quinta-feira, 30 de outubro de 2014

Você tem inteligência emocional?


Você é do tipo de pessoa que ao fazer novos amigos já demonstra um interesse imediato sobre a vida deles? Você não se importa de deixar de fazer algo para si para ajudar quem precisa? Você é do tipo que quando se sente triste, sabe exatamente o que lhe casou a tristeza? Você tem o poder de se auto motivar? Bem, se você se encaixa positivamente na maioria das questões, provavelmente, você tem um Quociente  

A teoria desenvolvida academicamente pelos psicólogos americanos, John Mayer e Peter Salovey, estuda a habilidade das pessoas de perceberem estados internos, motivações e comportamentos de si próprias e dos outros e, assim, agir de acordo com as suas melhores percepções.
 "Pessoas que são emocionalmente adaptadas, que sabem conciliar seus sentimentos com a realidade e conseguem ler as emoções das outras se destacam em qualquer aspecto da vida, seja o da intimidade das relações afetivas ou o da interpretação das regras não escritas que governam o sucesso nas organizações", diz Daniel Goleman, outro pesquisador sobre o assunto, no livro "Inteligência Emocional - Por que ela é mais importante que o QI.
A Inteligência Emocional e/ou Quociente Emocional (QE) é a capacidade de expressar, mas principalmente, de avaliar emoções facilitando a compreensão e colaborando para o crescimento emocional. Podemos dizer que é a capacidade de compreender e filtrar as emoções - tanto as suas como as de outras pessoas - direcionando-as para o lado positivo.
A emoção tem a capacidade de influenciar raciocínios. Saber agir emocionalmente bem e com inteligência traz um diferencial na vida pessoal e profissional. As pessoas que possuem equilíbrio são capazes de tomadas de decisão assertivas, trabalham em prol dos objetivos de todos e produzem resultados ganhando assim destaque nas organizações.
Mas, segundo os professores Martin Kilduff, Dan Chiaburu e Jochen  Menges, existe também um lado ruim, pois algumas pessoas com a habilidade de QE podem tornar-se maquiavélicas e utilizar suas habilidades emocionais para manipular os outros.

É neste momento que a capacidade de comunicação deve ser usada. Como já mencionei em outros artigos, em um ambiente onde a comunicação é utilizada abertamente como um canal de conhecimento e desenvolvimento, esse tipo de indivíduo acaba perdendo totalmente o espaço.
É possível trabalhar a Inteligência Emocional no seu dia a dia. A primeira coisa para se preocupar é se autoconhecer. Como lidar com os outros se não nos conhecemos? Passe a prestar mais atenção "em quem você é e o que quer". Avalie situações onde houveram más decisões, por exemplo, e repense quais atitudes seriam tomadas se fosse hoje.
Um outro fator importante é se abrir para o mundo. Queira saber mais das pessoas, queira aprender sobre suas vidas. Além de praticar sua capacidade de comunicação, você também estará mais atento às emoções e aos comportamentos dos outros.
Seja mais otimista, aprenda a se motivar e tenha mente aberta para as novas ideias. Ficar perdido entre seus problemas, lutando contra o novo e o desconhecido, pode gerar um estresse desnecessário, o que vai totalmente em desencontro com o objetivo de um equilíbrio emocional.
E o mais importante de todos: perceba o quanto é importante ser emocionalmente inteligente. Ter as habilidades de QE vai lhe levar a melhores relacionamentos, a melhores oportunidades e o principal, à felicidade plena.
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quarta-feira, 29 de outubro de 2014

De olho no aquecimento global

Estudo recente capitaneado por cientistas da Universidade British Columbia, no Canadá, apontou que centenas de espécies de peixes poderão evaporar das regiões tropicais até o final de 2050. Por quê? A resposta é simples: aquecimento global.
As mudanças climáticas, de acordo com a pesquisa, deverão fazer com que os peixes cada vez mais migrem em direção às águas do Ártico e da Antártida. Ao usar três modelos matemáticos de distribuição de espécies, o estudo, publicado na revista Ices Journal of Marine Science, examinou o impacto das mudanças climáticas na biodiversidade marinha e identificou os pontos críticos do planeta para extinção local de peixes.
Tomando por base os cenários produzidos pelo Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC), os cientistas usaram os modelos para prever como 802 espécies de peixes comercialmente importantes reagiriam a um aquecimento da temperatura dos oceanos. A conclusão é de que haverá uma mudança em larga escala dos habitats dos peixes rumo aos polos.
No pior cenário, de alta emissão de carbono, no qual a temperatura dos oceanos subiria 3°C até 2100, os peixes migrariam para longe da Linha do Equador em uma taxa de 26 quilômetros por década, em média.

No cenário mais otimista possível, com baixas emissões e com um aumento de temperatura de 1°C, os peixes se moveriam para os polos na taxa média de 15 quilômetros por década. Esse padrão de deslocamento das espécies, de acordo com os autores, é semelhante ao que já foi verificado a partir de 1970.
William Cheung, um dos autores do estudo, afirmou que as regiões tropicais sofrerão alto impacto no estoque pesqueiro. "Não há lugares onde todas as espécies serão extintas. Mas em algumas áreas, até 70% delas podem desaparecer".
As áreas de alto risco de extinção, ele explica, concentram-se na região equatorial, entre os paralelos 10 norte e 10 sul. "Nessa faixa, cerca de 260 espécies seriam localmente extintas no pior cenário", disse Cheung. Se o estudo identificou os trópicos como áreas com grande perigo de extinção de peixes, por outro lado, o Ártico e a Antártida foram indicados como pontos de alto risco de invasão biológica. "A invasão de espécies será cada vez maior nos polos. Ainda assim, o número de espécies novas nessas áreas não será tão grande como o de extintas na região equatorial."
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segunda-feira, 27 de outubro de 2014

A voz, linguagem expressiva

Li, certa vez, em um livreto, desses que trazem assuntos curiosos e inteligentes, que a voz humana tem o poder de se manter presente na memória das pessoas que a ouvem tal a força da impressão que causa.
Se a sua função é tão importante em nossa vida diária, pois é nossa mais perfeita forma de expressão, creio ser de real importância que nos detenhamos para uma análise corajosa e honesta. Vejamos:
– Como falamos?
Nossa voz é agradável aos ouvidos? Temos o mau hábito de falar alto e estridente, irritando os que nos ouvem? Ou, ao contrário, falamos demasiadamente baixo, obrigando a que façam esforço para nos entenderem?
Quanto ao ritmo, falamos “molemente”, de forma cansativa e monótona, ou costumamos “engolir” as palavras, tal a rapidez com que o fazemos? Existe, ainda, o hábito de falarmos com a boca quase fechada, o que impede a boa articulação das palavras.
E quanto aos gestos?
Quando exagerados, devem ser substituídos por uma expressão corporal e fisionômica condizente com o que queremos expressar. Não podemos dizer algo triste com atitude e expressão alegres. E, ao dizermos algo cômico, todo nosso corpo deverá participar da comédia.


Lembremo-nos, pois, de que juntamente com uma voz agradável, compreensível e natural devem aparecer, com a mesma importância, as expressões fisionômicas e corporais que dão vida às nossas palavras Sabemos ser difícil mudar velhos hábitos, mas o bom resultado valerá o sacrifício. Aos pessimistas eu perguntaria:
– Seria possível a alguém de voz pequena e sem brilho chegar a falar bem? E eu responderia: Não apenas falar bem, quanto à sonoridade, articulação e expressividade, mas a alguém que possua “um fio de voz” seria possível chegar até mesmo a cantar. Explico melhor: Nossas cordas vocais são, em parte, responsáveis pela qualidade do som vocal, mas outras partes ficarão sob a responsabilidade da respiração e da caixa de ressonância.

Uma pessoa que possua “um fio de voz”, poderá ouvi-la muitas vezes ampliada, através de um trabalho disciplinado de respiração e emissão de sons. Sabe-se que o grande Caruso teve sua entrada impedida em corais, por várias vezes, devido à falta de voz suficiente.
Tomemo-lo como exemplo, nós que não almejamos o título de um dos maiores cantores do mundo, mas que temos em mira, simplesmente, o desejo de falar – e de forma agradável.
ONORINA BARRA

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domingo, 26 de outubro de 2014

Um dia de fúria

O trânsito é, sem dúvida, o melhor teste comunitário de sanidade mental. Pânico, psicose, instinto assassino, psicopatia e muito mais podem se revelar ali, no carro ao seu lado. Estudantes de Psiquiatria deviam variar entre os sanatórios e o volante em torno das 18h em ruas de fluxo intenso. A experiência pode ser traumática, eu reconheço, mas é uma proveitosa aula prática. 

No trânsito pode-se definir o perfil psicológico, a personalidade, o grau de educação, a 
idade, o gênero, o período do ciclo menstrual, o estado civil... Tudo. Dá pra praticamente scanear uma pessoa somente pelo seu modo de dirigir. Aliás, as pessoas deviam pensar nisso antes de sair por aí se expondo como se estivessem na poltrona de seus analistas. Um pouco de reserva não faz mal a ninguém. Roupa suja se lava em casa. 

Não há por que revelar no trânsito o quanto você é machista, limitado e retrógrado, por exemplo. Não há necessidade. São traços vergonhosos de personalidade que deveriam ser escondidos, negados, rejeitados, esquecidos. Qual o problema de ser ultrapassado por uma mulher? Precisa se desesperar e fazer qualquer loucura pra dar o troco? Para alguns homens sim. Os inseguros preferem uma doença venérea a uma ultrapassagem. Dá mais ibope.

Às vezes, uma pessoa normal nem percebe que ultrapassou um perturbado, porque vem em transe pensando na agenda do dia, nas contas a pagar, na lista do súper... 

E, de repente, se vê espremida entre o carro estacionado ao meio-fio e o que lhe ultrapassa rosnando como um tigre. Espantada, busca no olhar do motorista a certeza de que ele a está vendo, mas tudo o que encontra é um dos três tipos perfeitos pra estudo. Os que respondem com um olhar de "tá pra nascer, a mulher que vai me ultrapassar!"... Os que fingem ignorar, tipo, "você não existe". E os que a fuzilam com o olhar "nunca mais faça isso com um homem!"... É incrível, mas é real.

A insegurança pode transformar as ruas numa selva onde prevalece a lei do animal mais irracional. Todo o cuidado é pouco. Nunca se sabe o que pode acontecer no próximo sinal. Por isso, não se arrisque a demorar mais do que um segundo quando ele abrir. Adivinhe-o e acelere como se estivesse em Indianápolis no primeiro segundo verde. Lembre-se que atrás de você pode haver um psicopata prestes a surtar. Um ou uma. Preciso reconhecer que os homens não são os únicos responsáveis pelo caos em que o trânsito se transformou. 

O curioso é que, mesmo em casos idênticos, há diagnósticos diferentes para homens e mulheres. Eu explico. Não há dúvida de que um homem que bloqueia cruzamento é burro. Isso é incontestável. Se estiver tentando atravessar um cruzamento e, a sua frente, numa fila estagnada como água de poço estiver um motorista do sexo masculino, pode se compadecer. O coitado é um asno.


 Quem mais se prestaria a ficar no meio da rua com cara de pedra no caminho, sem nem entender a indignação alheia? Não dá nem pra se aborrecer. Vai saber se a mãe do coitado não cismou com um parto de cócoras e ele já não nasceu batendo a cabeça no chão. Sequela tudo bem, é perdoável.

Mas, no caso do time feminino é diferente. Mulher é ligadíssima nos detalhes a sua volta. Se ela obstrui o trânsito, com certeza, é de propósito. Daí o caso é mais sério. A mulher que tranca um cruzamento é uma coitada, uma infeliz. Morre de medo de ser passada pra trás. Pensa que se der uma brecha vai acabar no fim da fila. É, provavelmente, uma psicótica que vê em todo o motorista o miserável que vai lhe fazer de boba.

 Conselho à doente: trate-se! É possível sim, controlar esse medo! ... Você pode!... Com os recursos de hoje em dia, tudo tem jeito.

Kamikazes das motocicletas, pedestres suicidas, ciclistas alucinados, todos têm cura. Muitas vezes, nem precisam de medicação tarja preta, basta uma dose de educação. Eu, como morro de medo de surtar no trânsito, já me adiantei em procurar ajuda. Qual o meu problema? Pânico. Sinto-o sempre que paro no sinal.



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sábado, 25 de outubro de 2014

Pesquisa revela que consumo de energético pode levar até a morte

A ingestão de energético pode trazer consequências a saúde a médio e longo prazo

Um estudo apresentado na revista Frontiers in public Health mostrou que o consumo de energético pode trazer consequências à saúde a médio e longo prazo.

 Entre os principais problemas para a saúde estão a arritmia, que pode levar até a morte. Os efeitos colaterais da bebida se devem principalmente pela presença da cafeína, taurina, ginseng e o guaraná.

A pesquisa comprovou que crianças que consomem energéticos podem desencadear uma arritmia, hipertensão, estimulação do sistema nervoso central, vômitos, acidose metabólica, convulsão, parada cardíaca e podem chegar até a morte.
Em adultos o desenvolvimento de hipertensão e diabetes é agravado com o consumo, além de aumentar as chances de aborto espontâneo.
Com informações R7.
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sexta-feira, 24 de outubro de 2014

Jovem é o que menos controla a vida financeira, diz Serasa

Jovens entre 16 a 24 anos são os que têm menos controle da vida financeira, revela pesquisa do Indicador de Educação Financeira, elaborado pelo Serasa Experian. O levantamento, divulgado hoje (22), mostra que 40% dos jovens admitem não manter a vida financeira sob controle.
Quanto maior é a idade, mais aumenta o percentual de pessoas que diz manter o controle dos gastos: 62%, entre 25 e 34 anos; 66%, entre 35 e 44 anos; 67%, entre 45 e 54 anos; e 75%, acima dos 55 anos. “A população deste perfil não costuma planejar suas finanças de maneira consciente. Os jovens precisam evitar agir por impulso e adquirir o hábito de controlar melhor a vida financeira para que eles não sofram as consequências do superendividamento e da inadimplência", diz o superintendente do Serasa Experian, Júlio Leandro.

O indicador permite acompanhar o nível de educação financeira do brasileiro. De acordo com o estudo, jovens entre 16 e 17 anos apresentou queda em relação à nota de educação financeira do ano passado: de 5,9 para 5,5. Os brasileiros que têm entre 18 e 24 também caíram na comparação com 2013, de 5,9 para 5,8.
A pesquisa envolveu 2.002 entrevistados maiores de 16 anos, em 140 cidades de todos os estados e do Distrito Federal, incluindo capitais, periferia e interior.
AGÊNCIA BRASIL.


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Beber cerveja ou vinho pode diminuir chances de demência


Uma taça de vinho ou uma caneca de cerveja diariamente pode diminuir a chance do desenvolvimento de demência, é o que aponta um estudo realizado nos Estados Unidos. Segundo o levantamento, pessoas com mais de 60 anos que bebiam regularmente apresentavam melhores respostas a testes de memória e tinham maior quantidade de massa cinzenta - área do cérebro que controla a memória.
Testes anteriores com animais mostraram que o álcool auxilia no aumento da quantidade de células nervosas nessa área do cérebro. Pesquisadores também acreditam que expor o cérebro a quantidades moderadas de álcool pode aumentar a liberação de substâncias envolvidas em funções cognitivas e de processamento de informações.
Os cientistas analisaram informações de pacientes em todo o país que foram submetidos a exames médicos - incluindo tomografias cerebrais e testes de sangue - para o risco do Alzheimer, e também questionaram seus hábitos de consumo.



Segundo Brian Downer, da Universidade do Texas, uma série de testes mentais mostraram que pessoas que consumiam bebida alcoólica de forma responsável tinham melhor memória episódica - capacidade de recordar eventos específicos.
Nas palavras de Brian: "Adultos que são capazes de continuar consumindo álcool em idadeavançada são mais saudáveis e, portanto, têm maior cognição e maiores volumes cerebrais regionais do que as pessoas que tiveram que reduzir seu consumo de álcool, devido a resultados de saúde desfavoráveis."
Os cientistas afirmaram que, embora os potenciais benefícios mentais do consumo responsável de álcool na vida adulta têm sido relatados constantemente, o consumo excessivo é conhecido por prejudicar o cérebro.


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quarta-feira, 22 de outubro de 2014

Desmatamento da Amazônia aumentou 290% no período de um ano

De acordo com o instituto de pesquisa Imazon, uma associação sem fins lucrativos, o SAD (Sistema de Alerta de Desmatamento) detectou de setembro de 2013 a setembro de 2014, o desmatamento da floresta Amazônica cresceu 290% no Brasil. 
Neste ano, 93% da área florestal foi monitorada via satélite, detectando 402 quilômetros quadrados de desmatamento na Amazônia Legal. No mesmo mês, em 2013, o monitoramento foi feito em 79% da área, e o desmatamento foi de 103 quilômetros quadrados.
O estado onde houve mais desmatamento foi Rondônia (33%), seguido pelo Pará (23%), Mato Grosso (18%), Amazonas (12%), Acre (10%), Roraima (4%) e Tocantins (1%).

De 2000 a 2012, o desmatamento da Amazônia nos países da América do Sul foi pesado, por causa da procura de terras para a criação de gado. Neste período, o Brasil reduziu significantemente o nível do desmatamento, porém, esses novos dados mostram que o país está voltando a judiar da floresta. 
Agência Brasil.
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Cabine anti-zumbis está sendo vendida na internet

Se você acredita que algum dia a Terra será dominada por mortos-vivos, seja por causa de um vírus, uma maldição de alguma religião africana ou magia negra, você pode agora garantir sua segurança.
A companhia britânica Tiger Log Cabins, está vendendo uma Cabine Fortificada anti-Zumbis, a ZFC-1, nomeada a "primeira e única cabine a prova de zumbis certificada do mundo". Vendida em sua página de internet, o preço inicial é e US$112.898 (R$279.603), mais um custo adicional para instalação de US$20.963 (R$51.916).

A cabine vem com uma "garantia anti-zumbi" de 10 anos, mas para usá-la o cliente deve apresentar evidências concretas da presença de zumbis de verdade. O pacote básico inclui arame farpado, janelas reforçadas, escotilha para fuga, uma unidade de armazenamento e um segundo andar com vista de 360 graus, para localizar os mortos-vivos. A companhia apresentou a cabine com o slogan "Pegue a sua, antes que eles peguem você!" (Get yours, before they get you!).

 DM.

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domingo, 19 de outubro de 2014

Desconstrução e ódio

Desde aquela Cartilha do Politicamente Correto o desacato total à Língua Portuguesa virou instituição; motivados pelo irônico – ou cínico – “todas e todos” e suas variantes incontáveis (desde as “sábias” falas de Sarney), as “autoridades” inseriram “presidenta”, em nome de um atendimento espúrio ao movimento feminista; na esteira, vieram coisas piores, como “oficiala” (tenho comigo um documento de cartório em que aparece tal título) e o que me deixou perplexo: “bacharela” – este, imposto por assédio moral a dirigentes de faculdades: mulheres formadas receberam diplomas com essa qualificação e muitas, felizes com a excrescência, assim assinam sofríveis artigos em jornais).
Nos programas eleitorais, Iris Rezende fala “serão” (Futuro do Indicativo do verbo ser) e aparece na legenda “seram”; ele fala “quilômetros” e na legenda surge “kilômetro”. Fazer o quê? A recandidata gaguejou sistematicamente para falar “previsibilidade”.
Surpreendi-me com outra palavra: desconstrução. Usada à exaustão pelos marqueteiros e militantes de Dilma, refere-se não a demolição, mas a desmontagem. Aplicada como se pratica da atual campanha de ódio e vale-tudo, a palavra se reveste dos conceitos da calúnia, do denuncismo (neologismo político) e, em alguns casos, da injúria e da difamação. Aécio disse que Dilma teria afirmado:

“Em campanha a gente faz o diabo”; deve ter dito, porque ela não o desmentiu (no debate da Band, esta semana).
Lamento que a nação, quase trinta anos após o fim da ditadura, tenha de viver isso. A presidente Dilma teria usado ponto eletrônico no debate na Band; tudo bem, não fosse assessor, falando “em off”, valer-se de palavras pouco freqüentes no vocabulário dela, como “previsibilidade”.
Foi então que entendi porque Dilma não conseguiu defender sua dissertação de mestrado. Para se ser Mestre, há que se ler e escrever; se não sabe falar, como escreveria? Como leria um texto diante da banca, texto esse que poderia ser escrito por qualquer um, mediante paga ou não; mas, ao ler, teria de pronunciar corretamente, ou seria desmascarada.
Votei em Lula no segundo turno de 1989; votei nele em todas as eleições subseqüentes; e por sua indicação, votei em Dilma, a desconhecida; agora que a conheço, não voto mais. Meus amigos petistas têm respeitado a minha postura; mas os conhecidos que não são meus amigos agridem-me verbalmente quando percebem, por eu dizer ou por meus atos, que não votarei na economista que não soube conduzir a economia (não entendo: ela podia ter mantido o Henrique Meireles no governo, mas...). Não voto naquela arrogância nem no ódio que ela impôs à militância que, estranhamente, defende-a como ídolo, quando deveria desprezá-la por prejudicar o partido.
Respeito os amigos, os conhecidos e os estranhos que militam, que ostentam a estrela e a sigla PT, que admirei quando defendia a ética e a dignidade (agora tão estranha). Respeito-os por escolherem dentro de seus conceitos e princípios, como eu faço minhas escolhas.
Não respeito os detentores do ódio, similares a torturadores do arbítrio – não têm, hoje, a oportunidade; se lhes dessem a ocasião e os apetrechos, teriam prazer em prender e arrebentar.
É isso: eu não comungo com o ódio; se fosse generalizado, eu anularia o voto pela primeira vez, justo nesta que é a minha última eleição obrigatória.
Luiz deAquino, escritor e jornalista, membro da Academia Goiana de Letras.

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