

Importante é que, cada vez mais, o idoso seja lembrado através de programas e de ferramentas outras que o mantenha em constante atividade física e emocional, possibilitando levar aos jovem sua experiência de vida.
Antigamente, o chefe da família - então único provedor do lar - após a jornada de trabalho, voltava a sua casa e tinha tempo suficiente para conviver e para trocar ideias com a esposa e os filhos o que hoje torna-se difícil, quer pela necessidade do casal, na busca de condições financeiras para o sustento da família, passar mais horas em serviço. Paralelamente, quando em casa, a presença da televisão, faz com que dificilmente a família consiga conversar, considerando que os olhos se mantêm presos a telinha, impedindo uma maior aproximação da família e, também, da convivência com os amigos. Quase tudo, hoje, somente é programado para o após novela ou jogo de futebol televisionado.
Com isso marido e mulher, que em grande parcela atuam fora do lar, ficam limitados ao convívio entre si, com os filhos e com os idosos que vivem na casa. Estes, principalmente, em muitos casos terminam semi-isolados e, muitas vezes, curtindo solidão para o fortalecendo de frustração maior.
Vivenciando problemas dessa ordem, foram criados por órgãos governamentais e ONGs, programas dedicados à terceira idade, possibilitando um trabalho no sentido de oferecer àquele, que durante muitos anos deu de si para que a família existisse, a valorização merecida, evitando que o idoso possa se sentir um "traste velho", que mais nada tem a oferecer.
Entendemos que, ao contrário, aquele que chega à terceira idade pode e deve ser visto como fonte de ensinamentos, repassando conhecimentos e experiências aos jovens e, principalmente, conselhos úteis que possam conduzir os mais novos ao bom caminho, na preparação ao comando do mundo.
O avanço da ciência e da medicina faz com que, cada vez mais, aumente a expectativa de vida do homem e, daí a criação de ações elaboradas no sentido de oferecer ao idoso uma vida compartilhada em que, além de atividades recreativas e físicas, tenha ensinamentos que possibilitem fazer retornar à própria sociedade o produto daquilo que aprenderam, através da formação de grupos, como trabalhos manuais, artesanato, leitura, expressões artísticas e outros.
Dentro desse ângulo, acreditamos que, as atividades voltadas aos idosos poderia ser ampliada, com o aproveitamento de um bem que só ele pode oferecer: a experiência de vida e, para isso, sua presença com palestras em escolas e para grupos de jovens.
Quem sabe não está aí, uma ferramenta que possa unir jovens e idosos, assim como oportunidade de redução dos índices de violência e dependência química que assola nossa juventude?
Por Moacir Rodrigues
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