quinta-feira, 21 de agosto de 2014

Dia de começar

Virada de ano, segunda-feira, 1º dia de cada mês, aniversário, são momentos propícios para uma mudança radical em nossas vidas. São momentos nos quais nos sentimos motivados e encorajados a começar um novo ciclo. A mulher fala: “Segunda-feira começo o regime”; o estudante conclui “Ano que vem vou me dedicar mais aos estudos”; a dona de casa suspira: “Juro que no meu próximo aniversário vou arrumar um emprego”.

Com a atividade física não é diferente. Quem nunca falou ou escutou alguém dizendo: “Depois desse final de semana começo a malhar” ou “Mês que vem vou encontrar tempo para fazer exercícios físicos”. Mas muita gente fica só nas promessas...

Não podemos deixar para começar alguma coisa quando acontece algum incidente ou acidente em nossas vidas e, ao invés de fazê-lo por vontade própria, temos que fazê-lo por obrigação ou necessidade. A atividade física é um exemplo dessas coisas. Ela precisa fazer parte de nossa rotina, assim como escovar os dentes, tomar banho, almoçar. Precisamos adaptá-la ao nosso horário, e não nosso tempo a ela.

O dia de começar pode não ser fácil, da mesma forma que os primeiros meses também não serão, todavia depois que a atividade a qual você escolher fizer parte do seu cotidiano, passará a ser muito prazerosa e será a grande responsável pelo seu bem-estar, saúde e boa forma. Dentre os benefícios do exercício físico continuo estão: aumento do condicionamento físico geral; quando falo em condicionamento físico não falo apenas em desempenho específico para determinada modalidade, mas sim numa maior capacidade de fazer as AVD(s) - atividades da vida diária - (como subir escadas, carregar compras, melhor disposição para trabalhar e etc); aumento da auto-estima, da qualidade de vida e da longevidade; regulação das taxas metabólicas (colesterol, glicose, triglicerídeos, cortisol); diminuição da probabilidade de problemas cardíacos; melhora da postura; aumento de força e performance; são alguns dos benefícios de ter uma vida ativa.

Não deixe as doenças começarem a surgir, as gorduras começarem a aparecer ou entrar a primavera, e restar apenas alguns meses para o tão esperado verão brilhar, para escolher o seu “dia de começar”.


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segunda-feira, 18 de agosto de 2014

Mãe cria aplicativo para impedir que filhos ignorem ligações dos pais

O IgnoreNoMore está disponível só para Android, mas em breve será lançada a versão para IOS
A norte-americana Sharon Standifird criou um aplicativo para não ter mais ligações ignoradas pelos filhos. O IgnoreNoMore bloqueia todas as funções do celular dos filhos até que eles retornem a ligação dos pais. A tela do aparelho fica toda preta e a única coisa que funciona é a opção para realizar chamadas de emergência, após retornarem a ligação, o telefone volta a funcionar.
Sharon criou o aplicativo depois de ter sido ignorada pelos filhos adolescentes algumas vezes. Em uma entrevista ela revelou que foi para internet procurar como desenvolver programas de celular. 
O único problema do IgnoreNoMore é que ele precisa ser instalado e ativado no celular do filho. Após a ativação, o aplicativo só pode ser removido ou bloqueado com a autorização dos pais. 
O programa está disponível apenas para celulares Android e tem um custo de US$ 1,99. Em breve será lançada uma versão para o sistema operacional IOS.
 Informações Estadão.
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Vinte anos depois o criador do "pop-up" pede desculpas pela invenção

Neste ano, o pop-up, as janelinhas de propaganda que aparecem quando você entra em algum site, completa 20 anos. Em 1994, uma empresa de carros "surtou" após comprarem espaço para publicidade em um site de conteúdo sexual, então, Ethan Zuckerman criou um código para tirar o anúncio do site, e quando alguém o acessasse uma página separada abriria com a propaganda da empresa.
Zuckerman, na última Quinta-feira (14), publicou um texto no jornal online The Atlantic se desculpando pela sua criação. Na época, trabalhando para a empresa Tripod.com, o programador disse que as intenções para a criação do pop-up eram boas.
"Eu escrevi um código para abrir uma janela e mostrar a propaganda nela. Me desculpem. Nossas intenções eram boas", escreveu. Ainda segundo Zuckerman, o sistema atual da internet é "ruim, quebrado, e corrosivo".

Atualmente Ethan Zuckerman é diretor do Centro para Mídia Civil da MIT (Instituto Tecnológico de Massachusetts). Vinte anos depois, ele acredita que o modelo padrão de propaganda dos negócios online está causando mais mau do que bem, e aconselha as pessoas a considerarem pagar taxas para utilização dos serviços que procuram na internet.
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domingo, 17 de agosto de 2014

Mortes por depressão no Brasil crescem 705% em 16 anos

Em 1996, 58 pessoas morreram por uma causa associada à depressão. Em 2012, último dado disponível, foram 467.

Em 16 anos, o número de mortes relacionadas com depressão cresceu 705% no País, mostra levantamento inédito feito pelo Estado com base nos dados do sistema de mortalidade do Datasus. Estão incluídos na estatística casos de suicídio e outras mortes motivadas por problemas de saúde decorrentes de episódios depressivos.

Foi a depressão, somada à dependência química, o que provavelmente levou o ator americano Robin William, de 63 anos, a se matar, na segunda-feira.

Os dados mostram que, em 1996, 58 pessoas morreram por uma causa associada à depressão. Em 2012, último dado disponível, foram 467. O número total de suicídios também teve aumento significativo no Brasil. Passou de 6.743 para 10.321 no mesmo período, uma média de 28 mortes por dia. As taxas de suicídio são muito superiores às mortes associadas à depressão porque, na maioria dos casos, o atestado de óbito não traz a doença como causa associada.

No Brasil, a faixa etária correspondente à terceira idade é a que reúne as estatísticas mais preocupantes. No caso de mortes relacionadas à depressão, os maiores índices estão concentrados em pessoas com mais de 60 anos, com o ápice depois dos 80 anos.






Segundo especialistas, o aumento de suicídios e de mortes associadas à depressão está relacionado com dois principais fatores: o aumento das notificações e o crescimento de casos do transtorno. "Como o assunto é mais discutido hoje, há maior procura por 
atendimento médico e mais diagnósticos. Mas também está provado, por estudos epidemiológicos, que a incidência da depressão tem aumentado nos últimos anos, principalmente nos grandes centros", diz Miguel Jorge, professor associado de psiquiatria da Unifesp.

Ele explica que, além do componente genético, que pode predispor algumas pessoas à doença, fatores externos da vida atual, como o estresse e a grande competitividade profissional, podem favorecer o aparecimento da doença.

No caso dos idosos, a chegada de doenças crônicas incuráveis, o luto pela perda cada vez mais comum de pessoas próximas e a frustração por não poder mais realizar algumas atividades os tornam mais vulneráveis à depressão e ao suicídio. "Um estilo de vida estressante, o uso de drogas e álcool e insatisfação em diversas áreas são fatores de risco para a doença. Fazer escolhas pessoais e profissionais que ajudem a controlar esses fatores é uma forma de prevenir a depressão", diz o especialista.

Fonte: Agência Estado.

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sábado, 16 de agosto de 2014

Modernidade na terceira idade

Envelhecimento está cada vez mais conectado com as novas necessidades do mundo globalizado

Atualmente, é inegável que os jovens dividem cada dia mais o espaço virtual com seus pais, tios e principalmente avós. E se engana quem pensa que, quando o assunto é modernidade e tecnologia, a terceira idade fica restrita apenas às redes sociais ou confinadas ao estado inercial em seu “mundinho”. Eles querem aproveitar a diversão dos videogames, a praticidade dos tablets e celulares, compras pela internet e ainda, levar uma vida saudável, se exercitando diariamente.
De acordo com último censo do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), divulgado em 2010, o Brasil tem 20,5 milhões de idosos, o que representa 10,8% da população que vive no País. Os dados revelam que a expectativa de vida aumentou e com isso, as exigências e necessidades das pessoas com mais de 60 anos também. Até 2025, para a Organização Mundial de Saúde (OMS), a nação brasileira será o sexto país do mundo em número de idosos.
O levantamento sinaliza que a faixa etária dos mais velhos vai continuar registrando crescimento no Brasil. Com isso, embora os jovens ainda sejam a maioria que acessa as redes sociais, principalmente, o Facebook, o potencial de pessoas conectadas é maior na terceira idade. Em visita ao projeto com idosos Vida Plena, do Serviço Social do Comerciário (Sesc) Faiçalville em Goiânia, a reportagem do Diário da Manhã conversou com beneficiários do programa, que abriga 200 pessoas na melhor idade.
Durante a entrevista, foi possível verificar o quanto estão cada vez mais ativos e com vontade de participar de cada episódio que a vida oferece. Eles contaram que começaram a usar a tecnologia para se aproximar da nova realidade, se manter mais próximos dos parentes, familiares e para fazer amigos com quem possam discutir afinidades.
A aposentada Maria Lenir Ferreira, 74, representa como cada vez mais idosos estão independentes, quando se trata de acessar a internet, seja pelo celular ou computador. “Comprei duas vezes um computador, mas não passava nem perto dele. Agora, perdi o medo e não peço mais ajuda a ninguém para mexer no computador, entrar na internet, conversar com amigos e família pelo whatsapp ou navegar em sites”, afirma ela, que diz também ser condutora de veículo automotor sem necessitar da ajuda de terceiros.
Independência
Isso representa, entre outras situações, que pessoas da terceira idade dependerão, a cada dia, menos dos netos, filhos ou sobrinhos para exercer atividades do cotidiano. Conforme Maria das Graças Santos, 62, a motivação para aprender a usar as redes sociais, como Facebook, veio da irmã. “Ela incentivou para que eu fizesse curso de informática. Relutei, mas não teve jeito, então, cursei aulas de computação ministrada pelo Sesc Cidadania. Antes de começar o curso, nem sabia ligar o equipamento, agora, converso direto com meus irmãos que vivem no exterior”, confessa a aposentada, que diz adorar tirar foto dos amigos e postar na rede.
O uso dessas ferramentas acaba com o isolamento a que eles são submetidos. Quando ganham confiança, dominam o ambiente e convivem sem problemas. “Corro atrás das coisas novas, da modernidade. Quem não se moderniza fica para trás. Atualmente, tudo é tecnológico”, conscientiza Maria do Carmo Labruna, 72. De acordo com ela, também joga videogame com os netos. “Eles me ensinam e faço igual.”
A aposentada Maria Lucia Duarte, 65, explica que a internet é uma ótima maneira de manter a cabeça ativa. “Nos ajuda a pensar, a nos manter vivos”, acredita. Maria Lucia também se vê livre da dependência de alguém mais jovem para poder usar o computador e a internet. Ela curte muito postar fotos nas redes sociais. “Faço tudo sem precisar de ajuda”, garante. Ainda conforme a aposentada, usa muito o computador para fazer e-commerce, as vendas e compras pela internet.
Lucro
Em torno de 71% dos idosos, registrados pelo IBGE, conseguem ter independência financeira. Eles são responsáveis por uma renda anual de R$ 243 bilhões, um poder de compra nada desprezível. Apenas 5% dos homens e 23% das mulheres dessa faixa da população declaram-se em dificuldades financeiras.
“Uso o computador para trabalhar. Através da internet troco e-mails, evito ter que percorrer quilômetros para vender meus produtos de cosméticos e perfumaria ou para atender meus clientes”, afirma Eustaquio Merciane de Castro Perreira, 64. Mas, para ele, as redes também ocasionam “danos quando utilizadas para o mal ou deixando as pessoas mais preguiçosas”, pontua.
Preocupados com a qualidade de vida, os idosos entrevistados pela equipe de reportagem do DM, assim como os outros participantes do projeto Vida Plena, demonstram preocupação com a saúde. Dentro do programa Sesc Goiás são utilizadas estratégias, em que os idosos usufruem dos benefícios para o bem-estar e melhoria da condição vida, sendo um deles a hidroginástica. Eles também buscam melhorar a saúde através de exercícios físicos, uma alimentação equilibrada e bom relacionamento social.
Curso de vida para velhice ativa
Preocupados com a existência e a qualidade de espaços que contemplem o público da terceira idade, o Sesc Goiás desenvolve o projeto Grupo Social com idosos, o Vida Plena. Por meio de ações para a valorização da cidadania e a integração social, o projeto realiza, semanalmente, as mais diversas atividades para a promoção da saúde do idoso.
Na programação, estão palestras, oficinas, dinâmicas, atividades de expressão corporal, visitas institucionais, minicursos e diversas outras atrações que resgatam a saúde e o bem-estar de quem chegou à terceira idade. Acompanhado por assistentes sociais, o programa Vida Plena procura, a cada encontro, sair da rotina e gerar novas experiências aos participantes. Nutricionistas, psicólogos, professores de teatro e odontólogos também participam da iniciativa por meio de palestras com temáticas específicas.
De acordo com a assistente social do Sesc Faiçalville Geruza Alves Rodrigues, responsável pelo trabalho social com idosos, o projeto tem a finalidade de integrar e oferecer novas habilidades e conhecimentos. As atividades procuram ser dinâmicas e diversificadas, buscando contribuir na vida dos idosos. Cada reunião possui uma programação diferente.
Para os idosos, participar do grupo social é uma oportunidade de sair da rotina e conhecer novas pessoas. As palestras e oficinas são relevantes para que eles acompanhem assiduamente as reuniões. Adquirir novas experiências e conhecer a realidade de outras pessoas é o que faz os integrantes se sentirem vivos e participativos dentro do grupo. Eles afirmam que as reuniões sempre oferecem novidades, que são aplicadas no cotidiano e se tornam estimulantes.
“Quando cheguei aqui, era uma pessoa tímida, mas, agora, sou outra pessoa. Danço, faço academia, me divirto com os amigos e eles estão sempre por perto quando necessito. Já ganhei até concurso de dança. Hoje, posso dizer que sou mais ativo. Com o projeto Vida Plena, rejuvenesci. Aprendi até a mexer no Facebook. E num mundo globalizado, é importante saber dessas coisas da internet e do computador”, afirma Pedro Texeira de Souza, 69, aposentado e beneficiário do projeto.
Contudo, torna-se importante uma ação dos governantes para criar políticas públicas que promovam modos de viver mais saudáveis em todas as etapas da vida, favorecendo a prática de atividades físicas no cotidiano e lazer, o acesso a alimentos saudáveis e a redução do consumo de tabaco. Estas questões são a base para o envelhecimento saudável, que signifique também um ganho substancial em qualidade de vida e saúde.


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sexta-feira, 15 de agosto de 2014

Ganhos da democracia

"Quem não sabe o que procura não percebe quando encontra" (frase atribuída a Augusto Comte)

A humanidade levou milênios até conquistar um "direito acusatório" - em oposição ao "direito inquisitório". No entanto, porque convivemos com ele desde que nascemos, tratamo-lo como banal e até mesmo com desprezo. Que diferença há entre um e outro?

Romances históricos, filmes e historiadores retratam o que se vulgarizou como "inquisição" (Idade Média). Grosso modo, bastava uma pessoa ser acusada de bruxaria para ser condenada à morte. O poder, concentrado nas mãos do clero, encarregava-se de apresentar provas, acusar, julgar, condenar, e, num requinte de elegância, delegava a execução ao estado. Jamais se saberá quantos inocentes foram supliciados nesse regime, quantas condenações sem prova, quantas mulheres (mais que homens) punidas em sua sensibilidade. Era o direito inquisitório, sem discussão, sem defesa.

Mas, mediante muito sofrimento, a humanidade conquistou uma nova ordem jurídica: direito de defesa, estado-juiz, decisões impessoais. É o chamado direito acusatório, em que órgãos diferentes cumprem funções distintas. Na área penal (mais fácil visualizar), a polícia produz provas, o Ministério Público (acolhendo-as) acusa, o advogado defende e o Judiciário julga. 

Tal divisão de funções favorece a imparcialidade e garante ao acusado o direito ao contraditório e à ampla defesa. O estado, através do Judiciário, é o terceiro imparcial que decide - uma inestimável conquista da democracia.

Contudo, ora por ignorância, ora por má-fé, a cada tanto aparecem ideologias que pretendem extingui-lo. Muito grave: emolido o direito acusatório, restará o inquisitório, Como na Idade Média, como nos regimes totalitários e nas teocracias islâmicas (sem liberdade).

Pequeno exercício de imaginação ajuda a compreendê-lo. Eis uma hipótese: um inocente sendo acusado para proteger o verdadeiro autor de um delito. O Ministério Público acusa. O advogado oferece a defesa técnica, derrubando provas falsas, apontando contradições da acusação, mostrando inexistirem elementos para condenar. E o Judiciário, terceiro imparcial, é a garantia democrática, afastando vícios e julgando conforme as evidências do processo.

Será um sistema perfeito? Não, porque os homens são imperfeitos.

Aliás, existe estreita relação entre a qualidade do direito praticado e o padrão ético da sociedade. Todos os órgãos envolvidos podem ter vícios. A questão é: como suprimir vícios e aprimorar o direito? O mais pessimista, se honesto, admitirá que temos ao menos o esboço de um bom sistema jurídico e pensará em preservá-lo.

O mais sensato compreenderá o valor intransferível de democratizar as instituições, melhorando o sistema jurídico pela afirmação dos valores da democracia - a começar pela transparência e pela intransigente observância de nosso ordenamento jurídico.



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quinta-feira, 14 de agosto de 2014

Expulsar para manter a disciplina nas escolas

O Conselho Estadual de Educação do Rio Grande do Sul (CEED) quer criar uma insegurança legal nas escolas, causando um mal inimaginável ao ensino como um todo ao elaborar uma norma que pretende retirar das escolas, públicas ou privadas, o direito de medidas disciplinares para alunos que transgridam normas disciplinares, ainda que menores infratores.

Já existe uma sensação de impunidade em instituições de ensino em relação aos alunos indisciplinados, portanto é necessário haver limites que se tornem possibilidade educativa a eventuais alunos que se excedam, prejudicando o ensino. Por diversas vezes, já se chegou ao ponto de alunos agredirem seus professores com socos e pontapés.

De acordo com a norma discutida pelo conselho, caso o estudante desrespeite as preceitos da escola, deverá haver acordo entre os pais e a instituição sobre como proceder. Ora, se os pais já tivessem educado seus filhos em casa, não haveria esta situação na escola.
Esta regra traz para a discussão, em caso de conflito, psicólogos e especialistas em educação para avaliar e resolver os problemas no comportamento dos alunos. A suspensão ou expulsão dos estudantes passará a não ser mais tolerada, todavia as escolas não estão preparadas para conduzir este procedimento.

As escolas públicas, municipais e privadas do Estado, estariam impedidas de expulsar, suspender ou afastar os estudantes que descumprirem regras de convivência ou se envolverem em transgressões disciplinares nas instituições de ensino. A resolução seria aplicada em todos os casos, independentemente de o aluno ter histórico violento, retirando o poder disciplinador das escolas.

Quem elaborou tal norma é um burocrata do governo que, mais uma vez, vem ingerir naquilo que desconhece em uma sala de aula. O aluno frequenta uma escola para ser alfabetizado, para aprender, e não para ser educado de forma sistemática. Há alunos que mandam os professores para “aquele lugar” e tumultuam a aula com bolinha de papel, gritam, ouvem música do celular, brigam em sala de aula, tornando o ambiente escolar um verdadeiro "inferno”, onde os alunos mais interessados não conseguem aprender.

Na maioria das vezes, os pais destes alunos alegam não saber o que fazer com os filhos. No Brasil, o que não é proibido é permitido, logo, a sociedade acha perfeitamente possível retirar de seu convívio aqueles que teimam em transgredir as regras de convivência social, apoiando a punição de vândalos pichadores detidos pela polícia - não sendo seu filho. Em outro momento, um vizinho barulhento é coagido a desligar seu aparelho de som por ação policial. Em ambos os exemplos, o princípio de urbanidade e de boa vizinhança e do convívio em sociedade prevaleceram à coerção do agente estado.

Então, por que agora este mesmo vem despenalizar a violência nas escolas, a baderna e fala de educação dos alunos que sabidamente desobedecem as regras de convivência social?

Temos que reconhecer que a Constituição Brasileira, bem como o ECA, garante o acesso à educação como princípio fundamental. Este governo, por meio de seus conselhos, que nada mais é do que massa de manobra dos gestores, em nada contribui para melhorar a educação em nosso Estado e País

Faço aqui uma pergunta: onde fica o direito do seu filho, que tem a plenitude de aprendizado, sem receber más influências de alunos descompromissados com o aprendizado? Na maioria das vezes, estes alunos têm problemas educacionais oriundos dos lares sem ter a real noção das atitudes praticadas e das suas consequências.
 Expulsar é a última atitude a ser pensada pelos educadores e pelas escolas pelo compromisso assumido com todos os alunos, logo, tal medida deve ser empregada apenas para garantir o bom ensino aos demais.

A sociedade só pune aquele que busca a marginalidade das normas em favor e proteção dos que aceitam conviver com as regras sociais estabelecidas. Mais uma vez digo: “Não ao desmonte da educação” ao estado-governo.

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Roleta cósmica: Existem cerca de 1 milhão de asteroides ameaçando a Terra

Cientistas acreditam que existem cerca de 1 milhão de asteroides que são uma potencial ameaça ao nosso plante, mas apenas uma pequena fração foi detectada. O ex-astronauta norte americano Edward Lu, formado em engenharia elétrica, com doutorado em física aplicada, descreve a situação como uma "roleta cósmica", e que a humanidade foi salva até agora por uma "sorte cega".

Agora, o Comitê do Uso Pacífico do Espaço das Nações Unidas criou uma equipe de ação especial, para lidar com os possíveis perigos dos asteroides próximos à Terra. O grupo, IAWN (Rede Internacional de Análise e Alerta), irá colher e analisar informações sobre asteroides e avisar o governo de ameaças.
O astronauta e astrofísico Edward Lu já esteve três vezes no espaço - Foto:Reprodução

A prova dessa ameaça foi o asteroide que explodiu encima da cidade russa Chelyabinsk ao entrar na atmosfera, em 15 de Fevereiro do ano passado, com energia 20 a 30 vezes maior que a bomba atômica de Hiroshima. A onda de choque causou danos a estruturas e deixou vários feridos.
A NASA também mostrou preocupação. A instituição está oferecendo US$35 mil (R$80 mil) para quem desenvolver um código de computador capaz de identificar asteroides que ameacem a vida no planeta.
"A probabilidade de alguma coisa nos acertar no futuro é praticamente garantida, ainda que nós não estamos assustado que haja uma ameaça iminente", disse o cientista da NASA, Jason Kessler.
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terça-feira, 12 de agosto de 2014

Pela 1ª vez um brasileiro ganha a Medalha Fields, o "Nobel da Matemática"


A cada quatro anos, o Congresso Internacional de Matemática (ICM) escolhe de dois a quatro matemáticos para ser premiado com a Medalha Fields por suas descobertas no campo, oficialmente conhecida como Medalha Internacional para Descobertas Espetaculares em Matemática, ou vulgarmente como o "Nobel da Matemática".
A primeira Medalha Fields foi entregue em 1897, no ICM de Zurique, na Suíça. E neste ano, pela primeira vez um brasileiro é premiado com a medalha. Artur Avila, de 35 anos, pesquisador do IMPA (Instituto Nacional de Matemática Pura e Aplicada) e do CNRS (Centro Nacional de Pesquisa Científica), órgão de pesquisa francês foi premiado por seus estudos de sistemas dinâmicos e teoria espectral.

Artur nasceu no Rio de Janeiro, e possui dupla nacionalidade (brasileira e francesa), aos 16 anos ganhou medalha de ouro na Olimpíada Internacional de Matemática (1995), aos 27 anos ganhou medalha de bronze da CNRS e o Prêmio Salem (2006), ganhou também o Prêmio Herbrand (2009), pela Academia Francesa de Ciências e o Prêmio Michael Brin (2010).
Agora em 2014 ganhou o prêmio de maior notoriedade no campe matemático, a Medalha Fields, junto com o canadense Manjul Bhargavam, o austríaco Martin Hairer e o iraniano Maryam Mirzakhani. Apenas matemático de até 40 anos podem ser premiados, e além da medalha recebem 15 mil dólares canadenses, cerca de R$31 mil.
Os Estados Unidos lidera o ranking com maior número de pessoas premiadas com a medalha, 12 matemáticos, seguido pela França com 11 medalhas, e a Rússia em terceiro lugar com 9 medalhas.

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segunda-feira, 11 de agosto de 2014

Estudo revela que células-tronco podem ajudar na recuperação de AVC

Só uma primeira etapa dos testes foi realizada até o momento.
Um estudo inicial da Imperial College mostrou que células-tronco podem ajudar na recuperação de pacientes após um acidente vascular cerebral (AVC). Os pesquisadores acreditam que a aplicação das células faz com que novos vasos sanguíneos cresçam na região onde houve o problema.
A primeira etapa dos testes consistiu na retirada de células-tronco da medula óssea de cinco pacientes que haviam sofrido AVC recentemente. As conhecidas CD34 + foram usadas por estimularem melhor o crescimento de novos vasos sanguíneos. Os pesquisadores aplicaram as mesmas exatamente na região danificada.
Os pacientes foram observados durante seis meses e no período apresentaram capacidade de realizar atividades diárias sozinhos. Dos cinco, quatro haviam sofrido um AVC grave que tem como principal consequência a perda da fala e a paralisia de uma parte do corpo. 
Dos quatro pacientes, três conseguiram caminhar sem ajuda e os outros dois com pouca ajuda também puderam realizar atividades básicas. O primeiro passo do estudo não é suficientes para afirmar com toda certeza que as células-tronco são capazes de recuperar pessoas que sofreram AVC, mas outras etapas serão realizadas para comprovar a eficácia do tratamento.
 Informações: O Globo
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