terça-feira, 5 de março de 2013

Crianças participam de 80% das decisões de compra da família

Do vestido da mãe ao carro, apontam dados estatísticos do Instituto Alana, organização sem fins lucrativos voltado ao direito das crianças e dos adolescentes
As crianças chegam a participar de 80% das decisões de compra em uma família - do vestido da mãe ao carro, apontam dados estatísticos do Instituto Alana, organização sem fins lucrativos voltado ao direito das crianças e dos adolescentes. Levantamento do instituto indica que, em 60% das compras de automóveis, por exemplo, as crianças são consultadas. Os dados foram apresentados nesta terça-feira (5) na abertura dos seminários Infância e Comunicação: Marcos Legais e Políticas Públicas, na Câmara dos Deputados.
"Daí a importância desse público ser visto como influenciador e promotor de vendas", explicou o advogado da área de Defesa do Instituto Alana, Pedro Hartung. Ao longo do dia, três meses de debate ainda vão discutir classificação indicativa e proteção da imagem da criança e do adolescente na mídia na Câmara.
Desde o dia 1º de março, estão proibidas ações de merchandising (publicidade indireta inserida em programas, com a exposição de produtos) dirigidas ao público infantil em programas criados ou produzidos especificamente para crianças em qualquer veículo. Há 12 anos, tramita no Congresso o Projeto de Lei 5.921/2001 sobre publicidade e comunicação dirigidas a esse público.
Televisão
Segundo uma pesquisa da Fundação Getúlio Vargas (FGV), a criança e o adolescente brasileiros (entre 0 e 17 anos) passam, em média, cerca de 5h17min em frente à televisão. Para a a diretora associada do Centro de Mídia Infantil Judge Baker, nos Estados Unidos, e autora do livro Criança do Consumo, Susan Linn, o marketing infanto-juvenil é um negócio lucrativo. Ela informou que, nos Estados Unidos, são gastos mais de U$ 17 bilhões anualmente.
"Pesquisas mostram que a comercialização da vida das crianças é um fator que contribui para a epidemia da obesidade, a violência entre adolescentes, a sexualidade precoce e o estresse familiar. Além disso, faz que haja a erosão de brincadeiras que envolvem a criatividade, importantes para o desenvolvimento do cérebro, o fundamento do pensamento crítico, do aprendizado e da disciplina", disse Susan.
Americanos
De acordo com a pesquisadora, crianças norte-americanas de menos de 2 anos chegam a gastar, em média, duas horas por dia na frente de uma tela - assistindo televisão ou a vídeos na internet. Segundo ela, a incidência de horas é ainda mais alta entre crianças de famílias de baixa renda. A diretora defende que o Poder Público empenhe esforços para impor limites ao tempo que as crianças gastam assistindo televisão.
Para a representante da Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon), do Ministério da Justiça, Juliana Pereira da Silva, a criança e o adolescente são considerados consumidores por equiparação, de acordo com o Código de Defesa do Consumidor (CDC), com a diferença de serem mais vulneráveis.
Vulnerabilidade
"Diante de um serviço ou produto, as pessoas são vulneráveis. Isso não tem a ver com a capacidade de discernimento. A violação desses direitos pode ser dar em uma situação que foge ao controle do consumidor ou no caso de um produto que não funciona, por exemplo. Se o adulto é vulnerável, a criança é mais ainda", explicou Juliana.
Fonte: Agência Brasil.
 
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Passarinhando em liberdade...

Liberdade é algo que não se define. Vive-se. Senti-la é fácil. Explicá-la é difícil
Liberdade é algo que não se define. Vive-se. Senti-la é fácil. Explicá-la é difícil. Há quem prefira dizer que é um sentimento. Para esses, seria sentir o que se deseja independentemente da opinião dos outros. Há quem foque a liberdade de pensamento e afirme que ser livre é pensar o que se quer. Essa é a linha Gandhi, que ensinava que “a prisão não são as grades, e a liberdade não é a rua; existem homens presos na rua e livres na prisão. É uma questão de consciência”.

Outros salientam a liberdade de expressão e afirmam que ser livre significa o direito de dizer às outras pessoas o que elas não querem ouvir. Voltaire celebrizou essa espécie de pensamento ao declarar: “Posso não concordar com nenhuma das palavras que você disser, mas defenderei até a morte o direito de você dizê-las”.

Liberdade é tudo isso e mais um pouco. É impossível traduzir em palavras aquilo que somente se pode sentir. É como se fosse o oxigênio da alma, e esse é o grande problema.

Uma alma oxigenada “faz poeira”. Aqueles que têm medo da bagunça logo optam pela “arrumação”. Atacam com metralhadoras pessoas que têm apenas a palavra em sua defesa.

É que liberdade é uma daquelas coisas que são atraentes enquanto promessas, mas se tornam enlouquecedoras quando efetivamente se cumprem. Ser livre ofende, e há pessoas agredidas ao redor do mundo pela injúria de serem excessivamente livres. Outras são presas pela mesma razão.

Bater e prender não adianta. A opressão é como água em estrada de terra. Reduz a poeira, mas não resolve o problema. Basta um dia de sol para que ela ressurja com ainda maior vigor. Liberdade se combate com liberdade.

Aqueles que pensam somente são subjugados por argumentos, jamais por impedimentos. Tornam-se mais livres quando cercados por muralhas e valorizam ainda mais aquilo que perderam. É por isso que os maiores escritos sobre a liberdade foram feitos no cárcere. O preso de consciência passa a ter unicamente o objetivo de perpetuar a sua liberdade de pensamento. É certo que a tirania nunca dura para sempre. Parafraseando o poeta Mário Quintana, todos aqueles que ficam por aí atravancando o caminho passarão. Os demais passarinham.
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segunda-feira, 4 de março de 2013

Os bons prevalecem


Seja na vida pessoal ou na vida profissional, os bons prevalecem. A velha premissa de que só se fazendo a coisa certa aumenta-se a chance de se manter apto no mercado, está cada vez mais forte.

A transparência nas negociações somada com a capacidade de fazer o melhor torna o indivíduo honrado em sua vida. Fazendo coisas boas e corretas cresce-se tanto no mundo profissional quanto na inserção da sociedade globalizada.
No campo profissional do agronegócio podemos observar o crescimento de grandes conglomerados, que por iniciativas próprias e  incentivos governamentais, se transformaram em grandes potências capazes de alimentar o mundo. Os maiores exemplos encontram-se na Brasil Foods, JBS e Grupo Marfrig.

A história dessas companhias é muito parecida. De origem familiar e modesta, se expandiram fazendo um
trabalho justo e honrando, sempre assumindo seus compromissos e nunca deixando a visão de expansão para trás.


O ponto culminante é que baseado no crescimento dessas importantes empresas, podemos tirar lições para nossas vidas.
Na produção agrícola, a coerência e o trabalho sério também devem ser focos. Vendas antecipadas com “os pés no chão” precisam ser honradas, independente do caminho que o mercado tomar.

O outro lado da gangorra também deve pesar, uma vez que o comprador só se manterá apto nos anos seguintes caso cumpra milimetricamente tudo que foi pré- acordado.

Como temos a experiência de que tudo na vida não é uma estrada reta, sem obstáculos ou algumas pequenas barreiras, devemos nos agarrar nas melhores soluções para enfrentar as dificuldades diárias. E lembrando sempre que quanto mais justas forem essas soluções, melhor serão para manutenção da continuidade de qualquer
atividade.

No mundo atual observamos muitas formas de tentar impedir o bom funcionamento da engrenagem nos negócios. Assim sendo, o sinal de alerta deve estar sempre ligado, uma vez que o prejuízo de qualquer operação mal realizada pode acarretar em sérios problemas, tirando do mercado pessoas que poderiam tornar-se detentoras de conglomerados industriais como as citadas anteriormente.


Portanto, a conclusão maior que podemos observar é que o mundo globalizado continua nos pregando dificuldades, mas caso todos nos unirmos e trabalharmos para um bem comum, certamente serão melhores enfrentadas e a caminhada junto a um futuro promissor será pelo melhor caminho possível.


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domingo, 3 de março de 2013

Desemprego ou falta de qualificação





O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou a taxa de desemprego apurada nas seis principais regiões metropolitanas do País em janeiro ficou em 5,4%. Em dezembro, a taxa foi de 4,6%. A taxa de janeiro foi a mais baixa para o mês desde o início da série histórica da Pesquisa Mensal de Emprego, em 2002. A pesquisa teve início em março de 2002. Em janeiro de 2012, a taxa de desemprego tinha ficado em 5,5%. O resultado veio dentro das expectativas do mercado financeiro. "A taxa de desocupação, como era esperado, subiu (de dezembro para janeiro). Isso era esperado em função de seu comportamento sazonal. Os trabalhadores temporários ou pessoas que pararam de procurar emprego em dezembro voltaram a procurar em janeiro. Todo janeiro tem aumento na taxa de desocupação", disse Cimar Azeredo, gerente da Coordenação de Trabalho e Rendimento do IBGE, narrou para o Jornal Estadão.

Por que falta mão de obra? Essa pergunta todos os empresários fazem, de todos os setores, independente do tamanho das empresas. Para a analista de Recursos Humanos da Vânia Batista da Confederação Nacional do Comércio, “não é porque sobram vagas que o empregador contrata indiscriminadamente. A primeira grande dificuldade é encontrar um candidato que saiba escrever, ler e entender o que leu. Se você colocar 10 pessoas em uma sala, 4 pessoas não sabem o que estão lendo, não têm o discernimento de entender o que é o teste. É um fator de reprovação. Não tem como contratar.”

A escassez de mão de obra qualificada tornou-se um dos entraves mais relevantes para o desenvolvimento do país, tanto quanto a nossa baixa qualidade de infraestrutura. A falta de trabalhadores qualificados lidera hoje o ranking de preocupações das empresas brasileiras, deixando para trás até mesmo temas clássicos como a alta carga tributária, o custo de mão de obra e a concorrência de mercado.
Pesquisa recente divulgada pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) mostrou que para 49% das grandes indústrias esta é hoje a principal dor de cabeça. Entre estabelecimentos de pequenos e de médio porte, o percentual é ainda maior: 56,5% e 57%, respectivamente.

Estudos internacionais indicam que o Brasil é atualmente um dos países do mundo onde é maior a dificuldade de se obter mão de obra. Apenas no Japão e na Índia a escassez é mais aguda, segundo a consultoria Manpower. O problema não se limita aos trabalhadores de nível superior, mais notadamente engenheiros. É cada vez mais raro também encontrar pessoal de nível médio bem treinado e qualificado à disposição no mercado.

Diante desse cenário, de falta de mão de obra qualificada, pode-se evidenciar a falta de investimentos por parte dos governos ao longo dos anos. Investimentos esses, que ainda são feitos na universalização do acesso e não na qualidade da educação, seja por falta de interesse ou até mesmo por falta de entendimento do cidadão comum, que ainda se contenta com o ensino ser gratuito e em muitas vezes não reclamar da qualidade.

Observa-se que a qualificação profissional vai do querer das pessoas, do interesse, da boa vontade, das perspectivas e expectativas de futura, quanto a sua melhora da qualidade de vida, potencial do mercado de trabalho, inovação e de um bom sistema de ensino que garanta sua qualificação profissional.

No entanto, o setor público e o privado podem em conjunto diminuir as dificuldades encontradas no mercado, o primeiro ao investir na oferta de cursos que atendam as necessidades das empresas e também dos trabalhadores quanto a sua vocação, o segundo na manutenção das ofertas de vagas de trabalho, na qualificação constante dos seus colaboradores, pois se o líder empresarial, desenvolve, inspira e contribui para que o funcionário possa crescer, ele dificilmente trocará de empresa.


 

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sábado, 2 de março de 2013

Este é um dos candidatos


Momento de expectativa


Muito embora o grande número de conflitos espalhados pelos quatro cantos do mundo, onde vaidades falam mais forte que o sentimento de paz, os olhos do Planeta Terra estão voltados para a velha Itália, que vive um momento de grande expectativa.

A Itália, como uma das grandes economias do Planeta, vive um momento político de apreensão, onde os próprios italianos falam em crise de governabilidade, considerando que o Parlamento não está conseguindo definir rumos seguros. Nas eleições recentes, nenhum dos candidatos garantiu condições para formação de maioria, o que torna insustentável a presença de um Primeiro Ministro.

Novas eleições terão de acontecer até que um dos candidatos consiga a maioria esperada e, enquanto isso não acontece, o Mundo vive a expectativa do movimento econômico que um país pode produzir ao seu redor, especialmente, quando se trata de uma
economia forte, como é o caso da Itália.

De outro lado, e inserido na mesma área, está o Vaticano, com a realização do conclave que elegerá o sucessor de Bento XVI. O Santo Padre inclusive está reformulando leis na Igreja, para que o conclave possa ser realizado antes do prazo determinado, facilitando o processo eleitoral, sem um período mais longo de vacância do cargo, considerando que Bento XVI deverá retirar-se para a residência de Castel Gandolfo, após a renúncia marcada para este final de mês.

Diante desse processo que fatalmente coloca o mundo católico em clima de tristeza, pela decisão de Bento XVI, de renunciar e, ao mesmo tempo, de euforia pela indicação do novo Pontífice, acredita-se que a humanidade deverá assistir novos rumos na filosofia de trabalho do Vaticano, especialmente, no que diz respeito às graves críticas que a Igreja vem sofrendo com denúncias de protecionismo a padres que teriam exercido crimes de pedofilia e outros, de cunho interno.

Atualmente, os cardeais discutem o perfil do futuro papa, para enfrentar o novo tempo do catolicismo que, reconhecidamente, vem assistindo a redução do seu rebanho, necessitando mudança de rumos administrativos, sem que exista a perda da raíz religiosa. O próximo Sumo Pontífice terá, acreditamos, que ser ponderado, ágil, político e forte, para conseguir conciliar as alas que estão dividindo a Igreja, fazendo com que prevaleça sobre todos os grupos a voz do Vaticano.

Missão muito difícil, assim entendemos, para o futuro papa, que terá, mais do que nunca, contar com um trabalho forte dos demais cardeais e bispos, no chamamento ao seu povo e, principalmente, a juventude, para a superação do difícil momento, e fortalecimento em nome do catolicismo que nos acompanha há mais de dois mil anos.


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quinta-feira, 28 de fevereiro de 2013

Doenças raras afetam cerca de 15 milhões de brasileiros


A falta de informação acaba resultando no que muitos médicos chamam de paciente especialista, já que algumas pessoas afetadas pelas síndromes passam a conhecer mais o problema que os próprios profissionais de saúde

No Dia Internacional das Doenças Raras, lembrado nesta quinta-feira (28), especialistas estimam que cerca de 15 milhões de brasileiros têm alguma das cerca de 8 mil síndromes catalogadas como raras. Neurofibromatose (afeta o sistema nervoso e a pele), mucopolissacaridose (falta das enzimas que digerem alguns açúcares), síndrome de Gaucher (acúmulo de gorduras no organismo), esclerose lateral amiotrófica (degeneração dos neurônios motores) e leucoencefalopatia multifocal progressiva (afeta o cérebro e a medula espinhal) são exemplos dessas patologias.

Em entrevista à Agência Brasil, o professor do Departamento de Saúde Coletiva da Universidade de Brasília (UnB), Natan Monsores, criticou o tempo de espera enfrentado pela maioria desses pacientes para serem acolhidos no sistema de saúde. “O tempo de diagnóstico demora algo em torno de três a cinco anos. O itinerário de diagnóstico do paciente é muito longo”, contou.

Ele acredita que 70% dos problemas relacionados às doenças raras seriam resolvidos por meio de um sistema claro de informações sobre essas síndromes. “Boa parte dos pacientes fica perdida dentro do SUS (Sistema Único de Saúde) por não saber ao certo que especialista buscar, onde são os centros de referência”, disse Monsores.

Paciente especialista
Segundo ele, a falta de informação acaba resultando no que muitos médicos chamam de paciente especialista, já que algumas pessoas afetadas pelas síndromes passam a conhecer mais o problema que os próprios profissionais de saúde. Ele lembrou que pacientes e parentes se reúnem pela internet e por meio de associações para trocar informações, por exemplo, sobre tratamentos disponíveis.

O professor destacou que há uma judicialização excessiva no campo das doenças raras. “Pelo fato de esses pacientes terem doenças muito peculiares, eles são alvo de incursões da indústria farmacêutica. A gente sabe disso por relato de pacientes que são assediados por advogados para que entrem na Justiça com processos contra o governo para obter medicamentos”, relatou.

O presidente da Associação MariaVitória, Reginaldo Lima, confirma a ausência de informação dentro do próprio sistema de saúde. Morador de Brasília e pai de uma menina com neurofibromatose, ele passou quatro anos em busca do diagnóstico da filha. Diagnosticada no Rio de Janeiro, ela chegou a ser transferida para Belo Horizonte (MG) e, há duas semanas, está sendo tratada na capital federal.

“Falta mostrar aos médicos onde estão os centros de referência de cada especialidade, para que eles repassem aos pacientes. Descobri o tratamento na minha cidade por meio de outros pais. Imagina como é para quem mora no interior”, completou.

Demora no diagnóstico
Regina Próspero, presidente da Associação Paulista dos Familiares e Amigos dos Portadores de Mucopolissacaridose, só conseguiu o diagnóstico do filho depois de perder o mais velho para a doença. Mesmo assim, o menino só conseguiu iniciar o tratamento muitos anos depois, já que não havia tratamento para a mucopolissacaridose disponível no país.

“Estamos muito aquém do que deveríamos. Precisamos efetivar uma política pública específica para as doenças raras. Hoje, os pacientes são tratados como um qualquer, mas são características específicas, não dá para tratar como uma doença de saúde coletiva”, explicou. “A sociedade também precisa participar. A maioria das pessoas acredita que uma doença rara não pode ocorrer em sua casa, mas pode. Ninguém está livre e todos devem ter direito à vida”.

O Ministério da Saúde anunciou na quarta-feira (27), em seminário na Câmara dos Deputados, que vai colocar em consulta pública nas próximas semanas dois documentos que deverão dar origem a uma política pública específica para pessoas portadoras de doenças raras.

Fonte: Agência Brasil.
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terça-feira, 26 de fevereiro de 2013

Saúde, realmente, não tem preço


Há dois anos o governo federal criou um programa de distribuição gratuita de 14 medicamentos para diabetes, hipertensão e asma no país

Há dois anos o governo federal criou um programa de distribuição gratuita de 14 medicamentos para diabetes, hipertensão e asma no país e sabiamente o nomeou de Saúde não tem Preço. A iniciativa beneficiou mais de um milhão de pessoas só no Rio Grande do Sul. Além de fornecer remédios, o programa também tem conscientizado as pessoas da importância do acompanhamento médico periódico, uma vez que é obrigatória a apresentação da receita médica para a retirada dos remédios.

O programa Farmácia Popular ampliou substancialmente o acesso da população aos medicamentos que tratam as doenças mais prevalentes no Brasil. Um dos principais impactos da gratuidade do Saúde Não Tem Preço foi a estabilização de internações por diabetes no país.

A gratuidade impulsionou também a retirada dos outros itens ofertados com até 90% de desconto pelo Ministério da Saúde pelo Farmácia Popular - programa pelo qual são oferecidos, ao todo, 113 itens nas farmácias próprias e 25 nas drogarias conveniadas. Inicialmente, em fevereiro de 2011, o ministério tornou gratuitos 11 medicamentos para diabetes e hipertensão. Em junho do ano passado, três medicamentos para asma foram incluídos na lista.

Das 17,5 milhões de pessoas atendidas pelo programa Farmácia Popular em dois anos, 13,6 milhões retiraram medicamentos gratuitos para hipertensão e diabetes pelo Saúde Não Tem Preço. Cresceu 457% o número de diabéticos e hipertensos beneficiados pelo programa nesse período - que passou de 853 mil em janeiro de 2011 para 4,7 milhões em janeiro de 2013.

No caso dos medicamentos para asma, 437 mil pessoas foram beneficiadas em oito meses de gratuidade. O número de pessoas atendidas com esses medicamentos cresceu 93%, passando de 48,5 mil em maio de 2012 (mês que antecedeu o do lançamento da gratuidade especificamente para medicamentos de asma) para 93,6 mil em janeiro deste ano.

O total de beneficiados com medicamentos para hipertensão, diabetes, asma, colesterol, glaucoma, rinite, osteoporose, doença de Parkinson, dislipidemia, anticoncepção e fraldas geriátricas pelo programa Farmácia Popular, que engloba o Saúde Não Tem Preço, cresceu de 1,2 milhão em janeiro de 2011 para 5,5 milhões em janeiro de 2013. A média mensal de beneficiados aumentou mais de quatro vezes de 2010 (ano que antecedeu o lançamento da iniciativa) para 2012, passando de 1 milhão para 4,5 milhões de pessoas. Em 2011, o número já havia chegado a 2,8 milhões.

A gratuidade dos medicamentos também atraiu mais farmácias para participarem do programa Farmácia Popular. O número de farmácias da rede própria e drogarias conveniadas cresceu de 15 mil em janeiro de 2011 para 25,7 mil em janeiro de 2013. Atualmente, o programa está presente em 3.773 municípios brasileiros, dos quais 1.278 são considerados de extrema pobreza. Em 2011, estava presente em 2,5 mil municípios.

Para retirar os medicamentos, basta apresentar o documento de identidade, CPF e receita médica dentro do prazo de validade. A receita pode ser emitida tanto por um profissional do Sistema Único de Saúde (SUS) quanto por um por médico que atende em hospitais ou clínicas privados.

Nos últimos dois anos, o Ministério da Saúde investiu mais de R$ 2 bilhões no programa Farmácia Popular. Foram R$ 763 milhões em 2011 e R$ 1,3 bilhão em 2012. O orçamento para 2013 é de R$ 1,9 bilhão.

O Farmácia Popular é um complemento ao programa de assistência farmacêutica do Ministério da Saúde, que disponibiliza 810 medicamentos gratuitos aos brasileiros. Com o Farmácia Popular, o governo ampliou os pontos de retirada de medicamentos e o horário de atendimento aos usuários, que agora podem ter acesso a medicamentos em farmácias perto de casa.

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domingo, 24 de fevereiro de 2013

Entre Preço e Valor


Muita gente ainda hoje confunde o sentido dessas duas palavras, talvez pela onda capitalista que impera mundo a fora, onde o mais importante é ter, independente da necessidade, tem-se que adquirir o supérfluo para fazer-se notado, mas onde está a verdade disso? Porque ainda se vive tão preocupado com a opinião do outro, porque ainda se coloca aparência acima de caráter? São perguntas com inúmeras possibilidades de resposta, entretanto nenhuma delas capaz de explicar tal fenômeno, ou até mesmo qual o intuito de viver em função disso.


Uma possibilidade de resposta que pode pelo menos servir de reflexão é a de que poucas pessoas saibam diferenciar o sentido dessas duas palavras, mas infelizmente não por culpa delas, pois se o fosse, seria muito fácil fazê-las entender a diferença, o grande problema é que essa confusão vem acompanhando a sociedade e ditando regra há décadas, e por assim ser acabou por se popularizar e cair no senso comum, sendo então usadas como sinônimas uma da outra.


Contudo, vamos tentar colocar em evidência a principal diferença entre estas duas palavras e desta forma mostrar como apesar de terem colocado-as em nível de igualdade, estas tem sentido consideravelmente diferentes. Vejamos a palavra Preço, o que podemos dizer sobre ela? Seu significado está diretamente ligado a quantia que se paga por um bem ou serviço, mas que em algumas oportunidades encontra em seu conceito a palavra valor, como se a mesma fizesse parte do significado da palavra Preço, entretanto o sentido de valor contido no conceito de Preço é muito reducionista e direto, tendo como meta resumir este conceito.


Mas se formos observar o significado da palavra Valor, veremos que o mesmo tem mais a ver com os atributos ou até mesmo função de um determinado bem ou serviço, ou seja, está mais ligado a confecção do Preço do que se está adquirindo, levando em consideração a importância do fim para o qual será utilizado.


Desta forma podemos dizer que Preço é algo frio, que tem como única incumbência estabelecer a quantia a ser dispensada para a obtenção de um bem, enquanto Valor está mais envolvido com emoção, onde se busca a satisfação de uma necessidade, independente da quantia ou esforço despendido para conquistá-la. Para simplificar, podemos exemplificar a relação de dois produtos que tenham a mesma finalidade, entretanto um com custo 20% maior que o outro, se for pensar pelo quesito utilidade, e sabendo que os dois farão o mesmo trabalho você irá adquirir o mais barato, pois levará em consideração o Preço, mas se um destes produtos tiver uma marca forte, e uma boa campanha publicitária, você tenderá a pagar mais caro somente pelo Valor da marca, que neste caso é simbólico, assim como você pode comprar o Vídeo Game de última geração para o seu filho e ele não se empolgar muito com o eletroeletrônico, mas ficar infinitamente feliz em ganhar um pacotinho de soldadinhos de plástico, nesse exemplo fica clara a diferença entre Valor e Preço, onde o Preço aqui fica em segundo plano frente ao Valor que a criança dará aos presentes.


 
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