

“Não existem mais pais (famílias) e professores (escolas) como antigamente.” Essa é uma frase bastante usada hoje em dia sempre que tentamos explicar as inúmeras ocorrências envolvendo jovens adolescentes. O que estaria acontecendo com essa jovem geração que tanto se envolve com drogas, bebidas, brigas e crimes? Lembrando que essas ocorrências são registradas em todas as classes sociais.
Atualmente, um pai não pode corrigir um filho com uma palmada ou puxão de orelha, pois está sujeito a ser preso. Um professor não pode mais colocar um aluno perturbador sentado ou lhe chamar atenção, pois corre o risco de ser denunciado por Bullyng, palavra essa que tem virado modismo. Qualquer coisa que acontece para um aluno numa escola, agora é tratada como crime.
Nunca fui exemplo de aluno, mas no meu tempo pelo menos tínhamos respeito pela figura do professor. Bastava um olhar atravessado do mestre, e sabíamos que tínhamos ultrapassado dos limites. Em casa era a mesma coisa. O pai olhava e nos aquietávamos. Quando prosseguíamos com a arte, vinha uma boa chinelada ou cintada. Para mim, e creio que para muitos daquela geração, esse tipo de correção foi ótima para a nossa formação. Vergões nas nádegas e pernas em nada influenciaram de forma negativa a minha psicologia. Lembro também dos oficiais de menores, que deixavam suas casas para fiscalizarem as atitudes dos menores que frequentavam as noitadas. Será que hoje conselheiros tutelares, promotores e policiais fazem o mesmo?
A geração de hoje, o pouco conhecimento que tem da vida, o conseguiu através de uma tela de computador. Dá para acreditar que para muitos desses jovens o computador (internet) é sua vida? Mas que vida é essa que os torna uns parasitas? Poucos estudam e nem aí estão para o seu futuro profissional. Ou melhor, estudam através do MSN, Twitter e Facebook, mantendo contato com os colegas. Esse é o tipo de relação pessoal que eles mantêm. Também usam essa ferramenta para falar mal dos seus desafetos, entre eles os professores, que são considerados “malas”, “chatos”, “imbecis”, idiotas” e por aí vai. Mas afinal de contas, quem é o idiota?
O professor que estudou, se formou, constituiu família, tem carro, casa, salário e uma vida ativa? Ou o idiota é o aluno-adolescente, que não se relaciona com ninguém, é depressivo, não tem interesse e acha que será sustentado o resto da vida pelos pais? Esse provavelmente será um profissional frustrado, isso se tudo correr bem, caso contrário poderá ser um futuro usuário de drogas e vagabundo.
O que mudou então? Por que essa geração, que tem ampla liberdade de expressão nada faz? Parecem uns zumbis, esperando o tempo passar. Não foi a tecnologia avançada ou liberdade de mídia que provocou essa mudança. A culpa não é da sociedade, mas sim da falta de controle por parte de pais, que geram filhos e não assumem a responsabilidade de educá-los. Pais que não conhecem a palavra limite.
Esse texto, num primeiro momento parece generalizar todos os adolescentes. Mas não é essa minha intenção. Sei muito bem, que a sociedade só não está perdida, ainda, por existirem pais que educam seus filhos com uma cultura familiar antiga. Com mais liberdade, sim, mas sem deixar de lado a rigidez quando essa se faz necessária. São dessas famílias que surgem os jovens que ainda utilizam o estudo e a busca do conhecimento como forma de tornarem-se bons cidadãos e bons profissionais, preocupados com o seu futuro, com o seu sucesso, mas também com uma sociedade cada vez melhor.
por: Maurício Paim em ONacional PF.
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