domingo, 29 de março de 2015

Brasil verde-amarelo


Domingo, 15 de março de 2015. Não foi o registro de mais um movimento de protesto contra o governo. Foi diferente. Assistiu-se ao estopim de um movimento de cidadania que tem tudo para mudar a cara do país.
No dia em que o Brasil completou 30 anos da redemocratização, pelo menos 2 milhões de pessoas foram às ruas em todos os estados protestar contra o governo Dilma e o PT, defendendo a democracia, a ética e o fim da impunidade. O maior ato ocorreu em São Paulo, onde cerca de um milhão de pessoas tomou a avenida Paulista.
Vestiram-se as praças e avenidas de verde-amarelo, diferentemente das marchas de centrais sindicais e movimentos sociais na sexta-feira, quando o vermelho do PT predominou. O contraste, simbólico, transmitiu um forte recado: o Brasil não é do PT, do PMDB ou do PSDB. É dos brasileiros.
A corrupção, sem precedentes, despertou algo que estava adormecido na alma dos brasileiros: o exercício da cidadania. O povo percebeu, finalmente, que os governantes são representantes da sociedade, mas não donos do poder. Assistimos ao estertor dos caciques ideológicos. A força dos currais eleitorais diminui em proporção direta ao tamanho da crise. Daqui para frente, os políticos serão crescentemente cobrados e confrontados. Felizmente. Além disso, os brasileiros, mesmo os que foram seduzidos pelo carisma do ex-presidente Lula, não estão dispostos a renunciar aos valores que compõem a essência da nossa história: independência, paixão pela liberdade e a prática da tolerância.
A independência é, de fato, a regra de ouro da atividade jornalística. Para cumprir nossa missão de levar informação de qualidade à sociedade, precisamos fiscalizar o poder. A imprensa não tem jamais o papel de apoiar o poder. A relação entre mídia e governos, embora pautada por um clima respeitoso e civilizado, deve ser marcada por estrita independência.
Um país não pode se apresentar como democrático e livre se pedir à imprensa que não reverbere os problemas do país. O governo petista, no entanto, manifesta crescente insatisfação com o trabalho da imprensa. Para o ex-presidente Lula - um político que deve muito à liberdade de imprensa e de expressão -, jornalismo bom é o que fala bem. Jornalismo que apura e opina com isenção incomoda, irrita e "provoca azia". Está, na visão de Lula, a serviço da "elite brasileira". Reconheço, no entanto, que Lula e seus companheiros não são críticos solitários da mídia. Políticos, habitualmente, não morrem de amores pelo trabalho dos jornalistas.
O que fazer quando um ex-presidente da República faz graça com a corrupção e incinera a ética no forno do pragmatismo e da suposta governabilidade? O que fazer quando políticos se lixam para a opinião pública? Só há um caminho: informação livre e independente.
Além da defesa da liberdade de imprensa e de expressão, as passeatas deram outro recado: o do repúdio à intolerância. A radicalização ideológica não tem a cara do brasileiro. O PT tenta dividir o Brasil ao meio. Jogar pobres contra ricos, negros contra brancos, homos contra héteros. Quer substituir o Brasil da alegria pelo país do ódio e da divisão. Tenta arrancar com o fórceps da luta de classes o espírito mágico dos brasileiros. Procura extirpar o DNA, a alma de um povo bom, aberto e multicolorido. Não quer o Brasil café com leite. A miscigenação, riqueza maior da nossa cultura, evapora nos rarefeitos laboratórios arianos do radicalismo petista.
Está surgindo, de forma acelerada, uma nova "democracia" totalitária e ditatorial, que pretende espoliar milhões de cidadãos do direito fundamental de opinar, elemento essencial da democracia. O Brasil eliminou a censura. E só há um desvio pior que o controle governamental da informação: a autocensura. Para o jornalismo não há vetos, tabus e proibições. Informar é um dever ético. E ninguém, ninguém mesmo, impedirá o cumprimento do primeiro mandamento da nossa profissão: transmitir a verdade dos fatos.

Comente este artigo.

sábado, 28 de março de 2015

Sobre duas rodas

O Brasil é o quinto maior mercado consumidor de bicicletas do mundo, com fatia de 4% do setor. Fica atrás de China (21%), Estados Unidos (15%), Japão (8%) e Índia (8%). Mesmo assim, a produção nacional registrou queda entre 2007 e 2012. Se há oito anos a produção chegava a 5.330 unidades no país, há três anos caía para 4.169. Os dados são da Associação Brasileira dos Fabricantes de Motocicletas, Ciclomotores, Motonetas, Bicicletas e Similares (Abraciclo).
No mesmo período o setor observou outro fenômeno. As importações de bicicletas saltaram 261,93% e as exportações reduziram 84,09%. Ou seja, o Brasil deixou de vender e passou a comprar mais de outros países. Considerado o terceiro maior produtor de bicicletas do mundo, o país registrou uma queda de 10% entre vendas e produção no ano passado.
A Abraciclo, em sua última entrevista coletiva, quando fez um balanço de cada segmento, destacou a grande vantagem às cidades do uso do transporte sobre duas rodas como meio de transporte urbano. Porém, ainda é necessário uma transformação cultural para efetivamente reconhecer a bicicleta como alternativa de mobilidade urbana.
A expectativa gira em torno do estudo O uso de bicicletas no Brasil: qual o melhor modelo de incentivo? Será uma análise científica em elaboração pela consultoria especializada em economia Rosenberg Associados e trará aquela que está sendo apontada como a mais completa e atualizada visão da indústria de bicicletas no Brasil e exterior e a melhor forma de incentivar o uso do veículo como meio de transporte urbano.

Na opinião da Abraciclo, "o Brasil se depara com várias propostas de incentivo ao mercado de bicicletas, mas muitas delas infundadas ou sem suporte técnico. Algumas propostas até parecem bem-intencionadas mas quando analisadas de forma mais profunda e técnica podem prejudicar a indústria nacional de bicicletas ao beneficiar importadores". O estudo é aguardado para o primeiro semestre.
A bicicleta passou a ser apontada como um dos principais recursos às cidades que não conseguem mais encontrar espaços e soluções de trânsito aos automotores. Mas em muito dependem do Poder Público e da forma como cada município prepara suas ruas e avenidas ao público interessado em trocar o automóvel pelo modelo mais econômico e saudável.
Comente este artigo.

Fidelidade partidária e governabilidade

O recente episódio da demissão do ministro Cid Gomes, da Educação, novamente evidencia aquilo que tenho defendido há tempo: a necessidade de estabelecimento da fidelidade partidária de forma abrangente. Hoje ela existe apenas determinando que o parlamentar que mudar de partido perde o mandato. Isso é óbvio, nem precisaria lei para regulamentar, pois o mandato é do partido, não do filiado que se elege, até porque sem sigla sequer poderia candidatar-se.

Fidelidade não é apenas isso, mas também seguir fielmente a orientação do partido e de seus líderes, especialmente em votações no Senado, na Câmara Federal, nas Assembleias Legislativas e Câmaras de Vereadores, assim como no encaminhamento de votações e discussões de projetos.

No Congresso nacional, tem-se notado recorrentes rebeldias no grupo de apoio ao governo, onde partidos, blocos, lideranças e até parlamentares isoladamente proclamam-se independentes, não se sabe em defesa de que interesses. Ou são governo ou oposição, essa deve ser a regra.

O que o então ministro cobrou na Câmara Federal nada mais foi do que o normal: coerência. Se foi duro em alguns adjetivos deve-se a seu temperamento e, mesmo assim, qualificativos que usou em relação a determinados parlamentares não são de todo equivocados.



O Brasil avançou, o estilo de fazer política também deve avançar e se equiparar às democracias contemporâneas. No regime presidencialista, o governo deve antes discutir com sua base de apoio parlamentar os projetos e propostas e fazer acordos com os partidos para a aprovação. Aqui o governo se vê obrigado a negociar com cada um individualmente, fazer concessões, prometer benefícios e até liberar recursos que nem sempre vão para as regiões dos parlamentares...

Foi o que ocorreu no governo Sarney, com o “toma lá dá cá” e, posteriormente, no governo Fernando Henrique Cardoso, com a barganha de votos para aprovar a reeleição, e no governo Lula com a institucionalização da compra de votos que gerou o mensalão.

No Brasil, o inusitado é que a maioria dos partidos políticos que representavam a base parlamentar do governo PSDB está agora na base do governo do PT, mas antes como agora não apoiando integralmente o governo.

Quando o governo se torna refém do Congresso que age como antipoder, está em risco; quando um partido exige a demissão de ministro por causa de algumas verdades indigestas, o poder presidencial está fragilizado. Se o governo não pode contar com o apoio fiel de sua base, está enveredando para a ingovernabilidade.


 Comente este artigo.

sexta-feira, 27 de março de 2015

Aparelho transforma sua lata de cerveja em um barril de chope e é movido a pilhas

Quem é fã de um bom chope geladinho, sabe que há uma boa diferença entre ele e uma cerveja comum. Mas o Beer Hour é um dispositivo inovador desenvolvido pela empresa japonesa Takara Tomy para deixar a sua cerveja com toda a cremosidade do chope.
Você só precisa acoplar o aparelho em uma latinha de cerveja e acionar uma alavanca localizada na lateral do dispositivo para que a espuma se forme enquanto a bebida é servida. Para que o sistema funcione, é necessário apenas uma pilha AAA.


À venda por U$ 17.97 (cerca de R$ 60) no site da Amazon, o produto funciona com latas de 500ml e 350ml – o que faz com que seja compatível com 4 marcas de cerveja japonesas e 56 latas internacionais, com medidas entre 55mm e 59mm.

Veja abaixo o comercial do Beer Hour e comece a sonhar:

Comente este artigo

O Sorriso de Monalisa. O que aprender com ele?

O Sorriso de Mona Lisa (no original em inglês, Mona Lisa Smile) é um filme americano de 2003 produzido pelo Revolution Studios e Columbia Pictures, dirigido por Mike Newell e escrito por Lawrence Konner e Mark Rosenthal. O título é uma referência à Mona Lisa, uma pintura famosa de Leonardo da Vinci.
Recria a atmosfera e os costumes do início da década de 1950. Conta a história de uma professora de arte que, educada na liberal Universidade de Berkeley, na Califórnia, enfrenta uma escola feminina, tradicionalista – Wellesley College, onde as melhores e mais brilhantes jovens mulheres dos Estados Unidos recebem uma dispendiosa educação para se transformarem em cultas esposas e responsáveis mães. No filme, a professora irá tentar abrir a mente de suas alunas para um pensamento liberal, enfrentando a administração da escola e as próprias garotas. O maior desafio para essa professora será fazer com que suas alunas assumam sua identidade cultural como ser social e histórico esse filme nos traz a visão mais ampla de novos conhecimentos. (Wikipédia).
Assisti este filme no final de semana e ele me fez avaliar uma questão que sempre falo, sustentar até o final, nossas ideias e sentimentos.
A atriz principal totalmente atípica para a sociedade da época 1953, foi abordada sobre ter que alterar a forma que ministrava suas aulas, por serem consideradas subversivas.
Ela no entanto, preferiu abrir mão das aulas que ministrava na escola, para sustentar suas ideias e mudou de país.
Daí voltamos para o nosso artigo e eu te pergunto o que já abriu mão na vida, por achar que não era correto? Ou ficou pensando no que os outros iriam achar de você? Será que o preço pago não foi alto demais?
Conscientize-se que nós temos necessidades e sentimentos que precisam ser satisfeitos por nós mesmos, caso contrário corremos sério risco de perder o entusiasmo e vontade de viver.
Viver no automático é horrível, perder o gosto pelas coisas. Estar em constante alerta, ansioso (a), tenso (a) e preocupado (a).
Se todas as ações que você fez na vida, não surtiram o resultado que você desejava, mude a rota.
Estude-se.
Veja o que realmente gosta de fazer e faça.
Não tem tempo?
Hoje existem vários softwares no mercado para administração de tempo, escolha um e utilize.
Programe-se para o seu sucesso.
Não abra mão do que acredita ser importante para você, o preço pago é muito alto.
Além disto não se esqueça de reconhecer tudo o que já fez na vida, isto é muito importante. Olhe para traz e veja o quanto já conquistou, se elogie e se reconheça, pratique o auto reconhecimento isto fará uma grande diferença na sua vida.
Faça o que fez a Senhorita Watson, defenda suas ideias e seus sonhos. Esteja do seu lado.
O seu mundo muda, quando você muda.
Bibliografia sugerida: O poder do agora. (Eckhart Tolle). Um novo mundo. O despertar de uma nova consciência. (Eckhart Tolle).

Comente este artigo.


Páscoa e a proteção infantil para o consumo

A Páscoa aproxima-se e, com ela, os ovos de chocolate. Algumas pessoas consideram esta associação ruim, pois, neste caso, os personagens infantis que estampam as embalagens são uma ofensa à dignidade da criança e por isso não deveriam ser permitidos.
Creio que esta visão seja equivocada, pois tudo depende de como os pais lidam com os filhos em datas comemorativas. Definitivamente, os brinquedos e personagens associados aos ovos de Páscoa, por si só, não são uma violência mercadológica contra a criança.
Podemos, sim, falar de consumo com as crianças, inclusive na Páscoa, desde que a conversa seja pautada em educação, respeito e afeto. Esta é mais uma oportunidade durante o ano para os pais ensinarem aos filhos os preceitos do consumo consciente.
Criança é prioridade, precisa sempre ser protegida e deve ser orientada e educada para o consumo saudável. Para isso, um conjunto de práticas é necessário, como a educação para o consumo em casa e na escola; mercado atuando de forma ética e responsável; diálogo transparente, coerente e respeitoso entre a sociedade e da sociedade para com as crianças; aplicação das leis existentes em caso de abuso nas práticas mercadológicas; e, principalmente, bom senso e equilíbrio de todos os envolvidos.
Ao respeitar esses pilares, estaremos alinhados com países que, como o Brasil, adotam um sistema misto e eficaz de controle para a publicidade infantil e, assim, preservam uma relação justa e respeitosa entre mercado e consumidores. Se sua família tiver o hábito de conversar sobre a necessidade de consumir de forma responsável, você vai poder dizer ao seu filho que sim, a Páscoa está próxima, e que com ela vêm os ovos de Páscoa.
Uma família harmônica poderá escolher entre: um ovo de Páscoa do personagem preferido; um ovo de um pequeno produtor, contribuindo para a economia local; doar um ovo para uma criança carente; ou até mesmo trocar o ovo de Páscoa por algo simbólico para a criança, se os pais entenderem que a criança não deve consumir chocolate.
Não é necessário pânico, tampouco fugir do supermercado nesta época do ano. Aos pais é importante, como educadores, usar as datas comemorativas para fortalecer o senso crítico das crianças. É importante lhes mostrar que podem e são capazes de entender o que é bom ou não para elas.
Seu filho pode e deve ser capaz de fazer parte do mundo em que vivemos, de forma consciente e inclusiva. Colocá-lo numa bolha ‘antitudo’ não é saudável, não é natural.
Já é sabido que a criança responde positivamente ao que lhe é ensinado. Educar seu filho para escolher um alimento mais saudável que o outro (independente de ter um personagem ou não) é uma responsabilidade diária, constante e que faz parte do papel de ser pai, mãe e educador.
Nenhuma data comemorativa deve ser pretexto para o consumo desenfreado, seja ela Páscoa, Natal ou aniversário. Se você constrói a educação dos seus filhos baseada em valores como amor, fraternidade, respeito, ética e consumo consciente, com certeza não vai se preocupar se um produto está sendo vendido com esse ou aquele personagem em sua embalagem.

Comente este artigo.

quinta-feira, 26 de março de 2015

A genética e sua influência sobre as neoplasias

Sabe-se que um tumor pode ser benigno ou maligno, conforme as características de cada um,quando diagnosticado como maligno pode ser chamado de câncer ou neoplasia por possuir células defeituosas, ou seja, essas células não desempenham suas funções biológicas específicas e fogem parcial ou totalmente ao controle do organismo. O câncer tem início com a mutação das células que controlam a multiplicação celular, as células normais são desenvolvidas, atingem seu tamanho normal, param de crescer e são induzidas a morte, num processo chamado apoptose, e o que ocorre no câncer é que algumas células escapam desse processo, crescendo e se multiplicando desordenadamente e esse escape tem-se o nome de neoplasia.
A regulação do crescimento celular é motivada por toda uma cadeia de reação bioquímica, onde uma célula se comunica com a outra, com No objetivo de definir se continua crescendo e se multiplicando ou se param e se diferenciam outro mecanismo das células, em que sofrem algumas transformações e tornam-se células especializadas. Essas mutações podem ocorrer tanto nas etapas de crescimento celular quanto na diferenciação celular, e o acúmulo dessas mutações resultam na desregularão do crescimento e com isso dão origem a uma célula tumoral.
As células cancerosas apresentam algumas características específicas, dentre elas estão:
-Crescimento e multiplicação descontrolados
-Alterações morfológicas
-São mais invasivas que as células normais
O tumor maligno cresce de forma irregular e com isso transmite espécies de tentáculos em várias direções através da corrente sanguínea e ou vasos linfáticos, assim estabelecendo-se em outros locais e formando metástases.  A freqüência e a conseqüência das mutações celulares dependem de alguns fatores ambientais, como por exemplo: a mutação de células somáticas e o tabagismo, podendo assim desencadear câncer de pulmão.
Portanto este contribui para o acesso a informação sobre conceitos básicos do câncer, tendo em vista o grande aumento de casos de tumores malignos e com isso têm-se a expansão da informação de interesse social sobre a genética do câncer, sendo de extrema relevância e tendo em vista o déficit de informações acerca do tema. O estudo da genética e suas correlações com os fatores ambientais precisam ser conhecidos para que sejam estabelecidas estratégias de detecção e melhor tratamento da doença.

Comente este artigo.

Democracia sem participação popular!

Quase todos os homens são capazes de suportar adversidades, mas se quiser por à prova o caráter de um homem, dê-lhe poder.
Abraham Lincoln
Nossa república é razoavelmente jovem com 125 anos se comparada a sistemas políticos de outras nações ao redor do planeta. Se começarmos a falar de nossa democracia, com tantos percalços, golpes e interrupções, podemos dizer que ela ainda engatinha e dá seus primeiros passos no cenário mundial.
Segundo o mestre jurista Dallari, a melhor definição de Estado é: “A ordem jurídica soberana que tem por fim o bem comum de um povo situado em determinado território”. Formam o Estado os seguintes elementos essenciais:
·   A soberania
·   O povo
·   O território
·   A finalidade política (que deve ser o bem comum).
O Brasil é um Estado federal com o seu poder político descentralizado entre unidades autônomas denominadas Estados que compõe a sua federação. No Brasil, a União, por determinação da Constituição Federal, é indissolúvel. Isso afasta qualquer possibilidade jurídica de independência ou separação dos estados-membros (não existe direito de secessão ou separação). A nossa forma de governo é a república presidencialista e o seu regime de governo é a democracia.
E é sobre ela que vou escrever neste texto. A democracia vive da participação política, e, por isso mesmo, a Constituição Federal lista inúmeras ferramentas de participação política que são consideradas direitos fundamentais de todas as pessoas, e que, em geral, estão acompanhadas de garantias jurídicas, para que possam ser utilizadas sem que haja qualquer repressão injusta ou intimidação aos seus usuários.
Ocorre que 99% delas não são praticadas pelo povo, o governo por sua parte não incentiva essa participação, deixando de lado inclusive suas abordagens no sistema educacional que poderia ser um dos elos motrizes da conscientização da população quanto as suas formas constitucionais de participação na democracia.
A explicação infelizmente não consta dos manuais, nem dos livros, e, está na péssima qualidade e no DNA dos nossos políticos que ao alcançarem o poder, fazem a opção de não levar ao povo a informação, pois sem ela, o povo fica como no livro de Saramago “Ensaio sobre a Cegueira”, totalmente perdidos e sem rumo.
Criou-se no Brasil um círculo vicioso, onde o povo exerce com frequência apenas um dos direitos preconizados como de participação política que é o voto a cada dois anos. Os dois anos entre as eleições são de cegueira, omissão e completo distanciamento em relação à vida política das suas cidades, Estados e governo federal.
Essa forma de agir ao longo dos últimos 40 anos, facilitou a vida dos partidos políticos, dos governantes e toda escória que os acompanha (lobistas, corruptores, doleiros, etc.). Na medida em que não fiscalizamos nossos representantes como podemos imaginar que eles nos deem o respeito que merecemos?
Se com todos os recursos disponíveis de tecnologia e de acompanhamento da mídia, a sociedade civil não consegue impedir ou ao menos reduzir a incidência dos golpes e falcatruas, somente o efetivo envolvimento com o engajamento da população pode estancar essa epidemia chamada corrupção no País.
Temos uma Nação, um Estado soberano, um regime político definido, porém, falta o principal, o essencial na vida de qualquer povo, o exercício pleno da cidadania pelo nosso povo, de quaisquer classes sociais, raça, credo ou região habitada. Sem ela nos tornamos os mesmos indiozinhos que receberam os portugueses 515 anos atrás, desnudos, sem conhecimento e sem direção. Onde os portugueses são os nossos políticos ávidos por nosso ouro…


Comente este artigo.

quarta-feira, 25 de março de 2015

A reforma política como caminho para um Brasil de todos os brasileiros

Mesmo que o processo de abertura política seja ainda recente, em termos históricos, a maturidade da democracia brasileira chegou, tornando impossível a postergação de seu exercício pleno. Fazer mudanças, porém, é mais trabalhoso do que esperar por elas. É hora de cada um assumir seu protagonismo, pois a mudança que todos desejam parte da vontade e da ação de cada um de nós.

Não é razoável que nos acomodemos aguardando que uma transformação positiva se dê pela simples passagem do tempo. Para que reinventemos o Brasil, para que cheguemos à realidade que tanto se deseja, faz-se urgente uma profunda mudança de cultura. É este o debate que propõe o fórum “Reforma política: visões para construir a mudança”, promovido pela Assembleia Legislativa gaúcha, no próximo dia 30. Parlamentares, jornalistas, juristas e intelectuais da academia apresentarão seus pontos de vista sobre os caminhos da reforma.

Recentemente, as ruas das maiores cidades brasileiras foram tomadas pelo clamor de uma representação, expressiva e ideologicamente plural, que exigiu mais respeito e integridade no trato da coisa pública. Uns bradavam pela deposição da presidente da República, outros defendiam-na, havendo ainda quem protestasse, talvez, sem um foco claro.

Independentemente de concordarmos com o que se ouviu e assistiu, é impossível ignorar os rugidos das ruas. Pulsa, vigorosa, uma insatisfação crescente. Mas é certo que, no fundo, essa gente toda quer o fim de alguma coisa e o começo de outra. Pede, enfim, uma renovação de paradigmas. E é justo que assim o faça. Não há nada mais incoerente e perigoso que tapar os ouvidos à voz do povo.

Mas é preciso prudência; mais cabeça, menos romantismo. Afinal, por piores que estejam as coisas, tudo seria ainda muito mais grave ante um Estado de exceção. Afinal, mesmo a pior das democracias, ainda é preferível à melhor das ditaduras.
É urgente que se execute a mais essencial das reformas, a reforma política. É muito mais que um projeto de lei, é um encontro de vontades, de novos conceitos, de novas referências e limites.

Para que uma transformação substancial aconteça, é necessário que todo cidadão, e não apenas os representantes políticos, participe. A transferência de responsabilidade não nos trará mais conforto nem soluções. A caminhada é de todos nós. Venha participar!

 Edson Brum.


Comente este artigo.

O bolso de cada brasileiro

Cada bolso brasileiro tem a sua inflação. Os gastos pessoais e profissionais fazem com que o aumento de preços seja diferente e pese para mais ou para menos na renda dos indivíduos. Como média, o governo trabalha com um número para todos. Assim, tem um olhar muitas vezes torto à realidade nacional.
A última novidade sobre os reajustes foi conhecida ontem. A inflação média prevista pelos brasileiros para os 12 meses seguintes foi 8,4% em março, avanço de 0,5 ponto percentual em relação aos 7,9% de fevereiro. Trata-se do maior valor da série histórica e a segunda vez que as previsões superam os 8%. Até então, o maior valor foi 8,1%, em setembro de 2005. Os dados constam do Indicador de Expectativa de Inflação dos Consumidores do Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (Ibre/FGV).
Na opinião do economista do Ibre, Pedro Costa Ferreira, o resultado do mês de março confirma que a aceleração recente da inflação vem tornando as expectativas dos consumidores mais pessimistas para o futuro. Por isso, a avaliação do consumidor brasileiro já ultrapassou os 8% de expectativa para os próximos 12 meses.
A inflação da gasolina certamente ultrapassou no último ano esse percentual, assim como, a da conta de energia elétrica e de outros produtos e serviços. E uma série está pronta para romper o preço que vem sendo segurado até o limite por fabricantes e empresários.

O Ibre também destaca que, entre fevereiro e março, a frequência de respostas acima de 7% de inflação passou de 61% para 75% do total. "Mais notadamente, a frequência de respostas na faixa entre 7% e 8% praticamente dobrou de outubro de 2014 para cá, ao passar de 16,8% para 30,6% do total", afirma o economista.
O boletim Focus mais atual, divulgado na última segunda-feira, pesquisa feita semanalmente pelo Banco Central (BC) com instituições financeiras, também projetou maior inflação medida pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA). Para os analistas, o índice fechará 2015 com alta de 8,12%, e não mais de 7,93% como previsto na semana anterior. É a primeira vez este ano que a previsão ultrapassa 8%. Boa parte da alta está vinculada aos preços administrados pelo governo. E que produtos estão nessa lista? Gasolina, energia elétrica e outros. De acordo com a projeção do Focus, este ano eles terão alta de 12,6%, e não mais de 12%, como estimado anteriormente.
O aumento de preços, como se vê, não deve parar. Irá avançar nos próximos meses, minando ainda mais a credibilidade do governo, que voltou a ser "presenteado" com um índice de rejeição recorde, em nova pesquisa. A 127ª pesquisa da Confederação Nacional do Transporte (CNT/MDA) mostrou que 64,8% avaliaram o governo de forma negativa.

Comente este artigo.