terça-feira, 11 de maio de 2021

O ego poderá destruir tudo que conquistou.

 

QUANDO VOCÊ PODE SER SEU MELHOR AMIGO E PIOR INIMIGO AO MESMO TEMPO.


Constantemente nos encontramos em situações de poder, seja na vida pessoal ou profissional, lidamos com momentos onde decisões precisam ser tomadas. Essas decisões podem ser das mais diversas possíveis: almoçar com o chefe ou o colega, colocar meu nome primeiro em um projeto ou respeitar a hierarquia, receber os elogios pelos outros ou direcioná-los ao grupo…

Apesar da sutileza de algumas dessas decisões, nós, ali, temos o poder de nos colocar em primeiro lugar ou colocar a coisa feita na prioridade. Para você, o que é mais importante: ser a pessoa reconhecida por algo ou suprimir sua autopromoção e focar totalmente suas energias em desenvolver um projeto grandioso.

Abrir espaço para os outros expressarem suas opiniões, habilidades e o próprio jeito, é um exercício seu com seu próprio ego. Você, ao lidar consigo mesmo, tem todo o poder de controlar sua ambição e direcioná-la para uma vertente positiva ou negativa.

Acredite, o ego pode ser seu melhor amigo ou o pior de todos os inimigos. O ego pode abrir seus olhos para as ameaças externas mas, ainda pior, pode te cegar para as ameaças internas: você mesmo. Conhece-te a ti mesmo e conhecerás melhor o mundo.

ADMINISTRADORES.COM

 

segunda-feira, 10 de maio de 2021

WhatsApp revela que vai limitar contas que não aceitarem novos termos.

 

Atualização da política de privacidade do app entrará em vigor no dia 15 de maio e as contas das pessoas que recusarem os termos não serão excluídas, mas terão ferramentas limitadas com o tempo.


Na última sexta-feira (7) o WhatsApp revelou em seu blog oficial o que vai acontecer com as contas das pessoas que não aceitarem a sua nova política de privacidade, que entrará em vigor no dia 15 de maio.

Segundo o comunicado, as contas dessas pessoas não serão excluídas, e o aplicativo vai continuar funcionando na data. Mas, caso o usuário tenha recusado as novas diretrizes, irão ver um lembrete com mais frequência.

aplicativo anunciou em fevereiro que o envio e leitura de mensagens ficariam restritos para aqueles que não concordassem com os novos termos até a data de vigência. No entanto, segundo o novo comunicado, o que ocorre na prática é que o WhatsApp dará mais tempo para as pessoas aceitarem a política.

“Após um período de várias semanas, o lembrete que as pessoas recebem se tornará persistente”, avisou o aplicativo.

Então após isso o envio e leitura de mensagens ficarão restritos para esses usuários que receberem o lembrete. Além disso, não será possível acessar mais a lista de conversas.

As pessoas que tiverem as notificações habilitadas ainda poderão tocar para ler ou responder as mensagens, além de atender chamadas de voz e de vídeo. Mas depois de algumas semanas de funcionalidade limitada, o usuário não poderá mais receber chamadas ou notificações e o WhatsApp irá parar de enviar mensagens e chamadas para o seu telefone.

No entanto, o tempo que essas restrições serão aplicadas não foi revelado por o aplicativo.

Nova política de privacidade

A nova política de privacidade do aplicativo prevê o compartilhamento de novos dados com o Facebook, que é dono do WhatsApp.

Segundo os novos termos, os dados gerados em interações com contas comerciais, como as de lojas que atendem pelo WhatsApp, poderão ser utilizados pelas empresas para direcionar anúncios no Facebook e no Instagram.

Esse novo texto indica coleta de informações que não estavam presentes na versão anterior do documento. Algumas delas são: carga da bateria, operadora de celular, força do sinal da operadora e identificadores do Facebook, Messenger e Instagram que permitem cruzar dados de um mesmo usuário nas três plataformas.

Apesar de indicar qual a utilidade dessa coleta, que serve para melhorias no serviço ou integração entre plataformas, os termos não detalham individualmente a finalidade dos dados armazenados.

A nova política de privacidade, vai continuar com a criptografia dos dados dos usuários comuns, no entanto, deixa de garantir a proteção da criptografia em conversas com contas comerciais.

*Com informações do G1.

sábado, 8 de maio de 2021

FELIZ DIA DAS MÃES!!!

 Mãe é mulher em forma de flor. Afinal, é ela que dá o melhor de si sem esperar nada em troca, é quem está ao nosso lado tanto nas vitórias quanto nas derrotas. Um ótimo domingo para todas as mães, avós, tias e outras figuras maternas que nos inspiram!



segunda-feira, 3 de maio de 2021

Mas o que é educação financeira?

Infelizmente, para muitos de nós, a nuvem da pandemia do coronavírus ainda paira sobre os pensamentos e as preocupações. Ouve-se falar diariamente sobre as finanças, a importância do controle e do planejamento do orçamento, seja dos negócios ou da vida pessoal. E isso exige, em primeiro lugar, educação financeira. Mas afinal? O que é educação financeira?

A educação financeira está relacionada à maneira como lidamos com o dinheiro em nosso cotidiano e, ainda, no quanto sabemos fazer isso. Essa educação está além do controle de gastos, pois inclui os controles orçamentários, seja familiar ou empresarial, inclui decisões de poupar e aplicar os valores em investimentos seguros e confiáveis.

Portanto, a educação financeira permite que se tenha uma saúde orçamentaria estável dentro de casa e também em relação aos negócios ou à empresa a que estamos vinculados. Por isso, defende-se que a educação financeira inicie já na fase escolar obrigatória, pois sua falta causa impacto na vida adulta, principalmente em relação aos hábitos de consumo e poupança.

Um bom ensino financeiro é capaz de proporcionar conhecimentos conceituais e capacidades referente aos assuntos que envolvem economia e orçamento e que são intrínsecos à rotina das pessoas. Por isso é importante que se saiba noções básicas de:

Orçamento: serve como um mapa que mostra como você deve gastar o que ganha e também um meio de planejar uma poupança. O orçamento padroniza nossos hábitos e isso pode se transformar em estabilidade financeira.

Poupança: poupar é uma prioridade para quem deseja alcançar a estabilidade financeira. Basicamente a poupança é aquele valor que deixamos de consumir hoje para utilizar no futuro. Esse período é determinado pela necessidade da compra do produto ou do serviço. É importante ressaltar que poupança, propriamente dito, não é um tipo de investimento, mas, sim, um lugar onde o seu dinheiro pode ficar até que tenha sido definido o que será feito com ele. De qualquer forma, poupar é o caminho correto para prover uma estabilidade financeira.

Taxa de juros: a melhor forma de remunerar o valor que estamos guardando é receber juros cada vez mais altos, por isso conhecer juros e inflação é essencial na educação financeira. Entender sobre taxas de juros é esclarecedor para os investimentos e, principalmente, para o consumo, pois quando utilizamos créditos bancários e financiamentos são pagas altas taxas de juros.

Crédito: quando se decide consumir além da renda ou tomar um valor emprestado, como é o caso dos financiamentos, é necessário recorrer aos créditos. Fazer dividas pode comprometer os recursos futuros e esse é o tipo de alerta que a pessoa que tem educação financeira sempre terá em mente. Pois crédito é também considerado reputação no mercado financeiro, ou seja, quanto menor a reputação, menor será o valor que o mercado de crédito irá disponibilizar para essa pessoa. Dessa forma, a tomada de empréstimos e financiamentos deve ser apenas em caso de necessidade ou quando há confiança em admitir uma dívida, sem que essa atitude comprometa o orçamento.

Impostos: os impostos também são importantes para a educação financeira, pois fazem parte das nossas decisões de consumo e estão incluídos em praticamente todos os tipos de investimentos. Ou seja, conhecer os tipos de impostos e compreender o porquê de eles existirem está relacionado com o quanto sabemos sobre finanças.

Depois de compreender a importância desses conceitos pode-se concluir que a educação financeira é a chave certa para abrir as portas das decisões corretas sobre consumo e todos os benefícios que uma vida econômica equilibrada proporciona para qualquer pessoa. Mas lembre-se de buscar auxílio profissional para aprender mais sobre esses assuntos.

Fonte: Priscila Battistella
Economista e consultora financeira

 

segunda-feira, 12 de abril de 2021

A Lei do retorno é Infalível


 

A Lei do Retorno é precisa. Não podemos fazer o mal esperando o bem. Tem quem acredite que sairá impune de qualquer ato negativo em relação às outras pessoas e ao mundo. E como tem! Caso contrário, não veríamos tantas barbaridades nos noticiários, no nosso trabalho, na vizinhança e até mesmo dentro de casa.

São pessoas que não conseguem enxergar um palmo a frente de seu umbigo maquiavélico para entender que há consequências para tudo que fazemos.

Assim como a bondade, a maldade também é uma semente que plantamos no universo, a qual, mais cedo ou mais tarde, encontrará a vibração certa para germinar e fazer florescer toda aquela energia que jogamos no mundo.

Pode ser como o bambu que leva anos para sair do solo ou como um pé de feijão que com apenas alguns dias já brota da terra trazendo as repercussões de um plantio anterior.

Uma ação de maldade é uma bolha de energia que assume um lugar no ar da existência e paira pela natureza levada pelos ventos do destino que, sob o ímã da lei da atração, retorna ao ponto de origem, às vezes, mais pesada, expandida e escura entrando em nosso organismo em uma natural inspiração dos pulmões.

Então, aloja-se na nossa alma como uma erva daninha que toma nossas alegrias, nossa positividade, agregando tormentos ao nosso dia a dia, dos quais somos incapazes de entender a origem e ligar àquela atitude equivocada que um dia tivemos no passado.

E, muitas vezes, a consequência do mal que jogamos no mundo pode ser visível aos olhos como o desafeto das pessoas, a falta de confiança, uma doença ou a solidão, sem falar no estresse diário da energia negativa que se instaura em qualquer caminho que desejamos percorrer na vida.

Então, tudo dá errado. O copo quebra, a comida queima, o carro estraga ou o trânsito nos atrasa. Perdemos o celular, a promoção no trabalho ou o emprego e pegamos uma gripe, uma alergia, a luz queima e nosso filme também.

Acreditamos que estamos vivendo um dia ruim, mas, na verdade, é a energia negativa em forma de nuvem escura ao redor da nossa cabeça estragando tudo que está a nossa volta.

É o momento de parar e refletir sobre nossos comportamentos e escolhas para tomar consciência de nossos equívocos. Pedir perdão às pessoas, a Deus, ao universo, conforme sua crença, e por tudo que de mau um dia fizemos.

Rezar por força e resiliência para nos tornarmos pessoas melhores, cada vez mais afastadas de atitudes contra os outros e de pensamentos negativos. Então, as flores ressecadas e opacas do jardim de nossa vida tornam-se coloridas e perfumadas.

A sorte volta para o nosso lado, assim como as pessoas do bem. Entramos de volta no trilho rumo à felicidade plantando e colhendo alegrias, ficamos disponíveis ao amor, ficamos mais generosos e iniciamos um ciclo de acontecimentos bons e resoluções de problemas, com a certeza de que plantando o mal, jamais se colherá o bem.

Afinal quem trata as pessoas mal, não pode esperar ser bem tratado. Se trai, não deve contar com o afeto de quem feriu. Se mente, que saiba conviver com a desconfiança. Se for egoísta, é preciso se preparar para a solidão. E se agir mal, terá o retorno em acontecimentos que entristecem a alma, naturalmente. Sem planos nem vinganças, apenas com correr do tempo no universo.

E essa questão não é sobre ser uma pessoa boa ou não, mas sobre ser humano e ter a consciência de fazer as escolhas certas. Por que como diz a célebre frase de Buda:

“É a própria mente do homem, não seu inimigo, que o seduz para o mau caminho.”

A vida é como uma conta no banco: quanto mais o bem praticarmos no mundo, mais nossa conta é positiva. Quanto mais maldades, mais ela é negativa. E o saldo final é o que levamos para a eternidade.

*Luciano Cazz

terça-feira, 6 de abril de 2021

Águia X Corvos e Urubus


 O presente artigo foi desenvolvido através pesquisas bibliográficas livros, revistas, documentários, fotos, vídeos em busca de informações no cotidiano, observações e experiências importantes nos acontecimentos que presenciamos vivendo e convivendo junto a natureza, instantes relevantes oferecidos em momentos único pelo ciclo natural da vida, onde devemos ter um olhar crítico e buscar entender e compreender: aprender algo que possa contribuir no desenvolvimento das pessoas na busca de sonhos e objetivos e identificar possíveis barreiras no caminho, que possa desviar seu foco rumo seu alvo.

A natureza nos apresenta experiências que podem contribuir de forma definitiva na vida dos seres humanos, história diz que: o único pássaro que consegue desviar o foco de uma águia no percurso rumo a seu alvo são os corvos, que durante o voo de uma águia pousa em suas costas e morte seu pescoço, desviando sua atenção e atrapalhando que atinja seu alvo tirando seu foco.

Más águias como sabemos é um pássaro de extremo senso de foco e determinação, conhecendo seu poder de força e resistência, cria uma estratégia: aumenta seu voo, voa alto sabendo que os corvos são menos resistentes, sentiram falta de ar e desistiram de atrapalhar, com isso a águia seguirá seu caminho rumo seu objetivo.

Caminhadas. Nos percursos da vida em nosso cotidiano, temos oportunidades de visualizar nos terrenos baldios das esquinas das ruas, falta do poder público atender melhor os seres humanos, oferecer dignidade para viver, com esta deficiência encontramos bandos de urubus sempre a espera de algo que possa ser descartado, como sabemos através de nossos aprendizados que os urubus vivem e sobrevivem, alimentando de algo que encontram sempre com facilidade no percorrer de sua vida, animais que não possui o extinto de caçar, buscar algo para sua sobrevivência apresentam sempre senso de despreocupação, ficam sempre a espera de oportunidades fáceis, resto de algo.

Os seres humanos são movidos por sonhos e busca de objetivos: as histórias relatadas podem fazer uma breve e sabia comparação: entre as pessoas com senso águia, sempre focadas em buscar conhecimentos, investem em estratégias para realizar sonhos e conquistar objetivos.

Más somos seres humanos vivemos em sociedade, no entanto convivemos com pessoas que no percorrer da vida agem com senso dos corvos, nos voos dos indivíduos com senso das águias: apresentam sempre ideias negativas, ficam no caminho atrapalhando que atinja seus sonhos e objetivos, no cotidiano querem viver sempre nas costas dos indivíduos com senso águia, mordendo sempre o que podem, levando os indivíduos de senso águia montar estratégias para livrar-se deste incomodo permanente.

Na vida todos os ciclos são completos: a natureza nos apresenta os indivíduos com senso dos urubus, sempre esperando oportunidades de conquistar algo com facilidade, não preocupam em buscar objetivos na vida, sem sonhos, sempre desmotivados e braços cruzados sem foco.

Apresentam sempre estilo de viver acreditando que as no percorrer da vida as coisas fáceis de conquistar, que tudo vai acontecer em algum dia, o acaso é ponto de sustentação “TALVEZ” amanhã eu mudo meu jeito, ainda é cedo: tenho muito tempo para conquistar algo, sempre desmotivados.

No cotidiano entendem que as reservas dos indivíduos com senso águia: são restos e não reservas estratégicas para momentos de dificuldades, no entanto acreditam que podem utilizar estas reservas a qualquer momento, quando achar necessário para resolver suas dificuldades cotidianas.

Tornando um imenso problema para os indivíduos com senso águia, é conduzido montar estratégias para livrar-se deste incomodo constante, para continuar sua caminhada e buscar sonhos e objetivos.

Indivíduos com senso motivador, sonhadores, focados em conquistar sonhos e objetivos e com estratégias futuras: devem buscar entendimento, compreender e sabedoria para identificar em seu ciclo de vida: os corvos e urubus para que seu foco não seja desviado rumo às estratégias planejadas a fim de atingir seu alvo desejado.

Administradores.com

quinta-feira, 1 de abril de 2021

Feliz Páscoa!!!


 Feliz Páscoa! Esta é uma época em que todos devemos lembrar de coisas tão importantes como a amizade, a bondade e a fraternidade. Bens como a família ou os amigos merecem ser comemorados em todos os momentos.


É fundamental relembrar que a Páscoa é mais do que a fé na palavra de Deus e na ressurreição de Jesus. Celebre a felicidade, o carinho e a humildade em todos os momentos desta linda Páscoa.

sexta-feira, 12 de março de 2021

Morre Lou Ottens, o inventor da fita cassete!


 

Não temos como não fazer uma breve homenagem à Lou Ottens, o homem que inventou a fita cassete! Quem utilizou estes micros antigos, nas décadas de 80/90, com certeza deve ter usado (ou tido conhecimento) fitas cassete, que além de serem usadas para gravar músicas, também eram muito utilizadas para gravar os programas de computadores, numa era pré disco rígido, pelo menos, para computadores domésticos!

 

Na década de 1960, Lou Ottens, então chefe de desenvolvimento de produtos na filial belga de Hasselt da empresa Philips de Eindhoven, desenvolveu a fita cassete. Em anos anteriores, Ottens se incomodava com gravadores verdes e amarelos com grandes carretéis e achava que algo mais fácil de usar e especialmente algo menor deveria ser criado.

 

A invenção de Ottens foi um grande sucesso em todo o mundo. Mais de 100 bilhões de cassetes foram vendidos desde seu lançamento em 1963. Mas as bandas desapareceram após o lançamento do CD, que foi desenvolvido vinte anos depois pelo mesmo Ottens em conjunto com uma equipe de engenheiros.

 

O CD também fez sucesso.

 

Décadas depois, Ottens disse que na década de 1960 ele desconhecia completamente a pesquisa inovadora que ele e seus colegas estavam fazendo. “Bem, não. Éramos meninos que nos divertíamos brincando. Não sentíamos que estávamos fazendo nada grande. Era uma espécie de esporte. ”

Depois ele não estava realmente orgulhoso de sua invenção, ele disse ao NRC três anos atrás: “Meu orgulho há muito se desgastou. Também não foi um grande evento na época. Você não percebe o que acontece. E continuou: o trabalho nunca parou.”

 

Fonte: https://oldplayers.com.br/

 

segunda-feira, 22 de fevereiro de 2021

O tamanho da nossa ignorância


 

Se há uma coisa que se sobressaiu nesses tempos de pandemia causada pelo vírus SARS-CoV-2, essa foi a ignorância humana. São notórias e tonitruantes pelas redes sociais (ou pelos veículos convencionais de comunicação) algumas aberrações sobre tratamentos para COVID-19 e teorias conspiratórias sobre vacinas, que denotam que estamos vivendo sob a égide não da epistemologia e sim da agnotologia.

Historicamente, maior atenção tem sido dada à epistemologia, que estuda e se preocupa com o conhecimento (o que sabemos e como é produzido esse saber), e deixada em segundo plano e pouco teorizada a área que, em tese, deveria lidar com o como e o porquê não sabemos de algumas coisas (a nossa ignorância). Foi assim que, depois de dois eventos criados para tratar dessa temática, o primeiro na Universidade da Pensilvânia, em 2003, e o segundo na Universidade Stanford, em 2005, que Robert N. Proctor, professor de história da ciência em Stanford, reuniu a contribuição dos participantes desses encontros no livro “Agnotology: the making and unmaking of ignorance” (Agnotologia: a construção e a desconstrução da ignorância), publicado em 2008 pela Stanford University Press, e cunhou o termo agnotologia.

O neologismo “agnotologia”, criado por Proctor a partir do radical grego “agnosis”, com o prefixo “a” estrategicamente anteposto ao termo “gnosis” (conhecimento), para denotar “não conhecimento”, presta-se bem ao fim que motivou o seu aparecimento: estudar a produção cultural da ignorância.

Ignorância pode ser um bem ou um mal. Mas é muito mais do que uma simples falta de conhecimento. Não há necessidade de sabermos tudo. Podemos viver bem (e vivemos) sem saber de muitas coisas. O respeito à privacidade, por exemplo, integra as chamadas garantias individuais que são asseguradas pelo Estado Democrático de Direito. Há coisa sobre você, prezado leitor/prezada leitora, que eu não preciso e nem devo saber. A ignorância, nesse caso, é legalmente assegurada. E assim, avultam os exemplos. Mas, sobre outras coisas, como é o caso da COVID-19, evidencia-se a necessidade de entendimento da produção da ignorância, consciente ou inconsciente (deliberada ou não), sobre esse tema, por extrapolar os limites do meramente e justificável “ainda não conhecido”.

 A percepção crítica da ignorância, especialmente quando essa se mostra premeditadamente construída, precisa ser mais bem exercida, especialmente pelas autoridades responsáveis para lidar com o assunto pandemia COVID-19.

A vastidão da nossa ignorância é infinita perto do que conhecemos. Os cientistas, por exemplo, lidam com a ignorância (o que não é conhecido) no seu dia a dia. É a ignorância que faz a roda da ciência girar, insiste Proctor no seu livro de 2008. É a ignorância da falta de conhecimento que vem sendo trabalhada nas ciências da saúde, no mundo todo, visando à busca de uma solução para o problema ora causado pelo vírus SARS-CoV-2. Seja pela via de tratamentos clínicos ou pela vacinação.

 E é nesse território da área médica, sensível e pouco entendido pela maioria, que a produção deliberada de ignorância tem se mostrado eficaz e causado malefícios imensuráveis para a saúde pública e, como contrapartida, para a economia das nações.

Não é de hoje que a ignorância deliberadamente produzida vem sendo utilizada na defesa de interesses corporativos. Quase sempre seguindo o mesmo roteiro, que envolve a criação de dúvida razoável sobre resultados até então obtidos, a alegação de falta de consenso na comunidade científica e a aparente bem-intencionada defesa da necessidade de novos estudos para corroborar a tomada de alguma decisão.

 Foi assim, no passado, com a relação entre uso de tabaco e câncer no pulmão, o papel dos CFCs na formação do buraco de ozônio e a emissão de gases de efeito estufa e o aquecimento global.

Agora, pelo que parece, chegou a vez da COVID-19. A escolha é sua: em caso de opção pelo universo paralelo das fake-news, especialmente a adesão a teses negacionistas, só nos resta desejar boa sorte e que Deus lhe ajude!

Por Gilberto Cunha.

terça-feira, 16 de fevereiro de 2021

Prepare-se para ver a superfície de planetas distantes com este novo radiotelescópio:

 

Graças a uma nova atualização do Green Bank Telescope (GBT) em West Virgínia (EUA), o maior radiotelescópio totalmente direcional do mundo, os cientistas poderão ter visões sem precedentes da superfície de objetos no Sistema Solar.

Em um teste os cientistas conseguiram usar o telescópio para obter imagens do local de pouso na Lua da Apollo 15, mostrando objetos de até cinco metros de diâmetro.

Um novo transmissor de rádio desenvolvido pela empresa Raytheon permitiu que o GBT enviasse sinais de rádio que foram então recebidos pelo Very Long Baseline Array (VLBA), um sistema de 27 antenas no Havaí.

Esses dados foram então usados por cientistas para criar imagens de radar de alta resolução, o ápice de dois anos de pesquisa. Antes da atualização, o GBT era apenas um receptor de sinais de rádio.

“Quando o sinal refletido voltar, você pode usá-lo para criar uma imagem do objeto de onde o sinal foi saltado”, disse Dave Finley, porta-voz do Observatório Nacional de Radioastronomia, ao Albuquerque Journal.

Um transmissor maior

Usando dados coletados durante o teste, os cientistas esperam construir um sistema de radar de 500 quilowatts, incluindo um transmissor ainda maior, que pode fazer observações de outros objetos além de Urano e Netuno com detalhes e sensibilidade sem precedentes.

“O sistema planejado será um avanço na ciência dos radares, permitindo o acesso a características nunca antes vistas do Sistema Solar daqui mesmo na Terra”, disse Karen O’Neil, diretora do site do Observatório green bank, em comunicado.

 

“E usando várias antenas amplamente separadas da VLBA para receber os sinais refletidos, provavelmente seremos capazes de fazer imagens 3D”, disse Finley ao Albuquerque Journal.

Fonte: Hypesciencie.