A Justiça negou no último dia 29, o pedido para retirar a expressão "Deus seja louvado" das cédulas do real feito pelo Ministério Público Federal de São Paulo. Segundo a decisão judicial, a menção a Deus nas notas do real "não parece ser um direcionamento estatal na vida do indivíduo que o obrigue a adotar ou não determinada crença", afirma a decisão sobre a ação. "Assim como também não são os feriados religiosos e outras tantas manifestações aceitas neste sentido, como o nome de cidades". A decisão da 7ª Vara da Justiça Federal é provisória, podendo ser modificada.
No início de novembro, o Ministério Público de São Paulo entrou com uma ação civil pública para pedir que as novas cédulas de real passassem a ser impressas sem a expressão "Deus seja louvado". O pedido, feito pela Procuradoria Regional dos Direitos do Cidadão, afirma que a existência da frase nas notas fere os princípios de laicidade do Estado e de liberdade religiosa.
O Banco Central defende que este tema deve ser debatido pelo Conselho Monetário Nacional e que há "inexistência de verossimilhança das alegações e [...] que estas não violam os princípios constitucionais do Estado Laico e da liberdade religiosa".
"Após tantos anos de utilização da expressão 'Deus seja louvado' nas cédulas do meio circulante nacional, pode-se dizer que o povo brasileiro já se acostumou a tal expressão. [...] Acreditamos que, considerando-se o costume e a religiosidade do povo, se a expressão for retirada, haverá uma quantidade de reclamações superior à quantidade que atualmente chega ao Banco Central com manifestação contrária a sua presença", afirmou o BC em ofício de fevereiro desta ano.
Os custos de divulgação de uma possível alteração nas cédulas podem chegar a R$ 12 milhões, estima o BC. Qualquer mudança na nota do real deve ser amplamente informada à população para evitar fraudes.
O pedido de retirada da expressão causou polêmica sobre a possível alteração das notas de real. Um dos críticos foi o presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), que foi responsável por incluir a frase nas cédulas da moeda brasileira quando foi presidente da República, em 1986. Sarney classificou a ação como "falta do que fazer" do Ministério Público. A Igreja Católica também criticou a ação.
"De fato, não foi consultada nenhuma instituição laica ou religiosa não cristã que manifestasse indignação perante as inscrições da cédula e não há notícia de nenhuma outra representação perante o Ministério Público neste sentido", reconhece a decisão da 7ª Vara sobre a questão. "A alegação de afronta à liberdade religiosa não veio acompanhada de dados concretos, colhidos junto à sociedade, que denotassem um incômodo com a expressão 'Deus' no papel-moeda."
Por Folhapress
sábado, 1 de dezembro de 2012
quinta-feira, 29 de novembro de 2012
A verdade sobre o aquecimento global
Já experimentou a sensação de entrar em um carro que ficou muito tempo exposto ao sol? O calor que se sente é resultado do “efeito estufa” dentro do veículo. O calor entra, mas não pode sair e, assim, o interior do automóvel fica aquecido. Nosso planeta está sujeito a mesma lei da física e graças aos gases de efeito estufa (que promovem a retenção do calor), podemos viver!
A falta de vapor de água e gases de estufa e até mesmo da própria atmosfera, leva outros planetas a terem diferenças de temperatura de 200 graus Celsius das áreas expostas ao sol para as áreas de sombra. Assim, o dia é escaldante e a noite gélida, sendo a vida impossível.
O aquecimento global possibilita extremos mais próximos e homogeneização das temperaturas, sendo condição fundamental para a manutenção da vida. O problema que se vive hoje é que, o ideal projetado de concentração de CO2 na atmosfera para a manutenção da vida é da ordem de 250 a 280 ppm (partes por milhão) - níveis verificados antes da revolução industrial.
A revolução industrial nos ensinou, entre outras coisas, a obter energia pela queima de combustíveis fósseis e em pouco mais de cem anos a concentração de CO2e na atmosfera passou para 390 ppm. Estima-se que a partir da concentração de 450 ppm existe o risco de entrarmos em um ciclo irreversível, chamado de “feedback positivo”.
Nele o aumento de temperatura impede que mares e florestas absorvam CO2 da atmosfera, consequentemente, a temperatura aumenta, o que leva a dificuldade maior da natureza sequestrar o carbono e assim por diante.
O assunto é de extrema urgência. Desde o estabelecimento da UNFCCC e do Protocolo de Quioto - criados internacionalmente para combater o aquecimento global, as emissões de gases de efeito estufa não diminuíram. As previsões do IPCC são de que as emissões médias do planeta durante esse centenário, não sejam superiores a 18 GToneladas ano a ano. As emissões atuais são superiores a 40 Gtoneladas. Esse é o tamanho do desafio que os negociadores enfrentam ano a ano na Conferência das Partes.
Para piorar, o efeito não é sentido uniforme ou regularmente. Ao contrário de colocar o dedo na tomada, onde facilmente aprende-se a lição, nas questões climáticas, quando se sente o choque pode não haver mais tempo para reagir.
Fato é que o mundo não vai acabar. A decisão que devemos tomar é se queremos aprender com nossos próprios erros e agir racionalmente para aumentar nossas chances como espécie de sobreviver ou se vamos lançar à sorte nossa própria existência e continuar negando os fatos.
Por: Felipe Bottini.
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A falta de vapor de água e gases de estufa e até mesmo da própria atmosfera, leva outros planetas a terem diferenças de temperatura de 200 graus Celsius das áreas expostas ao sol para as áreas de sombra. Assim, o dia é escaldante e a noite gélida, sendo a vida impossível.
O aquecimento global possibilita extremos mais próximos e homogeneização das temperaturas, sendo condição fundamental para a manutenção da vida. O problema que se vive hoje é que, o ideal projetado de concentração de CO2 na atmosfera para a manutenção da vida é da ordem de 250 a 280 ppm (partes por milhão) - níveis verificados antes da revolução industrial.
A revolução industrial nos ensinou, entre outras coisas, a obter energia pela queima de combustíveis fósseis e em pouco mais de cem anos a concentração de CO2e na atmosfera passou para 390 ppm. Estima-se que a partir da concentração de 450 ppm existe o risco de entrarmos em um ciclo irreversível, chamado de “feedback positivo”.
Nele o aumento de temperatura impede que mares e florestas absorvam CO2 da atmosfera, consequentemente, a temperatura aumenta, o que leva a dificuldade maior da natureza sequestrar o carbono e assim por diante.
O assunto é de extrema urgência. Desde o estabelecimento da UNFCCC e do Protocolo de Quioto - criados internacionalmente para combater o aquecimento global, as emissões de gases de efeito estufa não diminuíram. As previsões do IPCC são de que as emissões médias do planeta durante esse centenário, não sejam superiores a 18 GToneladas ano a ano. As emissões atuais são superiores a 40 Gtoneladas. Esse é o tamanho do desafio que os negociadores enfrentam ano a ano na Conferência das Partes.
Para piorar, o efeito não é sentido uniforme ou regularmente. Ao contrário de colocar o dedo na tomada, onde facilmente aprende-se a lição, nas questões climáticas, quando se sente o choque pode não haver mais tempo para reagir.
Fato é que o mundo não vai acabar. A decisão que devemos tomar é se queremos aprender com nossos próprios erros e agir racionalmente para aumentar nossas chances como espécie de sobreviver ou se vamos lançar à sorte nossa própria existência e continuar negando os fatos.
Por: Felipe Bottini.
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domingo, 25 de novembro de 2012
Canetas a laser apontadas para o céu podem causar graves acidentes
Durante a noite, o comandante do Batalhão de Aviação Operacional (Bavop) da Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF), tenente-coronel Mário Ramos, sobrevoa o DF em busca de luzes verdes apontadas para o céu. Os pontos encontrados, muitas vezes vários, vêm de canetas de raio laser utilizadas como brincadeira para apontar aeronaves. A atividade, que pode parecer inofensiva, é crime previsto no Código Penal. Quando as luzes atingem as cabines, podem causar perda de visão temporária do piloto e graves acidentes.
O Distrito Federal não é um caso isolado. Em 2012, até a última sexta-feira (23), o Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa) registrou 1.624 casos em todo o país, o que representa pouco mais de seis vezes o número registrado no ano passado (250). Os campeões de notificação são o Aeroporto Internacional de Brasília - Presidente Juscelino Kubitschek, Aeroporto Internacional de Viracopos/Campinas (SP) e Aeroporto de Belo Horizonte - Pampulha/Carlos Drummond de Andrade (MG) - todos com o mesmo número de casos relatados, 107.
Os relatos partem de todos os estados brasileiros. Até agora, Sergipe é o que registra menos ocorrências (1). O próprio comandante do Bavop foi vítima de uma dessas luzes. "Estava em um helicóptero. Essa é a vantagem, podemos girar 360 graus. Desviamos da luz e conseguimos aterrissar e fazer o flagrante." O comandante conta que, este ano, foram dois flagrantes, ambos com menores de idade.
De acordo com a PMDF, a maioria dos casos de flagrantes é formada por menores que brincam com as canetas, mas há também maiores de idade que ignoram os riscos de apontar o equipamento para aeronaves.
Segundo os relatos ao Cenipa, as consequências vão desde distração (782 casos) até cegueira temporária (46 casos). A maioria (942) ocorre durante a aproximação final, quando a aeronave está a cerca de 500 metros do chão. "É a fase de maior carga de trabalho do piloto. Mesmo que o laser não cause perda de visão, pode levar à distração e fazer com que o piloto deixe de executar alguma parte da sequência de pouso, algum item da operação. Isso pode levar à perda de controle da aeronave", explica o investigador do Cenipa, major aviador Marcio Vieira de Mattos.
Para o investigador o aumento das notificações se deve a alterações no preenchimento do formulário online, agora mais simples, e à facilidade de adquirir canetas de raio laser. Elas podem ter a luz vermelha ou verde, sendo esta a mais potente, cerca de 60 vezes mais que a vermelha. Uma caneta de luz verde pode ser adquirida pela internet por valores entre R$ 20 e R$ 400, conforme a sofisticação e potência. O professor Sebastião Willian, físico especialista em ótica da Universidade de Brasília (UnB), explica que a potência de uma caneta é cerca de 0,5 milivolt (mV). Mas são encontradas no mercado online equipamentos de 500 mV.
"As canetas nada mais são que 'luz concentrada' em apenas um ponto. Isso as torna mais potentes. Quando voltadas para pontos distantes, para o céu, esse foco tende a se dissipar, transformando-se em um clarão. É isso que chega aos pilotos", diz o professor.
Os aviões comerciais são constantes alvos. O secretário de Segurança de Voo do Sindicato Nacional dos Aeronautas, comandante Carlos Camacho, recomenda que, caso isso aconteça durante qualquer fase da operação, os pilotos se revezem. Um deles deve abaixar a cabeça para não sofrer nenhum tipo de ofuscamento e assumir o comando caso a visão do outro seja prejudicada. Em hipótese alguma deve-se olhar diretamente para a luz.
O comandante Camacho reforça que "o grande problema das canetas é a venda indiscriminada. A maioria é importada e entra no Brasil sem nenhuma regulamentação específica."
Até agora, no Brasil, não há relatos de acidentes. A prática, no entanto, é criminosa. O Artigo 261 do Código Penal Brasileiro prevê sanções para quem expor a perigo ou praticar qualquer ato que possa impedir ou dificultar a navegação aérea. Se houver consequências mais graves que causem danos ou lesões, o autor pode ser condenado de dois a cinco anos de reclusão.
Fonte: Agência Brasil.
O Distrito Federal não é um caso isolado. Em 2012, até a última sexta-feira (23), o Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa) registrou 1.624 casos em todo o país, o que representa pouco mais de seis vezes o número registrado no ano passado (250). Os campeões de notificação são o Aeroporto Internacional de Brasília - Presidente Juscelino Kubitschek, Aeroporto Internacional de Viracopos/Campinas (SP) e Aeroporto de Belo Horizonte - Pampulha/Carlos Drummond de Andrade (MG) - todos com o mesmo número de casos relatados, 107.
Os relatos partem de todos os estados brasileiros. Até agora, Sergipe é o que registra menos ocorrências (1). O próprio comandante do Bavop foi vítima de uma dessas luzes. "Estava em um helicóptero. Essa é a vantagem, podemos girar 360 graus. Desviamos da luz e conseguimos aterrissar e fazer o flagrante." O comandante conta que, este ano, foram dois flagrantes, ambos com menores de idade.
De acordo com a PMDF, a maioria dos casos de flagrantes é formada por menores que brincam com as canetas, mas há também maiores de idade que ignoram os riscos de apontar o equipamento para aeronaves.
Segundo os relatos ao Cenipa, as consequências vão desde distração (782 casos) até cegueira temporária (46 casos). A maioria (942) ocorre durante a aproximação final, quando a aeronave está a cerca de 500 metros do chão. "É a fase de maior carga de trabalho do piloto. Mesmo que o laser não cause perda de visão, pode levar à distração e fazer com que o piloto deixe de executar alguma parte da sequência de pouso, algum item da operação. Isso pode levar à perda de controle da aeronave", explica o investigador do Cenipa, major aviador Marcio Vieira de Mattos.
Para o investigador o aumento das notificações se deve a alterações no preenchimento do formulário online, agora mais simples, e à facilidade de adquirir canetas de raio laser. Elas podem ter a luz vermelha ou verde, sendo esta a mais potente, cerca de 60 vezes mais que a vermelha. Uma caneta de luz verde pode ser adquirida pela internet por valores entre R$ 20 e R$ 400, conforme a sofisticação e potência. O professor Sebastião Willian, físico especialista em ótica da Universidade de Brasília (UnB), explica que a potência de uma caneta é cerca de 0,5 milivolt (mV). Mas são encontradas no mercado online equipamentos de 500 mV.
"As canetas nada mais são que 'luz concentrada' em apenas um ponto. Isso as torna mais potentes. Quando voltadas para pontos distantes, para o céu, esse foco tende a se dissipar, transformando-se em um clarão. É isso que chega aos pilotos", diz o professor.
Os aviões comerciais são constantes alvos. O secretário de Segurança de Voo do Sindicato Nacional dos Aeronautas, comandante Carlos Camacho, recomenda que, caso isso aconteça durante qualquer fase da operação, os pilotos se revezem. Um deles deve abaixar a cabeça para não sofrer nenhum tipo de ofuscamento e assumir o comando caso a visão do outro seja prejudicada. Em hipótese alguma deve-se olhar diretamente para a luz.
O comandante Camacho reforça que "o grande problema das canetas é a venda indiscriminada. A maioria é importada e entra no Brasil sem nenhuma regulamentação específica."
Até agora, no Brasil, não há relatos de acidentes. A prática, no entanto, é criminosa. O Artigo 261 do Código Penal Brasileiro prevê sanções para quem expor a perigo ou praticar qualquer ato que possa impedir ou dificultar a navegação aérea. Se houver consequências mais graves que causem danos ou lesões, o autor pode ser condenado de dois a cinco anos de reclusão.
Fonte: Agência Brasil.
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sábado, 24 de novembro de 2012
Digam o que disserem
Há um discurso retrógrado e cansativo, que imagino seja comum a outras cidades. Um ranço de criticar o passado, em vez de construir o futuro. Mania persistente de diminuir o que outros fizeram, sem valorizar as obras existentes, sinal comprovado do seu trabalho.
Insistência em procurar erros, malfeitos, cavoucando em jornais amarelados pelo tempo, atrás de notícias que provem que aquela gente não prestou, era vil e mercenária, só pensava em si e nos seus, embora suas obras aí permaneçam, confirmando o oposto.
E em quanto do que se lê, tanto nos jornais como nos livros publicados, é possível crer? Quanto se esconde nas entrelinhas? Quanto veneno precisa destilar o autor do texto, para se sentir melhor em sua pequenez ou pretensa sabedoria? Qual a isenção e liberdade de pensamento daquele que externa suas ideias, julgando-se dono da verdade? Por outro lado, quantos acontecimentos jamais chegam ao conhecimento do público, para não suscitar melindres ou atrapalhar projetos futuros?
Quando até a história mundial começa a ser reescrita e o que se soube ontem hoje se descobre que não foi bem assim, é natural colocar ressalvas em muito do que nos querem passar como certo.
"Quem conta um conto, aumenta um ponto", aprende-se em criança. Naquele tempo, sentados lado a lado, um passava para o outro, - em voz baixa, de forma que ninguém mais ouvisse - uma frase qualquer. E a frase, repetida, passava de boca em boca, até chegar ao final da fila e ser dita em voz alta, despertando risadas, por estar completamente modificada.
Muitas notícias alardeadas agora parecem repetir a brincadeira infantil. Fatos dos quais participamos ou temos pleno conhecimento ganham novas versões, conforme paixões, despeitos e desavenças de quem os relata. Cada um tem o seu ponto de vista, a maneira de ver o fato e a verdade, muitas vezes, vale menos que a versão, dependendo de quem a defende. Ou assume viés de certeza, logo de cara, se combina com a nossa maneira de pensar. "Ele escreve tão bem", falamos, quando o cronista diz tudo que desejávamos ouvir.
A história é contada pelos vencedores; muda, inclusive, conforme quem está no poder. Ou é sonegada ao público, quando a divulgação não atende os interesses de quem deveria divulgá-la.
E a história precisa ser compreendida em seu contexto, na época, no local em que aconteceu, de acordo com a mentalidade das pessoas daquele período; não pode ser julgada por quem não estava lá.
Agora, porém, com a facilidade de acesso a publicações, ela é contada por qualquer um que se disponha a se manifestar, aproveitando o espaço concedido e muitas vezes usufruindo do anonimato ou citando fatos sem citar nomes, de forma a não dar a ninguém o direito de se defender, se não quiser enfiar a carapuça. E se defender para quê, se o que importa é o que cada um sabe de si?
Mas, acima das palavras proferidas ou escritas, da história forjada, atendendo a interesses, permanecem as obras, o que de palpável e visível alguém deixou, para o bem dos que vieram depois. E essa é a história que fica.
Por: Marta Fernandes de Sousa Costa.
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Insistência em procurar erros, malfeitos, cavoucando em jornais amarelados pelo tempo, atrás de notícias que provem que aquela gente não prestou, era vil e mercenária, só pensava em si e nos seus, embora suas obras aí permaneçam, confirmando o oposto.
E em quanto do que se lê, tanto nos jornais como nos livros publicados, é possível crer? Quanto se esconde nas entrelinhas? Quanto veneno precisa destilar o autor do texto, para se sentir melhor em sua pequenez ou pretensa sabedoria? Qual a isenção e liberdade de pensamento daquele que externa suas ideias, julgando-se dono da verdade? Por outro lado, quantos acontecimentos jamais chegam ao conhecimento do público, para não suscitar melindres ou atrapalhar projetos futuros?
Quando até a história mundial começa a ser reescrita e o que se soube ontem hoje se descobre que não foi bem assim, é natural colocar ressalvas em muito do que nos querem passar como certo.
"Quem conta um conto, aumenta um ponto", aprende-se em criança. Naquele tempo, sentados lado a lado, um passava para o outro, - em voz baixa, de forma que ninguém mais ouvisse - uma frase qualquer. E a frase, repetida, passava de boca em boca, até chegar ao final da fila e ser dita em voz alta, despertando risadas, por estar completamente modificada.
Muitas notícias alardeadas agora parecem repetir a brincadeira infantil. Fatos dos quais participamos ou temos pleno conhecimento ganham novas versões, conforme paixões, despeitos e desavenças de quem os relata. Cada um tem o seu ponto de vista, a maneira de ver o fato e a verdade, muitas vezes, vale menos que a versão, dependendo de quem a defende. Ou assume viés de certeza, logo de cara, se combina com a nossa maneira de pensar. "Ele escreve tão bem", falamos, quando o cronista diz tudo que desejávamos ouvir.
A história é contada pelos vencedores; muda, inclusive, conforme quem está no poder. Ou é sonegada ao público, quando a divulgação não atende os interesses de quem deveria divulgá-la.
E a história precisa ser compreendida em seu contexto, na época, no local em que aconteceu, de acordo com a mentalidade das pessoas daquele período; não pode ser julgada por quem não estava lá.
Agora, porém, com a facilidade de acesso a publicações, ela é contada por qualquer um que se disponha a se manifestar, aproveitando o espaço concedido e muitas vezes usufruindo do anonimato ou citando fatos sem citar nomes, de forma a não dar a ninguém o direito de se defender, se não quiser enfiar a carapuça. E se defender para quê, se o que importa é o que cada um sabe de si?
Mas, acima das palavras proferidas ou escritas, da história forjada, atendendo a interesses, permanecem as obras, o que de palpável e visível alguém deixou, para o bem dos que vieram depois. E essa é a história que fica.
Por: Marta Fernandes de Sousa Costa.
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sexta-feira, 23 de novembro de 2012
Um Judiciário independente
Diante de representes dos três poderes, Ministério Público, entidades de classe e artistas brasileiros, o pronunciamento de posse do ministro Joaquim Barbosa, no Supremo Tribunal Federal, na última quinta-feira, reafirmou a importância da independência do Poder Judiciário, livre de ingerências políticas ou de qualquer outra natureza. Afinal, cresce o interesse do cidadão na atuação da Justiça, mais especificamente do Supremo, embalado no julgamento dos réus do mensalão. O momento serve para que o Judiciário, um dos poderes estruturais da democracia brasileira, venha a se conhecer.
O descumprimento de qualquer direito, independentemente de sua magnitude, implica uma atuação com os mesmos valores éticos aplicados às grandes causas. A função julgadora, pulverizada pela atuação dos magistrados, organizados em ramos, em áreas territoriais e em instâncias, tem um alcance didático para o dinâmico convívio social.
No pequeno mundo das relações pessoais, dos negócios e até mesmo no âmbito da família, as decisões têm como consequência a transformação da sociedade, alterando, em muito, os seus costumes. Em incontáveis aspectos, a nossa sociedade mudou. A dialética interpretação da norma pelos juízes brasileiros atualiza a legislação na velocidade exigida pelas circunstâncias do desenvolvimento das relações.
No que se refere à responsabilização dos administradores públicos, não poupou o Judiciário, em suas sentenças, sanções moralizadoras. A família mudou a sua configuração e, no âmbito das relações trabalhistas, enaltece-se – como nunca – a dignidade da pessoa. A compreensão da complexa atividade julgadora impõe a preservação das prerrogativas e dos deveres dos magistrados. As prerrogativas são indisponíveis e outorgadas em favor do cidadão e é em nome dele que devem ser exercidas de forma inflexível. Por outro lado, os deveres previstos na mesma legislação impõem renúncias pessoais.
A independência do Poder Judiciário, conforme frisou o ministro Barbosa em seu sucinto e direto pronunciamento, tem por pressuposto um sistema de garantias da magistratura brasileira: vitaliciedade, inamovibilidade e irredutibilidade de vencimentos. O amadurecimento das instituições e da democracia contempla cada vez mais a necessidade do fortalecimento da magistratura, que vem a ser o próprio Poder Judiciário. Assim, não pode ser admitido, em hipótese alguma, qualquer abalo a tais garantias em nenhum de seus aspectos, sejam técnico-filosóficos ou materiais.
Por: Maria Helena Mallmann
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O descumprimento de qualquer direito, independentemente de sua magnitude, implica uma atuação com os mesmos valores éticos aplicados às grandes causas. A função julgadora, pulverizada pela atuação dos magistrados, organizados em ramos, em áreas territoriais e em instâncias, tem um alcance didático para o dinâmico convívio social.
No pequeno mundo das relações pessoais, dos negócios e até mesmo no âmbito da família, as decisões têm como consequência a transformação da sociedade, alterando, em muito, os seus costumes. Em incontáveis aspectos, a nossa sociedade mudou. A dialética interpretação da norma pelos juízes brasileiros atualiza a legislação na velocidade exigida pelas circunstâncias do desenvolvimento das relações.
No que se refere à responsabilização dos administradores públicos, não poupou o Judiciário, em suas sentenças, sanções moralizadoras. A família mudou a sua configuração e, no âmbito das relações trabalhistas, enaltece-se – como nunca – a dignidade da pessoa. A compreensão da complexa atividade julgadora impõe a preservação das prerrogativas e dos deveres dos magistrados. As prerrogativas são indisponíveis e outorgadas em favor do cidadão e é em nome dele que devem ser exercidas de forma inflexível. Por outro lado, os deveres previstos na mesma legislação impõem renúncias pessoais.
A independência do Poder Judiciário, conforme frisou o ministro Barbosa em seu sucinto e direto pronunciamento, tem por pressuposto um sistema de garantias da magistratura brasileira: vitaliciedade, inamovibilidade e irredutibilidade de vencimentos. O amadurecimento das instituições e da democracia contempla cada vez mais a necessidade do fortalecimento da magistratura, que vem a ser o próprio Poder Judiciário. Assim, não pode ser admitido, em hipótese alguma, qualquer abalo a tais garantias em nenhum de seus aspectos, sejam técnico-filosóficos ou materiais.
Por: Maria Helena Mallmann
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quinta-feira, 22 de novembro de 2012
Nascemos para sermos felizes
Mais do que profissionais talentosos, as organizações precisam de pessoas felizes e de bem com a vida. Há dois tipos de felicidade – a condicionada e a livre. A felicidade condicionada é insaciável, porque depende de fatores externos. Nós condicionamos que determinadas coisas são felicidade e outras infelicidade. Já a felicidade livre ou plena é a felicidade original de um bebê. É o software que vem embutido em nosso hardware. Está no coração. Está disponível e sempre esteve ali, é só acioná-la. Não se precisa correr atrás dela.
A felicidade de viver ou plenitude, só pode ser vivida no aqui e agora. Não no futuro, não no passado. Quando vivemos no momento presente a felicidade é plena. A felicidade não é o que você faz ou fez. É o seu estado de espírito. Conforme canta Roberto Carlos, “Quando eu estou aqui, eu vivo este momento lindo.“ Desfrute mais da vida, não espere para ser feliz.
Tudo é dinâmico, tudo é mudança. Não vivemos uma vida linear, vivemos ciclos onde tudo começa e termina. A natureza é cíclica, o ser humano é alternadamente feliz e infeliz.
Temos que aprender a não ter expectativas, isso é sabedoria. Tenho que ter felicidade independente do que os outros falam ou dizem. Não são as pessoas que nos irritam, somos nós que nos irritamos com as pessoas. Se eu estiver preso a uma expectativa, certamente eu estou preso a uma armadilha. Se o cônjuge, o colega ou chefe é um problema, ele tem de mudar ou você tem de mudar. Você não tem o poder de mudar ninguém. Eles vão mudar se quiserem, consequentemente você precisa mudar a si mesmo.
Temos que ser assertivos, sem deixar de amar as pessoas. Nós não somos separados. Tudo que fazemos de bom para as outras pessoas fazemos para nós mesmos, portanto, beneficie as pessoas à sua volta. Não queira mudar as pessoas, aceite elas como são. Ninguém é dono de ninguém. Você só pode ter atitude frente ao que acontece, mas você não tem controle sobre o que acontece. Você quer ter razão ou ser feliz?
Por: Soeli de Oliveira.
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A felicidade de viver ou plenitude, só pode ser vivida no aqui e agora. Não no futuro, não no passado. Quando vivemos no momento presente a felicidade é plena. A felicidade não é o que você faz ou fez. É o seu estado de espírito. Conforme canta Roberto Carlos, “Quando eu estou aqui, eu vivo este momento lindo.“ Desfrute mais da vida, não espere para ser feliz.
Tudo é dinâmico, tudo é mudança. Não vivemos uma vida linear, vivemos ciclos onde tudo começa e termina. A natureza é cíclica, o ser humano é alternadamente feliz e infeliz.
Temos que aprender a não ter expectativas, isso é sabedoria. Tenho que ter felicidade independente do que os outros falam ou dizem. Não são as pessoas que nos irritam, somos nós que nos irritamos com as pessoas. Se eu estiver preso a uma expectativa, certamente eu estou preso a uma armadilha. Se o cônjuge, o colega ou chefe é um problema, ele tem de mudar ou você tem de mudar. Você não tem o poder de mudar ninguém. Eles vão mudar se quiserem, consequentemente você precisa mudar a si mesmo.
Temos que ser assertivos, sem deixar de amar as pessoas. Nós não somos separados. Tudo que fazemos de bom para as outras pessoas fazemos para nós mesmos, portanto, beneficie as pessoas à sua volta. Não queira mudar as pessoas, aceite elas como são. Ninguém é dono de ninguém. Você só pode ter atitude frente ao que acontece, mas você não tem controle sobre o que acontece. Você quer ter razão ou ser feliz?
Por: Soeli de Oliveira.
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quarta-feira, 21 de novembro de 2012
Não é um bom começo
Velhos manuais de marketing, escritos antes mesmo de o termo virar moda, apregoavam que a venda começa quando o cliente diz não. Sem a negativa, o nome para essa troca de valores por objetos e/ou serviços seria, no máximo, compra. Venda, jamais. Ao final, o resultado pode até ser parecido. Porém, apenas no sim, ambos saem perdendo: cliente sem chance de barganhar ou conhecer outras opções, ao vendedor é sonegada a oportunidade de aprimorar-se com vistas para a próxima transação.
Acontece algo muito parecido dentro dos nossos lares. Educar um filho começa tão somente quando os pais dizem não. Sem a negativa, o nome para essa troca de afetos pode ser qualquer um que se resolva dar: liberdade, direito, prêmio. Para piorar, o resultado também pode soar parecido. Porém, ambos saem da interação sem nenhum aprendizado: à criança é sonegada a chance de lidar desde tenra idade com a noção de limite, enquanto os pais perdem a oportunidade de transmitir valores.
É sempre junto ao universo daquilo que não podemos que estará contido o que podemos; junto do que não devemos que estará o que devemos; do que não precisamos aquilo que precisamos. Tão necessárias quanto as possibilidades são as impossibilidades. Talvez até mais. São os limites que nos moldam e, mesmo para rompê-los, é preciso reconhecer sua existência – ultrapassar o quê, se nada me baliza?
Apesar de sua fama negativa, por assim dizer, o não é a palavra que mais protege. É o termo preferido de nossa consciência, ela que existe para discernir entre o certo e o errado. O não, assim como a dor, são heróis incompreendidos que nos salvam de nós mesmos. O sim, tão belo (tão necessário), desconhece o perigo. Nunca mede as consequências de seu poder.
Tenho filhos e amo seus sorrisos diante dos meus sins. Contudo, sem o interdito firme e repetido, o aprendizado deixaria de acontecer. E, sem ele (sem a transmissão de valores), sei que terão dúvida na hora de dizer não ao que a vida oferece – vendedora às vezes inescrupulosa. Uns ficarão sem conhecer todas as opções, a outra sem a necessidade de aprimorar-se.
Por: Rubem Penz.
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Acontece algo muito parecido dentro dos nossos lares. Educar um filho começa tão somente quando os pais dizem não. Sem a negativa, o nome para essa troca de afetos pode ser qualquer um que se resolva dar: liberdade, direito, prêmio. Para piorar, o resultado também pode soar parecido. Porém, ambos saem da interação sem nenhum aprendizado: à criança é sonegada a chance de lidar desde tenra idade com a noção de limite, enquanto os pais perdem a oportunidade de transmitir valores.
É sempre junto ao universo daquilo que não podemos que estará contido o que podemos; junto do que não devemos que estará o que devemos; do que não precisamos aquilo que precisamos. Tão necessárias quanto as possibilidades são as impossibilidades. Talvez até mais. São os limites que nos moldam e, mesmo para rompê-los, é preciso reconhecer sua existência – ultrapassar o quê, se nada me baliza?
Apesar de sua fama negativa, por assim dizer, o não é a palavra que mais protege. É o termo preferido de nossa consciência, ela que existe para discernir entre o certo e o errado. O não, assim como a dor, são heróis incompreendidos que nos salvam de nós mesmos. O sim, tão belo (tão necessário), desconhece o perigo. Nunca mede as consequências de seu poder.
Tenho filhos e amo seus sorrisos diante dos meus sins. Contudo, sem o interdito firme e repetido, o aprendizado deixaria de acontecer. E, sem ele (sem a transmissão de valores), sei que terão dúvida na hora de dizer não ao que a vida oferece – vendedora às vezes inescrupulosa. Uns ficarão sem conhecer todas as opções, a outra sem a necessidade de aprimorar-se.
Por: Rubem Penz.
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segunda-feira, 19 de novembro de 2012
O "grito" que Tiradentes não deu
Eu nunca votei em ninguém pela simples razão de que jamais tive notícia de que algum candidato a cargo eletivo tivesse sido sabatinado com o objetivo de demonstrar, através de um teste, se realmente possui um mínimo de conhecimentos básicos - a meu juízo indispensáveis - para o exercício do mandato a que pleiteia.
Também me leva a isso, o fato de não ser exigida escolaridade mínima para concorrer em uma eleição. Essa facilidade para chegar ao poder beira às raias da irresponsabilidade, posto que abre espaço para que verdadeiras "toupeiras humanas", levadas pelo populismo demagógico, passem a exercer importantes cargos que influenciam na vida dos cidadãos, colocando em risco o bem-estar social, pelo instituto de leis absurdas propostas e aprovadas, não raro, por indivíduos sem um mínimo de capacidade para administrar, sequer, a própria família.
Nem seria preciso citar exemplos de gente despreparada exercendo mandato nos descaminhos do poder, uma vez que essas "amebas eletivas" aparecem todos os dias, no rádio, na televisão e nos palanques, proferindo discursos longos crivados de despautérios capazes de corar até uma criança do Jardim da Infância. Mas, "para não dizer que não falei de flores", vou me reportar aqui ao disparate dito pela prefeita de Ribeirão Preto-SP, Dárcy Vera, na Parada Cívica de 7 de Setembro daquela cidade. Falando a uma emissora local, a prefeita - reeleita na última eleição com 51% dos votos válidos - disse com todas as letras que deveria ser lembrado, também, naquele momento cívico, o herói Tiradentes, que deu o grito de "Independência ou morte". Talvez o Mártir da Inconfidência Mineira até tenha dito isso e a gente nem sabia, vindo a ser vítima de um plágio, poucos anos depois, por parte de dom Pedro I.
Se Tiradentes falou isso, teve bem menos sorte do que aquele que mais tarde repetiria a expressão às margens do Riacho Ipiranga.
No caso do chefe inconfidente, a Coroa Portuguesa optou pela segunda alternativa (morte) e mandou enforcar o autor da frase. Já em relação ao imperador, o poder monarca colonizador foi bem mais generoso, optando pela primeira hipótese (Independência), propiciando assim ao "don Juan tupiniquim" da marquesa de Santos uma emancipação política mansa, pacífica e sem o estampido de um único tiro. A asneira da prefeita está contida em um vídeo postado no Youtube.
Por: Lino Tavares.
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Também me leva a isso, o fato de não ser exigida escolaridade mínima para concorrer em uma eleição. Essa facilidade para chegar ao poder beira às raias da irresponsabilidade, posto que abre espaço para que verdadeiras "toupeiras humanas", levadas pelo populismo demagógico, passem a exercer importantes cargos que influenciam na vida dos cidadãos, colocando em risco o bem-estar social, pelo instituto de leis absurdas propostas e aprovadas, não raro, por indivíduos sem um mínimo de capacidade para administrar, sequer, a própria família.
Nem seria preciso citar exemplos de gente despreparada exercendo mandato nos descaminhos do poder, uma vez que essas "amebas eletivas" aparecem todos os dias, no rádio, na televisão e nos palanques, proferindo discursos longos crivados de despautérios capazes de corar até uma criança do Jardim da Infância. Mas, "para não dizer que não falei de flores", vou me reportar aqui ao disparate dito pela prefeita de Ribeirão Preto-SP, Dárcy Vera, na Parada Cívica de 7 de Setembro daquela cidade. Falando a uma emissora local, a prefeita - reeleita na última eleição com 51% dos votos válidos - disse com todas as letras que deveria ser lembrado, também, naquele momento cívico, o herói Tiradentes, que deu o grito de "Independência ou morte". Talvez o Mártir da Inconfidência Mineira até tenha dito isso e a gente nem sabia, vindo a ser vítima de um plágio, poucos anos depois, por parte de dom Pedro I.
Se Tiradentes falou isso, teve bem menos sorte do que aquele que mais tarde repetiria a expressão às margens do Riacho Ipiranga.
No caso do chefe inconfidente, a Coroa Portuguesa optou pela segunda alternativa (morte) e mandou enforcar o autor da frase. Já em relação ao imperador, o poder monarca colonizador foi bem mais generoso, optando pela primeira hipótese (Independência), propiciando assim ao "don Juan tupiniquim" da marquesa de Santos uma emancipação política mansa, pacífica e sem o estampido de um único tiro. A asneira da prefeita está contida em um vídeo postado no Youtube.
Por: Lino Tavares.
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domingo, 18 de novembro de 2012
A importância dos alimentos antioxidantes
Especialistas estudam há muitos anos a importância dos alimentos antioxidantes na prevenção de doenças. As pesquisas têm demonstrado os benefícios que os antioxidantes promovem nas questões cardiovasculares, no processo do envelhecimento e numerosos tipos de câncer.
Estes alimentos têm a função de combater os radicais livres, que atingem o organismo. Os radicais livres podem se instalar no organismo através de processos exógenos e endógenos, como, por exemplo, via poluição, fumo, álcool e nutrição inadequada e imprópria. Aí reside a importância dos alimentos antioxidantes para combater estes inimigos. Por isso os antioxidantes não podem faltar à mesa. Citam-se alguns desses importantes e salutares alimentos: suco de uva integral, que é fonte de resveratrol, poderoso antioxidante existente na casca da uva. Este alimento tem o poder de varrer os radicais livres do organismo. Sua ingestão auxilia e impede a oxidação das gorduras e a formação plaquetária, ajudando na prevenção de doenças do coração.
O tomate é rico em licopeno e contém vitamina A. Combate o desenvolvimento do câncer na próstata, estômago e pulmão. O cacau é encontrado no chocolate amargo. Nele estão os polifenóis, extremamente salutares para o coração e a circulação. A cenoura contém betacaroteno, atuando e procrastinando o envelhecimento precoce da pessoa. A linhaça, é um repositório de ômega 3, tem ação vaso dilatadora e evita a formação plaquetária prevenindo desta forma doenças cardiovasculares.
As frutas cítricas (limão, laranja, abacaxi, tangerina e outras), ricas em vitaminas C e como poderoso inibidor do envelhecimento precoce. Já, o chá verde atua na prevenção de danos celulares evitando o aparecimento de tumores. Ainda, nesta direção nominam-se as oleaginosas (nozes, castanhas, amêndoas, etc.) e óleo de coco.
Seria impossível deixar de nominar cinco alimentos de fundamental importância à saúde do ser humano. A pimenta preta, recomendada para as pessoas que sofrem excesso de gases, eis que acelera o metabolismo e favorece a digestão. O uso diário deve ser limitado. O manjericão é indispensável na mesa de refeição, eis que é rico em ferro, cálcio, potássio e vitamina C, além de possuir flavonóides que protegem as células e combatem os radicais livres.
O arroz preto é também rico em ferro, vitamina E, C, complexo B e proteínas. A fibra que o arroz preto contém faz a absorção do colesterol e com isso protege o intestino.
A pimenta chili, é rica em vitamina C, e tem o condão de reduzir o apetite, eis que além da vitamina C oferece magnésio, ferro e aminoácido ao organismo. É um alimento extraordinário. O ácido fólico e o betacaroteno também se fazem presentes na pimenta chili. Combate a enxaqueca, porquanto libera endorfina que é um analgésico natural. Todavia, deve-se ter um cuidado muito grande para não ingerir em excesso.
A fruta damasco, da mesma forma possui betacaroteno e auxilia a visão e eleva a imunidade do organismo. Para aqueles que não sabem o damasco é rico em cálcio, magnésio, potássio, ferro, vitaminas B1, B5 e C. Além de tudo isso é laxante e diurético.
Conhecer estes alimentos significa incluí-los nos nossos cardápios diários.
Por Ana Maria Bueno.
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Estes alimentos têm a função de combater os radicais livres, que atingem o organismo. Os radicais livres podem se instalar no organismo através de processos exógenos e endógenos, como, por exemplo, via poluição, fumo, álcool e nutrição inadequada e imprópria. Aí reside a importância dos alimentos antioxidantes para combater estes inimigos. Por isso os antioxidantes não podem faltar à mesa. Citam-se alguns desses importantes e salutares alimentos: suco de uva integral, que é fonte de resveratrol, poderoso antioxidante existente na casca da uva. Este alimento tem o poder de varrer os radicais livres do organismo. Sua ingestão auxilia e impede a oxidação das gorduras e a formação plaquetária, ajudando na prevenção de doenças do coração.
O tomate é rico em licopeno e contém vitamina A. Combate o desenvolvimento do câncer na próstata, estômago e pulmão. O cacau é encontrado no chocolate amargo. Nele estão os polifenóis, extremamente salutares para o coração e a circulação. A cenoura contém betacaroteno, atuando e procrastinando o envelhecimento precoce da pessoa. A linhaça, é um repositório de ômega 3, tem ação vaso dilatadora e evita a formação plaquetária prevenindo desta forma doenças cardiovasculares.
As frutas cítricas (limão, laranja, abacaxi, tangerina e outras), ricas em vitaminas C e como poderoso inibidor do envelhecimento precoce. Já, o chá verde atua na prevenção de danos celulares evitando o aparecimento de tumores. Ainda, nesta direção nominam-se as oleaginosas (nozes, castanhas, amêndoas, etc.) e óleo de coco.
Seria impossível deixar de nominar cinco alimentos de fundamental importância à saúde do ser humano. A pimenta preta, recomendada para as pessoas que sofrem excesso de gases, eis que acelera o metabolismo e favorece a digestão. O uso diário deve ser limitado. O manjericão é indispensável na mesa de refeição, eis que é rico em ferro, cálcio, potássio e vitamina C, além de possuir flavonóides que protegem as células e combatem os radicais livres.
O arroz preto é também rico em ferro, vitamina E, C, complexo B e proteínas. A fibra que o arroz preto contém faz a absorção do colesterol e com isso protege o intestino.
A pimenta chili, é rica em vitamina C, e tem o condão de reduzir o apetite, eis que além da vitamina C oferece magnésio, ferro e aminoácido ao organismo. É um alimento extraordinário. O ácido fólico e o betacaroteno também se fazem presentes na pimenta chili. Combate a enxaqueca, porquanto libera endorfina que é um analgésico natural. Todavia, deve-se ter um cuidado muito grande para não ingerir em excesso.
A fruta damasco, da mesma forma possui betacaroteno e auxilia a visão e eleva a imunidade do organismo. Para aqueles que não sabem o damasco é rico em cálcio, magnésio, potássio, ferro, vitaminas B1, B5 e C. Além de tudo isso é laxante e diurético.
Conhecer estes alimentos significa incluí-los nos nossos cardápios diários.
Por Ana Maria Bueno.
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sábado, 17 de novembro de 2012
O futuro dos orelhões é a rede
Já está em teste na capital catarinense a nova utilidade dada aos telefones públicos, os populares orelhões, cada vez menos usados pela população.
As unidades controladas pela empresa Oi em Florianópolis oferecem desde o mês de outubro acesso à internet sem fio (Wi-Fi). As pessoas podem aproveitar o sinal em um raio de 70 metros.
Roteadores junto aos orelhões são os responsáveis por distribuir o sinal que pode ser captado por quem tem à mão tablets, smartphones, notebooks, entre outros equipamentos.
A novidade deve avançar nas próximas semanas e, ainda esse ano, chegar a 30 telefones públicos nas principais capitais do país. E até o fim do ano que vem, projeta a Oi, serão mil equipamentos novos com o serviço disponível.
A Vivo é outra empresa que já testa o modelo também em teste noutros países, como os Estados Unidos.
Se o telefone público era a realidade da comunicação para a maioria da população há alguns anos, hoje a internet ocupa esse papel. Dados do Target Group Index, do Ibope Media, mostram que a penetração da rede mundial junto à população passou de 24% entre 2002 e 2003 para 55% entre 2011 e 2012. Rompeu barreiras, avançou dentro das classes sociais e estabeleceu um novo jeito de relacionamento entre as pessoas.
Para se ter uma ideia dessa força, o Target Group Index identificou cerca de 28% dos moradores das principais capitais e regiões metropolitanas do Brasil que cultivam o hábito de assistir à TV enquanto acessam à internet.
Há uma mudança de hábito sendo fixada e mais da metade dos brasileiros já consome duas ou mais mídias ao mesmo tempo. Veem TV e leem jornal, escutam rádio e navegam pela internet. Outras modalidades usadas juntas.
A expansão da internet parece não ter limites e se ela passou a ser um serviço essencial à vida de todos, para o lazer ou o serviço, nada mais lógico do que disponibilizá-la no maior número de pontos possíveis, em locais públicos ou privados, abertos e fechados.
As próprias cidades devem se preocupar em oferecer o sinal aos seus moradores e a quem vem de fora, a trabalho ou como turista.
E nessa área os telefones públicos aparecem como uma boa alternativa aos municípios, afinal, os aparelhos estão espalhados por todos os bairros, aos milhares, dentro de escolas e bares, nos calçadões, na frente de órgãos públicos.
E se os testes acontecem nesse momento nas capitais, a aceitação pode levar as empresas a oferecer a ideia rapidamente a outras localidades. Entre as vantagens, as pessoas não teriam mais que procurar a oferta de Wi-Fi.
Bastaria encontrar um orelhão para usufruir da rede. No futuro a curto prazo, o aparelho que marcou gerações e perdeu seu lugar para o celular pode voltar a ter grande importância na vida das pessoas.
Por: DDP.
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As unidades controladas pela empresa Oi em Florianópolis oferecem desde o mês de outubro acesso à internet sem fio (Wi-Fi). As pessoas podem aproveitar o sinal em um raio de 70 metros.
Roteadores junto aos orelhões são os responsáveis por distribuir o sinal que pode ser captado por quem tem à mão tablets, smartphones, notebooks, entre outros equipamentos.
A novidade deve avançar nas próximas semanas e, ainda esse ano, chegar a 30 telefones públicos nas principais capitais do país. E até o fim do ano que vem, projeta a Oi, serão mil equipamentos novos com o serviço disponível.
A Vivo é outra empresa que já testa o modelo também em teste noutros países, como os Estados Unidos.
Se o telefone público era a realidade da comunicação para a maioria da população há alguns anos, hoje a internet ocupa esse papel. Dados do Target Group Index, do Ibope Media, mostram que a penetração da rede mundial junto à população passou de 24% entre 2002 e 2003 para 55% entre 2011 e 2012. Rompeu barreiras, avançou dentro das classes sociais e estabeleceu um novo jeito de relacionamento entre as pessoas.
Para se ter uma ideia dessa força, o Target Group Index identificou cerca de 28% dos moradores das principais capitais e regiões metropolitanas do Brasil que cultivam o hábito de assistir à TV enquanto acessam à internet.
Há uma mudança de hábito sendo fixada e mais da metade dos brasileiros já consome duas ou mais mídias ao mesmo tempo. Veem TV e leem jornal, escutam rádio e navegam pela internet. Outras modalidades usadas juntas.
A expansão da internet parece não ter limites e se ela passou a ser um serviço essencial à vida de todos, para o lazer ou o serviço, nada mais lógico do que disponibilizá-la no maior número de pontos possíveis, em locais públicos ou privados, abertos e fechados.
As próprias cidades devem se preocupar em oferecer o sinal aos seus moradores e a quem vem de fora, a trabalho ou como turista.
E nessa área os telefones públicos aparecem como uma boa alternativa aos municípios, afinal, os aparelhos estão espalhados por todos os bairros, aos milhares, dentro de escolas e bares, nos calçadões, na frente de órgãos públicos.
E se os testes acontecem nesse momento nas capitais, a aceitação pode levar as empresas a oferecer a ideia rapidamente a outras localidades. Entre as vantagens, as pessoas não teriam mais que procurar a oferta de Wi-Fi.
Bastaria encontrar um orelhão para usufruir da rede. No futuro a curto prazo, o aparelho que marcou gerações e perdeu seu lugar para o celular pode voltar a ter grande importância na vida das pessoas.
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