quarta-feira, 19 de junho de 2013

Um passo à frente e três ou quatro para trás.



Existem momentos de empolgação do povo brasileiro com algumas ações aparentemente positivas dos nossos dirigentes na esfera dos três poderes. É um verdadeiro oba-oba na base do “agora vai mudar”! Ledo engano. Imediatamente vem um festival de outras medidas retrógradas altamente prejudiciais.

 A administração pública é pródiga em fazer das boas notícias ensaio para as desastrosas. Este ano o ensaio beneficente começou com a diminuição do preço da energia elétrica. Depois, veio a série de ações do verdadeiro Brasil.

Primeiro foi o pré-julgamento do ministro Carlos Roberto Barroso ao afirmar que o Supremo Tribunal Federal, no rumoroso caso do “mensalão”, decidira em desacordo à linha habitual, o que chamou de “um ponto fora da curva”, numa insinuação de que houve um julgamento de exceção. Com essa afirmativa, ele antecipou o voto que dará nos julgamento dos recursos.

Na mesma esteira, o Congresso Nacional está aprovando um projeto de lei complementar para abrir novamente a porteira da criação de novos municípios. A nova lei devolverá às assembleias legislativas a competência para elas autorizarem a criação de novos municípios, que serão mantidos com os repasses de verbas federais e estaduais, já que não terão uma fonte significativa de receita.

Contentar-se literalmente com pouca miséria não é do estilo do Congresso Nacional. Dando seguimento à farra do inchaço da máquina pública, foi aprovada a criação de quatro novos tribunais regionais federais. Os defensores da ampliação alegam que o povo precisa estar mais próximos da Justiça.

Bem antes das benesses de uma Justiça federal, “Josés e Marias” formam uma clientela de gente humilde com muitas necessidades prévias de outras justiças básicas. 

A começar por uma cama e um quarto em substituição às macas e aos corredores de hospitais públicos, onde agonizam dias a fio. Concomitante, faz-se necessário um ensino de qualidade; um telefone que funcione, uma rua com rede de esgoto e centenas de outras “justiças”, incluindo principalmente uma segurança que assegure a seus filhos usarem um tênis sem perder a vida.

Além de tudo, seria preciso assegurar ao povo condição para ter acesso à Justiça, já que hoje somente por meio de advogado, o que a esmagadora maioria não consegue. Atribuir a criação desses tribunais aos benefícios que trariam à população seria o mesmo que obrigar a utilização do dinheiro do programa bolsa-família na compra de lagosta e caviar em vez de pão, café e feijão. 

Por essas e outras, o brasileiro já tem por certo que toda vez que o país dá um passo adiante, significa que três ou quatro estão programados para trás.


Comente este artigo, participe...

segunda-feira, 17 de junho de 2013

Advogado diz que internautas estão sujeitos às leis dos EUA



Especialista diz que quebra de privacidade é "absurda agressão a direitos humanos"
No universo da internet, estamos todos sujeitos às leis dos Estados Unidos. Essa é a conclusão do perito forense e advogado especializado em tecnologia da informação José Antônio Milagre sobre as denúncias de que órgãos de segurança norte-americanos têm acesso aos servidores de empresas de telefonia e de internet sediadas no país. Para o especialista, se as denúncias forem confirmadas, a quebra da privacidade dos internautas pode configurar “uma absurda agressão a um direito humano internacionalmente reconhecido”.
A extensão dos grampos ainda é desconhecida. O presidente dos EUA, Barack Obama, já admitiu que o Congresso autorizou a execução do programa de vigilância das comunicações chamado Prism (em português, Métodos Sustentáveis de Integração de Projetos), mas alegou que “ninguém ouve” as chamadas telefônicas dos cidadãos norte-americanos.
 “Sempre imaginamos a internet como um patrimônio mundial. Só que ela necessita de servidores que armazenem e suportem os serviços e as interações proporcionadas pela rede mundial de computadores. E basta mapearmos a estrutura física [da web] para constatarmos a grande dependência da infraestrutura norte-americana”, disse o advogado à Agência Brasil.
Na quarta-feira, 12, ao revelar que o governo está preocupado com o tema, o ministro das Comunicações, Paulo Bernardo, defendeu a necessidade de mudanças na legislação brasileira e a construção de centros de processamentos de dados (data centers) no país. Para o ministro, isso permitiria que as informações dos internautas brasileiros fossem armazenadas no país e ficassem submetidas à legislação brasileira.
 “Os principais serviços, como as redes sociais, são oferecidos por empresas sediadas em solo norte-americano. Além de estarem, portanto, sujeitas às leis dos EUA, elas nos impõem termos de uso em consonância com a legislação norte-americana”, comentou o advogado, destacando a “pouca maturidade” da maioria dos brasileiros com o tema da privacidade na rede mundial de computadores.
De acordo com o advogado, as redes sociais não oferecem opção aos usuários. “Até porque não há escolha. Ou a pessoa aceita os termos de uso, ou se desliga da internet. Por isso, as pessoas cedem parcelas de sua privacidade. A questão é que, até hoje, a maioria dos usuários acreditava que suas informações pessoais estariam seguras e não seriam intercambiadas. Esse episódio apenas reforça [a tese de] que a proteção aos dados de estrangeiros não é tão robusta quanto muitos imaginavam”, ponderou o especialista.
José Antônio Milagre aponta que as matérias dos jornais The Guardian (britânico) e The Washington Post (norte-americano), escritas a partir das revelações feitas por Edward Snowden, ex-agente da CIA, a agência de inteligência norte-americana, indicam que os dados de internautas de todo o mundo eram coletados pelas empresas e compartilhados com o governo norte-americano sem qualquer autorização, com a justificativa de "proteger os cidadãos norte-americanos".
“Na medida em que as autoridades coletam essas informações sem o conhecimento dos usuários ou de uma autorização judicial, há, evidentemente, uma violação de tratados, garantias e direitos reconhecidos internacionalmente”, disse o especialista, defendendo a necessidade de novos mecanismos para evitar a violação de dados, salvo em casos excepcionais, com ordem judicial. “Esse episódio vai contribuir para uma reflexão sobre a necessidade de diretrizes ou normativas internacionais a respeito da preservação da privacidade das informações pessoais. Ainda tratamos a privacidade com o olhar de 40 anos atrás”, acrescentou.

Por Ag. Brasil.

Comente, participe...

domingo, 16 de junho de 2013

Respeito ao idoso

Comemoramos nesse sábado, dia 15 de junho, o dia dedicado ao idoso.
Um bom momento para perguntar o que o Brasil está fazendo em benefício daquele que após toda uma vida de trabalho dedicada ao País e sua projeção internacional, hoje chegou à chamada "Melhor Idade" mas que, infelizmente, não consegue desfrutá-la, como seria o correto, pelo miserável benefício da aposentadoria que recebe.

Caminhamos a passos largos para uma maioria de pessoas de mais idade, posto o desaparecimento anualmente, de milhares de jovens, no alto índice de acidentes de trânsito, por morte natural ou mesmo pelo consumo, cada vez mais violento, de álcool e drogas e, com isso, o idoso, embora sacrificado com atividade extra para manter uma média salarial que lhe possibilite a sobrevivência, se mantém longe desses problemas que a vida está jogando nos ombros dos mais jovens.

Lamentavelmente, o País faz muito pouco pelos seus idosos e os exemplos podem ser vistos nas longas filas junto aos hospitais para a marcação de consultas, com uma triste espera pelo atendimento, especialmente quando da necessidade de exames e que nem sempre encontra o paciente com vida, ou pelos benefícios miseráveis que são pagos pela Previdência Social, inviabilizando a tranquilidade de quem chegou à aposentadoria.

 Na consequência a necessidade da busca de um trabalho, mesmo que na atividade informal, para a manutenção de uma média salarial que possibilite o sustento da família, ou então, se manter na dependência de filhos e amigos, nem sempre em condições de prestar ajuda, posto que também sofrem com a necessidade de esticar expedientes para receber um pouco a mais, pelos compromissos que também assumiram.

O governo, a bem da verdade, coloca estrutura à disposição dos idosos, assim como o fazem, também, entidades privadas que, em esforço benemérito, oferecem lazer e diversão e em muitos casos, atividades físicas visando à manutenção da saúde mas, sabidamente, poucos são os que podem aproveitar tais benefícios, pela necessidade do trabalho de complementação de renda, mesmo sob o sacrifício de enfermidades, tão comuns na idade mais avançada.

No outro lado, estão os políticos que, de maneira comum, utilizam horas de tribunas e mídia para saudar aos que chegaram à terceira idade mas que, de positivo pouco fazem por eles, posto que na procura do voto, idosos estão fora do foco, isentos do compromisso do voto.

Lamentável mas, infelizmente, essa é a realidade que vivemos.


Comente este artigo...

sábado, 15 de junho de 2013

As provas do tempo ao sabor da vida

Nas agonias, experimentamos o sabor do aprendizado induzido ou imposto no tempo ao tempo e, que certamente nos condicionam ao nosso crescimento, seja ele, dentro de um princípio injusto ou justo na sua, na minha, na nossa lapidação e formação de uma nova postura em direção quem sabe da construção e reconstrução de um novo ser. 
O livro Fonte Viva, obra ditada pelo espírito de Emmanuel, psicografada pelo saudoso Francisco Cândido Xavier, aquele, pequeno grande homem iluminado apenas nas coisas de Deus, bela pessoa em alma e vida, que talvez fizesse e faça parte daqueles poucos anjos de uma imensidão de brasileiros e, que donde com muita entrega dedicou-se durante a uma vida inteira ao legado transformador do nosso ser e descritas em particular na parábola extraída de João, 15:8 que diz “Nisto é glorificado meu Pai, que deis muito fruto; e assim sereis meus discípulos” – Jesus.  Nesta glorificação, algumas interpretações e reflexões  nas quais tento traduzir seus ensinamentos na inexperiência de minha existência, mas, na sintonia da intenção simplória de estabelecer parâmetros de posturas nos seguintes trechos do referido livro  harmonizada ate aqui, na minha visão. Agora, concentre-se e leia ao afinal vai construir a sua visão que “somente assim” diz: 
“Em nossas aflições, o Pai é invocado”. Porque somente nestes momentos apelamos a sua interferência? Descubram-se dos seus véus;
“Nas alegrias, é adorado”. Apenas com dinheiro, tornam-se alegres;
“Na noite tempestuosa, é sempre esperado com ânsia”. Socorro, apenas no agito dos ventos;
“No dia festivo, é reverenciado solenemente”. Deixem de rótulos, símbolos;
“Louvado pelos filhos reconhecidos e olvidado pelos ingratos, o Pai dá sempre, espelhando as bênçãos de sua bondade infinita entre bons e maus, justos e injustos”.  Somos cheios de fronteiras no amor de cristo;
“Ensina o verme a rastejar, o arbusto a desenvolver-se e o homem a raciocinar”. Pague com o bem ao mal que lhe é feito, eis a nossa postura digna;
“Ninguém duvide, porém, quanto à expectativa do Supremo Senhor a nosso respeito. De existência em existência, ajuda-nos a crescer e a servi-lo, para que, um dia, nos integremos, vitoriosos, em seu divino amor e possamos glorificá-lo”.  Subamos a escalada da evolução, escalando o sermão da montanha na palavra do mestre Jesus;
“Nunca chegaremos, contudo, a semelhante condição, simplesmente através dos mil modos de coloração brilhante dos nossos sentimentos e raciocínios”.  Aos sentimentos do verdadeiro amor em busca da perfeição nos ensinada ao tempo de cada tempo de nossas existências;
“Nossos ideais superiores são imprescindíveis, e no fundo assemelham-se às flores mais belas e perfumosas da árvore. Nossa cultura é, sem dúvida, indispensável, e, em essência, constitui a robustez do tronco respeitável. Nossas aspirações elevadas são preciosas e necessárias, e representam as folhas vivas e promissoras”.    Sejamos sonhos coloridos de vida eterna com raios de luzes do grande Sol na energia que migram na força da energia cósmica.  Com isto, tudo e todos serão iluminadas nas fontes vivas do nosso ser.
Finalmente parafraseando Chico Xavier, sejamos braços fortes que apóiam os braços fracos na direção do porto seguro de todas as construções de nossas atividades, dentro da vida sendo vida das multidões, produzindo muito fruto de paz e sabedoria, amor e esperança, fé e alegria, justiça e misericórdia, em trabalho pessoal digno e constante, porquanto, somente assim o Pai será por nos glorificado e só nessa condição seremos discípulos do Mestre Crucificado e Redivivo nas provas do tempo ao sabor de todas as nossas vidas.  Aos meus caros leitores, deixo aqui a seguinte reflexão que diz: “Nadem no nado ao nada e, certamente não encontrarão nada”. Muita Paz!…


Comente, participe...

quinta-feira, 13 de junho de 2013

Lixo eletrônico, o que fazer com ele?




Uma grande preocupação para os ambientalistas e gestores ambientais é o lixo eletrônico devido ao crescimento de vendas dos produtos eletrônicos e o rápido período de vida útil deles, principalmente os computadores e celulares, acarretando um grande volume de equipamento descartado no meio ambiente.
Com a preocupação em preservar o meio ambiente, existe uma grande tendência de que a legislação ambiental caminhe no sentido de tornar as empresas mais responsáveis pelo ciclo de vida dos seus produtos. O lixo eletrônico, como computador, que fica absoluto é uma batata quente pela qual nem as autoridades nem as empresas querem responsabilizar-se.
Estes resíduos contêm produtos tóxicos e estão se tornando uma preocupação para as organizações ecologistas e as autoridades estatais. Muitos artigos eletrônicos têm uma vida útil muito curta, os jovens substituem os seus celulares e computadores por modelos mais recentes, e com isso torna-se preocupante a forma em que esses produtos vêm sendo descartados no ambiente.
Em Goiânia existe a sucata eletrônica somente por consumismo, são recicladas as partes que servem para conserto de outros computadores e vendidas por um custo baixo. As partes que não são feitas no Brasil são enviadas para São Paulo e depois para a China. Das placas, por exemplo, são retirados os materiais (ouro, prata, chumbo, paládios, cobres e outros), que são metais pesados e levam muitos anos para se decompor no solo. As placas dos telefones celulares também são comercializadas para as oficinas de conserto.
As baterias dos celulares, por sua vez, descartados de modo indevido - geralmente em lixões ou aterros sanitários - emitem radiações, trazendo riscos à saúde pública, tais como exposições de radiação, aos catadores de lixo, tendo assim a possibilidade de contrair um câncer de pele e futuramente causar danos ao meio ambiente.
Com a reciclagem dos produtos eletrônicos, há vários benefícios econômicos e sociais e principalmente ambientais, pois com isso diminui o lixo no ambiente, criação de empregos e diminui as fontes de contaminação do ar, solo, da água e outros.
Sendo assim, o ganho é geral por adotar uma postura ecologicamente correta. É uma medida que deve ganhar relevância nos próximos anos, é o poder da união entre indústria e logística reversa em favor de um crescimento social de geração de empregos direto e indireto na indústria de reciclagem desses produtos.
Segundo Inovação e Tecnologia (2008), atualmente uma pequena quantidade das placas de circuito impresso vai para um processo de reciclagem. A maioria delas é jogada em aterros sanitários, o que libera poluentes tóxicos, tais como metais pesados e dioxinas nas águas subterrâneas e na atmosfera.

Comente sobre o assunto...