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Homo Zappiens é a terminologia presente em uma obra de Ben Vrakking e Wim Veen dirigida aos atuais educadores. Nomina os seres humanos nascidos em um ambiente tecnológico. De rara felicidade, ela é muito mais do que supõe o bom trocadilho: resume e define a geração dos nossos filhos. Aqueles que têm em casa um jovem, um adolescente ou uma criança, compreendem o que digo.
O universo fragmentado e multifocal da meninada nos assusta em alguma medida: parece que são incapazes de sossegar o pito em uma atividade que requeira mais do que poucos minutos. E, mesmo quando estão estudando, teoricamente concentrados, a TV teima em permanecer ligada. O computador também, e com mensagens brotando na tela feito cogumelos durante a chuva. O i-pod despeja melodias direto no cérebro, tudo ao mesmo tempo e na mesma passada de sentidos.
Nessas horas, a primeira reação que tenho é a de frear o processo: ao menos para as atividades escolares, por favor, desliguem a TV e a música! – é o que digo. Amigos mais avançados falam que, se eles estão indo bem na escola, significa que apreendem conhecimentos sem abrir mão dos múltiplos estímulos. Custo a crer nessa possibilidade. E as boas notas no boletim podem tanto significar que estou certo, quanto que eu exagero. Quem vai saber qual será o reflexo disso tudo na vida adulta...
Mas, pensando bem, noto em mim características destes tempos vorazes – já trago nos hábitos algumas inquietudes com a quietude. Sou um homem da tela lascada, por assim dizer. Acompanhei boa parte da escalada tecnológica, vivi a transição do Homo Sapiens para o estágio Homo Zappiens, só me falta a naturalidade dos que já nasceram com tudo digitalizado, acelerado, imediato, simultâneo. Em resumo, ainda me espanto com as novidades, mas não desejo retroceder.
Quando publicitário, ainda nos anos 1980, criava de modo manuscrito, passava a limpo em máquinas de escrever e acompanhava a lenta magia do papel branco transformando-se em layout pelas mãos de diretores de arte e ilustradores. Cada anúncio cumpria o ciclo de um amanhecer, desde as primeiras luzes iluminando as nuvens altas, até o sol se desprender do horizonte laboral. Agora, processo semelhante é quase instantâneo. Virou koyaanisqatsi – termo que na linguagem Hopi significa "vida em turbilhão", usado para nominar uma obra cinematográfica visionária de Godfrey Reggio com imagens da natureza em contraponto com a cidade (1982).
O filme utilizava apenas o som de Phillip Glass para contar muito de nossa História recente. Impactante.
Enfim, sinto-me como um homem pré-histórico alçado sucessivamente para saltos de tempo: quando me acostumo com uma ferramenta, ela já está obsoleta. O dia a dia me traz de volta a encantadora vertigem de Koyaanisqatsi. Todavia, na mente videoclipada e estroboscópica dos meninos e meninas, com seus cortes quase instantâneos de imagens e sons, a vida turbilhonada parece encontrar uma harmonia insuspeitada. Eles estão em outra batida. Outro ciclo.
A agilidade treinada nos videogames contamina expectativas e reações. Intuem os caminhos prometidos pela tecnologia, migram de suporte em suporte e de linguagem em linguagem como se a velocidade das mudanças fosse algo normal.
Caso viva mais vinte, trinta anos, alcançarei a geração dos netos crescidos. Há uma chance de ver meus próprios filhos, autênticos Homo Zappiens, com dificuldades para acompanhar novas mudanças, repetindo o ciclo em que me encontro. Escutarei, então, suas queixas com relação ao comportamento das crianças. Soará Phillip Glass no fundo da memória. "Koyaanisqatsi" retumbando nas paredes da minha caverna.Por Rubem Penz. http://rufardostambores.blogspot.comComente aqui também e entre para o rol de comentaristas do blog.

A vida sempre foi difícil para todo mundo, com raras exceções para alguns privilegiados. Fora isso, a vida é dura. Não existe almoço de graça. Agora, por conta da tecnologia, a vida do corrupto está complicando também.
Com um clic na internet o candidato a dedo duro, araponga ou chantagista encontra uma infinidade de aparelhos eletrônicos inimagináveis para gravar o esperto enfiando a mão no dinheiro.
Tornou-se fácil gravar a corrupção que antecede, geralmente, aquele sorriso largo do sujeito - ou da mulher - pegando o que não é seu por direito antes de esconder na bolsa, nas meias e até na cueca, como o fazem os bandidos brasileiros.
Até oração para agradecer a Deus já foi registrada por uma câmera escondida, enquanto a malta louvava ao Senhor pelo caixa dois. Logo para Ele que colocou não furtarás entre os dez mandamentos.
Se levarmos em conta que o dinheiro é público, então, os que rezaram agradecendo a propina também pecaram ao não honrar pai e mãe, ou alguém conhece um pai orgulhoso que fale abertamente:
- Meu filho é um grande ladrão. Um sovina, um corrupto de primeira grandeza. Todo mundo está roubando mesmo! Imagina, se ele não pega a parte dele vem outro e mete a mão.
Em seu dicionário, Aurélio Buarque de Holanda Ferreira qualifica corrupção como suborno, peita, devassidão, depravação, perversão, ato ou efeito de corromper, decomposição e, o melhor de todos, putrefação.
Portanto a corrupção, para o mestre lexicógrafo, é aquele momento em que o ser humano, gozando de plena saúde, inicia ainda em vida o apodrecimento do corpo em detrimento da ganância, da avareza e da fraqueza da alma.
O corrupto somente se iguala em canalhismo ao corrompido e ao funcionário fantasma. São o queijo e a goiabada. Fora isso, é um ser mais desprezível que o latrocida, o estuprador, o sequestrador e o traficante de drogas juntos. Esses que são pobres e achincalhados em programas policiais de televisão geralmente apresentados por quem não tem coragem de aviltar da mesma maneira quando o criminoso tem o colarinho branco.
O corrupto é tão personalista que não admite ser chamado de ladrão porque, em seu imaginário, ele não rouba. Desvia. Pobre mete a mão, corrupto comete peculato.
O bandido de rua, esse que vai para a cadeia e cumpre pena, sabe que é bandido e vive como tal.
Já o corrupto causa os mesmos danos que um ladrão que rouba seu carro ou casa apontando uma arma para sua cabeça só que um milhão de vezes pior. Seu dano é coletivo e arrasa hospitais, escolas, creches, merenda escolar, estradas, energia elétrica, ferrovias e para onde quer que aponte seu dedo em decomposição.
Ele é cínico, dissimulado, sorridente e faz questão de transitar livremente pela sociedade, muitas vezes como se fosse alguém do mais profundo respeito, freqüentando clubes, aeroportos, restaurantes, bailes, instituições públicas, cinemas e teatros.
Antes de o escândalo ir parar nas telas e nos jornais o corrupto é muito visto em colunas sociais e também dando entrevistas em programas de televisão da high society.
O problema agora para essa gente é ter que conviver com a tecnologia. Os aparelhos de gravação estão de tal sorte sofisticados que, daqui um tempo, corrupto e corrompido terão que se encontrar nus, apenas com o saco de pão recheado de dinheiro para não serem pegos no pulo do gato.
Suas chances de aparecer na televisão estão proporcionalmente maiores na medida em que a tecnologia aumenta.
Hoje, um simples chaveiro de carro pode ser um espião. Já existem aparelhos assim em formato de alarme de automóvel, que tiram mais de quinze mil fotos, gravam vídeos com áudio e coloridos e são pen drives recarregáveis. E o melhor de tudo: você compra isso na internet com o frete grátis.
Esse é só um exemplo. Existem caneta espiã com filmadora, relógio, binóculos que gravam filmes, mini escuta, microfone direcional de longo alcance e uma infinidade de micro câmeras que podem ser colocadas até em urso de pelúcia, botão de camisa, bottons, relógio de parede, óculos, saquinhos de bolacha e onde mais for possível chegar a imaginação.
Ao que parece, agora complicou para o corrupto porque da polícia e da justiça esse povo já perdeu o medo há muito tempo.
Com tanto recurso há de se imaginar que muito ato de corrupção já foi gravado por aí, só que os filmes são guardados a sete chaves para serem exibidos de forma privativa e chantagista na base da moeda de troca.
Por. Paulo Renato Coelho Netto. Comente aqui ou no dihitt.

O casamento é uma das cerimônias onde o simbolismo está em cada detalhe. Após muitos estudos, a ENFORCAM-ME (Entidade Nonsense e Fundação Orientadora de Relacionamentos, Casamentos e Assuntos Matrimoniais - Masculinos Exclusivamente) descreve alguns deles, para melhor compreensão do homem sobre este ritual onde ele está se metendo.
A IGREJA: Os noivos precisam estar cientes que devem se casar na mesma igreja, no mesmo dia e na mesma hora. De preferência um com o outro, para que o casamento aconteça. Já a despedida de solteiro pode ser feita a qualquer hora e do jeito que o homem quiser, uma ou mais vezes, e independe de compromissos futuros.
AS ALIANÇAS: Quando colocada pelo noivo no dedo da mulher significa o primeiro de muitos objetos que este colocará nas mãos de sua esposa. Simbolicamente demonstra o despojamento financeiro do homem em favor de sua mulher. Em alguns casos representa o cartão de crédito. Quando colocada no dedo do homem, significa exatamente isto, ou seja, uma simples colocação de aliança no dedo. A não ser que ele retire-a do dedo, aí passa a ser um pesadelo.
O ATO DE AFIRMAÇÃO: O tão conhecido momento onde o homem diz “sim”, marcando o primeiro de muitos, que este dará em sua vida de casado. Porém, com a diferença que este primeiro é apenas “sim” e os demais serão: “sim, meu bem”. Quando o “sim” é dito pela mulher, serve para embasar que o “sim” dito pelo homem se fará cumprir por ela, e aí dele que discorde.
A ESPERA NO ALTAR: O famoso momento onde o noivo espera no altar, também tem sua razão de existir, pois a partir dali ele terá de aprender a esperar em inúmeras situações. Como por exemplo: nas compras em shoppings, na visitinha da sua sogra (que pode demorar dias), na espera que a mulher libere o telefone depois de horas falando com suas amigas, na porta de casa (por ter perdido a chave), bêbado, esperando pelo pior quando sua mulher vier abri-la. E por fim, este atraso serve para deixar o homem alerta quando sua mulher disser:
- Querido, este mês atrasou... Acho que deu positivo.
- O que? De novo? (normalmente nestas horas o homem desmaia)
AS ROUPAS: Notem que as roupas de ambos são bem distintas em seu formato e cor. O vestido da mulher demonstra a beleza e alegria dela por ter finalmente fisgado um marido. A cor branca representando a pureza de seu ser no ato máximo do casamento. Já o preto usado pelo noivo demonstra uma vida desregrada onde, na visão da mulher, o sem-vergonha passava noites e noites na farra. Sendo talvez a cor preta uma espécie de luto simbólico por algo que não voltará mais a acontecer. A morte da liberdade.
O SACERDOTE: O simbolismo na figura do sacerdote refere-se à pessoa que realizara a cerimônia mediante uma pequena contribuição para paróquia e apenas isso. Não tentem lhe atribuir outras funções porque ele não gosta e vai reclamar com o bispo se alguém tentar.
AIA OU PAJEM: Seu significado acompanhando a noiva demonstra que o casamento é seguido de filhos, e que estes não podendo estar geralmente presentes na hora do casamento para esculhambar com a festa, mandam seus priminhos para ocupar seu lugar na cerimônia.
O PAI DA NOIVA: O rito de passagem onde o pai da noiva com um sorriso nos lábios entrega sua filha ao futuro marido, é muito esclarecedor. Uma sensação de alívio toma conta do então sogro, onde em alguns casos percebe-se que o noivo acaba de receber um fardo, que apesar de levar pela mão, parece estar carregando nas costas.
DEMAIS SÍMBOLOS: As velas quando acessas demonstram que a igreja fica melhor com as luzes acessas e que elas (as velas) estão ali apenas como algo decorativo por insistência de algumas tias da noiva que adoram dar palpites. Porém, quando apagadas, exalam aquele cheiro desagradável proveniente da fumaça que fica saindo do pavio da vela. Já as flores que enfeitam o altar são em parte fruto do último salário do abnegado noivo, mas quem recebe o crédito pela beleza delas é a sogra, que fica comentando o grande trabalho que teve em arrumar aquelas flores murchas que o pão duro do genro comprou, indignas da beleza da filha, etc. etc.
DISPOSIÇÕES FINAIS: a ENFORCAM-ME encerra este texto comunicando a seus membros que novamente os espera para confraternizar com um joguinho de pôquer na próxima quarta e quem sabe até um churrasquinho com futebol e cerveja na sexta-feira.
Lembramos que é proibida a presença de qualquer esposa nos encontros e pedimos aos maridos façam uma força para irem nesses eventos, já que em praticamente todos os encontros promovidos até hoje ninguém apareceu (geralmente dando como desculpa que as esposas não deixaram). Atendendo ao pedido dos poucos sócios que ainda temos, a ENFORCAM-ME passou a ser uma entidade secreta sobre pena de deixar de existir, isso devido à persistente perseguição das esposas dos sócios e até de não-sócios, dizendo que esta entidade não presta e boicotando-a de todas as formas possíveis e imagináveis (e acreditem meus amigos, elas são perversamente criativas). Devemos resistir a estes abusos e mostrar a nossa força. Aguardem novos comunicados. Agora se me dão licença tenho que ir lavar a louça. Por Antônio Braz Constante. Via e-mail.Comente e entre para nossos Top Comentaristas.
1 - Higiene pessoal •
Toma banho em 3 minutos e usa sabão em barra = MACHO •
Toma banho rápido e usa xampu = HOMEM MÉDIO •
Demora meia hora e usa sabonete líquido = TENDÊNCIAS GAYS OCULTAS • Toma banho de espuma na banheira = VIADAÇO ASSUMIDO
2 - Higiene pessoal ll.
• Mija em pé e nem sacode o pinto = MACHO •
Mija em pé e sacode o pinto para secá-lo = MUITO HOMEM .
Mija sentado e sacode o pinto para secá-lo = TENDÊNCIAS HOMOSSEXUAIS •
Mija sentado e seca a ponta do pinto com papel toalha perfumado = MUITO GAY, PRATICAMENTE UMA MOÇA
3 - Uso de cremes e bronzeadores •
Não usa = MACHO •
Usa um pouco no verão = SENSÍVEL •
Usa bastante no verão = BICHINHA •
Usa bastante o ano todo = BICHA TOTAL
4 - Presentes que gosta de ganhar •
Uma garrafa de cachaça ou vinho = HOMEM MÁSCULO •
Uma peça de roupa = FINO •
Doces, bombons etc. = MEIO VIADO •
Flores e/ou perfumes = VIADAÇO
5 - Tratamento dos animais de estimação •
Seu cão vive no quintal ,come restos de comida e não toma banho = VARÃO ou MÁSCULO •
Seu cão vive dentro de casa, come ração especial = DELICADO •
Acaricia muito o gato (que já é boiola por si só) que dorme na sua própria cama = BICHA TOTAL
6 - Tratamento das plantas •
Se alimenta de algumas delas = RAMBO •
Tem algumas plantas no quintal que não são regadas = MACHO •
Cuida das plantas e dos arbustos em vasinhos = FLORZINHA •
Limpa flores com cotonete = BICHINHA PURPURINADA
7 - Uso do espelho •
Não usa = VIKING •
Usa somente para fazer barba e pentear cabelo = VAIDOSO
• Admira sua pele e observa seus músculos = GAY •
Igual ao GAY, e ainda admira seu bumbum = LOUCA DESATADA •
Admira-se com diferentes perucas, vestidos e maquiagem = TRAVESTI
8 - Penteado •
Não se penteia = MACHÃO •
Penteia-se depois do banho = HOMEM •
Penteia-se várias vezes ao dia = FRESCO •
Penteia-se várias vezes ao dia e pinta cabelo = BICHA •
Penteia os outros e dá conselhos de penteados = BICHA LOUCA
9 - Limpeza da casa •
Varre quando ouve a sujeira estalar sob a sola dos sapatos = ANIMAL •
Varre quando o pó cobre o chão = MACHO •
Limpa com água e detergente = FRESCO •
Limpa com água, detergente e aromatizante = MARIPOSA •
Usa aspirador de pó = BORBOLETA
10 - Esportes preferidos •
Futebol, luta livre, automobilismo = MACHO DE CARTEIRINHA •
Tênis, boliche, voleibol = TENDÊNCIAS GAYS OCULTAS •
Aeróbica, spinning = LOUCA •
Os mesmos, mas usando short de lycra = EXTRA BOIOLA
11 - Comidas preferidas •
Capivara, javali, animais assados, comida apimentada e gordurosa = TARZAN •
Peixe e salada para não engordar = SENSÍVEL •
Sanduíches integrais, consomées = FRESCO •
Aves acompanhadas de vegetais cozidos no vapor = BICHA MUITO LOUCA
recebido por e-mail.
Esse saiu mal na foto

Em um futuro próximo poderemos amar e ser amados por várias pessoas. Com ideias assim, a terapeuta, palestrante e escritora Regina Navarro Lins está arregimentando um exército de seguidores em seu site na internet, o Cama na Rede.
Na página virtual ela escreve sobre amor, casamento e sexo. Aborda temas polêmicos como fidelidade, repressão sexual, homossexualidade e bissexualidade.
Seu objetivo, segundo ela mesma, é contribuir para mudanças de mentalidade para que as pessoas vivam com mais prazer.
De acordo com a escritora, é preciso entender por que tantos vivem tão insatisfeitos afetiva e sexualmente e mesmo assim se apegam aos hábitos já conhecidos, rejeitando o que é novo.
“Estamos em processo de mutação na história da humanidade, mas só vamos perceber as transformações quando ele for concluído. E pode ser que ainda demore algumas gerações, embora já seja possível entrever os sinais”, diz.
Para ela, não há dúvida de que valores estabelecidos como inquestionáveis no que diz respeito ao amor, ao casamento e ao sexo estão perdendo a importância.
“Os modelos do passado não dão mais respostas e a falta de novas alternativas que sirvam de apoio causa ansiedade e forte sentimento de desproteção”, acredita.
Sobre o matrimônio a escritora quebra a barreira do som ao afirmar que a grande maioria deles não passa de contrato de sobrevivência.
De acordo com a terapeuta, o casamento sempre foi considerado uma coisa muito séria para que nele entrasse qualquer tipo de emoção. Mas quando as pessoas passaram a buscar nesse vínculo realização afetiva e prazer sexual a vida a dois passou a ser fonte de grande frustração.
Sobre as núpcias Regina pega pesado. Para ela, a filósofa francesa Simone de Beauvoir esclarece com uma frase a diferença entre as prostitutas e grande parte das mulheres casadas: “Entre as que se vendem pela prostituição e as que se vendem pelo casamento, a única diferença consiste no preço e na duração do contrato”.
Regina Navarro Lins não está falando no deserto. Tem dado entrevistas em programas de rede nacional e ainda escreve uma coluna semanal no Jornal do Brasil. Também apresentou um programa sobre sexo na Rádio Cidade, no Rio de Janeiro.
Sua agenda é lotada, dividida entre as atividades já mencionadas e terapia individual, de grupo e de casais, atendendo pacientes com idade entre 13 e 80 anos.
Segundo a terapeuta, “desde que o sistema patriarcal se instalou, há 5.000 anos, a sociedade de parceria entre homens e mulheres cedeu lugar à dominação masculina. A mulher passou a ser uma mercadoria valiosa, negociável e submetida a toda espécie de violência”.
O fato é que o mundo hoje está a um clic das mãos, dentro de casa ou no trabalho, com a internet se alastrando cada dia mais. E o sexo domina a rede, assim como domina a mente da grande maioria da humanidade.
Perguntado certa vez se pensava em sexo, o cineasta Woody Allen respondeu imediatamente: só quando respiro.
É fato também que muitas mulheres reservam a maior parte do tempo das conversas íntimas entre amigas para falar mal do marido.
Já os homens contam piadas sobre casamento e acabam expondo as esposas. Dizem às gargalhadas sobre as três piores coisas da vida: mulher da gente, boi doente e cerveja quente.
Para a terapeuta, as mídias digitais transformaram o mundo na aldeia global que o canadense Herbert Marshall McLuhan (1911-1980) previu.
Ainda, segundo ela, o sexo acompanha essa evolução nos sites e blogs, nos quais os encontros virtuais condensam e conduzem o real. Estima-se que 64% das páginas na internet hoje no mundo todo sejam de conteúdo sexual.
Hedonismo à parte, será que tudo se resume a prazer na sociedade altamente erotizada que vivemos?
De qualquer forma, se considerarmos que apenas há um século existiam lampião à querosene e ferro de passar roupa à carvão, é melhor parar de se remoer e começar a pensar no assunto.
Por Paulo Renato Coelho Neto. www.paulorenato.net.brComente aqui também e entre para o rol dos comentaristas do blog.

Em se tratando do poder pessoal e o poder institucional, há um grande perigo quando ocorre a confusão entre os dois. Na vida da sociedade e do Estado, terão que conviver, sem se confundir, essas duas modalidades de poder, já que o poder pessoal é inerente à pessoa, é a capacidade de opção individual, que é própria do ser humano dotado de razão. Esse poder, que Rousseau chamou de soberania individual, inalienável, viverá no indivíduo, para objetivos seus, particulares.
Constituído o Estado, surge o poder institucional, entendido como a força que a própria pessoa exerce, não por inerência pessoal e sim em virtude do cargo ou posição que ocupa na instituição chamada Estado. Esse poder, funcional, não é para objetivos pessoais e sim para a obtenção de fins públicos, não disponíveis ao livre-arbítrio do agente.
Todas as atitudes que fugirem disso são consideradas desvios de conduta, maiores ou menores, criminosos ou vexatórios, que nos entristecem e nos fazem pensar na falta de preparo, de consciência ou de controle de muitos homens públicos. Esses “servidores” não conhecem nem a teoria nem a prática (ou delas se “esquecem”) da distinção entre o poder pessoal (pelo qual o indivíduo deve pagar por seus atos) e o poder institucional (cujo uso indevido faz padecer o Estado, quer seja o nacional ou o regional).
Infelizmente, temos verificado tais práticas com muita frequência no Brasil e nos Estados da Federação, o que é lamentável, condenável, mas crescente (normalmente por má-fé), existindo a confusão dos dois conceitos por quem nunca deveria, nem poderia, fazê-lo, pois o art. 37 da Constituição Brasileira determina que a administração pública seja feita com moralidade e impessoalidade.
Um dos mais importantes juristas do século XX, o austro-americano Hans Kelsen advertia que “o verdadeiro sentido do poder estatal não é o de que um homem está submetido a outro homem, mas, sim, o de que todos os homens (governantes e governados) estão subordinados às normas.”
No entanto, não há limites morais para alguns dirigentes, ou pseudos “graduados”, que recebem poder delegado da autoridade máxima e, que de forma maquiavélica criam os seus próprios métodos, diferindo da sua orientação e direção com o objetivo de alimentar suas panelas pessoais, tudo pela mais valia na área pública. São capazes de tudo para manterem seu poder.
De fato, isso leva a sociedade a correr grandes perigos, pois passa a estar nas mãos de um grupo com práticas que em nada diferem de apenas mais uma confraria que defende interesses comuns, que acredita que os fins justificam os meios. E, pior, está disposta a pagar qualquer preço para não ter de conviver com outras pessoas que consideram competidores no seu espaço de poder, eis que a oferta de meios passou a ser muito maior que a sua possibilidade de utilização.
Aí, e por isso mesmo, esses pseudos “graduados” passam a trabalhar – normalmente sem conhecimento do seu chefe – para que os demais membros da organização (que pode ser um governo, associações de moradores de bairros, clubes, etc.) sobre a qual têm influência se tornem submissos. Neste caso, essas pessoas passam a ter e exercer poderes descabidos, perigosos até, na maioria das vezes colocando toda uma gestão em situação que tende ao desastre, com o tempo.
O chefe de uma organização, ou mesmo de um governo, não pode, sob qualquer forma, permitir que em sua administração seja incrustado esse tipo de mau caráter na figura de uma mulher ou homem de mãos cheias de calos de tanto puxar as tetas do poder dado a quem democraticamente fora escolhido pelo povo e, que às vezes, é levado a algumas decisões distorcidas, frutos da criação dos seus “comandados”.
O verdadeiro líder é aquele que procura monitorar e avaliar de forma imparcial e, dá a sua palavra final, a palavra que define uma decisão, que tem personalidade, o estágio mais antigo do exercício do poder. Espero contribuir para a transformação da sociedade, que seja apenas “um” ao ler os meus artigos dominicais, com isto, não deixar aqui mais uma reflexão de travesseiro na seguinte frase: “Se o egoísta contemplasse a solidão infernal que o aguarda, nunca se apartaria da prática infatigável da fraternidade e à harmonia.” Antonio Alencar Filho.Comente e entre para o rol de comentaristas do blog.

Até bem pouco, o modo de correspondência era através de cartas, ou telegramas, depois veio o telefone e o fonograma, agora temos o celular a internet, que são instantâneos e imediatos. A era do romantismo, um dos instrumentos de comunicação dos amantes foi a carta, com belas ou não tão belas caligrafias. O conteúdo, a expressão do coração, verdadeiros poemas e confissões de amor, uns correspondidos, outros não, dentro dos envelopes eram colocadas pétalas de rosas. Enfim, mais uma forma de estar presente, estando longe. A carta foi a maneira mais tradicional de comunicação entre os povos, a primeira carta escrita no Brasil foi de Pero Vaz de Caminha, ao rei de Portugal, quando da descoberta do Brasil, mas existem outras cartas famosas. Quem trazia as correspondências eram os caixeiros viajantes, nos primórdios, que utilizavam o cavalo ou carroças. Depois vieram os carteiros, portadores das mensagens esperadas e aguardadas, tanto pessoais, como de negócios. As cartas foram cantadas por poetas em prosa e verso, e, até musicada, como a Mensagem de Cícero Nunes e Aldo Cabral, que dizia assim: “Quando o carteiro chegou e meu nome gritou com a carta na mão/ Ante surpresa tão rude/ Nem sei como pude chegar ao portão/ Lendo o envelope bonito/ E no seu subscrito/ Eu reconheci/ A mesma caligrafia/ Que disse um dia/ Estou farto de ti... Porem não tive coragem de abrir a mensagem.../ Quanta verdade tristonha/ Ou mentira risonha/ uma carta nos traz...” Estes autores poetizaram este tipo de correspondência. Depois veio o telegrama, com o telégrafo, tinham mais efetividade, mensagens curtas e urgentes, na era do telefone veio a comunicação pelo aparelho e o fonograma. Hoje o celular é uma fonte fantástica e instantânea, bastando usar o teclado e falar, também através de mensagens, ou torpedo, com simples aparelhos, ou nos modernos iPhones, transitando a mensagens pela internet. Os chamados e-mails, que podem ser executados por celulares, computador, Notebook e iPhone.Para se comunicar a pessoa pode estar em qualquer parte do mundo, sua mensagem é recebida e expedida num piscar de olhos. Com estes instrumentos modernos, os negócios, as relações pessoais, ficaram instantâneos, estreitando tempo e o espaço, antecipando a vida, em todos os sentidos, um milagre na comunicação, entre velhos, adultos, jovens e crianças. A internet, computador e seu manejo, equipara-se, em tempos pretéritos, a máquina de escrever, uma necessidade básica, inclusive para pleitear emprego, o que se exige hoje do manejo desses modernos instrumentos. Muitas pessoas, principalmente, da geração passada, não conseguem, ou têm muita dificuldade para usar o computador, ao contrário dos jovens, que dominam com habilidade. Usam esses instrumentos para namorar, marcar encontros, reavivar amizades, trocando mensagens, as quais são objetos de rastreamento por hackers que obtém informações preciosas e confidenciais, não só entre os namorados, mas nos negócios. De modo que essa modernidade, o sigilo não está garantido, como relativamente havia nas cartas, as quais eram lacradas para não serem violadas. Elas eram a expressão do romantismo. Agora existe a Caixa do Correio e a de correspondência nas residências, cheias de papéis, propagandas, sem conteúdo pessoal, mecanicamente redigidas, com contas a pagar, extratos bancários, nem uma notícia, como antigamente, em que os casais trocavam juras de amor e as cartas, aguardadas com ansiedade pelos namorados.por Jabs Paim Bandeira.Você tem saudades desse tempo em que se enviavam cartas? Comente o texto aqui e entre para o rol de comentaristas do blog.

O casamento plural está se tornando cada vez mais popular, especialmente nos enclaves muçulmanos de Paris, Londres e Nova York.A poligamia é um assunto que já virou piada na série de TV norte-americana “Big Love”, no documentário “Sister Wives” e no musical da Broadway “O Livro de Mórmon”, escrito pelos criadores do programa humorístico “South Park”.
No entanto, o casamento plural continua sendo uma questão séria, que parece estar ganhando novos adeptos em países do Ocidente.
Warren Jeffs, líder da Igreja Fundamentalista de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias — uma seita mórmon –, está preso no Arizona aguardando julgamento por acusações de agressão sexual e bigamia.
Ao norte da fronteira norte-americana, as autoridades canadenses estão tentando prender seus correligionários. Em 2009, promotores acusaram Winston Blackmore e James Oler, dois líderes de uma mesma comunidade fundamentalista em Bountiful, British Columbia, de praticarem a poligamia.
Agora o estatuto antipoligamia do Canadá, que remonta a 1890, está sendo posto à prova. O governo canadense encomendou um parecer à Suprema Corte sobre a validade do estatuto. Oponentes da lei dizem que ela viola o compromisso do país com a liberdade religiosa: “Adultos responsáveis têm o direito, protegido pela Constituição, de formar a família que quiserem formar”, defende Monique Pongracic-Speier, da Associação de Liberdades Civis.
Os defensores do estatuto afirmam que não se trata de perseguir os seguidores de uma determinada religião ou forçar a manutenção de uma definição tradicional de família. Pelo contrário, trata-se de proteger os direitos humanos. O caso começou a exaltar ânimos longe de comunidades rurais de pequenos grupos mórmons.
A poligamia, ou mais especificamente, o casamento de um homem com mais de uma mulher, é comum na história humana. E está se tornando cada vez mais comum, especialmente em enclaves muçulmanos em Paris, Londres e Nova York.
Um relatório de 2006 da Comissão Nacional dos Direitos Humanos informou que aproximadamente 180 mil pessoas viviam em agregados polígamos na França. Durante décadas, a França permitiu a entrada de imigrantes polígamos de cerca de 50 países onde a prática era legal.
Quando o governo francês proibiu a poligamia em 1993, tentou facilitar a separação destes casais sempre que uma mulher queria o divórcio.
Na Grã-Bretanha, onde as leis de imigração proíbem a prática por mais tempo, parece haver cerca de mil casamentos polígamos válidos, principalmente entre os imigrantes que se casaram em outros lugares, como no Paquistão.
Essas famílias estão autorizadas a recolher os benefícios da previdência social para cada mulher, embora o governo não saiba quantos casais estão aproveitando o benefício atualmente.
Nos Estados Unidos, onde os números não são divulgados, relatos indicam que existem comunidades de polígamos em Nova Iorque, particularmente entre imigrantes da África Ocidental.
Nos países onde a prática ainda é comum na África, ela cruza as linhas religiosas, enquanto no Ocidente, a poligamia é mais comum entre muçulmanos e seitas mórmons dissidentes. Sob a lei islâmica sharia, um homem pode casar com até quatro mulheres, desde que ele prove sua capacidade de sustentá-las.
Violação dos direitos humanos
Há problemas mais sérios que vêm com a prática da poligamia. Minha pesquisa na última década, abrangendo mais de 170 países, tem demonstrado os efeitos prejudiciais das práticas poligâmicas sobre direitos humanos, tanto para homens e mulheres.
Mulheres em comunidades polígamas costumam se casar muito jovens, ter mais filhos, maiores taxas de infecção pelo HIV, tolerar mais a violência doméstica, sucumbir à mutilação genital e ao tráfico sexual, além de serem mais propensas à morte durante o parto. Sua expectativa de vida também é mais curta que a de mulheres em casamentos monogâmicos. Além disso, seus filhos têm menor probabilidade de terminar tanto o ensino primário como o secundário.
As culturas polígamas precisam de criar uma subclasse de homens solteiros e de baixa escolaridade, uma vez que, a fim de sustentar um sistema onde alguns homens possuem todas as mulheres, cerca de metade dos rapazes deve deixar suas comunidades antes de atingirem a idade adulta. Essas sociedades também gastam mais dinheiro em armas e têm menos liberdades políticas e sociais do que as monógamas.
Quando um pequeno número de homens controla um grande número de mulheres, os homens ainda tendem a estar dispostos a assumir maiores riscos e se envolver em mais violência, possivelmente incluindo o terrorismo, a fim de aumentar sua própria riqueza e status na esperança de ter acesso às mulheres.
Independentemente da sua preocupação em proteger a liberdade religiosa, ou demonstrar sensibilidade cultural, as nações ocidentais deveriam pensar duas vezes antes de permitir os tipos de estruturas familiares que levam a tais abusos.Por Rose McDermott para o 'Wall Street Journal'Comente e entre para o rol de comentaristas do blog.
VAI LÁ E DEPOIS ME CONTA!!!