sábado, 21 de agosto de 2021

Utopia é achar que por trás de um sorriso há uma pessoa feliz o tempo todo


 

Vejo uma necessidade absurda de estar bem o tempo todo. Eu, você o João e a Maria.

Todos nós “engolimos o choro” e seguimos em frente.

“Ahhh, mas é feio chorar. Ser forte é guardar o choro pra si e fingir que tá tudo bem”.

QUE BESTEIRA. UTOPIA É ACHAR QUE POR TRÁS DE UM SORRISO HÁ UMA PESSOA FELIZ O TEMPO TODO.

A gente chora, sofre, e como sofre e ainda somos obrigados a engolir o choro.

Quer dizer que minha vida tem que ser perfeita ao ponto de não ter um tropeço se quer?

Impossível.

A VIDA É UMA ETERNA OSCILAÇÃO, CHEIA DE ALTOS E BAIXOS.

Quando a roda gigante da vida está girando e estou sentada lá em baixo, tenho o direito sim de chorar.

E isso não vai fazer de mim um ser humano mais fraco.

Pelo contrário, é através do meu choro que limpo minha alma e encontro forças pra seguir adiante.

Para de acumular sujeira no coração.

BOTA PRA FORA.

Ora, onde já se viu, pular as etapas da vida?

TUDO LEVA TEMPO.

A lagarta só vira borboleta quando passa pelo processo de transformação.

Não esqueça que durante cada processo, somos transformados.

Costumo dizer que a gente só consegue lidar com as coisas quando dançamos conforme a música.

Esconder a dor em baixo do tapete não te livrará dela.

É como machucado, se não cuidar do ferimento, piora.

Para, respira, ressignifica.

Só não pira.

RESPEITE SEU TEMPO.

Ninguém é obrigado a ser forte o tempo todo.

Se tiver que chorar, chore mesmo.

E LEMBRE-SE, UM MOMENTO RUIM NÃO DECRETA QUEM VOCÊ É.

Ninguém consegue ser feliz o tempo todo! É preciso enfrentar os momentos de incerteza e dor, para crescer e sair melhor depois deles.

Por Larissa Dias.

 

sexta-feira, 20 de agosto de 2021

O genoma de um humano de uma população totalmente desconhecida foi descoberto em uma caverna


 

Um punhado de lama enterrado sob o solo de uma caverna por milênios acaba de produzir o genoma de um humano antigo.

Análise revela traços de uma mulher que viveu há 25 mil anos, durante a última era glacial; e, embora não saibamos muito sobre ela, ela representa uma conquista científica significativa: a viabilidade de identificar populações humanas antigas mesmo quando não há ossos para recuperar.

A amostra também produziu DNA de espécies de lobos e bisões, que uma equipe internacional de cientistas foi capaz de colocar no contexto de suas histórias populacionais.

“Nossos resultados”, disseram em seu artigo, “fornecem novas percepções sobre as histórias genéticas do Pleistoceno Tardio dessas três espécies e demonstram que o sequenciamento direto do DNA de sedimentos, sem métodos de enriquecimento de alvos, pode produzir dados informativos de ancestrais e relações filogenéticas em todo o genoma.”

A descoberta do DNA antigo normalmente se baseia em ossos, e sorte. Primeiro, são necessários ossos que tenham sobrevivido intactos o suficiente para preservar DNA ao longo de muitos milhares de anos.

Então é necessário encontrá-los e recuperar material genético suficiente para sequenciamento. É um trabalho minucioso, mas gratificante; DNA antigo é capaz de preencher muitas lacunas na história evolutiva não apenas dos humanos, mas de outros animais também.

No entanto, muitos sítios arqueológicos têm mais evidências de uso de hominídeos do que ossos. A caverna de Satsurblia na Geórgia, EUA, é um desses lugares. Artefatos como ferramentas de pedra sobrevivem o rigor do tempo melhor que os ossos, então não é surpreendente. Mesmo assim, a caverna foi usada por humanos antigos por milhares de anos, e ainda assim apenas o genoma de um único indivíduo do local já havia sido sequenciado, de um humano que viveu há 15 mil anos.

O DNA ambiental, que pode ser encontrado preservado no sedimento, está cada vez mais se mostrando uma excelente maneira de aprender sobre o passado. É depositado em fezes ou fragmentos de osso que foram moídos.

Assim, uma equipe de cientistas liderada pelo biólogo evolucionário Pere Gelabert e pelo arqueólogo Ron Pinhasi da Universidade de Viena, na Áustria, foi à procura de DNA ambiental na caverna de Satsurblia. Eles obtiveram seis amostras de solo e cuidadosamente descobriram vestígios de material genético.

Encontraram-nos na forma de DNA mitocondrial. Fragmentário e incompleto, mas, uma vez meticulosamente remontado o suficiente para produzir novas informações sobre as populações que antes habitavam a região.

Apenas uma pequena fração do genoma de uma mulher foi recuperado, mas a partir disso, os pesquisadores foram capazes de inferir que ela era um membro de um grupo até então desconhecido de humanos modernos. Esse grupo está agora extinto, mas contribuiu para as populações atuais na Europa e Ásia, como descoberto quando o genoma antigo foi comparado aos genomas humanos atuais.

O genoma do lobo também representa uma linhagem até então desconhecida, agora extinta, disseram os pesquisadores. Isso sugere que as populações de lobos mudaram e se remodelaram significativamente no final da última era glacial, cerca de 11 mil anos atrás, com linhagens como está desaparecendo completamente.

Finalmente, o DNA mitocondrial encontrado no genoma de bisão também pode ser encontrado nos bisões vivos atuais. Os pesquisadores descobriram que seu genoma estava mais intimamente relacionado com bisões europeus e bisões da Eurásia do que bisões norte-americanos – uma descoberta impressionante porque sugere que as duas linhagens divergiram antes do tempo do bisão da caverna satsurblia.

Não se sabe se as três espécies viveram na mesma época; no momento, é muito difícil restringir a datação com precisão suficiente. Além disso, o estudo do DNA no ambiente ainda tem algumas limitações significativas, como a natureza fragmentária de qualquer material genético recuperado, e a alta possibilidade de contaminação.

No entanto, o achado demonstra que, graças à tecnologia barata e acessível, cavar no solo pode ser muito mais revelador do que acreditávamos ser possível.

“Nossos resultados demonstram que o sequenciamento do DNA antigo de sedimentos pode produzir dados em todo o genoma que são informativos sobre a ancestralidade”, escreveram os pesquisadores em seu artigo.

“O DNA de sedimentos antigos em todo o genoma pode abrir novas abordagens para o estudo de ecossistemas inteiros, incluindo interações entre diferentes espécies e aspectos das práticas humanas ligadas ao uso de animais ou plantas.”

A pesquisa foi publicada na revista científica Current Biology.

quarta-feira, 18 de agosto de 2021

O divórcio não é tragédia, pior é morrer aos poucos em uma relação infeliz


 

No mundo em que vivemos, ainda é muito normal encontrar pessoas apegadas ao passado e sem ânimo para mudar a sua vida afetiva.

Com isso, vivem acorrentadas a um relacionamento, com medo de se arrepender ao dar um ponto final, pelo fato de não terem certeza de que vão encontrar alguém melhor no futuro.

Imagine quanto mal as pessoas causam para si próprias quando vivem uma relação infeliz com alto nível de toxidade.

Afinal, se não há amor, amizade e companheirismo, o que mais pode existir entre um casal?

Não seria melhor se houvesse mais desapego de ideias, de medos e de carências para escolhermos o nosso parceiro por toda uma vida?

Se soltar do passado é abrir mão de algo bom que passou. Mas acima de tudo é preciso viver no presente a liberdade de ser feliz, longe de prisões que não trazem mais benefícios do que a paz interior.

Saber que você faz o melhor para ser feliz é ter certeza de que nada pode ocupar o lugar de um amor verdadeiro, puro e cheio de harmonia entre os pares.

Então, por que você ainda teima em se amordaçar e em se fazer mal, ao invés de se abrir para o novo?

Se você tem dúvidas sobre o que se passa com você, se realmente seu relacionamento está por um fio sustentado apenas por valores externos ao amor, pergunte-se:

EXISTE A POSSIBILIDADE DE VOCÊ ENXERGAR UM FUTURO MELHOR ENTRE VOCÊS DOIS?

Você está nesse relacionamento por amor a si mesmo e ao outro, ou só porque não acha que é capaz de ser amado por uma nova pessoa?

Você acha que faz mais mal a si mesmo mantendo essa relação sem amor do que se estivesse disposto a encarar a realidade?

E o outro, você acha que ele merece ter um relacionamento melhor do que vocês hoje podem se oferecer?

Você sente que está prendendo alguém a você por causa dos seus caprichos?

Se alguma de suas respostas foi positiva, reflita mais sobre o assunto e descubra se vale realmente a pena fechar esse ciclo e iniciar uma nova vida.

A resposta está dentro de você.

Se divorciar não é uma tragédia, pior é morrer lentamente em uma relação infeliz!

Por Robson Hamuche

 

domingo, 15 de agosto de 2021

Algumas pessoas fingem que você é ruim para não sentirem culpa pelo que te fizeram


 

Parece ser muito difícil, para algumas pessoas, pedir desculpas a quem quer que seja, não importando o que tenham feito. Mesmo para quem é próximo, para quem é íntimo, para quem caminha junto, tem gente que não consegue pedir perdão. Ainda que estejam completamente erradas, mesmo que saibam que machucaram, que vacilaram, algumas pessoas não se desculpam, pois nem ao menos se culpam.

Provavelmente, muitos indivíduos que são incapazes de se desculparem não conseguem perceber que estão errados, que suas ações ou suas palavras feriram o outro. É como se agissem somente fazendo o que querem, o que têm vontade, sem se importar com ninguém além de si mesmos. Egoísmo, egocentrismo, incapacidade de se colocar no lugar do outro. Nunca devemos confiar em alguém que não demonstre um mínimo de empatia em seu coração.

Outros, ainda que tenham consciência dos próprios erros, não querem dar o braço a torcer. Enxergam o pedido de desculpas como fraqueza, desistência, fracasso. São pessoas que não sabem perder, não conseguem perceber que todos temos limitações, todos somos passíveis de pisar na bola e de errar. Reconhecer os próprios erros requer maturidade e coragem, porque dói enxergar o sofrimento que podemos ter provocado em outras pessoas.

Existirá, inclusive, quem preferirá fingir que somos pessoas ruins, para que possam lidar melhor com as próprias culpas, enterrando-as sob as mentiras que criarão a nosso respeito. Dessa forma, a pessoa se sentirá livre da obrigação de se desculpar, uma vez que quem ela machucou assim o mereceu, por se tratar de alguém ruim. É desse modo que alguns indivíduos agirão: tentarão se proteger de forma cínica e falsa, colocando o outro como o vilão da história.

O que importa mesmo é termos a consciência tranquila diante de tudo o que somos, de tudo o que fazemos e dizemos, para que consigamos nos livrar de culpas que não são nossas. Quando o erro não é nosso, só nos resta relaxar e tentar seguir, sem precisar de que o outro se desculpe para perdoarmos a nós mesmos. É assim que a gente continua. Desse jeitinho.

Por Prof. Marcel Camargo

 

terça-feira, 10 de agosto de 2021

O sentimento de vazio: pessoas perdidas diante de uma infinidade de possibilidades!


 

A vida é uma escola. Quanto mais conhecimento adquirimos, mais vemos a necessidade de aprender mais e mais. Tem horas, que dá a impressão de que aprendemos, aprendemos e morreremos sem saber.

Todo aprendizado parecer ser insuficiente. Não saciamos, e buscamos cada vez mais e mais.

Temos sede de sabedoria.

Quem gosta de descobrir o que é lhe é útil e o que faz lhe faz bem?

Acredito que todo mundo, não é mesmo?

E que bom poder contar com a internet e com pessoas dadas a compartilhar seus conhecimentos e suas experiências com as demais pessoas.

Hoje em dia temos ferramentas que facilitam e muito nossa vida, basta querer.

Confesso que para quem não nasceu na Era Tecnológica, como eu, temos uma certa dificuldade para aprender e acompanhar a rápida evolução tecnológica.

É impressionante, como todo dia aparece algo novo que veio para nos acrescentar e facilitar nossa vida.

A tendência do futuro é ganharmos qualidade de vida. É ganharmos tempo.

Como assim? Como isso será possível? Parece surreal, não é mesmo?

Ainda mais, que o maior vilão dos tempos atuais é a falta de tempo, inclusive para cuidarmos de nós mesmos e principalmente da nossa saúde psicológica.

Quantas crianças, jovens, adultos e idosos são acometidas com sentimento de vazio. Encontram-se perdidas numa infinidade de possibilidades.

É estranho, como isso acontece.

Já aconteceu com vocês de entrarem numa loja e se depararem com muita coisa bonita? Você olha uma peça e acha maravilhosa, olha para a outra é acha tão maravilhosa quanto a outra é assim vai.

De repente, diante de tantas peças igualmente bonitas, você fica em dúvida na hora de escolher.

Perde a graça e sai sem comprar nada. Ou quando você está com fome e vai num lugar com uma variedade enorme de guloseimas e comidas gostosas, você olha perdido e acaba perdendo a fome?

Ou você tem uma infinidade de pretendentes aos seus pés e fica sem saber quem escolher e acaba ficando sozinha/o.

Ou quando você tem dinheiro de sobra para comprar tudo e o que quiser: a roupa mais cara e a mais bonita, o carro do ano, a casa mais luxuosa, a casa na praia… e nada te atrai e acaba não conseguindo comprar ou usufruir de todas as coisas que você tem ou pode ter?

A vida é cheia de paradoxos. Por que isso acontece?

Como está a cabeça de todo mundo diante de tantas novidades, informações e descoberta?

Será que estamos conseguindo absorver tudo como queríamos?

Será que estamos aproveitando esse leque de conhecimento e usando a nosso favor?

Será que estamos conseguindo nos aprofundar ou estamos inseguros, vivendo na superficialidade, boiando com medo de nos afogar?

Será que estamos desfrutando de tudo a nosso favor da melhor maneira possível ou estamos ancorados sem disposição para navegar em mares nunca navegador?

A Pandemia do Corona vírus veio com tudo contra essa correria frenética e sem propósito na qual vivíamos.

Pegou o mundo inteiro de surpresa e desprevenidos. Mudou a vida de todos nós. Nos fez parar e nos fez refletir sobre tudo.

Qual foi o propósito?

Qual foi o aprendizado que cada um tomou para si?

Acho que estamos ainda atordoados com essa bomba que caiu sobre nós, perdidos de uma certa forma.

Qual é a lição que levaremos?

Eu mudei, você mudou, nós mudamos e a vida mudou. E o tempo? Mudou?

Não. O relógio não adiantou, mas pudemos perceber que o dia passa mais rápido do que o de costume.

Voou. E o que nós fizemos de bom nesse tempo que fomos obrigados a tirar?

Teve algum propósito na minha vida, na vida dos meus filhos, na vida da minha família, no meu serviço, na minha casa?

Desse propósito, o que podemos aproveitar de bom para nós mesmos?

Quais foram as mudanças desse tempo que “voou”, pois nem vimos o ano passar e que, ao mesmo tempo, nos pareceu uma “eternidade”, tamanho o peso do impacto?

Houve aproximação dos entes queridos com mais diálogo, mais olhos nos olhos? Houve mais solidariedade? Houve mais compaixão? Houve mais trocas de ideias?

Houve mais soluções?

Houve descobertas importantes?

Houve paciência?

Houve cumplicidade, generosidade, amor?

Houve aceitação e coragem?

Será que conseguimos reinventar nossa maneira de ser, agir e pensar.

Teve compaixão realmente ou ficou apenas na vontade?

O que podemos fazer daqui para a frente não só para nos beneficiar, mas principalmente beneficiar a vida do próximo?

O que será preciso para isso?

Atitude? Será que agir sem pensar resolve?

Não, né? É necessário um propósito maior em tudo e para tudo para dar sentido.

Ficamos ligados no piloto automático do 200 KM por muitos anos e não tínhamos tempo para tudo que tinha valor na vida.

Ficamos ligados na tomada com um milhão de informações da internet por anos e ficamos perdidos e confusos.

Não tínhamos tempo para organizar nossa mente, que a cada dia estava mais desorganizada e confusa.

O sentimento de vazio tomava conta de muitos. Enquanto alguns se afundaram no mal do século, a depressão, outros, preferiram esconder seus sofrimentos na superficialidade das aparências das redes sociais como forma de compensação e fuga da realidade.

A vida no geral perdia o sentido.

O sentimento de vazio, anda na contramão do “tudo bem”.

A pandemia trouxe o uso das máscaras como forma de prevenção, bem como levou à queda de vários tipos de máscaras que acompanhavam a sociedade, entre elas vários tabus, hipocrisia…

Pessoas perderam vidas, deixando um vazio nos familiares, e como legado, valores que realmente importam e que ficam como exemplo de vida.

Pessoas perderam suas zonas de conforto (empregos, amigos, parentes, bens materiais), e sentiram um vazio imenso, mas não perderam a fé e a certeza de recuperarem tudo.

Pessoas que colocavam sua paz naquilo que era externo, passaram a buscar a paz dentro de si, independentemente de qualquer situação, preencheram o vazio.

Pessoas fechadas para o novo, se reinventaram e desabrocharam, porque viram que o novo também faz bem, essas também conseguiram preencher o vazio.

Pessoas que antes se viam perdidas num emaranhado de informação e de conhecimento, passaram a se conhecer melhor e isso fez com que filtrassem o oceano de informações (escolhendo o que gosta e o que lhe faz bem), possibilitando o aprofundamento apenas daquilo que lhe acrescenta. Essas se preencheram de si mesmas!

O tempo antes escasso, será o necessário para as coisas essenciais que realmente importa.

A boa administração do tempo se repaginou e veio com tudo ao colocar a tecnologia trabalhando a nosso favor.

Se antes antes o sorriso e as lágrimas pouco importava, hoje são os maiores remédios para a alma.

Se antes os valores haviam perdido o valor, hoje estão sendo resgatados.

Se antes sabia-se muito e dominava acerca de algo, diante do novo, tudo foi colocado à prova e será necessário novos saberes.

Se antes havia opiniões formadas, hoje o mundo se abriu para novas visões de vida, mais amplas, que formarão novas opiniões, que serão compartilhadas em prol do bem comum e serão responsáveis pelo renascimento de um novo mundo, onde valerá a pena viver.

O ter tem perdido sua importância e o ser tem se destacado, juntamente com a simplicidade das pequenas coisas, que saciam.

Tudo está caminhando para uma vida plena e feliz. Acredite e faça acontecer!

Por Idelma da Costa

 

domingo, 8 de agosto de 2021

Você não pode forçar ninguém a respeitá-lo, mas pode recursar-se a ser desrespeitado


 

Enquanto seguir, você terá que se recusar a ser desrespeitado, impondo limites, negando-se a ouvir o que não deve, a aceitar o que não lhe cabe, a receber menos do que merece, afastando-se de lugares e de pessoas onde sua dignidade é açoitada.

Não controlaremos os acontecimentos, o rumo dos comportamentos alheios, as escolhas dos outros, nem a forma como cada um decidirá viver.

Quando muito, conseguiremos planejar nossas ações e torcer para que deem certo. Sabedoria, portanto, é controlar a forma como reagimos ao que nos acontece.

Precisamos entender que as pessoas vêm de lugares diferentes, passaram por experiências únicas, carregando dentro de si bagagens muito peculiares.

A VIDA DERRUBA TODO MUNDO, DE UMA OU DE OUTRA FORMA, E CADA UM LIDA COM AQUILO TUDO À SUA PRÓPRIA MANEIRA.

Cada ser é um universo, felizmente, e responderá ao que chega de acordo com as batidas do próprio coração.

Da mesma forma, cada um dá o que possui dentro de si, ou seja, esperarmos demais de quem tem a oferecer de menos será infrutífero.

Existem pessoas machucadas, perdidas, infelizes, que não sabem lidar com as próprias dores, não possuem coragem para enfrentar os próprios fantasmas, tampouco assumem o que são realmente.

Com isso, acabam destilando por aí todo o veneno que lhes corrói a alma, na vã tentativa de se livrarem do enorme incômodo que lhes perturba os pensamentos.

O MAU HUMOR SERÁ A COMPANHIA DELES, QUE NÃO CONSEGUIRÃO SER LEAIS E GENTIS, DESRESPEITANDO QUEM ENCONTRAREM PELA FRENTE.

Há aqueles que invejam qualquer brilho que encontrem por aí. Sentem-se diminutos e incapazes de conquistar qualquer coisa e, por isso, desejam que todos, à sua volta, percam e não deem certo.

Em vez de usarem as habilidades que possuem para chegar até onde o outro está, tentam destruir o invejado, com atitudes desonestas, mentiras, fofocas e difamação.

Sentem-se infelizes e incapazes e jamais perdoarão a quem conseguir alcançar qualquer sonho que seja.

Eis algumas razões por que encontraremos quem não nos respeitará, pois, na verdade, trata-se de pessoas que não se respeitam e não respeitam ninguém.

Portanto, enquanto seguir, você terá que se recusar a ser desrespeitado, impondo limites, negando-se a ouvir o que não deve, a aceitar o que não lhe cabe, a receber menos do que merece, afastando-se de lugares e de pessoas onde sua dignidade é açoitada, onde suas verdades são desprezadas, onde você tenha que se humilhar para ser ouvido.

É assim que conseguirá viver o que faz vibrar o seu coração, sem se afogar em palavras não ditas e em desejos enterrados sob os mandos e desmandos de quem não respeita quem você é de fato.

Recusar ser desrespeitado é muitas vezes ter que manter a distância de algumas pessoas.

Por Prof. Marcel Camargo

 

sábado, 7 de agosto de 2021

As pessoas não desistem umas das outras, elas cansam!


 

A desistência do outro é um sentimento triste, ela se dá pela falta de perspectiva do outro, quando não há mais meios, mais solução, quando acredita-se que não tem mais jeito.

É cansar-se mentalmente, é o esvaziamento das forças, o desaparecimento da vontade.

Onde a preguiça se instala não pela falta de investimento afetivo ou irresponsabilidade na dinâmica da relação, mas pela desistência das ações que tinham por objetivo inicial a reciprocidade.

Somos movidos pela esperança, para alcançar nossas metas, fazemos diversas tentativas. Quando são constantes as frustrações e rejeições,
quando não há o retorno esperado, uma sensação de cansaço, de desesperança, toma conta de nós, até chegar a desistência.

Quando chegamos a este estágio, é um ponto sem retorno. Como uma energia que se esgota e não pode ser recarregada.

O CANSAÇO COGNITIVO VEM DA CERTEZA DA FALTA DE SOLUÇÃO.

É um sentimento praticamente irreversível e por mais que a outra parte demonstre o interesse de mudança, já não há credibilidade nem motivação.

Até quando há essa motivação, sempre existirá o receio, a sensação ansiosa e negativa de voltar a ser como era, tudo outra vez.

PASSAMOS A PREVER UM COMPORTAMENTO FUTURO, RELEMBRANDO UM PADRÃO COMPORTAMENTAL ANTERIOR.

Grande parte das pessoas estão centradas no próprio ego, e obsessivas por si mesmas, pensam que estão com a razão; acreditam tanto nas próprias certezas, que não conseguem reconhecer através da racionalidade a possibilidade de estarem erradas.

Muitas outras acabam desistindo e se cansando de um relacionamento por incompetência própria, devido a pouca capacidade de percepção sobre a vida e sobre os outros. Boa parte delas, usam da manipulação e do ambiente para tentar entender de forma inteligente a outra pessoa ou a situação, tentam se antecipar ao que “acreditam” que acontecerá, e desistem antes mesmo de começar, ou, frente as suas percepções, “antes de se machucarem”.

A soberania do desenvolvimento racional e intelectual, se dá na tentativa de compreender o outro, a partir de si mesmo.

DEVE-SE SEMPRE TOMAR PARA SI A RESPONSABILIDADE DE FAZER DAR CERTO UMA PARCERIA PARA VIDA.

Quando julgamos a competência de alguém, revelamos em nós mesmos a falta de competência que temos em perceber o outro. Ou simplesmente não estamos conseguindo nos conectar aos fatos, ou aos motivos sem julgar.

O JULGADOR É FRACO EM DELICADEZA, POBRE EM SUTILEZA E INCOMPETENTE NA INTERPRETAÇÃO DO OUTRO.

Sem o autoconhecimento não é possível compreender o outro.

O outro sempre carrega em si, aspectos que são meus. Pois nossa condição humana, nos coloca ora como espelho, ora como reflexo.

Um dos maiores problemas que vivemos em nossa sociedade não é somente o egoísmo, o egocentrismo, o achismo, a falta de razão e a falta de educação, é a falta de capacidade de pensar nas possibilidades.

A grande maioria das pessoas sofrem por não saberem administrar soluções, por não conseguirem avaliar as questões, as informações, e seus motivos, por querem sempre impor julgamentos ao fato, e julgar sem antes ser juiz de si mesmo nas próprias razões, é imperativo de conflito.

E a maior falha geológica na linha da vida humana em nossa sociedade, é a certeza cega de pensar de forma autorreferenciada, se colocando sempre como o “umbigo” do mundo.

É um erro casso, usar o conceito do amor próprio, consumindo-se em egoísmo e vaidades exacerbadas. É tornar certezas que são próprias, em axiomas universais. É avaliar a si mesmo como um ser onipotente; e colocando no outro o erro e a culpa.

Por isso, há tantas pessoas cansadas umas das outras! Na verdade, elas se cansam delas mesmas! O cansaço vem da indisposição em não saber lidar com o outro, visto que pensam que os outros é que precisam se moldar a elas.

Como justificativa de estarem cansadas de si mesmas, cansam-se das outras quando elas não atendem as suas expectativas egoístas. Quando elas não aceitam ser da maneira que elas acreditam ser a corretas.

CHEGAR AO PONTO DE NÃO SE CANSAR DE NINGUÉM É UMA MANEIRA INTELIGENTE DE VIVER E DE ENCONTRAR UM MELHOR EQUILÍBRIO E SAÚDE.

Quem se cansa do outro por questões comportamentais, prova falta de humildade!

Se cansar do outro é pensar que é maior e melhor que o outro e que, por isso, não precisa dele.

Na grande corrente humana, todos os elos são importantes.

Para que esse caleidoscópio humano seja rico, colorido, completo em toda a sua diversidade, é necessário que façamos conexões de forma equilibrada. Que desenvolvamos uma engrenagem relacional que nos confira a capacidade de experimentar o lado bom da vida, o bem do mundo e o melhor de nós!

Por Fabiano de Abreu