quarta-feira, 23 de abril de 2014

Não estamos sós...



O povo de Keplen 186f não dorme em paz desde a semana passada após o povinho da Terra descobrir a possibilidade de vida por lá. Os keplensonianos sabem que o sossego deles terminou e que, a partir de agora, os terráqueos não vão descansar até fazer o primeiro contato e levar a eles nossos símbolos da evolução: uma camisa do Barcelona, um rap e a letra de Lepo lepo, do Psirico.

Os problemas, aliás, já aparecem nos lares do outro lado do espaço, onde não se fala outra coisa, principalmente na casa do rei de Keplen 186f, indignado com a falta de discrição da Nasa.

- Amor, corre aqui.

- O que foi?

- Os terráqueos descobriram nosso planeta. Você sabe o que isso significa, não sabe?

- Não, não sei.

- Significa que aquele pessoal do planeta azul vai descer aqui e nos encher com aquelas futilidades que conhecemos há séculos. “Viemos em paz”, “trouxemos presentes” e blá, blá, blá.

- Mas, querido, até pode ser legal finalmente a gente fazer contato. Afinal, há milênios acompanhamos o desenvolvimento dos humanos. Lembra quando eles eram cheios de pelos e viviam nas árvores? Nem sabiam falar. A gente acabou dando uma mãozinha...

- Querida, vai por mim. Todo mundo que se aproxima dos terráqueos se dá mal. Esqueceu o que eles fizeram com os pandas? E os índios, da mesma espécie.

- Tem outro lado.

- Com os humanos? Impossível.

- Eles podem nos ajudar. Há muito tempo não temos mais gente para fazer o trabalho pesado.

- Você está falando em escravizar os humanos nas minas, de onde vem nossa principal fonte de energia?

- Eles são bilhões, meu amor. E gananciosos. É só a gente dizer que por aqui existe riqueza infinita para atrai-los. Virão como moscas.

O rei parou para refletir, caminhou de um lado a outro e chamou seu comandante. Deus ordens para enviar uma nave à Terra, com alguns tesouros, e estabelecer contato. E dar ao povinho a tecnologia necessária para visitarem Keplen 186f numa viagem interplanetária segura e rápida. E com muita gente dentro.

Depois disso virou-se para a rainha, autora da ideia, e fez o seguinte comentário:

- Amor, esse seu plano foi tão terráqueo.


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terça-feira, 22 de abril de 2014

Proteção aos superendividados pode virar lei



A preocupação com o superendividamento dos brasileiros pode levar à criação de uma lei de proteção ao consumidor. O Projeto de Lei do Senado 283/12, que disciplina a oferta de crédito ao consumidor e previne o superendividamento, pode ser votado no plenário da Casa ainda este mês. O projeto faz parte da reforma do Código de Defesa do Consumidor, que também inclui proposta que regulamenta as compras pela internet.

O projeto prevê a garantia do crédito responsável, a educação financeira e a prevenção e tratamento das situações de superendividamento. Estabelece ainda o conceito do “mínimo existencial” de renda, que deve ser garantido por meio de revisão e repactuação de dívidas. 

De acordo com o projeto, a soma das parcelas reservadas para pagamento de dívidas não poderá ser superior a 30% da remuneração mensal líquida e, assim, será preservado o “mínimo existencial”.

O projeto também prevê que, a pedido do consumidor, o juiz poderá instaurar processo de repactuação de dívidas, com realização de audiência conciliatória. Nessa audiência, o consumidor apresentará uma proposta de plano de pagamento, com prazo máximo de cinco anos, sempre preservando o mínimo existencial.

A asssessora do Procon-SP Vera Remedi considera que o mais preocupante, atualmente, são os consumidores que pagam as contas todos os meses, mas têm endividamento acima da renda. Ela lembra que muitos usam o crédito caro, como rotativo do cartão de crédito e cheque especial para rolar suas dívidas.

 “O que mais me preocupa são os superendividados adimplentes. Não existem muitas propostas para renegociar dívidas. As pessoas, às vezes, têm só 20% da renda para o pagamento de despesas básicas de alimentação, transporte e moradia, daí usam cartão de crédito e cheque especial e ficam sem saída. A pessoa assume muitos contratos que não são adequados à sua situação financeira”, explica.

Para Vera, há uma irresponsabilidade na concessão de crédito no país. “Os consumidores cobrem uma dívida com juros muito altos. Ainda contribui para isso a venda casada de seguro, o crédito com troco, as ofertas de crédito por telefone ou caixa eletrônico. Tudo o que é mais fácil, tem juros mais altos. Todas são contrações feitas na base da emoção do consumidor”, ressalta.

O Procon-SP tem um programa para ajudar os superendividados. É o Núcleo de Tratamento do Superendividamento, que atende consumidores insolventes e ajuda na tomada de medidas preventivas e corretivas. Segundo Vera, 2.822 consumidores já foram a palestras sobre o assunto e 1.142 superendividados receberam orientação individualmente.

Pela internet é possível encontrar algumas ferramentas de apoio aos superendividados. O Banco Central, por exemplo, oferece em seu site uma cartilha com orientações sobre como sair do superendividamento. E na página da Federação Brasileira de Bancos (Febraban), o consumidor encontra uma ferramenta para organizar as receitas e despesas, o Jimbo.

Segundo a superintendente de Serviços ao Consumidor da Serasa Experian, Maria Zanforlin, pode ser considerado como superendividado o consumidor que tem mais de quatro dívidas. “Ocorre quando a pessoa fez mais compras do que pode pagar e precisa de crédito”, explica.

“O consumo estimula a economia, mas é preciso haver um consumo consciente. Só comprar o que realmente precisa. A felicidade com uma compra é muito curta”, alerta Maria Zanforlin. Segundo ela, uma boa dica é anotar tudo o que se compra para saber quanto consumiu ao final de um dia.
“No Brasil, a questão do consumo é nova. São 20 anos do Plano Real. Não tivemos educação financeira necessária”, disse.

Agência Brasil.

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Escritores brasileiros dão dicas para novos talentos



O ditado já é conhecido e ninguém contesta: “Quem lê bem, escreve bem”. Mas três integrantes da nova geração de escritores brasileiros foram além do básico e deram algumas dicas para aquela pessoa que pode sentir uma inquietude, uma vontade de escrever, e não sabe qual é o caminho.

“Não tem outro caminho a não ser escrever muito, copiar muito. Eu tenho muita coisa escrita, muitas coisas copiadas de outros autores. Mas chega uma hora que você tem uma ideia sua que tem que sair. Ela fica maturando, maturando até que você coloca no papel”, disse Leonardo Alckmin. Ele participou da terceira mesa de novos ficcionistas brasileiros, na manhã de domingo (20), na 2ª Bienal Brasil do Livro e da Leitura, em Brasília.

Autor do romance Paralelos, Leonardo explicou que, antes de ter seu livro publicado, leu muitos outros autores e se inspirou neles até encontrar seu próprio estilo, sua própria voz. A opinião dele é compartilhada pela escritora Paula Fábrio. “A voz vai acontecer, mesmo contra tudo e contra todas as expectativas. Mas você tem que praticar, aí a voz aparece e você percebe”.


Visibilidade
Alckmin ressaltou que, em tempos de internet, quando qualquer coisa que se escreve é mais facilmente vista, as pessoas tendem a se preocupar com o que escrevem. Para ele, os tempos atuais dão uma maior vitrine e oportunidades a novos escritores. A jornalista e escritora Vanessa Bárbara explica que cresceu escrevendo na internet, vitrine que já lhe rendeu oportunidades de trabalho. “A internet multiplica ainda mais as possibilidades. Você tem que ter perseverança e sorte, acho que a internet ajuda”.

Paula reforçou a importância de praticar a escrita, treinar até chegar ao estilo próprio, que agrada a pessoa. Ela lembrou ainda que existem editoras menores que investem em jovens escritores, sem custo de publicação para o autor. 

Esse é um dos caminhos para ter um primeiro livro publicado, existir de fato no universo literário. Vanessa lamentou, porém, a dificuldade de alguém viver apenas de escrever livros no Brasil. Privilégio, segundo ela, exclusivo de grandes nomes, best-sellers da literatura nacional.

Autonomia
Antes de tudo, porém, o escritor não depende de ninguém. E isso foi o que tirou o foco de Alckmin do teatro e o voltou para a produção de suas próprias histórias. “Para escrever, você só depende de um papel e uma caneta. E foi isso que me encantou, essa independência. Como autor, eu posso embarcar no meu próprio sonho”, disse.

Fonte: Agência Brasil.

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segunda-feira, 21 de abril de 2014

Vaginas artificiais são implantadas em quatro garotas nos EUA



Quatro jovens que nasceram sem vagina ou com o canal vaginal anormal receberam implantes de material cultivado em laboratório feito a partir de suas próprias células. As genitálias foram transplantadas com sucesso pela primeira vez. As operações foram realizadas há oito anos, mas só agora foi constatado que as mulheres que receberam o tratamento, adolescentes na época da cirurgia, hoje têm órgãos sexuais completamente normais.

Na época das cirurgias, feitas entre junho de 2005 e outubro de 2008, as jovens tinham entre 13 e 18 anos de idade. O médico responsável pela pesquisa esperou os oito anos para divulgar o resultado final do tratamento para ter certeza de que não haviam complicações de longo prazo."Depois da operação elas têm níveis de desejo normais e conseguem atingir o orgasmo", afirma Dr.Anthony Atala, da Faculdade Wake Forest, na Carolina do Norte.


Duas das mulheres, que nasceram com útero funcional, mas sem vagina, agora também menstruam normalmente. Ainda não está claro se elas poderão ter filhos, mas o fato de estarem menstruando sugere que seus ovários estão funcionando direito – razão pela qual uma gravidez é possível, explicou Atala.

Síndrome rara
As quatro mulheres possuíam vaginas mal-formadas devido a uma condição rara chamada Síndrome de  Mayer-Rokitansky-Küster-Hauser (MKRH), que, estima-se, afeta uma a cada 5 mil mulheres. Elas também tinham anormalidades no útero, apesar de terem a vulva desenvolvida (a parte externa do órgão sexual, que inclui os lábios e o clitóris). Por causa da condição, elas não conseguiriam fazer relação sexual com penetração e/ou menstruar. Uma das mulheres que recebeu o transplante, foi diagnosticada após precisar ter sua menstruação coletada através de uma incisão no abdômen.

O procedimento
O médico Atala e sua equipe removeram um pequeno pedaço da vulva das voluntárias e, através dessas células, começaram a multiplicá-las em laboratório. Em cerca de quatro semanas,eles tinham a quantidade de células necessárias para começar a construir as vaginas, da mesma forma que uma impressora 3D: colocando camadas de células uma sobre a outra.

O desafio era saber como conseguir que as células amadurecessem no laboratório - elas precisam ser maduras o suficiente para que, quando sejam implantadas no corpo, "recrutem" outra células para criar nervos e vasos sanguíneos. Assim, o órgão não é apenas um objeto ligado ao corpo, mas passa a fazer parte do organismo.

Após as células estabelecer, conforme o processo descrito acima, Atala e sua equipe usaram ressonância magnética para calcular o tamanho certo do órgão para cada paciente. Então eles criaram uma cavidade no abdômen de cada uma das adolescentes para inserir a vagina 'de laboratório'. Para mantê-la no formato correto, as pacientes precisaram usar uma prótese interna por seis semanas.

Depois de seis meses do transplante, as vaginas estavam completamente desenvolvidas e as mulheres já conseguiam menstruar.

Este é o primeiro estudo-piloto a demonstrar que vaginas cultivadas em laboratório com as próprias células das pacientes podem ser usadas com sucesso em humanos, oferecendo uma nova opção para mulheres que necessitam de cirurgias reconstrutivas.


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