segunda-feira, 27 de julho de 2009

Afinal , como uma pessoa vira santa ?

1º Passo

A primeira exigência é examinar, detalhadamente, a vida e missão da pessoa. Começa na diocese que a pessoa realizou sua principal atividade evangelizadora. São reunidos seus escritos e documentos sobre sua vida e testemunhos de pessoas que conviveram com ela ou que ouviram falar nela ou receberam graça pela sua intercessão.

Este Processo Ordinário Informativo é enviado a sagrada Congregação para as Causas dos Santos, no Vaticano em Roma, por meio do Postulador, que é uma espécie de advogado, que assume acompanhar a causa dessa pessoa junto ao Vaticano. Lá, passa por três comissões (Histórica, com Consultores Teólogos e da Congregação de Cardeais e Bispos, nomeados por isso).

Nesta primeira fase, uma exigência essencial é comprovar que a pessoa viveu, em grau heróico, as virtudes da fé, esperança, caridade, prudência, justiça, temperança e fortaleza. Aprovado por estas comissões, segue para o Papa, que edita o decreto reconhecendo a heroicidade das virtudes, recebendo mo titulo de Venerável.

2° Passo

Apresentar o suposto milagre ocorrido por intercessão da Venerável. Pra isso a igreja exige provas científicas : exames, radiografias, parecer dos médicos e testemunhos de pessoas que compravam o suposto milagre. A maioria dos supostos milagres são curas de alguma enfermidade.

A cura deve ser instantânea, perfeita e duradoura e não explicável cientificamente.

Com o parecer dos médicos, testemunhos de pessoas, o processo é enviado a Roma, onde será examinado, detalhadamente por uma comissão de médicos nomeados pelo Vaticano, de cujo parecer depende a aprovação do milagre.

3° Passo

Reconhecido o milagre pela Comissão dos Médicos para a Comissão dos Teólogos e pela Sagrada Congregação de Cardeais e Bispos, nomeados para isso, o Papa emite o Decreto para a Beatificação dessa pessoa. Um beato pode ser objeto de culto público em locais determinados.

4° Passo

A fase seguinte é a demonstração de mais um milagre realizado após a beatificação. O processo obedece ás exigências dos passos anteriores. Após ser aprovado pelas diferentes comissões, o Papa edita o decreto de canonização. Com a cerimônia da canonização, a pessoa declara Santa, pode ser venerada em toda a igreja.

sábado, 25 de julho de 2009

É possível viver sem plástico?



Você já imaginou viver no mundo de hoje sem o plástico? Pare e observe atentamente ao seu redor, com certeza, algum material próximo será de plástico. Agora, imagine se a matéria-prima dessa peça fosse substituída por outro material em pleno século 21. Um pen drive de alumínio? Uma seringa de metal?

Nos dias de hoje, é impossível pensar no bem-estar da população sem os benefícios gerados pela indústria plástica e seus progressos tecnológicos. O plástico é indispensável na infraestrutura atual e do futuro, em tubulações e canalizações, assim como nos meios de transporte, tornando trens, carros, aviões mais leves e, portanto, mais econômicos. Isso sem falar na biomedicina, em que temos seringas, implantes e próteses e até um coração artificial de plástico, que mantém o paciente vivo até receber um novo órgão.

O consumo per capita do material vem registrando taxas de crescimento superiores às do produto interno bruto. Pelas projeções, até 2010, o consumo anual por habitante, no mundo, será de 33 quilos, com crescimento de 10% em relação a 2007, quando era de 30 quilos. Ou seja, trata-se de uma indústria que gera 226 mil empregos diretos no Brasil e gera receitas importantes, que, somente em 2008, representaram cerca de R$ 45 milhões.

Esse aumento no volume de transformação de resinas plásticas tem tornado os produtos do setor cada vez mais visíveis e, inclusive, criticados. Sob essa ótica, o plástico tem sido alvo de conceitos equivocados por não ser biodegradável, quando na verdade é inerte e atóxico. Ou seja, o que está errado não é a utilização do plástico, mas sim, o seu descarte inadequado no meio ambiente.

É preciso uma mudança cultural, que mostre às pessoas que o plástico é uma matéria-prima nobre via reciclagem - é o único material 100% reaproveitável. Para desmistificar essa imagem do plástico como vilão e incentivar o descarte correto do material, o Sinplast, em parceria com o Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia Sul-Rio-Grandense, campus Sapucaia do Sul, apresenta o projeto Sustenplast RS - plástico inteligente. A iniciativa está baseada em três pilares: a utilidade do plástico, seu descarte adequado e a reciclabilidade. Trata-se de uma proposta ousada, que pretende modificar a percepção da opinião pública sobre o plástico. E o primeiro passo está no descarte correto, que além de contribuir com a preservação do meio ambiente, colaborará em muito com a geração de emprego e renda no país.

Júlio Roedel - plástico com inteligência.

sexta-feira, 24 de julho de 2009

Humanidade e pobreza

"Os diferentes aí estão: enfermos, paralíticos, machucados, engordados, magros demais, cegos, inteligentes em excesso, bons demais para aquele cargo, excepcionais, narigudos, barrigudos, joelhudos, de pé grande, de roupas erradas, cheio de espinhas, de mumunha, de malícia ou de baba. Aí estão, doendo e doendo, mas procurando ser, conseguindo ser, sendo muito mais." (Artur da Távola)

Escrever e pensar a partir dos pobres não gera status social, nem dividendos econômicos. Lutar com eles e por eles gera reações raivosas e incomoda aqueles que desejam manter privilégios. Aqueles que lutam com e pelos pobres sabem que estes precisam ser defendidos não porque sejam bons ou maus, mas porque são vítimas de um sistema econômico e político de exclusão, que não gera oportunidades em igualdade de condições para todos. Para quem ainda duvida disto, eis o que foi anunciado pela ONU: "90 milhões de pessoas devem cair em condição de pobreza extrema até o fim deste ano no mundo por causa da crise econômica mundial."

Difícil crer que as pessoas pobres e excluídas não sejam vítimas; autores é que não os são; não escolheram viver na indignidade. Vítimas necessitam de defesa, ajuda e amparo, para que se lhes resgate a condição de dignidade. Dignidade confunde-se com liberdade, na busca que cada ser humano faz para constituir-se gente. Como disse Cecília Meirelles, "liberdade é uma palavra que o sonho humano alimenta e não há ninguém que não a busque e ninguém que não a entenda."

Muitos perderam a noção de pertença à humanidade e não cultivam mais valores solidários. São moldados pela ideologia dominante que sugere que "a cada um é concedido conforme o seu empenho, o seu esforço, o seu talento." Logo, a conclusão de que pobres são pobres porque assim o desejam. Ou que a condição de pobreza é resultado da falta de esforços e de vontade de cada um e cada uma. Outros desejam "enquadrar" os excluídos a partir de dados e estudos estatísticos, supondo que todos respondem do mesmo modo, mesmo nas diferentes adversidades e peculiaridades de vida de cada um.

A inclusão dos pobres na sociedade não é nada natural. Inclusão pressupõe reconhecimento recíproco da nossa condição de seres humanos, com necessidades básicas para viver bem. Exige também reconhecer-nos todos capazes de fazer nossas escolhas e desenvolver nossas habilidades e potencialidades. Supõe também dividir a riqueza e a renda, que resulta do trabalho e da tecnologia produzidos por todos. Significa construir oportunidades em igualdade de condições para todos, indistintamente.

Somamo-nos à Cláudio Brito, quando escreve interinamente na coluna de Paulo Santana do Zero Hora, dia 10 de julho de 2009: precisamos encontrar formas de organizar a cidadania e a solidariedade dos muitos que ainda se compadecem com o sofrimento alheio dos excluídos. Quem doa esmolas ainda acredita que vidas podem ser recuperadas e salvas.

Na democracia, deveríamos dar a todos o mesmo ponto de partida, pois o de chegada pode depender de cada um. "A verdadeira democracia não tolera a existência de excluídos," disse Herbert de Souza, o Betinho. Só a solidariedade, no seu sentido mais amplo e profundo, será capaz de salvaguardar nossa condição de humanidade. Se "nascemos livres e iguais em dignidade e direitos" como preconiza a Declaração Universal dos Direitos Humanos, temos obrigação de cooperar com os outros, em espírito de fraternidade. Assim, mais humanos nos tornaremos.

Nei Alberto Pies, professor e ativista em direitos humanos

quinta-feira, 23 de julho de 2009

Entenda como as pedaladas interferem no prazer sexual das mulheres

Entenda como as pedaladas interferem no prazer sexual das mulheres

Andar de bicicleta pode interferir na sensibilidade da região genital feminina

Os ciclistas estão cansados de ouvir que pedalar em excesso pode causar impotência sexual. Agora, porém, especialistas começam a questionar se as mulheres também podem apresentar qualquer perda de sensibilidade sexual relacionada ao ciclismo.

Recente pesquisa elaborada por especialistas de Nova York e de Ohio, publicada no The Journal of Sexual Medicine, avaliou a sensibilidade da genitália de mulheres ciclistas com o uso de um equipamento exclusivo de vibração, além de verificar o grau de satisfação sexual destas por meio de questionários.

A pesquisa apontou que a posição das atletas no selim da bicicleta como o principal motivo das alterações nervosas na região genital das mulheres. Só que essa tese não é aceita pela maioria dos profissionais da área médica. O professor de ginecologia endócrina e climatério da Escola Paulista de Medicina, Mauro Abi Haidar, por exemplo, não concorda com os resultados da pesquisa norte-americana. Na realidade, a sensibilidade em cada parte da genitália varia muito entre as mulheres. Talvez, se a atleta sofresse alguma lesão em determinado local, poderia perder a sensibilidade , acredita Mauro.

A líder do ranking nacional de mountain bike, que treina todos os dias da semana por várias horas seguidas, assegurou que o ciclismo é um fator estimulante e não inibidor do sexo. Não atrapalha. O esporte faz com que a atleta libere endorfina no corpo, o que dá uma sensação de prazer. É um estimulante sexual , disse.

Prova disso é que nenhuma das ciclistas que respondeu o questionário da pesquisa do The Journal of Sexual Medicine reclamou de alguma disfunção ou alegou insatisfação sexual.

Ciclismo e impotência sexual
Em 1997, uma pesquisa realizada em um clube de ciclismo de Boston, nos Estados Unidos, demonstrou que 4% dos homens tinham impotência sexual por praticar ciclismo. A explicação desse problema seria a longa permanência no selim da bicicleta, o que causa forte pressão sobre o períneo região do corpo situada entre o ânus e o osso púbico e danifica permanentemente a circulação sanguínea no pênis.

Coordenador da pesquisa, o professor de urologia e de ginecologia na Escola de Medicina da Universidade de Boston, Irwin Goldstein, ressaltou, no entanto, que apesar dos potenciais riscos, o ciclismo oferece imensos benefícios à saúde. Aproximadamente 131 milhões de norte-americanos pedalam porque é um esporte acessível, simples de aprender e que pode ser praticado indoor ou outdoor. Exercícios físicos regulares desenvolvem a saúde cardiovascular do indivíduo e reduzem a pressão sanguínea , afirmou Irwin.

A maioria dos homens pode tirar proveito da pedalada moderada sem se preocupar com problemas de impotência. Mas, antes de começar a praticar ciclismo, é importante ter uma bicicleta apropriada e, sobretudo, um selim confortável , finalizou Goldstein.

fonte: minha vida.