quinta-feira, 20 de novembro de 2014

"Teste da virgindade" é obrigatório para todas candidatas à polícia na Indonésia

Classificada como 'traumática' e 'arcaica', prática examina condição do hímen das mulheres que têm interesse em ingressar na instituição do país asiático.
Na Indonésia, mulheres que quiserem se aliar à força policial do país são obrigadas a se submeter a “testes de virgindade”. Classificada como “humilhante” e “arcaica” pela ONG Human Rights Watch nesta terça-feira (18/11), a prática consiste em um exame que mede se o hímen está intacto a partir da inserção de dois dedos com gel na vagina da candidata.

Trata-se de um pré-requisito para entrar na instituição, descrito por muitas entrevistadas pela ONG internacional de direitos humanos como “traumático” e “doloroso”.
"Eu temia que, depois de realizado o teste eu não seria mais virgem. Uma amiga até desmaiou”, relata uma entrevistada. "Eu não quero me lembrar dessas experiências ruins. Foi humilhante", comenta outra, de 19 anos, segundo a Al Jazeera.

Para o porta-voz da polícia indonésia, Maj Gen Ronny Sompie, o teste é utilizado com o intuito de analisar se os candidatos têm algum tipo de infecção sexualmente transmissível. Em 2010, um ex-chefe da polícia do país chegou a concordar em abolir o exame. Apesar das frequentes queixas das mulheres em relação à prática, o teste continua a ser realizado da mesma maneira há décadas.
"Os chamados ‘testes de virgindade’ são discriminatórios e uma forma de violência de gênero. Não é uma medida de elegibilidade das mulheres para uma carreira na polícia", criticou Nisha Varia, uma das diretoras da ONG, ao Guardian.

Para a Human Rights Watch, a prática viola os princípios da polícia nacional da Indonésia, bem como a política internacional de direitos humanos.

Além dos exames vexatórios, a força policial ainda exige que as candidatas mantenham um padrão de vida estipulado: devem ser solteiras e não podem se casar até determinado período em que estiverem dentro da instituição.

Com a maior população muçulmana do mundo, a Indonésia é num país majoritariamente conservador, onde muitas regiões louvam e valorizam a virgindade feminina.

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Mulher alemã passou cinco anos dividindo a cama com sua mãe morta

A polícia alemã disse que uma mulher, de 55 anos, que passou cinco anos dormindo ao lado de sua mãe morta, foi enviada a uma instituição psiquiátrica.
De acordo com os policiais de Munique, os vizinhos da mulher disse ao síndico do edifício que eles estavam preocupados com a mãe da vizinha, que não era vista a muito tempo. O síndico tentou visitar o apartamento, mas a filha se esquivou das tentativas de marcar uma reunião com sua mãe.
Então, a polícia e os bombeiros foram chamados e eles forçaram a entrada ao apartamento, descobrindo que a mulher vinha dividindo a cama com o corpo da mãe desde sua morte, em 2009, aos 83 anos. Ainda segundo os policiais, o corpo passou tanto tempo na cama que entrou em estado de mumificação.
A filha admitiu que sua mãe havia falecido em março de 2009, e foi enviada para ser tratada em uma instituição psiquiátrica. Foi realizada uma autópsia no corpo, indicando que a mãe morreu de causas naturais.
EFE.
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quarta-feira, 19 de novembro de 2014

Menos tempo

Deslocamentos no eixo do planeta causados pela movimentação de massa podem interferir na duração dos dias

Uma das frases mais pronunciadas e ouvidas nos últimos dias tem sido “como os dias estão passando rápido”. A dúvida que fica é: será que o tempo realmente está indo mais rápido que o normal ou nós é que estamos correndo mais? Conforme o diretor do Planetário da Universidade Federal de Goiás e astrofísico, Juan Bernardino Marques Barrio, o encurtamento do tempo pode ser reflexo dos pequenos deslocamentos que o planeta sofre.
De acordo com Juan Barrio, esse deslocamento no eixo da Terra é algo natural e não é uma situação que precise de tanta preocupação. Conforme o profissional, os eventos que geram uma movimentação das placas tectônicas são os principais causadores do deslocamento do eixo do planeta, os exemplos mais comuns são os terremotos.
O astrofísico afirma que este deslocamento altera a velocidade de rotação do planeta e isto pode fazer com que o tempo encurte um pouco. Juan Barrio afirma que “os deslocamentos do eixo de rotação da Terra podem mudar a posição relativa das massas dela e produzir uma pequena aceleração”. Ele ainda completa afirmando que “provavelmente haverá uma pequena variação na duração do dia, algo que depois volta ao normal, quando a Terra se recuperar deste deslocamento”.
Deslocamentos
Para ilustrar melhor este deslocamento imagine uma bolinha de plástico parada com um pouco de areia dentro. Qualquer movimento leve capaz de fazer a areia se concentrar mais em outro lugar vai fazer com que a pequena esfera mude sua posição. Desta forma acontece com a Terra. A concentração de massa ocasionada pela movimentação das placas tectônicas fará com que ela tenha um leve desvio da linha do equador.
Mesmo que nenhum desastre natural aconteça, a Terra pode sofrer um pequeno desequilíbrio no eixo, já que as placas estão sempre se movimentando. Porém, com o passar do tempo o planeta vai se recuperando do desequilíbrio e voltando à posição normal.
Juan Barrio afirma que não existe um fenômeno natural que possa ser citado como o que mais deslocou a Terra. Algumas pessoas falam muito sobre o deslocamento que aconteceu em 2011 por conta de uma das maiores catástrofes naturais que aconteceu no Japão. Entretanto, o astrofísico afirma que até hoje o que mais pode ter deslocado o planeta foram os impactos de meteoros durantes o processo de formação.
Ele ressalta também que quando analisamos o comportamento dinâmico da Terra e os fenômenos como o magmatismo e o vulcanismo, a sedimentação, o metamorfismo, os terremotos e a formação de recursos naturais, nós percebemos que isto interfere na própria distância entre os continentes. É claro que esta mudança só pode ser percebida após dezenas de milhões de anos, mas ao interferirem na posição dentro do planeta acaba interferindo no eixo por conta da concentração de massa.
Uma situação que parece não interferir muito, mas que caso continuem acontecendo podem gerar deslocamentos mais constantes são as secas, inundações e mudanças climáticas inesperadas. Sobre esta questão o astrofísico afirma que nós “temos que mudar nossas atitudes e não esperar que os outros o façam. O convite é individual e intransferível, pode ter certeza”.
Tempo
Para exemplificar a relação entre a posição do planeta e o tempo Juan Barrio usou os movimentos de uma patinadora. Conforme ele, a velocidade de rotação da Terra é semelhante com o momento em que a patinadora “recolhe os braços durante um giro, para virar mais rápido no gelo. Quanto mais próximo da linha do equador está o deslocamento de massa durante um tremor, mais ele irá acelerar a rotação da Terra”.
Quando um terremoto acontece a distribuição da massa no planeta é deslocada e isso faz com que a velocidade de rotação aumente mais e com isso o dia de 24 horas perde alguns microssegundos. Ele garante que o tempo é encurtado muito pouco o que é quase imperceptível, mas que o acúmulo de pequenas alterações acontecendo constantemente podem ganhar grandes proporções, bem acima das que são observadas hoje.
Outra questão interessante é com relação à quantidade de descarga elétrica que incide sobre a Terra por conta de raios. Juan explica que essa intensa atividade altera a ionosfera (a camada mais externa da atmosfera) e acaba “acelerando o tempo à medida que aumenta o numero dos ciclos magnéticos, fazendo o dia parecer mais curto”.
Como a Terra se recupera do deslocamento depois de certo período, o tempo também volta a seguir normalmente até que outro “desequilíbrio” aconteça. O astrofísico afirma que a interferência é tão pequena que é difícil até para ser medida, mas que esta alteração no tempo relativo do planeta “traz consequências a nossa percepção de que realmente o tempo está passando mais rápido”.
Catástrofes e mudanças
Em dezembro de 2004 a costa oeste de Sumatra, na Indonésia, sofreu um terremoto de aproximadamente 9,1 de magnitude registrado pela escala Richter. O tremor que ficou conhecido com Terremoto de Sumatra-Andaman gerou vários tsunamis e vitimou milhares de pessoas em vários países.
O abalo foi um dos mais violentos já registrados desde 1960 e foi responsável por um deslocamento no eixo da Terra de 7 centímetros. O dia sofreu, depois desta catástrofe, um encurtamento de 6,8 microssegundos. Os reflexos deste terremoto afetaram a Ilha de Samatra na Indonésia, o Sri Lanka, Estados da Índia, estâncias turísticas da Tailândia, Malásia, Ilhas Maldivas e Bangladesh.
No fim do mês de fevereiro de 2010 o Chile sofreu com um terremoto que atingiu uma magnitude de 8,8 registrado na escala de magnitude do momento (MMS). Os tremores foram sentidos em algumas cidades argentinas e 53 países receberam alertas de possíveis tsunamis.
O terremoto, que teve aproximadamente três minutos, deslocou o eixo da Terra em cerca de 8 centímetros. Esta alteração resultou em uma aceleração no tempo de rotação do planeta que acabou reduzindo o tempo em cerca de 1,3 microssegundos. O tremor aconteceu por conta do choque entre a Placa de Nazca e a Placa Sul-Americana.
No ano de 2011 o Japão sofreu as consequências de um dos maiores terremotos que já atingiu a região. O tremor acabou gerando um enorme tsunami que deixou algumas cidades devastadas e resultou na morte de milhares de pessoas. Além de deslocar o eixo da Terra, a catástrofe deslocou uma das principais ilhas do país em aproximadamente 2,4 metros.
A catástrofe foi uma das que mais deslocaram o eixo do planeta. O terremoto foi o responsável pelo deslocamento de 17 centímetros e por conta disto o tempo sofreu uma redução de 1,8 microssegundos. 


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terça-feira, 18 de novembro de 2014

Abuso de poder

Especialistas relacionam o abuso de poder com complexo de inferioridade, que pode estar ligado a uma cena primária do abusador

O poder pode ser dado ao homem por meio de diversos canais, como dinheiro, conhecimento, status familiar, profissional, dentre outros. Mas, existe um limite para se exercer o poder?
Para a professora-doutora Purificación Martin Abuli Miceli, do Departamento de Psicologia da Universidade Católica de Goiás, uma das características básicas do ser humano é a vaidade, ou seja, um desejo imoderado de merecer a atenção dos outros e de receber reconhecimento e elogios. Ela acrescenta que, no entanto, a vaidade passa a ser negativa e prejudicial quando exacerbada, "pois domina o indivíduo e por vezes, o torna irracional e impulsivo". Argumenta ainda, que os vaidosos em potencial são seres que precisam de autoafirmação como poderosos, para se destacar em seu meio de alguma forma. 
Há os que se deixam influenciar, dominar pela vaidade, considerada um dos sete pecados capitais em algumas religiões. A especialista define que esses indivíduos costumam se apoiam naquilo que têm de melhor em suas vidas, seja a sua beleza física, o seu dinheiro, o próprio status social ou a profissão que lhes coloca em cargos superiores. Utilizam-se desses recursos, de mera aparência, que funciona como um escudo que os protege de sua própria fragilidade e, aparentemente, para se agigantar perante os mais fracos de condição, determina Martin.
A pessoa que abusa de poder,acreditam os especialistas ,veem no outro aquilo que ele não quer ser, mas, que no fundo ele é. O que configura o abuso de poder sempre é a necessidade de se sobressair, de mostrar que tem um poder, uma competência, além do que se espera.
"Na verdade, eles não admitem o próprio erro, uma vez que denuncia o lado que não querem acessar. Tornam-se por vezes fúteis, presunçosos e soberbos. Um dos alicerces que sustenta a vaidade exagerada ou desmedida é o "abuso de poder", atitude essa que leva a subjugar pessoas que estejam, por alguma razão, num patamar inferior. Somente assim podem afirmar a sua superioridade, que não deixa de ser um complexo de inferioridade que pode estar ligado a uma cena primária de sua vida: ele estar sendo subjugado por uma autoridade suprema", avalia.
Martin analisa que tudo isso é passível de ser fruto de uma infância mal vivida, sem muito valor, sem sensação de aceitação por parte do outro, fruto provável do sentimento de menos valia ou de revolta por punições constantes que o subjugaram. "Neste caso, seria uma vingança voltada para o mundo. É claro, podem existir outras variáveis interferindo neste comportamento humano", reconhece.
Igualdade perdida
Como exemplo desse tema, temos o caso acontecido em 2011 – com repercussão recente nos jornais – entre um juiz e uma agente fiscal de trânsito. Em fevereiro de 2011, o juiz, João Carlos de Souza dirigia um carro sem placa, sem documentação e não estava com a habilitação quando foi parado pela, hoje ex-agente do Detran, Luciana Silva Tamburini, de 34 anos, em uma blitz da Operação Lei Seca.
 A ex-agente informou que o carro deveria ser apreendido e levado para um pátio do Detran (Departamento Estadual de Trânsito), mas o juiz exigiu que o veículo fosse para uma delegacia. Em resumo: o juiz disse que houve deboche por parte de Luciana por ela ter dito que ele era "juiz, mas não Deus". Ela alegou abuso de autoridade por parte dele. Conclusão dos fatos: o Tribunal de Justiça do Rio, por decisão do desembargador José Carlos Paes condenou Luciana a pagar R$ 5 mil ao juiz como indenização por danos morais.
Sobre o caso a psicóloga, Purificación Martin acredita ter havido abuso de poder, uma vez que, a lei é para todos e deve cumprida por todos. "Se alguém está fora da lei tem que achar uma maneira de cumpri-la e não desacatar o outro, seja quem for. Ela estava em uma função o juiz estava como passageiro de um veículo, na função de motorista, se alguma coisa estava falha tinha que ser corrigida. Neste caso, podemos constatar a violação dos Direitos Humanos que fere a ética do cidadão, uma vez que a lei deveria ser a mesma para todos independente da diferença de cargos, caso contrário fere a nossa constituição", explica.
Para o especialista em ética, Will Goya, do ponto de vista ético e pelo olhar crítico da filosofia, não há qualquer novidade em se dizer que houve alguma injustiça cometida pelo judiciário, pelo legislativo ou por meio do poder executivo, em quaisquer instâncias, do municipal ao federal. "Desde que o mundo é capitalista, que eu saiba, o poder sempre contou com o amparo legal para garantir a ilegitimidade e a imoralidade. Tolice achar que a lei é igualmente aplicada para todos. Quase nunca o foi", considera. 
Considerando o que fora considerado pelo filosofo Will, Martin reafirma que vence quem tem razão e isso vem, pela história da humanidade, sempre acontecendo, "o mais poderoso subjuga aquele que não é tão poderoso. Só que esse é um grande erro, nós temos que parar para pensar". Para a psicóloga, não é o poder que corrompe o ser humano, mas sim, este que o utiliza como um suporte poderoso para esconder seus próprios problemas. "Um erro não justifica o outro, cada um tem que pagar pelas próprias falhas e a lei é igual para todos", conclui.
"Tolice achar que a lei é igualmente aplicada para todos. Quase nunca o foi”.
 Will Goya, filósofo clínico e professor com especialização em ética
Ele é mais comum do que muitos imaginam
O abuso de poder, define a psicóloga Purificación Martin, é uma coisa que está de alguma forma inserida nas pessoas que precisam de destaque. O destaque ela esclarece é uma necessidade de se sentir aceita pelo mundo e, às vezes, a pessoa o usa de uma forma errada quando exageram. "A gente ver vários exemplos de pessoas que estão subjugando outras pessoas para elas poderem ter esse destaque, é uma maneira vaidosa de acontecer na vida e de si sentir grande, poderoso", confirma.
Que o diga o gerente Juliano Tacassi, 31 anos. De acordo com ele, há dois anos e meio, quando trabalhava em uma empresa de telefonia móvel, sofreu um caso de coação por abuso de poder. Ele diz lembrar, como se fosse hoje, como tudo se passou: uma cliente vinda de outra cidade aderiu a um plano de telefonia e após todo o processo de fidelização a cliente revelou não ter dinheiro para pagar o aparelho telefônico.
Diante da situação que já se mostrava embaraçosa, Juliano informou para a cliente voltar depois, em até cinco dias para concluir o procedimento. Ela não confirmado o processo dentro do prazo estipulado. Apareceu na loja vinte dias depois ao lado do pai, pedindo para cancelar o plano o que não era possível, pois devido o tempo já havia sido gerada uma fatura. "Ela voltou com o pai que pediu para cancelar o plano, ao informá-lo que não era possível porque o tempo havia expirado, de um momento para o outro, tirou a carteira da OAB do bolso e jogou no meu rosto exigindo que o plano fosse cancelado porque ele era advogado", lembra.
Surpreso, Juliano informa ter tentado estabelecer um diálogo com o homem. "Disse para ele que não esperava que ele fizesse isso pelo fato dele ser um conhecedor da lei e diante daquela situação dramática haviam câmaras que tinham registrado tudo o que ele havia feito", narra. Juliano disse ter se sentido humilhado e o advogado saiu impune.
Recentemente, já em outro emprego no qual ele já estava há dois anos, Juliano diz também ter passado uma situação que considera abuso de poder. Nesta empresa onde ele exerce a função de gerente, na última segunda-feira (10) ele foi obrigado arrancar todo o mato da frente da loja.
Ele explicou à reportagem que a gerente regional ao chegar ao estabelecimento e ver o mato o questionou o porquê do lugar não estar limpo. Ele teria respondido que devido a correria não teve tempo de solicitar a limpeza. Neste momento, sua superior teria o interpelado: – Qual sua atitude, não deveria ter feito o serviço?
Ele respondeu que irá providenciar a limpeza da frente da loja. Não satisfeita, a gerente regional o intimou a realizar a tarefa, ele mesmo. Juliano diz que mesmo se sentindo humilhado pegou dois sacos de lixo vazios e luvas e foi para a frente da loja fazer o serviço que não correspondia a seu cargo. "Naquele momento me senti profundamente humilhado, não que o ato de tirar o mato não seja um trabalho digno, mais sim pelo abuso de poder que sofri", protesta.
Diante da situação polêmica, Juliano resolveu sair da empresa e analisa a possibilidade, desta vez, de não deixar passar em branco o abuso de poder que sofreu. 
Outros casos
No inicio desde mês, numa quinta-feira (6) em um prédio, na zona norte de São Paulo, uma câmara de segurança instalada no elevador registrou o momento em que uma mulher agrediu um menino de nove anos, portador de necessidades especiais. O garoto recebeu uma sequência de socos e chutes da vizinha de apartamento. 
O motivo da agressão teria sido pelo fato do menino, ao chegar da escola, ter batido no vidro da portaria para pedir a chave de seu apartamento. Conforme testemunhas, a vizinha se incomodou com a atitude e começou a agressão.
A psicóloga Purificación Martin descreve o excesso de abuso de poder cometido pela agressora.  "Primeiro era uma criança e mais grave com uma deficiência, ela jamais poderia fazer isso, esse é um abuso de poder porque é um adulto fazendo isso com uma criança indefesa".
Um auxiliar de produção de 24 anos, morador de Londrina (PR), receberá R$ 5 mil de indenização por danos morais. O jovem era constantemente humilhado por seu superior por causa de uma lesão na vista, conhecida como pinguécula, que deixa o olho vermelho. Ele era chamado pelo superior de "maconheiro". A empresa recorreu da ação, mas o Tribunal Regional do Trabalho da 9ª Região (PR) manteve a sentença por entender que o dano resultou de ato de seu superior hierárquico, e não de "mero colega de trabalho".


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segunda-feira, 17 de novembro de 2014

Brasil tem 155 mil pessoas em situação de escravos, diz ONG

O Brasil, apesar de ter um dos menores índices de escravidão do continente americano (atrás de Canadá, EUA e Cuba), ainda abriga 155,3 mil pessoas nessa situação, que abrange desde trabalho forçado ou por dívidas, tráfico humano ou sexual até casamentos forçados, em que uma das partes é subserviente.
"Depois da Europa, o continente americano é a região com a menor prevalência de escravatura moderna no mundo. Ainda assim, cerca de 1,28 milhão de pessoas (no continente) são vítimas de escravatura, na sua maioria por meio do tráfico sexual e exploração laboral, (sobretudo) trabalhadores agrícolas com baixas qualificações e elevada mobilidade", diz o relatório.
"Um dos principais fatores na região são as fortes tendências migratórias transnacionais, que levam pessoas vulneráveis a abandonar seus lares em busca de trabalho. As condições de trabalho são muitas vezes deploráveis e podem incluir servidão por dívida, confinamento físico, ausência de dias de descanso, falta de água potável, retenção de salários e horas extras ilegais, muitas vezes sob ameaça de deportação."
Não surpreende, portanto, que o empobrecido Haiti lidere o ranking da região: 2,3% de sua população vive em condições de escravatura moderna, segundo o Índice Global de Escravatura.
O relatório destaca que o Brasil está entre os países com "respostas governamentais mais firmes" contra o problema, ao encorajar as empresas a pressionarem pelo fim do trabalho escravo nas diversas etapas de sua cadeia produtiva.
bbc news.

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domingo, 16 de novembro de 2014

Ressuscitação humana

Nova técnica, ainda em estudo nos Estados Unidos, causa olhares reticentes na área médica
Uma dupla de médicos dos Estados Unidos divulgou este mês uma descoberta que tem chamado a atenção da comunidade científica. Peter Rhee, da universidade do Arizona, e Samuel Tisherman, da Universidade de Maryland, desenvolveram uma técnica, que conforme eles, permite ressuscitar mortos.
Os estudos da dupla resultaram em uma técnica que consiste em retirar todo o sangue do indivíduo e resfriá-lo até 20 graus abaixo da temperatura normal. No lugar do sangue é colocada uma solução salina que ajuda a rebaixar a temperatura do corpo do paciente para algo entre 10 e 15 graus Celsius.
Após o problema que causou a morte ser resolvido, o sangue é bombeado de volta ao corpo. Quando a temperatura do organismo atinge 30 °C o coração volta a bater, de acordo com os médicos.
“Quando seu corpo está com temperatura de 10 graus, sem atividade cerebral, batimento cardíaco e sangue – é um consenso que você está morto. Mas ainda assim, nós conseguimos trazer você de volta”, disse o professor Peter Rhee em entrevista à rede BBC.
Até agora a técnica foi testada em porcos e cerca de 90% deles se recuperaram quando o sangue foi bombeado de volta. Após o procedimento, os testes cerebrais revelaram que não houve dano ao órgão.
A novidade foi recebida com receio por alguns médicos procurados pela reportagem do Diário da Manhã. Alguns preferiram não se posicionar publicamente a respeito do assunto.
Os especialistas ouvidos informaram que já existem tratamentos de hipotermia bem estabelecidos em situações específicas, como cirurgias cardíacas e neurológicas, além do atendimento de pacientes pós-recuperação de parada cardiorrespiratória.
O professor adjunto de Cardiologia da Universidade Federal de Goiás (UFG), doutor em Ciências da Saúde pela UFG e presidente da Sociedade Goiana de Cardiologia (SGC), Thiago Veiga Jardim, considera que a pesquisa vem mostrando resultados promissores em animais e reconhece que o tema é bastante complexo e por esse motivo é preciso ser observada com cautela. “É um campo de pesquisa que sempre desperta grande interesse e, por isso, há grande repercussão, mas como disse anteriormente são estudos iniciais em modelos animais. Trazer isto para humanos e ainda disponibilizar o uso em grande escala requer muito tempo, ótimos resultados e grandes investimentos. Talvez para um futuro não tão próximo quanto gostaríamos. Não vejo uma viabilidade para utilização deste procedimento em curtos prazos”, acredita.
O médico nefrologista e membro da Associação Médico Espírita do Estado de Goiás Dezir Vencio entende que a viabilidade dos estudos merece atenção, porém deve estar fundamentada em “evidências clínicas e científicas que levem em consideração reprodutibilidade, consistência, qualidade e aplicabilidade, atualmente, ainda, não alcançadas pela medicina em humanos”.
O profissional de saúde respondeu aos questionamentos acompanhado pelos filhos Luiz Fernando Cunha Vencio (radiologista), Sérgio Alberto Cunha Vencio (endocrinologista) e Paulo Roberto Cunha Vencio (pneumologista) e ressaltou que: “As aplicações desse estudo convergem para a assistência em pacientes em parada cardiorrespiratória já instalada ou em fase de instalação. Em estudos atuais, esses procedimentos seguem as linhas determinadas pela American Heart Association, que são discutidas a cada cinco anos em congresso médico específico e que determina as diretrizes de atendimento à parada cardiorrespiratória, baseadas em evidência e, até o momento, o estudo do dr. Peter Rhee não foi reproduzido em humanos”, o que para ele é sinal de que o assunto ainda está em análise científica.
Espírito
O fisiologista Joaquim Tomé de Souza, membro e ex-presidente da Associação Médico Espírita do Estado de Goiás, também conhecido como professor Tomé, ficou curioso a respeito do assunto e foi taxativo ao comentar o que acontece com o espírito em caso de morte do corpo. “Se o espírito já desligou, não volta mais, a menos que seja uma situação de quase morte, quando o espírito entra no estado de letargia e o processo de morte não se consolida e o espírito volta.” No entanto, ele afirma que esta não é uma regra e sim uma espécie de exceção para espíritos que ainda têm algo a cumprir na Terra. “Isso acontece apenas para o espírito que tem o compromisso de voltar”, destaca.
Para ele, é necessário observar com cautela as informações divulgadas uma vez que os resultados são de testes feitos com animais. Tomé ressalta que o mais delicado é cuidar do cérebro. “Os neurônios, as células cerebrais, são as mais sensíveis à falta de nutrientes, entretanto, elas não ficariam sem estes porque certamente estarão circulando, mesmo em baixa temperatura (e também em baixa velocidade), no líquido que está substituindo o sangue. O neurônio, em seu metabolismo consome muita glicose e oxigênio e, é claro, além de outros nutrientes, mas certamente todos eles estão sendo ofertados no líquido circulante”, acredita.
Dezir Vêncio também acredita que enquanto o espírito não se desliga do corpo o procedimento é possível, o que pode propiciar que ele tenha “variadas percepções sensoriais, tais como: visão de um túnel, com uma luz no final, de pessoas conhecidas ou desconhecidas, e do próprio corpo sendo atendido, relatar conversas do ambiente ao acordarem, sensação de dor ou de desconforto, ou nada sentir/relatar, ao voltar”, descreve.
Humanos
Os pesquisadores já conseguiram autorização para testar a técnica em humanos. As cobaias serão vítimas de armas de fogo em Pittsburgh, cidade que fica no noroeste dos EUA, no Estado da Pensilvânia.
Um dos desafios a ser encarado é a questão do sangue. Nos testes com porcos foi usado o próprio sangue dos animais congelados, no caso dos humanos será necessário usar o estoque de bancos de sangue. 
Com informações da BBC
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Nós, o povo e nossos políticos

O processo eleitoral recém-findo trouxe à baila um tema recorrente na sociedade brasileira: a qualidade dos políticos. Nada de novo nisso o que, entretanto, não impede que se escreva a respeito a qualquer momento. Cada um de nós tem sido ácido com eles o que não significa sermos justos. Um ar excessivamente severo, não raro, pode esconder alguns defeitos da gente.

Nada de novo, ainda, nessas questão de assumirmos uma postura em público, quando estamos sendo vigiados e outra, bem diferente, quando não observados, mas esta é questão universal e não apenas relativa aos brasileiros.
Estou concluindo que há certa ingenuidade (não usei maldade de causo pensado) na análise que fazemos da classe política nacional. Sobre seu despudor. A regra é demonstramos surpresa, irritação diante de posturas condenáveis que a imprensa revela e comenta a todo instante.

Diante disso tenho me perguntado ultimamente: o político que eu, tu, eles elegemos consegue ser radicalmente diferente do caldo de cultura onde foi produzido? Não é possível fugir da resposta a este quesito, pois ele não se forma e nem é eleito no vácuo. Alguém já disse (seria Ortega e Gasset?) que o homem é ele e suas circunstâncias. Ou seja, seu DNA e seu contexto social. De forma simplória: mamãe ursa vai parir um ursinho ou uma ursinha, e não baleia, nem beija-flor.

Estranhamente nós, aquilo que denominamos o povo brasileiro, reiteradamente temos exigido que os políticos que elegemos - não raro esperando algum favorzinho, é de bom tom reconhecer – se comportem, após o resultado das urnas, diferente da sociedade onde ele nasceu, cresceu e se elegeu. Por isso é interessante que nós, aquilo que denominamos o povo brasileiro, analisemos como temos nos comportado em nosso cotidiano em todas as dimensões de nossos relacionamentos.

O que realmente fazemos rotineiramente no plano ético? O que fazemos na prática no plano do direito das pessoas? Ainda outro dia, em pleno terceiro milênio, um cidadão (seria o típico cidadão brasileiro?) munido uma óbvia cara de pau simplesmente se sentiu no direito de furar uma fila porque estava com pressa, tinha muitos afazeres e estava chovendo. Vocês entenderam? Ele era um cidadão com pressa, tinha muitos afazeres e estava chovendo e, por causa dessas três coisinhas ele se lixou para os demais cidadãos que já algum tempo estavam na fila. Somos assim, o meu interesse sempre tem que estar acima dos demais...

Um olhar um pouco mais atento no cotidiano de qualquer cidade brasileira vai confirmar que sempre estamos procurando um jeitinho de burlar as leis vigentes, buscamos atalhos indevidos para levar vantagem em tudo desde o trânsito até a sala de aula, passando pelo trabalho e locais menos ortodoxos.

Eis o ponto crucial: se eu, tu e eles fizemos isso constantemente como cidadãos comuns vivendo na mesmice das planícies, imaginem o que eu, tu e eles faremos com todo o poder, com os incontáveis privilégios, com a imensa força, que o voto garante ao politico.

Assim, por mais doloroso que possa se tornar para cada um de nós como indivíduos, o poltico não é nada mais, nada menos, do que um retrato do que somos no conjunto social. Ele, o político, não se cria no vácuo e não vai agir no vácuo, dai ser uma desafio mais complexo chegarmos a um patamar politico que nossos sonhos almejam.



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sábado, 15 de novembro de 2014

Trabalhador apelidado de "maconheiro" ganha indenização por danos morais

Fábrica indenizará operário ridicularizado por doença no olho
Jovem de 24 anos tem doença que deixa olhos constantemente avermelhados

O Tribunal Superior do Trabalho (TST) condenou nesta sexta-feira (14) uma fábrica de Londrina, no Paraná, a pagar R$ 5 mil de indenização por danos morais a um operário apelidado de "maconheiro" pelo chefe e colegas.

Conforme o processo, o auxiliar de produção era constantemente humilhado por seu superior direto e outros colegas por causa de uma lesão conhecida como pinguécula, que deixa os olhos constantemente avermelhados.

 O trabalhador de 24 anos, chegou a apresentar um laudo médico na empresa para comprovar a doença, mas isso não impediu a continuidade das humilhações. Ao longo do processo testemunhas confirmaram que o apelido do trabalhador dentro da empresa era "drogado" ou "maconheiro" e que o próprio chefe estimulava as gozações.

O relator do caso, ministro Maurício Godinho Delgado justificou que "a conquista e afirmação da dignidade da pessoa humana não mais podem se restringir à sua liberdade e intangibilidade física e psíquica, envolvendo, naturalmente, também a conquista e afirmação de sua individualidade no meio econômico e social, com repercussões positivas conexas no plano cultural. E, no caso, uma vez comprovado que houve ofensa à dignidade do trabalhador".


(Fonte: TST)

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quarta-feira, 12 de novembro de 2014

Chá ou café? Saiba os benefícios que cada uma dessas bebidas oferece

Muito se fala sobre o mau que o café pode trazer à saúde, mas novos estudos mostram que o café pode fazer bem a você, e o chá também não fica atrás.
Apesar de poder causar alguns danos, beber regularmente essas bebidas podem trazer benefícios como a redução de risco de diabetes, reduzir risco de câncer, reduzir risco de Alzheimer, entre outros.
E se você fica indeciso ao escolher uma das duas, seu sofrimento poderá acabar em breve. Pesquisadores disseram ter criado um chá feito do café, que pode ser mais saudável que as duas bebidas.
O chá feito da folha do café, contém menos cafeína que as bebidas tradicionais e possui propriedades antioxidantes e anti-inflamatórias. Cientistas britânicos e franceses estão trabalhando juntos nesta nova criação. 
Confira os prós e contras do café e do chá:
Café
Prós
·         Estudo mostram que o café ajuda a prevenir o tipo 2 da diabetes.
·         Pode reduzir também o risco de desenvolver gota, em homens acima de 40 anos.
·         A cafeína aumenta o efeito dos analgésicos.
·         O café protege o fígado, especialmente contra cirrose e câncer.
·         O café melhora a memória recente e o tempo de reação das pessoas, com maior intensidade em idosos.
Contras
·         O café causa descoloração dos dentes
·         Grávidas que bebem oito ou mais xícaras de café por dia aumentam os risco do bebê nascer morto.
·         Pesquisas mostram queo café diminui o fluxo de sangue para o coração.
Chá
Prós
·         Pode ajudar a prevenir o desenvolvimento do tipo 1 da diabetes e retarda a progressão da doença em quem já a possui.
·         Beber de 3 a 4 xícaras por dia reduz as chances de ataque do coração.
·         Chá contém fluoreto, que protege os dentes.
·         Homens que bebem mais de 10 xícaras de chá verde por dia tem menos chances de desenvolver problemas no fígado.
·         Chá protege a pessoa contra doenças do coração e alguns tipos de câncer.
·         Pessoas que bebem chá preto 4 vezes por dia, por 6 semanas, possuem baixo nível do hormônio do estresse, o cortisol.
·         Chá verde pode oferecer proteção contra câncer do pulmão.
·         Chá hidrata.
Contras
·         Chá pode conter pesticidas, mesmo quando rotulado como orgânico.
·         Chá contém grande quantidade de tanino, substância que reduz a absorção de ferro, podendo levar a anemia.
·         Chá contém cafeína, podendo causar ansiedade e aumentar a pressão sanguínea.
·         Adicionar leite ao chá pode anular seus benefícios contra o câncer.



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