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Sabemos que as dores da alma geram as dores do corpo.
Por que elas acontecem?
Por que somos demasiadamente apegados a alguma situação cuja atenção e preocupação dedicada não nos fazem bem.
Desta forma inicia-se a frustração.
Tipos de frustração:
A sexual- ocorre quando em uma relação entre duas pessoas há perda do interesse sexual ( do eros ) e há apenas preocupação com as coisas cotidianas tais como: pequenos problemas, desarmonia dos campos: emocional e profissional, contas a pagar, filhos, etc...
A emocional- quando na relação o que não falta é apetite, contudo falta carinho. O parceiro(a) faz do ato sexual uma forma de momento amoroso intenso, esquecendo-se do afeto no dia-a-dia, nenhuma palavra, nenhum elogio, nenhuma expressão de carinho. O excesso de timidez quando não trabalhado pode se tornar um elemento de frustração também pois existem pessoas que se acham incapazes de expressar suas emoções e seus mais íntimos sentimentos.
A intelectual- quando lemos muito, buscamos muito, mas não entendemos a nós mesmos. Nossos processos mentais são desgastantes, pois, nos questionamos a respeito de nossa felicidade profissional e intelectual. Criamos uma imagem negativa sobre nós mesmos, em razão de vivências passadas as quais nos fizeram sofrer por isso e continuamos a não compreendê-las como lições. Por essa razão repetem-se os erros e ocorre uma espécie de depressão, por acreditar que não é possível ser diferente. As vezes isso pode ser conveniente.
Existe ainda a frustração espiritual- acontece pela desilusão com a escolha do caminho espiritual (religião), como se Deus fosse o primeiro responsável das coisas não estarem como se deseja.
Esquecemos da nossa responsabilidade no processo cármico, da falta de cuidado nas escolhas e das atitudes não refletidas as quais geraram um retorno negativo. Por isso muitas pessoas se revoltam com Deus e as religiões (como se Deus ou a religião tivesse culpa).
Mas qual seria a formula certa para transmutarmos essas frustrações em luz e sabedoria?
Desapego seria uma resposta interessante mas não é a única.
Sempre que perdemos algo, de certa forma, continuamos mentalmente atrelados, apegados ao objeto, ou por amor, dor ou ódio.
Isso ocorre nos relacionamentos, nos negócios que não deram certo e se porventura estivermos na iminência de novas vivências o medo de não dar certo nos tornará fechados e a nossa preocupação atrairá novas e negativas experiências.
Portanto, recrie sua vida e comece esse processo pela capacidade que a mente criativa possui, crie uma realidade virtual primeiramente, dentro de sua mente e visite com freqüência este lugar que passo a passo ele irá tomar parte da sua realidade cotidiana.
Se você for apegado demasiadamente imagine-se tranqüilo, desapegando-se do objeto de desejo em questão, se possui ódio imagine-se recebendo um pedido de perdão, se a culpa for sua imagine ao contrário.
Jurou-se nunca mais conversar com determinada pessoa, imagine essa atitude sendo relevada e assim por diante.
Se você nunca abraçou seu filho, seu pai, sua mãe, imagine-se fazendo isso, pois, mais cedo ou mais tarde isso acontecerá.
A energia que gera a atração é como uma muralha feita de pequenos tijolos sobrepostos, uns aos outros.
Os tijolos são os pensamentos positivos e o hábito de pensar positivo é a argamassa. Construa sua muralha agora e mure a possibilidade de sua mente ser invadida por pensamentos negativos. Não permita que o medo e a insegurança atrapalhem seus projetos e sua vida, você tem esse poder. Contragolpeie com palavras positivas em alto e bom som sempre que ver, ouvir, sentir, pensar ou se aproximar de algo negativo.
Até mesmo as frustrações existentes podem ser transformadas, acredite.
Um grande abraço! Paz e Luz!
por Nelson Ribeiro.Seu link está neste blog.
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A velha idade da pedra estava mesmo lascada. Quando o famoso homo sapiens abandonou os grunhidos para desenvolver a comunicação verbal, deixou de ser tão sapiens na hora de optar por qual dos caminhos prosseguiria. O caminho da linguagem, como polimento cultural pelo refinamento e sensibilidade para as percepções e sentidos da realidade e do saber ou, o outro caminho perverso: para matar a curiosidade, espalhar fuxicos, dilacerar e denegrir imagens; a arte de falar mal e se intrometer na vida de outrem, sem que a letra do animal (aqui vale o anagrama - ao contrário - animal-lâmina) rume pro espelho.
A sociologia veio com o papo do “homem, animal social”. Na verdade, os aglomerados urbanos compartilham individualismos, competitividade e fofocas. Fizeram-se os noticiários e periódicos para cuidar da vida dos outros. Artista e paparazzi, uma eterna disputa. Surgiram revistas especialistas no ramo. E o homem viu que era bom. Principalmente o empresário; viu que era lucrativo.
Crimes alarmantes: corpos são velados por urubus, flashes e curiosos. Entrevistador em pose estática com o microfone. A fala metódica e pausada. Entrevistados e papagaios de pirata, descontraídos e curiosos. Tchauzinhos. “Eu queria mandar um beijo pra minha mãe, pro meu pai e pra você”. Sangue, vestígios e palavras se misturam. Ali no chão, em close para a câmera, o corpo cuja vida valera um cigarro negado ao assassino pedinte.
Os curiosos lá com suas vontades de serem enquadrados na tela ou retangulados em fotografias. Haverá consumidores das notícias sempre cíclicas e atuais, para serem esquecidas no dia seguinte.
Reclusão, detenção, bons antecedentes, livramento condicional, liberdade provisória, apelação, revisão criminal são efemeridades. Não importa. Sucessão de fatos que se repetem na sequência cotidiana do mundo. Peculiaridades legais da justiça.
Não se assustem, olhos! Há amenidades ao lado, na padaria, o parquinho já se instalou na cidade, o final do campeonato, a proximidade do carnaval. Tem filme novo na TV aberta, tem companhia para todos os bolsos e gostos nas noites vazias, embaladas por outros flashes de luzes multicores das pistas de dança. Tanto espaço por aí, e não se acha o lugar para guardar a solidão? Há, de fato, outros lugares e outras procuras mais eficazes, mas o olho insiste em não vê-las!
Vem ali um modelo novo de última geração. Um apetrecho para espalhar mais notícias, em tempo imediato na aldeia global.
O quê sentiu o homem-bomba, instantes antes de o botão trágico vencer a sua vontade de ramificar a semente da vida? Outros fuxicos, outros boatos, outras boates, no acaso, no ocaso, oco, chocho, sem coragem, frouxo. Algumas mentiras tidas como verdades. Mais notícias? É a modernidade. Acostume-se!
Por Leonardo Teixeira.
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Toda ideia que se matura no transcorrer da consciência tende a ser brilhante. Todo ser adquire hábitos e experiência no transcorrer de seus dias. O tempo amadurece não só as frutas, mas as pessoas também.
Muita gente se envolve no engodo de permanecer jovem, torrando dinheiro com cirurgias e cosméticos incapazes de rejuvenescer ou atuar contra a gravidade e o peso do tempo.
Até mesmo a maçã de Newton caiu e apodreceu para comprovar também a força do curso vital de tudo.
Cícero, na obra Saber Envelhecer, cita que a irreflexão é própria da idade em flor, e a sabedoria, da maturidade. Muitos acreditam que a velhice seja ruim por afastar a vida ativa, por enfraquecer o corpo, por aproximar da morte e por privar dos prazeres.
A obra de Cícero comprova o contrário. A memória só enfraquece aos intelectualmente inativos. O mau humor e outras manias são inerentes ao indivíduo, e não se relaciona com a idade como muitos pensam.
Quem, mesmo jovem, pode segurar que estará ainda vivo no dia seguinte? Muitos jovens ainda correm mais risco de morte pelas condutas arriscadas de seus cotidianos.
A velhice só é ruim para quem deixa se abater por ela. A depressão alcança os adeptos da estética jovial e cilíndrica. Cabelos brancos e rugas exigem respeito. Geralmente denotam sabedoria. Mas bengalas são provas de idade e não de prudência, assim asseverou Platão.
Alguns velhos procuram se cuidar com uma vida saudável, pois se preocupam com a idéia de não poder planejar em longo prazo. Outros se ocupam de anestesiar os anseios, amenizando as angústias com a religião, que, por sinal é fator essencial para o espírito humano. Há ainda aqueles que se ocupam em fingir um esquecimento temporário nos vícios como o álcool etc.
Se a velhice for mesmo uma paródia da vida (Simone de Beauvoir) devemos reverenciá-la como merece. Há muitas pessoas da terceira idade vítimas de crimes e violências. Isso é inadmissível para quaisquer culturas.
Saber envelhecer é uma arte. Dizem que a responsabilidade julga um envelhecido. Se o gosto das frutas maduras é bem melhor, se os vinhos tornam-se melhores quando velhos, porque o homem também não pode ser?
A mansidão plena é encontrada quando se busca a felicidade nas virtudes da paciência e humildade, coisas difíceis de ver num mundo moderno. As lacunas que preenchem o vazio existencial só se completam com o convencimento transcendental.
Há muitos velhos bancando novos, e poucos novos bancando velhos. Tudo pela responsabilidade tardia. Envelhecer é fruto de sabedoria. Então, sejamos sábios e vamos respeitar os mais velhos.
Por: Leonardo Teixeira.
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Pelo menos até aprovarem a clonagem humana, está prejudicada a ideia de firma individual – a forma legal que dispensa sócio para o empreendimento de uma companhia limitada. E onde se lê sócio, compreenda-se pai.
Mesmo que muitas mulheres torçam o nariz, a boa norma só admite uma criança humana a partir de dois gametas com personalidade biológica próprias. Então, entre os homens disponíveis no mercado, é preciso escolher o mais adequado para tal fim.
Filho é, sim, um empreendimento. Aliás, uma iniciativa de longo, longuíssimo prazo. Contempla um enorme risco, pois nem todo o capital anímico do mundo garante seu sucesso ou do filho. Se bem que há avaliações muito variadas para o termo sucesso: ele pode ser medido em felicidade, em saúde, bondade, em riqueza, inteligência, honestidade, paz... Ser pai é um negócio para lá de complicado. E fica cada vez mais estranho na medida em que a sociedade contempla novas estruturas, diferentes daquelas do tipo empresa familiar.
Há os pais no estilo sócio minoritário. O rapaz entra com 1% e olhe lá. No fim das contas, está ali apenas para a fecundação e para constar no registro em cartório. Se o filho tiver competência para ser milionário, pode apostar que, cedo ou tarde, o papai cobrará algum dividendo. Para o caso de a criança dar prejuízos na praça, o pai minoritário alegará que jamais gerenciou a coisa e, assim, não tem qualquer culpa. Porém, o que mais ocorre é a vida simples, cotidiana.
Desta, o sócio minoritário auferirá em carinho a contrapartida na ínfima participação.
Vivemos uma época de pais no estilo associado. Neste caso, o filho não é biológico, origina-se de capital externo. Mesmo quando o enteado lhe chama de papai, sabe que é fruto de um ex-sócio. Pode ter sido um sócio minoritário ou, bem ao contrário, ter entrado com valores elevados de expectativa no momento da fundação, quero dizer, fecundação. Mas, por motivos variados, acabou em outro ramo. Quando vai tudo bem, a criança sai ganhando: dois pais ao invés de um. Em outros casos, pode surgir uma certa concorrência, por vezes desleal.
Há pais majoritários. Ora por viuvez, ora por terem ganhado a guarda na separação, ora por pura vocação em ocupar todos os espaços dentro de casa, os majoritários são por vezes confundidos com mães. Isso não quer dizer que sejam afeminados. Na verdade, são masculinamente maternais. No fundo, no fundo, gostariam mesmo é de uma sociedade equânime com a parceira. Ou com o parceiro, uma vez que cresce a participação homossexual na composição societária. Agora de papel passado!
Existem bancos de esperma para as mulheres optarem pela sociedade anônima. Ali, investidores a fundo perdido colocam seu capital disponível, julgando ter riqueza capaz de fomentar novos empreendimentos com muita competência. Interessante perceber que doar esperma é ao mesmo tempo uma ação e uma omissão. É ser, em cada negócio, menos do que o sócio minoritário. E, ao mesmo tempo, nutrir o desejo de diversificar seu patrimônio enormemente.
E o lucro? Bom, em termos de dinheiro, ser pai não dá lucro algum. Ao contrário, filhos são verdadeiros canais por onde escoa a riqueza da família – segundo o último Senso, a mãe está participando como nunca na água deste rateio. Ao mesmo tempo, o abraço, o beijo, o sorriso, o amor de um filho tem valor que nenhum dinheiro no mundo compra.
E quanto mais o homem se enfronha nos balanços, mais vê que esse negócio de ser pai vale muito a pena.
Por Rubem Penz. Seu link está neste blog.
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Será mesmo que estamos chegando ao final dos tempos, diante de tudo o que se tem visto na face do planeta? Enquanto, em alguns pontos, a situação mostra-se lamentável, motivada pela fome, pela sede e, consequentemente, pelas doenças, matando milhões de crianças e idosos, em outros, temos guerras, que colocam irmãos contra irmãos, destruindo, de maneira indiscriminada, inocentes que, sem outras opções, ficam expostos à senha maldita de impiedosos e arrogantes ditadores que, na ânsia do poder jogam suas forças contra quem nada mais quer senão viver em paz.
Junto a esses fatos revoltantes, que não deveriam acontecer se houvesse conscientização, porque, enquanto uns passam fome e sede outros jogam dinheiro pela janela, está a presença do crime organizado, aproveitando a instabilidade para crescer de maneira violenta, espalhando seus tentáculos para todos os cantos, na busca de dinheiro fácil, pela comercialização de drogas e armamento entre, especialmente, a juventude enquanto, em outros pontos, como acontece hoje na Inglaterra e em outros países, a presença de vândalos e aproveitadores que se juntam a manifestantes que reivindicam melhores condições de vida e trabalho, como acontece, por exemplo, na Inglaterra, para promover todo tipo de delito, saqueando lojas, incendiando prédios e veículos, levando terror à população que sente total insegurança, já motivada pelo terrorismo internacional que não mede consequências dos atos que pratica.
Vivemos um mundo extremamente conturbado, pois, inclusive a natureza parece se mostrar revoltada por não encontrar no homem a visão do necessário cuidado com o meio ambiente, na proteção da fauna e da flora, que pode garantir a vida saudável de hoje e das futuras gerações.
Diante dessa revolta generalizada, o planeta estremece e joga sobre a humanidade a sua raiva, através de vulcões que entram em atividade, dos mares que se jogam sobre a terra, dos ventos que destroem impiedosamente, e das doenças que se espalham, completando um quadro de profunda tristeza para os poucos que, em meio a tudo isto, arregaçam as mangas para trabalhar no sentido de limpar a sujeira promovida por muitos.
Pessoas estas que, reunidas em associações ou de forma individual, doam-se na atividade de recuperar drogados, de orientar crianças ou de tratar os idosos com amor e boa vontade, acreditando que eles merecem, porque conseguiram trazer o planeta em condições até os nossos dias, mas o que estamos fazendo para a terra que entregaremos aos que surgirão?
Por Moacir Rodrigues.
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O polêmico escritor Diogo Mainardi, em diversos artigos publicados na revista Veja, mostra que, no Brasil, a ignorância de pessoas semiletradas é capaz de obter sucesso e garantir a prosperidade, já que a aquisição de conhecimentos e a leitura não contam para os apresentadores de TV, jogadores de futebol, políticos e outras brilhantes profissões "de ponta", sempre em alta neste País.
Isto lembrou-me do relato em A Vida das Abelhas, de Maurice Maerterlinck, onde um pesquisador enclausurou uma abelha e uma mosca numa garrafa de boca comprida. A garrafa foi colocada sobre a janela, na divisa entre a luz de fora e a escuridão da casa. Enquanto a abelha debatia-se no fundo da garrafa, voltado para a luminosidade, a mosca, após chocar-se com o vidro, em convulsivos e desnorteados vôos, conseguiu sua liberdade.
Poderia ser concluído que a abelha, organizada socialmente, disciplinada e trabalhadora era "menos inteligente" que a mosca, caso a experiência não se repetisse, mas, desta vez, com o gargalo voltado para a luminosidade. E assim o pesquisador o fez. A abelha saiu rapidamente sem bater no vidro, enquanto a mosca, em seu repetido vôo maluco só conseguiu sair depois de muita pancada no interior da garrafa. A abelha era mais sábia! Apesar disso, a mosca conseguiu sair nas duas ocasiões e a abelha, somente na segunda experiência.
Moral da história: a ignorância salva!
Salvam-se os ignaros ganhando muito dinheiro naquelas profissões que não exigem sabedoria, como indicam os exemplos atuais. Isto explica por que Machado de Assis, por pura ironia, soltou os loucos e colocou no manicômio os sãos, os aparentemente "normais", em O Alienista, tamanha contradição mundana.
Colombo não recebeu apoio e ajuda financeira do reino de Portugal porque seria incapaz de chegar às Índias. Os reis da Espanha, que nada entendiam de geocartografia, apoiaram Colombo. Por ignorância "descobriram" a América.
Eróstrato incendiou o templo de Diana em Éfeso no séc. 4 aC - uma das sete maravilhas do mundo -, ganhou sua fama e fortuna por ignorância, sendo imortalizado num conto de Jean Paul Sartre. Outro famoso incêndio, que deixou Roma em chamas para culpar os cristãos, foi causado pela ignorância de Nero, o imperador que tentou proibir a luta entre gladiadores, verdadeira política do pão e circo.
E o circo pegou fogo!
Jesus Cristo foi crucificado pela ignorância dos homens, e, por causa dela, foram salvos. O padeiro Severino da Silva ficou famoso por ter passado no vestibular, do curso de Direito de uma faculdade particular. Severino era analfabeto.
Tomara que a garrafa do nosso destino esteja com a boca voltada para a luz, porque o vôo dos nossos pensamentos ignorantes pode até nos conduzir à saída da prisão física da vida, mas, como na Caverna de Platão, podemos ficar contentes com o mundinho das sombras e com a viseira nos olhos, sem nenhuma liberdade que o verdadeiro conhecimento nos dá, com muita humildade. Salve o mundo dos simples!
Por: Leonardo Teixeira.
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Desde a era colonial existe a bestialidade de se abandonar bebês. Muitos recém nascidos foram devorados por cães, porcos e outros animais. A má situação financeira e alguma deficiência física ou mental sempre foram cruéis e inúteis justificativas.
Nunca houve política de prevenção de gravidez ou controle de natalidade. Mas será que há tanta mãe desnaturada ao ponto de abandonar seu bebê, tão dependente, indefeso e ingênuo, tão puro e dócil, no lixo, num terreno baldio etc?
Na maioria das vezes, a mãe não está em estado puerperal, naquela fase psicológica em que há rejeição escusável. É evidente que os efeitos nocivos durante a formação de uma criança abandonada se manifestarão de forma perene ao longo da vida.
O sofrimento pela mudança de habitat e a ausência natural da mãe fazem total desconforto ao bebê, que crescerá com uma ruptura em relação a tudo o que eles conhecem, a voz materna, os ruídos de seu corpo, a voz do pai, o ambiente familiar etc.
Graves deficiências emocionais são conseqüências quase certas aos abandonados. E suas mães, por conivência, sofrem algum tipo de abandono pessoal. Uma solidão constante, uma depressão ainda que disfarçada, um sentimento niilista ou ateísta inconseqüente por deixar de cumprir uma obrigação óbvia e relegar o amor maior de mães.
Crianças são seres excepcionais. Não deveria existir nenhum tipo de abuso, tortura etc. Pequeninos seres, sementes esperançosas de um futuro melhor. Do amniótico líquido se inaugura uma nova vida, promovendo a continuidade da espécie. Elas chegam num mundo injusto, violento e cruel, com extrema fragilidade.
São muitos os filhos da fome, da incerteza, do medo, desmoronando na fumaça terrível do crack. Seus abandonos deixam marcas profundas na alma, pelos trágicos açoites da vida. Mas o tempo, calejado, cria crosta, e se cura numa paternidade de criação. Afinal, não é por causa de um abandono absurdo, que se condenará um ser ao limbo dos infortúnios.
É preciso lucidez para atestar a revolta contra a impunidade e a insensatez dos abandonos de pequenos seres. Há pais que vivem largados em desprazeres, escondidos da fé e do amor, fingindo uma social sobrevivência em um mundo consumista e desigual.
Existe chance de o ser humano aprender o certo caminho do bem? Muitas vezes penso que estamos fadados ao marasmo torpor da ingratidão. Aí vejo um sorriso de uma criança e todos nós parecemos dóceis e mágicos. Espelhos da divina criação.
Por: Leonardo Teixeira.
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Nada de Marilyn Monroe, Cléo Pires ou Angelina Jolie. Não é sobre esses mitos sexuais que nós vamos falar. Vamos conversar um pouco sobre aquelas coisas que você sempre quis perguntar mas tinha vergonha de ouvir alguém respondendo: os famosos mitos sobre o sexo.
Como isso aqui hoje é uma crônica de machos, que venha o primeiro mito: afinal, tamanho é documento? Porque se fosse assim, o elefante seria o rei da selva e sua carteira de identidade mediria pelo menos um metro e meio de altura, certo? Nem tanto, e esta pode ser uma verdade dura para alguns de nós.
Os homens costumam fazer uma tabela de equivalência entre sua masculinidade e o tamanho do órgão copulador. Nessa tabela, o macho top de linha é aquele sujeito com uma tromba capaz de fazer qualquer mamute corar de vergonha no meio da manada.
Pura bobagem. Pesquisas revelaram que o tamanho médio do pênis varia de 6-8 cm (em repouso) a 12-16 cm (pronto para o ataque). Além disso, a vasta maioria dos casais envolvidos em relacionamentos maduros, longos e estáveis, concorda que o tamanho do pênis não importa tanto assim. É o tamanho do contra-cheque que faz a diferença.
Outro mito, bastante freqüente, também diz respeito ao pênis. Mais especificamente, à sua performance. É quase como se houvesse uma tirania do órgão sobre seu possuidor: na cama, o sujeito só vale por aquilo que traz entre as pernas. Errado novamente.
Vários livros, incluindo o best-seller “She Comes First”, de Ian Kerner, mostram que menos de 1/3 das mulheres atinge o orgasmo durante o intercurso sexual. Em comparação, mais de 80% delas é capaz de chegar ao clímax através do sexo oral. Vale o alerta: seja mais carinhoso e criativo, e tome cuidado com cafezinhos muito quentes.
Falando em mulheres, devemos um dos mitos sexuais femininos mais famosos ao médico alemão Dr. Ernst Grafenberg. Na década de 1970, os estudos do Dr. Grafenberg levaram a descoberta de um ponto erótico batizado de Ponto G. Reza o mito que este ponto, localizado logo atrás da pube, seria capaz de catalisar orgasmos femininos espetaculares. Imagino que a popularização desta teoria tenha resultado em tardes bem animadas no consultório de Ernst, mas a real existência do ponto G ainda é motivo de controvérsias.
O fato é que o sexo deve ser encarado como o processo dinâmico de encaixe de várias partes em uma unidade e vice-versa, com intenções mútuas de prazer, e não como a busca por um único ponto específico, seja ele G, H, I ou o raio que o parta. Se você tem tara por pontos, poupe o tempo dela, pegue uma folha de papel e uma caneta e vá divertir-se desenhando reticências em um canto da sala. Na manhã seguinte, marque um psicólogo.
A infinidade de zonas erógenas a serem exploradas no corpo de uma mulher poderia dar origem a vários volumes de uma enciclopédia. Ou a um novo período de grandes navegações ao redor do globo. Exatamente por isso, os homens se preocupam sobre a duração do sexo. O rala e rola tem que durar tempo suficiente para pelo menos uma voltinha no Mediterrâneo ou uma rápida incursão na Polinésia. E aí, como um tsunami desgraçando a nau, surge o fantasma da ejaculação precoce.
A ejaculação precoce afeta 20-30% dos homens em todas as faixas etárias. Todavia, é difícil determinar o que é a ejaculação precoce. Pesquisas em laboratório mostram que até mesmo indivíduos capazes de fazer o intercurso durar mais de 20 minutos acham que sofrem do problema. No final das contas, o pulo do gato está na percepção que cada um tem do próprio desempenho.
Segundo dados publicados no Journal of Sexual Medicine, em 2005, o tempo médio de uma relação sexual é de 5-7 minutos, sendo 2 minutos o parâmetro científico para diagnosticar a ejaculação precoce. Ou seja: se após 2 minutos de aquecimento dos motores o sujeito já está acenando com a bandeirada final, então ele pode estar sofrendo do distúrbio.
Felizmente, a ejaculação precoce é um problema tratável e tem uma interpretação darwinista construtiva: se cada homem deste planeta levasse mais de 1 hora para atingir o orgasmo, seríamos uma raça bem, bem menos numerosa.
As dúvidas e os mitos sobre sexo não caberiam todos em uma crônica apenas, você sabe disso. A lição que deve ficar aqui é a seguinte: o sexo não é algo que ocorre suave e naturalmente como um passeio de mãos dadas durante o entardecer em um filme da Disney. Sexo é uma viagem ao desconhecido, um curso vitalício de educação continuada. Vez ou outra você levará bomba em uma matéria. Mas desde que mantenha o interesse e a dedicação, os créditos estarão a seu favor.
Por Alessandro Loiola.Gostou? deixe seu recado, comente...

Uma das grandes desvantagens em escrever para muitos lugares é que seu e-mail de contato fica exposto para o mundo (como alguém que foi surfar pelado em uma praia de nudismo e acabou perdido no oceano, tendo seu resgate televisionado para o planeta inteiro). Com toda essa exposição, um endereço eletrônico como o meu, por exemplo, acaba sendo capturado ao bel prazer dos oportunistas e indo parar em vários pacotes de e-mails, desses oferecidos para quem quiser comprar. O resultado é uma enxurrada de Spams recebidos todo santo dia, e até mesmo em dias santos.
Conforme informações pesquisadas através da dobradinha (Google/Wikipédia) o termo Spam é a abreviação em inglês de “spiced ham” (presunto condimentado), e denomina uma mensagem eletrônica não-solicitada enviada em massa (e como todos sabem, presunto condimentado com massa pode até ser bom para alguns na culinária, mas no mundo virtual acaba sendo uma bela porcaria). A origem do termo SPAM tem a ver com a tal especiaria presuntadamente condimentada, que acabou virando um quadro de humor do antigo grupo de humoristas ingleses Monty Python (eu era e ainda sou fã desses caras), e se imortalizou como a expressão que define mensagens chatas.
Uma das mensagens de Spams que mais recebo é o tal alongamento peniano, e fico imaginando porque cargas d’água este povo acha que meu pobre pênis é tão insignificante que precisa ser aumentado? O pior é para as coitadas das minhas duas tias de Tucuruí, que nem pênis tem (pelo menos eu acho que elas não têm), e também ficam recebendo este tipo de mensagens.
Existem Spams de todos os tipos, gostos e desgostos. Tem os maliciosos (na pior das interpretações), que vem com recheio de: vírus, worns “vermes”, e trojans (cavalo de tróia – muito usado para pegar informações dos computadores), entre outros (todos prontos para prejudicar o usuário em algum sentido - às vezes sem sentido). Os que são apenas chatos, e outros ainda que parecem dizer que estão achando que você é um total débil mental, para acreditar no que está escrito ali. Mas de modo geral são mensagens vendendo toda sorte ou azar de produtos, oferecendo planos, viagens, suplementos. Etc.
Alguns spams chegam a prometer que tomando isto ou aquilo a pessoa poderá emagrecer até DEZ VEZES o seu peso em gordura, ficando reduzida ao tamanho de um coelho ou talvez voltando ao corpo que possuía quando tinha uns seis ou sete anos de idade. Nessas mensagens inoportunas chegam inclusive a lhe oferecer listas com milhões de e-mails para que você também possa passar spams aos seus semelhantes, tornando-se um odiado SPAMMER, e assim esperar de braços abertos que milhões de pessoas que não te conhecem, possam vir a ter sentimentos de ódio, aversão e raiva por você.
Os spams vão entupindo sua caixa de e-mails e lhe dando espasmos de cólera pela trabalheira em se ficar toda hora selecionando estas mensagens e deletando, e deletando, e deletando, e excluindo, e explodindo de raiva, e limpando, e xingando (não somente a mãe, mas toda árvore genealógica do imbecil e celerado repassador de spams), e deletando repetidas e repetidas vezes, novamente, outra vez e de novo. Até enlouquecer e resolver escrever um texto sobre isso.
Existem dois tipos de Spammers (ao menos que eu lembre neste momento), um deles é o tipo intencional, ou seja, um cretino compra uma lista com um pacote de e-mails e fica enchendo o saco dos usuários enviando mensagens comerciais para todos eles. Porém, existe um segundo tipo de Spammer, que é aquele indivíduo que recebe correntes e notícias falsas (conhecidas como: Hoax [você não poderia morrer sem saber disto {mas agora você já pode...}]), e fica repassando-as, lotando a caixa de mensagens de seus conhecidos com todo tipo de porcarias. Neste caso estas pessoas que poderiam ser denominadas como: “Maria vai com as outras” fazem isso com a melhor das intenções, achando que estão prestando algum tipo de serviço social ou algo parecido.
Enfim, em terras virtuais de SPAMS, quem tem um bom filtro de e-mails se dá bem. Agora, por favor, esqueça tudo que escrevi sobre evitar repassar e-mails, e envie esta singela mensagem para todo mundo de sua lista, ok? Por um motivo bem simples: Bons e-mails estão em falta por aí, e não devemos, em hipótese alguma, privar as pessoas deles (te convenci? Não? Tudo bem, eu continuo amando loucamente você, minha loira deliciosa dos olhos cor de mel [O quê? Você não é uma loira deliciosa de olhos cor de mel? Tudo bem, também amo você {Porém, não tanto assim...}]).
Por Antonio Brás Constante. - e-mail: abrasc@terra.com.brConcorda, então comente e me diga se recebes muitos e-mails deste tipo?

É lamentável perceber que alguns estabelecimentos comerciais como hotéis, supermercados e outros similares ainda apostam na inocência do consumidor ao ostentarem cartazes absurdos com dizeres do tipo “não nos responsabilizamos por danos ou furto de veículos no interior deste estacionamento”.
Tais estabelecimentos, ou estão mal orientados pelos seus advogados, ou estão desrespeitando seus clientes afirmando, implicitamente, que não irão cumprir prontamente o que já é pacífico pela jurisprudência do Superior Tribunal de Justiça (STJ), oportunidade em que seus clientes deverão arder em espera durante o trâmite de uma eventual ação judicial, isto se desejarem ver o seu direito atendido.
De efeito, o STJ já tornou pacífico o seguinte: se o estabelecimento é particular, o seu estacionamento posto à disposição da clientela é, pago ou não, um manifesto atrativo (mecanismo de captação de clientes), oportunidade em que, havendo dano ou furto, o estabelecimento ficará diretamente responsável perante o cliente lesado. Agora, se o estabelecimento é público, aí teremos duas situações distintas. Assim, se o seu estacionamento é pago, haverá responsabilidade, conjuntura em que a empresa que presta o serviço à entidade pública deverá arcar com o prejuízo. Agora, se o estacionamento é gratuito, então não restará responsabilidade ao referido estabelecimento público. Este é, pois, o cristalino panorama já sedimentado pelo STJ.
Em virtude disto, em vez de placas e cartazes que afrontam a inteligência dos usuários, referidas empresas deveriam fazer o óbvio, ou seja, colocar câmeras de vigilância. Assim, todo e qualquer dano ou furto restaria filmado, possibilitando-se, pois, a responsabilização civil e criminal do autor. Nas hipóteses de dano decorrente de manobras levadas a efeito por motoristas desatentos, por exemplo, o estabelecimento poderia pagar de imediato ao consumidor inocente e cobrar, logo depois, o motorista (consumidor) culpado. Além disso, registrando o fato em uma delegacia de polícia e fornecendo as imagens à autoridade policial, também haveria a possibilidade de responsabilização criminal do autor do dano, porquanto se ausentar o motorista de local de acidente do qual fez parte, ainda que somente havendo danos materiais, configura o crime previsto no art. 305 do Código de Trânsito Brasileiro.
Dessa arte toda, conclui-se ser lamentável que o sistema de monitoramento acima sugerido costume restar dispensado pela maioria dos estabelecimentos, ocasião em que exsurge substituído por cartazes que se consubstanciam em verdadeiros atentados contra a inteligência do consumidor. Por: Roger Spode Brutti. Delegado de Polícia Civil, lotado em Torres/RS.Qual sua opinião sobre o assunto? Comente, participe!!!