terça-feira, 23 de agosto de 2016

Um novo meio de medir o progresso social


A complexidade do século XXI exige uma nova avaliação do desenvolvimento humano e social

Nos últimos anos surgiram novos índices com uma abordagem mais ampla do que a simples avaliação do PIB per capita da dimensão econômica do desenvolvimento.

Há muito tempo, segundo analistas, a produção econômica não é mais um indicador adequado para medir o progresso das nações.

 Um dos primeiros indicadores de avaliação de progresso, o Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) da ONU, foi elaborado em 1990 e analisa dados referentes à renda, à educação e à expectativa de vida para classificar os países de acordo com seu grau de desenvolvimento humano. 

Mas nos últimos anos surgiram novos índices com uma abordagem mais ampla do que a simples avaliação do PIB per capita da dimensão econômica do desenvolvimento.

Um deles, o Índice de Progresso Social (IPS), publicado pela organização sem fins lucrativos americana Social Progress Imperative, exclui o PIB em sua análise e concentra-se na avaliação de 53 indicadores sociais e ambientais divididos em três áreas: necessidades humanas básicas, fundamentos do bem-estar social e oportunidades.

O último índice, publicado em 28 de junho, mostrou algumas surpresas em seu ranking. Os países nórdicos, a Europa Ocidental, o Canadá e a Austrália destacaram-se na pontuação referente à satisfação das necessidades básicas dos cidadãos como moradia, água e saneamento, saúde e bem-estar, segurança, acesso à internet, tolerância e inclusão social, e acesso à educação superior. 

Os Estados Unidos foram classificados em 19º lugar no ranking devido às deficiências no âmbito da segurança pessoal, saúde e qualidade ambiental. 

Os países africanos e as nações com conflitos internos, como o Iêmen, tiveram o pior desempenho na avaliação do índice.

Como o gráfico mostra, os países mais desenvolvidos têm um nível maior de progresso social. Mas esse progresso não é linear e existem exceções importantes. Os ganhos no progresso social diminuem em países com uma renda média.

 Por sua vez, esses progressos encontram obstáculos em países ricos, que enfrentam problemas como obesidade.

As nações acima da linha de pontuação do índice têm uma capacidade maior de prestação de serviços e de estímulo à tolerância e à igualdade social proporcional à sua renda. Mas como a linha mostra na relação estatística entre o PIB e a pontuação do IPS, há uma distorção referente à riqueza dos países do Golfo Pérsico. 

Os autores do índice também compararam o desempenho de um país com 15 países com um PIB semelhante. Nessa avaliação 19 países destacaram-se, entre eles Costa Rica (mais uma vez) e Uruguai. Os países latino-americanos que se esforçaram para criar instituições democráticas que respeitam os direitos humanos contribuíram muito para o desenvolvimento da região.

Os países ricos em petróleo como a Arábia Saudita, Catar e os Emirados Árabes Unidos são os piores entre as 35 nações com um desempenho fraco, bem abaixo da média em razão das culturas fechadas e repressoras, intolerância religiosa e falta de liberdade pessoal. 

Os Estados Unidos têm um desempenho fraco de cerca de cinco pontos entre a Venezuela e o Egito. O PIB da Bulgária tem um nível semelhante ao da Tailândia, mas a contribuição financeira da União Europeia elevou sua posição. 


Comente este artigo.

sábado, 13 de agosto de 2016

30 provérbios chineses para inspirar sua rotina

"A persistência realiza o impossível"


Com poucas palavras, os provérbios chineses têm difundido sabedoria e inspiração há milhares de anos. Muitos falam de habilidade, perseverança, conhecimento e sucesso, e podem trazer grandes lições para a atualidade. Pensando nisso, separamos alguns dos melhores provérbios chineses:
1. Limitações são fronteiras criadas apenas pela nossa mente.
2. Só o tempo e o esforço trazem a competência.
3. Ao morrer, o leopardo deixa sua pele. Ao morrer, o homem deixa seu nome.
4. Sem a oposição do vento, a pipa não consegue subir.
5. Seja lento na promessa e rápido no desempenho.
6. Palavras ríspidas e argumentos pobres nunca resolveram nada.
7. Pobres são aqueles que não têm talentos, fracos são os que não têm aspirações.
8. O bom estrategista traz um exército dentro da cabeça.
9. A derrota só será uma bebida amarga se concordarmos em tragá-la.
10. A persistência realiza o impossível.
11. Não compense na ira o que lhe falta na razão.
12. Se houver um general forte, não haverá soldados fracos.
13. Para cortar uma árvore bem rápido, gaste o dobro to tempo afiando o machado.
14. Para ganhar cem vezes em cem, estude bem o seu oponente.
15. Lamentar aquilo que não temos é desperdiçar aquilo que já possuímos.
16. Costumamos encontrar nosso destino justamente onde nos escondemos para evitá-lo.
17. Espere com paciência, ataque com rapidez.
18. Os covardes sonham, os corajosos têm visões.
19. O aprendizado é como o horizonte: não há limites.
20. A vida nunca poderá dar segurança, só pode prometer oportunidades.
21. Um pássaro não pode voar enquanto suas penas não estiverem plenamente desenvolvidas.
22. Até as torres mais altas começaram do chão.
23. Tecer uma rede é melhor do que rezar por um peixe à beira d'água.
24. A preocupação nunca venceu o destino.
25. A ganância entra no coração para roubar a paz de espírito.
26. A sorte se apresenta sob muitos disfarces.
27. Fracassar não é cair, é recusar-se a levantar.
28. A engenhosidade ilumina o caminho para o sucesso.
29. Sem a experiência nunca teremos o conhecimento pleno.
30. Os melhores estrategistas nunca são impulsivos; os melhores líderes nunca são arrogantes.
Comente este artigo.

quinta-feira, 28 de julho de 2016

Quando a ansiedade se torna um transtorno

Entenda os dilemas que um ansioso crônico tem de enfrentar todos os dias

Transtornos mentais como a depressão estavam entre as 20 principais causas de incapacidade ao redor do mundo em 2014, de acordo com a OMS (Foto: Pixabay)

O que você faria se seu coração acelerasse de repente, se você não conseguisse parar de tremer ou se tivesse dificuldade de respirar? Você iria ao médico, tomaria um remédio? E o que faria se tivesse a sensação de que iria morrer? Estes são alguns dos possíveis dilemas de quem sofre de problemas relacionados com a ansiedade crônica.

Se você andar numa floresta e der de cara com uma cobra, seu corpo vai entrar em estado de alerta, o que provavelmente vai lhe causar um desconforto. Esta é uma ansiedade normal e esperada. Mas quando não há estímulos externos que ofereçam perigo e mesmo assim o desconforto tende a se repetir, esta ansiedade pode estar se tornando um transtorno, segundo explica o psiquiatra e psicanalista Sergio de Almeida, membro da Sociedade Brasileira de Psicanálise do Rio de Janeiro.

Segundo um levantamento do World Bank Group com a Organização Mundial de Saúde (OMS), 416 milhões de pessoas sofriam de depressão ou de

ansiedade crônica em 1990, só que este número subiu para 615 milhões em 2013. No entanto, este número pode não estar relacionado com a incidência de casos, mas com o acesso à informação e ao diagnóstico do problema.

Segundo o psiquiatra, os transtornos relacionados com a ansiedade não são novidade. Mas como temos maior facilidade ao acesso de informações, ele se tornou mais discutido. “O que vai caracterizar o perigo da ansiedade não é só a repetição, mas as consequências que ela vai causar ao organismo da pessoa. O desconforto repetitivo vai engendrar reações orgânicas, ora pressão alta, ora o desencadeamento de um quadro diabético, ora o desencadeamento de uma dor de cabeça”. A ansiedade pode, então, gerar vários tipos de transtornos como o transtorno geral de ansiedade (TAG), atos fóbicos, quadros de evitação e transtornos do pânico.

Diminuição de produtividade
Transtornos mentais como a depressão estavam entre as 20 principais causas de incapacidade ao redor do mundo em 2014, de acordo com a OMS. Segundo o levantamento do World Bank Group com a OMS, o custo de perda de produtividade no ambiente de trabalho por conta da depressão e da ansiedade crônica é de US$ 1 trilhão por ano (mais de R$ 3,5 trilhões segundo o câmbio atual). A maioria destas pessoas não recebe tratamento adequado e com isso elas ficam incapacitadas de trabalhar, diminuem sua produtividade e faltam ao trabalho. Enquanto isso, o governo recebe menos impostos e gasta mais com a saúde e o bem-estar.

De acordo com dados do Ministério da Previdência Social, apenas em março deste ano, mais de três mil pessoas receberam auxílio-doença por problemas relacionados com a ansiedade. Segundo o World Bank Group e a OMS, apenas 3% dos gastos mundiais vão para a saúde mental. Só que segundo um artigo publicado no The Lancet Psychiatry em abril, baseado em dados do Global Burden of Disease 2010, investir no tratamento para a depressão e a ansiedade leva a um retorno quatro vezes maior.  

O psiquiatra lembra que ninguém está isento da ansiedade crônica ou de seus possíveis transtornos. “Dentro do indivíduo pode haver fontes ansiogênicas muito grandes. Às vezes é um pensamento, uma lembrança, um desejo. E isso pode ser uma fonte de angústia muito difícil de ser suportada”.

Segundo a psicanalista Miriam Tawil, membro da Sociedade Brasileira de Psicanálise de São Paulo, há certo exagero em dizer que a ansiedade é o mal deste século, porque isto sempre existiu. “Hoje as relações são mais líquidas. Com a tecnologia, os vínculos humanos podem ser mais frágeis. 

A relação muitas vezes é vista como uma ação na bolsa de valores e saímos e entramos nelas conforme os ‘lucros’. Só que as dores e lutos de entrar e sair de relacionamentos são muito sofridos e aí há um aumento de ansiedade.” A psicanalista lembra que entre as consequências da ansiedade crônica, a pessoa pode perder parte de sua autoconfiança, pode ter uma expectativa pessimista, uma ideia aflitiva permanente ou uma ansiedade relacionada ao corpo.

Mas o que você pode fazer se esta angústia estiver se tornando um problema na sua vida? Sergio de Almeida diz que é essencial consultar um profissional competente. Além disso, exercícios físicos também podem ajudar a aliviar a ansiedade. “O organismo se vê inundado por químicas cerebrais chamadas neurotransmissores. As atividades corporais são vias auxiliares para que esta energia que está solta no organismo, causando mal estar, possa ter outros encaminhamentos”.
“Fica calmo!”

Dizer para uma pessoa em crise para ela se acalmar adianta? Uma pessoa pode dizer “fique calmo” de várias formas, tentando censurar a pessoa, tentando ouvi-lá ou até mesmo tentando reprimi-la. “Eu não ligo muito para aquilo que é dito nestas horas, mas como é dito. É fundamental que você ofereça para a pessoa que está ansiosa, portanto com um medo terrível e avassalador, uma atmosfera de segurança. Não importa o que você vai dizer, às vezes, só um abraço ou um olhar já ajuda mais do que dizer ‘fica calmo’ ou outra coisa”, explica o psiquiatra.

Nina*, de 26 anos, é universitária. Ela saiu da casa dos pais em São Paulo para morar sozinha e estudar no Rio de Janeiro. Ela tinha uma rotina agitada, trabalhava 8h por dia e assistia aulas, na faculdade, todos os dias no turno da noite. Nos finais de semana, ou ia ver a família ou fazia os trabalhos da faculdade. Mas, em 2015, ela começou a sentir coisas que iam além de seu controle.

 Em um dia normal de trabalho, Nina não se sentiu bem. Ela achou que sua pressão tivesse subido muito e começou a chorar. Nina foi para o hospital, onde a médica afirmou que sua pressão estava normal. Depois de receitar um calmante, a médica pediu para que ela procurasse um psiquiatra. Foi assim que Nina descobriu seu problema com a ansiedade. “Eu passei muito mal, achei que fosse morrer”. O psiquiatra receitou remédios, mas ela não queria tomá-los. Tomou um dos três que haviam sido receitados e depois parou por conta própria. “Só que às vezes a crise volta”. Nina procurou então um psicólogo com quem se consulta de 15 em 15 dias até hoje. 

Ela conversou com a mãe e com a irmã sobre o assunto, mas elas não deram muita importância. “Acho que o que ocorre é que as pessoas não têm muita noção que isto precisa de tratamento”. Aconteceu a mesma coisa quando ela explicou para o chefe o que teve. “Ele não entendeu, achou que era frescura minha”.

Amanda*, de 19 anos, teve sua primeira experiência com a ansiedade crônica ainda na escola. Ela estava indo para o Ensino Médio, havia pressão para passar no Enem e para decidir qual curso faria na faculdade. “Eu comecei a perceber que eu não respondia [às pressões] de um modo saudável como as outras pessoas”. O problema não ficou só na escola, foi também para a vida pessoal de Amanda.

 Só que ela tinha medo de procurar ajuda por achar que ninguém a levaria a sério. Depois de quase três anos, Amanda contou para sua mãe o que estava acontecendo. Ela pediu para que a mãe mantivesse o assunto em segredo. “Meu pai acha que não existe ansiedade e depressão”. Ela queria ir a um psiquiatra, mas a mãe recomendou que fosse primeiro a um psicólogo. 

Amanda teve uma experiência ruim, ouviu do então profissional que ela estava exagerando, de que tudo aquilo era normal. “Eu não acho normal você não conseguir sair da cama para fazer tarefas básicas”. Ela então foi ao psiquiatra. Depois de dois anos de tratamento, Amanda recebeu alta. “Crises, eu ainda tenho, não é uma coisa que se cura, mas que diminui e com a qual você aprende a viver”.

Diego*, de 24 anos, sempre se considerou uma pessoa ansiosa. Só que na faculdade, ele começou a perceber que não estava conseguindo realizar tarefas cotidianas. Ele tentou se controlar, suspeitava de um possível diagnóstico, mas só procurou ajuda quando viu que a situação estava insuportável. Ele foi ao psicólogo, que o recomendou um psiquiatra. Seu diagnóstico era o mesmo de sua suspeita: transtorno obsessivo-compulsivo (TOC). Diego sentia a necessidade extrema de cumprir determinados rituais como checar inúmeras vezes se a porta estava fechada. 

Como consequência disso, tinha estresse excessivo, que o deixava com dor de cabeça e irritado. O remédio receitado pelo médico o ajudou a controlar o sentimento de culpa quando não cumpria uma das tarefas dos seus rituais. Ele conversou com os pais sobre o assunto, mas a mãe dele até hoje não entende. “Ela acha que isso não é um problema como diabetes, por exemplo, mas é”. Diego está em tratamento há quatro anos.

Não bastam os sintomas nem a angústia, muitas pessoas que sofrem com a ansiedade temem o rótulo que podem receber da sociedade ao ter que ir ao psiquiatra ou ao ter que tomar remédios. O preconceito ainda é uma realidade. Como os casos de ansiedade estão sendo mais discutidos, principalmente, nas redes sociais e nos meios de comunicação, as pessoas se sentem mais confortáveis para compartilhar seus sentimentos. 

Ninguém está isento a questões como estas, como explicaram os especialistas, por isso buscar a ajuda de um profissional qualificado é a melhor forma de enfrentar seus piores monstros.

*Nomes fictícios foram utilizados para preservar as identidades das fontes.

Comente este artigo.

sexta-feira, 15 de julho de 2016

'Hormônio do amor' ajuda a emagrecer


A substância melhora o humor e diminui a ansiedade, o que pode reduzir a vontade de comer.

 O parto, a atividade física rigorosa e o sexo podem parecer atividades distintas em seus fins, mas têm algo em comum: a produção de oxitocina, o ‘hormônio do amor’, que mexe com o comportamento humano e pode levar ao emagrecimento.

 A substância melhora o humor e diminui a ansiedade, o que pode reduzir a vontade de comer.
 “Das três opções (produtoras de oxitocina), é fácil escolher a melhor”, brinca o estudante Felipe dos Santos, de 23 anos.

“A oxitocina melhora o humor e diminui a gula e a ansiedade. Ela altera o comportamento alimentar, diminuindo a compulsão”, explica o endocrinologista Pedro Assed, pesquisador do Grupo de Obesidade e Transtornos Alimentares (Gota), da PUC-Rio. O hormônio é produzido pela hipófise e liberado na corrente sanguínea.

'Hormônio do amor' mexe com o comportamento humano
De acordo com a clínica geral Márcia Umbelino, especialista em medicina ortomolecular, a oxitocina atua na produção de hormônios anabolizantes, o GH e o testosterona, que ajudam a transformar massa gorda em massa magra, que é a massa muscular. “A oxitocina inibe um hormônio catabólico chamado cortisol, que o ansioso produz em alta quantidade, facilitando a formação de massa muscular, já que o anabolismo celular é facilitado quando você diminui o cortisol”, explica. Ela destaca, também, o aumento da libido.

Pesquisa nos EUA atesta os efeitos
O endocrinologista Pedro Assed ressalta que o medicamento do hormônio ainda está em fase inicial de desenvolvimento, e deve demorar a sair. “Pelo menos uns cinco, dez anos. Os resultados ainda são muito conflitantes, há muito a ser estudado”, elucida. 
Pesquisa recente da Universidade de Harvard, nos Estados Unidos, testou a aplicação do hormônio, em formato de spray nasal, em um grupo de pessoas.

 Depois, levaram-nas a um restaurante, onde podiam comer à vontade. Os que receberam oxitocina ingeriram, em média, 122 calorias e 9 gramas de gordura a menos do que quem tomou um placebo. 

Além de reduzir a ingestão calórica, o hormônio do amor melhorou o metabolismo dos voluntários: o processo que transforma a gordura corporal em energia foi acelerado e a sensibilidade à insulina foi aumentada, ajudando o organismo a eliminar o excesso de açúcar do sangue.

Hormônios que atuam na perda de peso
Outros hormônios, de modo natural ou medicinal, ajudam na perda de peso. O GLP-1, produzido no intestino, propicia uma velocidade menor da digestão. 

Com isso, segundo Pedro Assed, a sensação de satisfação é prolongada. Pacientes obesos e diabéticos, por exemplo, têm uma quantidade reduzida do hormônio no organismo, e, sob consulta médica, podem tomá-lo. 

A insulina, por sua vez, é um hormônio anabólico que pode ser prejudicial. Quanto mais peso se ganha, o corpo produz mais insulina, criando uma “bola de neve”. Para facilitar a ação do hormônio no corpo, é recomendada a prática de atividades físicas.

Outros emagrecedores, mas que não devem ser tomados, são os hormônios T3 e T4. Produzidos pela tireoide, eles controlam o metabolismo e podem acelerá-lo.

 Contudo, não devem ser tomados, pois podem provocar diarreias e arritmia cardíaca.

Comente este artigo.

segunda-feira, 11 de julho de 2016

Como a ditadura do sucesso pode acabar com a sua felicidade


Muitas vezes o conceito de sucesso nos é imposto e passamos a perseguir objetivos e sonhos que não estão alinhados com nossos próprios valores e desejos. Assim, surgem pessoas reconhecidas por seu sucesso em determinada área e ao mesmo tempo completamente infelizes.
Muitas pessoas que chegam no topo, na verdade, estão infelizes
Num mundo onde a grama do vizinho está cada vez mais verde, com tantos filtros e ajustes, fotografada pelo melhor ângulo e compartilhada à exaustão, você ainda sabe mesmo o que é sucesso para você?

Para alguns, sucesso é ser o melhor da sua turma, passar no vestibular daquela universidade ultra conceituada, se formar, fazer aquela especialização, um MBA, aquele mestrado, por que não um doutorado? Um emprego dos sonhos ou abrir o seu negócio e ficar milionário, comprar um carrão, casar com aquela mulher estilo capa de revista ou com o bonitão parecido com algum astro de cinema, ter filhos lindos, saudáveis e inteligentes e morar naquela casa de editorial de revista de design, com uma academia particular pois, afinal, você não quer perder a forma... 

E, o melhor de tudo isso, postar as fotos de todas essas conquistas para ser, ao mesmo tempo, aplaudido e invejado por amigos, familiares e inimigos...

Para outros, que sequer chegam a conceber que também estão em busca de sucesso, a realização é ser espiritualizado, fazer aquela mais nova terapia holística quântica transcendental, ser desapegado do dinheiro, ser muito caridoso, uma referência na igreja ou um expert em meditação, romper com tudo aquilo que você acredita ser um padrão da sociedade imposto pelo capitalismo, pelos seus pais, ou sei lá por quem. 

Você não cai nessa armadilha! Você é mais esperto, afinal, depois de tantas horas em transe, é praticamente um iluminado! E o melhor de tudo isso, ser reconhecido por sua humildade e por seu desprendimento, ser admirado e considerado alguém que já transcendeu as ambições comuns...

E assim, nos acostumamos com definições de sucesso e realização vindas de fora, vindas dos outros, vindas de padrões ilusórios, através de fórmulas mágicas: "Faça como eu fiz, seja como eu sou e você terá o meu sucesso!"

E assim, se formam réplicas e mais réplicas de pessoas em todos os estilos: funcionários públicos de alto escalão - prodígios dos concursos; empresários e mais empresários - na onda do empreendedorismo, na contramão da estabilidade, inovadores e destemidos enfrentando desafios; masters terapeutas das terapias mais inusitadas - transcendentais e iluminados valorizando o imaterial, propagando o desapego ao dinheiro e resistência à servidão ao estado e às corporações e, não vamos nos esquecer dos enviados por Deus, representantes legítimos Dele, assim autodeclarados, ou do chefe da boca, rei do tráfico, "O Cara" que também garante sua cota de sucesso dentro da comunidade...

No fim das contas, cada um perseguindo e propagandeando o que é o sucesso dentro de seu unverso.

E então, chegamos ao ponto! Quem é capaz de definir corretamente o que é o sucesso? Existe realmente uma fórmula para alcançá-lo? 

Só você é capaz de definir o que significa o sucesso em sua vida! Não há fórmulas ou padrões de sucesso que tenham validade para todas as pessoas. A única pessoa capaz de estabelecer o que realmente importa, o que realmente tem valor e o que realmente é sucesso em sua vida, é você! E apenas essa escolha consciente será capaz de lhe trazer felicidade!

Em nada adianta você seguir uma fórmula ou tentar obter o que outra pessoa estabeleceu como sucesso para ela, se isso não fizer sentido para você.

De nada adianta, passar em um concurso se você quer empreender, ou empreender se você quer ser terapeuta, ou ser terapeuta se você quer passar em um concurso... Não importa o que digam, isso nunca trará felicidade para a sua vida. 

A única maneira de ter sucesso e ser feliz é saber exatamente qual o significado de sucesso para você!!!

Então, o que é sucesso para você?

Comente este artigo.

domingo, 10 de julho de 2016

Sentindo na pele a arte brasileira de complicar

Quem paga pela nossa burocracia?

Nesta terra em que se plantando tudo dá, perdemos o tempo da colheita em meio às exigências torpes de alvarás, carimbos e autorizações. Ocupando o singelo 116º lugar no ranking do Banco Mundial, que avalia a facilidade de fazer negócios em 189 países, o brasileiro é sufocado até pela dificuldade de provar que é ele mesmo. Precisa autenticar sua própria assinatura em várias vias.
O drama da burocracia é mais uma herança da colonização portuguesa, que trouxe seus registros e princípios administrativos para legitimar a doação de bens da Coroa. Este legado, que já deveria ter sido superado, ainda atrasa a vida dos cidadãos desde as suas atividades mais simples até o momento em que ele decide empreender. Demoramos para alugar um apartamento, para casar, demitir ou ser demitido. A lista de exigências confunde os próprios burocratas.
Aqui, sou obrigada a dividir com você leitor uma experiência pessoal. Sou jornalista freelancer e preciso emitir notas fiscais para os meus clientes. Para isso, fiz uma inscrição como Microempreendedora Individual (MEI). Feita a inscrição no site, precisei preencher formulários e agendar um horário nos Correios para criar um Certificado Digital, que me permite andar dentro das rédeas da lei. Entretanto, na hora de criar o cadastro eu usei um endereço errado. Confusão que corrigi no próprio site.
O endereço certo foi atualizado no sistema do MEI, da Prefeitura de São Paulo e no Ministério da Fazenda. Porém, no cadastro da Junta Comercial (JUCESP), o endereço permaneceu o antigo. Nos Correios fui informada que essa incompatibilidade de endereços me impedia de dar entrada na Certificação e que eu deveria ir na própria Junta Comercial para fazer as devidas alterações. Fui em duas unidades da Jucesp em São Paulo para ouvir a mesma resposta: a Jucesp não faz alterações em cadastros da...Jucesp!
Ainda ouvi de um dos funcionários que aquele cadastro não tinha importância. Talvez seja uma verdade, mas é esse cadastro que me impede de atuar dentro da lei. Após a frustração na Jucesp, segui o conselho de um escritório que facilita a documentações de ir até o Sebrae. Lá, o funcionário também me disse não poder alterar o tal endereço, mas prometeu me ajudar a resolver a questão. Ainda aguardo resposta.
A questão é que cada minuto jogado fora em filas e órgãos burocráticos, significa um tempo de produção que não terei de volta. Significa também que o meu contratante está perdendo dinheiro. Se a burocracia existe para evitar a corrupção e as fraudes, temos no Brasil a prova de sua ineficiência. Em vez de adotar mecanismos inteligentes e a própria tecnologia para trazer eficiência aos organismos públicos, acompanhamos a perpetuação de um sistema fedido a mofo. Enquanto aqueles que fraudam estão mais espertos, a legalidade segue arcaica, os cartórios cada vez mais ricos e quem se prejudica somos nós.
Além dos entraves processuais, existe ainda uma espécie de burocracia ainda mais perversa, que é tributária. São mais de três mil normas e 80 tributos. Apenas o ICMS conta com 27 legislações distintas que devem ser incorporadas pelos empresários. Tamanha complexidade demanda tempo para a organização da própria classe produtora. Se eu gastei dois dias para tentar conseguir uma certificação digital, uma empresa gasta em média 2.600 horas apenas para contabilizar e pagar impostos.
E se muitos acreditam que as tentativas de simplificação nunca passam da retórica para a prática, o Movimento Brasil Eficiente tem um projeto que visa unificar esses tributos, tornando o sistema mais inteligente. Se não queremos viver em um país onde é mais fácil ser desonesto, precisamos apoiar este tipo de projeto, assinando e compartilhando a petição de apoio no site Brasil Eficiente.
Também promovendo a desburocratização como pauta essencial para criarmos um ambiente favorável aos negócios. É hora de dizer adeus às filas burocráticas e olá ao Brasil moderno.
Comente este artigo.

terça-feira, 5 de julho de 2016

Empresa alemã desenvolve ‘drone’ para transporte de passageiros


O novo projeto de avião-robô de passageiros já está na fase de testes de voo

O avião-robô para transporte de passageiros Volocopter VC200O está em fase de testes de voo (Foto: Volocopter/Divulgação)

Pilotar um helicóptero é difícil, sobretudo quando está pairando no ar por causa da instabilidade do aparelho. Com a mão esquerda o piloto levanta e abaixa a alavanca do coletivo (para subir ou descer), e com a mão direita move o manche cíclico, que controla os movimentos para frente, para trás e os laterais, além dos pés para manejar os pedais que abaixam o nariz.

Em comparação, pilotar um avião-robô é muito fácil. Alguns podem ser pilotados por pessoas com pouca ou nenhuma experiência, com o uso apenas de um aplicativo do smartphone. Então, é uma questão de tempo até que as empresas comecem a fabricar aviões-robô com capacidade para transportar passageiros.

O avião-robô para transporte de passageiros Volocopter VC200O está em fase de testes de voo. Com 18 rotores separados parece deselegante, mas segundo seu fabricante, a empresa alemã E-volo, com sede em Karlsruhe, Alemanha, o avião-robô é mais estável do que um helicóptero convencional.
A ideia por trás do Volocopter e de “multicópteros” semelhantes, como são chamadas essas estranhas máquinas voadoras, é que, assim como os aviões-robô, eles são equipados com sensores, giroscópios, acelerômetros e magnetômetros, que associados ao sistema de computador de bordo, mantêm uma autonomia de voo sem quase intervenção dos tripulantes.

 O piloto ou o operador do voo só dá os comandos básicos, e os equipamentos controlam as manobras, mantêm o equilíbrio em imobilidade no ar e recuperam automaticamente a posição em casos de mudanças climáticas, como súbitas rajadas de vento.

O próximo passo é convencer as autoridades da Administração Federal de Aviação (FAA), o órgão governamental dos EUA responsável pelos regulamentos da aviação civil no país que, em razão dos equipamentos sofisticados, esses aviões-robô podem ser pilotados com segurança por pessoas com pouca experiência.

É um processo longo de persuasão, mas é viável. Essas autoridades já desenvolveram programas especiais de treinamento com empresas e pessoas envolvidas em projetos inovadores de aparelhos, como asas-deltas motorizadas e ultraleves.


Comente este artigo.


domingo, 3 de julho de 2016

O crescente avanço da inteligência artificial


Como a sociedade deve reagir diante do progresso extraordinário da inteligência artificial

A IA fez progressos extraordinários nos últimos anos graças a uma técnica versátil chamada 'aprendizado profundo' (Foto: Reprodução/Youtube)

Os especialistas advertem que “a substituição do trabalho humano pela máquina” põe em risco o futuro das pessoas. Segundo eles, “a descoberta desse poder antecedeu à noção de como empregá-lo corretamente”.

 Essas preocupações refletem o receio que o progresso da inteligência artificial (IA) possa eliminar milhões de empregos e ser uma ameaça à humanidade. Mas palavras semelhantes foram ditas a respeito da mecanização e da energia a vapor há dois séculos.

Na época, as pessoas referiam-se à “questão das máquinas” quando discutiam os perigos da utilização da máquina como substituto do trabalho humano. Agora, especialistas em tecnologia, economistas, filósofos, entre outros, discutem temas muito parecidos sobre o impacto da IA na vida dos seres humanos.

Depois de muitas expectativas não concretizadas, a IA fez progressos extraordinários nos últimos anos graças a uma técnica versátil chamada “aprendizado profundo”. Com informações suficientes, as redes neurais artificiais grandes (ou “profundas”), que têm um modelo matemático inspirado na estrutura neural do cérebro humano, podem ser treinadas a realizar uma infinidade de tarefas.

 As tecnologias de inteligência artificial são usadas no mecanismo de busca do Google, no sistema automático de fotos do Facebook, no assistente de voz da Apple, nas recomendações de compras da Amazon e nos carros elétricos da Tesla que dispensam motorista.

Porém esse progresso rápido também é motivo de preocupação quanto à segurança e à perda de empregos. Stephen Hawking e Elon Musk, entre outros, temem que a inteligência artificial possa fugir ao controle dos seres humanos e causar um conflito entre os homens e as máquinas.

 Outros se preocupam com o desemprego disseminado, como resultado da automação de tarefas feitas antes só pelos homens. Depois de 200 anos, a questão da máquina voltou à discussão e as dúvidas precisam ser respondidas.

Mas, na verdade, os progressos tecnológicos dos últimos anos criaram mais empregos, porque a automação de uma atividade precisa ser complementada pelo trabalho humano em áreas que a máquina não domina.

 A substituição de caixas de banco por caixas eletrônicos, por exemplo, diminuiu o custo de abrir novas agências e, em consequência, criou mais empregos na área de vendas e atendimento ao cliente.

Do mesmo modo, o comércio eletrônico expandiu os empregos no setor de varejo. Assim como aconteceu com a introdução de computadores nos escritórios, a IA, além de não substituir diretamente os funcionários, exigirá que aprendam novos conhecimentos para complementá-la. Embora um artigo muito citado tenha sugerido que 47% dos empregos nos Estados Unidos correm o risco de serem automatizados nos próximos 10 a 20 anos, outros estudos indicam que menos de 10% do trabalho humano será substituído por máquinas.

Como a tecnologia muda as qualificações para o exercício de cada profissão específica, as pessoas terão de se adaptar a um novo contexto. O aprendizado e o treinamento terão de ser flexíveis o suficiente para que o ensino de novos conhecimentos possa ser rápido e eficiente.

As mudanças tecnológicas também irão exigir um aprendizado contínuo, um treinamento no local de trabalho, o uso mais amplo das atividades educacionais online e da metodologia de simulação de jogos empresariais.

A inteligência artificial pode ajudar não só no aprendizado personalizado com o uso da tecnologia, como também na identificação de deficiências e aptidões que precisam ser atualizadas.


Comente este artigo.