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Nenhuma Copa empolgou tanto o Brasil quanto a de 70. Ela marcou o nosso povo e o povo mexicano. Quinze anos depois, quando presidente da República, visitei Guadalajara; as casas estavam enfeitadas com a bandeira de nossa pátria e eles gritavam: 'Viva Brasil! Viva Brasil! Pelé!'.
Mas eu queria relembrar o motor da mobilização nacional, cantada pelo país inteiro, que foi o 'Hino da Seleção', feito por Miguel Gustavo, este pioneiro do jingle, esse gênio do gosto popular _'Noventa milhões em ação / Pra frente Brasil / Salve a seleção!'.
Os jingles de Miguel Gustavo invadiam as mentes das pessoas, que ficavam com eles na cabeça, cantarolando todo o tempo, e eram transformados em marchinhas de Carnaval. Dois exemplos: os porquinhos das Casas da Banha, que ele criou e popularizou, e a 'Revista do Rádio', que arrasou no Carnaval de 58: 'Ela é fã da Emilinha / Não sai do César de Alencar / Grita o nome do Caubi / E depois de desmaiar / Pega a 'Revista do Rádio' / E começa a se abanar...'.
Elegeu o Jango com o célebre 'Jangar'. 'Pra vice-presidente / minha gente eu vou jangar / é Jango, é Jango / é o Jango Goulart'. Era uma mensagem subliminar de juntar o Jânio da UDN com o Jango do PTB, o famoso Jan-Jan. Resultado (naquele tempo podia), o presidente de um partido e o vice do outro lado.
Desfrutei do seu talento, tornei-me seu amigo e senti profundamente sua perda prematura.
Nas 12 eleições em que concorri, não abandonei o seu slogan, repetido num baião nordestino: 'Meu voto é minha lei / Pra deputado José Sarney', cantado por Luís Vieira e Elizeth Cardoso.
Nesta Copa da África do Sul, confesso que não acho graça nas vuvuzelas. São sem gosto e interferem, indigestas, na alegria e nas cores que enfeitam e explodem dos torcedores. Mas tudo muda, e de mudanças são feitos o mundo e as Copas.
A alegria do Brasil, identidade do povo brasileiro, veio numa contradição infame da África, que do sofrimento dos negros tirou a única coisa boa de que podiam desfrutar, a força da alegria, para enfrentar a tragédia.
A alegria da África do Sul, vibrando mesmo depois da derrota, mostra que ela é mais forte do que o próprio destino.
Não quero fazer uma crônica nostálgica. Quero a vitória do Brasil, agora 200 milhões em ação, vibrando com a seleção. Que venha o Hexa. Se não vier de Johannesburgo, virá de outro lugar. Quem viver verá.
E sempre seja lembrado Miguel Gustavo, o cancioneiro das Copas.
José Sarney Comente no blog ou no dihitt.

Muito se tem falado a respeito da violência doméstica, no que diz respeito a pontapés, murros e outras coisas piores. Este tipo de violência, se a vítima criar coragem, é mais fácil de denunciar, desde que haja marcas físicas que comprovem a denúncia.
Porém, há um outro tipo de violência no qual ninguém fala, por não haver maneira alguma em certos casos de comprovar em tribunal, nem em lado nenhum! Estou falando de “agressão psicológica”, que é tão ou mais destrutiva que a doméstica. À medida que uma determinada pessoa começa a sofrer violências psicológicas, ela se quebra totalmente por dentro, paralisando-a, tornando-a paranoica,vivendo um verdadeiro drama pessoal.
Os agressores geralmente são pessoas que carregam raízes de amargura e já passaram por problemas semelhantes.Geralmente gostam de atrair mulheres que são bem-sucedidas profissionalmente, que tenham estabilidade emocional e, sobretudo, financeira! Mulheres que se aventuram em negócios, causas políticas ou religiosas, ou seja, pessoas resolvidas. Porém a agressão psicológica atualmente tem atingido todas as faixas etárias.
São pessoas muito dissimuladas. Quase sempre simpáticos, extrovertidos, educados, mas com grandes complexos de inferioridade! Por isso mesmo, têm sempre o objetivo de destruir a pessoa feliz e bem-sucedida que está ao seu lado. Procura sempre fazer comentários e dar conselhos destrutivos como: “Você é tão linda , mas poderia emagrecer um pouco!” “Se não tivesse tão velha te chamaria para tal festa.” “Olha, sabe que gosto muito de você, por isso quero te ajudar, mas ouvi comentar que está malvestida!” “Se for com tal roupa todos irão rir de você.”
São frases que parecem um tanto simples para nós, mas, perante isso e com o passar do tempo, a pessoa vai perdendo a autoestima e se rebaixando cada vez mais, enquanto o agressor brilha cada vez mais. Aos poucos, vai ganhando fama de tímida, com comportamentos mais fechados, recusando educadamente convites de seus amigos etc… E o mais curioso é que a vítima sempre acredita que o outro é o seu único amigo e, mesmo quando o abuso é insuportável, há uma tendência enorme para acreditar nas críticas e nos insultos que lhe são dirigidos.
Está se tornando uma tendência moderna tornar qualquer“diferença” em uma qualidade ou defeito. Alegam que se a pessoa tem TDAH (Transtorno do Déficit de Atenção com Hiperatividade) é um grande gênio em potencial ou é dito como um “deficiente mental”; se sofrem com o transtorno bipolar, então, é um grande artista em potencial ou é dito como uma pessoa “sem personalidade”; se é assexual, é o ser humano mais livre do mundo ou é visto com um grande preconceito; se é arromântico, é visto como o ser mais altruísta do universo ou é julgado totalmente “sem sentimentos”, e por aí vai.
As potencialidades sempre existem em qualquer “diferença” porque, se é diferente, logo há diferença potencial. Mas isso não torna ninguém melhor ou pior do que ninguém, apenas diferente.
Hully Sagatti.Comente aqui ou no dihitt.

“O Povo” – eis a primeira figura, o primeiro agente de que se lembraram (embora não se somasse àquela iniciativa) por ocasião da proclamação feita pelos membros do Governo Provisório, em 15 novembro de 1889. Foi quando nasceu nossa República. Assim o responsabilizaram, ao Povo, pela queda de Dom Pedro II, de modo a escudar heroicamente a iniciativa solitária de uns poucos civis e militares numa manhã ensolarada e sem muita convicção. Autoritária, a Proclamação se valeu dos que não podiam protestar contra o uso indiscriminado do seu nome - a imensa massa amorfa e analfabeta do País -, para legitimar um ato indiferente ao seu cotidiano de miséria e abandono. Rezava o documento: “Governo proclamado pelo Povo”, com direito a um garboso P maiúsculo quando, vírgula, o redator deveria ter começado pelo segundo agente que discrimina, “O Exército...” Deste modo seria fiel ao que realmente se passou. Mas um fato pode se sair muito bem como uma farsa.
A Proclamação não foi evidentemente o único documento oficial a se valer do Povo, longe disso. É apenas o mais simbólico. O número de textos oficiais que evocam o Povo equivalem às constelações do céu. Proliferam nos arquivos históricos, nas repartições públicas, nas gavetas dos parlamentos e órgãos do executivo e legislativo, desde que se instituiu o Estado e o governo. Notas, discursos, constituições, manifestos, programas partidários e sabe-se lá o que mais evocam ávidos o Povo para, citando-o logo nas primeiras linhas, galvanizarem-se de legitimidade. Porque é isto: o Povo confere legitimidade. Eis como, de modo protocolar, funciona esta abstração denominada “Povo”, vértice da religião política, ao qual os homens de Estado e instituições públicas devem a sua obediência. Obediência meramente formal e na maioria das vezes conveniente. E, de fato, não passa o Povo, a massa, de uma espécie de deus-mendigo. A ele pouquíssimos dentre estes mesmos indivíduos e instituições rendem de fato a sua devoção, antes ou depois de alcançar os próprios interesses. Verdade seja dita: o interesse pessoal, egoísta, é o que determina o comportamento da maioria de “nossos representantes”, a cada eleição.
O Povo não tem cara. É apenas um conceito, a inspirar nos políticos (e nas oportunidades) os mais belos sentimentos e os mais nobres ideais coletivos. É verdade que aos poucos, num ritmo administrável, os homens e partidos que alcançam o poder vão tornando concretas as aspirações comuns. Tem-se por isso a sensação de que evoluimos, apesar dos freios. Trabalham, entretanto, à força de impulsos externos, nem sempre expontâneos, soltando a corda aos poucos e tardando a nossa felicidade conjunta. Têm muitos privilégios a perder. Mas criam leis e as executam sobretudo porque outra sorte não lhes resta, a não ser, pressionados pelas ruas e pela opinião, corresponder os anseios do eleitor; anseios estes captados pelas pesquisas de opinião: o mote deste ano será a segurança? O trabalho? A saúde? O meio ambiente?
Este que pergunta e se envelopa ao gosto do marketeiro – leia-se, especialista de mercado – é o candidato a homem público. O homem público é quase sempre um parente do camaleão, transmutando-se ao sabor da paisagem, quando não um despudorado comerciante. Além de coletividade e eleitor, o Povo enfim torna-se clientela, à qual prometem novos e antigos emplastos, a cada novo pleito. Não importa muito, na maioria dos casos, se tais paliativos não passam, apenas, de um conjunto de promessas tarimbadas e exercidas exaustivamente, eleição após eleição. Simples exercício de retórica. Também não importa a sua factibilidade: o que importa é manipular as ilusões, cujo mercado é gigantesco.
José Carlos Guimarães Comente aqui ou no dihitt

Rubem Alves escreve muito sobre religião e por isso certa vez foi questionado a respeito do tempo que ele gastava com esse assunto. Apesar de todo conteúdo filosófico e conhecimento científico que esse pensador acostumado a ler Marx, Freud e outros possui, ele respondeu de forma simples, dizendo o seguinte: “Gasto meu tempo com sonhos... Somos movidos a sonhos... Escrevo sobre religião e invisto nos sonhos da religião, na esperança e num esforço de acordar os que dormem”. Eu quero tomar emprestado a ideia que está na resposta desse autor e pensador, para dizer que falo em Deus, escrevo sobre Bíblia e religião, porque ainda acredito que nessas fontes há esperança para um mundo melhor e mais justo.
Qual o seu sonho? Existem altos investimentos para tentar convencer você que tal objeto deveria ser o objeto do seu sonho. Ouvi esta semana pelo rádio uma propaganda que apresentava um apartamento como sendo o empreendimento dos sonhos. Outros publicitários tentam de forma muito competente criar imagens que despertam fantasias e levam você a sonhar com carros, viagens, prêmios de loterias... Somos seduzidos a cada minuto por esses sonhos de consumo e deixamos de sonhar com coisas mais significativas como sonhou Martin Luther King. Você tem algum sonho que envolve uma transformação social, ética e histórica de forma geral? Você sonha com uma sociedade mais justa? Sonha com famílias mais sólidas? Com políticos mais honestos? Eu tenho sonhos dessa natureza, mas acredito que só serão realizados quando os homens acordarem para a necessidade de Deus e suas vidas e atentarem para os conselhos da Bíblia.
A minha geração, aqueles que têm cinquenta anos ou mais, testemunharam muito avanços em muitas áreas. Lembro-me do primeiro gravador de fita k7 que entrou em minha casa, que coisa mágica! Depois o fax, um documento colocado num aparelho aqui, em segundos pode ser recebido do outro lado do mundo: Inacreditável! O primeiro computador, dezenas deles cabem hoje dentro de um pequeno pendrive. Meu primeiro contato o celular, impraticável para alguém da classe média baixa. Hoje a internet: o que dizer? É possível viver hoje sem esses recursos? Esses avanços trouxeram a globalização e o mundo ficou pequeno demais. Com a televisão e o computador ligados, o quarto da sua casa vira o quintal do mundo. Em tempo real é possível saber de tudo o que acontece no planeta. Um conhecido pastor soube do tsunami em tempo real porque estava teclando com alguém que, de repente, percebeu a tragédia varrendo sua região.
Todos esses avanços são bons, mas junto com todas as conquistas está também aumentando a violência, a imoralidade, a perda dos valores, as más influências etc. A televisão que informa também deforma, a rede que aproxima também vicia, distancia e mata. O que fazer? Eu tenho um sonho, o de ver tudo isso canalizado para o bem e estou certo de que só será realizado se a sociedade acordar para a necessidade de Deus. Deus criou homem e estabeleceu os princípios e valores que devem reger a humanidade. Leia a Bíblia!
Marcos José.Comente aqui ou no dihitt.

As apostas em casas lotéricas fazem milhões de pessoas abandonarem seus afazeres e se colocarem em fileiras na tentativa de alcançar a tão sonhada independência financeira. As novas igrejas estão se especializando em promover o sucesso financeiro dos fiéis e para isso adotam estratégias cada vez mais ousadas e modernas com o objetivo de fazer promissor aquele ser humano que se encontra estagnado financeiramente. É comum a gente ouvir frases ditas com tanta convicção que fica até difícil de não acreditar: “Deus vai abrir as portas para você e a sua vida financeira prosperará”.
De um lado, cobrando um percentual tentador, o governo se coloca à disposição do povo brasileiro, regulamentando e administrando essa brincadeira financeira. Do outro, também em busca de um percentual invejável, a “nova igreja” consegue convencer seus fiéis de que o insucesso financeiro está atrelado a algo transcendental e que somente o poder divino consegue desatrelar. Enquanto não conseguimos desvendar o mistério da infelicidade econômica ficamos a mercê desses dois e de mais tantos aproveitadores dessa deficiência.
O infortúnio financeiro da grande maioria do povo brasileiro passou a ser benéfico e tentador. Se prestarmos atenção vamos verificar que a desigualdade econômica e social é um termômetro que consegue denunciar com certa precisão o nível de injustiça que se comete nesse País. Sem esperar muito das instituições citadas anteriormente e assumindo uma postura diante dessa realidade podemos fazer mais para que nossos filhos não sejam protagonistas desse cenário nada otimista.
Uma nova pesquisa liderada por James P. Smith, principal autor do estudo e presidente das empresas de economia da Rand, uma organização de pesquisa sem fins lucrativos, revela que os problemas psicológicos da infância predizem o insucesso financeiro na idade adulta. De acordo com resultados publicados online pela revista Social Science & Medicine, pessoas que sofrem de doenças na infância, tais como a depressão e o abuso de substâncias, são menos propensas a se casar, atingem menor escolaridade e os seus rendimentos são reduzidos em cerca de 20 por cento. Foi constatado também que as pessoas com problemas psicológicos durante a infância tiveram em média U$ 10.400 a menos em sua renda anual, quando comparado com os irmãos que não tiveram problemas semelhantes.
Os pesquisadores, Smith e co-autor Gillian, da Washington University School of Medicine de Saint Louis, examinaram as informações de um grande estudo que acompanhou as famílias americanas por mais de 40 anos e encontrou evidências de que os problemas psicológicos significativos na infância têm impacto duradouro na vida financeira do indivíduo. “Nem todas as pessoas que têm problemas psicológicos durante a infância vai levar estes problemas até a idade adulta”, disse Smith. “Mas eles são de 10 a 20 vezes mais prováveis do que outro para ter esses problemas na vida adulta. Há claramente grandes custos econômicos durante a vida adulta causados por condições psicológicas na infância”.
A minha experiência clínica acompanhada de outros estudos abonam a afirmação dos investigadores onde diz que a principal causa da carência econômica durante a vida adulta parece ser decorrente da estrutura psicológica formada na infância. O que constatamos é que o adulto já formado pouco faz ou pode fazer para alterar a sua trajetória financeira, parece algo preestabelecido, é algo duradouro e isso comprova a força vinda da formação infantil. E justamente por isso a nossa preocupação com o cuidado na formação dos nossos filhos. Resumindo, temos o poder de predizer o futuro financeiro dos nossos filhos e não temos o hábito dessa consciência.
É muito comum pais afastarem os filhos do enfrentamento de situações que os estimulem e os proporcione o exercício da garra, da determinação e da persistência, fatores básicos nas conquistas em um mundo competitivo. Na tentativa de fazê-los comportar melhor e não perder o poder de disciplinador, muitos pais têm atitudes que desencorajam os filhos nas ações que exercitem o espírito de descobertas e o uso da criatividade. Sem falar naqueles que morrem de medo do fracasso dos filhos e assim aterrorizam suas cabeças objetivando a sua passividade.
Quando damos demais ou de menos aos nossos filhos estamos ao mesmo tempo ensinando a viver sua vida financeira. Para os que recebem demais a probabilidade é diminuir sua energia na busca de suas conquistas, para os que recebem de menos o provável é que possa se sentir um não merecedor. O meio termo parece até aqui, ser o mais sensato também nas lidas financeiras com nossos filhos. Poderíamos trazer outras condutas que interferem com o futuro deles, mas não é esse o propósito desse artigo.
Sabemos bem que a maioria das atitudes que temos para com nossos filhos tem em sua base a sua proteção e o desejo de que sejam felizes, mas infelizmente não somos tão abastados em consciência crítica para podermos analisar em maior profundidade o que estamos realmente fazendo com eles. Quanto mais eu penso que sei percebo que preciso saber mais, principalmente sobre o real efeito das nossas atitudes sobre os desígnios dos nossos filhos.
Renner Cândido Reis Se deseja comentar este artigo use o blog ou o dihitt.

Estar à frente de uma equipe, em qualquer área da atividade humana, significa, em geral, uma posição de prestígio adquirida pelo valor técnico e moral do líder. Liderar e ser liderado implica em uma relação de confiança que se torna mais fácil, quanto maior é o exercício da equidade, da bondade, da dedicação desinteressada – o que define a vitória sobre as resistências. Não basta uma fisionomia austera, uma voz imperiosa para ganhar uma batalha. Para liderar, acredito, são necessárias pelo menos duas características básicas: uma seria a qualidade de perscrutar os mais íntimos recônditos da própria alma, a fim de conhecer o homens e ter-lhes amor fraterno; outra seria o pertencimento a uma aristocracia espiritual que tem por lema o servir. Servir de forma perseverante e corajosa, com convicção, entusiasmo, caráter e, mais importante, desinteressadamente. O líder, normalmente, tem no servir sua principal disciplina.
Nem tudo, entretanto, são flores no comportamento entre líderes e liderados. Não raro as autoridades enfrentam resistências internas na própria equipe que não conseguem ser superadas por simples ordens. Há que prevalecer o interesse geral da sociedade e um intenso trabalho para que todos da equipe se familiarizem com o projeto para servir uma causa que supera a nós mesmos e merece, portanto, a nossa adesão. Ser líder é muito mais que ser chefe ou exercer o poder pela força financeira ou política. Isto é obediência também: não favorecer os nossos caprichos individuais, como líder ou como liderado.
Enfrentar as resistências é uma tarefa difícil, na qual a bondade, a generosidade, não pode ser utilizada como desculpa para desorganizar um grupo. Cabe ao líder a rudeza para manter a disciplina se necessária, mas principalmente, procurar ressonância no mais profundo daqueles que conduz. Ao liderado cabe perceber que prevalece a coletividade e não o conflito egoísta. O prestígio vem da coragem do indivíduo em apagar-se, tornando-se de forma intensa e visível uma pessoa pública que se eleva pelo próprio serviço. Neste sentido, liderar ou ser liderado, é a mesma coisa, pois ambos dão o mesmo timbre à voz da consciência moral em busca do bem comum.
Delira aquele que pensa que a autoridade pode ser questionada por vozes isoladas. Os problemas da humanidade não são equacionados por simples atendimentos de balcão; são os grandes princípios que fundamentam a nossa sociedade. Assim, de nada adianta ambicionar mais riqueza, mais poder, mais conquistas, mais domínio, sem que a natureza lhe cobre da forma mais inusitada o desequilíbrio gerado pelo egoísmo. Os líderes sabem disso e são moderados em seus desejos, evitando a transformação do homem num estúpido sorvedouro de grandezas materiais. A vida social implica relações de autoridade e de sujeição. E as mesmas regras sociais podem ser trazidas para dentro de uma repartição ou empresa, mesmo que a distância entre o ideal proposto e a sua realização seja complicada. Afinal, os seres humanos são tão desconcertantes e os acontecimentos tão desorientadores. Com o homem não há receitinha de atitude, daí a necessidade ampliar o autoconhecimento e cultivar em si mesmo o sentido da realidade.
Conhecer o sentido da realidade nada mais é que observá-la objetivamente e reconhecer o que ela contém no campo das possibilidades, não confiar nas fórmulas prontas. As soluções pré-fabricadas são típicas daqueles que não se aventuram ou porque não sabem ou porque não conhecem o famoso “precedente” administrativo – pai da rotina que paralisa as energias criativas. Trabalhar com cultura tem a grande vantagem de permitir que façamos essas viagens internas e nos capacite a uma convivência mais saudável, porque despertos em nossa consciência, tendemos a ser verdadeiros e é muito mais fácil lidar com a verdade que com as sutilezas e máscaras da mentira. A agitação do dia a dia nos leva a esquecer a necessidade que temos de voltar continuamente às nossas origens. Arrancamos com entusiasmo, mas não raro, vamos perdendo-nos no automatismo. Para nos perdermos basta fechar os olhos para a totalidade e fixarmos nos detalhes.
Kleber Adorno.Comente aqui ou no dihitt.

Médicos e cientistas, liderados pelo neurologista Sudhir Shah, estudaram Prahlad Jani, de 82 anos de idade, um líder religioso da tradição Jainista. Prahlad passou dez dias em observação constante (sem comer e sem beber qualquer líquido) no Sterling Hospital, na cidade de Ahmedabad, na Índia. O velho guru afirma ter “vivido” sem comida e sem água ao longo das últimas 7 décadas, e que sobrevive graças à meditação e ao poder da sua mente.(!) Os médicos dizem não poder confirmar as alegações de Jani, mas a observação do seu feito no Sterling Hospital pode ajudar no aprendizado sobre o funcionamento do corpo humano.
Apesar dessa situação inusitada não ser totalmente inédita na Índia, o líder Jainista tornou-se um dos mais célebres dos últimos tempos, por estar sendo estudado mais frequentemente pelos pesquisadores. Nos exames feitos há 7 anos, entre análises da urina, sangue, ecocardiogramas e eletroencefalograma, verificou-se que o desenvolvimento do cérebro do líder Jainista corresponde ao de um jovem de 25 anos.
Dizem que um inediano ou respiratoriano não consome nenhuma comida ou líquido, ele/ela precisa somente de energia e do ar para nutrir seu corpo. Mas há acusação séria aos divulgadores da inédia e do respiratorianismo, porquanto têm levado pessoas crédulas a praticar uma dieta que pode ter consequências gravíssimas.
Particularmente, confessamos que desconhecemos qualquer texto sério na área acadêmica que diz que podemos viver sem nos alimentar de comida física. No hinduísmo, há os históricos jejuns temporários que Mahatma Gandhi praticou por motivos sociais, religiosos e políticos.
Em que pese ao André Luiz informar que desde que há vida na Terra, o homem se alimenta muito mais pela respiração do que pelo que chama “alimento de volume”, ou seja, aquele constituído de matéria mais densa, que é complementar, o benfeitor deixa muito claro que a necessidade de alimentação pelo homem é uma das circunstâncias que resultam de um automatismo biológico, pois o organismo corpóreo não prescinde da constante troca de substâncias, que se transformam em energia e que são necessárias ao curso do processo de crescimento e de reparação do desgaste natural a que se submete.
Ao desencarnar, o espírito não mais necessita dessa forma “sólida” de alimento, podendo se manter apenas pela respiração celular do seu corpo somático (perispírito). No entanto, quando o espírito, após a desencarnação, não consegue se desligar, mentalmente, das sensações vivenciadas no corpo físico, o seu psiquismo permanece preso ao mundo material, preservando a lembrança do automatismo biológico a que se acostumou. Não conseguindo reajustar-se de imediato à nova forma de vida, permanece preso às circunstâncias da vida terrena, donde a sensação de necessidade de alimentação para repor energia permanece. Para suprir essa necessidade, muitas vezes busca partilhar, psiquicamente, com encarnados que lhe são afins, as energias vitais destes. Muitas vezes esta situação leva à instalação de um processo obsessivo.
A alimentação oferecida aos desencarnados em desequilíbrio, que ainda se encontram fortemente presos às necessidades terrenas, é de natureza fluídica, constituída de fluidos do mundo espiritual, porém assemelhando-se à utilizada na Terra, para que possa atender às suas necessidades. À medida que se eleva, o espírito passa a sentir menos necessidade desse tipo de alimento, que vai sendo fornecido em menor quantidade e constituindo-se de fluidos mais leves.
Podemos afirmar, portanto, que não há nenhuma evidência formal de que haja a possibilidade de alguém constituído de carne e osso sobreviver sem alimentação por tempo indeterminado.
Jorge Hessen.O acha disso? comente aqui ou no dihitt.

Nada poderá ser o fim, pois a existência, em todas as situações, é sempre o grande recomeço. Portanto, nada está perdido, mesmo que, momentaneamente, diante de perdas, sintamos a proximidade com o caos ou caminhemos em meio as ruínas dos nossos investimentos afetivos. Aprendemos, com o passar dos dias, o quanto podemos ser melhores, menos convictos da necessidade do outro como complemento para o que desejo ser, e certos na estruturação de uma pessoa que saiba se completar, aquecendo a si mesma, mesmo diante dos invernos existenciais.
Somos, felizmente, indefiníveis, por esse motivo, contrariamos as doutrinas, a ciência e as convicções empíricas e sempre nos surpreendemos quando nos vemos sorrindo novamente, distantes do tormento que, por dependência emocional, chamávamos de “amor” e pensávamos ser um grande jardim florido, embora descubramos que, nada mais era, senão, a própria sepultura decorada que preparávamos para nossas próprias vidas.
Uma das frases de Saramago que muito me fez pensar foi a que ele dizia: “Se tens um coração de ferro, bom proveito; o meu fizeram-no de carne, e sangra todo dia.” O coração, como arquétipo da morada dos sentimentos, deve não prender-se a nada, pois, o dia que o mesmo torna-se um cárcere, os únicos aprisionados seremos nós mesmos por detrás dos ferrolhos de nossas obsessões, presos e limitados, não somente ao nosso corpo, mas, desprovidos da capacidade em, livremente, desfrutarmos dessa grande aventura que é viver.
Aprendi viver porque um dia a morte me foi mais próxima que agora é, e sua sombra limitava o horizonte que hoje consigo enxergar. Permita que seu coração sangre, pois, somente dessa forma, você poderá renovar-se, conseguindo assim, um novo significado e um novo sentido, deixando de ser apenas um espectador que assiste aos seus próprios horrores, mas, tornando-se o autor de sua história e o juiz de suas próprias sentenças.
Depois que nos permitimos adentrar no universo dos sentimentos, movidos não pelo controle, mas, pelo desejo em tornarmo-nos o grande motivo de nós mesmos, assumimos o compromisso, não com valores, nem tampouco, com os padrões impostos como modelos de vida. Percebemos que o melhor lugar para eles são as vitrines e não as nossas vidas. Então, compreendemos que o elemento vital de qualidade de vida do que chamamos de amor, a liberdade, é o maior valor, porque “o amor não floresce aprisionado.” (Osho)
Quantas pessoas estão acometidas por doenças que a “Dra. Ciência” não consegue explicar? Quantas são as dores físicas, os cânceres e demais transtornos psicossomáticos que surgem diante da avassaladora dependência emocional? O adoecer coletivo está aí explícito diante dos olhos dos que muitas vezes já não conseguem enxergar, então, requerem a visão do outro, tornando suas vidas limitadas ao que sentem que alguém pode oferecer, mesmo que isso não seja nada.
É necessário compreender que se pode ver muito mais além, que pode-se ser tão amigo de seus momentos de solidão que, qualquer pessoa, nesse instante, poderia atrapalhar o prazer que você tem em andar consigo mesmo. É preciso descobrir que se pode ser o que você necessariamente deseja, sem ter a necessidade de destituir-se de sua personalidade para agradar a quem quer que seja, afinal, o “segredo do sucesso eu não sei, mas o do fracasso, é agradar todas as pessoas” e, tal tentativa é o primeiro passo para o adoecer-se, tendo então, diante da sua autorrenúncia, que matar-se e, dessa forma, inconscientemente, a psique se articula para fazer cumprir em seu corpo o que você destina a sua existência.
Marcus Antonio Britto de Fleury Junior.O que achou do texto? Comente aqui ou no dihitt.
Se fala muito em crak, a pouco se dizia muito em maconha, cocaína, heroína, LSD, merla e tantas outras variedades de drogas. Inclusive, é até ruim dizer e eu não gostaria de comunicar que há comentários, que está vindo aí algo novo que tem uma duração maior no organismo, porém judia muito mais do que qualquer outra droga, não quero acreditar nisso, contudo o mundo do tráfico é tão rico, poderoso e maquiavélico, que tem a força de organizar e criar maneiras de envolver os seus usuários, sendo a grande maioria de indefesos, entre eles adolescentes e até crianças. Sabemos que tudo isso é muito triste e, em certos casos, não tem como avaliar o prejuízo causado às pessoas, e quando falo em prejuízo digo em todos os sentidos: moral, financeiro, familiar, físico, e outros. Às vezes chego a pensar como tem gente, que diz ser humano, que ainda tem a coragem de fazer tamanho estrago para as pessoas. Quantas mães, filhos e esposa(o), enfim famílias inteiras sofrem com esta realidade. E o pior é que não conseguimos ver uma luz no fim do túnel, muito pelo contrário, vemos a situação proliferar cada vez mais e de uma forma mais envolvente, na nossa frente, perto de nossos filhos, que também são alvos dessa crueldade. Restando aos pais de família ficarem cada vez mais vigilantes, pedindo a Deus que proteja sua prole. E ainda contamos com o descaso do poder público. A drogatição leva o dependente ao desespero, quando o mesmo não consegue o produto para usar, ele é capaz de tudo para satisfazer o seu “desejo”, usando os meios mais variados e perigosos, colocando em risco pessoas inocentes, e em muitos casos usam qualquer outro tipo substância, tais como creme dental, chá de beladona, chá de cogumelo e até leite extraído de sapo, acreditem.
Tudo isso já é terrível, entretanto gostaria de chamar atenção para uma droga que é a pior de todas, alguns dizem que é droga lícita, eu particularmente não gosto da palavra lícita, porque se confunde com a palavra liberdade, pode fazer o uso e abuso que é normal. Ela se encontra em todo lugar e pode ser adquirida e consumida por quem quiser, sem discriminação, toda criança, ilegalmente consegue comprar, seu custo é baixo e sua destruição é grande. Estou falando da bebida alcoólica, ou seja todo líquido que contém álcool, ela é a porta aberta para outras drogas. Ela sozinha já fez e continua fazendo mais vítimas que todas as outras drogas juntas.
Basta observar os noticiários, quantos acidentes de trânsito, o bafômetro acusa, está embriagado. Qual a penalidade? Basta pagar multa e depois estará em liberdade, pronto para continuar dirigindo colocando em risco a população. E aquele cidadão que diz que bebe “controlado”, de repente vacilou bebeu demais, saiu do “socialmente” chegou em casa, bateu na esposa, espancou os filhos, quebrou os poucos móveis da casa e foi dormir na cadeia. E nas páginas do jornal continuam as tragédias, em um hospital rapaz chega baleado, por amigo que estava bêbado, e lá encontrou um homem que estava muito mal por causa de uma cirrose, fruto de muitos anos de bebedeira. Estas pessoas estão ocupando leitos de pacientes que não provocaram suas doenças. E por aí vão as notícias cada vez piores, sem contar os casos que presenciamos no dia a dia.
Quantos pais e mães despreparados, irresponsavelmente facilitam para que seus filhos, em muitos casos ainda crianças ou adolescentes, se tornem dependentes do álcool, e quando eles estão adultos, começam a reclamar das consequências que o vício traz, gostaria de lembrar a espuma da cerveja que é colocada na chupeta e dada à criança, podendo estar nascendo aí um drogado. E não estou exagerando.
A organização mundial de saúde decretou o alcoolismo como doença incurável e progressiva, assim sendo o alcoólatra é um doente e precisa de tratamento, não despreze seu parente ou amigo, ajude-o. Caso tenha dúvidas, procure um grupo de autoajuda, que poderá dar força a vocês.
Conforme a Lei Federal nº 8.069/90, quem vender ou fornecer bebida alcoólica para criança ou adolescente, pode ser detido de seis meses a dois anos, e multa se o fato não constitui crime mais grave, porém não conheço nenhum caso em que alguém foi punido, por isso, informe-se, propague, conscientize, colabore, denuncie.
Obs: Aquele que diz beber “socialmente“ é mais perigoso do que aquele que vive caído na calçada, pois é ele que dirige alcoolizado, tem acesso à vida social. Enquanto o outro, não ofende ninguém, é um coitado, vítima de uma sociedade que discrimina seu próprio fruto.
Carlos Caetano.Comente aqui ou no dihitt.

Ainda não desvendei os segredos que levam uma mulher ao altar. Preceitos ou preconceitos morais não mais determinam o futuro de uma bela mulher no esplendor da florescência abdicar ao promissor amanhã em troca das angústias noturnas e incertezas que é a vida a dois. Casar-se por carência afetiva também não é imperativo uma vez que a dinâmica do mundo moderno estimula variáveis encontros com incontáveis mundos comuns e/ou universos adversos que se complementam como numa galáxia formada de planetas, sons e cores distintas irradiando perfume e movimento. A consciência qual somos o único animal, a saber, por antecipação da inexorabilidade da morte não nos garante a confiança na consumação de nossas necessidades. Paradoxalmente essa verdade nos causa ansiedade por atitudes e desejos que nem sempre podemos realizá-las e na busca da plenitude o ser homem encontra no domínio sobre o ser mulher a distinção de sua individualidade ao mesmo tempo em que percebe ser ela para si aquilo também desejado pelo outro, por isso entendo que o casamento é relevante para o homem que carrega na sua carga genética a ausência de si mesmo procurando no infinito um porto seguro no cais das experimentações temporais de uma vida errante num mar de desilusões.
Está devidamente comprovado que o cerne do relacionamento saudável é o sexo forte (doravante leia-se a mulher). O homem apropriando dos dogmas culturais estabelece procedimentos formais quanto à utópica ilusão de ser proprietário do corpo, senhor da alma e soberano da vida de uma mulher. Com tais propósitos este financia as pompas e circunstancias desse fenômeno incompreensível que é o casamento. Uma mulher sensata nunca deve se esquecer que o “homus civitas modernus” transporta das cavernas há muitos milênios pesada carga antropológica abrigando em seu sistema neurológico a memória celular dos grilhões primitivos. Tal determinismo cultural impede o animal homem (masculino) de revolucionar seu gênero, no máximo e com excessivo esforço conseguimos evoluir gradual e lentamente. No esforço por construir modelos de vanguarda dos nossos tempos à mídia tipicamente masculina cria mecanismos comportamentais induzindo-nos a promiscuidade relacional causando ruínas e desarranjos familiares. Estamos condenados a repetir situações que remetem à fraqueza da existencial condição humana, mas no íntimo sabemos que está na mulher e sempre será da mulher o controle do nosso porvir e nosso devir. A mulher moderna deve apropriar-se de algumas estratégias conceituais colocando o “pseudo-tutor” sob seu pleno comando, sem jamais explicitar as cotidianas manobras planejadas para administrar aquele que ela escolheu para ser seu consorte.
Recorrendo ao seu superior aparato de inteligência, elegância e astúcia a mulher moderna abre espaços aonde reina a força bruta, o imponderável sem precisar em nenhuma circunstância perder tempo nem desgastar sua beleza. Desesperadamente, neste século XXI, o homem não-convencional corre atrás da mulher proativa que rompeu os cueiros da submissão,como estratagema individual de superar nossas fronteiras guturais.
A mulher moderna precisa fingir mais e exigir menos. O inverso dessa fórmula gera sofrimento contínuo ou solidão perene. Em nosso fragmentado mundo pós-moderno no afã de garantir à territorialidade do espaço da vida do varão a mulher não-moderna assume uma postura para sua auto-afirmação eminentemente agressiva inclinando a dominar aquele que da imagem desejada torna-se artefato da posse. A mulher moderna compreende e consente que determinadas regras façam parte do viril imaginário do bicho homem, sendo este um código constituído exclusivamente de símbolos que torna-o Para-Si um sujeito importante na relação conjugal, quando isso se faz muitos contratempos desnecessários são definitivamente evitados, afinal a nostalgia da recordação afetiva primitiva e da dor ainda próxima é palmo a palmo substituída pela ambição de tentar nas condições dos nossos tempos a busca da felicidade. A mulher moderna ajuizada escolhe na multidão um companheiro baseado na equação 2S + 2M =Estabilidade. Sendo o S de sexo com qualidade enquanto alimento da relação; o S de social é a garantia das boas e valiosas relações de network bem como a presença dos bons amigos e afáveis familiares. O M de moral é tributo aos valores éticos e intelectivos enquanto o M de monetário a certeza da independência quanto às elevadas despesas da vida a dois. Nada melhor que o uso da razão para domina o coração do bem amado. Homem é fácil de ser seduzido, antes, porém a mulher precisa responder para si o grande dilema da relação; esse homem vale a pena? Se a balança pender favorável faça-o acreditar que a autoridade está em suas mãos, mas fique muito atenta afinal se ele perceber sua tática você estará perdida. Enganam-se aquelas que acreditam que a virilidade do homem está centralizada na sua genitália. Esse detalhe é somente um acessório da diversão conjugal. A convicção do poder masculino está nele acreditar que é capaz de prover a casa e promover o casal. Sendo sua remuneração superior à dele abra conta conjunta e automaticamente deposite seus vencimentos, contudo certifique-se se o caráter dele permite a você depositar nele a sua confiança. Pior que a frustração pelo paquiderme bípede doméstico é o rombo inexplicável do saldo bancário. Para tanto observe como ele trata das próprias finanças ou da vida econômica da mãe. Ser previdente é, antes de tudo, ter os pés no chão, por isso teste “sua cara metade” no circuito Wall Mart-Carrefour-Tend Tudo-Flamboyant.
Se este apresentar sintomas de elevado desejo material sem possuir uma carteira assinada há mais de cinco anos consecutivos na mesma empresa ou não sendo um bem sucedido profissional liberal desconfie das suas reais condições e intenções. Homem ordinário tem ambição por intangíveis artefatos cobiçados pela massa. O homem extraordinário primeiro reduz despesas providenciando uma razoável economia maximizando “time is money” agregando capital ao seu patrimônio conseguindo transformar suas metas em posse num curto período de poupança. Por fim continuarei investigando os caminhos do coração de uma mulher que escandalosamente deseja casar.
Prof. Nilton César Guimarães Rezende.O que achou? Comente aqui ou no dihitt.