sexta-feira, 6 de março de 2015

Ações que vão ajudar as mulheres a gerenciar melhor o tempo

A falta de tempo é, sem dúvidas, um dos maiores dilemas enfrentados pelas mulheres nos dias atuais. Elas assumem inúmeros papéis e responsabilidades, que vão muito além da jornada de trabalho, elas possuem também as obrigações com os familiares, atividades de casa etc. E, para dar conta de tantas atividades diárias, muitas acabam se anulando e deixam de lado as atividades pessoais.
Aliás, essa é uma das grandes diferenças entre as mulheres e os homens. Raramente, eles se anulam diante de uma atividade rotineira (ou você já viu um homem deixar de ir ao futebol com os amigos?). No mundo em que vivemos, as mulheres se cobram cada vez mais por serem capazes de liderar o próprio sucesso, elas cresceram na carreira e assumiram rapidamente sua independência, porém isso tem um valor muito alto: o tempo delas.
As mulheres costumam focar grande parte do dia nos problemas, nas urgências do trabalho, de casa, dos filhos e do marido, o que resulta na falta de tempo para realizar as atividades que realmente gostariam de fazer, como ir à academia, sair com as amigas ou ler um livro. Uma forma de reverter esse cenário é aprender a gerenciar melhor o tempo. Pensando nisso, listei algumas ações que vão ajudar as mulheres nessa tarefa desafiadora:
1 – Entenda suas urgências para evitá-las - As mulheres têm mais urgências diárias, porém é preciso entender o porquê a urgência aconteceu e o que poderia ser feito para evitá-la em uma próxima oportunidade. Aprenda com essa urgência e antecipe futuros problemas. Isso irá reduzir o tempo perdido apagando incêndios.
2 – Delegue tarefas aos seus familiares - Assumir todas as responsabilidades de casa sozinha é um dos grandes responsáveis por fazer com que as mulheres não tenham tempo e estejam sempre cansadas. Elas precisam compartilhar as atividades de casa com filhos e maridos. A casa não é apenas dela e é responsabilidade de todos.
3 – Exercite o uso da palavra não - Você não precisa dizer sim para tudo. Se você não quer fazer algo, seja sincera e diga não. Quando você diz SIM para os outros, enquanto você gostaria de dizer NÃO, você está assumindo coisas circunstanciais que não gostaria de realizar. A regra é simples: nunca diga SIM para alguém quando quiser dizer NÃO.
4 – Decida a roupa na noite anterior - O período da manhã, logo depois de acordar, costuma ser de baixa produtividade para muitas mulheres. Para quem se enquadra nesse perfil, a dica é deixar toda a roupa do dia seguinte separada, passada e arrumada na noite anterior. Isso irá poupar um bom tempo. Tente também expandir essas ações deixando pronto seu café da manhã, a bolsa, os documentos etc.
5 – Utilize um sistema de pastas - Não guarde os documentos jogados de qualquer jeito. Crie pastas com assuntos específicos: Carro, IR, Bancos, Contas a Pagar, Contas a Receber, Imóvel, Faculdade etc. Coloque toda a papelada em pastas e tenha tudo o que precisar facilmente.
6 – Transforme seus filhos (ou familiares) em aliados da produtividade - Organize antecipadamente as tarefas da semana com as crianças. Imprima um quadro com todos os itens que devem ser feitos dia a dia e, quando algo for concluído, estimule as crianças a registrarem no quadro. Isso acabará se transformando em uma brincadeira divertida e ajudará a criar hábitos de organização nas crianças.
7 – Organize seus acessórios - Compre uma caixa pequena com divisões para guardar os acessórios. Coloque em cada divisão um item específico: anéis, brincos, colares, gargantilhas etc. Faça o mesmo procedimento com as maquiagens. A organização vai ajudar a poupar o tempo.
*Especialista em administração de tempo e produtividade; CEO da Triad PS, empresa multinacional especializada em programas e consultoria na área de produtividade, colaboração e administração do tempo. Autor dos livros "A Tríade do Tempo"; "Você, Dona do Seu Tempo"; "Estou em Reunião"; "60 estratégias práticas para ganhar mais tempo".
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Cientistas concluem teste de remédio que promete curar alcoolismo

Pesquisadores da Rússia usaram princípio ativo que controla convulsões.
 Cientistas russos da Universidade Politécnica de Tomsk (UPT) concluíram neste mês os testes de laboratório de uma substância que poderia curar o alcoolismo, de acordo com o chefe da pesquisa, Viktor Filimonov.

"Os resultados dos testes em animais foram positivos. 70% dos ratos submetidos ao experimento e que previamente foram transformados em viciados em álcool mostraram um desejo menor de beber após receber o tratamento", assegurou o cientista à EFE.

O composto foi descoberto na hora de elaborar outro remédio, que já é comercializado nas farmácias, desenvolvido pelo laboratório da UPT para aliviar convulsões em quem tem epilepsia.

No decorrer da investigação, os cientistas se deram conta de que o princípio ativo poderia também ajudar pessoas que sofrem adições narcóticas, já que estas, da mesma forma que a epilepsia, afetam o sistema nervoso central.

Após consultar outros especialistas médicos da universidade, entre eles especialistas em psiquiatria, os cientistas começaram sua pesquisa e agora acham que sua descoberta pode ter futuro.

"Acho que na Rússia a demanda deste tipo de remédio pode ser bastante alta", como uma alternativa para os tratamentos para curar o alcoolismo, reconheceu Filimonov.

Efeitos colaterais reduzidos
Além disso, a grande vantagem que apresenta em comparação com outros remédios similares que já estão no mercado, são os poucos efeitos colaterais que provoca.

O remédio foi desenvolvido com o Instituto de Pesquisa Científica da Saúde Mental da Academia Russa das Ciências Médicas, que também fica na cidade siberiana de Tomsk.

O composto deve passar agora para fase de testes clínicos em humanos, embora atualmente, o laboratório espera receber financiamento estatal para avançar na pesquisa.

A equipe cientista espera estender seu trabalho ao campo das drogas e ensaiar os efeitos do remédio em outras dependências.

Rússia e o alcoolismo
Um recente estudo internacional publicado pela revista médica britânica "The Lancet" adverte que uma quarta parte da população masculina da Rússia morre antes de completar os 55 anos, um dado que os cientistas atribuíram ao excesso de consumo do álcool.

A UPT é o principal centro de estudos superiores da Sibéria e é considerada a melhor universidade russa fora de Moscou e São Petersburgo, mas quer ter espaço entre as melhores politécnicas do mundo. Em seus mais de cem anos de existência, de suas faculdades saíram cerca de 150 mil especialistas nos mais diversos campos.


Agência da Noticia com G1
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Brasil e o círculo da burrice


quinta-feira, 5 de março de 2015

O surpreendente lado ruim de ser bonito


É praticamente impossível para a maioria das pessoas imaginarem que ser bonito demais pode ser algo negativo, a ponto de prejudicar vários aspectos da vida de alguém

É praticamente impossível para a maioria das pessoas imaginarem que ser bonito demais pode ser algo negativo, a ponto de prejudicar vários aspectos da vida de alguém. Mas para uma dupla de psicólogas da Universidade da Carolina do Norte em Charlotte, nos Estados Unidos, que analisaram centenas de estudos sobre o assunto realizados nas últimas décadas, a beleza traz suas maldições.
Diante das evidências coletadas, Lisa Slattery Walker e Tonya Frevert perceberam que, de maneira superficial, a beleza é algo que carrega uma espécie de aura. “Quando vemos alguém com um atributo positivo, nosso subconsciente, por associação, acredita que aquela pessoa também tem outras qualidades”, explica Walker. “Isso é uma característica que identificamos nas primeiras interações de um bebê com o mundo”.

Para a Psicologia, essa associação intuitiva explicaria o fenômeno coletivo da premissa de que “tudo o que é bonito é bom”. Walker e Frevert descobriram uma grande quantidade de estudos que mostraram que alunos mais bonitos em escolas e universidades tendem a ser julgados por professores como os mais competentes e inteligentes – e isso se reflete em suas notas.
Além disso, a influência dessa premissa tende a aumentar com o passar dos anos. “Ocorre um efeito cumulativo: ao ser bem tratado, você se torna mais autoconfiante e tem pensamentos mais positivos e mais oportunidades para demonstrar sua competência”, afirma Frevert.

  “Efeito penetrante
No ambiente de trabalho, seu rosto pode realmente selar o seu destino. Considerando-se todas as variáveis, foi descoberto que as pessoas mais atraentes tendem a ganhar melhor e a subir mais rápido na carreira do que aqueles considerados fisicamente pouco interessantes.
Um estudo feito com alunos de um curso de MBA dos Estados Unidos mostrou que a diferença entre os salários dos mais bonitos e dos menos atraentes do grupo variava de 10% a 15% – o que significa um acúmulo (ou perda) de até US$ 230 mil ao longo da vida laboral. “As vantagens de uma pessoa bonita começam na escola e a acompanham durante toda a carreira”, conclui Walker.

Até nos tribunais, a beleza parece exercer seu fascínio. Réus mais bonitos têm mais chances de obter penas mais leves ou até serem absolvidos. Da mesma forma, se aquele indivíduo que entrou com o processo for mais atraente, é para ele que a balança da Justiça tende a pender, fazendo com que ganhe seu caso e consiga indenizações maiores. “É um efeito penetrante”, define Walker.
 Prejudicial à saúde
Apesar de a beleza ser algo favorável na maioria das circunstâncias, há situações em que ela ainda atrapalha. Enquanto homens bonitos podem ser considerados bons líderes, certos preconceitos de gênero costumam atrapalhar as mulheres atraentes, diminuindo suas chances de serem contratadas para cargos mais elevados, que requerem autoridade.

E, como é de se esperar, os bonitões também são vítimas de inveja. Um estudo revelou que se você é entrevistado para um emprego por alguém do mesmo sexo, corre mais risco de não ser considerado para a vaga se o recrutador achar que você é mais bonito do que ele.
Mais preocupante ainda é o fato de a beleza poder prejudicar a saúde: as doenças são encaradas com menos seriedade quando afetam os bonitões. Ao tratarem de pacientes com dores, por exemplo, os médicos tendem a descuidar das pessoas mais bonitas.

A “bolha” criada em volta da beleza também pode criar um certo isolamento. Uma pesquisa americana mostrou que as pessoas tendem a se afastar quando cruzam com uma mulher bonita na rua – talvez em um gesto de respeito, mas tornando a interação mais distante. “O fato de uma pessoa ser atraente pode transmitir uma noção de que ela tem mais poder sobre o espaço à sua volta, mas isso pode fazer com que os outros sintam que não podem se aproximar dela”, afirma Frevert.

Um exemplo interessante disso foi a recente informação, divulgada pelo site de encontros britânico OKCupid, de que pessoas que aparecem lindas em seus perfis conseguem menos pretendentes do que aquelas cujas fotos apresentam algumas imperfeições, e, portanto, são menos intimidadoras.
  Atalho “pouco confiável”
Por isso, como se pode imaginar, ser bonito ajuda, mas não é um passaporte carimbado para a felicidade. Frevert e Walker, no entanto, enfatizam que as influências da beleza são superficiais e não estão arraigadas em nossa biologia, como alguns cientistas já sugeriram.
“Temos um conjunto completo de padrões culturais sobre a beleza que nos permite dizer se alguém é ou não atraente – e por meio dos mesmos padrões, começamos a associá-la com competência”, diz Walker. De certo modo, trata-se de um atalho cognitivo para uma rápida avaliação. “Assim como muitos dos outros atalhos que usamos, esse também não é muito confiável”, rebate Frevert.
E é relativamente fácil diminuir o impacto da beleza – por exemplo, se um departamento de recursos humanos recolher mais detalhes sobre a experiência do candidato antes de fazer uma entrevista, sem se deixar influenciar tanto por sua aparência.

Infelizmente, Frevert ressalta que concentrar-se demais na aparência também pode ser prejudicial se isso criar estresse e ansiedade – mesmo entre aqueles que já são abençoados com esse atributo. “Se você ficar obcecado com a beleza, isso pode alterar suas experiências e relações”, afirma ela.
Da BBC Future


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Brasil, o tempo e o vento

Sob a incontestável tempestade que abala a nação brasileira, alguns consensos podem ser expressos: (a) a presidente conduz o governo sob critérios que dizia serem cruéis e próprios de seus adversários de campanha; (b) há grande crise de confiabilidade em relação a empresas como a Petrobras e à administração direta e indireta; (c) o PT perdeu forças, enfrenta sérios conflitos internos e suas relações com o PMDB estão estremecidas; d) o déficit público é uma cruel verdade, exige uma política de austeridade entregue ao ministro da Fazenda e que será fonte de conflitos nas ruas, tal como ocorreu em vários países submetidos necessariamente à contenção de despesas públicas e aumentos tributários; e) o ex-presidente Lula convoca temerariamente o povo às ruas, como se fosse solução.
Além disso, as soluções indutoras de um salto de qualidade e a saída consequente do Brasil da crise se encontram encerradas numa zona cinzenta. O governo, sem credibilidade, não encontra quadros para auxiliá-lo. A simples nomeação de um ministro do STF se tornou um problema, não porque a presidente, obviamente, não procurou fazer a indicação, mas porque não há nomes que queiram suportar tão ingrata tarefa e os vinculados à administração não reúnem os requisitos jurídicos e políticos necessários. E fidelidade canina numa Corte Suprema é insólita.
Daí mais uma certeza inabalável, ao lado de outros fatos corriqueiramente registrados no âmbito dos três Poderes: vivemos uma das mais sérias crises institucionais de toda nossa história.
Em tais circunstâncias, todos os brasileiros que têm consciência da necessidade de urgentes e profundas mudanças, propostas por ambas as correntes que disputaram as eleições presidenciais, a situacionista sem crédito porque gerou o débito, ficam no dilema: tais mudanças podem acontecer sem uma extrema mudança política, dentro da qual se insere um instituto constitucional que se tornou palavra feia: “impeachment”? Ou é possível uma pactuação política solucionadora?
Os defensores de nenhuma mudança constitucional e da apregoada normalidade e segurança jurídica pregam respeito inabalável à duração do mandato da presidente Dilma; e nada que infirme os direitos políticos adquiridos por quaisquer atores pode ser cogitado de mudança. Isso significa que, antes de praticamente quatro anos, não podemos iniciar qualquer reforma de nossa casa que importe em abalo desses pilares.
Por lógica elementar, se o outro meio de promover a “solucionática” se frustrar, se o governo não conseguir liderar entendimentos e promover a saída do Brasil do lodo onde se encontra chafurdado, em menos de quatro anos não teremos outro destino senão o da amargura, do pífio crescimento industrial, do desemprego, da ofensa à capacidade contributiva, do retrocesso dos direitos trabalhistas e de um mundo político consequentemente conturbado.
O homem é o senhor do tempo. Mais exatamente, da cronologia que ele criou, dado que o tempo é algo móvel, fluido e abstrato, cujos instantes delineamos numa linha imaginária para permitir a organização de nosso pensamento numa realidade essencialmente movente. O homem é o senhor das instituições jurídicas e políticas.
Os modelos políticos e constitucionais do passado são altamente relevantes para compreendermos o giro da roda da condução da coisa pública, mas não são obrigatoriamente imutáveis. Cientistas do direito, assim como de outros ramos do saber, debruçam-se diariamente nas nações civilizadas para encontrar meios ordenatórios (jurídicos), que permitam ao homem e ao mundo um destino melhor. Afinal, inobstante a sapiência dos institutos jurídicos nacionais e internacionais construídos no passado, tal como a democracia, como a conhecemos, e istemas elaborados, como o da divisão e harmonia dos poderes estatais, não evitaram que o século 20 fosse o século das mais cruéis agruras suportadas pela humanidade. De tudo quando resultou das experiências passadas, não há como negar a excelência do regime das liberdades públicas e da contenção dos poderes, porém, a partir daí, muito pode ser construído para inserir o equilíbrio político universal e a realidade de cada país num plano valorativo da dignidade e do bem estar de todas as pessoas humanas.
Daí porque, se patenteado que este governo está despojado das mínimas condições para dar um rumo ao Brasil, não há necessidade de aguardarmos placidamente, por quatro anos, o sentimento das dores que poderíamos começar a superar num período mais curto. O tempo não pode ser um dogma, assim como não pode ser dogma a Constituição e até mesmo suas cláusulas pétreas. Tudo está aí para ser debatido. Tome-se o voto secreto, direto e universal, uma das referidas cláusulas. Provavelmente, não está na consciência da maioria do povo, dono do poder, alterá-la. Nada, porém, é defeso à inteligência humana. E muitas outras, como a própria Federação, ou arremedo de Federação, que temos no Brasil, podem voltar a ser discutidas. O tempo de mandato idem, principalmente se for para o bem coletivo, o que não representaria nenhum problema num governo de gabinete.
O requisito básico a essa mudança civilizada, contudo, seria a compreensão do partido da Ordem, do PT, que deveria abdicar de seu projeto de poder e demonstrar minimamente algum senso de patriotismo. Aí é que entra o impossível que curialmente impede a solução dos principais problemas humanos. Seria a renúncia a pretensos direitos públicos adquiridos, sabemos que por meio do uso da máquina pública e da cumplicidade com grandes empresas, mas que, como tais, não são admitidos pelos atuais donos do poder.
A incitação do povo às ruas para o conflito entre facções é o mais atrasado dos métodos políticos, ao qual Lula recorreu. As consequências são imprevisíveis. Porém, a história, não raro, nos dá lições preciosas, como retratou por arte refinada um de seus maiores intérpretes, Shakespeare, ao expressar um vidente a Júlio César o clássico “tome cuidado com os idos de março”. Os idos, na romana antiga, correspondiam ao dia 15.
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quarta-feira, 4 de março de 2015

Por que não as hidrovias?

Mais econômicas e menos poluentes que o transporte rodoviário, as hidrovias se tornaram uma alternativa mais sustentável para o escoamento da safra produzida no interior do País. Exportadores do Brasil reclamam, e não é de hoje, da falta de rotas eficientes para o escoamento da produção agrícola e das demais cargas que são enviadas O recente aumento do preço do combustível foi apenas o estopim para um problema estrutural que já se arrasta há anos e atrasa a estrutura logística do País. 
Do alimento que chega à mesa do brasileiro até a commodity exportada ou usada como ração para produção local de carnes, mais de 60% da mercadoria que transitam no Brasil passa por 1,2 milhão de quilômetros de rodovias. No entanto, com apenas 200 mil quilômetros de estradas pavimentadas, a infraestrutura se torna em um dos maiores vilões do custo do transporte de carga do País.

O Brasil é um país rodoviarista. Mas existem alternativas que necessitam uma maior atenção dos governos. Mesmo com a economia brasileira patinando, um setor cresce de forma vigorosa, com taxas "chinesas": com um crescimento de quase 9% em 2013, o transporte de cargas no modal marítimo ganha atenção da indústria. A projeção é de o setor crescer na casa dos 10%, até 2020. Quando fala-se em distâncias mais longas, acima de 600 quilômetros, e cargas mais pesadas, o avanço da cabotagem foi de quase 30% em 2013. Além disso, o custo da cabotagem gera uma economia de pelo menos 25% ao empresário que precisa transportar cargas, o que dá competitividade, inclusive, ao pequeno e médio.
ao exterior. Afinal, os modais ferroviário e, principalmente, o hidroviário ainda não têm todo o potencial devidamente explorado. Além disso, as altas tarifas encontradas na cadeia logística e a burocracia do setor mostra que falta um trabalho eficiente para alterar este quadro que causa dor de cabeça aos exportadores.

O Rio Grande do Sul foi pioneiro na exploração das hidrovias no Brasil. Sem uma política para incentivar a instalação de empreendimentos às margens dos rios e lagoas, o modal encolheu de 1,2 mil quilômetros navegáveis para 750 quilômetros. A hidrovia responde hoje por apenas 4% do transporte de cargas no Estado, enquanto no Brasil o percentual sobe para 13%. Nos últimos 30 anos, os sucessivos governos simplesmente abandonaram as hidrovias gaúchas. Falta gestão séria e competente. Sem planejamento de longo prazo e manutenção mínima das vias o sistema encalha.

Uma pesquisa da Confederação Nacional dos Transportes, CNT, entre 2002 e junho de 2013, revela que o valor de investimentos autorizados pelo Governo Federal, no modal hidroviário, foi de R$ 5, 24 bilhões, mas apenas R$b 2,42 bilhões foram realmente aplicados. O levantamento revelou também problemas que se arrastam ao longo dos anos: a ausência de manutenção nas vias navegáveis, o alto custo de manutenção da falta e o excesso de burocracia.
 É possível o Brasil atingir patamares encontrados em países europeus, onde o potencial hidroviário é infinitamente melhor aproveitado? A resposta depende de uma série de atitudes que precisam ser tomadas por autoridades e empresários, que investem pesado em navios de cabotagem. É um belo começo para corrigir desmandos de sucessivos governos, e o desperdício histórico do nosso potencial hidroviário.
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terça-feira, 3 de março de 2015

Por mais informações sobre doenças raras


Apresentar nas universidades para os alunos de Medicina e debater sobre as doenças raras, na tentativa de acelerar gradativamente os diagnósticos e melhorar os prognósticos, tem sido a reivindicação das associações e dos pacientes. Em muitos casos, quem depende do tratamento tem pouquíssimo tempo. Toda demora, portanto, pode ser decisiva.
Por definição, são consideradas doenças raras as enfermidades que acometem até 65 pessoas em um grupo de 100 mil. No Brasil, estima-se que cerca de 15 milhões de pessoas tenham algum tipo de doença rara, como a doença de Fabry, de Gaucher, a neurofibromatose, a esclerose lateral amiotrófica (ELA), a síndrome de Hunter, a osteogênese imperfeita, a hipertensão pulmonar e o angioedema hereditário.
Mônica Vilela, de 38 anos, foi diagnosticada nos Estados Unidos com hipertensão pulmonar aos dois anos e oito meses de vida. Segundo ela, trata-se de uma doença extremamente desconhecida do público e da classe médica. "Conversamos com os pacientes e nem eles sabem ao certo sobre a doença que têm", disse, em entrevista à Agência Estado. Mônica afirmou também que é comum encontrar pacientes que receberam diagnósticos errados até que se chegasse ao problema de fato, o que pode comprometer a qualidade de vida de quem luta contra uma doença rara.
"Por serem raras, elas ficam escondidas, não chamam a atenção tanto quanto doenças crônicas como diabetes e câncer que, embora também sejam graves, são altamente difundidas na sociedade. No caso da doença rara, dá pra contar nos dedos quem tem e, infelizmente, não há o investimento necessário", disse.
Para José Léda, diagnosticado com ELA há dez anos, é preciso investir no aperfeiçoamento contínuo dos profissionais de saúde e também das equipes multidisciplinares que atendem os pacientes, como fonoaudiólogos, fisioterapeutas e enfermeiros. Sandra Mota, esposa de Léda, também defende a notificação compulsória para o encaminhamento de pacientes com doenças raras a centros especializados. "Há pouca coisa a favor dessas pessoas, uma delas é o tempo. Em um contexto social precário, até elas conseguirem chegar ao serviço especializado, já se perdeu muito tempo. Então, precisamos de um bom gerenciamento da saúde dos pacientes", disse Sandra, que é diretora da Associação Pró-Cura da ELA.
No Dia Mundial das Doenças Raras, celebrado na última quarta-feira, organizações sociais, pesquisadores e parlamentares participaram sobre o tema, na Câmara dos Deputados, e cobraram mais empenho político para dar visibilidade ao assunto e celeridade às ações previstas na Política Nacional de Atenção Integral às Pessoas com Doenças Raras.
Durante o evento, a secretária de Atenção à Saúde, Lumena Furtado, disse que em 2015 o Ministério da Saúde pretende trabalhar na construção de protocolos clínicos para o conjunto de doenças raras. Ela explicou que também está prevista a criação de uma plataforma on-line para troca de informações entre sociedade, comunidade científica, pacientes e seus parentes.

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Mulher, o desafio de ser forte sem perder a feminilidade

Quem é você como mulher? Que crenças alimentam seus pensamentos e sentimentos? No trabalho, como é sua postura? É dura demais ou é insegura? Você está certa de que é um sucesso ou um fracasso? E como são suas relações? Como mãe ou filha, como você é? Com que qualidade e intensidade tem se dedicado ao seu feminino, à mulher que habita dentro de você?
Está na hora das mulheres olharem para si e fortalecerem e se apropriarem de sua essência feminina, bem como seus diferenciais para a vida pessoal e profissional. As mulheres estão o tempo todo tentando provar o seu valor e isso é um erro. Quando a gente quer provar é porque nem nós acreditamos. Estamos disputando e queremos o reconhecimento. É o momento de a mulher resgatar o seu poder, o poder da sua inteligência, da sua criatividade e da liberdade de ser quem ela é.

Nós já fomos as mulheres que mandavam no mundo. Hoje não queremos mandar, nós queremos compartilhar, queremos encontros, queremos parcerias. É preciso quebrar paradigmas para que a vida possa ser conduzida com mais amor-próprio, autoconfiança, respeito, leveza e sabedoria. Mas, para isso, nós não podemos estar no lugar dos homens, pois somos mulheres e temos o nosso próprio lugar. Nós precisamos usar o poder feminino, que é complementar ao masculino. Não há necessidade de disputa e sim de autoconhecimento para estar no lugar devido usando nossos talentos e colocando nossa inteligência a serviço do nosso crescimento e de nosso entorno.

A mulher também é composta por qualidades do gênero masculino, no entanto, é preciso consciência para equalizá-los de forma a potencializar o que a diferencia por natureza. No feminino reside a força da criação, do olhar holístico, do acolhimento, entre tantas outras. As mulheres que aprimoram seus potenciais e desenvolvimento humano conseguem mais autonomia, posicionamento, bem-estar e qualidade de vida. 

A partir do autoconhecimento, é possível trabalhar a ênfase no amor-próprio e gerar ganhos de maior autoconfiança, melhor relacionamento consigo, com o ambiente a sua volta e equilíbrio entre vida profissional e pessoal.


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Crise do fim do mundo

O 15 de março vem aí, com péssimas condições de tempo e temperatura, o governo fazendo barbeiragens e a oposição instigando as manifestações, mas desautorizando o "Fora, Dilma". E ironizando o "Foi o FHC".
Na economia, o ministro da Fazenda, Joaquim Levy, acerta ao entregar um superávit de R$ 21 bilhões em janeiro, mas erra feio ao criticar e chamar de "brincadeira" as desonerações feitas pela chefe Dilma Rousseff no primeiro mandato. Não se cutuca a onça com vara curta.
E... o aumento de até 150% nos impostos da indústria vem numa hora de pânico do setor produtivo e não é nada promissor para crescimento, inflação e empregos, que já começam a tremelicar.
Na política, as ameaças ao procurador geral da República, Rodrigo Janot. Entraram na casa dele e isso virou justificativa para seu encontro com o ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, um mês depois, justamente às vésperas do anúncio da lista de políticos do PT e do PMDB na Lava Jato. Pior: em 48 horas, o procurador desiste da denúncia de políticos e segue pelo desvio de abrir inquérito. Leia-se: jogar tudo para as calendas.
Janot pode estar enveredando pelo pior dos caminhos: aquele que estanca um basta na corrupção sistêmica, dá na impunidade dos responsáveis pela maior roubalheira descoberta na República e, atenção, pode respingar na sua própria biografia.
Já o ministro da Justiça se encontra com o advogado da UTC, por acaso, ali na porta ao lado do seu gabinete, diz "Oi!, como está você?" e vira as costas. Também recebe a turma da Odebrecht e registra em ata que vai ver direitinho como foi o pedido de dados na Suíça, o que pode resultar em anulação de provas contra as empreiteiras. Depois se reúne com o procurador à noite, numa semana decisiva, para discutir um arrombamento desses que ocorrem às centenas, ou milhares, por dia.
Enquanto a política econômica dá um cavalo de pau, as versões do governo para sua ação na Lava Jato parecem sem pé nem cabeça e a sociedade se move, as investigações do esquemão na Petrobras avançam. Só não se sabe para onde.
Já eram esperadas as delações premiadas de dois executivos da Camargo Corrêa, o presidente, Dalton Avancini, e o vice, Eduardo Leite (em choque com a própria companhia), que devem reforçar a tese de cartel contra a de esquema político para eternizar o PT no poder.
É o que o governo quer, mas não o que interessa à Odebrecht, onde habitam os maiores amigos de Lula e de Dilma no setor. A empresa é a única que não tem nenhum executivo na cadeia e ficou fora da lista que vai pagar multa de R$ 4,5 bilhões, porque seus meandros de financiamento de campanha são muito mais complexos, não se encaixam nas investigações. Mas, se prevalecer a confissão conjunta de "cartel", ela entra na dança.
É mais um choque de interesses, mas o foco continua sendo no grande personagem das investigações: Ricardo Pessoa, o homem bomba da UTC. Tudo depende agora do fator emocional. Digamos, portanto, que é uma questão de tempo.
Tem-se, assim, que a economia está como está, os ajustes são amargos num momento já de tanta amargura, o PMDB acaba de ir à TV se descolando do governo, cresce a sensação de que o procurador geral está nas mãos de Dilma e Cardozo e o desfecho da Lava Jato é incerto, depois de tantas revelações escabrosas.
Pois é... e o 15 de março vem aí. Fernando Henrique Cardoso reuniu seus generais na sexta e o recado é: manifestações, sim; incitar o impeachment, não. Lula também reuniu sua tropa e avisou: se necessário, põe nas ruas a "tropa do Stédile" (ou seja, MST e movimentos sociais).
O que talvez os dois lados não estejam entendendo é que, desta vez, não se trata de PT versus PSDB. O momento é grave, a situação é complexa e a dinâmica é a de junho de 2013. As manifestações não são de partidos, de governo ou de oposição. São contra eles.

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segunda-feira, 2 de março de 2015

À procura de um novo Brasil

Moralidade, decência, pudor, honestidade - seja lá qual for o vocábulo da sua preferência - não é mercê de quem governa. Também não é reverência aos que são governados. É muito mais: é dever. Sem atavios, uns e outros não são sujeitos passivos da ética pública. A ação de quitar obrigações tributárias e acolher as penalidades da legislação em vigor dimensiona o padrão do sentimento moral coletivo. O sentimento comum de impunidade, no entanto, é desintegrador da confiabilidade nas leis e nas instituições nacionais. O pressuposto da corrupção é aquele que corrompe, num tema que exibe duas bandas: uma e outra detestáveis.
No Brasil, certos políticos descobriram esse veio e dele se valem com unhas e dentes como se fora um inestancável manancial de influência e sedução. Afigura-se até que desejam mercadejar votos por intermédio de acusações, muitas das quais não encontram quaisquer possibilidades de prosperar. Anelam-se com apetite voraz de nouveau-riches. E a população flagra-se ludibriada, uma vez que a bulha em derredor vai muito além dos reais efeitos apurados. As CPIs divagam em torno de escândalos e vestem uma roupagem de conteúdo moral que nem sempre responde ao que se espera da sua instauração. Exceto as raras CPIs finalizadas e com efeitos legais, a impressão de perda de tempo e de credibilidade supera em muito os resultados malbaratados.
As constantes denúncias provocam uma certa exacerbação desconfortável que logo se traduz em malogro coletivo, porquanto muitas delas é meramente permuta irresponsável de libelos interpessoais ou simplesmente a intenção iníqua de atrair as luzes da TV para o denunciante ou denunciantes. A delação em si pouco vale. A banalização da da política. Pior: o desdém pelo direito cívico do voto.
A política brasileira já viveu tempos similares. Jamais, porém, com semelhante conteúdo de descrença nas instituições nacionais. Há no ar a sensação de que os poderes constituídos são moralmente tangíveis. O povo é impelido a crer que a corrupção jaz institucionalizada. Pior: é praga rançosa e possui gênese histórica. Nesta visão distorcida e nada alvissareira, o Brasil foi e é paciente de atos de rapina executados por políticos e administradores eleitos.
O Poder Executivo, sob a bandeira do PT, é uma escola de impudência, onde nada foge aos encantos do compadrio imoral e obsceno. Inapto para sustar a perda do significado moral, via aplicação da legislação vigente, o Poder Judiciário deixa-se também ele contaminar pelas tentações. Mas não pode ser assim.
As CPIs não podem trivializar-se e fazer soçobrar a credibilidade: não basta a sua instauração para saciar o apetite de moralidade pública. É forçoso esgotar as acusações e clarificar as suspeitas. Para tanto, urge que os agentes do Ministério Público cumpram de fato as atribuições que a Carta Magna lhes outorga. As controvérsias vociferam por objetividade. Nada será mais danoso à causa da moralidade pública do que a vulgarização ininterrupta das denúncias e o estouvamento no trato de reputações humanas.
No interior e por detrás dessa legítima sede de moralidade avulta a presença de um moralismo engendrado, que não vai além da exploração do desagrado com a política e os dirigentes do Brasil. Via expansão da classe média, que apesar de crescente vivencia momentos de agudas dificuldades, disseminou-se o moralismo mas banalizou-se a corrupção, que exige inquisição e cuidados privativos. Transparência, zelo, competência e ética na gerência do patrimônio nacional são indicadores saudáveis. No entretanto, não será através de um moralismo exacerbado e sem peias que a bela Pindorama irá reconquistar a crença nos homens públicos e no sistema democrático de escolha de governantes e representantes nos colegiados legislativos de todos os níveis.
Não há de ser na traficância da moralidade e na futilização da sequência de escândalos que o país haverá de se reencontrar com a convicção democrática. A diligência na escolha dos governantes não carece de intransigência, mas da diuturna vigília da cidadania e da sociedade. E esta não se faz pelo denuncismo vazio e inconsequente. É preferível pensar antes, enquanto há tempo, do que após o novo pleito que se avizinha de uma terra inquieta pelo desalento moral e ético de seus concidadãos.
O que se afigura como crise política, caro leitor, não vai além de mero simulacro. Crises não se reiteram como reprodução seriada: da vez segunda convertem-se em pantomimas. O Brasil exauriu todos os recursos de construir crises políticas e chimpá-las no campo institucional.

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