sexta-feira, 21 de janeiro de 2022

A rebelião das novas elites - Os anarquistas do terceiro milênio

 A elite da elite dos millennials se caracteriza pela hipocrisia e o individualismo

a rebelião das novas elites - os anarquistas do terceiro milênio

Os millennials são constituídos de 3 grandes tribos distintas:

1) Pela grande massa dos destituídos, com baixa educação e poucas possibilidades de inserção na Economia 4.0;

2) Pela elite bem educada, que tem amplas possibilidades de plena inserção nos grandes avanços que já se realizam pela inteligência artificial, pela computação quântica, pelo 5G;

3) E pela elite da elite, "o crème de la crème" dos millennials, que chamo dos anarquistas do século XXI.

A rebelião das novas elites ou dos anarquistas do século XXI se constitui, também, numa tribo com características bem próprias que marca o nosso tempo. Pensam à esquerda, mas vivem à direita.

Em geral são ricos, já que regiamente recompensados pelas inúmeras organizações em que, transitoriamente, prestam serviços, sem quaisquer vínculos mais profundos de compromisso e dedicação.

Vestem-se sem ostentação, ora casual ora formal, ajustando-se às circunstâncias apropriadas, como se não tivessem tanto dinheiro ou se apresentando nos "trinques", quando necessário.

Gostam de passar férias em lugares exóticos, principalmente em países africanos e asiáticos, nas montanhas do Himalaia e da Nova Zelândia ou nos desertos da Austrália.

O máximo permitido é Cuba, a Disneylândia da esquerda brasileira.

Mas não dispensam os voos de classe executiva e o dernier cri da última trapizonga tecnológica.

Compadecem-se da miséria e da fome nos países subdesenvolvidos, mas não abrem mão do vinho dernier cru e das delícias da nouvelle cuisine.

As novas elites são, assim, um híbrido não muito bem definido entre hippies e yuppies: vocalizam os valores de liberdade e de afirmação dos anos 1960, mas focam a ação profissional na busca da riqueza em moto-contínuo.

Moralizam a transgressão e produzem um discurso de rebeldia ao establishment, mas, contraditoriamente, atuam na busca permanente por usufruir o máximo de conforto, benefícios e privilégios que sejam capazes de apropriar e acumular, típica dos millennials.

A rebelião das elites é a contracultura às organizações que se pretendem autocultuar como se fossem verdadeiras seitas do trabalho. Constituem-se como verdadeiro apartheid social no mundo empresarial globalizado.



São os anarquistas do terceiro milênio. Não aceitam limites ou laços permanentes com lugares, pessoas ou organizações. Em verdade, nem com cidades, regiões ou países. São os novos nômades dos tempos globalizados.

Não são anarquistas contrários à globalização, tão comuns nas manifestações de rua nos últimos tempos em todo o mundo.

Ao contrário, centram a sua rebeldia em um anarquismo individualista, no qual buscam tirar partido temporário das circunstâncias onde quer que estejam. "O negócio é levar vantagem em tudo". Para esse grupo dos millennials, a moral cedeu lugar ao moralismo da hipocrisia. E hipocrisia vira o vício da moda; e o vício da moda vira virtude.

Vagam como predadores, de organização em organização em busca de sua autorrealização, prestígio e reconhecimento, a despeito das consequências que geram nos circunstantes por suas decisões sempre voltadas para os interesses dos que detêm o poder no mundo dos negócios. São adeptos do maquiavelismo do sucesso pessoal: "que se danem os escrúpulos", apesar do discurso moralizante do politicamente correto. Praticam a escalada do "como se dar bem". São as forças mercenárias das elites globalizadas, cada vez mais requisitadas para o enfrentamento de crises específicas ou para o redirecionamento de metas, de demissões, de missões e de visões mais utilitaristas, ou para realizar as joint ventures soi disant de incorporações e fusões, compras ou absorção cruéis de empresa por outra.

Não vestem a camisa de ninguém: países, organizações, equipes, pessoas, parentes ou familiares diretos. São leais somente a si próprios e ao que temporariamente realizam. São "os donos dos castelos dos homens sem alma".

São como algumas estrelas do jet set internacional, como o jogador Ronaldinho Gaúcho que, certa vez, declarou à imprensa: ganhar o campeonato europeu com o Barcelona era muito mais importante do que participar da Copa Mundial jogando pelo Brasil.

São rigorosamente contrários à atual ordem econômica mundial, mas nada fazem para mudá-la, além de discursos ácidos, em geral, numa reunião social festiva.

Ao contrário, tudo fazem para tirar do sistema que tanto criticam o que melhor puderem obter para si.

Em suma, discutir o mercado de trabalho, novas tendências e tecnologias no florescimento da Economia 4.0 sem considerar essas tipicidades da realidade das gerações Y e Z, os millennials, que já ascendem e ascenderão às direções das organizações e dos governos na sociedade globalizada, é "querer tapar o sol com a peneira", é querer buscar refrigérios para as questões candentes que, de fato, são as causas reais das circunstâncias em que já vivemos e vamos viver no futuro.

Wagner Siqueira

terça-feira, 18 de janeiro de 2022

Como alcançar a prosperidade em todas as áreas da vida?

A prosperidade é um belo estado de espírito. Nada tem a ver com a quantidade de dinheiro que temos a nossa disposição.

A PROSPERIDADE É UMA ENERGIA MAIS ABRANGENTE DO QUE O DINHEIRO, AS MAIORES BÊNÇÃOS QUE ELA TRAZ NÃO SÃO MATERIAIS, MAS SIM, ESPIRITUAIS.

Quando a alcançamos, nos sentimos satisfeitos diante de tudo aquilo que somos e diante de tudo o que nos é oferecido.

Por isso, vemos poucas pessoas ricas financeiramente, e felizes em todas as áreas da vida. Geralmente, alcançam muitos bens materiais, mas internamente, enfrentam profundos desafios emocionais e familiares.

A prosperidade verdadeira é alcançada a partir da satisfação interior. Quando nos sentimos satisfeitos e agradecidos diante da vida, nos é permitido acessar toda a abundância que é emanada pela inteligência divina. desde dinheiro, sucesso, e reconhecimento, até a tão desejada harmonia e paz em todas as áreas da vida.

Mesmo que não haja dinheiro em abundancia, a pessoa próspera, se sente feliz, e contente com tudo o que possui, e nada lhe falta.

SER PRÓSPERO É SE SENTIR ABENÇOADO E AGRADECIDO, AQUI E AGORA.

A prosperidade é um estado de harmonia generalizada onde conseguimos extrair de todas as situações, até das mais desafiadoras, suas valiosas lições!

As pessoas prósperas são capazes de agradecer, verdadeiramente, cada uma delas!

São capazes de ver a luz apesar das ilusões do mundo.

Conseguem antever soluções para problemas antigos e passam a transformar realidades a partir da sua paz interior, da sua confiança, diante da sua alma amadurecida!

Um ser próspero entende que, não há maior riqueza do que limpar os seus lixos emocionais!

Como confia na vida e em si mesmo, se compromete a fazer essa limpeza diária e, quanto mais se purifica, mais e mais sucesso conquista, mais e mais reconhecimento, mais e mais companhias iluminadas se aproximam! Companhias essas, que abrem caminhos para que a abundância adentre e ilumine todas as áreas da sua vida!

Quem vive insatisfeito não se torna próspero, ou seja, não consegue acessar o bem-estar, porque acredita que só será feliz quando tiver muito dinheiro, quando conquistar o sucesso, quando for amado, e assim por diante…

Quanto mais julga a vida, se compara, critica, e se sente insatisfeito, mais acontecimentos infelizes o encontra desprevenido. E com tantas situações desastrosas acontecendo em sua vida, ele se entrega as lamentações, e reclama de tudo.

Reclamando de tudo, ele não consegue perceber o que existe de bom em sua vida. Ele não consegue perceber que existem pessoas que dariam tudo para viver a vida que ele tem. Ou porque não possuem saúde como ele, ou porque não possuem um lar, uma família, não podem ter filhos, perdeu a vários entes queridos na pandemia, não tem alimento hoje em sua mesa…

Cada um enfrenta uma batalha nessa vida, e mesmo que algumas sejam semelhantes, nenhuma é igual. O ser próspero consegue enxergar prosperidade em tudo, até nos desafios, que os outros acreditam ser dificuldades intransponíveis.

Ele vê nos desafios uma oportunidade de superação, de demonstrar a sua coragem, a sua força, e de vencer a si mesmo.

E a cada batalha vencida ele renasce na resiliência e se ilumina no amor.

Se você sente que a prosperidade está longe de ser alcançada por você, faça uma autoavaliação amorosa:

Admita que você critica e julga tudo e todos o tempo todo!

Para que aconteça uma mudança efetiva em nossas vidas, precisamos admitir para nós mesmos os comportamentos que estão nos levando a obter resultados negativos, repetidas vezes.

PRECISAMOS PARAR DE FINGIR SANTIDADE E PARAR DE JUSTIFICAR NOSSAS FALHAS.

Precisamos admitir para nós mesmos que fazemos para conseguirmos conscientemente parar de fazer. Só admitindo com coragem conseguimos limpar esse comportamento tóxico, porque é ele que nos distancia da prosperidade.

Experimente fazer um movimento diferente hoje e para sempre!

Use as suas palavras para motivar e não para criticar!

Olhe para o lado bom das pessoas e das situações!

Foque nos pontos fortes das pessoas e das situações, e principalmente para os seus!

Não perca tempo julgando quem quer que seja! Não perca tempo se culpando ou culpando os outros!

Quando você faz isso, você se distancia mais e mais da prosperidade e depois não sabe porque você faz tanto, mas não recebe na mesma medida!

Avalie suas ações com autorresponsabilidade.

SE PERGUNTE CONSCIENTEMENTE:

AS MINHAS CERTEZAS ABSOLUTAS, ATÉ HOJE, MAIS ME AJUDARAM OU MAIS ME PREJUDICARAM?

Elas me aproximaram da prosperidade ou me afastaram?

Seja honesto!

Dependendo da resposta que você der a essa pergunta, você saberá o que precisa ser transformado, o que precisa ser mudado, não nos outros, mas sim, nos seus próprios comportamentos e crenças!

Essa mudança será o passo decisivo para que você possa vir a ser um ser próspero daqui um tempo, mas entenda: Há mais felicidade em dar do que em receber.

O segredo é se sentir satisfeito e feliz com a própria vida, antes de desejar mais e mais, a satisfação e a felicidade são sinônimos da verdadeira prosperidade e são as chaves que abrem as portas da abundância em nossas vidas.

Iara Fonseca.

 

domingo, 16 de janeiro de 2022

Cortar relações com familiares tóxicos é necessário e você não precisa se sentir culpado por isso

Alguns relacionamentos familiares podem ser muito problemáticos. Isso acontece por várias razões que nos levam a tomar a difícil decisão de terminar um relacionamento, o que pode ser bom para ambas as partes.

Ninguém escolhe a família em que nasceu, mas pode optar por ficar distanciado de alguns membros da família, que são tóxicos e causam apenas dor. É, com certeza, uma decisão muito difícil, mas muitas vezes pode ser a única maneira de manter a sanidade e pode ser a maneira certa de lidar com a situação.

Aqui estão quatro razões para você se distanciar de um mau relacionamento familiar:

Eles estão contigo quando precisam de algo

Um relacionamento saudável com sua família lhe trará felicidade e alguns membros da família estarão com você em qualquer situação. Eles entrarão em ação quando você precisar de apoio e ajuda. Mas alguns membros da família estão lá para você porque precisam de algo em troca, o que deve ser um sinal para repensar seu relacionamento com eles e decidir se eles são dignos de fazer parte de sua vida. Na verdade, eles estão demonstrando amor condicional.

Eles julgam você

Existem inúmeras pessoas que julgam ao nosso redor, e é normal que todos tenham um relacionamento com essa pessoa. Obviamente, algumas dessas pessoas também podem fazer parte da sua família

O julgamento deles é bom se for uma crítica construtiva, então a intenção deles é te ajudar a ser uma pessoa melhor. Mas, às vezes, o julgamento da família pode prejudicar sua autoestima e seus sentimentos, então é melhor se afastar disso.

Eles fofocam sobre você

Caso os membros de sua família compartilhem fatos sobre você com alguém e com todos que eles conhecem, o melhor que você pode fazer é não contar nada a eles novamente ou ficar longe deles completamente. O fato de você estar compartilhando suas coisas pessoais com eles não é uma abertura para fofocar sobre sua vida, isso não é tolerável.

Eles são manipuladores

Ao perceber que sua família o insulta e no dia seguinte eles mudam seu comportamento e o tratam bem, deve ser um sinal para levantar a bandeira vermelha. Um relacionamento saudável com a família deve ser real e constante, porque quando eles mudam desse jeito, é provável que estejam manipulando você. Quando você começa a se afastar deles, eles começam a tratá-lo melhor, para não perder o controle sobre você.

Conclusão

Às vezes, não é fácil deixar sua família, mas se as pessoas são tóxicas para você, talvez seja melhor sair e ficar longe delas.

Fonte: Genialidades.

 

sábado, 15 de janeiro de 2022

Por que algumas pessoas acham mais difícil ser feliz?

Você é feliz? Esta é uma pergunta simples, mas muito subjetiva ao mesmo tempo. Cada pessoa vai elencar seus próprios padrões para responder a questão, o que pode tornar um pouco difícil a tentativa de medir a felicidade geral. Ainda assim, a ciência tenta e tem encontrado resultados. Uma observação simples do que vivemos nos tempos atuais também pode ajudar a entender de onde surge o interesse em entender a felicidade, ou tristeza, que enfrentamos.

Falando sobre isso, você já deve ter observado algumas tendências no seu dia-a-dia. Seja nas redes sociais, com pessoas pregando “positividade”, seja nas prateleiras das livrarias, onde livros de auto-ajuda são sucesso; certamente, você já deve ter visto alguém tentando “ensinar” como se alcançar a felicidade. O interessante é que, do ponto de vista de quem consome esses produtos, existe quem ache uma grande bobagem porque ser feliz não é tão complicado; mas também existe quem se afunda nessas ideias de meditação, de mudança de hábitos, de rituais e pensamento, porque encontram profunda dificuldade em alcançar a felicidade.

Por muito tempo, se pensou que a única métrica para a felicidade fossem questões genéticas. Com o passar dos anos, no entanto, essa perspectiva se provou falha e novas teorias surgiram. A genética ainda desempenha um importante papel, mas a psicologia (neurologia, psiquiatria) entende também que o ambiente, o entorno, do indivíduo também influência. Grosso modo, existia a ideia de que a “atitude” era o que determinava se uma pessoa era feliz ou não. No entanto, essa abordagem abre margem para afirmações do tipo “se você não está feliz, a culpa é sua”. Mas pensar nessas questões, sem levar em conta o contexto socio-econômico do indivíduo, não leva a respostas confiáveis.

Natureza e criação

Natureza e criação não são independentes uma da outra. Ao contrário, a genética molecular, o estudo da estrutura e função dos genes no nível molecular, mostra que eles se influenciam constantemente. Os genes influenciam o comportamento que ajuda as pessoas a escolher seu ambiente. Por exemplo, a extroversão passada de pais para filhos ajuda os filhos a construir seus grupos de amizade.

Ao mesmo tempo, o ambiente em que o indivíduo esta inserido também é capaz de modificar a expressão de sua genética. Um estudo observou mulheres grávidas e um caso chamou a atenção. Um feto cujo a mãe experimenta a fome durante a gestação vai ter o desenvolvimento comprometido, o que significa que seu organismo será alterado, consequentemente sua expressão de genes. Esse bebê tende a nascer menor do que deveria, talvez com doenças crônicas, transtornos ou síndromes.

Da mesma forma, um indivíduo já formado, isto é, adulto, pode também sofrer alterações em decorrência do ambiente. Se estiver inserido em um ambiente triste, de baixas oportunidades ou de grandes golpes emocionais, certamente vai ter a experiência de dificuldade para “encontrar felicidade”. Ao mesmo tempo, se estiver inserido em um ambiente de grandes oportunidades, um desenvolvimento emocional bem estruturado, vai achar “mais fácil” ser feliz.

Mas não existe uma intervenção de psicologia positiva que funcione para todas as pessoas, porque somos tão únicos quanto nosso DNA e, como tal, temos uma capacidade diferente de bem-estar e suas flutuações ao longo da vida. De certa forma, nossa “capacidade” de ser feliz reside em nossa plasticidade genética, ou seja, em nossa facilidade para mudar e se adaptar a determinados ambientes.  A vida é feita de mudanças, o tempo todo. Quanto mais dificuldade uma pessoa tem para se adaptar a elas, mais infeliz tende a ser.

Roberta M.

 

quinta-feira, 13 de janeiro de 2022

COMPORTAMENTO HATER: A DEPRECIAÇÃO É UM PEDIDO DE AJUDA

Desde que houve uma popularização massiva das redes sociais e do uso da internet, as pessoas ficaram cada vez mais familiarizadas com o termo hater, que designa pessoas que ficam online tecendo comentários maldosos sobre famosos ou outras pessoas comuns sem ter nenhum interesse aparente por trás disso. Esse comportamento já foi avaliado por diversos especialistas, e personalidades importantes do mundo digital já se pronunciaram publicamente sobre prejuízos físicos e emocionais desenvolvidos pelas constantes críticas.

O ato de depreciar alguém esconde as necessidades do próprio hater de chamar atenção. Afinal, você pode depreciar aquele youtuber ruim pelo conteúdo inútil ou errado, ou seja, a maioria. Mas alguém com conhecimento vai perder tempo depreciando esse youtuber? Essas pessoas nem ao menos vão ter paciência para se fixar no canal. Pessoas inteligentes tendem a ser impacientes com conteúdos inúteis.

Mesmo que as pessoas justifiquem tais atitudes depreciativas como uma forma de manifestação para "mudar o mundo", isso não desconfigura a necessidade e a busca por atenção, pois pessoas autossuficientes ignoram o que não soma. Isso ocorre pela economia de energia do cérebro, que opta por gastar em ações mais eficientes e úteis. Quanto mais inteligente a pessoa, maior o gasto de energia no cérebro. Desvendar, aprender, raciocinar, prever e criar metas — tudo isso exige um alto gasto de energia. Essa condição também exige otimização do tempo, aproveitando-o ao máximo em todas as circunstâncias.


"Eu tenho razão"

Ao acreditar "ter razão em algo", o cérebro do hater pode liberar neurotransmissores relacionados ao comportamento instintivo, aceitação e narcisismo. Isso tem vínculo com a sobrevivência, já que, quando aceito, não se está só, e não estar só aumenta a sensação de segurança. O medo da solidão tem relação com a evolução do cérebro: quanto mais desenvolvido o lobo frontal, menor o medo e maior, inclusive, a procura pela solidão.

Na verdade, a sensibilidade para a empatia de quem não julga está relacionada não apenas à vontade, mas ao pensamento das nuances da ação, principalmente de como será visto o julgamento, assim como o quanto afetará o atingido. No fim, toda ação tem uma reação, e pessoas ocupadas, satisfeitas e que precisam otimizar o tempo sabem os riscos de um comentário depreciativo e suas consequências.

Haters é uma palavra de origem inglesa e que significa “os que odeiam” ou “odiadores” na tradução literal para a língua portuguesa.

Fabiano de Abreu Rodrigues,

 

terça-feira, 11 de janeiro de 2022

A vida é muito curta para se preocupar com a estupidez alheia!

A vida é muito curta para se preocupar com a estupidez alheia!

Divirta-se. Apaixonar-se. Se ocupe com os seus sonhos. Coloque seus planos em prática. Expresse seus talentos para o mundo. Caminhe com os olhos voltados para a beleza. Se movimente em direção daquilo que realmente importa para você.

TAPE SEUS OUVIDOS PARA AS OPINIÕES ESTÚPIDAS. FAÇA O BEM, PENSE O BEM, APROVEITE A SUA ESTADIA AQUI. ELA É BREVE.

Não há motivos para se preocupar quando se está trilhando um bom caminho. Mesmo que as coisas não estejam saindo da maneira como você queria, no agora, sempre existe uma bela lição. Aprenda com ele. Se entregue a sua rica experiência de vida e agradeça por estar vivo. Muita gente não teve a oportunidade de acordar hoje.

Não se arrependa de nada e não deixe que as pessoas o perturbem com seus “achismos” e seus julgamentos ignorantes. Muita gente ainda ignora a riqueza da vida e acreditam que para ser rico precisam acumular as coisas. Eles não sabem que ao acumular, estão vibrando na escassez, estão dizendo pra vida que ela não é assim, tão abundante.

 Quem acumula coisas com medo de um dia faltar, vive insatisfeito porque não consegue perceber como a vida é abundante. Não consegue sentir o fluxo da natureza se expandindo naturalmente. Não consegue viver a alegria da simplicidade.

A vida é muito curta para se preocupar com a estupidez alheia. Estude, pense, crie e cresça. Crescer dói, mas permanecer na carência da criança ferida é alimentar o sofrimento.

Ensine a si mesmo e ensine aos outros, mas não espere que eles aprendam rapidamente. Cada um está em seu estágio de evolução e aprenderá quando for a hora, não se preocupe.

A VERDADE É QUE VOCÊ É CAPAZ DE CRIAR O QUE QUISER, MAS O ÚNICO OBSTÁCULO QUE ESTÁ NO CAMINHO ENTRE ONDE VOCÊ ESTÁ E ONDE VOCÊ DESEJA ESTAR, É VOCÊ.

Nem o tempo, nem o dinheiro, nem as circunstâncias, nem as pessoas vão te impedir de realizar os seus sonhos – só você. E você sabe por quê? Você é o seu maior obstáculo.

Enquanto você ficar dando ouvido para quem não sabe a metade do que você já aprendeu com as suas experiências de vida, você estará sendo o seu pior inimigo.

Não culpe os outros pela sua falta de ação e por você ter fracassado em algumas coisas, tire a lição, aprenda com os erros, levanta a cabeça e segue em frente sem olhar para trás.

PARE DE SE PREOCUPAR COM O QUE OS OUTROS PENSAM A SEU RESPEITO. PARE DE DAR OUVIDOS A ESTUPIDEZ ALHEIA. A VIDA SÓ ESTÁ ESPERANDO VOCÊ DIZER SIM PARA OS SEUS SONHOS.

Acha que precisa de ajuda para realizar os seus sonhos?

 Robson Hamuche.

 SE TORNE CADA DIA MAIS RESILIENTE E DESENVOLVA A CAPACIDADE DE SOBREPOR-SE POSITIVAMENTE FRENTE AS ADVERSIDADES DA VIDA.

 

 

sábado, 8 de janeiro de 2022

AQUAMAÇÃO: A 'CREMAÇÃO' ECOLÓGICA COM ÁGUA

 

A morte do arcebispo Desmond Tutu (1931-2021), considerado um herói na luta contra o apartheid e vencedor do Prêmio Nobel da Paz em 1984, no dia 26 de dezembro chamou a atenção das pessoas por um fato curioso: antes de falecer, ele havia solicitado que seu corpo fosse submetido à aquamação, um processo também conhecido como "cremação líquida". 

Você já ouviu falar dessa técnica? A aquamação é considerada a forma mais sustentável e ecológica de se lidar com um cadáver, mas atualmente só é legalizada em 8 dos 50 estados dos Estados Unidos. Nos próximos parágrafos, nós nos aprofundaremos nesse tema e falaremos mais a respeito da cremação com água.

Como funciona a aquamação?



(Fonte: Pixabay)

Quando perdemos um ente querido, dificilmente pensamos no impacto que seu enterro ou cremação terá na natureza, mas a verdade é que os enterros convencionais incluem uma série de elementos que são retirados de fontes naturais, como a madeira, o algodão ou até mesmo a pedra.

No caso da cremação, por outro lado, o calor emitido para transformar o corpo em cinzas é tão grande que seria capaz de incendiar uma casa inteira — o que também está atrelado à emissão de gases de efeito estufa. Por esse motivo, a aquamação surge como uma opção muito mais barata e viável para não prejudicar o meio ambiente.

Esse processo utiliza uma solução alcalina feita a partir de hidróxido de potássio para simular o processo de decomposição natural que o corpo sofreria debaixo da Terra, mas acelera para que isso seja feito em 90 minutos. Ao fim do processo, restarão somente os ossos da pessoa, que serão cremados normalmente, só que em uma tonalidade muito mais clara e com 30% a mais de pó. De acordo com pesquisadores, o processo requer 90% a menos de energia do que uma cremação convencional.

Origem da técnica



(Fonte: Wikimedia Commons)

Apesar de a aquamação ter entrado em evidência com a morte de Desmond Tutu, essa prática já é realizada há vários anos em alguns países. Em 2014, um artigo publicado na revista especializada Science, Technology, & Human Values pelo especialista em ética tecnológica Philip Olson, da Virginia Tech University, descreveu as vantagens do uso da técnica. 

Segundo Olson, o procedimento foi usado pela 1ª vez nos Estados Unidos durante a década de 1990 por pesquisadores do Albany Medical College. Eles procuravam "uma maneira eficiente e barata de descartar restos de animais experimentais que continham radioisótopos de baixo nível", explicou o especialista. 

Desde então, muitas pessoas defendem que a aquamação gera uma série de benefícios ambientais na cremação e no sepultamento, que se alinham com a ideia de "sepultamento verde". Por fim, existe a visão de que a hidrólise alcalina seria uma forma mais "suave" de se despedir de um ente querido, uma vez que envolveria água e não fogo. 

Resistência ao método



(Fonte: Pixabay)

Pelo fato de o método ter sido criado para lidar com o descarte de animais mortos, não é difícil imaginar o motivo pelo qual a aquamação sofre tamanha resistência da sociedade. Segundo o clero católico, por exemplo, esse tipo de prática não demonstra um verdadeiro "respeito ao corpo". 

Essa é uma das razões pela qual a hidrólise alcalina ainda é considerada ilegal em diversos estados nos Estados Unidos. Por isso, é de se imaginar que seja necessário mais um pouco de marketing e estratégias de comunicação até que a aquamação passe a ser vista com melhores olhos por boa parte da população. 

PEDRO FREITAS.

quarta-feira, 5 de janeiro de 2022

Os homens querem uma mulher que não existe

 

Arnaldo Jabor sempre foi um jornalista/escritor que denuncia a masculinidade tóxica com louvor, dentre seus textos mais lidos está o “Os homens querem uma mulher que não existe”, onde ele aborda essa idealização que os homens fazem em cima do dever das mulheres e como elas precisam ser.

Muitas mulheres ainda sentem que precisam se moldar a esses padrões de exigência masculina e, infelizmente, quando outras mulheres reclamam, elas saem em defesa dos homens dizendo que é tudo “mimimi”.

Elas fazem isso porque assim foram ensinadas, geralmente, por uma mãe igualmente machista, que também foi ensinada por sua mãe e pai a aceitar essas imposições como sendo “naturais”. Mas não são.

A fala de Arnaldo é baseada em uma pesquisa britânica, onde homens estão em busca da namorada perfeita, de acordo com os resultados da pesquisa:

OS HOMENS PROCURAM UMA MULHER BEM-SUCEDIDA PROFISSIONAL E FINANCEIRAMENTE, MAS QUE QUEIRA TER UMA FAMÍLIA E CUIDE DAS CRIANÇAS EM CASA. PORÉM, NÃO É SÓ ISSO, ELA TEM QUE SER LINDA E TER CABELOS NATURAIS, NÃO USAR MAQUIAGEM E NÃO LEVAR MAIS QUE 10 MINUTOS PARA SE ARRUMAR E, O QUE ERA ESPERADO POR 91% DELES É QUE ELAS TENHAM UMA LIBIDO FORTE.

Ou seja, eles procuram uma mulher com superpoderes, algo, completamente fora da realidade.

Mas o pior de tudo é que muitas mulheres tentam até hoje se enquadrar nesse modelo de perfeição impossível de se alcançar.

Para Arnaldo, a maioria dos homens procuram mulheres de fantasia, mulheres idealizadas, que possam substituir as suas “mamães” e que ainda sejam uma “máquina de prazer”.

 É perfeitamente comum para esses homens, separarem as mulheres em dois opostos: ou santas ou piranhas e, o pior é que muitas mulheres compartilham e espalham essa mesma opinião. O que faz da vida das mulheres comum, um verdadeiro martírio.

Ouçam a fala do jornalista e tirem as suas conclusões:

Agora, a pergunta que não quer calar é: O que fazer para que as mulheres sejam libertadas desse cativeiro da perfeição que os homens as colocaram?

O que você pensa a respeito dessa idealização fantasiosa que muitos homens exigem de suas mulheres?

O que parece que a maioria dos homens procuram uma mulher que não existe, ou exigem que elas sejam “perfeitas” quando eles mesmos não são.

Arnaldo Jabor.

domingo, 2 de janeiro de 2022

Filme “Não olhe para cima” mostra como é fácil manipular a verdade!

Em uma sátira cheia de metáforas plausíveis, o roteirista/diretor Adam McKay expõe as mazelas da nossa sociedade atual com a ajuda de elenco de estrelas formado por Meryl Streep, Jennifer Lawrence, Leonardo DiCaprio, Tyler Perry, Jonah Hill, Cate Blanchett, Timothée Chalamet e Rob Morgan. Além das participações especiais da popstar Ariana Grande e do rapper Kid Cudi.

Personagens fictícios demonstram de diversas maneiras como estão fúteis e egoístas os interesses da massa, mas principalmente, mostram como uma verdade pode ser distorcida, quando os governantes colocam os seus interesses mesquinhos na frente da segurança da população e, espalham mentiras.

O filme aborda a guerra contra a ciência promovida por um grupo de empresários que elegem políticos “marionetes” com interesses egoístas e gananciosos em detrimento do bem-estar mundial.

O expectador pode identificar facilmente figuras reais representados pelos personagens principais, ora é possível ver uma garota que não transparece credibilidade por fugir dos padrões de beleza que a sociedade impõe, isso me faz lembrar a menina Greta Thunberg, quando buscou desmascarar as falsas “políticas” de proteção ambiental e o descaso mundial com o aquecimento global e foi bombardeada com comentários preconceituosos e ignorântes vomitados por representantes eleitos pelo voto do povo, que o seguiu cegamente.

Greta foi ridicularizada de maneiras inescrupulosas quando corajosamente decidiu desafiar “os coronéis da política” e abrir os olhos da população para a degradação da natureza, uma das únicas certezas que temos que podem nos levar a extinção. A personagem de Jennifer Lawrence quer mostrar como as afirmações feitas por cientistas não são levadas a sério por governantes alienados.

A cena de descontrole emocional diante da forma como a imprensa estava lidando com um assunto sério, interpretada por Lawrence me remeteu a a microbiologista Natalia Pasternak, que se tornou referência em comunicação relacionada à ciência durante a pandemia de covid no Brasil e que protagonizou algo parecido, quando se irritou ao vivo com a matéria veiculada na TV Cultura.

O filme também faz um paralelo com os “heróis” farsantes construídos por essas bases políticas, que servem de escudo para reeleição de muitos “políticos profissionais”. E mostra que por trás deles estão também algumas figuras “aparentemente” honestas que acabam se corrompendo diante do poder que depositam em suas mãos, como acontece com McKay personagem de Leonardo DiCaprio. 

O ENREDO COMO UM TODO CAUSOU FERVOR NAS REDES SOCIAIS E HOJE, “NÃO OLHE PARA CIMA” JÁ É A PRODUÇÃO MAIS ASSISTIDA DA NETFLIX E, É BEM PROVÁVEL QUE MUITOS ESTEJAM ASSISTINDO APENAS PARA CONTINUAR NEGANDO A VERDADE E INSISTIR EM UM PONTO DE VISTA NEGACIONISTA.

O fenômeno é tão intrigante que a esquerda está dizendo que o filme faz uma crítica a direita e a direita está rebatendo que é o oposto. E não é que justamente disso que o filme trata?

Sim. O ponto principal do filme é mostrar a capacidade que alguns governantes tem em distorcer a verdade para continuar manipulando as massas e enriquecer a si e aos seus às custas da pobreza.

A crítica especializada pode falar o que quiser, pode dizer que o filme é ruim, que a sátira poderia ser melhor, que os atores não são engraçados, que as metáforas não são inteligentes, mas o que importa mesmo é a verdade, só a verdade, nada mais.

E a verdade é que sim, o nosso governo nega a ciência quando diz que não é seguro vacinar as crianças com a vacina da PFizer, por exemplo.

Sim, existem muitas pessoas que acreditam mais em suas crenças religiosas do que em dados e fatos.

Sim, existem interesses financeiros e pessoais sobrepondo os direitos dos cidadãos e a própria segurança nacional.

Citei a vagareza na aprovação da vacina aqui no Brasil não para dizer que esse tipo de manipulação acontece apenas em terras tupiniquins, cito esse fato, por mais que existam inúmeros outros, porque esse é o mais recente episódio de distorção da verdade e alienação das massas em relação a ciência, visto que a vacina já está sendo amplamente aplicada nos EUA há meses, como informou a CNN.

Não estou aqui para criar discórdia, estou aqui para trazer verdades, para abrir os olhos de quem ainda defende o indefensável.

Porém, sei que, como o filme também mostra, muitos vão me ridicularizar, muitos vão zombar e distorcer minhas palavras para reafirmar as mentiras que contam para si mesmos.

Mesmo assim, seguirei tentando… Como disse a personagem de Jennifer Lawrence minutos antes do fim, “Eu sou grata por ao menos ter tentado”. E Leonardo DiCaprio: “Acredito que tentamos de tudo”. Com um semblante de … Será?

Só espero que ninguém mais tenha que morrer enquanto “essas pessoas” continuam negando a verdade.

Será que, finalmente, vamos despertar para a manipulação da verdade que vem sendo feita desde a corrida presidencial, com um modelo de desinformação, ilustradas por fake news disparadas pelo whatsapp, disseminadas por assessores governamentais, como o “gabinete do ódio”, no Brasil.

Muitos também estão abordando o fato de que uma mulher dificilmente é ouvida, “nem mesmo quando ela descobre um cometa”, geralmente, ela acata ordens de homens mais poderosos, ou é representado por eles, como o exemplo da personagem que faz representa a Nasa.

No entanto quando uma mulher foge a regra, fala o que pensa e grita verdades, ela é taxada de louca e “fora de si”. É marginalizada e excluída… Triste verdade!

Tudo isso é possível ver em “Não olhe para cima”. Mas as pessoas vão falar sem assistir e muitas vão criticar até mesmo depois de assistir.

Será preciso um cometa colidir com a Terra para que elas despertem para o perigo que todos nós corremos?

O cometa Covid já aplacou o planeta e os esforços para combater a pandemia foram e ainda estão sendo minimizados.

Tudo isso e muito mais pode ser concluído no filme, tanto mais que não caberia em um texto só.

AVISO DE SPOILLER

O filme possui duas cenas finais, uma durante os créditos e outra depois. “Jason Orlean, o personagem de Jonah Hill, filho e Chefe de Gabinete da presidente (nos lembra muito um dos filhos de alguém), aparentemente, foi deixado para trás, foi esquecido nas ruínas da Terra.

Ele então sai debaixo dos escombros após a colisão e fica subentendido que ele sobreviveu.

Depois de tentar ligar para a mãe, que simplesmente fugiu e o deixou para trás, a primeira coisa que Jason faz é pegar seu celular e postar um vídeo nas redes sociai, dizendo: “E aí galera! Sou o último homem na Terra! Não esqueçam de curtir e se inscrever no canal”.

A cena final arrepia a espinha de qualquer pessoa lúcida que vive nesse planeta.

Vale a pena assistir e refletir.

Iara Fonseca.

 

sábado, 1 de janeiro de 2022

Metaverso – não vamos mais sair de casa?

 

O novo ambiente vai tornar as redes sociais obsoletas e absorver mais tempo das pessoas.

Se você não é um amante da tecnologia talvez não saiba ainda o que é "Metaverso", uma das palavras mais faladas nas redes sociais depois que Mark Zuckerberg anunciou, no final de outubro, que o Facebook iria passar a se chamar "Meta" e se tornar uma "empresa metaverso" em até cinco anos.

 

O termo "metaverso" surgiu na década de 90 como ficção, mas agora está sendo visto como o futuro da internet, uma revolução que vai ocorrer nas nossas vidas.

 

Metaverso é um ambiente no qual coexistem ambientes virtuais e a realidade. Talvez você se lembre dos jogos "Second Life" e "Pokémon GO"; isto foi só o início, agora o jogo vai ser muito mais pesado. Estima-se que nos próximos três anos o metaverso vai movimentar 800 bilhões de dólares.

 

Como funciona? Teremos um mundo virtual paralelo, igual ao nosso. Cada um de nós terá um avatar (bonequinho), que poderá ser uma representação do nosso corpo ou com as características que gostaríamos de ter, semelhante aos filtros que já usamos para nos tornarmos mais bonitos na internet.

 

Nosso avatar terá a sua casa, trabalho, irá viajar, se comunicar, encontrar amigos, fazendo tudo o que gostaríamos de fazer. Nós o comandaremos usando óculos especiais e controles nas mãos.

Imagine que você deseja caminhar pelo Central Park em New York; basta acessar o parque e vai ver tudo o que existe por lá, poderá até convidar um amigo para tomar um sorvete.

 

 Mais tarde poderá comprar ingressos de um teatro em Paris e vestir adequadamente o seu avatar para ele acompanhar uns amigos franceses. Irá assistir o espetáculo pelos olhos do seu avatar e curtir tudo como se estivesse no local, mas estará em casa de bermudas e havaianas. Ah! E se os seus amigos franceses não souberem português, não tem problemas, você falará em português e eles entenderão em francês, e vice-versa.

 

Lembra que no passado vendiam terrenos na Lua? Pois agora estão vendendo terrenos e imóveis no mundo virtual e eles podem custar mais caro que os do mundo real. Os avatares irão comprar um imóvel, mobiliar e comprar roupas, como se faz em alguns jogos.

 

No metaverso, nós poderemos utilizar o nosso avatar para experimentar as roupas de que gostamos e depois decidir se queremos comprar para ele e/ou para nós. Poderemos comprar um sofá para a casa do avatar ou comprar aquele mesmo sofá e pedir para entregarem na nossa casa. O virtual e o real irão se confundir. Poderemos usar dinheiro "real" para comprar coisas virtuais, assim como usar dinheiro virtual (criptomoedas) para comprar coisas reais.

 

O metaverso vai tornar as redes sociais de hoje obsoletas e vai absorver muito mais o tempo das pessoas, pois elas poderão usar o seu avatar para trabalhar. Uma reunião de trabalho poderá ser feita com os avatares dos participantes, o que será muito melhor do que as atuais reuniões virtuais por zoom.

Por outro lado, existem muitos questionamentos sobre os pontos negativos dessa nova tecnologia. As pessoas vão se sentir melhor no mundo virtual do que no mundo real. Será uma fuga da realidade e nos alienaremos dos problemas reais. Provavelmente haverá uma maior concentração de dados e de poder pelas grandes empresas que irão construir os multiversos.

 

Talvez você esteja pensando que não vai entrar nessa, mas vai, sim. Dentro de menos de vinte anos o metaverso será muito mais necessário do que o celular é hoje para nós. Pouco se sabe ainda sobre essa inevitável revolução que está a caminho, o que poderemos fazer é tentar minimizar os seus efeitos negativos.

 

Aproveite estes últimos anos em que você vai sair para encontrar amigos e familiares. Consegues imaginar a sua vida sem sair de casa? Bem-vindo ao metaverso.

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