terça-feira, 21 de maio de 2013

A coisa está preta


Dentre tantas coisas que a gente aprende em cursos está que peremptoriamente um palestrante deve evitar a todo o custo falar a palavra “coisa”.
Se ele fala coisa o tempo todo pode ser que ele não entenda da coisa, ou que talvez queira dizer uma coisa e seu público entenda outra.
 Para o exigente público, essa espécie de vício em repetir palavras vira comentários jocosos. Recentemente no intervalo de umas palestras meus colegas não falavam em outra coisa.
Vejam que coisa estranha, segundo o Gênesis, Deus criou todas as coisas de um nada qualquer, para só depois criar o homem. Geneticamente falando, tudo o que não era gente, era coisa.
Até que em 1963 Vinícius de Morais decidiu elevar também o ser humano à condição de coisa: “olha que coisa mais linda, mais cheia de graça...”.
No entanto, coisa é uma expressão muito vaga e que pode dizer muito ou pouca coisa. Por exemplo, uma conhecida foi a um motel como o novo namorado e relatou que quando viu o tamanho da coisa, sentiu uma coisa que não sabe explicar, se é que você me entende. Disse, também que, pelo fato de o namorado ser baixinho, esperava uma coisa e constatou outra.
Soube, com tristeza imensa que, quando eu levei o pé na bunda da minha primeira namorada, ela se referia a mim como “coiso”.
A coisificação das ideias pode transparecer rasgados elogios ou críticas veladas. Outro exemplo sobre o estado das coisas: há críticas severas sobre o que está acontecendo no nosso país na área da saúde pública.
As três esferas – municipal, estadual e federal – enfrentam severos desafios e todos reconhecem que a coisa está preta. Dizem que a coisa não funciona e que depois que colocaram aquela coisa no comando a saúde virou caso ou coisa de polícia.
Alguns mandatários ao receberem os relatórios dos problemas a serem resolvidos teriam comentado: coisa de louco. Os que defendem as atuais políticas de saúde pública recebem desconfiança da população como o seguinte comentário: aí, tem coisa. Há, decididamente, muita coisa a ser feita.
 O pessoal que deixou o poder fala reservadamente que da atual gestão não dá para esperar muita coisa. Por outro lado, os administradores eleitos teriam comentado que a melhor coisa que os perdedores podem fazer é ficar quieto porque a tal aliança política comprovadamente foi coisa que não deu certo e que esse tipo de comentário é coisa de fofoqueiro mais interessado em ver a coisa pegar fogo.
 O maior cuidado em política é não misturar coisas privadas com coisas públicas porque se sabe que uma coisa é uma coisa, outra coisa é outra coisa e que quando se mistura uma coisa com outra coisa, não dá nem uma coisa e nem outra. De todas essas coisas da crônica, pois eu não tinha outra coisa para escrever, gostaria de lembrar aos administradores os três principais conceitos de uma gestão corporativa: entender como a coisa funciona, fazer a coisa certa e falar coisa com coisa.

Esse artigo foi parcialmente plagiado de uma coluna publicada na revista Você SA de 2003, de autoria do extraordinário Max Gehringer.
Entendeu? que coisa não? Comente...

segunda-feira, 20 de maio de 2013

Marido pega mulher no flagra e amante tenta fugir pela janela em São Paulo Veja o vídeo completo

A situação é tão surreal que parece até mentira. O amante fez até uma daquelas cordas clássicas improvisadas com lençóis para fugir enquanto o marido discutia com a mulher na varanda. Confira o vídeo 

sábado, 18 de maio de 2013

Ambiente familiar é o local onde homossexuais mais sofrem agressões


O local em que os homossexuais mais sofreram agressões, no estado do Rio, em 2012, foi o ambiente familiar, apontam dados preliminares de um levantamento divulgado nesta sexta-feira pelo Programa Rio sem Homofobia. Do total de denúncias registradas nos quatro centros de referência no estado e pelo número 0800.234567, 22% foram praticados pelos próprios amigos e parentes, dentro das casas das vítimas.
"É assustador você ter o ambiente familiar como o principal local de violência contra homossexuais. Dá a noção de quanto é séria a situação de vulnerabilidade em que vivem. Em casa, com seus pais, irmãos e parentes, é que eles sofrem a maior parte da violência verbal e física", avaliou Cláudio Nascimento, coordenador do Programa Rio sem Homofobia.
O segundo lugar onde a violência é mais frequente é a rua (18%), o que agrava o problema, na visão do coordenador: "Na prática, o direito de ir e vir dos homossexuais está sendo cassado. Se não é surpreendente, é entristecedor. A gente vem debatendo a questão dos direitos humanos, mas nosso país ainda está patinando". O ambiente de trabalho e a escola também estão entre as principais áreas em que há a prática da homofobia.
A pesquisa completa será divulgada na semana que vem, mas os dados foram antecipados nesta sexta, Dia Internacional contra a Homofobia, data considerada histórica porque, há exatos 20 anos, a Organização Mundial da Saúde retirou a homossexualidade da lista de doenças psiquiátricas.
No Brasil, o Conselho Federal de Medicina teve a mesma iniciativa em 1985. "O dia de hoje precisa trazer para a sociedade uma reflexão. A religião tem o direito de ter seus dogmas, mas suas doutrinas não podem ser impostas a toda a sociedade. A homossexualidade era considerada doença por questões ideológicas e religiosas. A ciência era usada como escudo".

Por Ag. Brasil.

E agora José? Deixe aqui seu comentário...


Quem só espera dificilmente alcança


Não nos conhecemos! Ignoramo-nos a ponto de desejar coisas que não nos dizem respeito por considerável impressão distorcida. É o autoengano. Somos capazes de criar inúmeras ilusões das quais nos alimentamos para fugir à dor gerada pela realidade.
Cremos no que imaginamos até se tornar uma verdade particular. Faz bem. Dá alívio. Mas não nos faz crescer. Traz frustração, raiva e desânimo.
Logo, antes mesmo de se localizar em algum plano de crescimento, é preciso encontrar-se primeiramente. Ou seja, em razão de voltarmos excessivamente a nossa atenção ao nosso redor, bem pouco olhamos para a vida interior com a devida atenção.

Vale lembrar: faça como você quiser, porém o preço lhe será cobrado! É importante ter a liberdade de escolha (cuidado, pois, com as suas decisões!), mas é igualmente essencial (ainda que se tenha feito opções erradas) obter resultado àquilo que se escolheu. Do contrário, equivaleria dizer que, após árduo e prestimoso cuidado com o plantio, nenhuma colheita se poderia aguardar. Injusto, não?! Mas a resposta sempre chega: suficiente ou insuficiente, considerando-se o conhecimento e a experiência presentes em relação ao nível da qualidade resultante. Justo, não?!

Assim, depende do quanto você se conhece, para estabelecer o planejamento com os objetivos mais adequados, os quais poderão ser uma fonte constante de motivação, pois os motivos serão legítimos e farão sentido na hora de persegui-los, sobretudo quando for necessário persistir, haja vista existir um tempo para cada coisa. Quanto mais você se enxergar, tanto melhor será o direcionamento dos esforços para o crescimento e a autonomia a que se tem pleno direito.

Cada novo passo dado rumo à evolução pessoal fará aumentar o desejo de romper com o atraso ao qual se vive preso, fruto da respectiva falta de visão. Eis o preço: Enquanto o ser humano não alcançar a mínima consciência de que ele próprio se limita e, portanto, vive sob o manto da mediocridade autoimposta, pouquíssimo mudará na sua vida. Seria ilusão esperar algo diferente, não acha? E injusto também!

Contudo, é devido antecipar que, ao entrar em contato consigo mesmo, de modo honesto, profundo e frequente, a verdade emergirá dolorosa, causando mal-estar. Mas é por causa de tal incômodo que nos mexemos na direção do aperfeiçoamento, e que foi justamente a tão confortável quão prejudicial acomodação que nos amarrou à falta de visão sobre nós mesmos e às suas típicas decorrências.

Então, o que você pretende fazer? Só esperar? Se localizar superficialmente em um dado plano de desenvolvimento sem considerar a fundamental autorrevisão? Ou empreender uma ousada e aflitiva (embora crucial) autoavaliação, e em seguida traçar novo e sólido planejamento para o desenvolvimento pessoal? Um novo ano está chegando e, é hora de nos planejarmos.

Por: Armando Correa de Siqueira Neto
Comente sobre o texto aqui ou use o
diHitt.

quinta-feira, 16 de maio de 2013

A verdade é inconvertível



“Brasileiros, é hora de reformas de estrutura, de métodos, de estilo de trabalho e objetivo, portanto uma reforma geral”. Sim, houve um tempo em que tínhamos um Presidente convicto de que o Brasil necessitava quebrar paradigmas para avançar. E ousou deixar o plano da teoria para ingressar na prática efetiva. Tal frase foi proferida no maior comício público de nossa história, no dia treze de março de 1964, por João Belchior Marques Goulart. O resultado já se conhece. No dia primeiro de abril do mesmo ano, dia da mentira, um golpe civil-militar condenou nosso país a vinte e um anos de ditadura, com supressão das liberdades políticas individuais e coletivas, perseguições, torturas, exílios e assassinatos. Para o Presidente Jango, o preço foi a morte na solidão do exílio.

Todos os dias essa história é escrita e reescrita de várias formas, de acordo com diferentes versões. De outra sorte, é comum ouvir o provérbio “todos os fatos têm três versões: a sua, a minha e a verdadeira”. A verdade sobre a derrocada inconstitucional do Presidente Jango e suas consequências está retratada de forma fidedigna no excelente documentário “O dia que durou 21 anos”, dirigido por Camilo Tavares e produzido por seu pai, Flávio Tavares. Próximos à data do cinquentenário deste triste capítulo que nos envergonha e mancha com sangue as páginas da nação brasileira, a ninguém mais cabe desconhecer a verdade da influência do governo dos Estados Unidos no Golpe de Estado no Brasil. Várias gerações precisam saber que a CIA e a própria Casa Branca, lideradas pelos Presidentes Americanos Kennedy e Johnson, se organizaram para derrubar Jango e subverter a ordem interna no Brasil, apoiando um regime de exceção que estagnou nossa Ordem e Progresso.

A verdade assusta os opressores que apoiaram uma ditadura implantada contra o povo brasileiro. Assusta os pseudo-democratas que insistem em manter seus privilégios fingindo serem cegos, surdos e mudos perante o contexto social. São os mesmos que se submetiam caladamente às prepotências da ditadura que cultuam. Estes sim têm medo da verdade que teima em se impor hoje mostrando quem é quem. Filmes como “O dia que durou 21 anos” mostram uma realidade que muitos não querem ver.

Fala-se por aí que o Governo de Jango era “subversivo” e que implantaria uma república sindicalista ou até mesmo comunista no Brasil. Que Jango era “fraco” ou que não tinha pulso para reagir ao golpe. Muitos destes que falam, inclusive, são saudosistas do famigerado Ato Institucional nº 5, que mergulhou o país no período mais sombrio da história da República.

 Verdade seja dita, cinquenta anos é tempo suficiente para percebermos que a “subversão” do Presidente Jango consistia na vontade de realizar profundas reformas estruturais e institucionais no Estado brasileiro, que até hoje não aconteceram; que sua “omissão” de reação ao golpe de Estado foi um ato humanitário que evitou uma guerra civil; que jamais existiu na nossa história um “fraco” com tanta coragem para enfrentar o imperialismo americano, com o claro objetivo de consolidar um país mais justo para todos os brasileiros. 
Que venham os filmes. Cada um conte a sua história, cientes de que a verdade é inconvertível.


Comente, participe...

terça-feira, 14 de maio de 2013

Reforço contra o tabagismo


Serão disponibilizados para apoio ao tratamento adesivo transdérmico, goma de mascar e pastilha para terapia de reposição de nicotina e o antidepressivo
O Ministério da Saúde atualizou as diretrizes de cuidado à pessoa tabagista no âmbito da Rede de Atenção à Saúde das Pessoas com Doenças Crônicas do Sistema Único de Saúde (SUS).
A atenção aos usuários do tabaco deverá ser realizada em todos os pontos de atenção do SUS, prioritariamente nos serviços de Atenção Básica, lembra o Instituto Nacional de Câncer (Inca). A medida permite ampliar em até dez vezes o número de unidades e serviços públicos que oferecem tratamento aos fumantes.

Este mês o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, assinou a portaria, durante a celebração do Dia Mundial da Saúde. A inscrição das unidades para prestar o serviço começa ainda em maio. Serão disponibilizados para apoio ao tratamento adesivo transdérmico, goma de mascar e pastilha para terapia de reposição de nicotina e o antidepressivo cloridrato de bupropiona.

A Portaria 571 reconhece o tabagismo como fator de risco para diversas doenças crônicas e estabelece estratégias de apoio ao autocuidado das pessoas tabagistas, de maneira a garantir sua autonomia e a corresponsabilização dos atores envolvidos, com participação da família e da comunidade. Prevê que a atenção aos fumantes seja realizada em todos os pontos de atenção do SUS, prioritariamente nos serviços de Atenção Básica. Nesse atendimento estão incluídas avaliação clínica, abordagem mínima ou intensiva, individual ou em grupo e, se necessário, terapia medicamentosa, cujas diretrizes clínicas serão disponibilizadas pelo Ministério da Saúde ou definidas localmente.

Para os municípios exige ainda que a gestão local, a fim de garantir a atenção ao paciente, cadastre-se no Programa Nacional de Melhoria do Acesso e da Qualidade (PMAQ). Caberá também ao gestor municipal atualizar os dados de todos os estabelecimentos de saúde que ofertam o tratamento do tabagismo no Cadastro Nacional de Estabelecimentos de Saúde (CNES).

Já os serviços ambulatoriais e hospitalares de média e alta complexidade que ofertam o tratamento ao tabagista deverão informar às Secretarias Municipais de Saúde (SMS) a programação do quantitativo de medicamentos necessários para o atendimento aos usuários. A SMS deverá compilar os dados e encaminhar para a respectiva Secretaria Estadual de Saúde (SES) que, em conjunto com a assistência farmacêutica estadual, compilará os dados de todos os municípios e encaminhará à Coordenação Nacional do Programa de Controle e Tratamento do Tabagismo, que, por sua vez, encaminhará para a Coordenação Geral de Assistência Farmacêutica de Medicamentos Estratégicos.


Um belo trabalho. Comente esta ação...

segunda-feira, 13 de maio de 2013

Igualdade na diversidade. Será que admitimos isso?


Tem sido discutido em vários países o direito ao casamento gay e é interessante se pensar nas causas desta discussão, que certamente teremos de fazer.
Mais surpreendente é a reação dos heterossexuais, que a rigor, não deviam ter nada com isto, mas a velha homofobia se manifesta, às vezes, raivosamente.
Na história de todos nós, temos relações amorosas homossexuais. Com pais, mães, avós, irmãos, tios, primos e amigos nutrimos sentimentos amorosos que devem ser dessexualizados, sem deixar de ser amorosos. Os grupos de meninos ou de meninas, exclusivos durante parte da infância, nos ajudam a superar amores proibidos dentro da família.

Já na puberdade dirigimos nosso interesse sexual para o sexo oposto, trocando nosso interesse homossexual por heterossexual, o que é feito com dúvidas e dificuldades, já que o interesse heterossexual era proibido pelas conotações edípicas.

Nas primeiras vezes que um menino se arrisca a chegar numa menina, faz isto cheio de dúvidas e com medo de ser rechaçado. Alguns jovens neste momento ficam em dúvida sobre se são gays ou não, mas a maioria faz esta transição.
A dificuldade que cada um teve para lidar com seus sentimentos amorosos homossexuais estará diretamente ligada ao grau de homofobia de cada um. Quanto mais intensos foram e de mais difícil controle, mais ameaçados se sentirão pela visão de um comportamento homossexual explícito.

Discute-se o papel da criação no surgimento da homossexualidade. É bem conhecido o fato de meninos criados por mulheres, com um pai fraco ou na ausência de uma figura masculina capaz de oferecer um modelo de identificação, se tornarem gays, mas isto apenas não basta, embora possa favorecer a expressão desta tendência, se existir.

 Milhões de meninos perdem o pai cedo e isto não acontece. Por outro lado inúmeros gays têm pais bastante adequados, irmãos heterossexuais e ainda assim são gays. Milhões de meninas têm conflitos sérios com suas mães, mas apenas uma minoria será gay, embora uma base de conflito possa ajudar.

 O que importa mais é a genética de cada um.

 Quando a herança é muito intensa, desde a infância se vai observar comportamentos homossexuais em meninos e meninas. Quando é menos intensa, esta característica vai surgir mais tarde e pode nunca aparecer. As vezes vai aparecer como um bissexualismo, que é até mais frequente que o homossexualismo exclusivo, ou permanecer sem expressão. Para quem os observa, entretanto, não é difícil identificar esta tendência, na mímica pessoal, na entonação da voz ou nos interesses.

A importância do que é herdado, responde a uma dúvida frequente desta discussão, como serão os filhos adotados por um casal gay? A resposta é que se forem heterossexuais, serão heterossexuais, se forem gays, serão gays. A tendência sexual dos pais não vai se transmitir se não houver uma base genética prévia.

Apesar de ser apenas uma variação da normalidade, o homossexualismo é fonte de muito sofrimento. Pais se culpam por supostas falhas na criação dos filhos. Gays se culpam por serem diferentes do que seus pais esperavam, sofrem com a homofobia da sociedade, sofrem bullyng na escola.

Muitas vezes sofrem com o comportamento de seus parceiros e com tentativas de tratamentos ditos curativos impossíveis e fadados ao fracasso, que podem levar até mesmo ao suicídio. Não há tratamento para o que não é doença. Culpas irracionais são frequentes e devem ser aliviadas.

Claro que como qualquer pessoa, os gays têm conflitos emocionais com parceiros, parentes e na vida em geral, que podem e devem ser tratados em psicoterapia normalmente.
O casamento gay provavelmente não vai ser muito frequente, especialmente entre os homens, que costumam ter relações menos estáveis, mas o lógico é que o fato de serem diferentes da média, não deve excluir direitos que todos têm.


Comente, participe...

Pesquisa aponta causas dos transtornos mentais provocados pelo ambiente de trabalho


A alta demanda de trabalho é a primeira razão apontada pelo pesquisador como causa de prejuízos à saúde mental
Um estudo da Faculdade de Saúde Pública da Universidade de São Paulo (USP) mostrou de que forma os transtornos mentais podem estar ligados a pressões impostas no ambiente de trabalho. Esta é a terceira razão de afastamento de trabalhadores pelo Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).

O coordenador da pesquisa, o médico do trabalho João Silvestre da Silva-Júnior, trabalha como perito da Previdência Social há seis anos e, tendo observado a grande ocorrência de afastamentos por causas ligadas ao comportamento, decidiu investigar o que tem provocado distúrbios psicológicos.

Quatro razões:
O cientista notou que a violência no trabalho ocorre pela humilhação, perseguição, além de agressões físicas e verbais e listou quatro razões principais que prejudicam a saúde mental no ambiente corporativo.
A primeira delas é a alta demanda de trabalho. “As pessoas têm baixo controle sob o seu ritmo de trabalho; elas são solicitadas a várias e complexas tarefas”, disse o pesquisador. O outro aspecto são os relacionamentos interpessoais ruins, tanto verticais (com os chefes), quanto horizontais (entre os próprios colegas).
A terceira razão é o desequilíbrio entre esforço e recompensa. “Você se dedica ao trabalho, mas não tem uma recompensa adequada à dedicação. A gente não fala só de dinheiro. Às vezes, um reconhecimento, um elogio ao que você está desempenhando”, explica Silvestre. O último aspecto citado pelo pesquisador é a dedicação excessiva ao trabalho, que também pode afetar a saúde mental.

A pesquisa coletou dados na unidade de maior volume de atendimentos do INSS da capital paulista, a Glicério. Foram ouvidas 160 pessoas com algum tipo de transtorno mental. Silvestre informa que, entre as pessoas que pediram o auxílio doença nos últimos quatro anos, uma média de 10% apresentava algum tipo de transtorno.

Transtornos mentais causaram 211 mil afastamentos
Segundo o Anuário Estatístico da Previdência Social de 2011, mais de 211 mil pessoas foram afastadas em razão de transtornos mentais, gerando um gasto de R$ 213 milhões em pagamentos de benefícios. “Quando você entende o que gera os afastamentos, você pode estabelecer medidas para evitar os gastos”, disse. As doenças mentais só perderam, naquele ano, para afastamentos por sequelas de causas externas, como acidentes, e por doenças ortopédicas.

Em São Paulo, a pesquisa constatou a alta presença de trabalhadores do setor de serviços, como operadores de teleatendimento, profissionais da limpeza e da saúde com doenças mentais. “Mas essa variável do tipo de trabalho não se apresentou significativa no nosso estudo. Ela não apareceu como algo que influencia o aparecimento do transtorno mental incapacitante”, relata.

Perfil
A pesquisa apontou que o perfil predominante entre os afastamentos foi o feminino e alta escolaridade (mais de 11 anos de estudo). Mas Silvestre alerta para uma distorção, porque as mulheres têm maior cuidado com a saúde, o que aumenta a presença feminina nas estatísticas.

“O sexo feminino apresentar uma maior possibilidade de transtorno mental está relacionado às mulheres terem facilidade em relatar queixas. Reconhece-se que as mulheres procuram os médicos com mais facilidade, elas têm uma maior preocupação com a saúde do que os homens”, contou. De acordo com o cientista, os homens demoram a ir ao médico e, quando vão, encontram-se em situação mais grave.

O fator escolaridade, segundo o estudo, pode afetar a percepção da existência das doenças. A maioria dos afastamentos ocorre com indivíduos de alta escolaridade, pois eles são mais esclarecidos. “As pessoas conseguem ter uma maior percepção de que o ambiente de trabalho está sendo opressor. Quando ela percebe que ali é um local ruim de trabalhar, ela vem a adoecer, a ter o distúrbio psicológico e termina se afastando”, disse.

Para melhorar o clima no trabalho e prevenir doenças, Silvestre recomenda que os profissionais ligados à saúde e segurança do trabalho das empresas tenham consciência sobre onde estão os fatores de risco. Ele sugere também uma melhora da fiscalização por parte dos ministérios do Trabalho e da Saúde.
Fonte: Agência Brasil.

Comente este artigo. Participe...

domingo, 12 de maio de 2013

Por que não vamos para frente?



De eterno salvador do mundo e mais cotado para ser a nova potência mundial na economia, nosso país naufraga na soberba de seus governantes. É incrível como a imprensa e os investidores internacionais nos tratam. Isso é comprovado nos atuais números divulgados, emperrando um passo maior rumo ao progresso.

Nossa Bolsa de Valores não consegue atingir os 60 mil pontos e as ações da Petrobrás, a empresa mais brasileira de todas, que seria o motivo de enchermos o peito falando com orgulho que temos uma extratora de petróleo própria, com grandes reservas capazes de sustentarmos no futuro, derretem como se caminhassem rumo à falência. Parece que não há ninguém no controle e comprovando sua transformação em uma verdadeira empresa partidária, que deixou de ser de seus verdadeiros donos, o povo brasileiro.

Os cabides de
emprego sugam a máquina pública e fazem com que os gastos com o setor sejam superiores às suas arrecadações. E isso que a carga tributária praticada aqui é uma das maiores do planeta terra.

A Copa do Mundo está realmente transformando nossos estádios de futebol e criando um novo torcedor no Brasil. Um torcedor que dificilmente conseguirá assistir todos os jogos de seu time no ano, uma vez que o valor dos ingressos cobrados disparará. Apenas a reforma do Maracanã, que chegará próxima da incrível marca de 1 bilhão de reais, já demonstra alguns dos custos praticados nos últimos tempos. É uma torneira que vaza sem controle algum.

Se tratando de Maracanã, pouca gente sabe, mas a obra deverá passar por uma nova reforma após o mundial de futebol para atender as determinações do próximo grande evento nacional. As olimpíadas no Rio de Janeiro. Estacionamentos, pista olímpica e áreas Vips. Tudo deverá ser revisto. Parece que depois desse período, realmente estaremos nos transformando em um país de primeiro mundo, com as obras mais modernas já vistas. Irreal? Criação de nosso subconsciente? Manipulação de ideias? O que será que está acontecendo com o nosso povo?

Na safra brasileira de verão deste ano podemos comprovar que um estádio de futebol não é capaz de armazenar o produto primário de nossa economia. Também vimos que a precariedade das estradas e a logística ineficiente sugaram cerca de 2,7 bilhões de reais na margem final dos lucros.

Ou seja, perdemos “três reformas do Maracanã” por ano em virtude da não aplicação de verbas em setores essenciais.

Não dá para se queixar que não escutamos o lançamento de pacotes ou inúmeros programas de aceleração do crescimento, o nome bonito da liberação de verbas públicas para investimentos, porém, essa aplicação desses recursos esbarra em algum ministério ou setor que descontente, por algum motivo, impede que tudo realmente se concretize.

Pois bem, o Brasil teria tudo para estar nos patamares de países de primeiro mundo, contudo, nosso histórico de mesquinharia, corrupção, desentendimento entre poderes e falta de prioridades nos investimentos estagnam a economia nos níveis que, infelizmente, parece ser nosso verdadeiro lugar.


Pense nisso e comente....