sábado, 19 de julho de 2014

Portadores do HIV têm mais defesa contra a gripe A



Estudo do Instituto Oswaldo Cruz (IOC), publicado hoje (30) na revista científica Plos One, mostra que pessoas infectadas pelo vírus HIV são menos suscetíveis ao vírus H1N1, causador da gripe A. É como se o HIV se protegesse para que aquele organismo não fosse infectado por outro vírus, que iria competir com ele pela mesma célula, explicou à Agência Brasil o pesquisador Thiago Moreno. 

“Durante a pandemia de 2009, foi surpreendente observar que indivíduos infectados pelo HIV não tiveram uma maior gravidade quando infectados pelo H1N1. É surpreendente porque, pela condição deles de imunocomprometimento devido à infecção pelo HIV, era esperado o contrário, que foi o que ocorreu com outros indivíduos imunocomprometidos, como os portadores de câncer e os transplantados”, disse o pesquisador.

Os estudos sugerem que o efeito da pandemia em indivíduos infectados pela aids não foi  diferente do observado na população em geral. A explicação científica é que o HIV, ao responder à defesa da célula que ele ataca, usa uma proteína (IFITM3) capaz de inibir a replicação do vírus H1N1. Com isso, a capacidade do influenza de infectar as células é prejudicada.

Após constatarem o efeito do HIV sobre a replicação do vírus influenza, os pesquisadores  querem agora detectar qual é o efeito do influenza sobre o vírus da aids. Testes são feitos no IOC. Thiago Moreno admitiu que a ideia, no futuro, é buscar novos tratamentos para a gripe.

Agência Brasil.

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sexta-feira, 18 de julho de 2014

Antropologista revela atitudes que dizem sobre desempenho sexual da mulher



A antropologista Helen Fisher, doutora pela Rutgers University e autora do livro “Why We Love”, disse que algumas atitudes e sinais femininos demonstram se a mulher é uma boa parceira sexual ou não. Ela garante também que a forma de se vestir não diz sobre a atuação na hora da relação, mas sim intenções.

Ela pontuou algumas atitudes que revelam muito sobre a presença sexual da mulher. De acordo com Helen, mulheres que demonstram a opinião e tomam decisões costumam assumir responsabilidades na cama, o que ajuda o parceiro a dar e ter prazer.

Outro ponto analisado pela antropologista é a forma como a mulher come. Segundo ela o jeito de mastigar e a vontade com que um alimento é consumido expressam a forma com que ela age com um possível parceiro na hora da relação sexual. A escolha do prato é outra fator que revela sobre o sexo. Comidas mais apimentadas podem significar uma relação mais calorosa, enquanto mais doces levam para algo mais romântico.

A forma com que o papo flui também diz muito sobre como a relação vai se desenrolar. Helen garante que casais que conseguem se entender durante uma conversa vão se dar bem na cama também. Um bom papo dá espaço para uma maior identificação e troca de intimidade entre duas pessoas, isso é essencial em um momento íntimo.

O beijo inicial revela muito sobre uma relação que está se aproximando. Dificilmente uma mulher vai agir de uma forma mais calorosa em um momento inicial e de forma mais tímida durante o sexo. A liberdade e a forma com que ela conversa sobre sexo também é algo muito importante. Mulheres que falam sobre o assunto de forma natural e sem nenhuma inibição tendem a ser mais confiantes na hora H.

Segundo a antropologista, a coisa mais importante que um homem precisa saber é que a mulher só vai fazer algo se realmente estiver com vontade. Se ele tiver uma boa lábia e conseguir convencê-la a ficar com ele, a garantia de uma boa relação sexual é baixíssima, já que o principal fator que faz o sexo ser bom é a vontade.


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segunda-feira, 7 de julho de 2014

Mais tempo para a vida gente!!!

Quem ainda não teve a oportunidade de ler a série de reportagens que publicamos, sobre a escravidão dos homens ao relógio, trabalho construído pelo repórter Diego Queijo, deveria dedicar alguns minutos à leitura e à reflexão dessa questão que afeta a todos. 

Crianças, jovens e adultos têm hoje suas vidas controladas pelo tempo. Não mais por hábitos saudáveis e importantes em cada fase da vida, como brincar, ouvir música, namorar, estudar, trabalhar em algo que a gente goste. Mas por rotinas preestabelecidas desde o momento em que se passa a caminhar e a falar.

Uma criança, hoje, a partir dos cinco anos de idade, até menos, já tem sua semana ocupada a pleno. Vive um turno do dia na escola e outro em atividades determinadas pelos pais, como aprender línguas estrangeiras ou praticar esportes. E qualquer tempinho livre já é motivo para ganhar nova tarefa - não raro, uma repreensão verbal por estar parada. Ela não consegue descansar e cultivar atos de crianças, como dar asas à imaginação, livre da agenda imposta pelos mais velhos.

No caso dos adultos, a situação é muito pior. Passou-se a viver para o trabalho e o resto deixou de ser importante. Não interessa se é dia, noite ou madrugada, homens e mulheres não relaxam, nunca. Só param mesmo quando o corpo desaba e dá o primeiro sinal de que algo está errado. Levanta-se da cama pensando na tarefa para executar à tarde. Corre-se para adiantar todas as coisas. Sofre-se por antecipação, sem ao menos cogitar se era preciso tanto.

A escravidão do relógio é a marca deste século. Quem pensa em descansar um pouco, dedicar alguns minutos ao ócio, sofre bullying da vida. É apontado como malandro, preguiçoso, pouco dedicado ao trabalho. É quase forçado pelas circunstâncias a retornar à esteira, sempre acelerada para tudo.

Não é de graça que muitas doenças ganharam o rótulo de modernas. O estresse é uma delas. As doenças do coração também não param de aumentar. E no fundo, qual a origem de cada uma?

Uma vida que dá pouco valor a hábitos mais saudáveis, mais lentos. E desse jeito o tempo voa para todos. Tem-se a sensação de que tudo ao redor passa muito rápido. Mas o tempo é sempre o mesmo. Quem o acelera são os homens.

É hora de encontrar um momento para refletir sobre o que é, de fato, importante à vida: não vivê-la ou aproveitá-la melhor. Quem por exemplo, após uma semana de céu cinzento e chuva diária no Rio Grande do Sul, saiu para a rua na última quarta-feira e caminhou, por cinco minutos apenas, com o sol batendo no rosto. Um ato simples, ao alcance de qualquer um, indescritível.

Quem não aproveitou deve ter alegado falta de tempo.

DP.


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domingo, 6 de julho de 2014

Cientista alemão será congelado para ser reanimado daqui 150 anos



O cientista alemão Klaus Sames, de 75 anos, será congelado para ser reanimado daqui 150 anos. O processo ao qual ele passará será o de criopreservação, congelando seu corpo até entrar em estado de suspensão biológica.

Seu corpo será resfriado a 196 graus célsius negativo, assim que chegar ao estado de morte cerebral, seus assistentes terão cinco minutos para deixar seu corpo submerso em 60 kg de gelo. Caso eles demorem um minuto sequer, as células de Klaus iniciarão o ciclo de decomposição, irreversível.

A companhia Cryonic Institute, transportará o corpo em refrigerador especial para os laboratórios em Michigan, nos Estados Unidos, onde substituirão o sangue do cientista por uma solução salina, com o objetivo de preservar suas células. Então seu corpo será preservado para que daqui 150 anos, os cientistas encarregados possam revivê-lo.




Médicos de Pittsburgh, também nos EUA, realizam um processo semelhante com pacientes em risco de morte, porém essa será a primeira vez que uma pessoa será congelada com a finalidade de ser reanimada no futuro.

O alemão assinou um contrato para sua reanimação e pagou 21 mil euros (pouco mais de R$63 mil) para o Cryonic Institute para ter seu corpo preservado e reanimado daqui 150 anos.

"Eu estou cem porcento ciente do que estou fazendo. Estou bem    da cabeça", disse Klaus Sames que estudou a maior parte da sua vida gerontologia, ciência que estuda o processo de envelhecimento   , e desde 1995 tem interesse nas questões criônicas.

(Com informações lainfo.es)

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sábado, 5 de julho de 2014

A educação pode mudar?



Muito tem se falado nos últimos dias sobre a necessidade de valorizarmos e repensarmos a Educação. Este tema torna-se pauta de jornais, revistas e documentários. Entretanto, observo que, por vezes, o debate cai no vazio. Não se qualifica especificamente a quem se direciona à crítica (Ao Estado? Ao Governo? Às escolas? Aos professores?), quais os principais argumentos sustentados e quais as possíveis soluções. Todo mundo quer falar de Educação mesmo que não tenham muito a falar sobre isso.

Não podemos usar certas desculpas para tentar explicar o porquê de nosso país ter ficado em penúltimo lugar no ranking da educação: “A primeira universidade brasileira foi criada somente em 1920”. “O Ministério da Educação surgiu apenas em 1931 com Vargas.” “A primeira Lei de Diretrizes e Bases da Educação só foi feita em 1961.” “A estrutura da escola é antiquada, do século XIX.” Somos tão vítimas de nosso passado? Não somos sujeitos que fazem história? A Educação pode mudar?

Vamos dimensionar nosso olhar. Observo que a universidade tem contribuído com este debate. Vejam. Na década de 1960 surgiu o planejamento de aula, em que professores deveriam burocratizar suas atividades em classe. O tal quadrinho autoritário (conteúdo, procedimento, avaliação) tem caído. Temos ensinado nossos estudantes a trabalharem com o planejamento participativo, que permite um diagnóstico da turma, um entendimento da realidade da comunidade onde a escola está inserida. 


No passado o professor apenas professava verdades, transmitia conteúdos. Hoje os universitários têm aprendido a dialogar, questionar, ajudar os alunos a repensarem sua identidade e o mundo em que vivem.

Temos motivos para termos uma Educação fracassada? Temos uma história de atraso, sim. Porém, a Educação só vai mudar quando transformações estruturais ocorrem e não apenas porque o passado nos condena. E aqui me refiro a uma mudança estrutural no Estado - o que extrapola as questões de governo. Por isso, vamos avançar neste debate e unir nossas forças para uma mudança de verdade.


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