terça-feira, 6 de agosto de 2013

Papo Furado: A falácia da igualdade no Brasil


Governo apresentou um relatório baseado nos estudos que envolvem o IDHM para perverter a compreensão dos problemas e manipular a opinião pública

O IDHM, Índice de Desenvolvimento Humano dos Municípios, é uma expressão estatística tabulada pelo IPEA, Instituto de Pesquisas Econômicas Aplicadas da Secretaria de Assuntos Estratégicos da Presidência da República, com base em dados coletados pelo IBGE, Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, sob a supervisão do PNUD, Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento, encarregado também de estabelecer os indicadores a serem apurados.

O IDHM é um interessante instrumento de diagnóstico para a averiguação de resultados das políticas implementadas pelos governos, ou pela iniciativa privada, nos campos da saúde, da educação, da economia, entre outros que constituem o universo das ações com a intenção de promover o bem estar social.

Qualquer governo bem intencionado faria uma análise das informações consolidadas nesse estudo, com o propósito crítico de avaliar, de forma profissional e isenta, os resultados ali apresentados para compreender os problemas existentes e aferir o alcance das soluções implementadas.

Pois o governo do PT, Partido dos Trabalhadores, gestor das ações coletivas que influenciam diretamente os resultados do IDHM, faz o oposto.

Numa ação coordenada para mistificar, integrantes do governo apresentaram, com estardalhaço ímpar, um relatório baseado nos estudos que envolvem o índice para perverter a compreensão dos problemas e manipular a opinião pública dando destaque a pontos irrelevantes do mesmo. Quando não, para distorcer sem pudor o retrato capturado da situação.

A estatística sempre foi um instrumento a serviço da Matemática, da Geografia, ou da Economia. Neste caso presente, foi utilizada como um instrumento da política, da pior política, aquela que visa apenas fins eleitoreiros.

O governo prova, mais uma vez, que torturando-se os dados capturados, se obtém as informações que se quer ouvir.

Ao editar e propagar um press release na forma de fato relevante, repercutido pela mídia ostensivamente servil, ou intimidada, o governo divulga como notícia importante, sob manchetes ufanistas e tendenciosas que fazem até um crente inveterado virar cético, factoides que expõem suas segundas intenções de maneira nada camuflada.

Qualquer clipping com as notícias publicadas sobre a matéria mostra, invariavelmente, que duas manchetes destacavam os pontos considerados interessantes pelo governo, a saber:

- Manchete 1: “IDHM cresce vertiginosamente de 1991 para 2010, alcançando a histórica marca de crescimento absoluto de 47% no período.”

Ora, qual o significado deste dado aparentemente extraordinário? Nenhum.

Comparar um valor absoluto atual com um de 20 anos atrás não faz sentido, é um detalhe estatístico imprestável.

Serve apenas para a confrontação político partidária, como se viu logo após sua divulgação quando o partido que governou o Brasil de 1991 a 2002 explicou ter sido responsável por 24% daquele crescimento, restando ao atual, 18%.

Dado fundamental seria, contextualizar a informação, permitindo uma análise referencial que considerasse a posição do Brasil entre todas as nações em 1991, comparando-a com a registrada atualmente. Poderíamos aí sim, apurar de forma consistente, qual teria sido o desempenho das políticas executadas em nosso país perante a comunidade internacional.

Mais revelador do que os dados informados pelo governo, foi o fato de ele ter omitido a informação mais importante para compreendermos efetivamente a nossa situação.

Eis o que o governo sonegou:

A posição do Brasil no ranking das nações, considerada a ordem decrescente do valor absoluto do IDH, desprezando-se os países que em alguma daquelas datas não forneceram dados para avaliação, foi a seguinte:

Em 1990, 74 lugar; em 2000, 59º lugar; e, em 2012, 60 lugar.

Ou seja, o Brasil, ao longo dos governo Itamar Franco e Fernando Henrique Cardoso, marcados por políticas mais liberalizantes do que os governos Lula e Dilma, principalmente no que se refere à austeridade fiscal e monetária, fizeram com que o Brasil melhorasse nitidamente sua posição no ranking global do IDH. Já os governos liderados pelo PT, fizeram com que o Brasil perdesse o ritmo, inclusive caindo uma posição da corrida por uma sociedade melhor.

Este rearranjo se deve ao fato de que inúmeras nações tiveram melhor aproveitamento nas suas políticas para oferecer às suas sociedades a possibilidade de melhorarem de vida. No Brasil, essa possibilidade, de 2000 para cá, ficou apenas nas intenções e na retórica, uma vez que os resultados têm sido desoladores.

Entre 1990 e 2000, 22 países tiveram crescimento mais significativo do que o nosso do IDH; entre 2000 e 2012, esse número subiu para 61; e entre 1990 e 2012, o número de países com crescimento do IDH maiores do que o do Brasil foi de 38.

Assim, o que foi qualificado como uma melhora, é na realidade um retardo, uma deterioração, um decréscimo efetivo se for considerado o crescimento de outras dezenas de países que avançaram muito mais do nós e a perda de posição no ranking aferido.

E a explicação para tal atraso se dá por uma razão simples.

Se analisarmos outra informação importante, também desconsiderada pelo governo atual por motivos óbvios, veremos que de acordo com a publicação realizada pela Heritage Foundation, que mede o grau de civilidade das nações, conforme o respeito que dedica ao Estado de Direito (Direito de propriedade e combate à corrupção ), aos limites do governo (controle dos gastos públicos e liberdade fiscal), à eficiência regulatória (liberdade empresarial, liberdade trabalhista e liberdade monetária) e ao livre-mercado (liberdade de comércio, liberdade de investir e liberdade financeira), veremos que a posição do Brasil é a seguinte:

Em 1995, quando os estudos se iniciaram, estávamos em 73 lugar; em 2000, 71º lugar; e, em 2012, 100 lugar.

Assim, fica mais claro entendermos porque estamos perdendo em civilidade para avançarmos em mistificações, incompetência, anarquia, hipertrofia governamental e desdém pelos direitos individuais.

- Manchete 2: “Apesar da redução da desigualdade social e econômica da população ela ainda é enorme.”

O foco no combate à desigualdade para esse governo que se arroga o monopólio da virtude, tem sido obsessivo e antes de qualquer outra coisa, equivocado e falacioso.

Todos os países, qualquer um dos países, mesmo os mais desenvolvidos, mesmo aqueles que vem liderando as listas do IDH por décadas, assim como os paupérrimos, apresentam desigualdade social e econômica e expõem, uns mais e outros menos, concentração de renda.

Por que isso ocorre? Porque a desigualdade é um resultado indissociável da ação humana. Ela permeia todas as sociedades, todos os estratos, castas, classes, ou qualquer agrupamento formado por seres humanos.

A realidade nos impõe que aceitemos essa verdade absoluta. Uns criam, trabalham, produzem, transacionam, poupam ou consomem de maneira mais interessante para os demais e esses retribuem pagando-lhes o que merecem. Quanto mais satisfação levam para os demais, mais recursos acumulam para si. Isso é da vida e nada pode modificar, nem mesmo a coerção consegue acaba com a desigualdade, ainda que acabe com a riqueza.

A igualdade de resultados é um mito, jamais será um bem a ser buscado, muito menos um valor a ser descoberto e defendido com ardor heróico. É um objetivo inatingível, irreal e contraproducente.

A igualdade de resultados somente pode ser tentada através de ações impositivas. A busca pela isonomia requer coerção, censura, castração, o que levará a resultados invariavelmente diversos das intenções originais.

Sempre que o homem age para compensar diferenças naturais, cria-se um efeito colateral que degrada os reais valores que nos movem para o progresso, para o enriquecimento da sociedade, para a mobilidade social e econômica e, acima de tudo, para a constante e imediata redistribuição justa da riqueza, proporcionada exclusivamente pelas forças de mercado com suas trocas voluntárias e valores éticos.

Enaltecer a igualdade, é desdenhar dos reais valores necessários para a promoção da vida plena.

É desconhecer que o propósito da vida é a vida per se e que a falta desses valores tornam a própria vida um tormento, um sacrifício.

Os valores que tornam a vida profícua, não pertencem ao governo, nem às religiões, nem a grupos específicos, nem foram criados nem inventados por alguém.

São valores universais, de domínio público, ninguém os possui. Temos apenas que reconhecê-los, compreendê-los, segui-los e protegê-los. A realidade, a vida e seus corolários, a liberdade, a propriedade e a busca da felicidade são valores inegociáveis para que a humanidade prospere, interaja pacificamente, cooperando para a satisfação individual que oportunizará o bem estar de todos.

Lidar com a existência como ela é, considerar a vida o valor ético maior, reconhecer que a racionalidade é o melhor instrumento que a sustenta, eleger a liberdade como o caminho para a superação das dificuldades, onde o Estado, limitado ao combate da violência, associado ao livre-mercado, criam o ambiente fecundo para que a felicidade possa ser buscada com legitimidade inquestionável.

Qualquer outro ingrediente adicionado a essa receita não funcionará.

Os elementos necessários para uma vida gloriosa estão à disposição de todos, estão aqui, estão ali, estão em todos os lugares. Eles pertencem à natureza, à realidade, eles existem. Temos que percebê-los, temos que respeitá-los, temos que protegê-los.

Eles não são frutos criados pela humanidade, como a violência, como a religião, como a igualdade, como a coerção. Não são atributos construídos pela consciência.

Os valores fundamentais que promovem o bem não podem ser inventados por ninguém, são descobertas e por isso, ninguém pode reclamar sua propriedade.

A realidade, a vida, a liberdade, a propriedade e a felicidade somente podem ser reconhecidas através do uso da razão, qualquer outro argumento é dogmático, é niilista, é subjetivo.

Esse conjunto de elementos vitais é objetivo, é secular e liberta filosoficamente a humanidade de sua própria ignorância, de seu pendor ao coletivismo e sua indesejável tendência de se insurgir contra os seus semelhantes, perenizando o primitivismo e a busca pela igualdade através da coerção.

Infelizmente, a sociedade brasileira tem demorado a perceber a raiz e a solução de seus problemas, ainda mais quando o caminho para o conhecimento e a independência intelectual tem sido obstruído por quem deveria promovê-lo.


 

Comente este artigo.

segunda-feira, 5 de agosto de 2013

O dano moral nas relações afetivas


O direito sofre constante mutação porque se destina a regular e organizar algo que está em constante mutação: a sociedade. Se a sociedade evolui, o direito precisa evoluir; se a sociedade involui, cabe ao direito barrar essa involução ,essa não é uma afirmativa unânime, pois pensadores da corrente analítica do direito entendem que este não pode interferir no âmago dos fenômenos sociais, mas apenas regulá-lo, organizá-lo, formalizá-lo.

 Enfim, o Direito não cria seu objeto, apenas o rege. Independentemente da corrente filosófica que se segue em relação ao Direito, certo é que, em um aspecto singular, essa ciência evoluiu, na minha opinião, quando resolveu incidir no campo da valoração da responsabilidade civil decorrente do dano moral afetivo.

 Hoje em dia, é reconhecida uma espécie peculiar de dano moral, chamado dano moral afetivo. Dano moral lato sensu é aquele dano que incide sobre o ânimo psíquico, moral e intelectual de uma pessoa.

Ocorre por meio de uma ofensa à honra, à intimidade, etc. Dano moral afetivo seria uma espécie de dano moral que incide sobre relações afetivas reguladas pelas leis do direito de família, como o casamento, a união estável e a filiação, dentre outros. Pois bem, vamos exemplificar. No casamento, uma ofensa à moral de um cônjuge pode causar uma reparação civil. Em relação aos deveres do matrimônio, o Tribunal de Justiça de Goiás já decidiu que “o que se busca com a indenização dos danos morais não é apenas a valoração, em moeda, da angústia ou da dor sentida pelo cônjuge traído” (apelação cível nº 133775-5/188).

Em uma relação de filiação, como se sente o filho que é abandonado pelo pai? O STJ já disse que o abandono parental pode ser indenizado com base no dano moral (REsp 1159242/SP, Rel. Ministra NANCY ANDRIGHI). Como se pode ver, o Poder Judiciário, escutando os anseios da sociedade, vem evoluindo sua interpretação sobre a existência de conexão entre o direito da responsabilidade civil e o direito de família.

Não que a lei se omita. A legislação sobre responsabilidade civil existe. O caso é que ela também se aplica a fenômenos sociais danosos decorrentes da afetividade familiar.

E mais: o Direito incide, também, em relações não regulamentadas, como o noivado. Em um julgamento inovador, o Tribunal de Justiça do Estado do Rio Grande do Sul já entendeu pelo dever de indenizar daquele que rompe um noivado sem qualquer explicação: “Ação de reparação de dano. Promessa de casamento. Namoro e noivado prolongado e rompido sem motivação. Dano moral indenizável. Sentença elogiada e acolhida por inteiro...” (TJRS. APC n. 593080112. 5ª Câm. Cível. Rel. Des. Décio Antonio Erpen. j. em 25.11.1993). O fato é que o Poder Judiciário vem dando uma interpretação extensiva à responsabilidade civil, fazendo-a chegar até as íntimas relações familiares, ou seja, está se aproximando da moralidade, sua verdadeira fonte.

 Exemplo marcante é a nova tendência de proteção dos homossexuais, que só agora vem recebendo a atenção e o respeito que merece.

Talvez haja uma influência dos direitos humanos, matéria que também, apenas hodiernamente, vem recebendo sua devida valoração. De qualquer forma, temos aí uma bela evolução do direito, que demonstra a nova tendência de tutela do bem-estar das pessoas, conforme afirmado pela Ministra do STF Cármen Lúcia, na ementa do acórdão que julgou a ADI 2.649, na qual foi relatora: “Devem ser postos em relevo os valores que norteiam a Constituição e que devem servir de orientação para a correta interpretação e aplicação das normas constitucionais e apreciação da subsunção, ou não, da Lei 8.899/1994 a elas.

Vale, assim, uma palavra, ainda que brevíssima, ao Preâmbulo da Constituição, no qual se contém a explicitação dos valores que dominam a obra constitucional de 1988 (...). Não apenas o Estado haverá de ser convocado para formular as políticas públicas que podem conduzir ao bem-estar, à igualdade e à justiça, mas a sociedade haverá de se organizar segundo aqueles valores, a fim de que se firme como uma comunidade fraterna, pluralista e sem preconceitos (...).

Na esteira destes valores supremos explicitados no Preâmbulo da Constituição brasileira de 1988 é que se afirma, nas normas constitucionais vigentes, o princípio jurídico da solidariedade.”


Comente este artigo.

domingo, 4 de agosto de 2013

Proposta de redução da idade para dirigir está pronta para exame na CDH

Se depender do relator, senador Randolfe Rodrigues (PSOL-AP), no entanto, a medida não terá vez no Código de Trânsito Brasileiro. Ao justificar sua posição pela rejeição da matéria, ele afirma que o texto apresenta problemas de legalidade e constitucionalidade, pois abre caminho para a imputabilidade penal de menor de idade. A comissão deve decidir sobre o assunto a partir desse mês de agosto.

Em defesa de sua proposta, Magno Malta afirma que no mundo atual os jovens assumem precocemente funções que “os tornam pessoas mais responsáveis e cientes das suas obrigações”. A seu ver, o direito de dirigir automóveis para quem já chegou aos 16 anos é coerente com os novos tempos.
Como exemplo, o senador lembra que esses jovens já conquistaram o direito ao voto. Também observa que hoje é comum o ingresso de estudantes nessa faixa etária nas universidades brasileiras.
“Com este encargo a mais, os jovens terão sua autonomia trabalhada e o senso de responsabilidade apurado”, argumenta na justificação.
Já Randolfe considera que a concessão do direito de dirigir aos adolescentes desencadeará uma situação indesejável: se cometerem delitos de trânsito, eles passam a responder por atos tipificados como crime. Porém, como afirma, a “imputabilidade penal” de menor é vedada pela Constituição (artigo 228).
“Muito embora tenha intenções compreensíveis e louváveis, [o projeto] não resolve as dificuldades legais e constitucionais que desencadeia”, salienta Randolfe, ao justificar o voto pela rejeição.
O senador lembra que os chamados “crimes de trânsito” estão tipificados Código de Trânsito Brasileiro, entre os artigos 302 a 312. Observa que as relações no trânsito podem dar lugar a atos considerados como crimes contra a integridade física, a vida ou o patrimônio das pessoas.
Depois da análise na CDH, a matéria seguirá para a Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ), onde receberá decisão terminativa. Se aprovado e não houver recurso para que vá a Plenário, poderá seguir diretamente para a Câmara dos Deputados.
Câmara
Pelo menos dois projetos de lei tramitam na Câmara dos Deputados com o mesmo objetivo de permitir que adolescentes de 16 a 18 anos possam tirar a carteira nacional de habilitação. Porém, nesses casos a habilitação só será possível se o requisitante for legalmente emancipado ou autorizado pelos pais ou responsável.
Uma das propostas foi apresentada pelo deputado Roberto Britto (PP-BA). Pelo texto (PL 4615/12), o responsável legal fica comprometido com as atitudes do condutor. Além disso, o menor precisa comprovar que está cursando o ensino médio. A condução fica restrita a veículos de passeio em áreas urbanas, ainda de acordo com a proposta.
Fonte: Agência Senado.
Comente este artigo.


sábado, 3 de agosto de 2013

O Governo e a formação do médico brasileiro

Qualquer cidadão brasileiro sabe que o atendimento à saúde no Brasil é de péssima qualidade. Assim como muitos sabem que a grande causa deste fato está na falta de investimento do governo na área da saúde.
Porto Alegre não recebe um novo hospital há muitos anos. Ao contrário, muitos fecharam na mais miserável penúria, vítimas da baixíssima remuneração que recebiam pelo atendimento de doentes da rede pública. Os pacientes são empilhados em macas nos corredores lotados dos poucos e insuficientes locais que existem para o seu atendimento. E a perspectiva apenas piora.
Desta forma, o governo federal há muito tempo tem a sua incompetência reconhecida para gerir e resolver a grave situação da saúde. Então, eis que surgem várias propostas dos nossos governantes.
Inicialmente foram os médicos cubanos apontados como a grande solução. Estes profissionais viriam trabalhar em solo brasileiro, atendendo pacientes nas chamadas áreas remotas. O processo de “importação” destes profissionais seria livre de qualquer exame de revalidação e testagem de conhecimentos que adequem minimamente o profissional a trabalhar. Já tivemos experiência no Revalida em que apenas 10% destes profissionais conseguiram atingir o escore necessário para passar neste Exame, demonstrando uma grande insuficiência de conhecimentos destes profissionais. Desta forma estamos legitimando a medicina de segunda linha, para o atendimento de pacientes dentro da ideia de que “qualquer médico é melhor que nenhum médico”. Fica evidente que não podemos compactuar com esta proposta.
Outra solução foi aumentar de 6 para 8 anos o período da formação do médico. Além deste aumento, obrigar o acadêmico a trabalhar em local determinado pelo governo, sem prévia informação e sem esclarecer em quais condições. Com esta proposta, o Governo Federal comete vários desatinos.
Primeiro, interfere de forma absolutamente apressada e sem conhecimento na formação médica. Não abre ao debate e não consulta nenhuma Universidade, ao que sabemos, para decidir por esta proposta. Como será feita a supervisão da atividade deste "médico provisório"?Qual a orientação que vai haver para o jovem colega atendendo em um local remoto, sem recurso tecnológico algum? São muitas perguntas, todas sem reposta.
Associadas a estas medidas o MEC decidiu estimular a criação de novos cursos de Medicina em áreas que existam a necessidade de mais médicos. Resta a questão que nos põe em dúvida, se os locais onde estes novos cursos são carentes em profissionais, quem serão os Professores? Mais ainda, a formação dos docentes destes novos cursos atenderá aos requisitos mínimos como Mestrado e Doutorado para uma adequada formação médica?
Desta forma vemos mais uma vez a oportunidade de resolver a questão da falta de atendimento à população ser desperdiçada. O que tem que ser feito é a instituição de um plano de carreira sério com perspectivas de ascensão aos moldes da carreira judiciária e a melhora da infraestrutura de atendimento à população de todo o Brasil.
Comente este artigo.
 
 




sexta-feira, 2 de agosto de 2013

Rótulos que colocamos...


Nosso herói do basquete, Oscar após a benção do Papa Francisco, diz: - “Nunca pensei que ia gostar de um argentino”. Um dos meus melhores amigos, quando me apresenta a alguém fala: - “Este é o único argentino que presta”.

Já ouviram os rótulos que os cariocas têm em São Paulo, ou os paulistas em Rio de Janeiro? Pior ainda, os rótulos que os nordestinos possuem em São Paulo ou Rio e vice-versa. Há uma mania de rotular as pessoas que não conhecemos. Dá a impressão que temos medo daqueles com os que não temos intimidade. Após ter falado e olhado nos olhos do desconhecido vemos que não somos diferentes, e o medo vai embora e a empatia aparece. Quando vemos que esse “desconhecido” é igual a nós, pensa igual, passa pelos mesmos problemas, nos ouve e compartilha a comida se transforma em alguém confiável. Sabem por quê?

Porque trocamos olhares, vimos nossas almas através de nosso olhar, tivemos um contato humano, um aperto de mãos, uma mão no ombro, um ouvido atento, uma palavra amável. Tivemos um momento de contato entre seres humanos, houve um entendimento de seres inteligentes. Podemos até discutir amanhã se Flamengo, Vasco, São Paulo, Fluminense, Botafogo, Corinthians, Boca Juniors ou Barcelona é o melhor time, mas temos consciência que estaremos discutindo com alguém igual a nós.

Nas manifestações que temos visto que aparentemente, procuram melhoras para a população podem ser interpretadas como um grito do povo procurando ser ouvido, buscando o diálogo com seus governantes ou como desacatos contra a autoridade constitucionalmente constituída. Acredito que exista um pouco das duas possibilidades, e no meio uma massa que é levada pelos rótulos que aparecem ou são colocados nos outros. Doutro lado encontramos naqueles que detém o poder o mesmo. Alguns são partidários do diálogo e outros são mestres na colocação de rótulos que trocam de acordo aos seus interesses, mas a grande maioria vai atrás.

O maior problema dos rótulos é que agem como defesa e proteção de nossos medos. É fácil rotular de forma genérica às pessoas dependendo de donde são ou da forma  que vivem. É muito difícil etiquetar aqueles que conhecemos, passam a ter um rosto, um nome. Aqueles com os quais trocamos olhares, apertos de mãos, e sabemos seus nomes automaticamente saem da rotulagem porque descobrimos que são iguais a nós, com nossas mesmas necessidades e anseios.

É muito fácil dizer: - Esse povão... Ou: - Essas autoridades...

Geralmente um problema é resolvido quando a parte mais inteligente, ou aquela que se acha mais inteligente estende a mão e diz: - Prazer, vamos bater um papo?

Penso que quando aqueles que nos governam conheçam seu povo, tenham olhado dentro dos olhos daqueles que passam fome, tenham convivido e compartilhado a realidade do Brasil, teremos um país muito mais justo. Sabem por quê? Porque então seremos um país de seres humanos e não de números e estatísticas.

Não é possível comer sendo olhados por aqueles que têm fome. Não é possível, ter um teto quando faz frio e chove encima de tantos desabrigados. Somente aqueles que não têm consciência são capazes de fazer coisas como estas.

E você, meu amigo, o que acha?

Boa reflexão.

Comente este artigo do mestre.

quinta-feira, 1 de agosto de 2013

É Possível...


Eu sou engenheiro civil e sei quanto custa construir uma casa, tanto o preço do terreno como o da construção. Sou também professor de economia e sei que é possível a todo cidadão brasileiro viver em uma casa com água tratada e coleta de esgoto. Sei que todas as crianças podem estar na escola e que todos podem ter acesso a um posto de saúde decente. O Brasil não é um país pobre. Com o nosso PIB todo cidadão pode viver decentemente.

Espero que os manifestantes que saíram às ruas recentemente canalizem suas energias: Casa, Escola e Atendimento de Saúde para todos! Devemos gritar: Favelas nunca mais! Cortiços nunca mais! Casas sem coleta de esgoto e serviço de água tratada nunca mais! Crianças brincando sobre córregos imundos nunca mais! Crianças fora da escola nunca mais!

Presidente, Governadores, Prefeitos, Senadores, Deputados, Vereadores, Empresários, Profissionais Liberais, Servidores Públicos, Funcionários de Empresas Privadas: É possível, hoje, a todo brasileiro viver dignamente! E se é possível, então por que não conseguimos ainda?  

A primeira coisa que devemos dizer é: A corrupção é um crime hediondo! Não pode haver perdão para corrupto! É dinheiro público que deixa de ser usado para o bem comum. Fora corruptos! Fora quem usa dinheiro público para benefício privado! Fora Já!

A segunda coisa que devemos fazer: Todos nós devemos nos unir para acabar com a miséria no Brasil. Vamos à luta, vamos fazer uma revolução pacífica. Vamos pressionar a Justiça para que resolva rapidamente os problemas de espólios e heranças de propriedades desocupadas. Vamos pressionar para que aqueles que possuem imóveis desocupados destinados à especulação sejam taxados progressivamente e suas propriedades sejam destinadas à desapropriação.

Se as recentes manifestações não encontrarem um canal para potencializar sua energia, o povo vai se decepcionar. Os mercadores do caos e os malandros vão entrar em ação. Aliás, eles já entraram. Depredam a cidade ou dizem que as manifestações são consequência das melhorias alcançadas recentemente. 

Eu acredito que, com bom senso e rigor patriótico, nós podemos dar um salto em qualidade! O Brasil pode ser o país emergente que conseguiu canalizar a revolta do povo para mudar de patamar seu processo de desenvolvimento.

Quem sabe, poderemos aproveitar a visita do Papa Francisco para darmos uma guinada na nossa história. Reforma Urbana, Casa para todos, Escola para todos e Cadeia para Corruptos e Vândalos. Vamos canalizar as nossas revoltas. De forma pacífica e organizada o povo brasileiro pode mudar o Brasil. 

Comente este artigo.

quarta-feira, 31 de julho de 2013

Mais sacanagem: " Vale-Cultura chega em outubro"


O Vale-Cultura deve ser sancionado pela presidente Dilma em agosto e começar a funcionar em setembro, segundo informou segunda-feira, 15, a ministra da Cultura, Marta Suplicy, em encontro com empresários na Fiesp. O Vale permite que o trabalhador que ganha até cinco salários mínimos receba um benefício mensal no valor de R$ 50 para gastar em produtos e serviços culturais: cinema, teatro, shows, compras de livros, CDs, DVDs. O trabalhador vai dispor de cartão magnético. As empresas de lucro real que aderirem podem descontar até 1% do imposto a recolher no benefício.

Em setembro, informou Marta, o MinC contará com R$ 300 milhões em renúncia fiscal para o Vale-Cultura. As empresas de lucro real são cerca de 5 milhões e 128 mil. O MinC estima que 42 milhões de trabalhadores poderão ser beneficiados (36 milhões ganham até cinco salários mínimos). As estatais, segundo Marta, já estão engajadas. O presidente da Fiesp, Paulo Skaf, prometeu apoiar o programa. 'Aqui, da parte da diretoria da Fiesp, terá todo o apoio. A coisa é boa e, como é boa, nós vamos ajudar', afirmou. Ele nomeou André Sturm, do Sindicato da Indústria Audiovisual, para cuidar do tema na federação.

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Comente este artigo

Preparação de terceira para evento no terceiro mundo


Ainda hoje o Brasil é conhecido por ser um “país de Terceiro Mundo” por inúmeras razões: criminalidade em alta, problemas na infraestrutura, saúde doente, baixo índice do PIB... E, como se esses e outros problemas que temos não bastassem, de um tempo para cá ganhamos mais um: dizem que, historicamente, somos a nação que pior se preparou para sediar uma Copa do Mundo. Ano que vem os times que representam diversos países estarão aqui para mostrar seu futebol. E nós, vamos mostrar o que para eles?

A mídia tem se empenhado em monitorar a preparação nacional e divulgar o que está indo bem e o que não está - se é que há algo que se encaixe nessa última categoria. Se os estádios inacabados ou construídos com orçamentos superfaturados são o assunto número um das pautas relativas ao nosso período pré-Copa, a preocupação em receber bem os turistas pode ser considerado o tema número dois.

De um jeito ou outro, todo tipo de veículo de comunicação já mencionou que o Brasil não está pronto para atender bem ao pessoal que virá de outras partes do planeta para prestigiar o Campeonato. Não temos bons hotéis, o nível de violência é assustador e, especialmente, a maioria de nós não sabe falar inglês. Como vamos nos comunicar com os turistas se continuarmos ignorantes quanto ao idioma mais falado no mundo inteiro? Dúvida cruel!

Até os taxistas, provavelmente, uma das classes profissionais que mais terá contato com os estrangeiros, estão sendo cobrados para não fazer feio e ir além do the book is on the table. Providencial pensar nisso, também. O desconforto vem de saber que, a qualquer lugar que se vá, o normal é que os visitantes se esforcem por saber a língua dos nativos. Os anfitriões não são exatamente obrigados a isso.

Imagine-se com passagem comprada para a Rússia. Você apostará suas fichas em que os gringos estejam com um dicionário de português embaixo de um braço e com um cartaz de boas-vindas - também em português - erguido pelo outro lhe aguardando no aeroporto? Eu não esperaria. Talvez um tradutor on-line, ainda que não 100% confiável, fosse acionado, em caso de emergência, para auxiliar, pelo menos, no be-a-bá básico dos russos. Vai para a França? Aprenda, no mínimo, o bonjour, literalmente para começo de conversa. Grécia, Japão, Afeganistão... Com as devidas adequações, a regra vale para qualquer lugar fora de nosso território. Mesmo se formos a Angola ou a Portugal - onde também se fala português -, é bom se informar sobre as sutis e perigosas diferenças entre uma variação e outra para não pagar mico. Mas, pelo que se tem difundido, aqui não é assim.

Preparemo-nos nós, brasileiros, para saber a língua dos visitantes internacionais. Quem sabe isso não nos promove para uma colocação no Segundo ou, quem sabe até, no Primeiro Mundo? Não precisa muito. Saber o inglês já é o bastante. E, olha que boa notícia: tal conhecimento vai servir além do período da Copa de 2014. Se você pretende visitar Paris algum dia, o pessoal de lá já vai estar pronto para lhe saudar com o mais gentil do vocabulário americano.

 Um livro que está circulando por lá - intitulado Você fala turistês?, em tradução livre - ensina aos franceses como lidar com quem seja de fora para garantir a boa impressão e, claro, o bom retorno financeiro. Na parte que fala sobre os turistas brasileiros, a dica se resume à frase padrão: “Não falo português, mas posso informar em inglês”. É. Eles podem.


Comente este artigo.

Brasileira quer fazer fuck, fuck com 2 mil homens em três dias


Atriz é do segmento pornô e detém o recorde de já ter ficado com 700 homens em apenas dois dias
 
Permanece a repercussão da brasileira Diana Ramos que pretende bater o seu próprio recorde durante a 3ª edição do Salão Erótico do Porto, Portugal, em fevereiro de 2014. 
 
A bela de 35 anos, que é atriz pornô,  já havia feito sexo com cerca de 700 homens, em apenas 48h. A meta dela para o evento do ano que vem é conseguir ficar com pelo menos dois mil homens, em três dias.
 
Ao jornal lusitano Correio da Manhã, Diana disse que cuidou direitinho de todos os parceiros que a ajudaram na façanha e contou também que, no dia seguinte, quase não conseguiu andar direito. 
 
Sobre a atitude, a atriz é enfática: “Eu não me arrependo de nada. Adoro sexo, não sei viver sem ele. Todos os dias tenho de fazer amor. É uma necessidade fundamental”, sustenta.
 
Críticas
 
Diversas mulheres se mostraram indignada com a atitude de Diana. Nas redes sociais, uma delas chegou a dizer que a brasileira acaba por ser estereotipada devido a atitude da atriz.“A cada dia que passa tenho mais vergonha de ser brasileira. Infelizmente, umas fazem e todas levam a fama”, desabafou. 
 
Diana, porém, diz não se incomodar com os comentários feitos em relação a sua atividade.
 
 
Comentem este artigo.