quarta-feira, 24 de agosto de 2011

A velocidade da nossa educação



Ouvindo uma entrevista na radio CBN do professor Paulo Blikstein da Universidade de Stanford (USA), brasileiro e ganhador do último prêmio do Cientista Jovem de USA pela criação de um método de ensino de ciências para o ensino fundamental e médio a custos muitos baixos e que permitirá a formação de futuros pesquisadores, tive a ideia desta crônica. Quando explicou seu método de ensino, ele disse: “O que estamos ensinando em dez anos estará obsoleto”. Isto provocou um turbilhão de pensamentos que quero compartilhar com meus leitores.

Quando falamos de dez anos em termos de educação é um tempo muito curto. Nossas crianças passam uma média de 20 anos (ou mais dependendo da área) preparando-se para entrar no mercado de trabalho e nosso sistema educacional praticamente não tem evoluído nos últimos 50 anos.

Estes são fatos que quando os usamos para fazer uma projeção para os próximos 10 anos, nos leva as seguintes conclusões:

a) mais dependentes da mão de obra estrangeira;

b) conforme as projeções dos economistas em 10 anos o Brasil será uma das três economias mais importantes do globo, mas será dirigida por estrangeiros;

c) seremos um país sem combustível humano para abastecer seu crescimento;

d) se perderá nossa identidade cultural.

Soluções:

1) Mudar o conceito do o que é ser um professor. Professor não é quem domina uma matéria, mas aquele que sabe como guiar grupos de estudantes no mundo da educação que se modifica constantemente. Deverá ter a capacidade de adaptar os velhos conteúdos a evolução do conhecimento com a rapidez necessária.

2) Mudar o conceito, muito arraigado na nossa cultura, que um diploma é um certificado de conhecimento ou capacidade real em determinada área.

3) Estabelecer parâmetros que permitam incentivar os alunos que realmente desejam estudar, pesquisar, que tenham motivação e ânsia de buscar o conhecimento e não ser meros entes matriculados numa instituição educacional.

4) Programar conteúdos pedagógicos que permitam colocar em prática instantaneamente o que está sendo aprendido, já que desta forma o conceito de aprender e colocar em prática ajuda a fixar o saber.

5) Um sistema de educação que seja estruturado em função de resultados e não de pirâmide burocrática, já que qualquer professor sabe que há alunos que tem uma velocidade e fome de aprendizado muito maior que outros. Isto significa dar igualdade de oportunidades a todos, mas permitindo que os mais capazes possam realmente avançar mais rápido.
Exemplo: Todos tem a oportunidade de ir do Rio de Janeiro a São Paulo, mas a rapidez para percorrer o caminho deve estar de acordo com a velocidade de cada um. Hoje em dia forçamos aos alunos transitar essa rodovia do conhecimento à velocidade do mais lento.

6) Criar a consciência crítica para que cada educador e cada aluno possam evoluir de acordo ao seu potencial e não dentro dos limites do sistema.

7) Incentivar e provocar aos alunos que sonhem e convencê-los de que são capazes.

8) As avaliações devem ser em função de aplicação prática do aprendido e não teóricas.

9) Resgatar o conceito de excelência de procurar a nota 10 e não como atualmente a busca da mediocridade onde uma nota 5 é suficiente.

10) Revolucionar a educação ensinando que todos temos a capacidade de saltar, mas a distância que conseguimos nos saltos podem ser diferentes.

Igualdade simples e rasa é diferente de igualdade de oportunidades.

Igualdade de oportunidade para receber educação não é o mesmo que o aproveitamento dessa igualdade.

Todos os homens são livres, mas nem todos sabem como ser realmente livres. A educação tem a obrigação de formar cidadãos que exerçam a liberdade de pensamento, de escolha do que eles querem ser.

Talvez então descubramos que podemos chegar até onde imaginamos e não só até onde o sistema nos permite sonhar.


Por: Ricardo Irigoyen.

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As crenças e a personalidade humana



Nossas crenças são pilares de sustentação de nossa personalidade. Elas guiam nossas decisões e nossos comportamentos em todas as áreas de nossa vida, determinando o que nos parece bom, mau, possível ou impossível. Desde que nascemos, vamos colecionando construções mentais baseadas no que aprendemos com nossos pais, parentes, amigos, professores, colegas, com a televisão ou com livros, jornais e revistas. Esse conhecimento tem grande potencial para percorrer toda a vida da pessoa. Um bom exemplo é como nos ligamos fortemente a determinada religião, posição social ou esportiva que aprendemos como crianças.

Na infância, a criança está "aberta" e curiosa em descobrir o mundo e pode ser altamente influenciada pelos outros. Dessa forma, os rótulos direcionados a si mesma ("sou bonito", "sou inteligente") ou a outras pessoas ("ela é chata", "eles são malvados") são formados. Se essa criança não encontra contraexemplos pelo caminho, esses rótulos tornam-se crenças e profecias autorrealizadoras.

Uma arma tão poderosa pode ser usada de forma positiva ou negativa. Existem crenças que ajudam, como as suposições de Programação Neurolinguística: "temos todos os recursos de que precisamos" ou "se alguém foi capaz de aprender determinada coisa, eu também sou". Existem outras que são benéficas dependendo do contexto: "eu sou paciente" pode não ser legal quando a situação pede um pouco de proatividade para se resolver.

Mas existem as que atrapalham muito mais do que ajudam: "eu não faço nada direito", "sou incompetente", "não sei lidar com dinheiro", "não consigo emagrecer", "só atraio as pessoas erradas"... parece familiar?


Quanto mais atenção damos a esse defeitos que acreditamos que temos, mais reforçamos isto dentro de nós. Principalmente quando apontamos nossos defeitos na primeira pessoa, ou seja, "Eu SOU...". Nessa condição, estamos direcionando os pensamentos em nível de identidade. E assim estamos rotulando definitivamente e fica mais difícil transformar essa situação. Ao mudar o nível para comportamental, para "Eu ESTOU..." (como trocar o "SOU gordo" por "ESTOU gordo"), fazemos ligações mentais em termos passageiros. Parece que essa condição é para este momento e deve passar ou mudar em breve.

O maior risco de ficar anos e anos reforçando esses padrões é que fica cada vez mais difícil deixar de acreditar neles. Nesse caso, a pessoa acaba por encontrar "pelo em ovo", mesmo que não existam provas concretas para continuar com essa crença, dá um jeito de criar evidências menos objetivas.
Ter um rótulo de "eu sou um fracassado" pode levar fracasso para todas as áreas da vida, como profissional, afetiva etc.

O jeito mais fácil de enfraquecer uma crença negativa é desafiá-la.

Encontrar contraexemplos mostra-me a realidade: como posso SER um fracasso se já fui bem-sucedido antes? No máximo eu ESTOU fracassando agora, o que não indica que vá fracassar de novo. Isto acaba por diminuir a crença e ajudar na ressignificação para padrões mais positivos e produtivos.

Outra forma muito eficaz de mudar esses paradigmas seria encontrar pessoas que corroborem com pensamentos e comportamentos mais produtivos. O velho adágio de "diga com quem anda e direi quem é" funciona muito bem neste sentido. Procure conviver com pessoas que alimentem viver a vida que você deseja e não o contrário. Com os que sabem lidar com dinheiro, manter a boa forma, dizer não na hora certa, se comprometer...

É importante focar no positivo e tratar a nós mesmos com um pouco mais de carinho. Assim, encontramos o que há de mais belo na vida....
VIVER!

Por: Alexandre Bortoletto.

Participe, deixe sua opinião sobre o assnto!!!

terça-feira, 23 de agosto de 2011

O Brasil e o caos social



Caos Social
Podemos observar constantes manifestações noticiadas na mídia, relacionadas às diferentes formas de violências ocorridas em nossa realidade atual, uma delas tão conhecida e noticiada é o Bullying. Bullying é um termo inglês utilizado para descrever atos de violência física ou psicológica, intencionais e repetidos, praticados por um indivíduo, ou grupo de indivíduos com o objetivo de intimidar ou agredir outro indivíduo (ou grupo de indivíduos) incapaz(es) de se defender, e tem ocorrência em um contexto escolar.

Porém lanço mão de uma reflexão que vai além das definições a respeito de Bullying, e questiono a todos a respeito de como surgiu esta “onda de violências nas escolas”, ou até mesmo se já conseguimos nos dar conta que em um passado não muito distante estes movimentos ocorriam, mas faziam parte da tomada de atitude de uma minoria de estudantes e não da maioria deles.

Violências
Tenho observado os movimentos sociais, e ainda me dou ao direito de sentir profunda indignação e não consigo de forma alguma reagir como a maioria dos sujeitos que assistem aos telejornais como se estivessem anestesiados frente às noticias. Que, ou não reagem, pois tudo se tornou banal, ou não conseguem reagir, de modo a sentirem-se revoltados frente às diversas formas de violência porque ficam em estado catatônico. Sim porque para mim o Bullying nada mais é que a consequência exacerbada de todas as formas de violência, que atecedem os comportamentos violentos de estudantes, e que surgem primeiramente dentro da família.

Família Adoecida
A sociedade contemporanêa mostra-se adoecida, em minha opinião e baseada em teorias que tratam com leveza e beleza a importância da estrutura familiar, toda e qualquer patologia social surge no seio da família. Se nos colocarmos como expectadores dos novos movimentos sociais e consequentemente das novas formas de violências, ficaremos no mínimo assustados e preocupados.

Se recordarmos das histórias contadas por nossos avós ou até mesmo por nossos pais, lembraremos facilmente de exemplos que nos contam sobre filhos que entendiam e respeitavam seus pais somente pela forma com que seus pais os olhavam, ou que crianças não se envolviam em conversa de adultos, e ai por diante, teriamos vários exemplos, inclusive os de “dar mão à palmatória”, que não concordo que fosse a melhor maneira de educar, mas podemos pensar que naquela época, de certa maneira funcionava, mesmo que fosse pelo dominio do medo.

Porém lá vieram as novas Ciências do Comportamento Humano, e com elas novas teorias, que penso, por vezes foram muito mal interpretadas. Mas meu intuito aqui não é o de discutir teorias, mas o de refletir a que ponto nossa sociedade chegou. Facilmente ouviremos notícias que tratam de desatinos sociais como por exemplo: marido matando mulher na frente dos filhos, pai matando filho e se suicidando, mãe matando filho pois já havia perdido este filho para o crack, e assim seguem, notícias que fazem o coração de qualquer um palpitar. E a última delas, que aconteceu bem perto de nossa cidade que dizia o seguinte: “filha morreu com um maço de cabelos do pai nas mãos implorando que o mesmo não a matasse... foi morta por este mesmo pai”, as pessoas que me noticiaram a tragédia contaram-me que o fato ocorreu por um seguro de vida que este mesmo pai fez para a filha. E não é de disparar o coração?

E assim caros amigos, seguimos em frente, em uma sociedade doente, que insiste em colocar em foco o patológico, o Bullying por exemplo. Não entendam que acho menos importante falar a respeito deste, todos devemos sim entender as patologias sociais, porém, podemos falar e buscar sim, muito mais saúde no seio de nossas famílias. Acredito ainda em uma sociedade que possa usufruir de todos os benefícios tecnológicos que alcançamos, mas talvez tenhamos que olhar para traz e visualizar aquele tempo, que não imagino que fosse perfeito, mas que os filhos respeitavam os pais, os casamentos não se desfaziam tão facilmente, e os valores humanos eram mais verdadeiros, um tempo em que não ouviamos falar tanto em drogas e mortes, não que não existissem, mas talvez a família e os valores familiares ocupavam um lugar na vida do sujeito, onde não restavam espaços para a entrada destas tantas violências que estamos nos vendo obrigados a engolir.


por: Patrícia Barazetti.

Um belo texto que vale a pena opinar. Participe, deixe seu recado....



segunda-feira, 22 de agosto de 2011

Uma das hipocrisias da cultura brasileira: a questão da mentira



Nos últimos anos, tenho refletido bastante sobre um assunto que tem me incomodado. Incomodado porque, muitas vezes, agi do modo ao qual estou a criticar hoje. Sei que não é só culpa minha, visto que o que irei escrever aqui é sobre uma construção cultural, mas tenho parte da responsabilidade sobre meus atos neste aspecto. Venho falar sobre o ensinamento que a maioria dos pais e das mães dá aos seus filhos e às suas filhas, a fim de que sejam boas pessoas:

“Não minta!”

Que peso tem essa palavra, embora ela pareça insignificante.

Quando criança, a maioria das pessoas é educada para não mentir. Os educadores faziam até analogia com o “Pinóquio”, dizendo que se mentisse o nariz iria crescer. E a criança se desenvolve com este tipo de pensamento, até descobrir que, se ela “não mentir”, será um dos motivos de chacota da sociedade ou apanhará dos pais por ter feito algo errado; entre outras situações. A criança, ao se transformar em adolescente, descobre que na verdade a mentira não é algo ruim, mas uma aliada para as conquistas que objetiva. E assim nossa sociedade vai se constituindo; ao mesmo tempo em que vai construindo um grande engano.


É neste ponto que eu queria chegar! Como o brasileiro é hipócrita nesta questão. Nós pregamos que todos devem ser verdadeiros para que, no mínimo, exista a confiança entre os seres humanos. Mas quando as pessoas decidem ser verdadeiras, nós mesmos, os “pregadores da verdade”, somos os primeiros a incriminar a atitude sincera que o outro teve. E aí pergunto:


“Devemos, mesmo, ser verdadeiros?”.

Contribuindo para esta reflexão, trago aqui a minha resposta para esta pergunta. Espero que vocês não a vejam como a resposta correta, mas sim, como um posicionamento de alguém que está preocupado com esta problemática.

Particularmente, ainda acredito que devemos ser verdadeiros! Sei que é difícil, mas penso que seja algo necessário para o ser humano, pois se nos pautarmos pela mentira (por menor que seja), estaremos abalando uma das estruturas que une as pessoas (a “verdade”).


Paralelamente a isto, o que precisa mudar é a atitude das pessoas com relação ao que for “verdadeiro”. Que haja mais maturidade, responsabilidade e respeito por parte daquele que escuta uma verdade, mesmo que esta não seja a fala que gostaria de ouvir. Se não houver uma mudança de postura social, continuaremos incentivando para que se tenham pessoas traindo, roubando, matando, entre outras situações, pois se não existe espaço para que se fale a verdade, o caminho para a mentira estará de portas abertas.

Os brasileiros ainda têm muito o que aprender com as crianças, ao invés de só querer educá-las. Enquanto elas vivem a infância, conseguem ser verdadeiras. É uma pena que, quando crescem, aprendem o jeito que se vive no mundo adulto, atingem a “maturidade” e deixam de ser aquilo que os homens e as mulheres deveriam ser.


Espero que, neste pequeno texto, cada um consiga refletir sobre esta questão. Eu teria muito mais a escrever sobre o assunto, mas acredito que para o momento o que aqui se encontra registrado é suficiente para estimular a reflexão.


Pensem nisto!

Por: Jorge da Cunha Dutra.

Gostei e acho ótimo para reflerirmos sobre isso. E você? Opine, participe!




domingo, 21 de agosto de 2011

Vem aí: Lixo nacional na tv por assinatura



Foi aprovado no Senado, o Projeto de Lei da Câmara (PLC) 116, que amplia o mercado de venda de TV a cabo no Brasil para as operadoras de telecomunicações e acaba com as limitações à participação de capital estrangeiro nessas empresas.

De acordo com a nova lei, serão criadas cotas para a exibição de programas com conteúdo nacional e a competência da Agência Nacional de Cinema (Ancine) será ampliada.

Os canais deverão veicular três horas e meia por semana de conteúdo produzido no Brasil das 18h às 22h. Há ainda a determinação de que metade da cota nacional seja produzida por empresas que não sejam vinculadas a grupos de radiodifusão. Será um total semanal de uma hora e 45 minutos de programação independente.

Antes de debater a questão da qualidade das produções nacionais e do nosso direito de escolha, vamos olhar a coerência. O legislador brasileiro é tudo, menos coerente, vou dizer porquê. A razão é que se querem tanto fomentar o cinema e a produção áudio-visual brasileira, porque não criaram então um canal aberto para que todos possam assistir o conteúdo.

Quanto à qualidade, cá entre nós, a qualidade do áudio-visual brasileiro deixa a desejar, salvo raras exceções.

Em entrevista à revista Época durante a temporada de promoção de seu filme Linha de Passe, de 2008, o badalado cineasta Walter Salles, aquele apologista de Che Guevara, sintetizou a filosofia dos cineastas brasileiros: cinema não deve lucrar, deve fazer retratos da sociedade. E para ele, filho de banqueiro multimilionário, suas aventuras particulares devem ser bancadas por todos os pagadores de impostos.

Indagado se a anêmica audiência dos filmes nacionais naquele período poderia ser comparada ao marasmo cinematográfico decorrente do fechamento da Embrafilme no governo Collor, Sales deu uma aula de sensibilidade artística que somente as pessoas maravilhosas do terceiro mundo geográfico e mental sustentadas por verba pública têm condições de oferecer:

"Cinema não é sabão em pó. O papel do cinema é gerar uma memória de nós mesmos, um retrato de uma sociedade num dado momento. O problema é que estamos julgando hoje o cinema brasileiro com os instrumentos que são utilizados para avaliar o cinema de mercado norte-americano. É um pouco como comparar o público do McDonald’s com daquele restaurante de bairro, que te propõe uma comida autêntica, de um lugar específico. Então, a pergunta que talvez devêssemos fazer é a seguinte: os filmes brasileiros têm tido sucesso em refletir nossos desejos e contradições?"


Salles e outros tantos não conseguem aceitar o fato de que filmes, assim como picolés, camisas e sabão em pó, dependem da vontade do público. Dói em suas almas de artistas visionários que sua arte não seja prestigiada como imaginam ser merecido. Eles querem é retratar a sociedade usando dinheiro alheio, e aí temos o ciclo: como não precisam se preocupar com retorno financeiro, livram-se da necessidade de oferecer a mínima qualidade que se pague em troca. Os retratos da sociedade morrem na bilheteria, e então pedem mais dinheiro aos ministérios. Em nome da cultura, naturalmente.


A revista também perguntou a Salles quais seriam os motivos para a diminuição do público do cinema nacional. Disse o filho de banqueiro: "Nos países onde existe uma compreensão solidificada de que o cinema é algo necessário para a cristalização de uma identidade nacional, como é entendido por exemplo na França, o cinema vai bem, obrigado. Nos países onde o cinema é abandonado às leis de mercado, as cinematografias nacionais morrem".


A hipótese de que sua arte seja uma porcaria, aliás, é inconcebível aos nossos gênios incompreendidos, que odeiam o livre mercado porque se sabem ignorados naquele momento crucial: quando o espectador tira a carteira do bolso.

Com as cotas querem nos entuchar lixos áudios-visuais de cineastas brasileiros que mesmos ignorados pelo público, querem obrigar as pessoas a assistirem.

Só um detalhe, o filme Central do Brasil do picareta do Walter Salles Jr. não passa de uma cópia mal-feita do filme Alice nas Cidades do cineasta alemão Wim Wenders. Philip Winter, que vai para os Estados Unidos para fazer algumas reportagens. Ele não consegue, tendo que voltar para a Alemanha. Só que o aeroporto está fechado, e ele só consegue passagem para o dia seguinte. Ele conhece uma mãe e uma filha na mesma situação, com quem divide seu quarto em um hotel. Quando acorda na manhã seguinte, a mãe da menina foi embora e ele assume de vez o papel paterno da jovem Alice.

Outra coisa que acompanha bem as porcarias que nossos cineastas fazem, tem toda razão para não quererem ver porcaria feita aqui.

Existe também o direito de escolha, afinal a pessoa está pagando, TV por assinatura não é gratuita, nada mais justo que está atenda ao gosto do cliente, sem tentar empurrar conteúdo que não seja de seu interesse.

Estando em uma democracia, existe espaço para um gosto eclético, não devendo ser nada imposto, portanto se eu desejo ver um canal com conteúdo 100% norte-americano, nada mais justo que seja respeitado, afinal a pessoa está pagando e existe uma liberdade aqui. Querer interferir no que as pessoas devem ou não ver é dos regimes totalitários.

Fonte: http://guerreirodareal.blogspot.com.

Que catástrofe para nós, telespectadores. O que você acha disso??? Opine, participe!!!

sábado, 20 de agosto de 2011

Fundo perdido...



Levou os meus planos, meus pobres enganos
Os meus vinte anos, o meu coração

Chico Buarque

"Entreguei-lhe os melhores anos de minha vida". Eis uma frase clássica, dita e repetida por mulheres ao longo da história de muitos relacionamentos, bem no momento em que eles chegam ao fim. Uma cobrança, sem dúvida. Porém, com um agravante: tal dívida jamais poderá ser saldada. Nem amortizada, nem perdoada, nem convertida. Estamos falando de tempo – aquilo que não retorna jamais. Daí sua trágica contundência.


Bom, uma das estratégias masculinas para escapar dessa cobrança é negar a dívida: "Foi uma troca – os meus pelos seus. E você entregou por iniciativa própria, por conta e no risco". Já adianto que nem sempre funciona, mesmo que obedeça a uma lógica irretocável. A questão é que elas sempre acham que valem mais, doam-se mais, abdicam mais. Taco a taco só existiria em uma relação homossexual – perdoem o chiste.


Outra maneira de sentir-se desonerado é a de (tentar) reverter o quadro: "Se ao meu lado aconteceram os melhores anos de sua vida, então sou credor". E agora? Quem recebeu de quem? Quem deu o quê? Estando tão bom, não há nada a ser cobrado. Ao contrário, a mulher deveria agradecer: "Obrigada pelos melhores anos de minha vida". Por nada, por nada – diria o ex – foi um prazer e uma honra ser o responsável por sua felicidade. Para, depois, esperar pelo vaso que viria voando na direção da cabeça.


(Já sei: estou me afundando. Tentarei o resgate.)


Pena que, na vida, a coisa não seja assim tão simples. Quando elas nos dizem que entregaram os melhores anos da vida delas, estão dizendo que foram os melhores anos de nossas vidas. E foram. Nada supera o tempo passado ao lado de quem está apaixonado por você, acarinhando, mimando, estimulando. Na paixão, alcançamos o ápice do amor próprio: desejamos quem também nos deseja. Ser querido é o aditivo mais poderoso do universo. Supera o álcool, as drogas, a adrenalina. Supera tudo. É tão bom que vale o sacrifício.


Mas, supondo que houve paixão dos dois lados, o que transformaria ambos em credores, por qual motivo as mulheres tanto se queixam dos tais "melhores anos" que lhes parecem sonegados? A resposta está na palavra juventude. A lisura da pele e a firmeza das carnes são ativos de grande prestígio entre as fêmeas. Isso desde a época dos contos de fadas, ou das cavernas, até hoje (o cirurgião plástico agradece). Basta lembrar o pesadelo da Rainha Má diante da fresca Branca de Neve – é o espelho quem acusa o declínio de sua jovialidade, não o rei, que até morrera.


Por isso, a masculina tábua de salvação é apelar ao Chico, unanimidade entre as mulheres, para encontrar a resposta final ao dilema. Na música A Rita, ele reproduz a mesmíssima queixa: o rapaz lamenta a perda dos vinte anos, dos planos, dos pobres enganos e do coração. Os durões não admitem, mas sofremos lupicínios ao ter o coração partido. Assim, caro homem, quando ela lhe acusar de ter investido mal a juventude em sua carteira de ações, revide na mesma moeda: diga que suas aplicações também se depreciaram no fundo (perdido) do poço. E que, pior, bem pior, lhe restou mudo o violão. Ou alguém duvida que sejam elas a nos inspirar?

Por: Rubem Penz. Seu link está neste blog.

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sexta-feira, 19 de agosto de 2011

A mentira e suas várias faces



Há um momento na vida em que, graças ao domínio de mecanismos sofisticados da inteligência, aprendemos a mentir. Mentimos jogando com as palavras, contendo gestos, assumindo posturas convenientes – e das quais discordamos – para aliviar tensões. Tentamos esconder aquele traço da nossa personalidade que não nos agrada assumindo uma maneira de ser mais apropriada. São tantas as possibilidades de escamotear a verdade que o mais prudente seria olhar o ser humano com total desconfiança – pelo menos até prova em contrário.

Ainda que sentir medo e insegurança faça parte da natureza humana, fingimos que tudo está sob controle e que nada nos abala para ocultar nossa fragilidade. Acreditando no que vêem, os outros passam a se comportar como se também não sentissem medo. Mentem para não parecer frágeis e inferiores diante daqueles que julgam fortes.

Nesse teatro diário, alimentamos o círculo vicioso da dissimulação. Minto para impressionar você, que me impressionou muito com aquele jeito fingido de ser – mas que me pareceu genuíno. Não seria mais fácil se todos admitíssemos que não somos super-heróis e que não há nada que nos proteja das incertezas do futuro?

Em geral, quem não aceita o próprio corpo evita praias e piscinas. Diz que não gosta de sol, quando, na verdade, não tem estrutura para mostrar publicamente aquilo (a gordura, a magreza ou qualquer outra imperfeição) que abomina. É o mesmo mecanismo usado pelos tímidos, que não se entusiasmam muito por festas e locais públicos. Em casa, não precisam expor sua dificuldade de se relacionar com desconhecidos.
Temos muito medo de nos sentir envergonhados, de ser alvo de ironias que ferem nossa vaidade. É para não correr esse risco que muita gente muda de cidade depois de um abalo financeiro. Melhor ser pobre e falido (e encontrar a paz necessária para reconstruir a vida) onde ninguém nos conheceu ricos e bem-sucedidos!

Até aqui me referi às posturas de natureza defensiva, que servem de armadura contra o deboche, as críticas e o julgamento alheio. Há, no entanto, um tipo perverso de falsidade: a premeditada. Pessoas dispostas a se dar bem costumam vender uma imagem construída sob medida para tirar vantagem.

Um homem extrovertido e aparentemente seguro, independente e forte pode ter criado esse estereótipo apenas para cativar uma parceira romântica. Depois de conquistá-la, revela-se inseguro, dependente e egoísta.

Mulheres sensuais podem se comportar de maneira provocante para despertar o desejo masculino – e sentir-se superiores aos homens. Vendem uma promessa de intimidade física alucinante que raramente cumprem, pois são, em geral, as mais reprimidas sexualmente. O apelo erótico funciona como atalho para os objetivos de ordem material que pretendem alcançar.

Não há como deixar de apontar a superioridade moral daqueles que mentem por fraquezas quando comparados aos que obtêm vantagens com sua falsidade. O primeiro grupo poderia se distanciar ainda mais do segundo se acordasse para uma verdade óbvia e fácil de enfrentar. Aquele que me intimida é tão falível e frágil quanto eu. E – nunca é demais lembrar –, para ele, eu sou o outro que tanto lhe mete medo.


Por Flávio Gikovate

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quinta-feira, 18 de agosto de 2011

Americano tenta imitar vampiro e acaba preso...



Um americano de 19 anos invadiu a casa de uma mulher e tentou sugar o sangue dela, mas acabou preso pela polícia na cidade de Galveston, Texas. Encontrado rosnando e silvando em um estacionamento, e usando apenas cueca samba-canção, Lyle Monroe Bensley afirmou ser um vampiro de 500 anos de idade que precisava se "alimentar", disse o capitão da polícia local, Jeff Heyse.

O rapaz espera na cadeia uma avaliação psiquiátrica pelas acusações de arrombamento da residência durante a tentativa de beber o sangue da mulher no fim de semana. Ainda não foi confirmado se a temática de vampiros na cultura pop teve alguma influência sobre ele. A vítima, que morava perto de Bensley mas não o conhecia, escapou incólume do ataque, disse Heyse.

TV e literatura
Thomas Garza, que ministra um curso sobre a lenda dos vampiros na Universidade do Texas, disse que jovens podem querer ser vampiros porque esses seres, no imaginário pop, trapaceiam a morte e conseguem permanecer bonitos, poderosos e jovens pela eternidade.

Segundo ele, o vampiro moderno na cultura popular é mais atraente, suave e mais "na moda" do que os vampiros eslavos do Velho Mundo, o que aumentou seu apelo. "Eu diria que foi a saga de Crepúsculo em particular que fez os fãs adolescentes se assumirem", aponta.

Vampiros são um tema central na literatura desde o romance "Drácula", de Bram Stoker, em 1897. Mas a fascinação por eles, principalmente entre os jovens, aumentou nos últimos anos com a popularidade dos livros da saga "Crepúsculo" sobre vampiros adolescentes, e o seriado "True Blood", da TV.

Fonte: Internet

Que coisa não? é doido esse cara?

terça-feira, 16 de agosto de 2011

Espectadores ou protagonistas?



Corruptos conhecidos em cargos públicos cuidando do dinheiro do povo, me faz lembrar a estória da raposa tomando conta do galinheiro. A execução de uma juíza em Niterói ativa na minha memória filmes da época do Chicago de “Al Capone”.

Estórias e filmes que podemos transformar em histórias em medida que deixemos de ser meros espectadores e passemos a ser protagonistas de nossas vidas. Os que estão no poder querem manter a sociedade brasileira como simples entes passivos na disputa, entre corruptos e bandidos, pelo comando de nosso destino.

Querem que acreditemos que somente podemos optar entre uns ou outros. A terceira opção que temos é tomar consciência que o verdadeiro poder está em nós. A maioria silenciosa deste país deve manifestar-se, deve deixar de ser contemplativa e transformar-se em uma força proativa.

Se Jesus viesse a terra hoje, seria crucificado de novo. Quem quer ouvir: compartilha o que tens com os que menos possuem; o Reino dos Céus é dos humildes; é mais difícil que um rico entre no Reino dos Céus que um camelo passar pelo buraco de uma agulha. Ninguém.

Honestidade, falar a verdade, pureza de coração, lealdade, consciência são todos sinônimos de otário no mundo atual. Isto é o que os corruptos e os bandidos querem que acreditemos. Quanto mais compremos essa estória, menos história será feita.

Nossa sociedade tem muito medo, tanto medo que é capaz de eleger como seus líderes exemplos do que acredita que a representa fielmente. Ver cair à popularidade de uma presidente porque persegue a corrupção e coloca na cadeia os responsáveis por roubar dinheiro público, é ridículo. Duvido que exista algum brasileiro que não esteja a favor de eliminar esses canceres de nosso meio. Aqueles que eventualmente defendam esses meliantes estão assinando que são cúmplices e coniventes com os crimes cometidos.

As expressões: DEIXA PARA LÁ! NÃO É PROBLEMA NOSSO! O QUE EU TENHO QUE VER COM ISSO! E tantas outras similares que se repetem milhares de vezes por dia quando se comentam as manchetes dos jornais ajudam a perpetuar-se no poder os infames que legislam e advogam somente em benefício próprio.

A liberdade somente existe quando se exercem os direitos, mas também se cumprem com as obrigações inerentes a ela. A fraternidade não pode ser exigida unicamente quando recebemos, mas quando devemos dar também. A igualdade prevalece sobre as diferenças quando o medo desaparece.

Podemos ser espectadores ou protagonistas. É uma opção. O protagonista pode mudar o rumo de nosso país, o espectador somente pode assistir e não pode se queixar se não gosta do final.

E você, meu caro amigo se transformará em um protagonista ou continuará sendo um espectador da história de nosso Brasil?


Por : Ricardo Irigoyen

Participe, opine a respeito do assunto...

segunda-feira, 15 de agosto de 2011

O pecado mora ao lado...



Fez-se a luz, Adão, costela, Eva, paraíso etc. Todo mundo conhece o percurso do Homem, ou o tanto de água que rolou debaixo da parreira até dar no que deu. Mas sempre há nuances a serem exploradas por quem se dedica a investigar o insuspeitado. E não custa nada remontar a cena que alterou o rumo das coisas para, com isso, tirar lições. Do princípio:
Antes de tudo, era o caos. Algo como sexta-feira, dezenove horas, chovendo cântaros, dois acidentes envolvendo caminhões, véspera de feriadão. Saldo bancário no vermelho, ponteiro da temperatura do carro no vermelho, semáforo piscando no vermelho, um descontrolado atolando o dedo na buzina.

Num momento parecido com esse, o Criador, em sua elevada benevolência, ao som de um coral de anjos e inspirado pelo mais puro sentimento, resolveu pôr ordem no galinheiro. E fez-se a luz; também surgiu a Natureza com seus vales e montanhas; oceanos, lagos, nuvens e areia brancas. Tudo pronto para o eleito: o Homem.

Logo após o sopro de vida na argila inerte, nasceu Adão, aquele que era feliz e não sabia. Vivia no que mais tarde seria convencionado chamar de CNTP (condições normais de temperatura e pressão). Clima goiano: amanhecia numa temperatura amena, esquentava um pouco no bom sol, chovia confortavelmente e, à noite, era sempre recomendável se cobrir. Sem umidade ou rinite, sem ácaros, sem roupa que nunca seca no varal ou um gole da maldita para enfrentar o vento Minuano.

Impossível ficar melhor? Eis que de sua costela nasce Eva. Ah, a mulher! Evolução da espécie, arte final para seu rascunho, companheira criada por Deus para estar sempre ao seu lado, mas que, por excelência de projeto, estaria sempre à sua frente. Movimentos de uma felina, charme de uma felina, unhas de uma felina, humor de uma felina... E memória de elefante. Adão já não mais precisava se preocupar em fazer agrados ao Criador – bastava atender Eva e seu dia estaria tomado, suas noites garantidas, o mundo em completo sentido. Deus poderia tirar suas férias em paz, afinal.

Pois, Adão e Eva, insatisfeitos com aquilo que parecia perfeito, entediados com tanta harmonia e fartos de beleza, ambicionaram o fruto proibido. E logo ali, adiante da cerca, estava a macieira do vizinho. Nela, auspiciosa, a suculenta maçã. A mulher disse vá até lá e apanhe uma para mim. O homem ponderou que poderia dar galho. Ela fez beicinho, mas ele parecia irredutível. Então, cochichando ao ouvido, Eva prometeu alguma coisa que Deus não deveria ouvir.

E Adão saltou por sobre a cerca feito cão que ouviu a sineta de Pavlov. Só que o vizinho viu. E sua mulher, uma verdadeira cobra, indignada, fez queixa para o síndico do Condomínio Horizontal Paradiso.

Barraco! De um lado, Adão defendia-se com a tese de que seria um grande pecado apodrecerem as maçãs no pé sem que ninguém apanhasse. De outro, a cobra rebatendo que o casal não merecia habitar o Paradiso – deveriam ser expulsos. Eva subiu nas tamancas e disse que vizinhos intolerantes do tipo que prega regras apenas para os outros transformaram o Paradiso em um inferno.

Blasfêmia: tudo o que o síndico esperava para tomar o partido da cobra. E assim, em breve resumo, fica explicado porque deu no que deu.


Por Rubem Penz.

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