quarta-feira, 26 de fevereiro de 2025

Essência da adolescência

Todos nós que passamos dos 18, alguns a pouco tempo, e outros já muito tempo, fomos adolescentes. Ainda na infância, grande parte de nós vivemos ainda num mundo virtual, muitas vezes de ilusão, vivemos na ignorância, onde nossos pais acreditam que isto tudo é para nossa proteção, ou seja, praticamente uma benção.

Aos poucos vamos nos libertando destas amarras, nos dias atuais muito mais cedo, afinal ao mesmo tempo que os pais acreditam que estão protegendo, ao liberarem celulares, televisão, computadores para as crianças aos poucos aviva a curiosidade dos jovens para os diversos temas, e quanto mais proibido melhor e aos poucos a infância vai sendo substituída pela adolescência muito mais cedo, crianças se tornam adultas cada dia mais rápido na mesma velocidade de um 5G ou alguns Gigas de velocidade.

Quando entram na fase da adolescência, além dos conhecimentos teóricos, dos hormônios em ebulição, das “amizades” nem sempre tão amigas grande parte destes adolescentes gostam de serem rebeldes, aos poucos vão desenvolvendo uma personalidade especifica, “gosta” de pensar diferente para o bem e para o mal, quer desenvolver um estilo único, mesmo convivendo em “tribos” e de certa forma acreditam na liberdade, que podem fazer o que quiserem, até que chega o momento da triste realidade.

A grande maioria, além de estudar precisa trabalhar, e na maioria das vezes “arruma” um serviço em algum escritório, e tem de se adaptar, mudar o estilo de roupa, cortar o cabelo, passa a conviver com pessoas diferentes, que pensam diferentes e mais uma vez tem de se adaptar e até a família começa a acreditar que o jovem tomou “jeito”.

Então, quem sabe, vai se relacionar com alguém que também pensa diferente, e mais uma vez tem de adaptar de novo, tem de ceder muitas vezes e o pior de tudo, vai aprender que a vida é feita de boletos.

E eu sei, esta é a realidade, mais infelizmente a maioria dos adolescentes que estão transitando para a idade adulta ainda não tem total ciência, mesmo os jovens atuais com a toda a evolução atual, ainda sofrem bastante. Não querem perder a “identidade” forjada na adolescência e acabam sofrendo por isso.

Vivemos dentro de um mundo de convenções e não adianta se rebelar, poucos vão segui-lo (a), mesmo a contragosto, a aceitação ainda é a melhor escolha, mesmo que isso leve a muitos adultos frustrados num futuro não muito distante.

Joselito Bortolotto.

 

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