terça-feira, 8 de maio de 2018

Parábola da demissão da formiga desmotivada:




Havia uma formiga que todos os dias chegava cedo em seu trabalho e fazia tudo com dedicação e excelência. Ela era produtiva e feliz!


Como a formiga era muito dedicada, trabalhava por conta própria. Um dia, o gerente marimbondo percebeu que a formiga estava trabalhando sem supervisão e teve um pensamento: “se ela era tão produtiva sem supervisão, imagina então se fosse supervisionada!”

Então, colocou uma barata como sua supervisora. Essa barata era muito experiente e competente, seus relatórios eram impecáveis!

Em sua nova função, a primeira medida que a barata tomou foi padronizar o horário de entrada e saída da formiga. 

Depois, chamou uma secretária para ajudá-la a montar os relatórios e chamou uma aranha para organizar os documentos e atender o telefone.

O gerente marimbondo se encantou com o trabalho de qualidade realizado pela barata, e também pediu gráficos com assuntos debatidos em reuniões. Para cumprir melhor sua função, a barata contratou uma mosca e comprou mais equipamentos.

A formiga, que antes era produtiva e muito feliz em seu trabalho, começou a se sentir reprimida em meio a tantos papéis, aparelhos e reuniões.

Com toda a evolução daquele departamento, o marimbondo sentiu que era o momento de contratar um gestor para a área onde a formiga trabalhava.

A escolhida para o cargo foi uma cigarra, que muito exigente mandou emperiquitar sua sala.

Não demorou muito para que a nova gestora precisasse de equipamentos pessoais de trabalho e de uma assistente, foi escolhida a pulga que já tinha trabalhado com ela anteriormente.

Juntas, elas elaboram uma estratégia de melhorias para o departamento e um controle de orçamento para a área onde a formiga trabalhava, formiga essa que a cada dia ficava mais triste e desmotivada; nem cantar mais, ela cantava!

A gestora cigarra conversou com o gerente marimbondo para lhe mostrar que precisavam investir em uma pesquisa de clima. O marimbondo concordou, mas ao analisar as finanças, percebeu que a unidade onde a formiga trabalhava não estava mais rendendo como antigamente, e por esse motivo, contratou a coruja, que era uma consultora muito reconhecida e famosa, para fazer um diagnóstico da situação.

A coruja trabalhou nesse diagnóstico por três meses, e em seu extenso relatório de conclusão, ela afirmou que tinha muita gente na empresa.

Chegou a hora de demitir alguém da empresa, e adivinha quem foi a escolhida? 

A formiga, óbvio, porque ela tinha mudado muito de um tempo para cá, andava desmotivada e não conseguia acompanhar o ritmo da empresa.


Moral da história: O gerente, percebendo que o trabalho no setor da formiga era bem-sucedido, foi tomado pela ganância e pensou apenas em aumentar os ganhos, sem valorizar a funcionária que esteve desde o início se esforçando e dando o seu melhor no trabalho. 

Ele criou diversos processos e contratou novos animais, mas se esqueceu do principal: cuidar e investir em quem fez o setor crescer em primeiro lugar. A formiga, sentindo-se desmotivada e inibida por tanta novidade, começou a produzir bem menos e logo foi “descartada”, como se fosse o problema.

Isso acontece muitas vezes na vida real. Nós criamos muitos relacionamentos e desvalorizamos aquelas pessoas que estão conosco desde o início, pensamos apenas em nosso próprio bem, e assim destruímos muitos de nossos melhores relacionamentos, os mesmos que nos fizeram ir em frente na vida.

Analise a parábola com sabedoria e depois veja se existe alguma “formiga desmotivada” em sua vida, magoada por conta de suas atitudes. Se existir, procure maneiras de melhorar o seu comportamento e valorizar quem realmente contribui para o seu crescimento.


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sábado, 10 de fevereiro de 2018

7 razões pelas quais a maioria não sai do lugar



Não espere ser escolhido, escolha você mesmo e seja um iniciador por natureza. Se não escolheram você, a culpa não é sua, o azar é deles.





Imagine um mundo sem professores, políticos inescrupulosos, economistas, contabilistas e administradores, um mundo sem líderes nem psicólogos nem gerentes de RH, um mundo sem ninguém dizendo o que você deve ou não deve fazer.
Já pensou nisso? Se existisse algo assim, o que você faria, por onde começaria a trabalhar a sua ideia, o seu projeto, o seu artigo ou a sua tese de doutorado para defender uma ideia diferente e capaz de influenciar as pessoas para uma vida melhor, um mundo melhor?
A maioria está sempre esperando o próximo discurso, o próximo livro ou artigo, a próxima instrução, o próximo e-mail ou a próxima ordem do dia. A maioria não sabe o que dizer, pensar, escrever ou fazer para fugir da escravidão imposta pelos pensamento alheios.
Na prática, a maioria espera. Pensar dá um trabalho danado, é a tarefa mais difícil do mundo, por isso, poucas pessoas se dispõe a fazê-lo. Tudo é difícil, estudar, escrever, vender, liderar e trabalhar em equipe, montar um negócio, fazer a diferença. Amar é difícil, perdoar é mais difícil ainda.
É assim nas organizações religiosas, nas empresas públicas, privadas, não-governamentais e, infelizmente, na política, onde a estratégia dos marqueteiros alienados, sustentados a peso de ouro por políticos mal intencionados, não tem a mínima preocupação em iludir os cidadão comum, altamente influenciável.
Por que estou dizendo isto? Porque a grande maioria continua com os mesmos pensamentos de vinte ou trinta anos atrás e, como não evolui, não estuda, não faz o mínimo esforço para pensar por si mesmo nem se compromete a fazer algo diferente, continua refém dos pensamentos alheios.
Um exemplo prático pode ser visto todos os dias na Internet. Basta você ler um artigo ou uma posição um pouco mais polêmica de alguém, daquelas que contrariam o senso comum. Dificilmente consegue-se extrair alguma coisa positiva do debate. Alguns retornam ao seu estado mais primitivo.
É impressionante como os ânimos acirram e os comentários se multiplicam inutilmente sem qualquer fundamentação. E o que é pior, na tentativa de participar e mostrar sua opinião, você entra na onda, se emociona mais do que o necessário, ofende, se perde e ao mesmo tempo se frustra.
Por que a maioria não consegue sair do lugar? Tenho algumas convicções, não por pesquisa, mas por experiência própria. Tive que mudar a mim mesmo inúmeras vezes para encontrar o melhor caminho, pois, como se diz em estratégia, não existe estratégia certa ou errada, existe estratégia que deu certo ou estratégia que deu errado. Embora você possa desenhar um caminho, nunca saberá se é o melhor enquanto não chegar lá.
1. Falta de consciência: dos seus pontos fracos, das suas limitações, do que você ainda não domina, do que precisa ser melhorado, das oportunidades que aparecem, de quem você é, do quanto ainda falta para caminhar, do que já conseguiu, do seu papel na sociedade, do que o mundo espera de você.
2. Falta de educação: para entender o que acontece à sua volta, para ser mais racional e menos emotivo, para discutir com mais propriedade e discernimento, para não sair disparando bobagens a qualquer preço, para contribuir mais e destruir menos, para não ser refém dos pensamentos alheios, para sofrer menos.
3. Falta de coragem: na maioria das vezes, o desafio não é aperfeiçoar a capacidade de realizar e sim o desafio de começar e continuar caminhando. Em qualquer lugar do mundo, feito será sempre melhor do que perfeito. Você é capaz de transformar iniciativa em paixão e prática? Se não consegue, pare de reclamar do chefe, do salário e da empresa onde trabalha, isto é o melhor caminho para a depressão.
4. Falta de foco: você nunca vai conseguir agradar a todos, portanto, quanto mais você pensa, quanto mais você espera, quanto mais você muda e quanto mais você empurra com a barriga, baseado no que outros estão querendo ou dizendo, mais se distancia do seu objetivo. Quem quer ser tudo para todos acaba não sendo nada.
5. Falta de regularidade: quando você está trabalhando duro num determinado projeto, escrevendo um artigo, um plano de negócio, um livro ou qualquer coisa que o faça sair do lugar, a coisa mais contraproducente do mundo é parar para ler um e-mail idiota que acabou de chegar, entrar no Facebook ou correr para o YouTube a fim de curtir o vídeo que o amigo mandou pelo whatsapp. Sem regularidade, sua ideia morre no papel.
6. Falta de consistência: sustentar uma ideia ou uma posição requer conhecimento sobre o assunto, não basta ser mais um na multidão. Os discursos de Gandhi, Madre Teresa de Calcutá e Martin Luther King nunca mudaram. Sem consistência, a mensagem se perde, sua integridade também. Não existe nada pior do que ensinar e não praticar. Quem vai acreditar em alguém que muda de ideia e opinião o tempo todo?
7. Falta de confiança em si mesmo: se você fica o tempo todo se comparando a alguém que parece estar melhor do que você, o sofrimento triplica; pare de fazer comparações inúteis, cada um tem a sua própria história e faz o seu próprio caminho; é como abrir a Revisa Você S/A ou a Boa Forma e constatar que todo mundo está bem, menos você; em resumo, pare de sofrer, acredite mais em si mesmo.
Sendo mais prático, não espere ser escolhido, escolha você mesmo. Saia do lugar, pague o preço, seja um iniciador por natureza. Esperar por um investidor, uma oportunidade para falar, uma promoção, um aumento ou o reconhecimento do chefe pode ser uma péssima escolha.
Se não escolheram você, azar deles. Como dizia Oliver W. Holmes, escritor e médico norte-americano, o mais importante da vida não é onde estamos, mas em que direção estamos nos movendo.
Pense nisso e empreenda mais e melhor!

Jerônimo Mendes.

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terça-feira, 23 de janeiro de 2018

Bela reflexão!



O famoso ator Arnold Schwarzenegger publicou uma foto de si mesmo dormindo na rua sob sua famosa estátua de bronze e, tristemente, escreveu "como os tempos mudaram" ...

A razão pela qual ele escreveu a frase não era só porque ele era velho, mas porque quando ele era governador da Califórnia, ele inaugurou um hotel com sua estátua. A equipe do hotel disse a Arnold: "a qualquer mome
nto você pode vir e ter um quarto reservado para você". 

Quando Arnold demitiu-se como governador e foi ao hotel, a administração se recusou a dar-lhe um quarto argumentando que ele deveria pagar por isso, pois eles estavam em grande demanda.

Ele trouxe um saco de dormir e ficou debaixo da estátua e explicou o que queria transmitir: "Quando eu estava em uma posição importante, eles sempre me elogiaram, e quando perdi essa posição, eles se esqueceram de mim e não cumpriram sua promessa. 

Não confie em sua posição ou na quantidade de dinheiro que você possui, nem seu poder, nem sua inteligência, não vai durar ".

Tentando ensinar a todos que quando você é "Importante" nos olhos das pessoas, todo mundo é seu "Amigo". Mas uma vez que você não beneficia seus interesses, você não importará.

"você nem sempre é quem você pensa que sempre será, nada dura para sempre".

quinta-feira, 4 de janeiro de 2018

O BANQUEIRO



Certa tarde, um famoso banqueiro ia para casa em sua "limusine" quando viu
dois homens à beira da estrada, comendo grama.
Ordenou ao seu motorista que parasse e, saindo, perguntou a um deles:
- Por quê vocês estão comendo grama...?
- Não temos dinheiro para comida.. - disse o pobre homem - . Por isso
temos que comer grama.
- Bem, então venham à minha casa e eu lhes darei de comer - disse o
banqueiro.
- Obrigado, mas tenho mulher e dois filhos comigo. Estão ali, debaixo
daquela árvore.
- Que venham também - disse novamente o banqueiro.
E, voltando- se para o outro homem, disse-lhe:
- Você também pode vir.
O homem, com uma voz muito sumida disse:
- Mas, senhor, eu também tenho esposa e seis filhos comigo!
- Pois que venham também - respondeu o banqueiro. E entraram todos no
enorme e luxuoso carro.
Uma vez a caminho, um dos homens olhou timidamente o banqueiro e disse:
- O senhor é muito bom... Obrigado por nos levar a todos!
O banqueiro respondeu:
- Meu caro, não tenha vergonha, fico muito feliz por fazê-lo! Vocês vão
ficar encantados com a minha casa... A grama está com mais de 20
centímetros de altura!
"Quando você achar que um banqueiro (ou banco) está lhe ajudando, não se
iluda, pense mais um pouco antes de aceitar qualquer acordo..."

(Ex-gerente do BRADESCO)
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Amei

quarta-feira, 22 de novembro de 2017

Show da língua portuguesa


'Um homem rico estava muito mal, agonizando. Pediu papel e caneta. Escreveu assim:

'Deixo meus bens a minha irmã não a meu sobrinho jamais será paga a conta do padeiro nada dou aos pobres.'
Morreu antes de fazer a pontuação. A quem deixava a fortuna? Eram quatro concorrentes.

1A irmã fez a seguinte pontuação:
Deixo meus bens à minha irmã. Não a meu sobrinho. Jamais será paga a conta do padeiro. Nada dou aos pobres.

2) O sobrinho chegou em seguida. Pontuou assim o escrito:
Deixo meus bens à minha irmã? Não! A meu sobrinho. Jamais será paga a conta do padeiro. Nada dou aos pobres.

3) O padeiro pediu cópia do original. Puxou a brasa pra sardinha dele:
Deixo meus bens à minha irmã? Não! A meu sobrinho? Jamais! Será paga a conta do padeiro. Nada dou aos pobres.

4) Aí, chegaram os descamisados da cidade. Um deles, sabido, fez esta interpretação:
Deixo meus bens à minha irmã? Não! A meu sobrinho? Jamais! Será paga a conta do padeiro? Nada! Dou aos pobres.

Moral da história:

'A vida pode ser interpretada e vivida de diversas maneiras. Somos nós que fazemos sua pontuação. 

E isso faz toda a diferença.


quinta-feira, 27 de julho de 2017

O dia em que vida e morte se encontraram

O martírio tornou-se insuportável

O cenário foi surreal. Dantesco. Aqueles eventos eram comuns. O mundo antigo estava habituado a eles. Contudo, a violência e o descaso com a vida naquele dia obtiveram contornos únicos – e desdobramentos eternos. Picasso e Fellini não conseguiriam retratá-los.

Depois de um julgamento apressado nas caladas da noite, três homens passaram por uma sessão de tortura. Flagelados com 39 chicotadas, os três sofrem bofetes, pontapés e escarros. A noite foi longa. As horas se arrastaram. Sempre que há requintes de crueldade os relógios caminham lentos.

Soldados profissionais amarraram as vítimas às traves em que seriam crucificados. No pescoço de cada um pendia uma placa descrevendo o crime que cometeram. Eles se movem pelas ruas apertadas de Jerusalém – que ficaram conhecidas como Via Dolorosa.

Um dos sentenciados não resistiu e tombou. O martírio tornou-se insuportável. Ele vinha sofrendo um estresse inominável desde que prenunciou o que lhe aconteceria; anos depois seus amigos contaram que ele chegou a suar sangue em um horto.

A procissão seguiu até um monturo de lixo. O cheiro fétido se misturava com a fumaça, daí o lugar começar a ser descrito como o Monte da Caveira. O calor do dia tornava o ar nauseante. A sentença, irrevogável, tinha o selo de Roma e os soldados já conheciam os protocolos. A morte também precisa obedecer certos ritos.

Os três se deitaram sobre o mastro e estenderam os braços na trave que carregaram. Aqueles foram os últimos segundos de descanso. Marretas fixaram o punho de cada um com enormes pregos. A dor foi lancinante. Eles deviam agonizar lentamente para que a mensagem ficasse clara aos habitantes daquele pedaço remoto do mundo: “Roma não admite insurreição de qualquer espécie”.

A cada martelada alguns cavalos relincharam. A princípio ninguém ousou falar coisa alguma. A antessala da morte sempre constrange. Com cordas, os carrascos levantaram as três cruzes. As estacas caíram nos buracos com um solavanco.
Pedras davam a sustentação necessária para que ali permanecessem por alguns dias. Os três penderam para a frente. Os rasgos provocados pelas 39 chicotadas não permitiam que eles se encostassem na madeira.

Alguns ouviram Jesus de Nazaré dizer alguma coisa. Ele era o condenado do meio. Seus lábios mal se mexeram. Os mais próximos afirmam que ele pediu a Deus que perdoasse todos os envolvidos. “Eles não sabem o que fazem”.

Alguns representantes do clero, no afã de mostrar autoridade, gritaram: “Salvou os outros, que salve a si mesmo”. Mais além, um dos religiosos visivelmente transtornado de ódio, também falou: “Se é o Cristo, que mostre seu poder. Ninguém deseja um Cristo que não tenha capacidade de vencer um mero pelotão de soldados romanos”.

Um dos criminosos se desesperou. Ele esperava um último milagre. “Tome alguma atitude, por você e por nós”. O outro bandido, por algum motivo, viu que aquele Nazareno era diferente. Mesmo coberto de hematomas e desfigurado pela brutalidade, ele transparecia uma dignidade ímpar no olhar, uma grandeza única nas palavras, uma gentileza divina nas reações – devia ser rei de algum lugar.
 “Lembra-te de mim quando entrares no teu reino”. Correu um boato de que esse rapaz se chamava Dimas. Jesus deu-lhe a mais alvissareira de todas as notícias: “Ainda hoje estarás comigo no Paraíso”.

A morte se avizinhou. Jesus agonizou. Mas lembrou do Salmo que aprendera ainda menino: “Meu Deus, meu Deus, por que me abandonaste?” Aquelas palavras expressavam o clamor de Israel por séculos – e ele as tomou para si. Antes que o desespero se antecipasse ao último suspiro, o filho de Maria buscou forças para encher o Calvário com a sua voz: “Está consumado. Em tuas mãos entrego o meu espírito”.

O Calvário, seco e violento, continua a representar a humanidade inteira. Ali está um recorte de toda a história. Deus e a condição humana se encontraram em Jesus. Pelos milênios esta cena trouxe, paradoxalmente, esperança para escravos, vilipendiados e destruídos.
 A morte do Filho de Deus tornou-se inspiração e recurso para desesperados. E ele é a salvação de incontáveis – minha, inclusive.
Soli Deo Gloria
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UMA DAS MELHORES PIADAS DE TODOS OS TEMPOS !


- Pai, eu preciso fazer um trabalho para a escola! Posso te fazer uma pergunta?
- Claro, meu filho, qual é a pergunta?
- O que é política, pai?
- Bem, política envolve: Povo; Governo; Poder econômico; Classe trabalhadora; Futuro do país.
- Não entendi, dá para explicar?
- Bem, vou usar a nossa casa como exemplo: Sou eu quem traz dinheiro para casa, então eu sou o poder econômico. Sua mãe administra e gasta o dinheiro, então ela é o governo. Como nós cuidamos das suas necessidades, você é o povo. Seu irmãozinho é o futuro do país. A Zefinha, babá dele, é a classe trabalhadora. Entendeu, filho?
- Mais ou menos, pai vou pensar.
Naquela noite, acordado pelo choro do irmãozinho o menino foi ver o que havia de errado. Descobriu que o irmãozinho tinha sujado a fralda e estava todo emporcalhado. Foi ao quarto dos pais e viu que sua mãe estava num sono muito profundo. Foi ao quarto da babá e viu através da fechadura o pai transando com ela... Como os dois nem percebiam as batidas que o menino dava na porta, ele voltou para o quarto e dormiu. Na manhã seguinte, na hora do café, ele falou para o pai:
- Pai, agora acho que entendi o que é política...
- Ótimo filho! Então me explica com suas palavras.
- Bom pai, acho que é assim: Enquanto o poder econômico fode a classe trabalhadora, o governo dorme profundamente. O povo é totalmente ignorado e o futuro do país fica na merda!!!
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domingo, 25 de junho de 2017

Acredite nas pessoas

Pes­so­as fir­mes... Ver­da­dei­ras, tran­spa­ren­tes, ami­gas, in­gê­nuas...



Sem­pre pro­cu­ro acre­di­tar nas pes­so­as. É meu es­ti­lo de vi­da. Às ve­zes me de­cep­cio­no? Sim. Mas não dei­xo de acre­di­tar, por is­to ini­cio es­te ar­ti­go 332, em 24 de ju­nho, com o tex­to de Lu­is Fer­nan­do Ve­rís­si­mo, in­ti­tu­la­do, “Acre­di­te”.
“Acre­di­te nas pes­so­as… Na­que­las que pos­su­em al­go mais… Aque­las que, às ve­zes, a gen­te con­fun­de com an­jos e ou­tras di­vin­da­des… Di­go da­que­las pes­so­as que exis­tem em nos­sas vi­das e en­chem nos­so es­pa­ço com pe­que­nas ale­gri­as e gran­des ati­tu­des… Fa­lo da­que­las que te olham nos olhos quan­do pre­ci­sam ser ver­da­dei­ras, te­cen­do elo­gi­os, que pe­dem des­cul­pas com a sim­pli­ci­da­de de uma cri­an­ça…
Pes­so­as fir­mes… Ver­da­dei­ras, tran­spa­ren­tes, ami­gas, in­gê­nuas… Que com um sor­ri­so, um bei­jo, um abra­ço, uma pa­la­vra te faz fe­liz… Aque­las que er­ram… Acer­tam… Não tem ver­go­nha de di­zer não sei… aque­las que so­nham… aque­las ami­gas… aque­las que pas­sam pe­la vi­da dei­xan­do sua mar­ca, sa­u­da­des, aque­las que fa­zem a di­fe­ren­ça… Aque­las que vi­vem in­ten­sa­men­te um gran­de amor… des­co­nhe­ci­do”
Lu­is Fer­nan­do Ve­rís­si­mo é um es­cri­tor, hu­mo­ris­ta, car­tu­nis­ta, tra­du­tor, ro­tei­ris­ta de te­le­vi­são, au­tor de te­a­tro, ro­man­cis­ta com mais de 60 tí­tu­los pu­bli­ca­dos, é um dos mais po­pu­la­res es­cri­to­res bra­si­lei­ros con­tem­po­râ­ne­os. Fi­lho do tam­bém es­cri­tor, Éri­co Ve­rís­si­mo. Nas­ceu em 26 de se­tem­bro de 1936, em Por­to Ale­gre.
Fi­cou co­nhe­ci­do pe­las crô­ni­cas de hu­mor pu­bli­ca­das em di­ver­sos jor­nais. A lin­gua­gem sim­ples e in­te­li­gen­te é mar­ca­da em sua obra, que cos­tu­ma uti­li­zar a iro­nia pa­ra tra­tar de te­mas de­li­ca­dos.
Per­ce­be-se na lin­gua­gem do es­cri­tor o uso de um tom co­lo­qui­al e ele­gan­te. Lu­ís Fer­nan­do co­lo­ca em su­as crô­ni­cas per­so­na­gens que re­pre­sen­tam a re­a­li­da­de bra­si­lei­ra, usan­do es­sas cri­a­ções co­mo for­ma de iro­ni­zar ques­tões so­ci­ais e po­lí­ti­cas. Des­sa ma­nei­ra, faz uma crí­ti­ca ve­la­da e car­re­ga­da de hu­mor. São gran­des su­ces­sos do es­cri­tor: “Co­mé­dias da Vi­da Pri­va­da”, “Ed Mort e ou­tras his­tó­ri­as” e “As Men­ti­ras que os Ho­mens Con­tam”.
Em 1981, o li­vro “O Ana­lis­ta de Ba­gé”, lan­ça­do na Fei­ra do Li­vro de Por­to Ale­gre, es­go­tou sua pri­mei­ra edi­ção em dois di­as, tor­nan­do-se fe­nô­me­no de ven­das em to­do o pa­ís. O per­so­na­gem, é um psi­ca­na­lis­ta de for­ma­ção freu­di­a­na or­to­do­xa, mas com o so­ta­que, o lin­gua­jar e os cos­tu­mes tí­pi­cos da fron­tei­ra do Rio Gran­de do Sul com o Uru­gu­ai e a Ar­gen­ti­na. Ve­rís­si­mo con­so­li­dou-se co­mo um fe­nô­me­no de po­pu­la­ri­da­de ra­ro en­tre es­cri­to­res bra­si­lei­ros, man­ten­do co­lu­nas se­ma­nais em vá­rios jor­nais e lan­çan­do pe­lo me­nos um li­vro por ano, sem­pre nas lis­tas dos mais ven­di­dos, além de es­cre­ver pa­ra pro­gra­mas de hu­mor. Con­sa­grou-se co­mo um dos mai­o­res es­cri­to­res bra­si­lei­ros con­tem­po­râ­ne­os, ten­do ven­di­do ao to­do mais de 5 mi­lhões de exem­pla­res de seus li­vros.
Já an­te­ci­pan­do fé­rias es­co­la­res, tem­po­ra­das no rio Ara­gu­aia e em prai­as, fa­ço uma ho­me­na­gem a Lu­is Fer­nan­do Ve­rís­si­mo e pro­cu­ro tor­nar a sua lei­tu­ra mui­to le­ve, des­con­tra­í­da, pa­ra que es­tes tem­pos de vi­o­lên­cia, cor­rup­ção e ou­tras mui­tas pre­o­cu­pa­ções. Que aqui es­te­ja pre­sen­te a ale­gria e a gra­ça de dois de seus es­cri­tos. No pri­mei­ro, um ca­sa­men­to que du­ra e o se­gun­do, “Bo­le­tim Es­co­lar”.
“Mi­nha mu­lher e eu te­mos o se­gre­do pa­ra fa­zer um ca­sa­men­to du­rar:
Du­as ve­zes por se­ma­na, va­mos a um óti­mo res­tau­ran­te, com uma co­mi­da gos­to­sa, uma boa be­bi­da e um bom com­pa­nhei­ris­mo. Ela vai às ter­ças-fei­ras e eu, às quin­tas.  Nós tam­bém dor­mi­mos em ca­mas se­pa­ra­das: a de­la é em For­ta­le­za e a mi­nha, em São Pau­lo.
Eu le­vo mi­nha mu­lher a to­dos os lu­ga­res, mas ela sem­pre acha o ca­mi­nho de vol­ta. Per­gun­tei a ela on­de gos­ta­ria de ir no nos­so ani­ver­sá­rio de ca­sa­men­to, “em al­gum lu­gar que eu não te­nha ido há mui­to tem­po!” ela dis­se. En­tão, su­ge­ri a co­zi­nha.
Nós sem­pre an­da­mos de mãos da­das… Se eu sol­tar, ela vai às com­pras! Ela tem um li­qui­di­fi­ca­dor, uma tor­ra­dei­ra e uma má­qui­na de fa­zer pão, tu­do elé­tri­co. En­tão, ela dis­se: nós te­mos mui­tos apa­re­lhos, mas não te­mos lu­gar pra sen­tar”. Daí, com­prei pra ela uma ca­dei­ra elé­tri­ca.
Lem­brem-se: o ca­sa­men­to é a cau­sa nú­me­ro 1 pa­ra o di­vór­cio. Es­ta­tis­ti­ca­men­te, 100 % dos di­vór­cios co­me­çam com o ca­sa­men­to. Eu me ca­sei com a “se­nho­ra cer­ta”. Só não sa­bia que o pri­mei­ro no­me de­la era “sem­pre”. Já faz 18 mes­es que não fa­lo com mi­nha es­po­sa. É que não gos­to de in­ter­rom­pê-la. Mas, te­nho que ad­mi­tir: a nos­sa úl­ti­ma bri­ga foi cul­pa mi­nha.
Ela per­gun­tou: “O que tem na TV?” E eu dis­se: “Po­ei­ra”.
O se­gun­do.
“Uma ga­ro­ta ti­nha que en­tre­gar o bo­le­tim es­co­lar de­la pa­ra os seus pa­is e, as no­tas ali, não eram as no­tas do so­nho de ne­nhu­ma mãe, mui­to me­nos de ne­nhum pai. Ela usou a cri­a­ti­vi­da­de pa­ra con­tar es­sa ma­ra­vi­lho­sa no­tí­cia.
Oi pa­pai! Oi ma­mãe!
É com o co­ra­ção par­ti­do, mas mui­to fe­liz da vi­da que eu di­go pa­ra vo­cês que eu sai fo­ra com o Du­du, ele é o ho­mem da mi­nha vi­da. Ele é tu­do de bom.
Es­tou ab­so­lu­ta­men­te fas­ci­na­da com as su­as ta­tu­a­gens, com aque­le ca­be­lo moi­ca­no, com aque­les fer­ros e pi­er­cings que ele co­lo­ca na­que­le cor­pi­nho ma­ra­vi­lho­so. En­tre­tan­to, te­nho que lhes con­tar que não é só is­so. O Dou­glas, aque­le me­ni­no que vo­cês não gos­tam de­le de jei­to ne­nhum, es­tá com a gen­te. Por­tan­to não se pre­o­cu­pem co­mi­go. Já te­nho 15 anos e sei mui­to bem me vi­rar so­zi­nha tá.
Com amor e ca­ri­nho da sua que­ri­da fi­lhi­nha. Ah! Pai, mãe, is­so é só uma brin­ca­dei­ri­nha viu! Es­tou na ca­sa da Ma­ri­a­na, só que­ria mos­trar pa­ra vo­cês que há coi­sas bem pi­o­res na vi­da que es­tas no­tas que es­tão aí no bo­le­tim. Não se es­tres­sem Ok!. No ano que vem eu me re­cu­pe­ro. Bei­ji­nhos!
Res­pos­ta dos pa­is: Que­ri­da fi­lhi­nha, quan­do a sua mãe leu a sua ca­ri­nho­sa car­ti­nha, ela pas­sou mui­to mal e foi pa­rar no pron­to so­cor­ro. Ime­di­a­ta­men­te vo­cê foi re­ti­ra­da do nos­so tes­ta­men­to e sua par­te da he­ran­ça se­rá do seu ir­mão. To­das as coi­sas do seu quar­to fo­ram do­a­das pa­ra o pes­so­al do or­fa­na­to, can­ce­la­mos o seu ce­lu­lar e o seu car­tão de cré­di­to. To­dos os seus Cd’s do NX0, do Jus­tin Bi­e­ber, do Res­tart, do Ci­ne, do Jo­nas Bro­thers, do Fi­uk e do Lu­an San­ta­na, nós do­a­mos pa­ra a Ka­ri­na do se­gun­do an­dar, aque­la mes­ma ga­ro­ta que vo­cê acha in­su­por­tá­vel. Lem­bra, ela é aque­la ga­ro­ta su­per le­gal que no ano pas­sa­do rou­bou o Ra­fi­nha, aque­le seu na­mo­ra­do ga­ti­nho que até ho­je vo­cê não es­que­ce. Po­de ir ar­ru­man­do um bom em­pre­go por­que di­nhei­ro da­qui de ca­sa nem em so­nho viu. En­fim, es­pe­ro que vo­cê se­ja mui­to fe­liz na sua no­va vi­da.
No­ta! Fi­lha que­ri­da, cla­ro que tu­do is­so não pas­sa de uma brin­ca­dei­ri­nha da nos­sa par­te. A sua mãe es­tá aqui co­mi­go as­sis­tin­do Eu a Pa­troa e as Cri­an­ças e tu­do es­tá bem.
Só que­rí­a­mos lhe mos­trar que há coi­sa bem pi­o­res do que pas­sar as pró­xi­mas cin­co se­ma­nas sem sa­ir de ca­sa, sem ce­lu­lar, sem In­ter­net, sem ví­deo ga­me, sem te­le­vi­são e, prin­ci­pal­men­te, sem ir à ca­sa da Ca­mi­la. Tu­do is­so por cau­sa des­sas no­tas ri­dí­cu­las e, des­sa brin­ca­dei­ra idi­o­ta que vo­cê fez com a gen­te”.

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