terça-feira, 25 de novembro de 2014

Genes influenciam propensão à infidelidade, diz estudo

O desejo de trair pode ser hereditário, segundo indica um estudo de pesquisadores da Universidade de Queensland, na Austrália.

Os pesquisadores concluíram que variações genéticas podem fazer com que tanto homens quanto mulheres tenham maior propensão a cometer adultério.
O estudo, publicado na revista científica Evolution & Human Behaviour, analisou o comportamento de mais de 7 mil pares de gêmeos na Finlândia, com idades de 18 a 49 anos, todos em relacionamentos estáveis.

Os pesquisadores compararam as diferenças de comportamento entre casais de gêmeos: os idênticos, que compartilham todos os genes, e os fraternos, que apresentam diferenças.
Cerca de 10% dos homens e 6,4% das mulheres tinham pulado a cerca no ano anterior.

Os resultados sugerem que 63% do comportamento infiel nos homens e 40% nas mulheres podem ser atribuídos à herança genética.

No caso das mulheres, os cientistas detectaram que variações em um gene chamado AVPRIA estava associado ao comportamento infiel.
Este gene é associado à produção da arginina vasopressina, um hormônio envolvido na regulação do comportamento social e que mostrou ter influência em testes com roedores.

"Nossa pesquisa mostra que a genética influencia a possibilidade de pessoas fazerem sexo com parceiros fora de seu relacionamento", explica Brendan Zietsch, coordenador do estudo.

Origens da infidelidade

A infidelidade é um assunto que provoca mistério na comunidade científica, que tradicionalmente busca explicações na biologia evolucionária. Para homens, a poligamia seria explicada pela necessidade da preservação da espécie: mais sexo resultaria em mais filhos.

No caso das mulheres, porém, há divergências. Trair costuma ser visto como um tipo de "efeito colateral" provocado pelo comportamento masculino; ou então como resultado de uma ação mais instintiva: em tempos mais primitivos, ter filhos com vários parceiros reduziria a possibilidade de infanticídio.

Este debate fez com que os pesquisadores de Queensland examinassem também o comportamento de gêmeos de sexo diferentes. Pelo menos na amostra estudada, eles não identificaram nenhuma correlação significativa de promiscuidade de influência social.

BBC Brasil.


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segunda-feira, 24 de novembro de 2014

Nosso Quarteto Fantástico: Lula, Sarney, Maluf & Collor

Com alguns coadjuvantes de somemos Luiz Ignácio Lula da Silva (PT), José Sarney (PMDB), Paulo Salim Maluf (PP) e Fernando Collor de Mello (PTB) têm dado as cartas e jogado de mão no mando da política nacional. A sintonia entre eles é tão surpreendente que todas nossas teorias nessa área acabam na cesta de lixo. Inclusive a sentença que diz: diga-me com quem anda que te direi quem és?

Eles possuem tanta afinidade, trocam tantos afagos, colaboram com afinco entre si que a gente fica com pulga atrás da orelha só em imaginar o teor dos diálogos que travam nos bastidores do poder em Brasília.

Que objetivos em comum podem aglutinar o Lula, um jovem espertamente bem comportado durante a ditadura, o Collor, que dava sua cafungadas sem se importar com o que ocorria no mesmo período, o Sarney que pulou de galho em galho desde menino para sempre estar próximo dos poderes (foi fortão durante o arbítrio) e inclusive acabar na Academia Brasileira de Letras e o Maluf, empresário milionário caçado pela Polícia Internacional e que esteve entre os primeiros a apoiar o regime de exceção?

Vocês conseguem imaginar um diálogo na calada de noite entre esses homens que estão entre os verdadeiros senhores do nosso destino? Óbvio que proibido para menores. Por favor, não me venham com o tal de pragmatismo varonil...

Onde estão nossos sábios senhores da academia e nossos vetustos intelectuais que não esclarecem como chegamos a essa polenta sem cunho ideológico explicito. É uma união esdrúxula entre os homens cevados pelo aparato ditatorial e outro que diz ter lutado contra, com características típicas das republiquetas de banana.

Aqui na planície as perplexidades são de toda ordem, especialmente quando se trata de definir se esses senhores são de esquerda ou de direita. Nós sabemos que definir com total clareza quem é de esquerda e quem é direita é questão de fundamental para estabelecer quem é amigo e quem é inimigo. Afinal, quem é o amigo nesse quarteto?

No que Lula se diferencia de Sarney, de Collor e de Maluf? O que diferencia Sarney de Lula, Collor e Maluf? Quais as diferenças entre Collor, Sarney, Lula e Maluf? O que faz Maluf diferente de Lula, Sarney e Collor? Quem tiver alguma paciência vai, sim, encontrar coisas que podem eventualmente diferenciar um do outro, mas a questão não é tão simples. Queremos saber o que diferencia um do outro em algum que podemos chamar de essencial!

Anotem em seus caderninhos para um futuro que chega cobrando-nos mais rápido do que se imagina: as diferenças vão ficar nas firulas. Quando se trata de coisa importante, algo de peso, esses senhores, que também poderiam ser denominados de os “quatro cavalheiros do Apocalipse da ética nacional” tem em comum o fato de nunca antes neste país terem popularizado tanto a palavra corrupção.

Por onde caminham, por onde se movimentam esses quatro senhores a imprensa nacional – quem tenta fazer imprensa, ressalte-se – encontra abundância de material para as páginas policiais, acumula manchetes estrondosas sobre falcatruas, roubalheiras, corrupção, desmandos, malfeitos.

Nosso Quarteto Fantástico cumpre seu papel longe da ficção, que a roubalheira é a coisa mais real do Brasil e engana-se quem crê que ela chegará ao fim enquanto um deles tiver algum comando em Brasília. Está no DNA de cada um deles.



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Rotas para expansão dos veículos elétricos e híbridos

Embora sejam mais complexos, por conta de suas características tecnológicas, os veículos híbridos estão certamente em uma fase mais madura do que os puramente elétricos, em razão da possibilidade de funcionamento parcial ou total com energia proveniente de combustíveis. Pode parecer contrassenso, visto que o objetivo é justamente a substituição dos combustíveis por fontes mais limpas e renováveis, porém o desenvolvimento dos híbridos contribui para a maturidade das baterias com relação ao tempo de recarga e da infraestrutura, para que o recarregamento não seja considerado um impeditivo para a troca de um carro convencional por um elétrico.

Os veículos híbridos estão obtendo uma considerável penetração em mercados onde os governos incentivam fortemente essas tecnologias por meio de reduções fiscais entre outros mecanismos. Mesmo no mercado nacional, onde não existe estímulo, é possível verificar acréscimo gradativo no número de modelos ofertados. Isso é resultado da necessidade de aumentar os volumes de produção para amortizar investimentos que, aliás, são altíssimos. 

Já os carros puramente elétricos ainda dependem da superação de desafios relacionados à tecnologia e à infraestrutura.
Postos de abastecimento distribuídos pelos grandes centros urbanos são fundamentais, assim como soluções para abastecimento em residências, condomínios, shoppings e empresas. Algumas tecnologias já existem, porém o investimento versus retorno ainda deve ser equacionado, para garantir o necessário retorno financeiro com pontos de abastecimento, considerando a atual baixa quantidade de veículos elétricos nas ruas e os cenários de curto, médio e longo prazos. 

Outra questão ainda a ser equacionada diz respeito às legislações de distribuição e venda de energia.
A falta de incentivos governamentais para compra, desenvolvimento e produção, a meu ver, é o principal obstáculo para a expansão dos veículos elétricos e híbridos no Brasil. Mas acredito também que a ausência de empresas automobilísticas puramente nacionais e a apresentação do álcool ou dos motores a álcool como a tecnologia ainda preferida pelo governo como solução para a diminuição da dependência do petróleo são fatores que dificultam bastante essa expansão. 

Como já exposto, tratam-se de novas tecnologias que requerem e já consumiram grandes investimentos iniciais que devem ser amortizados. No geral, os veículos elétricos e híbridos possuem preços mais altos do que os convencionais. São necessários incentivos para a compra como bônus diretos ou reduções significativas nos impostos que incidem nesses produtos. Seriam importantes também incentivos similares para a instalação de pontos de abastecimento.

Ambas as tecnologias estão em processo de consolidação, no qual as empresas ainda buscam o melhor balanço entre custo e benefício de cada componente-chave, como baterias, sistemas de controle e recarregamento e tipos de hibridização para cada nível de veículo e usuário, a fim de convencer o cliente a trocar de tecnologia na próxima compra. A evolução para uma popularização mais abrangente é notória. Considerando a grande mudança tecnológica e de mentalidade do consumidor comum, o avanço observado até o momento é rápido e consistente.

Esses e outros assuntos foram discutidos no 11º Simpósio SAE Brasil de Veículos Elétricos e Híbridos, dia 11 deste, em São Paulo. Profissionais renomados da indústria, academia e governo levaram novos conteúdos ao encontro que não só contribui para o desenvolvimento da engenharia automotiva local como alavanca assuntos e discussões-chave que nos ajudarão a vencer os desafios da implementação dos veículos elétricos e híbridos no mercado brasileiro e mundial.



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domingo, 23 de novembro de 2014

Conversa para boi nanar

Muitas primaveras não fazem - muitos invernos, também! - a corrupção, do latim "corruptione", o ato ou efeito de corromper, era um pecado em si mesmo. Nenhuma pessoa definia a acepção, mas também a absolvia. Ninguém dava colher de chá. Ela era execrada, quase sacrílega, e os corruptos eram exibidos ao ódio popular. Era assim e pt saudações!

Caso houvesse certo encantamento com o berço do Partido dos Trabalhadores, nascido na cabeça de alguns filósofos e sacramentado nos portões das montadoras de automóveis na região do ABC paulista - e, por certo, havia - era a repugnância incisivamente manifesta pelo partido da estrela solitária contra o demônio da corrupção. 

Jovem, barba cerrada, testa encrespada, cara de poucos amigos, exsudando aparente indignação, Lula malsinava as maracutaias. Dizendo-se patrono da moralidade, parecia que o inconteste líder do PT - mas apenas parecia, desgraçadamente! - lideraria de fato uma novíssima agremiação partidária disposta a denunciar e a exterminar a ladroeira e a rapina, exercícios teimosamente usuais na terra brasilis a partir do desembarque de Cabral e da malfadada carta de Caminha. Era lógico que esse novo ente político assim travestido captasse a simpatia da juventude e logo o apoio de milhões de brasileiros, afadigados da maranha comum.

Em 2002, após três tentativas frustradas - uma contra Collor e duas contra FHC - Lula é eleito chefe da nação. Oba! O PT agora é governo. O demônio da corrupção será expulso do país. Com ar assustado, mas com a esperança n´alma, crente no feroz combate à corrupção, o Brasil aguarda a faxina prometida. E o que deu? Desilusão geral! Para desagrado dos brasileiros de boa fé, a corrupção granjeia agora nova roupagem, um novo olhar. Mais grave: uma nova ética.

 O conceito se flexiona. Se contorce. Se relativiza. De início, refuta-se a ladroeira e a rapina; logo se apequena a dimensão do bailarico. Gente! O dano não era tão extenso como pensavam as oposições e a mídia, asseveram os cardeais petistas.

No caso do mensalão - aliás, já os chefões em liberdade! -, que escandalizou a nação pela ousadia e pela dimensão do golpe financeiro, embora com aversão, se considerou o buraco negro de milhões de reais surrupiados, mas era simples desvio de comportamento pessoal de alguns ingênuos companheiros, ou se hospedou o fato do malfeito, todavia o todo, isto é, o PT, não poderia ser infectado pela minoria negligente. Por óbvio, Lula desconhecia o fato; a afilhada, também!

Mas não ficou só aí. Utilizou-se, ainda, o pretexto caradura de que "todos fazem malfeitos". A turma do PSDB fez, disseram. Descaradamente, eles, os tucanos, ocultavam os malfeitos sob o tapete. De 2002 a 2014, em 12 anos de hospedagem no Planalto, o PT repisou exaustivamente a arenga da ladroeira e da rapina na era FHC. Mas o que fez o PT? Nada. Não fez nada, absolutamente nada, para prová-la - se é que realmente existiu! -, e muito menos para levar os possíveis réus às barras dos tribunais. 

A baboseira contra a corrupção era menos árdua. Melhor: era, eleitoralmente, uma inesgotável fábrica de votos!

Na mais descocada das explicações, dita em voz sussurrante, quase pudibunda, afirma-se que os malfeitos, as maracutaias, no dizer das lideranças petistas, são, entrementes, praticados por um governo preocupado com os pobres, que faz justiça social e que promove a distribuição de renda. Desconsidere-se, portanto, a roubalheira nos ministérios, na Petrobras, no Banco do Brasil e outros órgãos governamentais. É corrupção? É, sim. Mas a corrupção do bem. A corrupção virtuosa. E, se virtuosa, deve ser absolvida. E, porque não, enaltecida!

É a causa do PT, pois, que orienta, de fato, a ética. Não o contrário. Lembro o célebre Maquiavel. O bem que se acossa inocenta a roubalheira, a rapinagem, a lambidela, as selvagens investidas predatórias à burra da viúva. Como as finalidades são nobres e justas - caramba! - urge fazer olhar de paisagem para a ilegalidade dos meios. Imaculada e altiva, a ótica vigente é a de que os fins, não interessa se positivos ou negativos, se bons ou maus para o país, justificam os meios. Salve Maquiavel!

Tema que retorna à liça política, em meio a todo o escândalo do petrolão, talvez até mesmo para distrair a opinião pública, a reforma política é piada para morrer de rir. É conversa para boi nanar. É lero-lero inconsequente. Sem proselitismo, ninguém vencerá a carência de vergonha na cara definhando e tornando palatável, em nome de intenções virtuosas, a roubalheira que faz do erário público a sua guaiaca singular. 

Per Bacco! Enquanto caminho nas areias brancas da praia de Jurerê, penso cá com os meus botões: não rapinam para auxiliar os pobres; rapinam, isso sim, para se eternizar no poder.



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sábado, 22 de novembro de 2014

Um olhar sobre o endividamento do brasileiro

O Banco Central (BC) estuda os motivos pelos quais os brasileiros se endividam mais. Dados preliminares de pesquisa foram recém-divulgados pelo BC e apontam três causas principais: fatos inesperados, falta de planejamento e empréstimo para outra pessoa. Para o levantamento, com caráter qualitativo e não quantitativo, foram formados oito grupos de discussão, tendo, cada um, de oito a dez pessoas em situação de endividamento. Os grupos debateram o assunto em quatro capitais: Rio de Janeiro, São Paulo, Recife e Porto Alegre.

Perda de emprego, doença própria ou de alguém da família, morte do responsável pela renda da casa, gravidez não programada e separação conjugal estão entre as causas do endividamento. Quanto à falta de planejamento, os consumidores mencionaram a realização de compras ou abertura de crediário por impulso. Eles disseram acreditar que as linhas de crédito são benéficas, se utilizadas de forma consciente.

 Segundo divulgou o BC, muitos entrevistados fizeram o meia culpa e se reconheceram como os principais responsáveis pela situação de endividamento, mas consideram que as instituições financeiras também têm sua parte nisso. De fato, há ofertas de crédito que escondem "armadilhas", como, por exemplo, a falta de informações claras e de alerta sobre os riscos, concessão ou aumento do limite de crédito acima das condições e o recurso do pagamento mínimo.

Aguardar a prescrição não parece ser uma estratégia premeditada de pagamento das dívidas, de acordo com o BC, já que os consumidores consideraram longo o prazo para que os débitos expirem, com consequências materiais e emocionais negativas. 

Eles também deram dicas para prevenir o endividamento excessivo: controlar o orçamento por meio de planilha, manter no máximo um cartão de crédito, poupar e ter reserva financeira, não parcelar as compras em muitas vezes e aceitar propostas de renegociação apenas se o credor reduzir os juros.

A questão, no fundo, é de educação financeira da população. O Banco Central ressalta que os dados podem ajudar no estímulo a boas práticas na concessão de crédito por bancos e outros credores. Os resultados também vão servir de base para uma pesquisa quantitativa sobre o assunto, já que as conclusões do estudo atual não têm valor estatístico. Os grupos de discussão foram formados por homens e mulheres com idades entre 20 e 80 anos. Eles foram selecionados entre consumidores que procuraram o auxílio de Procons ou Defensoria Pública em razão de endividamento excessivo, cujos nomes têm restrições cadastrais junto ao Serviço de Proteção ao Crédito (SPC) ou Serasa.

O Banco Central (BC) estuda os motivos pelos quais os brasileiros se endividam mais. Dados preliminares de pesquisa foram recém-divulgados pelo BC e apontam três causas principais: fatos inesperados, falta de planejamento e empréstimo para outra pessoa. Para o levantamento, com caráter qualitativo e não quantitativo, foram formados oito grupos de discussão, tendo, cada um, de oito a dez pessoas em situação de endividamento. 

Os grupos debateram o assunto em quatro capitais: Rio de Janeiro, São Paulo, Recife e Porto Alegre.

Perda de emprego, doença própria ou de alguém da família, morte do responsável pela renda da casa, gravidez não programada e separação conjugal estão entre as causas do endividamento. Quanto à falta de planejamento, os consumidores mencionaram a realização de compras ou abertura de crediário por impulso. Eles disseram acreditar que as linhas de crédito são benéficas, se utilizadas de forma consciente. Segundo divulgou o BC, muitos entrevistados fizeram o mea culpa e se reconheceram como os principais responsáveis pela situação de endividamento, mas consideram que as instituições financeiras também têm sua parte nisso. De fato, há ofertas de crédito que escondem "armadilhas", como, por exemplo, a falta de informações claras e de alerta sobre os riscos, concessão ou aumento do limite de crédito acima das condições e o recurso do pagamento mínimo.

Aguardar a prescrição não parece ser uma estratégia premeditada de pagamento das dívidas, de acordo com o BC, já que os consumidores consideraram longo o prazo para que os débitos expirem, com consequências materiais e emocionais negativas. Eles também deram dicas para prevenir o endividamento excessivo: controlar o orçamento por meio de planilha, manter no máximo um cartão de crédito, poupar e ter reserva financeira, não parcelar as compras em muitas vezes e aceitar propostas de renegociação apenas se o credor reduzir os juros.
A questão, no fundo, é de educação financeira da população.

 O Banco Central ressalta que os dados podem ajudar no estímulo a boas práticas na concessão de crédito por bancos e outros credores. Os resultados também vão servir de base para uma pesquisa quantitativa sobre o assunto, já que as conclusões do estudo atual não têm valor estatístico. Os grupos de discussão foram formados por homens e mulheres com idades entre 20 e 80 anos.

Eles foram selecionados entre consumidores que procuraram o auxílio de Procons ou Defensoria Pública em razão de endividamento excessivo, cujos nomes têm restrições cadastrais junto ao Serviço de Proteção ao Crédito (SPC) ou Serasa.


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sexta-feira, 21 de novembro de 2014

A cada três mulheres no mundo, uma sofre violência conjugal

Dados foram divulgados pela Organização Mundial da Saúde
Segundo uma série de estudos divulgada nesta sexta-feira(21) pela Organização Mundial da Saúde, uma em cada três mulheres no mundo sofre de violência conjugal. Os dados foram divulgados na revista médica The Lancet. 

Mesmo com uma maior atenção dispensada à violência contra mulheres e meninas, os casos ainda se mantêm em níveis 'inaceitáveis' segundo a OMS, que disse serem insuficientes os esforços feitos. 

No mundo, entre 100 e 140 milhões de mulheres jovens e adultas sofreram mutilações genitais; e aproximadamente 70 milhões de meninas se casaram antes dos 18 anos, na maioria das vezes contra sua vontade, enquanto 7% das mulheres correm risco de serem vítimas de estupro ao longo da vida, disse autores dos estudos. 

Segundo a OMS, a violência exacerbada durante os conflitos e as crises humanitárias, gera consequências dramáticas para a saúde mental e física das vítimas. 
A professora da Escola de Higiene e Medicina Tropical de Londres, Charlotte Watts, disse ser possível melhorar esse quadro em pouco tempo: "Nenhuma varinha de condão poderá suprimir a violência contra as mulheres. Mas temos provas de que são possíveis mudanças na mentalidade e no comportamento, e estes podem se realizar em menos de uma geração". 

A ONU tem reivindicado um maior investimento por parte dos países e dos doadores para reduzir a discriminação contra as mulheres, ressaltando que não se trata apenas de um problema social e criminal, mas também de saúde pública.

Segundo a doutora Claudia García Moreno encarregada da pesquisa de violência contra as mulheres na OMS, o pessoal da área de saúde precisa de uma formação adequada: "O pessoal de saúde costuma ser o primeiro contato que as mulheres vítimas de violência têm".
Os estudos sugerem que os Estados deveriam consagrar mais recursos para que o combate à violência contra a mulher se torne uma prioridade. Ao mesmo tempo, todos os elementos que perpetuam a discriminação entre os sexos, tanto nas leis quanto nas instituições, deveriam ser eliminados. 

Os autores afirmam que a promoção da igualdade, dos comportamentos não violentos e a não estigmação das vítimas é uma necessidade. A adoção de leis preventivas apoiadas na saúde, na segurança, educação e justiça também permitiriam a evolução das mentalidades. 

Por fim, os estudos sugerem que os países deveriam favorecer e pôr em prática com mais rispidez as medidas que se revelarem mais eficazes na luta contra a discriminação de gênero. 

OMS.


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quinta-feira, 20 de novembro de 2014

"Teste da virgindade" é obrigatório para todas candidatas à polícia na Indonésia

Classificada como 'traumática' e 'arcaica', prática examina condição do hímen das mulheres que têm interesse em ingressar na instituição do país asiático.
Na Indonésia, mulheres que quiserem se aliar à força policial do país são obrigadas a se submeter a “testes de virgindade”. Classificada como “humilhante” e “arcaica” pela ONG Human Rights Watch nesta terça-feira (18/11), a prática consiste em um exame que mede se o hímen está intacto a partir da inserção de dois dedos com gel na vagina da candidata.

Trata-se de um pré-requisito para entrar na instituição, descrito por muitas entrevistadas pela ONG internacional de direitos humanos como “traumático” e “doloroso”.
"Eu temia que, depois de realizado o teste eu não seria mais virgem. Uma amiga até desmaiou”, relata uma entrevistada. "Eu não quero me lembrar dessas experiências ruins. Foi humilhante", comenta outra, de 19 anos, segundo a Al Jazeera.

Para o porta-voz da polícia indonésia, Maj Gen Ronny Sompie, o teste é utilizado com o intuito de analisar se os candidatos têm algum tipo de infecção sexualmente transmissível. Em 2010, um ex-chefe da polícia do país chegou a concordar em abolir o exame. Apesar das frequentes queixas das mulheres em relação à prática, o teste continua a ser realizado da mesma maneira há décadas.
"Os chamados ‘testes de virgindade’ são discriminatórios e uma forma de violência de gênero. Não é uma medida de elegibilidade das mulheres para uma carreira na polícia", criticou Nisha Varia, uma das diretoras da ONG, ao Guardian.

Para a Human Rights Watch, a prática viola os princípios da polícia nacional da Indonésia, bem como a política internacional de direitos humanos.

Além dos exames vexatórios, a força policial ainda exige que as candidatas mantenham um padrão de vida estipulado: devem ser solteiras e não podem se casar até determinado período em que estiverem dentro da instituição.

Com a maior população muçulmana do mundo, a Indonésia é num país majoritariamente conservador, onde muitas regiões louvam e valorizam a virgindade feminina.

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Mulher alemã passou cinco anos dividindo a cama com sua mãe morta

A polícia alemã disse que uma mulher, de 55 anos, que passou cinco anos dormindo ao lado de sua mãe morta, foi enviada a uma instituição psiquiátrica.
De acordo com os policiais de Munique, os vizinhos da mulher disse ao síndico do edifício que eles estavam preocupados com a mãe da vizinha, que não era vista a muito tempo. O síndico tentou visitar o apartamento, mas a filha se esquivou das tentativas de marcar uma reunião com sua mãe.
Então, a polícia e os bombeiros foram chamados e eles forçaram a entrada ao apartamento, descobrindo que a mulher vinha dividindo a cama com o corpo da mãe desde sua morte, em 2009, aos 83 anos. Ainda segundo os policiais, o corpo passou tanto tempo na cama que entrou em estado de mumificação.
A filha admitiu que sua mãe havia falecido em março de 2009, e foi enviada para ser tratada em uma instituição psiquiátrica. Foi realizada uma autópsia no corpo, indicando que a mãe morreu de causas naturais.
EFE.
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quarta-feira, 19 de novembro de 2014

Menos tempo

Deslocamentos no eixo do planeta causados pela movimentação de massa podem interferir na duração dos dias

Uma das frases mais pronunciadas e ouvidas nos últimos dias tem sido “como os dias estão passando rápido”. A dúvida que fica é: será que o tempo realmente está indo mais rápido que o normal ou nós é que estamos correndo mais? Conforme o diretor do Planetário da Universidade Federal de Goiás e astrofísico, Juan Bernardino Marques Barrio, o encurtamento do tempo pode ser reflexo dos pequenos deslocamentos que o planeta sofre.
De acordo com Juan Barrio, esse deslocamento no eixo da Terra é algo natural e não é uma situação que precise de tanta preocupação. Conforme o profissional, os eventos que geram uma movimentação das placas tectônicas são os principais causadores do deslocamento do eixo do planeta, os exemplos mais comuns são os terremotos.
O astrofísico afirma que este deslocamento altera a velocidade de rotação do planeta e isto pode fazer com que o tempo encurte um pouco. Juan Barrio afirma que “os deslocamentos do eixo de rotação da Terra podem mudar a posição relativa das massas dela e produzir uma pequena aceleração”. Ele ainda completa afirmando que “provavelmente haverá uma pequena variação na duração do dia, algo que depois volta ao normal, quando a Terra se recuperar deste deslocamento”.
Deslocamentos
Para ilustrar melhor este deslocamento imagine uma bolinha de plástico parada com um pouco de areia dentro. Qualquer movimento leve capaz de fazer a areia se concentrar mais em outro lugar vai fazer com que a pequena esfera mude sua posição. Desta forma acontece com a Terra. A concentração de massa ocasionada pela movimentação das placas tectônicas fará com que ela tenha um leve desvio da linha do equador.
Mesmo que nenhum desastre natural aconteça, a Terra pode sofrer um pequeno desequilíbrio no eixo, já que as placas estão sempre se movimentando. Porém, com o passar do tempo o planeta vai se recuperando do desequilíbrio e voltando à posição normal.
Juan Barrio afirma que não existe um fenômeno natural que possa ser citado como o que mais deslocou a Terra. Algumas pessoas falam muito sobre o deslocamento que aconteceu em 2011 por conta de uma das maiores catástrofes naturais que aconteceu no Japão. Entretanto, o astrofísico afirma que até hoje o que mais pode ter deslocado o planeta foram os impactos de meteoros durantes o processo de formação.
Ele ressalta também que quando analisamos o comportamento dinâmico da Terra e os fenômenos como o magmatismo e o vulcanismo, a sedimentação, o metamorfismo, os terremotos e a formação de recursos naturais, nós percebemos que isto interfere na própria distância entre os continentes. É claro que esta mudança só pode ser percebida após dezenas de milhões de anos, mas ao interferirem na posição dentro do planeta acaba interferindo no eixo por conta da concentração de massa.
Uma situação que parece não interferir muito, mas que caso continuem acontecendo podem gerar deslocamentos mais constantes são as secas, inundações e mudanças climáticas inesperadas. Sobre esta questão o astrofísico afirma que nós “temos que mudar nossas atitudes e não esperar que os outros o façam. O convite é individual e intransferível, pode ter certeza”.
Tempo
Para exemplificar a relação entre a posição do planeta e o tempo Juan Barrio usou os movimentos de uma patinadora. Conforme ele, a velocidade de rotação da Terra é semelhante com o momento em que a patinadora “recolhe os braços durante um giro, para virar mais rápido no gelo. Quanto mais próximo da linha do equador está o deslocamento de massa durante um tremor, mais ele irá acelerar a rotação da Terra”.
Quando um terremoto acontece a distribuição da massa no planeta é deslocada e isso faz com que a velocidade de rotação aumente mais e com isso o dia de 24 horas perde alguns microssegundos. Ele garante que o tempo é encurtado muito pouco o que é quase imperceptível, mas que o acúmulo de pequenas alterações acontecendo constantemente podem ganhar grandes proporções, bem acima das que são observadas hoje.
Outra questão interessante é com relação à quantidade de descarga elétrica que incide sobre a Terra por conta de raios. Juan explica que essa intensa atividade altera a ionosfera (a camada mais externa da atmosfera) e acaba “acelerando o tempo à medida que aumenta o numero dos ciclos magnéticos, fazendo o dia parecer mais curto”.
Como a Terra se recupera do deslocamento depois de certo período, o tempo também volta a seguir normalmente até que outro “desequilíbrio” aconteça. O astrofísico afirma que a interferência é tão pequena que é difícil até para ser medida, mas que esta alteração no tempo relativo do planeta “traz consequências a nossa percepção de que realmente o tempo está passando mais rápido”.
Catástrofes e mudanças
Em dezembro de 2004 a costa oeste de Sumatra, na Indonésia, sofreu um terremoto de aproximadamente 9,1 de magnitude registrado pela escala Richter. O tremor que ficou conhecido com Terremoto de Sumatra-Andaman gerou vários tsunamis e vitimou milhares de pessoas em vários países.
O abalo foi um dos mais violentos já registrados desde 1960 e foi responsável por um deslocamento no eixo da Terra de 7 centímetros. O dia sofreu, depois desta catástrofe, um encurtamento de 6,8 microssegundos. Os reflexos deste terremoto afetaram a Ilha de Samatra na Indonésia, o Sri Lanka, Estados da Índia, estâncias turísticas da Tailândia, Malásia, Ilhas Maldivas e Bangladesh.
No fim do mês de fevereiro de 2010 o Chile sofreu com um terremoto que atingiu uma magnitude de 8,8 registrado na escala de magnitude do momento (MMS). Os tremores foram sentidos em algumas cidades argentinas e 53 países receberam alertas de possíveis tsunamis.
O terremoto, que teve aproximadamente três minutos, deslocou o eixo da Terra em cerca de 8 centímetros. Esta alteração resultou em uma aceleração no tempo de rotação do planeta que acabou reduzindo o tempo em cerca de 1,3 microssegundos. O tremor aconteceu por conta do choque entre a Placa de Nazca e a Placa Sul-Americana.
No ano de 2011 o Japão sofreu as consequências de um dos maiores terremotos que já atingiu a região. O tremor acabou gerando um enorme tsunami que deixou algumas cidades devastadas e resultou na morte de milhares de pessoas. Além de deslocar o eixo da Terra, a catástrofe deslocou uma das principais ilhas do país em aproximadamente 2,4 metros.
A catástrofe foi uma das que mais deslocaram o eixo do planeta. O terremoto foi o responsável pelo deslocamento de 17 centímetros e por conta disto o tempo sofreu uma redução de 1,8 microssegundos. 


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terça-feira, 18 de novembro de 2014

Abuso de poder

Especialistas relacionam o abuso de poder com complexo de inferioridade, que pode estar ligado a uma cena primária do abusador

O poder pode ser dado ao homem por meio de diversos canais, como dinheiro, conhecimento, status familiar, profissional, dentre outros. Mas, existe um limite para se exercer o poder?
Para a professora-doutora Purificación Martin Abuli Miceli, do Departamento de Psicologia da Universidade Católica de Goiás, uma das características básicas do ser humano é a vaidade, ou seja, um desejo imoderado de merecer a atenção dos outros e de receber reconhecimento e elogios. Ela acrescenta que, no entanto, a vaidade passa a ser negativa e prejudicial quando exacerbada, "pois domina o indivíduo e por vezes, o torna irracional e impulsivo". Argumenta ainda, que os vaidosos em potencial são seres que precisam de autoafirmação como poderosos, para se destacar em seu meio de alguma forma. 
Há os que se deixam influenciar, dominar pela vaidade, considerada um dos sete pecados capitais em algumas religiões. A especialista define que esses indivíduos costumam se apoiam naquilo que têm de melhor em suas vidas, seja a sua beleza física, o seu dinheiro, o próprio status social ou a profissão que lhes coloca em cargos superiores. Utilizam-se desses recursos, de mera aparência, que funciona como um escudo que os protege de sua própria fragilidade e, aparentemente, para se agigantar perante os mais fracos de condição, determina Martin.
A pessoa que abusa de poder,acreditam os especialistas ,veem no outro aquilo que ele não quer ser, mas, que no fundo ele é. O que configura o abuso de poder sempre é a necessidade de se sobressair, de mostrar que tem um poder, uma competência, além do que se espera.
"Na verdade, eles não admitem o próprio erro, uma vez que denuncia o lado que não querem acessar. Tornam-se por vezes fúteis, presunçosos e soberbos. Um dos alicerces que sustenta a vaidade exagerada ou desmedida é o "abuso de poder", atitude essa que leva a subjugar pessoas que estejam, por alguma razão, num patamar inferior. Somente assim podem afirmar a sua superioridade, que não deixa de ser um complexo de inferioridade que pode estar ligado a uma cena primária de sua vida: ele estar sendo subjugado por uma autoridade suprema", avalia.
Martin analisa que tudo isso é passível de ser fruto de uma infância mal vivida, sem muito valor, sem sensação de aceitação por parte do outro, fruto provável do sentimento de menos valia ou de revolta por punições constantes que o subjugaram. "Neste caso, seria uma vingança voltada para o mundo. É claro, podem existir outras variáveis interferindo neste comportamento humano", reconhece.
Igualdade perdida
Como exemplo desse tema, temos o caso acontecido em 2011 – com repercussão recente nos jornais – entre um juiz e uma agente fiscal de trânsito. Em fevereiro de 2011, o juiz, João Carlos de Souza dirigia um carro sem placa, sem documentação e não estava com a habilitação quando foi parado pela, hoje ex-agente do Detran, Luciana Silva Tamburini, de 34 anos, em uma blitz da Operação Lei Seca.
 A ex-agente informou que o carro deveria ser apreendido e levado para um pátio do Detran (Departamento Estadual de Trânsito), mas o juiz exigiu que o veículo fosse para uma delegacia. Em resumo: o juiz disse que houve deboche por parte de Luciana por ela ter dito que ele era "juiz, mas não Deus". Ela alegou abuso de autoridade por parte dele. Conclusão dos fatos: o Tribunal de Justiça do Rio, por decisão do desembargador José Carlos Paes condenou Luciana a pagar R$ 5 mil ao juiz como indenização por danos morais.
Sobre o caso a psicóloga, Purificación Martin acredita ter havido abuso de poder, uma vez que, a lei é para todos e deve cumprida por todos. "Se alguém está fora da lei tem que achar uma maneira de cumpri-la e não desacatar o outro, seja quem for. Ela estava em uma função o juiz estava como passageiro de um veículo, na função de motorista, se alguma coisa estava falha tinha que ser corrigida. Neste caso, podemos constatar a violação dos Direitos Humanos que fere a ética do cidadão, uma vez que a lei deveria ser a mesma para todos independente da diferença de cargos, caso contrário fere a nossa constituição", explica.
Para o especialista em ética, Will Goya, do ponto de vista ético e pelo olhar crítico da filosofia, não há qualquer novidade em se dizer que houve alguma injustiça cometida pelo judiciário, pelo legislativo ou por meio do poder executivo, em quaisquer instâncias, do municipal ao federal. "Desde que o mundo é capitalista, que eu saiba, o poder sempre contou com o amparo legal para garantir a ilegitimidade e a imoralidade. Tolice achar que a lei é igualmente aplicada para todos. Quase nunca o foi", considera. 
Considerando o que fora considerado pelo filosofo Will, Martin reafirma que vence quem tem razão e isso vem, pela história da humanidade, sempre acontecendo, "o mais poderoso subjuga aquele que não é tão poderoso. Só que esse é um grande erro, nós temos que parar para pensar". Para a psicóloga, não é o poder que corrompe o ser humano, mas sim, este que o utiliza como um suporte poderoso para esconder seus próprios problemas. "Um erro não justifica o outro, cada um tem que pagar pelas próprias falhas e a lei é igual para todos", conclui.
"Tolice achar que a lei é igualmente aplicada para todos. Quase nunca o foi”.
 Will Goya, filósofo clínico e professor com especialização em ética
Ele é mais comum do que muitos imaginam
O abuso de poder, define a psicóloga Purificación Martin, é uma coisa que está de alguma forma inserida nas pessoas que precisam de destaque. O destaque ela esclarece é uma necessidade de se sentir aceita pelo mundo e, às vezes, a pessoa o usa de uma forma errada quando exageram. "A gente ver vários exemplos de pessoas que estão subjugando outras pessoas para elas poderem ter esse destaque, é uma maneira vaidosa de acontecer na vida e de si sentir grande, poderoso", confirma.
Que o diga o gerente Juliano Tacassi, 31 anos. De acordo com ele, há dois anos e meio, quando trabalhava em uma empresa de telefonia móvel, sofreu um caso de coação por abuso de poder. Ele diz lembrar, como se fosse hoje, como tudo se passou: uma cliente vinda de outra cidade aderiu a um plano de telefonia e após todo o processo de fidelização a cliente revelou não ter dinheiro para pagar o aparelho telefônico.
Diante da situação que já se mostrava embaraçosa, Juliano informou para a cliente voltar depois, em até cinco dias para concluir o procedimento. Ela não confirmado o processo dentro do prazo estipulado. Apareceu na loja vinte dias depois ao lado do pai, pedindo para cancelar o plano o que não era possível, pois devido o tempo já havia sido gerada uma fatura. "Ela voltou com o pai que pediu para cancelar o plano, ao informá-lo que não era possível porque o tempo havia expirado, de um momento para o outro, tirou a carteira da OAB do bolso e jogou no meu rosto exigindo que o plano fosse cancelado porque ele era advogado", lembra.
Surpreso, Juliano informa ter tentado estabelecer um diálogo com o homem. "Disse para ele que não esperava que ele fizesse isso pelo fato dele ser um conhecedor da lei e diante daquela situação dramática haviam câmaras que tinham registrado tudo o que ele havia feito", narra. Juliano disse ter se sentido humilhado e o advogado saiu impune.
Recentemente, já em outro emprego no qual ele já estava há dois anos, Juliano diz também ter passado uma situação que considera abuso de poder. Nesta empresa onde ele exerce a função de gerente, na última segunda-feira (10) ele foi obrigado arrancar todo o mato da frente da loja.
Ele explicou à reportagem que a gerente regional ao chegar ao estabelecimento e ver o mato o questionou o porquê do lugar não estar limpo. Ele teria respondido que devido a correria não teve tempo de solicitar a limpeza. Neste momento, sua superior teria o interpelado: – Qual sua atitude, não deveria ter feito o serviço?
Ele respondeu que irá providenciar a limpeza da frente da loja. Não satisfeita, a gerente regional o intimou a realizar a tarefa, ele mesmo. Juliano diz que mesmo se sentindo humilhado pegou dois sacos de lixo vazios e luvas e foi para a frente da loja fazer o serviço que não correspondia a seu cargo. "Naquele momento me senti profundamente humilhado, não que o ato de tirar o mato não seja um trabalho digno, mais sim pelo abuso de poder que sofri", protesta.
Diante da situação polêmica, Juliano resolveu sair da empresa e analisa a possibilidade, desta vez, de não deixar passar em branco o abuso de poder que sofreu. 
Outros casos
No inicio desde mês, numa quinta-feira (6) em um prédio, na zona norte de São Paulo, uma câmara de segurança instalada no elevador registrou o momento em que uma mulher agrediu um menino de nove anos, portador de necessidades especiais. O garoto recebeu uma sequência de socos e chutes da vizinha de apartamento. 
O motivo da agressão teria sido pelo fato do menino, ao chegar da escola, ter batido no vidro da portaria para pedir a chave de seu apartamento. Conforme testemunhas, a vizinha se incomodou com a atitude e começou a agressão.
A psicóloga Purificación Martin descreve o excesso de abuso de poder cometido pela agressora.  "Primeiro era uma criança e mais grave com uma deficiência, ela jamais poderia fazer isso, esse é um abuso de poder porque é um adulto fazendo isso com uma criança indefesa".
Um auxiliar de produção de 24 anos, morador de Londrina (PR), receberá R$ 5 mil de indenização por danos morais. O jovem era constantemente humilhado por seu superior por causa de uma lesão na vista, conhecida como pinguécula, que deixa o olho vermelho. Ele era chamado pelo superior de "maconheiro". A empresa recorreu da ação, mas o Tribunal Regional do Trabalho da 9ª Região (PR) manteve a sentença por entender que o dano resultou de ato de seu superior hierárquico, e não de "mero colega de trabalho".


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