domingo, 14 de fevereiro de 2016

Sua timeline do Facebook retrata você


O problema não está na tecnologia, na rede social, ou no Facebook, como muitos acham. O problema está nas pessoas e na forma que a utilizam.


O antigo ditado já dizia que somos a média das pessoas que convivemos. Em tempos digitais, somos a média também das pessoas que seguimos e do que curtimos nas redes sociais.

O problema não está na tecnologia, na rede social, ou no Facebook, como muitos acham. O problema está nas pessoas e na forma que a utilizam.
Da mesma forma são algumas pessoas que dizem que só tem notícia ruim acontecendo no país ou no mundo, pois estão sintonizadas apenas com esse tipo de informação e moldam seu comportamento dessa forma (já escrevi sobre isso recentemente). 
A pessoa que diz que só tem porcaria no seu Facebook ou qualquer outra rede social, também está sintonizada apenas com esse tipo de informação e molda seu comportamento dessa forma.
E se isso está acontecendo com você, vale alguma reflexão. Esse é o reflexo da sua vida, da sua realidade, dos seus interesses, dos seus relacionamentos, de seus objetivos.
O Facebook mostra apenas aquilo pelo qual você, em algum momento, já sinalizou interesse. Se está seguindo tal pessoal, se curtiu tal página ou até mesmo se visitou páginas na internet, ele apenas te ajuda no que você tem interesse e no que pode ser similar a isso.
O Facebook sabe mais sobre você do que você mesmo sabe sobre si. Não por acaso as informações sobre você são o maior ativo dele e interesse de milhares de anunciantes todos os dias.
Nada aparece na sua timeline por acaso, você escolheu assim. E pode mudar a qualquer momento.

Experimente começar a fazer dela seu maior canal de inspiração, motivação e informação.

Siga pessoas que agregam para sua vida (pare de seguir outras), curta páginas que agreguem para o seu dia (pare de seguir outras), entre em grupos de pessoas que estão em sintonia com seus objetivos. Poste, compartilhe e curta da mesma forma.
Como em um passe de mágica seu Facebook começará a mudar, refletindo apenas o que você escolheu. Se ele mudar, e você passa uma boa quantidade de tempo semanal nele, seus pensamentos também começarão a mudar, logo seu comportamento, sua atitude e, por consequência, sua vida.
Isso acontece em todas as áreas. Usei o Facebook apenas como um exemplo e referência, já que consome uma boa parte do tempo da maioria das pessoas nos dias de hoje.
Faça uma limpeza e mude o que retrata você.
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Estudo revela que cavalos podem reconhecer emoções humanas


Os resultados foram publicadas na revista Biology Letters

Um estudo realizado pela Universidade de Sussex revelou nesta quarta-feira que cavalos podem reconhecer as diferentes expressões faciais humanas e distinguir emoções, como raiva e alegria. Os pesquisadores analisaram 28 cavalos.
Foi mostrado aos animais imagens com o rosto de um homem que demonstrava tanto sentimentos positivos como negativos. Segundo Amy Smith, co-diretora da pesquisa, “o principal resultado foi descobrir que olhavam (os rostos raivosos) através do olho esquerdo”. 
Além disso, os cientistas descobriram outras espécies, como os cachorros, que contemplam as ações negativas por meio do olho esquerdo.
Também foi descoberto que o ritmo cardíaco dos cavalos aumentava quando ficavam expostos perante rostos de ira ou raiva.
Os pesquisadores disseram que os resultados demonstram o impacto que o comportamento humano tem sobre estes animais.
Com informações da EFE
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sábado, 13 de fevereiro de 2016

Ninguém vive sem mentir?


As consequências desse comportamento


Para amenizar este tema, conto-lhes uma inocente estória sobre dois caboclos compadres, que ao final da tarde, sentados na porta da casa de um deles, preparando a palha e cortando o fumo para o cigarro que iriam desfrutar, um deles disse:
– Compadre, sou um homem honesto, não bebo, não fumo, trabalho muito, pago minhas contas em dia, não traio minha mulher, mas tenho um grande defeito, compadre: sou muito mentiroso.
Mentira é o ato ou efeito de mentir, engano, falsidade, fraude, indução ao erro. É verdade ou é mentira que vivemos em uma sociedade que adotou a mentira como regra e a verdade como exceção? A mentira virou verdade? Os mentirosos são mais felizes e quem fala a verdade sofre e às vezes, corre perigo?
Perguntas ou afirmativas fortes, pessimistas? O preceito bíblico “Conhecereis a Verdade e a Verdade vos libertará” tão difundido especialmente por religiosos, que muito mentem nos altares, púlpitos e sermões, não é levado como verdade por aqueles pregadores de ilusão para nós, quando nos prometem o que Jesus nunca prometeu.
O escritor Affonso Romano produziu em 1984, o poema intitulado “A Implosão da Mentira”, que dele retiro algumas estrofes, que verdadeiramente traz, sobretudo nos tempos atuais de corrupção desenfreada no Brasil, muitas verdades, assim produzidas:
“Mentiram-me. Mentiram-me ontem e hoje mentem novamente. Mente de corpo e alma, completamente. E mentem de maneira tão pungente que acho que mentem sinceramente. Mentem, sobretudo, impune/mente.
Não mentem tristes. Alegremente mentem. Mentem tão nacional/mente que acham que mentindo história afora vão enganar a morte eterna/mente. Mentem. Mentem e calam. Mas suas frases falam. E desfilam de tal modo nuas que mesmo um cego pode ver a verdade em trapos pelas ruas.
Mentem como a careca mente ao pente, mentem como a dentadura mente ao dente,  mentem como a carroça à besta em frente, mentem como a doença ao doente, mentem clara/mente como o espelho transparente. Mentem deslavadamente.
Mentem com a cara limpa e nas mãos o sangue quente. Mentem ardente/mente como um doente em seus instantes de febre. Mentem fabulosa/mente como o caçador que quer passar gato por lebre. E nessa trilha de mentiras a caça é que caça o caçador com a armadilha.
E assim cada qual mente industrial/mente, mente partidária/mente, mente incrível/mente, mente tropical/mente, mente incontinente/mente, mente hereditária/mente, mente, mente, mente.
E de tanto mentir tão brava/mente constroem um país de mentira diária/mente. Mentem no passado. E no presente passam a mentira a limpo. E no futuro mentem novamente.
Penso nos animais que nunca mentem. Mesmo se têm um caçador à sua frente. Penso nos pássaros cuja verdade do canto nos toca matinalmente. Penso nas flores cuja verdade das cores escorre no mel silvestremente. Penso no sol que morre diariamente jorrando luz, embora tenha a noite pela frente. Para tanta mentira só mesmo um poema explosivo-conotativo onde o advérbio e o adjetivo não mentem ao substantivo e a rima rebenta a frase numa explosão de verdade.”
Um momento seríssimo não observado na formação das próximas gerações. Todos nós anestesiados e praticantes da mentira e as aceitamos elegendo mentirosos para nos representar politicamente. Nunca se mente tanto em véspera de eleições e no horário eleitoral gratuito da tv.
O oitavo mandamento, reza “Não levantarás falso testemunho”, outrora esculpido em pedra, hoje no lixo. Parece que ninguém vive sem mentir. O Papa Paulo IV que viveu de 1476 a 1559, reconheceu como é humano violar o oitavo mandamento dizendo “O mundo deseja ser iludido, pois que o seja, então”.
Pesquisadores sobre a mentira confirmam e vão além, “por trás de cada mentira esconde-se processos complexos, sem os quais talvez a convivência humana não fosse possível”. Então, a verdade ou mentira, é que os políticos são campeões e diariamente mentem com transparência e convencendo a muitos.
A mídia diariamente mente com anúncios mirabolantes e mágicas de medicamentos que vendem saúde e milagres que prometem corpos esbeltos estimulando o uso do álcool e cigarro. Uma propaganda enganosa sugerindo prazer, prestígio, beleza, quando na verdade são causadores de doenças.
As telenovelas, como mentem, e o pior, promovem os contra valores, promiscuidade, ambição, desarmonia familiar, violência, como este famigerado “Big Brother”, uma casa do mal, incrivelmente com alto índice de audiência através de telespectadores que condenam a mentira. Os religiosos mentem vendendo milagres em dia e hora marcados.
A autoridade maior do Brasil e seus antecessores, Presidentes da República mentiram sempre, e a atual, de viva voz, mentiu na campanha política. Nós até comemoramos o Dia Internacional da mentira, 1º de abril de todos os anos.
Poderíamos estender, como há produções literárias e médicas em vasta quantidade, este tema que apresentamos neste artigo para uma meditação sobre os tempos em que vivemos e o ser humano que dele faz parte.
Concluo buscando o livro de Roberto Feldman intitulado “Quem é o Mentiroso de sua vida? Por que as pessoas e como isso reflete o nosso dia a dia”. O autor diz que recorrer aos desvios da verdade, além de ser quase uma questão cultural, é um recurso de sobrevivência social. Lamentavelmente as mentiras são aprendidas em casa pelas crianças, desde cedo com os próprios pais.
Então, é verdade ou mentira, que ninguém vive sem mentir?

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Um avanço na luta contra o bullying


O reforço contra quaisquer atitudes discriminatórias é sempre bem-vindo. Por isso, é de se celebrar que escolas, clubes e agremiações recreativas em todo o país precisem desenvolver medidas de conscientização, prevenção e combate ao bullying.
A lei que institui o chamado Programa de Combate à Intimidação Sistemática foi sancionada em novembro passado, começou a valer nesta semana e prevê a realização de campanhas educativas, além de orientação e assistência psicológica, social e jurídica às vítimas e aos agressores.
O texto estabelece que os objetivos propostos pelo programa poderão ser usados para fundamentar ações do Ministério da Educação, das secretarias estaduais e municipais de educação e também de outros órgãos aos quais a matéria diz respeito.
 Entre as ações previstas está a capacitação de docentes e equipes pedagógicas para a implementação das ações de discussão, prevenção, orientação e solução do problema.
Ainda de acordo com a legislação, a punição aos agressores, em casos de bullying, deve ser evitada, tanto quanto possível, “privilegiando mecanismos e instrumentos alternativos que promovam a efetiva responsabilização e a mudança de comportamento hostil”.
O texto caracteriza o bullying como todo ato de violência física ou psicológica, intencional e repetitiva, que ocorre sem motivação evidente, praticado por indivíduo ou grupo, contra uma ou mais pessoas, com o objetivo de intimidá-la ou agredi-la, causando dor e angústia à vítima em uma relação de desequilíbrio de poder entre as partes envolvidas.
A previsão é que sejam produzidos e publicados relatórios bimestrais das ocorrências de bullying nos estados e municípios para o planejamento das ações.
Segundo a lei, os entes federados poderão firmar convênios e estabelecer parcerias para a implementação e a correta execução dos objetivos e diretrizes do programa.

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Mito derretendo


Os defeitos pessoais e as limitações humanas dos homens públicos, inevitáveis e recorrentes como as chuvas de verão, não matavam a política. Hoje, no entanto, assistimos ao advento da pornopolítica e ao avanço de um inclemente deserto de liderança. A vida pública, com raras e contadas exceções, transformou-se num espaço mafioso, numa avenida transitada por governantes corruptos, políticos cínicos e gangues especializadas no assalto ao dinheiro público.
Não bastasse tudo isso, e não é pouco, o Brasil foi tomado por um grupo disposto a impor à sociedade um modelo ideológico autoritário de matriz marxista: o bolivarianismo. Optaram, esperta e pragmaticamente, pelo atalho gramsciano: o populismo democrático.
De acordo com a constatação insuspeita de Frei Betto, nas favelas que se multiplicam por todo o País se encontram hoje barracos devidamente equipados com geladeira, eletrodomésticos, televisores moderníssimos, às vezes até mesmo carros populares e outros objetos de consumo, mas quando saem porta afora as pessoas não encontram escolas, postos de saúde e hospitais decentes, transporte público eficiente e barato, segurança adequada, enfim, os bens sociais que são muito mais essenciais a um padrão de vida digno do que os bens de consumo que lhes oferecem a ilusória sensação de prosperidade.

O bolivarianismo tupiniquim, estrategicamente implantado por Lula, rendeu bons resultados aos seus líderes: muito poder e muito dinheiro. Não contaram, no entanto, com três fatores complicadores: a força inescapável da realidade econômica, o papel da liberdade de imprensa e a independência das instituições.
A política econômica populista, que, como hoje se constata, não tinha possibilidade de se sustentar, provocou a catastrófica crise que maltrata o Brasil, reduziu a pó o capital político do PT e transformou Lula num náufrago que se agarra à miragem de sua candidatura em 2018.
Não vai funcionar. Lula é um manipulador, mas tudo tem limites. Esgotou-se sua capacidade de enrolar. A imagem produzida de herói do povo brasileiro desabou pela força dos fatos no despenhadeiro da decepção.
As recentes notas do Instituto Lula a respeito dos imbróglios imobiliários do ex-presidente, carregadas de flagrantes incoerências, só reforçam as suspeitas contra Lula e a sua promiscuidade com empresários corruptos. A população está revoltada. Sente a mordida da traição populista: corrupção assombrosa, desemprego, inflação, saúde que definha nos corredores da morte do SUS. Recente pesquisa do Instituto Ipsos confirma a percepção.

Na avaliação do presidente do Instituto, Cliff Young, a pesquisa demonstra que o PT deixou de ser considerado o partido dos pobres para se transformar na legenda dos corruptos: 71% dos entrevistados consideram o partido de Lula o mais corrupto entre todos. De tal modo que a preferência popular pelo PT, que era de 28% em 2002, ano em que Lula foi eleito presidente pela primeira vez, caiu para 6%, depois de o partido ter permanecido 13 anos no poder. O mito está derretendo.
A liberdade de imprensa, tão execrada pelos caciques bolivarianos, está cumprindo sua missão. O jornalismo, sem as mordaças que alguns defendem e livre de quaisquer tentativas de cooptação, tem um papel decisivo no processo de recuperação do Brasil. Denunciar a corrupção é um dever irrenunciável. Lula manifesta crescente irritação com o trabalho da imprensa independente. Seus sucessivos e raivosos ataques à mídia, balanceados com declarações formais de adesão à democracia, não conseguem mais esconder seus dragões interiores. Lula está desesperado com o avanço da Lava Jato.

O panorama de ampla, geral e irrestrita bandalheira escancarado pela divulgação diária de novas e escandalosas pilhagens, acordos e chantagens coloca o Brasil diante do risco da banalização da safadeza que pode matar a indignação, destruir a esperança e gerar um indesejável fatalismo. É isso, caro leitor, que a bandidagem quer. Mas é isso que você, brasileiro honrado, não pode aceitar.

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sexta-feira, 12 de fevereiro de 2016

Pátria deseducadora


A educação caminha na direção contrária ao que propaga o marketing oficial do governo

O fato de o Brasil, ultrapassado pelo Sri Lanka, ter perdido mais uma posição no ranking do Índice de Desenvolvimento Humano (IDH), que acaba de ser divulgado, posicionando-se em 75º lugar dentre 188 países, está diretamente relacionado à precariedade do ensino. A educação é um dos três indicadores que compõem esse indicador das Nações Unidas, ao lado da saúde e da renda.
A boa escolaridade, contudo, é decisiva para os dois outros requisitos. Afinal, pessoas com boa formação técnico-acadêmica ganham mais, geram mais renda e são mais instruídas quanto aos cuidados com a saúde. Assim, não é sem motivo que o ensino público de qualidade seja considerado a grande base do desenvolvimento.
Por isso, é lamentável observar que estamos caminhando na direção contrária do que apregoa o marketing oficial do governo. Na verdade, somos a Pátria Deseducadora, pois continuamos negligenciando o ensino público, de péssima qualidade, e ainda se passam maus exemplos de cidadania e urbanidade aos nossos jovens, que assistem diariamente aos espetáculos grotescos da corrupção, da incompetência, do oportunismo político e dos “barracos” entre parlamentares e autoridades, reproduzidos na mídia de todo o mundo, para o nosso constrangimento.
Um dos exemplos de nossa “deseducação” está em estudo da Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), no qual o Brasil aparece em terceiro lugar dentre as nações que, proporcionalmente, mais destinam recursos à educação. Seria ótimo não fosse a péssima qualidade da escola pública.
 Pode-se depreender que o dinheiro está sendo mal aplicado, pois 17,2% dos gastos públicos brasileiros são direcionados ao setor, informa o relatório, intitulado Education at a Glance 2015.
No entanto, essa conta não fecha. Vejamos: nosso Magistério, numa absurda distorção, é mal pago (um professor em início de carreira no Brasil ganha cerca de 12 mil dólares por ano, menos da metade da remuneração inicial dos docentes de países da OCDE); as escolas, com raras exceções, estão mal cuidadas; este ano, cortaram-se e se reduziram os programas federais, estaduais e municipais de compras de livros para os alunos; as universidades públicas estão vivendo graves crises orçamentárias; o governo paulista queria fechar quase cem escolas;  e o Brasil, segundo o estudo,  gasta, por ano, 3.441 dólares para cada estudante matriculado na rede pública do ensino básico até o superior, ante média da OCDE de 9.317 dólares.
Assim, cabe perguntar: o que está sendo feito com a terceira maior verba mundial do ensino proporcional à arrecadação? Com um detalhe: temos uma das maiores cargas tributárias do Planeta! Tais impostos, aliás, contribuem muito para outro indicador que conspira contra a escolaridade: os materiais escolares têm em média, alíquotas de tributos superiores a 40%, o que onera muito o seu preço.
 A quem o País está educando? A quem se pensa que se está enganando?
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quinta-feira, 11 de fevereiro de 2016

Idoso: o mais ilustre cidadão "desconhecido" do País



O Brasil, aparentemente, assustado pelos seus estarem com mais tempo duradouro de vida, precisará urgentemente se preparar para o envelhecimento da população brasileira. Aliás, passou-se o tempo em que o “velho” ocupava o lugar de figura mais importante no meio familiar e da comunidade.
Profissionais da Psicologia e do Serviço Social lutaram constantemente junto às demais categorias, para que a lei de n º 10.741/2003 fosse aprovada e entrasse, de fato, em rigor no País. Porém, sociólogos destacam que se o Brasil precisou de um “Estatuto do Idoso”, é sinal de que algo não está muito bem...
O direito à saúde, educação, cultura, esporte, lazer, trabalho, previdência social, etc, expostos no Estatuto do Idoso, por vezes, não é cumprido, além de inúmeros cidadãos brasileiros acusarem o idoso de “privilegiado” e não concordarem que estes tenham tais direitos.
Famílias se encontram desequilibradas diante do barulho ensurdecedor da cidade, falta o diálogo, o respeito e a comunicação. Cada vez aumentam os índices de abandono, estelionato, agressão física e psicológica à terceira idade e, por vezes, abuso sexual.
As prefeituras buscam através do Cras (Centro de Referência da Assistência Social) cumprir seu papel com grupos para idosos e atividades cotidianas de lazer e conscientização, já com o Creas (Centro de Referência Especializado de Assistência Social) atua diariamente com denúncias de maus tratos e etc., a esta população de média e alta complexidade; o que ainda não parece ser suficiente.
Existe, por vezes, certa problemática com clínicas especializadas para o tratamento com o idoso, casas de repouso, hoje, chamados de asilos ou Ilpi (Instituição de Longa Permanência para Idosos), visto que essas nem sempre são sinônimo de bons tratos e locais adequados, que garantam que os idosos possam viver com dignidade, com muitos desses locais sendo fechados e interditados pela Promotoria de Justiça.
O “velho” precisa se sentir “gente” em meio a esta sociedade que nunca dispõe de tempo para se sensibilizar com este grupo. O Estatuto do Idoso precisa ser compreendido como fruto de um processo de direitos sociais e não uma dádiva.

Marcel Amaral.

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A sociedade, o Estado e as famílias na criação de deformados de caráter


A relação entre pais e filhos tem mudado em muitos aspectos

Muito se tem discutido nos últimos anos sobre as relações humanas, sobre as relações dos citadinos, das pessoas com outras da mesma categoria, com instituições públicas ou privadas e com o Estado (organização político-administração de um povo). Não se esquecendo também uma criação (não exclusiva do Brasil), a que se chama de cidadão. Como aqui nomeado, o que é cidadão?  É aquele indivíduo, no gozo ou usufruto de direitos civis e políticos.
Isto falando de Brasil. Deveria ser uma constante também, para esse dito cidadão, a consciência de obediência às normas e leis dessa nação de que ele, cidadão(ã) faz parte. O que se constata , entretanto, ser esse comportamento não uma regra.
Quando se fala em cidadão, lembra-me a cidade de Roma, na época de seu esplendor, antes da ruína do império Romano. O termo cidadão foi criado no auge da instituição política daquele povo. Receber o título de cidadão romano era uma credencial honorifica de alta distinção. Era um passaporte de trânsito para o mundo.
Quanta decadência e depreciação nessa categoria de pessoas. Repita-se em termos de Brasil.  Para a Constituição  e Legislação brasileira (código civil) cidadão(ã) é todo aquele  que porta um RG, título de eleitor e CPF, nada mais é exigido. Até presidiário (de cadeias), com tornozeleira eletrônica ou domiciliar são considerados cidadãos. Antes do trânsito em julgado, eles têm direito a tudo; até votar e escolher nossos representantes do poder executivo e legislativo. São fatos e verdades exclusivas do Brasil; igual a Jabuticaba, mensalão e petrolão. Só vingam em nossas terras.
Não muito diferente se tornaram as relações do indivíduo. E aqui começamos pelas  crianças e jovens no ambiente das famílias e com toda forma de instituições pedagógicas. Escolas de maneira exemplar. A escola era uma etapa tão importante na formação do indivíduo que o sonho de muitas famílias era deixar o adolescente no colégio em regime de internato.
Deveria estar com a mesma importância nos dias desta crônica.   Alguns internatos se notabilizaram nessa tão nobre missão pedagógica que foram objeto de filmes e livros. Cito um como exemplo, o Ateneu de Raul Pompéia. Penso eu que o primeiro grupo social e instituição determinante, preponderante e capital na constituição, na  formação, na conduta e no caráter da pessoa humana seja a família. Com algumas exceções, nós somos o corolário, o produto, a arte final de nossa família.
Cada um é uma extensão da educação recebida dos pais. Isto, bem entendido, em todos os atributos que iremos levar para sempre em nossas vidas. Dos mais simples gestos e atitudes como educação alimentar, higiene, disciplina e organização com nossos pertences e objetos pessoais e domésticos, até com nossos sentimentos de afeto, generosidade, honestidade e senso de civilidade com as pessoas, com as instituições públicas ou privadas e com o meio ambiente.
O segundo grupo social com o qual o ser humano estabelece um vínculo de grande significado se chama escola. Tal contato e convivência ganha relevo e influência não só na formação de conhecimentos técnico-científicos, mas no perfil e qualificação civil (de civilidade), moral e ética do indivíduo, nomeado pela constituição como cidadão.
Pergunta-se – ao que assistimos hoje, na era da internet e das tecnologias massivas da informática? Todos assistimos ao também maciço apodrecimento dos valores cívicos  e formação moral e ética  de nossas crianças e jovens. Obrigações e exigências estas, não dos estabelecimentos de ensino; mas de forma criteriosa, severa e continuada das famílias. Todos andam distraídos pelos apelos e engodos da modernidade, do consumismo, aos prazeres fúteis e frívolos da vida.
As relações pais/filhos nestes tempos de tanta tecnologia têm se resvalado para a absoluta tolerância, leniência e ausência de qualquer limite. Sejam esses limites nas atitudes as mais comezinhas no ambiente doméstico, no tratamento com os membros parentais, com os idosos,  nos espaços públicos ou privados.
O Brasil chegou a um descalabro tão aviltante nas relações humanas que se criou por exemplo o instituto da prisão domiciliar e da tornozeleira eletrônica. Além das instâncias judiciais(1ª, 2ª, 3ª) , até prescrição dos crimes ou indulto de Natal. Na deseducação das crianças e jovens o Estado (Legislativo) também deu a sua contribuição. 
Foram criados a estatuto da criança e adolescente (ECA) e a lei da palmada. Através dessas leis, as crianças e jovens podem denunciar os pais por algum corretivo infracional. Se era para esculhambar, o ECA ,  a Lei da Palmada e Grupos de Direitos Humanos deram essa contribuição, vieram para piorar o que estava ruim. Conseguiram. Menores de 18 anos não são presos, mas apreendidos. Não vão para penitenciárias, mas para as “casas”, escolas de crime. Alunos “reprovados” não podem repetir a mesma série.
Passam de ano sem saber nada. Filhos rebeldes e birrentos não podem receber nenhum corretivo, palmadas ou castigos. Os pais podem ser processados. Estes são os cidadãos que estamos criando  para o mundo futuro.
Enfim, pelo cheiro da brilhantina, pela leniência e omissão das famílias, pela distração crescente dos pais, especialmente aqueles entretidos juntos aos filhos em seus smartphones, em suas redes sociais, por tudo isso e também corroborado pelo Estado,estamos cada vez mais criando monstrinhos e deformados de caráter e de cidadania (cidadania, termo em moda e criado pelo próprio estado e grupos de Direitos Humanos) em nossa sociedade.
O mundo futuro que vamos deixar, igual ou pior o de agora, vai depender dos filhos melhores ou piores que vamos deixar para esse mundo.
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Prefeitos não são deste mundo!


Seres quase que mitológicos, meio homens e meio deuses

Tem prefeito que compra triplex, fazenda fechada e empanturrada de gado; ilha e terras no nordeste; tem deles que compram casas de praia; apartamento na Vieira Souto; loft na Paulista e cobertura na Praia de Boa Viagem.
Os prefeitos… Ahhhhh… Os prefeitos… Seres quase que mitológicos, meio homens e meio deuses; se empavonam; se embelezam; se retocam; se maquiam e; são adorados.
Desafiam a lei; a lei da matemática; da contabilidade; da física e; até da gravidade. Financiam festas, enterros, lutos e celebrações; estão em todos os lugares. No perto e no longe; aqui, ali, acolá… Lá onde o povo está e onde o povo jamais estará.
Tal qual um cristo moderno faz seu soldo virar mil em menos de um ano; multiplica e multiplica o que é seu e o que não é seu e daí… De morador de bairro popular passa a viver, como que em passe de mágicas, em condomínios suntuosos e cinematográficos.
Prefeitos posam para fotos, vídeos e imagens; posam para o baile de formatura. para a colação de grau e para os festejos de Nossa Senhora. Eles, os prefeitos, posam… E como posam.
Conheço um que se apossou de parte da cidade, portanto de parte do Estado, do país e mesmo do mundo. Alguém com tais poderes, de fato, deve ser motivo de muita adoração.
Negocia o que não lhe pertence, se apropria do que não é seu e; delibera sobre questões alheias como se suas fossem e, em nome de frouxo e invertido conceito de democracia sempre opera em favor das minorias abastadas da cidade.
Não consigo entender as razões da mídia perseguir Lula por conta de um apartamento não comprado, portanto, não adquirido e não apropriado enquanto governadores e prefeitos os tem em profusão e os “média” nada dizem a respeito.
Não entendo!
Prefeitos não são deste mundo e querem saber, o importante é “dançar conforme a música” porque “quem não puxa o saco puxa a carroça” e “pouca farinha, meu pirão primeiro” e daí “o mundo é dos espertos” para enfim, o Brasil seguir de ponta-cabeça segundo o “bom” juízo de quem “tão bem” nos governa.
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quarta-feira, 10 de fevereiro de 2016

Brasil é um dos últimos colocados em ranking de matemática


Conhecimento básico de matemática no Brasil avança, mas segue tendo má colocação em ranking. Número de alunos que não sabiam operações básicas de adição caiu 18%

O Brasil é um dos países que mais reduziram o número de alunos sem conhecimentos básicos de matemática. Mas ainda é um dos últimos colocados em um ranking de competências nessa disciplina, aponta estudo da OCDE (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico) publicado nesta quarta-feira (10).
O número de alunos brasileiros na faixa de 15 anos que estava abaixo do nível de conhecimentos básicos em matemática caiu 18% entre 2003 e 2012 (último dado disponível).
O estudo, intitulado Alunos de baixo desempenho: por que ficam para trás e como ajudá-los?, considera que, para chegar ao primeiro nível, os alunos têm de saber mostrar competências básicas como uma operação de adição.
O documento divulgado nesta quarta-feira (10) faz uma nova análise das séries de dados do último estudo PISA (Programa Internacional de Avaliação de Alunos) da OCDE, publicado no final de 2013, com dados de 2012.
Mau desempenho
Apesar da melhora em relação aos conhecimentos básicos, os alunos brasileiros ficaram apenas no 58° lugar em matemática entre os 65 países e territórios analisados no último estudo PISA. Com essa classificação, o Brasil se situa abaixo da Albânia e da Costa Rica.
O Brasil totalizou 391 pontos em matemática, de acordo com o PISA. A média dos países da OCDE é de 494 pontos.
A organização considera que os alunos que ficam abaixo do nível 2 (entre os seis existentes, que evoluem de acordo com o grau de dificuldade das perguntas) nas disciplinas analisadas (matemática, leitura e ciências) terão dificuldades na escola e, mais tarde, no mercado de trabalho, e poderão não ascender socialmente.
Segundo o PISA, 67,1% dos alunos brasileiros com 15 e 16 anos (faixa etária analisada no estudo) estão abaixo do nível 2 em matemática, com baixa performance na disciplina.
Apenas 0,8% dos alunos brasileiros atingiram os níveis 5 e 6 na disciplina, que exigem análises complexas. Em Xangai, na China, primeiro do ranking em matemática, mais da metade dos estudantes (55,4%) integram os níveis 5 e 6, de alta performance.
A OCDE destaca, no entanto, que o Brasil registrou uma das maiores taxas de crescimento no total de pontos em matemática entre 2003 a 2012, passando de 356 a 391 pontos no período.
Mais alunos desfavorecidos
O que explica o fato de o Brasil ainda se manter entre os últimos no ranking de matemática (e também de leitura e de ciências do PISA) é o número maior de alunos, principalmente desfavorecidos e de zonas rurais, que passaram a integrar o sistema educacional, disse à BBC Brasil Sophie Vayssettes, analista de educação da OCDE.
A taxa de escolarização no Brasil passou de 65% em 2003 para 78% em 2012, ressalta Vayssettes.
Programas como o Bolsa Família permitiram maior acesso à educação, diz ela, acrescentando que os novos alunos, desfavorecidos socialmente, “acumulam desvantagens” e geralmente apresentam atrasos de aprendizado em relação aos demais.
“Se a base de comparação no Brasil tivesse se mantido a mesma, se não fossem incluídos os alunos novos que tinham passado anos fora da escola, a pontuação obtida nos testes do PISA seria bem mais alta. Chegamos a fazer uma simulação sobre isso”, afirma.
Entre os fatores que permitiram a redução do número de alunos brasileiros sem conhecimentos básicos em matemática, a especialista cita melhorias na formação dos professores, que também passaram a ter incentivos como aumentos salariais e planos de carreira.
Maiores investimentos em educação, que hoje representam 6,1% do PIB brasileiro, a mesma média dos países da OCDE, e também melhoria na qualidade do material pedagógico são outros fatores apontados pela especialista.
Também houve o acréscimo de um ano letivo no antigo sistema primário e o secundário se tornou obrigatório (segundo segmento do ensino fundamental).
“Há uma dinâmica positiva no Brasil em relação à educação”, diz a analista.
Os gastos por aluno com idade entre 6 e 15 anos no Brasil, de US$ 26,7 mil (cerca de R$ 103,8 mil) ainda representam, no entanto, apenas pouco mais da metade do montante considerado adequado pela OCDE, que é de US$ 50 mil.
“O Brasil precisa aumentar os gastos por aluno”, diz a especialista, acrescentando que é preciso também dar mais recursos para escolas com estudantes desfavorecidos e melhorar o ensino pré-escolar no país.
O Brasil também possui uma das mais altas taxas de repetência entre os 65 países que integram o PISA. Mais de um terço dos alunos com 15 anos (36%) já repetiu de ano pelo menos uma vez.
“A repetência é um fator de abandono dos estudos e de perda da confiança. É preciso criar pedagogias diferentes para motivar os alunos”, afirma Vayssettes.
Da BBC.
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