Tudo o que as pessoas fazem ou fizeram até hoje é pela busca de felicidade. Quando entendemos isso tendemos a não julgar mais ninguém. Ninguém faz o seu pior. As pessoas anseiam acima de tudo ser amadas e compreendidas, e amar as pessoas implica na aceitação incondicional.
Todas as nossas dificuldades estão ligadas à nossa cosmovisão. Ao realizar um curso ou ao ler um livro ou um artigo como este, cada leitor vai entender diferente do outro, dependendo das suas percepções. Todo mundo está fazendo o seu melhor na busca de seus objetivos, baseado na sua visão de mundo. O pior que achamos que nossos cônjuges, filhos ou colaboradores fazem é o seu melhor. Isso não significa que eles não podem ampliar a visão e romper os seus limites. A maior ajuda que podemos dar para uma pessoa é ajudá-la a ampliar a sua visão.
O mapa não é o território, assim como a maquete não é o edifício. O mundo não é o que você vê, pois só você vê o mundo assim. Cada pessoa tem sua maneira particular de ver. Em uma empresa com trezentos empregados há trezentas percepções diferentes do que é a empresa segundo os seus jargões e modelos. Tudo acontece na mente. O que você está vendo é uma imagem criada no seu cérebro. O mundo não é o que você vê. O mundo é convencionado. Um gol ou um ambiente só acontece na sua mente. Este ambiente é apenas uma convenção. Cada um vê um mundo diferente. Com frequência somos nós que criamos os problemas. Somos nós que enxergamos o mundo assim. Se quisermos mudar alguma coisa, precisamos mudar ou ampliar nossa visão. Todos nós sonhamos a vida e precisamos acordar para perceber que estamos sonhando. A maior ajuda que podemos dar aos nossos colaboradores é ajudá-los a ampliar a sua visão do universo.
Abandone o hábito de ver as coisas pelo lado negativo. Este é um comportamento que com muita frequência gera ressentimentos e atrai oposição. Tenha, sempre que possível, uma visão apreciativa das coisas. Elogiar sinceramente é o caminho mais curto para conquistar a simpatia de uma pessoa e gerar confiança.
Não queira mudar o mundo a ferro e fogo. Quem almeja liderar deve agir com postura prestativa, construtiva, solucionadora e com amor. Um indivíduo prestativo ajuda outra pessoa a carregar uma mesa, uma cadeira ou abre ou segura a porta do automóvel para outra pessoa entrar. Ser prestativo é a parte material das ações. Já ser prestativo é a intenção interna. É ter uma postura amorosa, altruisticamente interessada na felicidade e no sucesso dos outros. Com que intenção você faz alguma coisa por alguém? Esperando ou não, tudo o que fazemos volta para nós de alguma forma.
Fuja da comunicação ataque versus defesa. Há pessoas que encaram a vida como uma grande competição, uma guerra. Estão sempre preocupadas em provar que têm razão. Desenvolva uma comunicação explícita e negociada. Negocie as metas com os seus clientes. Negocie as metas com os seus colaboradores. Negocie as metas com a sua família. Não queira ser o dono da verdade. Indague mais e não imponha nada. Realize mais combinações perguntando: Que solução você vê? Se você adotar esta solução, como vai ser? Se você fizer isso, o que poderá acontecer?
Deixe tudo negociado e não imponha nada, pois se você impõe as metas consequentemente não terá equipe. A vida é um eco, se você não gosta do que está recebendo, observe o que você está emitindo.
Soeli de Oliveira.
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segunda-feira, 5 de novembro de 2012
domingo, 4 de novembro de 2012
O mundo em debate
Abala-se o mito de uma economia mundial que se tornaria cada vez mais livre porque os investidores disporiam de liberdade para decidir com base em informações cada vez mais completas
A imagem da globalização como um sistema em que a liberdade de movimento dos capitais produziu uma onda de desenvolvimento internacional foi se desfazendo diante da realidade radicalmente política das decisões dos investidores. Abala-se o mito de uma economia mundial que se tornaria cada vez mais livre porque os investidores disporiam de liberdade para decidir com base em informações cada vez mais completas.
Na hipótese otimista e ultraliberal, depois de mais de um século de desenvolvimento, os mercados de capitais finalmente encontraram sua vocação a partir da década de 1980. A hipótese mais razoável, no entanto, é a de que houve uma elevação abrupta e insustentável da mobilidade internacional de capitais. As sucessivas crises são, portanto, consequência de erros de política econômica e do descontrole que resultou da desregulamentação. Diante disso, uma nova realidade se impõe. Na prática, cada investidor e cada instituição financeira dependem cada vez mais de uma orientação política sobre onde e como é seguro investir.
Nesse contexto, as lideranças dos países mais desenvolvidos e as principais instituições financeiras internacionais precisam reagir às fontes da inquietação atual. Devem reconhecer, por exemplo, que alguns mecanismos do processo econômico mundial funcionam mal, principalmente no que se refere aos mercados financeiros. É indispensável alguma forma de regulamentar as transações, pois sua total liberalização acaba afetando profundamente as economias nacionais de muitos países. Além disso, é necessário um novo procedimento para tratar as situações das nações altamente endividadas, com incentivos e não punições.
Os países avançados deveriam agir de acordo com os princípios que defendem. A liberalização das importações de produtos têxteis e o comércio de produtos agrícolas, por exemplo, continuam sofrendo de imensas distorções geradas por barreiras protecionistas. A legitimidade de decisões impostas por países de alta renda é evidentemente questionável. Na realidade, os que defendem enfaticamente a democracia, no âmbito nacional, interno e externo, não são nada democráticos. Quando se trata de decidir sobre as grandes questões internacionais, como mercado financeiro, atuação das multinacionais e casos de guerra, é o grupo dos mais ricos que decide, e não a Organização das Nações Unidas, infelizmente.
Fonte: DPP.
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A imagem da globalização como um sistema em que a liberdade de movimento dos capitais produziu uma onda de desenvolvimento internacional foi se desfazendo diante da realidade radicalmente política das decisões dos investidores. Abala-se o mito de uma economia mundial que se tornaria cada vez mais livre porque os investidores disporiam de liberdade para decidir com base em informações cada vez mais completas.
Na hipótese otimista e ultraliberal, depois de mais de um século de desenvolvimento, os mercados de capitais finalmente encontraram sua vocação a partir da década de 1980. A hipótese mais razoável, no entanto, é a de que houve uma elevação abrupta e insustentável da mobilidade internacional de capitais. As sucessivas crises são, portanto, consequência de erros de política econômica e do descontrole que resultou da desregulamentação. Diante disso, uma nova realidade se impõe. Na prática, cada investidor e cada instituição financeira dependem cada vez mais de uma orientação política sobre onde e como é seguro investir.
Nesse contexto, as lideranças dos países mais desenvolvidos e as principais instituições financeiras internacionais precisam reagir às fontes da inquietação atual. Devem reconhecer, por exemplo, que alguns mecanismos do processo econômico mundial funcionam mal, principalmente no que se refere aos mercados financeiros. É indispensável alguma forma de regulamentar as transações, pois sua total liberalização acaba afetando profundamente as economias nacionais de muitos países. Além disso, é necessário um novo procedimento para tratar as situações das nações altamente endividadas, com incentivos e não punições.
Os países avançados deveriam agir de acordo com os princípios que defendem. A liberalização das importações de produtos têxteis e o comércio de produtos agrícolas, por exemplo, continuam sofrendo de imensas distorções geradas por barreiras protecionistas. A legitimidade de decisões impostas por países de alta renda é evidentemente questionável. Na realidade, os que defendem enfaticamente a democracia, no âmbito nacional, interno e externo, não são nada democráticos. Quando se trata de decidir sobre as grandes questões internacionais, como mercado financeiro, atuação das multinacionais e casos de guerra, é o grupo dos mais ricos que decide, e não a Organização das Nações Unidas, infelizmente.
Fonte: DPP.
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sexta-feira, 2 de novembro de 2012
O exemplo de “cima”
Dizem que “o exemplo vem de cima” ou que “vale mais do que mil palavras”. Também falam que “nem tudo o que se diz se faz” e que “as aparências enganam”. O fato é que existem muitas pessoas consideradas da “elite social” que, apesar do discurso, crêem que seus atos estão acima da lei ou do semelhante. Isso, infelizmente, é cada vez mais comum entre os que escolhem a política como “profissão”. Mas não podemos esquecer que somos nós que os elegemos e, com isso, também estamos dando um mau exemplo.
Aliás, embora não concorde plenamente com isso, falam que os políticos representam o povo. Se assim for, o que pensar da sociedade? Considerando as generosas doações de empresas e instituições a campanhas eleitorais, o que dizer da “alta sociedade”? Ela desaprova, pactua ou ignora a corrupção, em troca de banquetes “benemerentes” e tráfico de influência?
As “elites” podem ser minoria, mas são elas que ditam as regras!
No entanto, todos têm parcelas variáveis de participação, consciente ou inconsciente, nesse contexto. Qualquer que seja a condição social, crença, raça ou profissão, nossos atos, efetivos ou falhos, são exemplos.
A ascensão social ou profissional traz vantagens, ascendência; mas também importa responsabilidades, que alguns preferem ignorar, por conveniência, formação ou desvio de caráter, optando por tirar proveito daquilo que lhes interessa, desprezando o direito do outro.
É correto um ex-militar e toda a sua família dirigirem na contramão, para encurtar o acesso à sua casa? E o que dizer de quem critica e despreza um sem-teto que urina e defeca na rua, mas leva seu tótó para fazer o mesmo na porta dos outros, sem coletar a “caca” e, quando alguém reclama ainda retruca, cheio de razão, que a rua é pública?
Se for verdade que donos e cães são parecidos, e que “quem sai aos seus não degenera”, o que impedirá seus filhos de duas patas, com “pedigree”, de saírem por aí praticando seus vícios, vontades, “tradições” e “direitos”, com a benção e proteção paterna ou da “elite” a que pertencem?
Esses “pequenos” maus exemplos podem parecer pouco significativos perante as grandes mazelas da sociedade; mas, essa falta de respeito às leis e ao próximo pode ser o primeiro passo para outras irregularidades, cada vez mais graves. E quanto maior a ascensão de quem age assim, pior! Acreditando ser exemplo, na verdade estará se considerando superior, exceção, interpretando as regras sempre ao seu favor e, dependendo de seu poder, fazendo leis em benefício próprio.
Pode não haver regra sem exceção, mas quando a exceção negativa se torna regra temos uma sociedade injusta, imoral ou amoral, onde não haverá presídios suficientes para abrigar seus criminosos e a impunidade será regra!
Uma sociedade cheia de leis não é necessariamente uma sociedade justa. Bastariam poucas, se as pessoas simplesmente respeitassem regras básicas de convivência. Nesse sentido, o bom exemplo precisa vir de cima!
Por Adilson Luiz.
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Aliás, embora não concorde plenamente com isso, falam que os políticos representam o povo. Se assim for, o que pensar da sociedade? Considerando as generosas doações de empresas e instituições a campanhas eleitorais, o que dizer da “alta sociedade”? Ela desaprova, pactua ou ignora a corrupção, em troca de banquetes “benemerentes” e tráfico de influência?
As “elites” podem ser minoria, mas são elas que ditam as regras!
No entanto, todos têm parcelas variáveis de participação, consciente ou inconsciente, nesse contexto. Qualquer que seja a condição social, crença, raça ou profissão, nossos atos, efetivos ou falhos, são exemplos.
A ascensão social ou profissional traz vantagens, ascendência; mas também importa responsabilidades, que alguns preferem ignorar, por conveniência, formação ou desvio de caráter, optando por tirar proveito daquilo que lhes interessa, desprezando o direito do outro.
É correto um ex-militar e toda a sua família dirigirem na contramão, para encurtar o acesso à sua casa? E o que dizer de quem critica e despreza um sem-teto que urina e defeca na rua, mas leva seu tótó para fazer o mesmo na porta dos outros, sem coletar a “caca” e, quando alguém reclama ainda retruca, cheio de razão, que a rua é pública?
Se for verdade que donos e cães são parecidos, e que “quem sai aos seus não degenera”, o que impedirá seus filhos de duas patas, com “pedigree”, de saírem por aí praticando seus vícios, vontades, “tradições” e “direitos”, com a benção e proteção paterna ou da “elite” a que pertencem?
Esses “pequenos” maus exemplos podem parecer pouco significativos perante as grandes mazelas da sociedade; mas, essa falta de respeito às leis e ao próximo pode ser o primeiro passo para outras irregularidades, cada vez mais graves. E quanto maior a ascensão de quem age assim, pior! Acreditando ser exemplo, na verdade estará se considerando superior, exceção, interpretando as regras sempre ao seu favor e, dependendo de seu poder, fazendo leis em benefício próprio.
Pode não haver regra sem exceção, mas quando a exceção negativa se torna regra temos uma sociedade injusta, imoral ou amoral, onde não haverá presídios suficientes para abrigar seus criminosos e a impunidade será regra!
Uma sociedade cheia de leis não é necessariamente uma sociedade justa. Bastariam poucas, se as pessoas simplesmente respeitassem regras básicas de convivência. Nesse sentido, o bom exemplo precisa vir de cima!
Por Adilson Luiz.
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quinta-feira, 1 de novembro de 2012
O que foi a Reforma Protestante
Em 31 de outubro de 1517, inicia-se uma divisão na igreja Católica que ficou conhecida como a Reforma Protestante, começando um novo movimento religioso conhecido atualmente como protestantismo, ou popularmente como evangélico.
Desencadeado pela divulgação das 95 teses de Martim Lutero, restaurou a vida eclesiástica e espiritual da igreja da época, pois havia se desviado seu foco da bíblia. Sendo assim nasceram cinco princípios fundamentais desta reforma: “A sola scriptura” que defendia uma igreja centrada nas escrituras sagradas, “A sola gratia” que reconhecia a salvação e vida cristã fundamentada na Graça do Senhor e não nas obras humanas; “A sola fide” evocava a fé e o compromisso de fidelidade com o Senhor Jesus; “A sola christus” anunciava que o próprio Cristo estava construindo sua igreja na terra sendo seu único Senhor e “A sola deo gloria” que enfatizou que a finalidade maior da igreja era glorificar a Deus.
Assim a Reforma Protestante começou a produzir uma série de questionamentos na sociedade da época, deixando de ser um movimento anti-papal, para se tornar um dos maiores avivamentos religiosos da história da Igreja. Surgiram paralelamente a Lutero outros movimentos reformistas destacando-se precisamente na Suíça, França, Escócia e Inglaterra. É neste momento que nascem e crescem muitos teólogos que mais tarde influenciariam o protestantismo pós-Lutero, iniciando a era protestante.
No Brasil não foi diferente e esse movimento entrou no País por homens e mulheres que se convertiam à palavra de Deus. Mas infelizmente o que vemos no protestantismo atual é um distanciamento do ideal pregado pelos reformadores. Realmente não vendemos propriedades no céu, mas em compensação, vendemos um evangelho de ilusão, na qual se tem a prática de venda de amuletos, como a rosa, o sal de Israel, a água do rio Jordão, entre outros. Prática que vende a ideia de que se aceitarmos Jesus nunca mais teremos problemas.
Isso é muito triste, por isso, diante de algumas palavras queria que pudéssemos refletir a verdadeira mensagem da cruz de Cristo e lermos mais atentamente as 95 teses, e quem sabe fazer uma nova reforma na fé protestante, pois o que sinto e vejo é que a igreja protestante tem se esquecido da sua principal missão no mundo. Falar de quem é Jesus e o que ele pode fazer por nós, seguindo seu exemplo de vida e amor para com todos.
Minha proposta não é que se abandone a fé, mas que se pense a fé assim como Lutero e outros o fizeram. E que nasça nos nossos corações um amor verdadeiro pela mensagem da Cruz de Cristo.
Mônica Neves Pereira.
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Desencadeado pela divulgação das 95 teses de Martim Lutero, restaurou a vida eclesiástica e espiritual da igreja da época, pois havia se desviado seu foco da bíblia. Sendo assim nasceram cinco princípios fundamentais desta reforma: “A sola scriptura” que defendia uma igreja centrada nas escrituras sagradas, “A sola gratia” que reconhecia a salvação e vida cristã fundamentada na Graça do Senhor e não nas obras humanas; “A sola fide” evocava a fé e o compromisso de fidelidade com o Senhor Jesus; “A sola christus” anunciava que o próprio Cristo estava construindo sua igreja na terra sendo seu único Senhor e “A sola deo gloria” que enfatizou que a finalidade maior da igreja era glorificar a Deus.
Assim a Reforma Protestante começou a produzir uma série de questionamentos na sociedade da época, deixando de ser um movimento anti-papal, para se tornar um dos maiores avivamentos religiosos da história da Igreja. Surgiram paralelamente a Lutero outros movimentos reformistas destacando-se precisamente na Suíça, França, Escócia e Inglaterra. É neste momento que nascem e crescem muitos teólogos que mais tarde influenciariam o protestantismo pós-Lutero, iniciando a era protestante.
No Brasil não foi diferente e esse movimento entrou no País por homens e mulheres que se convertiam à palavra de Deus. Mas infelizmente o que vemos no protestantismo atual é um distanciamento do ideal pregado pelos reformadores. Realmente não vendemos propriedades no céu, mas em compensação, vendemos um evangelho de ilusão, na qual se tem a prática de venda de amuletos, como a rosa, o sal de Israel, a água do rio Jordão, entre outros. Prática que vende a ideia de que se aceitarmos Jesus nunca mais teremos problemas.
Isso é muito triste, por isso, diante de algumas palavras queria que pudéssemos refletir a verdadeira mensagem da cruz de Cristo e lermos mais atentamente as 95 teses, e quem sabe fazer uma nova reforma na fé protestante, pois o que sinto e vejo é que a igreja protestante tem se esquecido da sua principal missão no mundo. Falar de quem é Jesus e o que ele pode fazer por nós, seguindo seu exemplo de vida e amor para com todos.
Minha proposta não é que se abandone a fé, mas que se pense a fé assim como Lutero e outros o fizeram. E que nasça nos nossos corações um amor verdadeiro pela mensagem da Cruz de Cristo.
Mônica Neves Pereira.
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quarta-feira, 31 de outubro de 2012
A fé move montanhas e pode cavar sepulturas
Não
poucos tiveram um 2012 tenso com a previsão de que o mundo acabaria conforme
inscrição no calendário da extinta civilização Maia. O medo segue, restam dois
meses para um alivio geral, pois é grande número de quem não crê nos
desmentidos. A descompressão virá, mesmo, só à meia noite do dia 31 de
dezembro.
Não é de hoje que nos angustiamos com a possibilidade do fim de tudo. E poucas coisas geram mais conflito, reações raivosas (principalmente se Deus entrar em pauta) do que duvidar de quem não duvida disso.
Além das previsões de Nostradamus e das citações em livros sagrados sobre o fim dos tempos a humanidade tem se esmerado na geração de intranquilidade, sempre adubando nosso medo e nossa ignorância. As armas nucleares e a tese do aquecimento global antropogênico, por exemplo, mantém de plantão e sempre refrescada a tese do fim do mundo. Claro, com os espertalhões tirando bastante proveito desse caos mental.
Até prova em contrário o aquecimento global antropogênico não nos levará para o beleléu e só voltaremos a acreditar nele depois que o Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC) da ONU recuperar sua credibilidade arranhada com as denúncias do “climagate”. O que não dá tranquilidade, pois Planeta estaria esfriando conforme estudo de meteorologistas alemães. E o esfriamento, dizem, é mais nefasto do que o aquecimento. Em todo caso precisamos tempo para saber se a coisa vai ser muito quente, o que é ruim, ou muito fria, o que é pior.
Assim, do jeito que a ciência evolui, o perigo está mais perto do supomos. Não vai longe e montar arma de destruição em massa só dependerá de kit básico a ser pedido via internet (sem força de expressão). Nessa hora quem nos meterá medo, mesmo, serão as pessoas de fé inabalável, dessa fé que move montanhas. Nada de estranho, pois é a mesma fé que já cavou número descomunal de sepulturas na história da humanidade.
Para ilustrar, fiquemos com um homem de fé, temente a Deus que segue ao pé da letra o livro sagrado, pois crê que ele é manifestação direta do seu Deus. Esse homem pegou a Bíblia e lê Deuteronômio 13,12-16: “Quando ouvires dizer, de algumas das tuas cidades que o Senhor teu Deus te dá para ali habitar, que uns homens, filhos de Belial, que saíram do meio de ti, incitaram os moradores da sua cidade, dizendo: “Vamos, e sirvamos a outros deuses que não conheceis”; então inquirirás e investigarás, e com diligencia perguntarás; e eis que, sendo verdade, e certo que se fez tal abominação no meio de ti, certamente ferirás, ao fio da espada, os moradores daquela cidade, destruindo a ela e a tudo o que nela houver, até os animais. E ajuntarás todo o seu despojo no meio da sua praça; e a cidade e todo o seu despojo queimarás totalmente para o Senhor teu Deus, e será montão perpétuo, nunca mais se edificará”.
Outro homem, com as mesmas virtudes, lê sobre os incrédulos no Corão. Lê que eles são como animais, que são surdos, mudos, cegos e que sofrerão doloroso castigo. “Matai-os onde quer que os encontreis. Expulsai-os de onde eles vos expulsaram, pois o erro é pior do que a matança... (2, 191). Combatei-os até que não haja mais idolatria e que prevaleça a religião de Deus. Se detiverem sua hostilidade, detende-vos, exceto contra os iníquos” (2-193).
Para ter ideia aonde pode levar se seguidos ao pé da letra tais ensinamentos do livro sagrado dos cristãos e do livro sagrado do Islã basta ver o noticiário diário. De cara vamos preferir os Maias, ou o aquecimento ou até mesmo o resfriamento...
Não é de hoje que nos angustiamos com a possibilidade do fim de tudo. E poucas coisas geram mais conflito, reações raivosas (principalmente se Deus entrar em pauta) do que duvidar de quem não duvida disso.
Além das previsões de Nostradamus e das citações em livros sagrados sobre o fim dos tempos a humanidade tem se esmerado na geração de intranquilidade, sempre adubando nosso medo e nossa ignorância. As armas nucleares e a tese do aquecimento global antropogênico, por exemplo, mantém de plantão e sempre refrescada a tese do fim do mundo. Claro, com os espertalhões tirando bastante proveito desse caos mental.
Até prova em contrário o aquecimento global antropogênico não nos levará para o beleléu e só voltaremos a acreditar nele depois que o Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC) da ONU recuperar sua credibilidade arranhada com as denúncias do “climagate”. O que não dá tranquilidade, pois Planeta estaria esfriando conforme estudo de meteorologistas alemães. E o esfriamento, dizem, é mais nefasto do que o aquecimento. Em todo caso precisamos tempo para saber se a coisa vai ser muito quente, o que é ruim, ou muito fria, o que é pior.
Assim, do jeito que a ciência evolui, o perigo está mais perto do supomos. Não vai longe e montar arma de destruição em massa só dependerá de kit básico a ser pedido via internet (sem força de expressão). Nessa hora quem nos meterá medo, mesmo, serão as pessoas de fé inabalável, dessa fé que move montanhas. Nada de estranho, pois é a mesma fé que já cavou número descomunal de sepulturas na história da humanidade.
Para ilustrar, fiquemos com um homem de fé, temente a Deus que segue ao pé da letra o livro sagrado, pois crê que ele é manifestação direta do seu Deus. Esse homem pegou a Bíblia e lê Deuteronômio 13,12-16: “Quando ouvires dizer, de algumas das tuas cidades que o Senhor teu Deus te dá para ali habitar, que uns homens, filhos de Belial, que saíram do meio de ti, incitaram os moradores da sua cidade, dizendo: “Vamos, e sirvamos a outros deuses que não conheceis”; então inquirirás e investigarás, e com diligencia perguntarás; e eis que, sendo verdade, e certo que se fez tal abominação no meio de ti, certamente ferirás, ao fio da espada, os moradores daquela cidade, destruindo a ela e a tudo o que nela houver, até os animais. E ajuntarás todo o seu despojo no meio da sua praça; e a cidade e todo o seu despojo queimarás totalmente para o Senhor teu Deus, e será montão perpétuo, nunca mais se edificará”.
Outro homem, com as mesmas virtudes, lê sobre os incrédulos no Corão. Lê que eles são como animais, que são surdos, mudos, cegos e que sofrerão doloroso castigo. “Matai-os onde quer que os encontreis. Expulsai-os de onde eles vos expulsaram, pois o erro é pior do que a matança... (2, 191). Combatei-os até que não haja mais idolatria e que prevaleça a religião de Deus. Se detiverem sua hostilidade, detende-vos, exceto contra os iníquos” (2-193).
Para ter ideia aonde pode levar se seguidos ao pé da letra tais ensinamentos do livro sagrado dos cristãos e do livro sagrado do Islã basta ver o noticiário diário. De cara vamos preferir os Maias, ou o aquecimento ou até mesmo o resfriamento...
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domingo, 28 de outubro de 2012
Homem em crise dos 40 anos

O fato de eu ter chegado aos 40 anos e não ter entrado em crise causou tantos problemas em minha vida que não tive escolha. Entrei em crise. A correria no trabalho, a educação das crianças, os afazeres domésticos e o eterno problema na lateral esquerda do Internacional ocupam minha vida de tal forma que não consigo reservar na agenda um horário para aquilo que a sociedade exige de mim: ser um homem com quatro décadas de vida e parte da personalidade sequelada.Uma amiga próxima até ficou chateada por eu não estar em processo de convulsão provocada pela meia-idade. Para ela, ir no caminho contrário ao da psiquatria de consultório do doutor Google era uma situação quase inadmissível. Minha rotina, a mesma de quando tinha 30 anos, a incomodava muito e na sua cabeça eu deveria sinalizar.
Até pesquisei como eu, agora um quarentão, deveria reagir. Surpreender a família e abrir uma loja de vinis, tornar-me um lobo metrossexual, torrar a poupança das crianças com uma moto, substituir a esposa por uma ninfeta. Confesso que a terceira opção - a da moto - foi a que mais despertou meu interesse, mas e tempo para pegar a estrada sobre duas rodas e desbravar as curvas até o castelo de Pedras Altas? Minha coluna também não aguentaria. Já a ninfeta, seríamos incompatíveis. Tentaria me convencer que Katy Perry é melhor que The Beach Boys, um “grupinho” do passado, motivo suficiente para eu sentir saudade de meu mundo.
Como eu estava disposto a não decepcionar minha amiga, decidi presenteá-la simbolicamente com gotas psicológicas de alguém na crise dos 40. Nada exagerado, mas o suficiente para ela ficar satisfeita e me deixar em paz. E aconteceu quando nos encontramos na rua, em uma bela manhã de sol, daquelas que ninguém consegue ficar dentro de casa, a não ser os homens deprimidos pela idade.
- Que dia maravilhoso, hein?
- Pois é.
- O que foi? Parece desanimado?
- Não sei. Minha cabeça não tá boa. Tô pensando muito na vida, nas preocupações. Nada me deixa alegre.
- Ah, mas isso é normal. É da idade. Não dá bola que passa. Uma questão de se aceitar. Olha, se precisar conversar me procura.
Foi desse jeito, rápido e eficaz. Minha amiga foi embora toda feliz porque finalmente a ordem do mundo estava restaurada e eu, um impuro, recuperado. Pelos padrões, em plena desordem psíquica e hormonal. Só esperei ela dobrar a esquina para continuar a caminhada antes do futebol da tarde, da limpeza da garagem, do passeio de bicicleta, do banho do cachorro, do texto que precisava escrever para o jornal, de levar as crianças ao cinema e do jantar a dois com minha esposa. E numa crise daquelas.
Por: Jarbas Tomaschewski.
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sexta-feira, 26 de outubro de 2012
Planetarização do homem

"...O homem coloca toda a biosfera em um ciclo de renovação rápida. A partir de agora, nós dominamos a biosfera. Mas será que nos servimos da Terra ou a vida serve-se de nós para evoluir mais rápido ainda?" Pierre Lévy Quando alcançamos o interior do DNA e passamos a controlar a substância que controla e organiza a vida na Terra, tivemos a impressão pretensiosa de que estávamos dominando a vida no planeta e, desta forma, segundo nossa orientação, do processo evolutivo.
Modificamos a genética de animais e plantas; transportamos genes de um organismo a outro mudando características funcionais e estruturais; eliminamos algumas espécies e criamos outras; alteramos a capacidade de resistência com propósitos diversos: para matar ou salvar; aumentamos a capacidade de operar junto ao meio através de periféricos criados pela nossa inteligência, desde a pedra lascada (de silício) até equipamentos de informática (de silício).
Tanto o meio não vivo (abiótico) até o meio vivo (biótico), em razão de nossa capacidade criativa, apresentam-se em processo de mudança acelerada, pois, sem a interferência do homem, a biosfera teria uma outra configuração: animais que atualmente proliferam, como bovinos, ovinos e galináceos, por exemplo, ocupam lugar de outros que, em razão da existência destes, ou se extinguiram ou estão em processo acelerado de extinção; as plantas de diferentes regiões do planeta começaram a ser transportadas e readaptadas provocando uma miscigenação somente possível pela interferência do homem e segundo suas conveniências.
Esta planetarização do homem, que na verdade é o domínio do DNA humano sobre os demais, mas sem se desconsiderar que todo este material genético teve uma origem comum nos primórdios da formação da vida na Terra, é um atestado que, neste momento, sendo o objeto e sujeito do processo evolutivo da biosfera, acentua sua (do homem) responsabilidade sobre o conhecimento científico, que não poderá colocar por terra todo o esforço natural de dotar uma criatura de um seleto conjunto de nucleotídeos, reunindo toda a informação genética desde a gênese até os dias atuais. Mais importante, ainda, é que esta dotação de conhecimento evolutivo impresso nos genes humanos deve se constituir em material básico para novas criações: a criação do homem do futuro.
Que fantástica responsabilidade a nossa! Somos a criatura mais complexa do planeta e ainda assim somos apenas o alicerce do que está por vir e nos utilizamos de periféricos eletrônicos para acelerar esta evolução, pior ainda, temos que ter o máximo de cuidado para não prejudicarmos toda esta obra de criação... de evolução... de futuro.
Por: Neiff Satte Alam.
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quinta-feira, 25 de outubro de 2012
Separação é um negócio?
Constata-se que os advogados de família, em geral, carecem da compreensão dos negócios de seu cliente como um todo e da análise dos aspectos familiares. Os descontentamentos e as frustrações do cliente em relação ao seu ex-marido/esposa, a necessidade do amparo psicológico e moral e a urgência em estabelecer os alimentos adequados à sobrevivência dos filhos têm suplantado a análise do patrimônio do casal de forma ampla e completa.
Em alguns casos, principalmente naqueles de maior litígio, efetivamente o ex-marido/esposa recebe pensionamento por um período sem que sua meação lhe seja entregue como deveria. Quem recebe, nunca recebe o que é seu. E quem paga, paga errado.
A socialite e modelo Ivana Trump, que foi casada com o bilionário Donald Trump, aconselha as mulheres que se separam a não ficarem tristes e, sim, a ficarem com “tudo”. Nas circunstâncias acima descritas, ninguém fica com sua parte. Anos de processo e de desgaste acabam transferindo o patrimônio do casal para o Estado por meio de custas infindáveis, de gastos com peritos judiciais. Os filhos até recebem porção dos bens, mas as partes perdem muito economicamente.
Nos homens, ainda é característico o comportamento de querer manter sob sua administração o patrimônio familiar, inclusive como forma de controle da ex- companheira. As mulheres, buscando ilusória indenização pela perda da juventude, tentam amealhar ao máximo. E os advogados acabam pressionados pelo desespero de seus clientes.
Tal paradigma já deveria ter sido alterado com a independência financeira das mulheres. Não o foi, infelizmente, em parte em razão da cultura machista na qual se vive. Aos advogados, entretanto, há um papel maior a ser exercido. Qualquer separação, divórcio etc implica em conhecer, verdadeiramente, a realidade patrimonial do casal e o domínio de ferramentas como as disponíveis no direito empresarial, notarial e registral, de forma a prestar uma sólida garantia de preservação da situação econômica das partes.
Significa não permitir que o ressentimento resulte em prejuízo e habilitar o seu mandatário a diferenciar as questões emocionais das patrimoniais. É fazê-los compreender que se o casamento é um contrato a separação é um distrato que não pode, em momento algum, resultar em prejuízo maior aos envolvidos.
É preciso ter habilidade para minorar o prejuízo causado pelo encerramento da convivência marital, resguardando os interesses dos menores envolvidos e os anseios do cliente, inclusive impedindo que se prejudiquem financeiramente em longas e infrutíferas contendas e salvaguardando os negócios da família.
Por: Isabel Cochlar.
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Em alguns casos, principalmente naqueles de maior litígio, efetivamente o ex-marido/esposa recebe pensionamento por um período sem que sua meação lhe seja entregue como deveria. Quem recebe, nunca recebe o que é seu. E quem paga, paga errado.
A socialite e modelo Ivana Trump, que foi casada com o bilionário Donald Trump, aconselha as mulheres que se separam a não ficarem tristes e, sim, a ficarem com “tudo”. Nas circunstâncias acima descritas, ninguém fica com sua parte. Anos de processo e de desgaste acabam transferindo o patrimônio do casal para o Estado por meio de custas infindáveis, de gastos com peritos judiciais. Os filhos até recebem porção dos bens, mas as partes perdem muito economicamente.
Nos homens, ainda é característico o comportamento de querer manter sob sua administração o patrimônio familiar, inclusive como forma de controle da ex- companheira. As mulheres, buscando ilusória indenização pela perda da juventude, tentam amealhar ao máximo. E os advogados acabam pressionados pelo desespero de seus clientes.
Tal paradigma já deveria ter sido alterado com a independência financeira das mulheres. Não o foi, infelizmente, em parte em razão da cultura machista na qual se vive. Aos advogados, entretanto, há um papel maior a ser exercido. Qualquer separação, divórcio etc implica em conhecer, verdadeiramente, a realidade patrimonial do casal e o domínio de ferramentas como as disponíveis no direito empresarial, notarial e registral, de forma a prestar uma sólida garantia de preservação da situação econômica das partes.
Significa não permitir que o ressentimento resulte em prejuízo e habilitar o seu mandatário a diferenciar as questões emocionais das patrimoniais. É fazê-los compreender que se o casamento é um contrato a separação é um distrato que não pode, em momento algum, resultar em prejuízo maior aos envolvidos.
É preciso ter habilidade para minorar o prejuízo causado pelo encerramento da convivência marital, resguardando os interesses dos menores envolvidos e os anseios do cliente, inclusive impedindo que se prejudiquem financeiramente em longas e infrutíferas contendas e salvaguardando os negócios da família.
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William Junior
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