quarta-feira, 29 de julho de 2015

Celular é usado por 82% das crianças e adolescentes para acessar internet.

O celular superou os computadores de mesa e passou a ser o aparelho mais usado por crianças e adolescentes para acessar a internet. Pesquisa divulgada ontem pelo Comitê Gestor da Internet revela que 82% dos jovens entram na rede por telefones móveis, enquanto 56% navegam em dispositivos fixos. Os dados foram coletados em 2014, a partir de 2,1 mil entrevistas domiciliares com jovens de 9 a 17 anos.
Em 2013, o percentual de crianças e adolescentes que acessavam a internet pelo celular era 53% e pelo computador, 71%. Também cresceu significativamente o índice de jovens que acessam a rede por tablets, de 16%, em 2013, para 32%, em 2014. A pesquisa mostrou ainda que 81% da população dentro da faixa etária analisada acessa a internet todos os dias. Em 2013, o percentual era 63%.
A maior motivação dos jovens para usar a rede é entrar nas redes sociais (73%), buscar informações para trabalhos escolares (68%) e pesquisas de interesse pessoal (67%). Outro uso importante é o de aplicativos de mensagens instantâneas (64%). Em seguida vêm atividades recreativas como ouvir música (50%) e assistir a vídeos (48%).
Apesar do aumento da navegação, as habilidades relacionadas ao uso da rede não cresceram na mesma proporção. Na faixa de 11 a 17 anos, 64% disseram que sabem bloquear as mensagens enviadas por pessoas indesejadas. Em 2013, o índice era 55%. O percentual de jovens que sabem mudar as configurações de privacidade nos perfis das redes sociais, escolhendo que informações deixar públicas, caiu de 58% para 56%. O número de adolescentes que sabem comparar informações de páginas diferentes para checar a veracidade dos dados subiu de 42% para 46%.
A migração para o acesso por outros dispositivos indica também mudanças de hábito, como explica a oficial do Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) Gabriela Mora. “Os adolescentes estão usando a internet de uma forma cada vez mais individualizada. E uma das características também é essa busca por autonomia. É importante respeitar isso”, destacou.
Busca de privacidade e independência
Junto com a pesquisa, o Unicef lançou a campanha Internet Sem Vacilo, que busca conscientizar sobre os riscos e comportamentos problemáticos na internet. “Então, a campanha provoca muito mais no sentido de estabelecer diálogos do que controle. Mais do que trabalhar com uma supervisão ou restringir o que o adolescente acessa”, acrescenta Gabriela sobre as peças publicitárias estreladas por apresentadores de canais com apelo entre o público jovem no YouTube.
A busca por privacidade e independência é, na avaliação de Gabriela, uma característica normal da idade. “Isso faz parte da própria constituição do sujeito que está ali construindo a sua identidade, criando laços com pessoas que estão fora do círculo familiar. A adolescência é isso, essencialmente.”
Por isso, é importante que os pais e as escolas discutam a relação dos jovens com a rede, ressalta o pesquisador do Centro de Estudos sobre as Tecnologias da Informação e da Comunicação (Cetic) Fábio Senne. Segundo ele, os estudos têm mostrado que uma visão mais participativa tem sido mais efetiva do que impedir o acesso das crianças. As crianças devem acessar a internet, exercer a sua liberdade de expressão e seus pontos de vista na rede, no seu entender, mas a conversa e a mediação sobre o uso que está sendo feito são fundamentais.
Agência Brasil.
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terça-feira, 28 de julho de 2015

Resistir e entregar-se

Quando pensamos sobre nossas angústias, pensamos em uma categoria de resistência ao movimento da vida. Convido você para uma reflexão sobre o tema.
A angústia é consequência da ausência de fluidez diante das diversas movimentações da vida e que, às vezes, são distintas de nossas expectativas egóicas. 
Quando acreditamos que é possível controlar o movimento da vida, geramos as maiores angústias ou um estado de pânico diante do que pode ser natural.
O viver o que está disponível e seguir com determinação em direção as suas metas, faz a vida fazer sentido. Diante de uma angústia na vida pessoal ou profissional, pause e avalie: o que te desconforta? A resposta pode ser uma atitude imatura que você assumiu no momento de querer que tudo aconteça conforme suas determinações.
Não temos o poder de controlar as coisas que estão ao nosso redor diariamente, podemos sim nos posicionar de maneira que desejamos, mas esperar e querer controlar coisas que vão além de nosso controle pode gerar frustração e angustia. Quando buscamos uma integração maior com o que esta disponível na vida fica mais fácil viver o bem estar com maior frequência.
O comportamento de resistir normalmente estimula o julgamento do outro ou das variáveis, mudando o foco para o externo e impedindo uma evolução verdadeira. Quanto mais o nosso foco esta na nossa atitude maior é seu poder para fazer a diferença!
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O pai e seu papel na educação

Abordo neste artigo o poder da aliança paternal presente no dia a dia familiar

Um pai é uma referência, e quando utiliza sua força e sua ternura na mesma medida, educa sabiamente!
O dia dos pais pode ser um excelente momento para pausar e fazer uma reflexão sobre a importância do seu papel numa sociedade matriarcal, em que a figura do pai fica só como um excelente provedor e pouco ativo na orientação e direcionamento dos filhos.
Como estamos em uma época de tantas mudanças, e nada como uma data especial para ativar a mente e avaliar como transformar o seu papel em uma missão - que cá entre nós - é a melhor forma de desenvolvê-la.
Sim, o pai tem uma missão importante na vida dos filhos. Eles compõem a família e pode atuar com desenvoltura nesse contexto, formando adultos com equilíbrio e transmitindo informações e valores através de sua conduta.
Tanto para os filhos como para as filhas, a imagem do pai tem uma grande representação. Um pai que adota um comportamento omisso informa com o seu silêncio. Um comportamento autoritário também informa em sua insegurança. Um comportamento castrador informa sua falta de informação e por ai vai... Assim como um pai que acolhe informa e forma, transmitindo segurança sem ter que falar sobre o assunto.
Um pai que escuta, valoriza. Um pai que apoia, dá paz. Um pai que orienta, traz bom senso. Um pai que ama oferta à possibilidade do mundo para o seu filho!
Muitas vezes a palavra do pai é imensurável, pois a mãe já falou tanto que sua opinião fica banalizada e a voz do pai, quando vem e complementa a informação da mãe, transmite respeito e união para os filhos. Dois aprendizados tão escassos nos dias de hoje.
Durante muito tempo, o pai ocupou um papel de prover e só ver o filho crescer. Hoje, o pai é muito atuante, leva o filho para escola, dá banho, consola, orienta, dá limites e educa como forma de expressar a sua missão.
Diante deste cenário há uma carência de saber como agir, afinal muitos pais tiveram seus modelos de pais que estavam ausentes da ação de educar, as mães estavam no comando da ação e eram cobradas por isso.
Hoje temos as mães tão provedoras quanto os pais e então há, nesse momento, uma grande oportunidade de ocupar esse magnífico espaço aberto para os homens aproximarem-se de suas crias.
Atuar desta forma significa modificar referências e crenças internas, que demonstram uma flexibilidade interior e muita vontade. Às vezes, os pais querem ir além do espaço estabelecido e não sabem como ousar.
Rever sua história e definir parâmetros para o presente é uma forma de transformar as referências e abrir um espaço para exercitar o novo papel. Considerando que a mente operacionaliza o que definirmos como realidade, vale usar essa capacidade mental para especificar e arquitetar o novo pai que você quer ser.
Pensar com carinho na comunicação que você quer desenvolver com seus filhos, como utilizar as palavras que são tão poderosas para gerar essa comunicação promissora.
Tudo isso auxilia definições pontuais para se surpreender nesse papel definindo sua missão, que vale lembrar que pode ser pensada como uma atividade especial para compor melhor sua atuação.
Pense com dedicação o que você quer deixar para seus filhos, que ultrapasse o valor monetário, algo que eles levarão eternamente dentro do seu ser.
Essa é uma forma de definir a sua missão, o que você pode fazer hoje para garantir essa visão de futuro, onde seus filhos terão um patrimônio interno rico.
Pare nesse dia e se dê o presente de refletir mais sobre o seu papel e sua importância na educação dos seus filhos.
A PNL pode ajudá-lo enormemente nessa missão, mudando velhos paradigmas para construir uma nova realidade que permaneça independente do tempo, que seja atemporal como sua visão.

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segunda-feira, 27 de julho de 2015

O poder da gratidão

Ela pode transformar todo um cenário. Ganha quem sente e quem recebe o sentimento.
Reserve no seu dia momentos para treinar ou pensar em gratidão isto sem duvida é um cuidado com a alma, mente e corpo.
Muitos sintomas que o homem vivência nos dias de hoje estão vinculados à ausência da prática de gratidão. A depressão, síndrome do pânico e baixa do sistema imunológico estão presentes pela inexistência de sintonia com o presente e o gesto de gratidão, que definitivamente nos aproxima do sentido da vida.

As pessoas que praticam gratidão desenvolvem pensamentos que dão sentido a própria existência, como uma forma sistêmica de pensar, assumindo como referência que a vida tem um movimento sincronizado e que os acontecimentos estão envolvidos por uma razão maior.

A gratidão proporciona um comportamento de humildade diante dos fatores inesperados da vida, que muitas vezes não temos explicações lineares, além disto, proporciona uma disponibilidade para vivenciar a paz e para lidar com experiências que fogem do controle.

A capacidade para compreender aumenta, quando se tem gratidão, sendo assim compreender as diferenças se torna mais fácil, o que diminui as emoções de frustração, tristeza e mágoa. Toda experiência de gratidão nos torna melhores com a nossa própria vida.

Portanto, sejamos gratos a nossa experiência de vida.

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Tecnologia, um catalisador do amor

Enquanto alguns reivindicam o uso da internet às pessoas que sobre elas têm certa autoridade, outros estão se decidindo se isso é necessário ou não e ainda outros garantem não sentir falta dela. Não é possível ter saudades do que não se conhece, assim como é inviável não se utilizar dessa tecnologia. É como se negar a usar a luz elétrica.
Na era da industrialização a mecânica inundou o mundo, e desde o seu advento a internet fez o mesmo caminho, mostrando-se como um bem universal. A invasão foi tão rápida que ainda estamos tontos, tentando colocar ordem no uso dela, uma ferramenta com um poder tal que exige estudos, ainda que sua força esteja à vista de todos.
Primeiro veio a má fama, o destaque do lado perverso do ser humano, enquanto os benefícios simultâneos não gozaram da mesma divulgação. Falo da internet pessoal e seu uso caseiro, pois a universal instalou-se sem pedir opinião. Quanto mais a tecnologia é usada, bem usada, mal usada, exageradamente utilizada (desde as conexões discadas e caras, levando os estudantes a se ligarem nela após a meia-noite, e irem à escola de manhã com proveito zero), mais o vício é ventilado, tal como os crimes pela rede.
Não é recente, mas um aspecto palpitante é a ação desta ferramenta em despertar sentimentos, os mais variados, começando pelo ciúme, desejo e concretização de infidelidade, descobertas de traições, assim como início e fim de amizade e amor. Destila-se ódio pela rede. Uns atacam, outros defendem e ainda outros se omitem.
O mundo virtual copia a face social verdadeira, espelhando a realidade. Não são mundos paralelos e sim complementares, e o que se faz num afeta diretamente o outro. Isso precisa ser lembrado por todos. O rastreamento é possível, e, caso haja pontas soltas, o bem e o mal serão encontrados. O errado nem sempre se lembra disso. Estar conectado é ter acesso a tudo de bom e ruim que a sociedade produziu e produzirá. Cada um pode se utilizar dos caminhos possíveis, exatamente como na vida. As escolhas dependem da índole de cada um.
Reparo a força positiva das ferramentas Facebook e WhatsApp. A visibilidade, a aproximação e afastamento de pessoas queridas, a geração de novos afetos, a intensificação de sentimentos adormecidos mostra facetas daquilo que supúnhamos, sem saber o tamanho e a sua potencia. Os ódios guardados no freezer podem vir à tona com o frescor da hora do acontecimento, assim como amores e amizades adormecidos podem voltar arrebentando, forçando emoções e despertando sentimentos gostosos ou dolorosos.
Há quem seja desinibido, comunicativo e que, em qualquer situação faça a festa, se dê bem, apareça, arregimente contatos, participe de festas, fique à vontade em qualquer lugar. Outros, mais fechados, tímidos, sérios e acanhados, conseguem pela tecnologia dar seus primeiros passos, fazer amigos, encontrar amores, reaproximar-se de colegas e parentes. Pessoas conhecidas mostram-se mais acessíveis, e as afinidades e diferenças se fazem ver e marcar.
Ainda que eu faça uso diário da internet desde a virada do século, me surpreendo positivamente em relação às oportunidades que a rede oferece, especialmente em relação à família maior, tios, primos, sobrinhos e afins. Há quase meio ano estamos em contato frequente, participando da vida uns dos outros e isso nos torna mais amigáveis, mais próximos, mais solidários e mais felizes.
Assim, só posso, estando satisfeita com os frequentes encontros familiares, propiciados em parte pela tecnologia, constatar que perde quem não a usa para se aproximar de gente, para vê-las, tocá-las, amá-las, convivendo com todas as suas características, boas e ruins, porque poucos são perfeitos. É a internet com seus prazeres e aflições, mistérios e revelações.
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Medicamento pode rejuvenescer sistema imunológico

Novos estudos comprovam eficácia de rapamicina para melhorar defesas do organismo dos idosos. Ratos, cachorros e humanos começaram a realizar testes.
A chegada de novas décadas de idade costuma marcar drasticamente a vida do ser humano. E uma das vítimas é o sistema imunológico dos idosos. Ele acaba debilitado e segue para um declínio drástico. Inúmeras mortes são causadas pelo enfraquecimento das defesas do organismo, que perdem seu poder frente aos invasores.
Uma rápida visita aos Cais de todo país e mesmo hospitais de urgência é suficiente para encontrar batalhões de idosos cuja principal motivação por estarem ali é exatamente a debilidade do sistema imunológico.
Como as crianças, os idosos são mais vitimados por infecções. Há tempos pesquisadores buscam o elixir da juventude. Sem encontrá-lo, optaram por reduzir as expectativas e investigar questões mais pontuais – como o sistema imunológico. E a mais recente descoberta diz respeito a um estudo que foi divulgado na revista Science Translational Medicine.
Os pesquisadores descobriram efeitos paralelos da rapamicina, usada para evitar rejeição depois de transplantes de órgãos.
O medicamento aumentou as defesas do organismo de idosos. A hipótese central é de que a substância retarde o envelhecimento fisiológico do sistema imunológico.

AUTOFAGIA
Segundo o artigo, uma dose de rapamicina teria o poder de anular o mTor (proteína relacionada a síntese proteica muscular, desejada, por exemplo, por fisiculturistas). Por sua vez, a impedindo de agir, ocorre o rejuvenescimento do sistema imune. A mTor é a simplificação de mammalian target of rapamycin. Ela está ligada ao crescimento celular, mobilidade, autofagia e outros mecanismos.
Para jovens, ativar a mTor significa ter um corpo forte e sarado. Mas com o avançar da idade, ela teria efeito negativo sobre a saúde. Daí a tentativa de ‘desligá-la’.
A pesquisa já chegou nas grandes empresas, caso da Novartis de Siena (Itália) e Boston (EUA). Elapatrocina a pesquisa junto com a Universidade Standford, na Califórnia (EUA).
Os autores Joan Mannick, Giuseppe Del Giudice e Maria Lattanzi acreditam que a rapamicina poderá ser usada para retardar o envelhecimento.
Eles já revelaram sua eficácia para alongar a duração da vida de ratos. Agora, o mesmo procedimento tem sido aplicado em cães e as respostas devem ser divulgadas em 2016.
O artigo da Science Translational Medicine, todavia, traz os experimentos com idosos: eles tomaram a dose de rapamicina e apresentaram 20% a mais de anticorpos contra a gripe. Foram pesquisados 200 idosos acima de 65 anos. O grupo que tomou placebo (remédio sem eficácia) ficaram mais suscetíveis às doenças.
Outra constatação é que células (glóbulos brancos degenerativos) que prejudicam o sistema imunológico foram reduzidas.

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domingo, 26 de julho de 2015

Vivem para as metas, mas se esquecem de metas para viver

Estamos vivendo cada vez mais de maneira corrida, em que as cobranças no mercado de trabalho estão sendo cada vez mais postas na vitrine. Pensando bem, qual seria a consequência disso? Funcionários adoecidos versus sobrecarregados. Ou então enlouquecidos com suas metas, as quais devem atingir. Fico me questionando, e quando não atingem, como se sentem? Como se comportam? Afinal, como reagem? Ah, isso não podemos esquecer, muitos acabam que não ficam, se vão. E isso tudo, não por espontânea vontade, mas por exaustão.
Sim, a mente sofre e os resultados no trabalho, também. Apesar de tudo, tentaremos solucionar.
Veja bem, como podemos perceber, os trabalhadores mal conseguem curtir seus intervalos, pois mal tomam seus cafés e comem suas bolachas e já devem, rapidamente, retornar para os seus expedientes para então fechar suas metas. Ou seja, vivem da tal das metas. Ou melhor, vivem para as metas, mas esquecem-se de metas para viver. Sabe-se que estas acabam causando desgaste nos funcionários, o chamado esgotamento, e o que fazer nestes casos dos quais se chega ao limite?
 Pode-se negociar com o chefe, respirar fundo e tentar refletir sobre uma melhor forma de lidar com tudo isso, sem prejudicar o local de trabalho e sua oportunidade no emprego. Sempre é importante, nessas horas, pegar um ar fresco e seguir adiante.
É aconselhável que os trabalhadores se deem um tempo livre não somente para o trabalho prosperar, mas para também cuidarem de sua saúde, pois no final das contas, é o lazer que faz o sucesso. Pois funcionário sem um lazer em dia é funcionário entristecido por não ter aproveitado seus dias livres. Por isso, aproveite para obter sucesso ao retornar para o trabalho.
É importante ressaltar, que caso não tenham atingido determinada meta, o essencial é não se culpar. Até porque, chega um momento em que se torna mais difícil o alcance de determinada meta, principalmente naqueles casos em que ela se torna muito alta. Então o fundamental é o funcionário não se cobrar tanto, afinal, se ele adoecer psicologicamente, o seu chefe e o seu trabalho continuam, mas ele não.
O que recomendo aos trabalhadores é: Cuidem-se! Exijam-se menos e trabalhem mais, saibam lidar com a pressão, pois, uma hora, ela sempre passa e, muitas vezes, é necessária para seus próprios crescimentos como profissionais. Se os funcionários tomarem as rédeas do cuidado, além do chefe agradecer, suas vidas agradecem em dobro. Diga sim à saúde, a sociedade precisa de trabalhadores, mas principalmente, sãos.
Por fim, vá à luta! Mas continue amando o que faz ou procure amar. Este é o seu trabalho amanhã, talvez, mas, no fundo, é a sua vida. E, no fim das contas, é ela quem está em jogo.
 
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Uma mulher chamada Hipácia

Em História Eclesiástica, escrita no século 5, época em que a cidade de Atenas vive o seu momento de esplendor cultural, o historiador Sócrates, o Escolástico, escreve: "Havia em Alexandria uma mulher chamada Hipácia, filha do filósofo Théon - matemático, astrônomo e diretor do Museu de Alexandria -, que fez tantas realizações em literatura e ciência que ultrapassou todos os filósofos da época. Havendo progredido na escola de Platão e Plotino, ela explicava os princípios da filosofia a quem a ouvisse. E muitos vinham de longe para ouvi-la".
Inteligente, bela e erudita, Hipácia adotou o ascetismo como padrão de vida. Vestia-se com sobriedade, usando com rara elegância o manto dos filósofos: uma espécie de túnica branca despida de ornamentos. Celibatária, não acumulou riquezas materiais e sua vida foi pautada pela rigidez moral.
 Principal representante do neoplatonismo do seu tempo, dedicou-se a pensar o mundo das ideias em analogia ao mundo físico, a investigar se a alma era una ou dividida, a partir de questões metafísicas provocadas por Plotino. As teses estudadas e debatidas com alunos eram reservadas, mas Hipácia também realizava conferências abertas que atraíam homens poderosos, entre eles, Orestes, prefeito da cidade.
Nascida em uma cidade na qual diferentes religiões conviviam, Hipácia era pagã. Raramente frequentava o templo. Muitos de seus alunos eram cristãos, entre eles, Sinésio de Cirene, futuro bispo de Ptolemaida. A religião jamais foi um impedimento na sua relação com eles.
Todavia, mudanças político-religiosas geram em Alexandria uma sociedade em permanente tensão. A tolerância religiosa, antes vivenciada, apresenta-se estremecida pelo radicalismo. Seitas são expulsas da cidade e, cada vez mais, a população é insuflada contra pessoas de destaque que poderiam ser consideradas uma ameaça à expansão do cristianismo. E é justo nesse contexto social que Cirilo, bispo de Alexandria, resolve investir contra Hipácia e seu confidente, Orestes.
 Monges atiçados por Cirilo atacam Orestes. Há entre o prefeito e o bispo da cidade uma violenta disputa política por poder e influência nos destinos de Alexandria. Crente de que a filósofa representa a grande força que ampara o prefeito, o bispo instiga seus prosélitos a espalharem na cidade o boato de que Hipácia é uma feiticeira, que se vale de magia negra para controlar Orestes. A mentira prospera. A boataria avança entre as camadas mais simples da população urbana. Liderada por Pedro, o Leitor, uma turba decide pelo linchamento da filósofa.
Numa tarde ensolarada de março de 415, durante a Quaresma, Hipácia, então com quase 60 anos de idade, é retirada com violência de sua carruagem por uma multidão enfurecida e arrastada até a igreja de Cesarion, antigo templo de culto a Júlio César. Ali, desnuda, tem sua pele e sua carne arrancadas por afiados cacos de ostras. Acusada de feitiçaria, é destroçada viva pela turba ensandecida. Morta, amputam-lhe os membros inferiores e superiores. O que resta do cadáver é queimado em uma pira nos arredores de Alexandria. A morte da última grande filósofa da antiguidade clássica deixa toda uma tradição lógica na penumbra durante séculos. Somente será redescoberta pelo Renascimento.
Nada se sabe de Orestes, depois da morte de sua mestre. Cirilo, pleno de poder, manda fechar os templos e proíbe a prática de qualquer religião ou seita fora do cristianismo. Canonizado, é hoje conhecido como São Cirilo de Alexandria.
O filme Ágora, de Alejandro Amenábor, lançado no último Festival de Cannes, resgata a saga de Hipácia. Contudo, a maior parte do seu trabalho intelectual jaz perdido. Sabe-se, porém, que ela escrevera comentários sobre duas importantes obras gregas: a Aritmética, de Diofanto, e as Seções Cônicas, de Apolônio. Da obra filosófica, nada restou escrito por Hipácia. Muito do que discutia com os alunos era, por princípio, mantido em segredo. O pouco que se conhece vem das cartas de Sinésio de Cirene, ele próprio bispo cristão, mas capaz de se referir a uma pagã como "minha mãe, minha irmã e benfeitora minha".
Filha de Théon, Hipácia superou seu pai e mestre na ciência dos números e ainda tornou-se uma expoente do pensamento filosófico neoplatônico.
 É considerada a última intelectual de relevância de Alexandria, centro da cultura grega no mundo helenístico. A figura de mulher-filósofa - única mulher a dirigir o Museu de Alexandria -, merece ser lembrada não para falar de uma regra de liberdade feminina na sociedade alexandrina antes do período bizantino, mas sim para fazer com que se possa refletir como houve um crescimento considerável do campo de atuação do feminino nesse mundo pagão alexandrino, que encontra seu ocaso simbólico no assassinato de Hipácia, sophia da ágora de Alexandria.

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sábado, 25 de julho de 2015

Será que o brasileiro é mesmo cordial e pacífico?

Advogado cita Sérgio Buarque de Holanda para fazer a ressalva: ” O fato de o brasileiro ser cordial, ou emocional, revela tão somente aquilo que já sabíamos: somos (na média) um povo ignorante, tosco, primitivo”
Premissas hipotéticas: quanto mais primitivo o povo, mais violento e menos cordial e pacífico ele é; quanto mais imperialista ou colonialista é o país, mais violento e menos cordial e pacífico ele é; quanto mais fundamentalista (extremista, fascista, dogmatista, nacionalista, nazista, discriminador, intolerante) é o país ou determinado agrupamento humano, mais violento e menos cordial e pacífico ele é.
O Brasil não é um país colonialista ou imperialista (ao contrário, até hoje continua com muitos traços de um país colonizado). O que, então, explicaria a violência epidêmica no nosso território (recorde-se: o Brasil é o 12º país mais violento do planeta, com 29 assassinatos para cada 100 mil pessoas)? Resposta: o primitivismo e seu filhote que é o ignorantismo (3/4 da população são analfabetos funcionais), assim como alguns rebentos fundamentalistas.
Quanto mais indicadores estatísticos aparecem, mais as premissas hipotéticas vão se confirmando. Relatório divulgado pela ONG Visions of humanity, em 2015, que elabora o Índice Global da Paz, aponta o Brasil na 103º posição, dentre 162 países.O Brasil, para além de ser um dos países menos pacíficos do mundo, é um dos que mais gastam com o item segurança. Bilhões são gastos (mais de 60 por ano), sem nenhuma melhora na diminuição da violência (em termos nacionais).
Sérgio Buarque de Holanda (autor do clássico Raízes do Brasil, 1936) jamais quis dizer que o povo brasileiro é cordial, pacífico, apaziguador ou da paz[1]. O povo que extermina mais de 57 mil pessoas por ano intencionalmente (29 para cada 100 mil pessoas), que massacra suas mulheres e crianças (milhares de crianças lesadas e 15 homicídios de mulheres por dia), que mata 43 mil por ano no trânsito, que conta com 19 das 50 cidades mais violentas do mundo, que é campeão no item violência contra professor e que é o 12º mais violento do planeta, não pode mesmo ser tido como cordial ou pacífico (muito menos, seguro). Somos um povo carnavalesco, mas isso não significa cordialidade (porque até mesmo durante as festas muitas pessoas são assassinadas).
Sérgio Buarque de Holanda, portanto, quis dizer outra coisa: cordial (derivado de cor) relaciona-se com o coração. Ele pretendeu afirmar que o brasileiro é movido pelos impulsos do coração, pela emoção, pelos afetos. É uma criatura em geral bastante primitiva e, assim, muito mais emocional que racional. É mais leal aos laços familiares e às amizades do que qualquer outro tipo de associação (sociedade mercantil, clube, vida coletiva ou comunitária). Os políticos, muitas vezes, revelam mais preocupação com o acomodamento da família e das amizades (sobretudo partidárias) do que com a comunidade.
As classes dominantes rapidamente assumiram a cordialidade (a pacificidade) como característica do povo brasileiro porque isso é muito conveniente para quem vive da ideologia da desigualdade extrema, da exploração e da opressão.
A “cordialidade” referida por Sérgio Buarque não é uma peculiaridade genuinamente brasileira. “Com um pouco de observação, notamos que ela é comum a todos os países ou grupamentos humanos pouco desenvolvidos, aqueles mais próximos ao estágio de organização social em torno de clãs familiares. Quanto mais ignorância [quanto mais “bom selvagem”, de que falava Rousseau), menos discernimento, mais impulsividade, mais barulho, mais efusão, mais contam os laços sanguíneos e menos contam os laços não-sanguíneos”. Em suma, quanto mais educação, menos emoção é exibida, e o fato de o brasileiro ser cordial, ou emocional, revela tão somente aquilo que já sabíamos: somos (na média) um povo ignorante, tosco, primitivo.

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Ministério vai usar drones na fiscalização de trabalho escravo

A equipe de auditores-fiscais da Superintendência Regional do Trabalho e Emprego no Rio de Janeiro (SRTE-RJ) vai utilizar um novo equipamento para a fiscalização no estado: a partir do início de agosto, eles usarão cinco aparelhos voadores não tripulados, os drones, para usar nas operações.

O chefe de planejamento da seção de segurança e saúde no trabalho da superintendência regional do Trabalho e Emprego no Rio de Janeiro, o auditor-fiscal do trabalho Raul Vital Brasil, disse que outro drone será doado à Polícia Rodoviária Federal: “A Polícia Rodoviária Federal é a nossa principal parceira nas operações de combate ao trabalho análogo a escravo. Como recebemos seis e eles são parceiros nossos achamos viável dar um para a Polícia Rodoviária Federal”.

Os seis drones foram comprados com parte dos R$ 3 milhões pagos pela financeira Losango, integrante do grupo financeiro HSBC, num processo por dano moral coletivo devido à terceirização irregular de empregados. A decisão de repassar uma parcela dos recursos é do Ministério Público do Trabalho no Rio de Janeiro (MPT-RJ), após a assinatura de um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC).

O uso de valores de multas foi possível depois da decisão da Câmara de Coordenação e Revisão do Ministério Público do Trabalho (MPT) de janeiro de 2009 destinando os recursos a órgãos e entidades públicas ou privadas que prestam atendimento social ou assistencial. Outra parte da indenização será revertida ao Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT).

Vital Brasil destacou quatro casos de ações em que o equipamento vai permitir a ampliação das fiscalizações. Um deles será em embarcações de pesca, nas quais são registradas ocorrências de trabalho análogo a escravo. “Nas próximas operações de pesca, já pretendemos usar os drones”, disse ele.

Outra situação é em pedreiras, onde os trabalhadores ficam concentrados em alguns locais e quando veem as equipes de fiscalização fogem. O uso do equipamento, neste caso, vai ajudar a localizar os trabalhadores e verificar as condições de trabalho deles.

As operações na área rural também usarão os aparelhos. “Muitas vezes quando a fiscalização chega na fazenda, ela é muito grande e está com a porteira fechada. Com o drone, vai ser fácil localizar onde os trabalhadores estão para podermos chegar até eles”, revelou.

O auditor-fiscal disse ainda que a utilização do equipamento vai favorecer também as fiscalizações em grandes obras, como as que estão sendo feitas para os Jogos Olímpicos de 2016. “Com o drone vamos conseguir sobrevoar as grandes obras, ver o estágio em que estão e saber o melhor momento de agir”, explicou.

Para a utilização dos equipamentos, sete auditores-fiscais do trabalho fizeram durante dois dias um curso de capacitação que terminou na quarta (22). Agentes da Polícia Rodoviária Federal também participaram do treinamento. Em cada drone do modelo Inspire1, haverá uma câmera que poderá fazer fotos e gravar vídeos com resolução de até 4K, considerada Ultra HD. Os voos têm duração aproximada de 20 minutos, com alcance de aproximadamente dois quilômetros e a cerca de 70 metros de altura.

A utilização dos drones ainda não foi regulada pela Agência Nacional de Aviação Civil (Anac). Por isso, nas operações da SRTE-RJ, inicialmente, os aparelhos serão utilizados em fase de testes. De acordo com a ANAC, somente em dois casos é permitido o uso dos equipamentos, em aeromodelismo ou em operações experimentais, mas, mesmo assim, é preciso ter o Certificado de Autorização de Vôo Experimental (Cave), emitido pela Anac e pelo Departamento de Controle do Espaço Aéreo (Decea). Vital Brasil informou que o ministério está encaminhando o pedido de autorização à Anac.

Por Ag. Brasil.


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