quinta-feira, 8 de janeiro de 2015

Caso raro na medicina, homem com 2 pênis lança biografia

Um americano que alega ter dois pênis como consequência de uma anomalia congênita diz que cresceu ouvindo de seus pais que era uma pessoa "única e especial".
Em entrevista ao programa Newsbeat, da BBC, o homem, que se auto-entitula DDD, diz que já manteve relações sexuais com cerca de mil pessoas, mas se recusa a revelar sua identidade por temer o assédio que sua condição pode provocar.
DDD se tornou uma espécie de subcelebridade na internet após o lançamento recente de sua autobiografia.
O Newsbeat teve acesso a fotos das partes íntimas de DDD, e os produtores do programa disseram que as imagens são bastante convincentes.
A condição que afetaria o americano é a difalia, uma anomalia congênita identificada pela primeira vez em 1069. Ela é rara, afetando apenas um em cada 5,5 milhões de americanos, por exemplo.
Fonte de embaraço
Normalmente, a difalia é marcada por deformações, mas DDD afirma que seus dois membros funcionam normalmente.
"Posso urinar e ejacular com ambos ao mesmo tempo", explicou o americano.
DDD diz ter pensado em carreira na indústria pornográfica, mas disse ter ficado com medo da superexposição
Na infância e na adolescência a condição foi uma fonte de embaraço para o americano, que foi orientado pelos pais a jamais de despir em frente a colegas ou participar de brincadeiras de médico. Quando colegas de escola descobriram a "duplicidade", DDD disse ter sofrido bullying.
"Eu não queria que os outros meninos tivessem ciúmes ou se sentissem mal por não terem dois pênis. Jamais pensei que eles fossem me odiar por me achar estranho", disse o americano.
"Quando comecei a namorar, não tirei a roupa até que a menina que estava vendo dissesse que queria (fazer sexo). Nunca pensei que ela poderia simplesmente ter ficado assustada (com a minha condição)."
Amputação cogitada
DDD diz que aos 16 anos cogitou amputar um dos membros quando as pessoas começaram a perceber sua condição.
"As meninas começaram a olhar para minha cintura muito mais", lembra o americano.
Em todos os lugares as pessoas saberiam quem sou. Elas teriam expectativas.DDD, sobre o anonimato
"Eu gostaria que meus pais tivessem me falado que as pessoas fariam troça do que não entendem. Eu sempre tive dois pênis e, quando olho para baixo, para mim tudo parece normal."
Quando questionado sobre a razão de falar abertamente de sua condição mas não se identificar, DDD disse que a atenção não seria benvinda.
"Em todos os lugares as pessoas saberiam quem sou. Elas teriam expectativas."
DDD admite ser bissexual e ter participado de relacionamentos poligâmicos. Seu mais longo namoro foi com um casal.
Mas a condição trouxe inconveniências, como a compra de roupas de baixo. O americano diz que não pode usar cuecas, por exemplo.
DDD também pensou em tentar a sorte na indústria pornográfica, mas a ideia foi abandonada porque o americano temeu ser visto como uma aberração.
"Minha dignidade não tem preço", afirmou.

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quarta-feira, 7 de janeiro de 2015

2015 Chegou! Hora de Reclamar Menos e Agir Mais

Agora que chegamos ao ano de 2015, fica mais fácil olhar para trás e ver o que aconteceu durante o ano passado, além claro de fazer algumas projeções para 2015. Conversando com algumas pessoas próximas, percebi que a maioria acredita que o ano novo será de muitos desafios. Há uma corrente pessimista quanto ao futuro do país e um número razoável de brasileiros parece crer que muitas turbulências surgirão pelo caminho. O que você pensa sobre o ano que terminou e este que temos pela frente?O ano de 2014 começou com otimismo: boa parte das pessoas acreditavam em um “grande ano”. 

Mesmo as vozes que bradavam contra o Mundial de Futebol não tiveram eco no momento em os jogos começaram, e mesmo os mais críticos ficaram surpresos com o resultado final, muito melhor do que o esperado. Cabe destacar como essenciais características tipicamente brasileiras, como o jogo de cintura e a alegria do povo.

 “Não vai ter Copa!”? Aposta equivocada: Depois do Mundial, o assunto “eleições” tomou a agenda de todos e, como esperado, a polarização entre PT e PSDB ganhou ares dramáticos, culminando no resultado mais apertado da nossa recente história democrática.A oportunidade de escolher entre dois projetos de governo diferentes (já não sei se tão diferentes assim, confesso!) é por si só um fato digno de comemoração.

 Infelizmente, após as urnas serem abertas alguns preferiram desqualificar esse direito e atacar aqueles que pensam de forma diferente.Os resultados apontaram o vencedor e cabe à oposição aprender a trabalhar como oposição. Ah, e as pessoas que não compactuam com as posições do governo atual devem seguir protestando, mas sempre respeitando o que é a vontade da maioria.

Momento de arregaçar as mangas e trabalhar: Por mais que as escolhas econômicas que fizemos no passado recente nos tenham jogado nessa cilada de pouco crescimento, juros e inflação em alta, o que mais me preocupa são os escândalos que brotam a cada semana. A impressão que tenho é que vivemos em um país em que existem realidades paralelas: uma delas é composta por pessoas e empresas sérias, fundamentais para o país; a outra está cheia de gente inescrupulosa e que faz de tudo para levar vantagem (corruptos e corruptores), apostando na impunidade.

Para tentar fugir um pouco desse clima pesado e aproveitar o que existe de melhor na passagem de ano, a esperança, convido você, leitor, a fazer um exercício indispensável para o próximo ano: arregaçar as mangas e trabalhar muito pelos seus sonhos!Nunca na história desse país sair da zona de conforto se tornou algo tão importante! Será assim nas finanças pessoais, deixando para trás alguns luxos que se tornam desnecessários no atual cenário; será assim na busca por melhores oportunidades de investimento, olhando um cenário que hoje favorece a renda fixa, mas sem perder de vista as chances que podem pintar na renda variável com a perda de valor (momentânea) de ações de boas empresas.

A questão crucial é que existe rentabilidade muito melhor que a da caderneta de poupança e você está sendo constantemente lembrado disso por aqui. Aproveite que o ano de 2015 começou e comece a agir.Nas realizações profissionais, será um ano de muita dedicação e de manutenção da empregabilidade. É claro que o sonho de conquistar um trabalho melhor nunca deve sumir, mas o fundamental é mostrar produtividade, foco e desempenho para manter sua fonte de renda. O ano de 2015 chegou! É hora de reclamar menos e agir mais para mostrar que você é um profissional de valor e diferenciado.

O planejamento ganha destaque em 2015: Para conquistar tudo o que deseja e seguir em frente em 2015, o mais importante será planejar cada passo com mais atenção e de olho nas finanças. Olhe seus gastos com cuidado, escolha os melhores parceiros (bancos, lojas etc.), invista em projetos que te tornem competitivo e não tenha medo de trabalhar e aprender mais a cada dia.

Comece separando alguns momentos da semana para desenhar quais são de fatos seus objetivos e definir quais são as ações necessárias para alcança-los.Mesmo com toda a dificuldade pintada por tantos especialistas, o ano de 2015 pode ser um ano melhor. Este resultado vai depender do quanto você está disposto a torná-lo mais ou menos difícil. A situação está posta, cabe a você arregaçar as mangas e fazer de 2015 seu feliz ano novo! 2015 chegou, mãos à obra!



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terça-feira, 6 de janeiro de 2015

Vivemos uma crise de valores?

Não poucos garantem que o Brasil vive terrível crise de valores. Vivemos? É tão grave assim? Nem a vida, como valor supremo, restou de prontidão! O que dizer, então, de honestidade, disciplina, respeito ao próximo, ética? Para onde olhamos encontramos circunstâncias e fatos negativos que não mais mexem com a indignação. Parece estar nisso o surpreendente, ou seja, tudo parece fazer parte da normalidade, por mais mórbida e inaceitável que ela seja.

Entre os anos de 2002 e 2014 640 mil brasileiros foram assassinados. Simples assim. A maioria perdeu a vida por banalidades. Por nada matamos, em média, mais de 53 mil por ano, quantia que a guerra na Síria, iniciada em 2011, somente supera em 2014, tido como o ano mais sangrento do conflito. A ONU considera epidemia quando o país registra 10 assassinatos por cem mil habitantes e nós aqui, em alguns estados do nordeste chegamos a 29 por cem mil. Pois é, justo quando mais gente sai da pobreza, mais aumenta o numero de assassinatos entre nós...


No mesmo período 490 mil brasileiros deixaram suas vidas em nossas estradas e em nossas ruas. Quanto custa isso em lágrimas e em dinheiro?

Os índices de violência contra a mulher e contra as crianças (52% delas entre 9 e 13 anos) tem mostrados crescentes números macabros difíceis de serem entendidos.

No campo da corrupção o escândalo na Petrobrás é a parte visível e badalada do salve-se quem puder que tomou conta do cotidiano. Estudos como o da PUC do Rio de Janeiro dizem que o Brasil despeja 50 bilhões de dólares por ano pelo ralo da corrupção.

Entre nós tudo vai ficando superlativo: os assaltos a banco já são contados por dia e os roubos de veículos são contados por minutos; em 2013 a Polícia Rodoviária Federal prendeu 34 mil brasileiro em nossas rodovias por crimes diversos.

As coisas que ocorrem no cotidiano vão se tornando cada vez mais esquisitas e nos anestesiando. É a impressão. O novo governador de Brasília, Rodrigo Rollemberg, por exemplo, teve que demitir o novo diretor do Detran do Distrito Federal antes que ele tomasse posse, porque ele estava todo enrolado com o próprio Detran.

Entidade da área empresarial diz que os furtos e fraudes causam prejuízos acima de dois bilhões ao varejo brasileiro. Em São Paulo o Ministro da Justiça, vamos repetir, o Ministro da Justiça José Eduardo Cardozo estacionou seu flamante veiculo em local proibido. E aí, caburé, como fica? Cara pálida, a quem reclamar? O homem é poderoso e estaciona no lugar quiser! Nessa linha, ali no nosso Boqueirão, um cidadão estacionou seu flamante veículo em cima do carteiro central. Claro, tudo fica por isso mesmo.

Juiz de Direito – o estágio que chegamos! – dar carteiraço virou moda. Pego dirigindo irregularmente ou chegando atrasado no aeroporto suas excelências se sentem no direito de perguntar: “você sabe com quem está falando”. Nada, mas nada mais típico de uma republiqueta de banana do que essa expressão.

Dia desses um cidadão passo-fundense, com cara de pau tipo exportação, furou a fila alegando que estava com pressa. Sim, ele estava apressado e se sentiu no direito de desrespeitar seus semelhantes ao invés de levantar cedo. Ali no mercado a senhora elegante dirige contramão para ocupar, indevidamente, vaga no estacionamento. Ela estava com pressa. Outro estacionou na vaga destinada a deficiente físico porque ela estava vazia. Sacaram o raciocínio? Esses fatos não são exceções, fazem parte da rotina.

Novembro de 2014 registrou 175.529 tentativas de fraude conhecida como roubo de identidade, em que dados pessoais são usados por criminosos para firmar negócios sob falsidade ideológica ou mesmo obter crédito com a intenção de não honrar os pagamentos, de acordo com o Indicador Serasa Experian de Tentativas de Fraude – Consumidor. 


Quando a isso alinhamos as fraudes no leite, do gelo no peixe, da água na carne bovina e etc. e etc. podemos concluir que realmente estamos passando por uma crise de valores. Ou não?

Ivaldino Tasca.


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Heróis dos pés de barro

Uma das coisas que me impressionam é o conceito de herói que seguimentos sociais da classe dominante impõem sobre a opinião pública, que acabam por se consolidar como senso comum e como verdade aceita por todos.

No dia 28 de dezembro de 2014 eu passava por um televisor ligado na TV Globo no programa matinal Esporte Espetacular. Chamou-me a atenção a emoção com que a produção e apresentadores tentavam recordar de pessoas do mundo do esporte que eles chamavam de heróis. Umas já mortas e outras como que mortas vivas, nas quais o programa insuflava vida e admiração.

Uma delas era Ayrton Senna. Para emocionar apresentaram senas do acidente que o vitimou; de derrotas que vivenciou em sua carreira automobilística e que superou graças a sua alegada genialidade e vitórias obtidas em disputas difíceis e complicadas.

Não é só porque não gosto de corrida automobilística, que não tem nada de povo nem de interesse nacional, mas não consigo ver nada de heroico em Ayrton Senna.

Claro, vejo na história daquele fantástico piloto grandes esforços pessoais e inteligência para vencer disputas, atuando em poderosas empresas que investem bilhões de dólares em bolsas e no sistema financeiro, mas heroísmo nunca vi e não concordo que sua biografia seja vista como tal.

O que Ayrton fez por seu povo? Que fez pelo Brasil? Quais suas contribuições em favor do desenvolvimento nacional? Quais suas obras sociais?

Não desconheço que sua família usa seu prestígio e seu nome para gestar uma ONG assistencialista, mas que não tem nenhum peso no Brasil em favor de nosso povo.

Que herói foi ou é Ayrton Senna? Penso que a burguesia nacional assim o considera porque o esportista de carros de corrida vendia produtos e servia de alavanca de audiência da TV Globo, correndo por várias pistas luxuosas do mundo, por onde se derramava muito dinheiro provindo do mundo subdesenvolvido e proletário.

Depois, no mesmo programa global, falou-se no “fenômeno” Ronaldo. Outro. Que contribuições o Ronaldo deu ou dá ao Brasil, de quem chegou até sentir vergonha num momento em que nosso País foi mais atacado e ameaçado de golpes durante a Copa em 2014?

Como pode chamar-se de herói a alguém que saiu das favelas e virou as costas para os pobres e para o povo, plenamente satisfeito e embasbacado com o mundo acomodado e conservador da burguesia nacional?

O Programa Espetacular ainda elencou outro “herói”. Apresentou Neymar, o jogador do Barcelona. Somente do Barcelona, porque no Brasil o tal não joga nada. Que herói é esse guri? Qual é sua consciência social? Qual é seu compromisso com o povo brasileiro? Qual foi sua postura durante a campanha eleitoral à presidência do Brasil? Não poderia ser pior, como a do seu ídolo Ronaldo.

Quando o Neymar abre a boca nas entrevistas de TVs é uma tristeza. Suas palavras são balões vazios saídos de uma cabeça oca, sem nenhum conteúdo sério e digno de respeito. Suas risadas desconexas e gestos são demonstrativos de enorme futilidade mental desse personagem.

Que heróis são Senna, Ronaldo e Neymar Jr? São tão heróis quantos os guerreiros de Pedro Bial, personagens de seu programa pornográfico e lixo televisivo BBB, que só interessa aos que têm os meios de comunicação como entorpecimento e traição social.

São heróis de pés de barro. São “heróis” cujos pés pisam no ar, fora e desconectados da terra pisada e trabalhada pelo povo que eles não representam. Flutuam sobre o povo que ajudam a explorar, enrolar e enganar.

A noção de heróis é experiência profundamente humana que vem desde muito cedo desde a antiguidade. Define-se como ações que superam quase todas as possibilidades de limites do ser humano. Geralmente são heróis ou heroínas as pessoas que se dedicaram a fazer o bem muito mais ao outro, ao próximo, à coletividade, em grande escala, ao ponto de sacrificar interesses pessoais e a própria vida como pessoa física.

Heróis mesmo são Zumbi, Tiradentes, Anita Garibaldi, Carlos Marighela, Luiz Carlos Prestes e tantos que se entregaram ao povo, sem concessões aos traidores.

Como líder do Quilombola dos Palmares, Zumbi, em defesa de negros, indígenas e brancos pobres, lutou pela edificação de uma república onde houvesse justiça social. Na Serra da Barriga organizou uma sofisticada sociedade onde todos seus integrantes trabalhavam e repartiam os bens entre si, eliminando a escravidão e as torturas.

Graças à sua luta foi assassinado porque traído por companheiros modelo Senna, Ronaldo, Neymar e Pelé, que não estão nem aí para o que se passa com o nosso povo.

Herói mesmo é Joaquim José Silva Xavier, o Tiradentes. Este herói nacional, ao perceber o nível de exploração imposta pela coroa de Portugal, juntou-se aos padres Carlos Correia de Toledo e Melo, José da Silva e Oliveira Rolim e Manuel Rodrigues da Costa, a poetas, a intelectuais e a militares para proclamar uma república independente da Europa. 
Mesmo bem antes das concepções socialistas e das definições modernas de nação o seu projeto era o de estabelecer um governo de caráter republicano, de criar indústrias no País e universidades. 
O conceito de república dos inconfidentes não incluía forças armadas e militares como as conhecemos hoje. Em vez disso, toda a população deveria usar armas, em forma de milícias populares, quando todos deveriam se sentir responsáveis pela segurança da nova sociedade.

Por “ofender” os interesses dos colonizadores e proprietários de terras e de escravos, Tiradentes traído foi condenado à forca e esquartejado.
Tiradentes, sim, foi herói e digno de assim ser reconhecido. Ante a morte assumiu sozinho a responsabilidade pela inconfidência, não temendo seu compromisso com a história.

Anita Garibaldi, ainda com 18 anos, afundada num casamento forçado pelo contexto de miséria e de pobreza, não fugiu do amor que José Garibaldi despertou no seu coração.

O amor de Anita era duplo e não romântico e mesquinho. Ao deparar-se com José ergueu-se para nova relação como mulher, esposa, mãe e revolucionária de duas pátrias: Brasil e Itália.

No Brasil, nos limites do que os revolucionários farroupilhas podiam ver, a luta era a mesma que animava Tiradentes. Anita uniu-se ao guerrilheiro José Garibaldi para defender os interesses dos trabalhadores e negros do sul, pensando proclamar no Rio Grande do Sul um País independente e livre da exploração colonial.

Anita Garibaldi, sim, era heroína brasileira. Nunca se rendeu ao inimigo e amou apaixonadamente um homem e uma revolução, de modo indissociável.

Heróis são os que caminham as estradas da revolução, os que se rebelam contra as injustiças e lutam pela paz entre irmãos.
Os outros não são heróis. São vendidos e puxa-saco, por mais que muita gente se emocione com eles. No máximo são heróis de pés de barro. Não constroem a história.
(Dom Orvandil Moreira Barbosa, editor do blog +Cartas e Reflexões Proféticas (www.cartasprofeticas.org), presidente da Ibrapaz, ativista da Anistia Internacional e bispo da Diocese Brasil Central da Igreja Anglicana)


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segunda-feira, 5 de janeiro de 2015

2014, um ano para não esquecer

A presidente Dilma fez a frase definitiva, em 17 de dezembro de 2014: “Nós lutadores sociais nunca imaginávamos, nunca imaginamos viver este momento histórico. Quero cumprimentar o presidente Raúl Castro, o presidente Barack Obama e também o papa Francisco.”
Para quem anda nos 60 e quebrados, olhando mais para trás, para os anos que já se foram, do que para frente, para o que os anos futuros cada vez mais escassos, e próximo de se aposentar de algumas coisas, 2014 não será um ano fácil de esquecer.
Vamos aos fatos, aqueles mais memoráveis, ainda frescos na memória e no coração.
Primeiro: Em 2014 não dá para esquecer 1964. Primeiro de abril de 1964. O golpe militar que atrasou a democracia brasileira completou 50 anos. Ou melhor, golpe que extinguiu a democracia por longos 21 anos, esta mesma democracia reconquistada pela luta e consciência do povo brasileiro.
Segundo: O último ato da retomada da democracia aconteceu em 10 de dezembro, Dia Internacional dos Direitos Humanos, quando a Comissão Nacional da Verdade, instituída em maio de 2012, entregou seu relatório à presidente Dilma Rousseff, ela perseguida pela ditatura, presa política e torturada. Disse a presidente Dilma no ato de entrega: “A verdade é uma homenagem a um Brasil que já trilha três décadas de um caminho democrático. E que empenharemos todas as forças para que assim persista. Afirmei ainda que o Brasil merecia a verdade e, sobretudo, mereciam a verdade aqueles que perderam familiares, parentes, amigos, companheiros e que continuam sofrendo… continuam sofrendo como se eles morressem de novo e sempre a cada dia.”
Terceiro: A primeira Copa que ouvi, no rádio, foi a de 1958, na Suécia, Brasil campeão. A primeira Copa que vi no Brasil, ao vivo, na televisão, foi a de 2014, sucesso absoluto fora de campo – torcida, alegria, multidões, festa, carnaval –, vexame a se tentar esquecer dentro das quatro linhas. Mas foi uma Copa que marcou história, segundo os olhares do mundo.
Quarto: A marca das eleições de 2014 – presidente da República, governadores, deputados federais e estaduais, senadores – “foram” duas: a intolerância política – o “anti” acima do “a favor” – e a quarta vitória do mesmo agrupamento político, povo nas ruas no segundo do turno, Partido dos Trabalhadores liderando a aliança. Uma mulher, Dilma, reeleita.
Quinto: As denúncias de corrupção, especialmente na Petrobras, não podem ser esquecidas, misto de campanha eleitoral e de País passado a limpo. Como vem dizendo a presidente Dilma, não sobrará “pedra sobre pedra”. Pela primeira vez, tudo está sendo investigado: grandes empreiteiras, agentes de governo, parlamentares.
Sexto: Faço minhas as palavras de Bia Barbosa e Pedro Ekman: “Guardem o dia 25 de março de 2014 na memória. Este dia será lembrado como o dia do Marco Civil da Internet em todo o mundo. Neste dia, a Câmara dos Deputados aprovou um projeto de lei que tem todas as características de um projeto impossível de ser aprovado numa Casa como essa. A principal delas: o fato de contrariar interesses econômicos poderosos ao garantir direitos dos cidadãos e cidadãs. O Marco Civil da Internet aprovado aponta claramente para o tratamento da comunicação como um direito fundamental e não apenas como um negócio comercial. Trata-se de algo inédito na história brasileira.”
Sétimo: Não esquecer as mudanças climáticas e seus dramas: secas prolongadas no Nordeste e especialmente Sudeste, falta de água em São Paulo, enchentes, tormentas. Felizmente, está sendo preparado e em vias de ser lançado o Plano Nacional de Adaptação às Mudanças Climáticas (PNA).
Oitavo: A Política Nacional de Participação Social, lançada em maio pela presidente Dilma, tratando da participação social como método de governo, foi o creme conservador do debate político: mídia conservadora clamando contra a bolivarianização do Brasil, parlamento conservador querendo derrubar o decreto presidencial que apenas regulamenta o Conselho Nacional de Saúde e outros tantos Conselhos e Conferências, existentes há décadas e produtores do pouco de democracia participativa que se consolidou na história brasileira.
Nono: No lado pessoal, de militância, de fé e teologia libertadora, assistir em São Félix do Araguaia o filme Pés descalços sobre a Terra vermelha ao lado do próprio Pedro, contando a vida e compromisso dom Pedro Casaldáliga com o povo pobre e trabalhador do Brasil.
Décimo e último, não por acaso: 2014 não podia terminar melhor, com o restabelecimento das relações diplomáticas entre Cuba e Estados Unidos, depois de 53 anos. Inesperado, inimaginável até para a presidente da República, quem esperava poder terminar 2014 assim, felicidade, alegria, um passo para a paz e harmonia entre os povos? Cuba e seu povo sobreviveram e foram/estão sendo vitoriosos!
2014 é, por tudo isso e mais um pouco, um ano para ficar guardado em nossas retinas, mesmo aquelas mais cansadas. 2015 que se prepare! Não será nada fácil derrubar 2014 das nossas vidas.

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domingo, 4 de janeiro de 2015

Vai parcelar? Conheça as armadilhas e benefícios

A possibilidade de parcelar as compras não é concedida em todos os países. No Brasil, existem benefícios, mas também o lado ruim, que pode se tornar verdadeira cilada. Pode ser visto como uma saída para que as pessoas tenham mais crédito e, portanto, movimentar mais o mercado. Em contrapartida, milhões de inadimplentes mostram que parcelamento de compras também pode ser uma armadilha para quem não sabe usar o benefício adequadamente. Pior ainda é quando instituições financeiras oferecem esse crédito sem a devida análise, tornando o Brasil um país de endividados.

O educador financeiro Reinaldo Domingos explica que o Brasil é um dos pouquíssimos países que parcela de fato as compras dos clientes. “Nos EUA, eles utilizam o que chamam de crédito rotativo. Fica com o dinheiro disponível no cartão e de acordo com o que você tem, a verba no banco vai pagando os débitos”, diz. Ele ressalta que o que os americanos realmente parcelam são bens duráveis, como, por exemplo: carros e casas. “Nesse sentido, os juros são muito menores e a população não se endivida, mas sim pagando aos poucos a dívida”, esclarece.

O educador explica que, no caso de pessoas que fazem viagens internacionais e não conseguem parcelar suas compras fora do Brasil, é possível fazê-lo quando estiver de volta ao País, no entanto ele alerta, as taxas para fazer essa operação são altas. “Os juros menores chegam a 6%, o que é alto. Nosso País tem essa pegada em virtude do período da inflação. Facilitando o crédito para as pessoas consumirem mais, o mercado tem mais vantagens”, ressalta. Ele ainda lembra que, se não existisse esse parcelamento, muitas pessoas, hoje, não teriam os bens que possuem.

“Quando se compra a prazo, obviamente os juros levam mais do seu dinheiro embora. Não existe parcelamento à taxa zero, o que ocorre é o cálculo inverso e uma parcela fixa, o que dá essa falsa impressão. Por ser um País de 3º mundo e analfabeto financeiramente, é mais complicado lidar com isso”, ressalta o consultor.
Outro problema grave citado por ele é o que ocorre na hora de definir o quanto de crédito cada indivíduo poderá ter. “Pessoas com renda fixa de R$ 3 mil chegam a ganhar crédito no cartão, por exemplo, de até nove mil reais. Então é muito claro que no final a conta não vai fechar. É uma avalanche de crédito não estruturado. Hoje no Brasil existem mais de 150 milhões de inadimplentes, ou seja, pessoas que não conseguem pagar o que compraram”, lembra.
Auxilio à economia

Para o economista do Instituto Mauro Borges, Sérgio Borges, o parcelamento pelo cartão de crédito é um importante instrumento na economia brasileira, pois permite ao consumidor a aquisição de bens e serviços com valores superiores à sua renda mensal. “Assim, o cartão de crédito, de fato, é um importante instrumento na aquisição de bens, mas deve ser utilizado com prudência. Ele é importante e benéfico para a economia, pois estimula maior consumo das pessoas, o que incentiva maior crescimento do País”, ressalta.

Mas como Reinaldo Domingos, Sérgio concorda que, se utilizado com parcimônia, pode ser uma boa saída para as compras. “Por vezes, o consumidor acaba não avaliando a real necessidade de um bem e o compra utilizando demasiadamente o seu limite de crédito e acaba se endividando”, diz. Ou seja, ele avalia que os malefícios que podem derivar do cartão de crédito – como, por exemplo, elevado grau de endividamento das famílias -, não residem no instrumento em si, mas decorrem de outras questões. 

Há aspectos comportamentais, como as pessoas consumirem sem planejamento e necessidade; aspectos técnicos, como a elevada taxa de juros desta modalidade, entre outros.


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sábado, 3 de janeiro de 2015

Por que não incentivar os projetos sociais?

Sempre ouvimos falar em projetos que contam com leis de incentivo. Essas normas foram criadas como uma forma do governo estimular instituições privadas e pessoas físicas a apoiarem programas com viés social. Em síntese, são leis que instituem políticas públicas de incentivo a ações culturais, esportivas e sociais, com o objetivo de fomentar projetos. Para que isso aconteça, o governo “abre mão” de uma parte dos impostos que pagamos diariamente para destiná-la a realização dessas ações. Resumindo: uma parcela da receita arrecadada com os impostos é revertida para projetos com este viés.
Mas como funciona? Para as empresas que oferecem este tipo de ação, em linhas gerais, apresentam o seu projeto ao órgão responsável, e caso seja aprovado, é autorizado a captar recursos junto a pessoas físicas e jurídicas para viabilizar o seu projeto. A comissão avalia: interesse público, custos, se o escopo se enquadra na legislação, entre outros. Após responder a todos os quesitos necessários, a ação é aprovada. Já para quem incentiva essas ações é interessante primeiro de tudo, por não ter custos. Outro benefício é dar visibilidade para sua marca, mostrar que a sua empresa é engajada em causas sociais, sem fazer investimento, e ainda colaborar com o crescimento do seu País.
O público que quer apadrinhar estes projetos consegue deduzir parte ou mesmo o total dos valores dos impostos arrecadados. Este é o caminho que o governo dispôs para fazer com que as instituições privadas se interessassem mais em apoiar eventos do terceiro setor. Mesmo com essa atitude, muitas organizações ainda não “ergueram suas bandeiras” em prol destas realizações. De acordo com pesquisa do Sistema de Apoio à Lei de Incentivo (Salic) menos de 1% (cerca de 60 mil empresas) fazem ou fizeram uso de leis de incentivo para apoiar projetos culturais no Brasil, esse estudo foi realizado com mais de 10 milhões de instituições atuantes no país.
Não sei dizer ao certo, se essa baixa porcentagem resulta do não conhecimento desta dedução de impostos. Tento acreditar que sim. Acho que esse tema deveria ser mais explorado pelos órgãos públicos, para difundir mais ações sociais no Brasil. A meu ver, a maioria das crianças gostaria de participar de eventos gratuitos como teatros, brincadeiras, esportes, entre outros. Muitas delas não têm acesso fácil a essas atividades. Por isso, penso que são ações totalmente humanas e viáveis, porque não apoiá-las?
O principal mecanismo de incentivo à cultura é a Lei Rouanet. Essa norma garante abatimento de até 100% do valor incentivado até o limite de 4% do Imposto de Renda devido pela Pessoa Jurídica e 6% pela Pessoa Física. Podem investir em projetos culturais aprovados pelo MinC (Ministério da Cultura), neste código, empresas tributadas em lucro real, deduzindo até 4% do Imposto de Renda devido. Já no caso de Pessoa Física, contribuintes do IR, deduzem até 6%. Já no esporte, a norma que se enquadra é a Lei de Incentivo ao Esporte. A qual permite que PF e PJ invistam parte do que pagariam de Imposto de Renda em projetos esportivos aprovados pelo Ministério do Esporte. As empresas podem investir até 1% desse valor e as Pessoas Físicas, até 6%.
Além de Leis de Incentivo à Cultura e ao Esporte, existem também outras legislações, entre elas, Fundos de Direitos da Criança e do Adolescente – 1% do Imposto de Renda Devido (Comdica de cada município) e Entidades de Utilidade Pública Federal – 2% do Lucro Operacional Bruto (Ministério da Justiça). Em todos esses casos, para obter isenção fiscal é necessário que o proponente (e não o investidor) cadastre seus projetos nos órgãos específicos. A partir do projeto inserido e aprovado é gerado um documento de autorização de captação. Nos casos ministeriais (Cultura e Esporte), uma conta é aberta automaticamente no Banco do Brasil e a senha de administração é repassada para o responsável pelo projeto.
Muitas empresas patrocinam essas ações com o objetivo de fortalecer a imagem das suas marcas. Essa é uma das principais adesões, mas não é a única. Algumas visam privilegiar comunidades carentes, levar cultura, esporte e ações para a sociedade com mais facilidade e com o intuito de promover um futuro melhor para o nosso país. Vejo isso como algo primordial. Todos têm o direito de assistir a uma ópera ou a um teatro, ter acesso a atividades físicas e participar de ações que falem sobre bullying, drogas, sustentabilidade, entre outros. E você, acredita na importância das leis de incentivo e nos projetos sociais?

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A Presidente Dilma e a posse

FAIL!

sexta-feira, 2 de janeiro de 2015

Comando da própria vida

Como vai você, em relação aos cuidados que merece?
Irrita-se por qualquer nada?
Dorme bem, sem precisar de remédios ou de um drinque pra relaxar?
Quando acorda, já está cansado?
Está sempre nervoso no contato com os que estão à sua volta?
Vive preocupado, sempre trocando uma ansiedade pela próxima?
Se a uma só, dessas questões, você respondeu positivamente, é que está estressado e vem acumulando tensão em cima de tensão.
Hans Selye, médico e autor do livro “A tensão da vida” – (Ibrasa, S.P., 1965) – afirma que estresse, clinicamente, é a reação do corpo humano a um estímulo. Havendo tensão acumulada e contínua, por um longo tempo, a pessoa sob pressão torna-se irritadiça, discute por nada, sente-se extremamente nervosa, desconta nos outros o seu mal-estar constante, por estar desgastada interiormente. Suas emoções tornam-se, demasiadamente, ativas e o sistema imunológico se desliga, deixando-a vulnerável a doenças.
Em relação à comunicação, o estressado distorce a realidade a tal ponto que afirma estar normal, os outros é que não estão bem.
Não é a pessoa, propriamente, que assim se expressa, mas é a tensão que está falando quando ela extrapola e arma o barraco.
Dr. Selye afirma que há tendência em ignorar o acúmulo de tensão resultante dos estressores, na vida diária. Isso porque só se percebe a tensão quando um órgão-alvo [cabeça, estômago, rins, pele] emite um sinal de alerta.
Quando a pessoa sente dor de cabeça, enxaqueca, problema de estômago, alergia, problema renal e outros sintomas, é porque o corpo está fazendo o que pode para alertar, gritando que as tensões se acumularam. Há quem perde o controle ante a realidade distorcida e torna-se vulnerável, sem suportação às mínimas ocorrências circunstanciais. O próprio fluxo da vida , o som da voz da pessoa ao lado, acha que tudo contribui, intencionalmente, para desestruturá-la. Faz interpretação errada das intenções dos outros, vê tudo através de uma lupa que aumenta, exageradamente, os acontecimentos mais simples. Afirma que ninguém a entende, não se dissuade disso porque está desarrazoada e jura estar com a razão.
Você já sabe de tudo isso. Para minimizar essas ocorrências, aproveite a retomada da vida no início de mais um ano, mais um ciclo renovador.
Pratique o sugerido pelos especialistas no assunto: dieta balanceada, nenhum excesso de álcool, nicotina, chocolate; suficiente horas de sono; paradas estratégicas , por alguns minutos para respirar, conscientemente, prestando atenção no movimento do ar sendo filtrado pelas narinas; continue atento na exalação, que não lhe exige esforço algum; verifique se no lugar onde respira não existe poluição física – cheiro forte de produtos – ou poluição emocional: pessoas amargas, de mal com a vida, poluindo o ar à volta.
Admire a natureza, praticando o time-out, ou seja, saindo do que fazia para uma atividade diferente, algo mais divertido, como contemplar uma planta, o céu, um quadro, ligar-se a música ambiente, nem que seja por alguns minutos, que lhe renderão horas de bem-estar.
O controle da tensão é holístico, envolve a pessoa por inteiro.
E chegando o ano novo, vida nova! Convém fazer paradas também para a prática de exercícios físicos, que restauram a perspectiva emocional e mental. A pessoa que pratica exercício físico assume, melhor, o comando da própria vida.


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quinta-feira, 1 de janeiro de 2015

Momento de reflexão

Cada final de ano assoma para um indispensável balanço. Os objetivos foram cumpridos? Que metas ficaram pelo caminho? 2014, assim como todos os seus predecessores, dirige os votos finais a um momento coletivo de reflexão, onde as pessoas vão sopesar tudo que fizeram e deixaram de fazer. Mas sabe o que seria sensacional? Criar novas prioridades.  

Muitas das promessas para os próximos 365 dias estão atreladas ao consumo ou a conquistas profissionais. Indivíduos projetam os fundos do carro novo ou da casa própria; talvez trocar de emprego, fazer a viagem dos sonhos! Tudo natural, afinal, crescer faz parte da vida. Há, contudo, uma despreocupação igualmente crescente com as idiossincrasias do próprio “ser”. Nunca, eu disse nunca, ouvi pais desejando ser melhores para o ano seguinte.

 Frustra-me observar que os problemas familiares de muitas pessoas permanecerão em seu encalço nos próximos 12 meses, produzindo novos conflitos todos os dias. 

Se fôssemos além, desbravando fronteiras da lei, a promessa que sinto falta é aquela onde todos os motoristas se comprometeriam a respeitar as normas de trânsito, acabando com a interrupção de vidas. Infratores pesariam na consciência o perigo de suas irresponsabilidades. Mais do que isso, o bem comum brilharia como uma estrela no céu, e respeitar o próximo seria a diretriz máxima entre os homens.

Outros exemplos não faltam. Quem sabe 2015 não reserva a democratização, de fato, da política, onde não estaremos embrenhados nas vontades de um grupo de siglas? Sonhar não custa nada, mesmo que essa proposta seja difícil.

Em um mundo ideal, os altos impostos seriam investidos na qualificação de todos os setores, e as políticas afirmativas trariam os primeiros efeitos, induzindo jovens menos favorecidos a tomarem posições de destaque na sociedade.   Imaginar para realizar é a alma do negócio. 

Cidadãos compromissados pensam desta forma, sempre focando o crescimento de nosso País. Vislumbrar um futuro diferente é, por natureza, do ser humano e não se pode tirar isso dele.

Neste final de ano, revisite suas prioridades e valorize as mais edificantes, pois o período é perfeito para o encerramento e abertura de novos ciclos. 2015 está chegando com a certeza de que a mudança é possível. Este é o momento de alterar comportamentos. Comece já! 
     


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