onde são objeto de estudo.

Os baobás também são considerados por alguns biólogos como as árvores mais antigas da Terra. Estima-se que elas possam atingir até dois mil anos de existência, calculados pelo seu diâmetro. Seu nome científico é Adansônia Digitata, mas elas são conhecidas também como embondeiros, imbondeiros ou calabaceiras.

A árvore é realmente poderosa: abriga centenas de animais, aves e insetos em seus imensos troncos. Suas flores chegam a medir 20 cm e florescem uma única noite, mas possuem néctar e frutos que servem de alimentação para as tribos e animais nas épocas de escassez, além de haver indícios de seu uso para a cura da malária.

Da seiva desta árvore retira-se um óleo especial; de seu tronco, os nativos de Madagascar constroem as pirogas (espécie de canoa comprida); e sua cortiça possui composto medicinal para combater a epilepsia. Não à toa, na África, os baobás representam a vida: são símbolos de fertilidade, fartura e cura.

Lendas do baobá

Há diversas lendas africanas sobre a origem dos baobás, mas duas são mais conhecidas. Dizem que, no momento da criação, Deus presenteou todos os animais com a semente de uma árvore. O babuíno, um macaco conhecido por sua preguiça, recebeu as sementes de baobá e, ao invés de plantá-las, simplesmente as jogou na terra. As sementes teriam brotado de ponta-cabeça, deixando as raízes da árvore à mostra e sua copa enterrada. Algumas tribos africanas atribuem a aparência da árvore a esta incrível lenda.

A segunda lenda diz que a árvore reinava sobre toda a África, mas o baobá era tão soberbo que os deuses se enfureceram e as colocaram de cabeça para baixo como castigo. A lenda diz, ainda, que aqueles que comerem seus frutos serão amaldiçoados com a morte pela boca de um leão.

Mistérios da Arqueologia e História.


segunda-feira, 1 de maio de 2023

Um novo caminho para a humanidade

A vida foi seguindo: família, escola, namoro, casamento, filhos. O tempo passando: pizza, vinho, futebol, trabalho. De repente, algo estranho fez tudo mudar, como a perda de rumo, perda de interesse e motivação, desânimo, a sensação de vazio se estendendo pelo mundo, a ansiedade aumentando. Qual rumo seguir? 

De onde vem a vida? A natureza é fabulosa, pois nela há vida e movimento, seja no solo, no ar, na água. Com tantos problemas na Terra, o que vão fazer em Marte? Quanto tempo demora para se chegar lá? Os seres humanos buscam o que está distante, meio fora do alcance, mas descuidaram da Terra, explorando-a e destruindo. É espantoso quanto gastam estupidamente para satisfazer as próprias cobiças por riqueza e poder. Tragicamente quase nada foi feito para deter o retrocesso mental e espiritual da espécie humana nos últimos 50 anos.

Os efeitos da cultura da jovialidade tudo faz para ocultar a naturalidade do ciclo da vida. Em tempos passados, os idosos eram considerados sábios. Agora esse contingente tem a saúde agravada por sintomas de doenças decorrentes da falta de cuidados com o corpo e hábitos errados e exagerados, além da alimentação inadequada na qualidade e preparo. Alegria e gratidão deveriam ser as motivações essenciais, mas na falta disso surgem conflitos na mente por questões mal resolvidas. É o momento para refletir sobre o significado da vida e buscar a ascensão espiritual.

Nesta fase tão mecânica temos de oferecer aos jovens uma base que os habilite a desenvolver um projeto de vida e de crescimento pessoal de forma consciente. De maneira geral, as novas gerações não têm recebido bom preparo para seguir pela estrada da vida construindo e beneficiando. Ou são lançadas no conformismo e estagnação, ou torpedeadas com ideologias marcadas pelo ódio. 

Em ambas as alternativas, falta uma visão elevada tendente a conduzir a humanidade para o aprimoramento pessoal e melhor futuro, sendo impulsionadas para a perda da própria essência, em vez do fortalecimento de cada indivíduo para que se movimente em busca de seus sonhos de evoluir, construir e beneficiar em paz e liberdade. É indispensável alfabetizar adequadamente e promover a leitura para formar seres humanos com raciocínio lúcido, fortes, aptos e dispostos a construir um Brasil melhor.

A crescente miséria pelas cidades indica que há algo errado na trajetória do ser humano. O que será? O carma? A desigualdade na apropriação dos recursos naturais? O querer egoístico? Ou será o resultado do retrocesso espiritual que se intensificou a partir das décadas finais do século 20? É tudo isso, uma coisa em decorrência da outra, a grande semeadura esquecida que está apresentando os frutos todos de uma vez. A grande catástrofe para a humanidade será se as novas gerações continuarem perdendo a sua essência humana.

Os jovens trazem renovação, mas precisam da base sólida adquirida no lar com carinho e severidade, para que se tornem aptos e dispostos a darem a sua contribuição para o bem geral. Sem isso, perdem o rumo, desperdiçam o tempo concedido para o autoaprimoramento. Estamos numa fase em que as dificuldades estão aumentando. No atual deserto de inspirações e ideais nobres, buscar o enobrecimento do viver é algo essencial. O tempo se torna curto, faz-se o que é possível, mas o movimento certo é indispensável. Os interesses menores cerceiam as boas iniciativas.

Cada indivíduo, cada povo, a humanidade inteira, sempre colhem o que semeiam. A fase é a da colheita geral, tudo de uma vez, sem trégua, num período relativamente curto, onde terão melhor colheita aqueles que buscarem reconhecer e viver de acordo com as leis do Criador. No Brasil e no mundo atravessamos a crise gerada pelo ser humano que abandonou a intuição, a voz do espírito.

Recursos naturais limitados, ameaça de falta de alimentos, murmúrios de guerra grande. O que deveria surgir para impedir o esvaziamento da essência humana? Que caminho a humanidade deveria seguir? Romper a estagnação em que caiu buscando a evolução espiritual, integrando a ciência com a natureza e suas leis, para dela colher o que de melhor nos oferece, sem agredi-la destrutivamente.   

Benedicto Camargo Dutra

 


quinta-feira, 27 de abril de 2023

O que significa acúmulo de coisa e desordem na casa?

Você sabia que a acumulação de coisas na casa e a desordem estão relacionadas a diferentes tipos de medos?

Como o medo de mudança, medo de ser esquecido, medos que simbolizam a confusão e falta de foco, caos, instabilidade e pode significar incertezas sobre seus objetivos, sua identidade ou o que você quer da vida.

Além disso, o local da casa em que a bagunça ou o acumulo se instala reflete qual é a área problemática na sua vida.
Por exemplo, o armário reflete como você está emocionalmente e, uma vez que você organiza, seus conflitos internos eles se acalmarão. A sua cama desarrumada a noite, significa que a sua vida amorosa também perdeu o brilho.

 

Você mantém objetos quebrados ou danificados durante muito tempo pensando em repará-los algum dia? Eles simbolizam promessas e sonhos quebrados e se são eletrodomésticos, móveis eletrônicos ou talheres significa problemas de saúde e riqueza.


A confusão que você tem em seu quarto significa que você é uma pessoa que deixa coisas inacabadas e você tem dificuldade em ter um parceiro ou trabalho estável.

Os quartos de crianças geralmente são bagunçados porque ainda não passaram pelo processo de saber o que eles querem na vida, mas há estudos que mostram que as crianças que mantêm seus quartos organizados tendem a ser melhores na escola.

Diferentes tipos de acumulo

Acumulo de coisas novas: Este acumulo indica que você está tentando fazer muitas coisas ao mesmo tempo e que você não está se concentrando no que você precisa fazer e que perdeu direção.
Acumulo de coisas antigas: quero dizer objetos que você não usa há muito tempo e que estão empilhados no sótão, garagem, armários … Documentos e documentos antigos em seu computador que você não usa mais, revistas por mais de 6 meses ou roupas que você não coloca há mais de um ano.

 

 Isso é reflexo de que você está vivendo no passado e está deixando suas velhas ideias e emoções assumir seu presente e, ao mesmo tempo, impede que novas oportunidades e pessoas entrem em sua vida.

*Autor desconhecido

 

 

quinta-feira, 19 de janeiro de 2023

O mau comportamento pode ser evitado


 GERENCIE FUNCIONÁRIOS DE ALTO RISCO E ELIMINE OS PROBLEMAS ANTES QUE ELES APAREÇAM. 

“Puxe de uma vez o espinho que está machucando o seu pé. Se estiver lhe machucando, tire-o agora mesmo. Não deixe o inflamar e tome cuidado para que nenhum pedaço dele continue dentro de você. Em outras palavras, insista em continuar assim e chegará uma hora em que não conseguirá mais dar um único passo para seguir em frente com sua vida”. 

Provavelmente eu já devo ter escrito uns dez artigos sobre relacionamento tóxico e abusivo. Este assunto, por mais que explorado em todo momento volta a discussão. Não por menos, esta semana comecei um trabalho em um novo cliente no qual está passando pelos malefícios de uma cultura contaminada por pessoas tóxicas. Por isso que hoje, aproveitando este case, quero apresentar a vocês uma visão no qual espero ajudar aos colaboradores e líderes que tem sofrido com pessoas e ambientes tóxicos. 

 Vale lembrar que desde as escolas tradicionais de administração, na virada para o século XX, não faltam exemplos de grandes empresas, governos, políticos e empresários e seus diversos apontamentos quanto a sua gestão tóxica. Só para refrescar a memória, escândalos recentes de liderança tóxica tem como autores Elon Musk, Steve Jobs, Travis Kalanick, Jeff Bezos, entre tantos outros. Muitos gestores que já foram admirados e até autores de bestsellers sobre liderança já estiveram em destaque em diversos noticiários por serem tóxicos. Aliais, seja na iniciativa privada ou pública, líderes em todo o mundo nas mais diversas áreas de atuação tem servido de matéria para estudo sobre liderança, cultura organizacional e comportamento humano, principalmente para valerem de apoio dos muitos exemplos do que não fazer quando gestor e líder. Não está convencido? Basta uma breve pesquisa na internet que logo encontrará exemplos de famosos que parecem realmente ter gosto em contaminarem o ambiente de trabalho com sua toxicidade.

Fato é que qualquer liderança tóxica, tem a ver com relações tóxicas e podem acontecer em qualquer lugar e com qualquer pessoa. Seja entre casais, trabalho, família, colegas; acontece de muitas maneiras – verbal ou não verbal, física ou mental – e tem como resultado fazer com que o outro se sinta apequenado, mal consigo mesmo. Uma pessoa tóxica tem um perfil negacionista, tende a reclamar de tudo e de todos. Encontra problemas mesmo onde não deveria; julga, critica, reclama, tem ciúmes, ideias possessivas, agindo como verdadeiros vampiros emocionais, mas dificilmente se dá conta de suas ações. Deixando o outro para baixo. Uma pessoa tóxica prejudica a autoestima, a autocompaixão e o reconhecimento dos próprios valores tão como a distorção da imagem que outro tem sobre si. Nessas relações a pessoa tóxica torna-se um entrave impeditivo da outra pessoa ser ela mesmo, afetando diretamente no crescimento pessoal e profissional. Seu impacto se dá tanto no campo da saúde física quanto mental, podendo fazer a pessoa desenvolver doenças psíquicas como o estresse, depressão, síndrome do pânico, fobias, ansiedade, dependência química, burnout, entre outros. 

Por isto há uma grande preocupação quanto a toxicidade do ambiente de trabalho. A seriedade do assunto tem sido incisivamente apresentada nas mídias, sinalizando a necessidade premente de redefinição cultural no local de trabalho e de implementação, por parte das organizações, de uma análise contínua dos seus colaboradores, novos processos e novos treinamentos comportamentais. 

Quem já está integrado a subordinação de uma liderança tóxica, perde com o tempo a sensibilidade com seus próprios princípios e torna-se incapaz de perceber as condições do ambiente, não conseguindo mais medir o quanto isto vai representar na saúde do próprio negócio, projeto ou mesmo na vida pessoal e o bem-estar social, principalmente a médio e longo prazo. Isto, é certo, porque, como um vírus, um líder tóxico contamina não uma ou duas pessoas, mas, uma equipe. Com o tempo lideranças tóxicas se estabelecem no “DNA” da empresa e um ambiente tóxico é formado culturalmente, tornando-se um sistema oportunista e avassalador. Contaminando todos. As consequências são silenciosas, intangíveis e raramente percebidas. Como uma metástase. No fim, a realidade manifesta na pior condição que poderia ser, quase impossível de se curar. Quem está dentro dificilmente consegue ver o quanto está contaminado. Alguns porque se identificam outros por se permitirem (por inúmeras questões pessoais), há também aqueles que não percebem e se adaptam como um contágio. Em todos os casos, em algum momento o impacto devastador na saúde física e mental se dará. 

É verdade que líderes e gestores não podem arcar com os custos de manter o status quo quando o ambiente e a cultura da empresa já estão contaminados. Mas, antes de qualquer ação, eles precisam entender o problema, e isso não é tão fácil quanto parece. 

A liderança tóxica vem sempre seguida de uma forma de comportamento disfuncional no ambiente de trabalho que por muitas vezes, inicia-se por pequenos grupos, outras vezes pela própria liderança, como também pode se dar como parte da cultura organizacional — é um fenômeno crônico com uma longa história. A grande dificuldade de um ambiente tóxico se dá pela cegueira moral que ele cria nas pessoas que já são parte do ambiente. 

Pesquisas indicam que mais de 70% dos profissionais já passaram por empresas toxicas e em muitos estas pessoas simplesmente deixaram o trabalho sem contestá-lo junto a liderança. Uma razão é que falar de ambiente tóxico, raramente é compreendida outras vezes se dá a dificuldade pela própria liderança. Para complicar ainda mais a questão, lideres tóxicos não aceitam esta condição e para não serem questionados tendem a promover o medo e a insegurança com os seus liderados. 

Em busca de insights para auxiliar com o meu trabalho em alguns clientes, identifiquei três estágios adotados por algumas empresas que souberam lidar com o ambiente tóxico, evitando-os de contaminarem a própria cultura da empresa. Acredito que isso possa ajudar você líder a construir ideias para adapta-la a algo semelhante e efetivamente impeça a toxicidade no local de trabalho. Vale ressaltar que esta proposta para ajudar as empresas é baseado em grande parte na psicologia social e comportamental. E a chave do meu modelo é o foco nos colaboradores que tem em si um comportamento já tóxico. 

Vale também lembrar que a maioria das organizações tem relativamente poucos deles. Com base no que pesquisei e em meus trabalhos já realizados, estimo que 1% a 3% dos colaboradores dentro das organizações têm o potencial de fugir dos padrões comportamentais e propagar sua toxicidade e se tornar disfuncional ou perigoso. Embora seja difícil monitorar este perfil no processo de contratação, é possível identificá-los e lidar com eles dentro de determinada condição de ambiente antes que eles representem uma ameaça para os demais. 

Assim como nas problemáticas do dia a dia, os piores casos de pessoas tóxicas prosperaram raramente de forma inesperada. Uma cadeia de acontecimentos ou condições quase sempre os precede. Compreendê-los é fundamental para cortar a má conduta pela raiz.  Neste modelo trato dos três estágios que geralmente ocorrem quando pessoas com este perfil tendem a prejudicar o ambiente: 

Fase 1. Nesta fase, as empresas apresentam fatores de risco ou condições favoráveis as pessoas tóxicos, como excesso de centralização nas decisões, micro gerenciamento dos subordinados e equipes, baixa qualidade na comunicação interpessoal, atuação dos líderes e gestores de modo pouco exemplar, baixa habilidade com feedbacks, meritocracia, atua com dois pesos e duas medidas, além de atitudes negativas corriqueiras, crenças limitantes, disputas desnecessárias, jornadas excessivas e ambientes insalubres, tudo isso acabam dando espaço para a proliferação deste mal. Assim, caso não haja reação das lideranças para combater esses fatores, há então a contaminação até chegar à cultura organizacional tóxica que se estabelece. Essas condições não significam que a cultura organizacional tóxica é inevitável, mas aumentam a probabilidade de surgirem problemas e eles se alastrarem- como uma dica, um dos princípios da psicologia comportamental está na atenção de que colaboradores que agem exacerbadamente respeitosamente em ambientes com mais restrições culturais podem se desviar das normas quando seu poder e influência não são controlados ou monitorados. Cuidado, pessoas tóxicas são grandes “atores”!

 

Estágio 2. Vale lembrar que características de uma pessoa tóxica é exatamente sua capacidade manipulativa, além de ser muito simpático, envolvente e sedutor. Com o tempo e com o espaço é que ele vai conquistando e então começa a mostrar sua toxicidade. Quando se observa colaboradores tóxicos de baixo impacto (persuasão), com o uso de linguagem e comportamentos com conotações tóxicas, logo percebe que ele tem diálogos que não são grosseiros, outras são até acolhedores e adoram ouvir histórias, mas, sob a superfície, são hostis, com o objetivo de humilhar e colocar as pessoas “em seu lugar”, presentes em suas histórias ou nas piadas de mau gosto que são também sinais de alerta para um ambiente de trabalho no qual a contaminação tóxica de maior intensidade poderá ocorrer. 

Estágio 3. Esta é a fase do ataque tóxico, que vai desde a agressividade física ou verbal, humilhação, desrespeito, assédio, entre outros comportamentos nocivos, espalhando vitimismo, negatividade e pessimismo para toda a equipe. Quanto mais tempo, estes provocam o caos no ambiente com os demais profissionais, e assim, maiores as chances de a equipe passar a aderir hábitos nocivos como individualidade, fuxico, reclamações, tanto quanto um olhar pessimista no ambiente de trabalho. Os maneirismos relativos a esses casos podem chegar à esfera sistêmica e drenar energia individual e organizacional, tempo e dinheiro. Eles não devem, em absoluto, ser ignorados ou colocados de lado. 

Quando o comportamento dos colaboradores chegar a esse estágio, o custo será extremamente alto. As empresas tendem sempre a perder, porque podem ser responsabilizadas por denúncias, processos trabalhistas, tanto como altos índices de turnover, falta de empatia, individualidade, lideranças e gestores inflexíveis, falta de confiança interna e externa, resistência a mudança e inovação. Em todo caso, os custos diretos incluem rotatividade, absenteísmo, licença médica, baixo desempenho e litígio. Os custos indiretos incluem queda de motivação e moral e problemas de insatisfação, além de fatores que comprometem a qualidade das relações de trabalho, tais como desconfiança, desrespeito e animosidade. Muitas pessoas pagam o preço – o ambiente tóxico afeta negativamente não apenas as pessoas diretamente, mas também a gestão horizontal e vertical, c-levels, os clientes, os fornecedores, os prestadores de serviço e outros stakeholders. 

QUE FAZER PARA IMPEDIR O AMBEINTE TÓXICO

A seguir quero propor um conjunto de intervenções para cada um dos três estágios. Quando aplicadas sistematicamente, tais medidas reduzem ou eliminam o ambiente tóxico. O melhor momento para intervir é sem dúvida a primeira etapa, em que a iniciativa da empresa terá o impacto mais amplo e ajudará a erradicar as condições que podem resultar em má conduta: 

– A prevenção primária de ambiente tóxico pode ser pensada como a estrutura fundamental de sua política. É a base de todas as outras intervenções. Começa com uma ação clara vinda da auto gestão como também da liderança (todos devem estar alinhados) em todas as formas de toxicidade e vinculando-as explicitamente a métricas comportamentais tão como o monitoramento através de conversas e feedbacks. O departamento de RH deve rastrear sistematicamente a empresa em busca de sinais de alerta, como conversas paralelas, reclamações diretas ou indiretas, análise do nível de satisfação do ambiente, turnover, ou incidentes anteriores nos históricos de trabalho individuais. A prevenção primária inclui palestras comportamentais, testes comportamentais, treinamento comportamentais e educação abrangentes em todos os níveis da hierarquia, mas especialmente na primeira linha de supervisão. Gestores de nível médio e líderes de primeira linha, quando treinados corretamente, podem ser o recurso mais valioso das empresas para impedir a propagação da toxicidade. Por isso, elas devem ensiná-los a criar uma cultura na qual todos os indivíduos são tratados com respeito e o poder é usado com moderação. Todos os gestores e lideres devem observar as interações dos seus subordinados com os colegas e identificar o que possa exigir ação corretiva.  

É importante que todos na empresa, e não apenas os tomadores de decisão, sejam treinados para reconhecer os sinais e sintoma de comportamentos considerados desviantes. O objetivo é estar atento a comportamentos que possa medicar que algo não vai bem, já que o diagnóstico de qualquer transtorno só pode ser realizado por profissionais vindo do desenvolvimento comportamental. Exemplos de condutas de alerta que são tratados com hostilidade quem está abaixo e com gentileza e adulação quem está acima na hierarquia, por conveniência é um grande esquivo e que já demostra que há toxicidade no ambiente. Praticar assédio e bullying e humilhar em público são outras atitudes às quais as vítimas em potencial precisam estar alertas para se proteger. Quanto a gestores e parceiros de RH, é importante que sejam qualificados para aplicar e interpretar avaliações de comportamento, testes de personalidade e feedbacks dos times.

– A prevenção secundária tem como alvo formas de toxicidade de baixa intensidade, que devem ser reprimidas antes que qualquer dano grave seja causado. A prevenção secundária concentra-se em identificar e eliminar o desrespeito, assédio e o bullying, por exemplo. Esses comportamentos negativos muitas vezes causam absenteísmo, atrasos, acidentes e violações de segurança mais altas, por isso as empresas devem monitorar seus dados a esse respeito, junto com os relatórios dos líderes sobre colegas e funcionários, em busca de sinais de que as pessoas não estão sendo tratadas respeitosamente. 

Em um mundo ideal, todas as pessoas associadas a uma empresa — funcionários, lideres, prestadores de serviços e até mesmo clientes e testemunhas — ficariam à vontade para relatar qualquer comportamento inaceitável que observassem. A responsabilidade da empresa é fornecer um ambiente que as faça se sentir assim. Um passo importante é a criação de pelo menos três canais seguros para denúncias: um na área de RH, um na área legal (jurídica) e um na área de bem-estar do colaborador. Serão necessários profissionais treinados para ajudar a diagnosticar, avaliar e fazer a triagem de casos mais sérios. Fornecer feedback direto para os transgressores é fundamental. Eles precisam ser repreendidos por se desviarem do código de conduta da empresa, mas igualmente ter a oportunidade de pedir desculpas por seu comportamento e de se ajustar. O treinamento individual em comunicação interpessoal, sobre como respeitar os outros e como comunicar claramente os limites pessoais, geralmente corrige casos de baixa intensidade. Eu sugiro também que o treinamento de intervenção para aqueles que sofram de toxicidade, isso pode ajudar a evitar a sua propagação, o que foi comprovado por uma revisão da pesquisa que realizei. O treinamento comportamental em toda a empresa também pode ser uma nova oportunidade para combater o ambiente tóxico.

A intercessão terciária é necessária quando falham a prevenção primária e a secundária e ocorre um incidente de toxicidade de alta intensidade. As empresas devem estar preparadas para o pior e agir imediatamente para minimizar qualquer impacto negativo ou dano incorrido, tratando a todos os envolvidos de forma justa. Recomendamos uma abordagem em quatro etapas: 

• Contenção. Contenha o indivíduo tóxico envolvido no comportamento de ataque ao ambiente ou colega.

• Cuidados. Forneça ajuda aos alvos e às pessoas que foram expostas a ele, como testemunhas ou colegas próximos do alvo. 

• Perdão. Isso não significa absolver o transgressor ou esquecer o ocorrido. A ideia é perdoar as pessoas por permitirem a ocorrência tóxica. O motivo pelo qual o perdão é essencial para a recuperação após os danos ou prejuízos no local de trabalho. 

• Resiliência. A organização deve se recuperar dos males deste perfil de pessoa, com eventos comportamentais. 

Vale lembrar, afinal é tão comum no Brasil, que modelos de gestão baseados em medo e controle e culturas organizacionais que incentivam a competição e premiam por bons resultados independentemente dos métodos utilizados podem colaborar para o desenvolvimento e a manifestação de características deste perfil, que normalmente tem relação com algum grau de toxicidade. Revisitar os valores da organização e deixar claro para todos o que é — e o que não é —aceitável, assim como a punição para quem quebrar as regras, torna-se fundamental para não consolidar a mentalidade de que o mundo é dos fortes e os fins justificam os meios. O colaborador tóxico destrói vidas e deixa um longo legado de sofrimento. E no local de trabalho tóxico é um problema de saúde ocupacional que não surge de forma isolada. Em geral resulta de eventos cumulativos e, portanto, é previsível e pode ser evitado. O colaborador tóxico no local de trabalho não é casual e, com mecanismos adequados de vigilância e prevenção, pode ser eliminado por completo.

Marcello de Souza.

 

sexta-feira, 13 de janeiro de 2023

DÉJÀ VU: O QUE OCORRE NO CÉREBRO QUANDO SENTIMOS UM?

 

déjà vu é uma sensação muito comum que causa a impressão de já termos vivido certa experiência, por mais que seja a nossa primeira vez; de já termos visto certa pessoa, mesmo que a estejamos conhecendo agora. Esse fenômeno já deu gás a teorias da conspiração e explicações místicas, no entanto, ele pode ser explicado ao analisarmos o que ocorre no cérebro durante ele.

Esse fenômeno é considerado normal se ocorrer apenas ocasionalmente, mas caso aconteça com frequência, pode ser um sinal de alguma condição mais grave, como a epilepsia do lobo temporal, como explico no artigo "O que é o déjà vu?", publicado pela revista científica Brazilian Journal of Development.

De acordo com uma pesquisa realizada em 2003, o déjà vu está relacionado a sintomas como cansaço, ansiedade, stress, grande imaginação e elevado grau de instrução e pode ser explicado por 4 situações.

  • Duplo processamento: uma falta de sincronia na mente, embora o indivíduo acredite que já viveu certo acontecimento, ele sabe que isso nunca aconteceu;
  • Fenômenos neurológicos: pode decorrer de convulsões epilépticas, desmaios, lesões no lobo temporal, esquizofrenia, entre outras;
  • Memória: lembranças similares a novas situações podem ser relacionadas pelo cérebro, dando a impressão que são iguais. Além disso, memórias obtidas por filmes e livros também podem ser confundidas com acontecimentos reais;
  • Atenção: distrações e falta de atenção total à determinada situação podem dificultar a geração de memórias claras e, quando forem vivenciadas novamente, serem reconhecidas como uma situação familiar, enquanto o cérebro não consegue lembrá-las totalmente devido à distração no momento em que elas ocorreram.

Apesar de a ciência ainda não conseguir detalhar totalmente os efeitos causadores dessa sensação, pesquisas apontam que o fenômeno pode ter raízes multifatoriais que, a depender da sua frequência, podem indicar problemas cerebrais graves.

Fabiano de Abreu.