quinta-feira, 1 de abril de 2021
Feliz Páscoa!!!
Feliz Páscoa! Esta é uma época em que todos devemos lembrar de coisas tão importantes como a amizade, a bondade e a fraternidade. Bens como a família ou os amigos merecem ser comemorados em todos os momentos.
É fundamental relembrar que a Páscoa é mais do que a fé na palavra de Deus e na ressurreição de Jesus. Celebre a felicidade, o carinho e a humildade em todos os momentos desta linda Páscoa.
sexta-feira, 12 de março de 2021
Morre Lou Ottens, o inventor da fita cassete!
Não temos como não fazer uma breve homenagem à Lou
Ottens, o homem que inventou a fita cassete! Quem utilizou estes micros
antigos, nas décadas de 80/90, com certeza deve ter usado (ou tido
conhecimento) fitas cassete, que além de serem usadas para gravar músicas,
também eram muito utilizadas para gravar os programas de computadores, numa era
pré disco rígido, pelo menos, para computadores domésticos!
Na década de 1960, Lou Ottens, então chefe de
desenvolvimento de produtos na filial belga de Hasselt da empresa Philips de
Eindhoven, desenvolveu a fita cassete. Em anos anteriores, Ottens se incomodava
com gravadores verdes e amarelos com grandes carretéis e achava que algo mais
fácil de usar e especialmente algo menor deveria ser criado.
A invenção de Ottens foi um grande sucesso em todo
o mundo. Mais de 100 bilhões de cassetes foram vendidos desde seu lançamento em
1963. Mas as bandas desapareceram após o lançamento do CD, que foi desenvolvido
vinte anos depois pelo mesmo Ottens em conjunto com uma equipe de engenheiros.
O CD também fez sucesso.
Décadas depois, Ottens disse que na década de 1960
ele desconhecia completamente a pesquisa inovadora que ele e seus colegas
estavam fazendo. “Bem, não. Éramos meninos que nos divertíamos brincando. Não
sentíamos que estávamos fazendo nada grande. Era uma espécie de esporte. ”
Depois ele não estava realmente orgulhoso de sua
invenção, ele disse ao NRC três anos atrás: “Meu orgulho há muito se desgastou.
Também não foi um grande evento na época. Você não percebe o que acontece. E
continuou: o trabalho nunca parou.”
Fonte: https://oldplayers.com.br/
segunda-feira, 22 de fevereiro de 2021
O tamanho da nossa ignorância
Se
há uma coisa que se sobressaiu nesses tempos de pandemia causada pelo vírus
SARS-CoV-2, essa foi a ignorância humana. São notórias e tonitruantes pelas
redes sociais (ou pelos veículos convencionais de comunicação) algumas
aberrações sobre tratamentos para COVID-19 e teorias conspiratórias sobre
vacinas, que denotam que estamos vivendo sob a égide não da epistemologia e sim
da agnotologia.
Historicamente,
maior atenção tem sido dada à epistemologia, que estuda e se preocupa com o
conhecimento (o que sabemos e como é produzido esse saber), e deixada em
segundo plano e pouco teorizada a área que, em tese, deveria lidar com o como e
o porquê não sabemos de algumas coisas (a nossa ignorância). Foi assim que,
depois de dois eventos criados para tratar dessa temática, o primeiro na
Universidade da Pensilvânia, em 2003, e o segundo na Universidade Stanford, em
2005, que Robert N. Proctor, professor de história da ciência em Stanford,
reuniu a contribuição dos participantes desses encontros no livro “Agnotology:
the making and unmaking of ignorance” (Agnotologia: a construção e a
desconstrução da ignorância), publicado em 2008 pela Stanford University Press,
e cunhou o termo agnotologia.
O
neologismo “agnotologia”, criado por Proctor a partir do radical grego “agnosis”,
com o prefixo “a” estrategicamente anteposto ao termo “gnosis” (conhecimento),
para denotar “não conhecimento”, presta-se bem ao fim que motivou o seu
aparecimento: estudar a produção cultural da ignorância.
Ignorância pode ser um bem ou um mal. Mas é muito mais do que uma simples falta de conhecimento. Não há necessidade de sabermos tudo. Podemos viver bem (e vivemos) sem saber de muitas coisas. O respeito à privacidade, por exemplo, integra as chamadas garantias individuais que são asseguradas pelo Estado Democrático de Direito. Há coisa sobre você, prezado leitor/prezada leitora, que eu não preciso e nem devo saber. A ignorância, nesse caso, é legalmente assegurada. E assim, avultam os exemplos. Mas, sobre outras coisas, como é o caso da COVID-19, evidencia-se a necessidade de entendimento da produção da ignorância, consciente ou inconsciente (deliberada ou não), sobre esse tema, por extrapolar os limites do meramente e justificável “ainda não conhecido”.
A
percepção crítica da ignorância, especialmente quando essa se mostra
premeditadamente construída, precisa ser mais bem exercida, especialmente pelas
autoridades responsáveis para lidar com o assunto pandemia COVID-19.
A vastidão da nossa ignorância é infinita perto do que conhecemos. Os cientistas, por exemplo, lidam com a ignorância (o que não é conhecido) no seu dia a dia. É a ignorância que faz a roda da ciência girar, insiste Proctor no seu livro de 2008. É a ignorância da falta de conhecimento que vem sendo trabalhada nas ciências da saúde, no mundo todo, visando à busca de uma solução para o problema ora causado pelo vírus SARS-CoV-2. Seja pela via de tratamentos clínicos ou pela vacinação.
E é nesse território da área médica, sensível e
pouco entendido pela maioria, que a produção deliberada de ignorância tem se
mostrado eficaz e causado malefícios imensuráveis para a saúde pública e, como
contrapartida, para a economia das nações.
Não é de hoje que a ignorância deliberadamente produzida vem sendo utilizada na defesa de interesses corporativos. Quase sempre seguindo o mesmo roteiro, que envolve a criação de dúvida razoável sobre resultados até então obtidos, a alegação de falta de consenso na comunidade científica e a aparente bem-intencionada defesa da necessidade de novos estudos para corroborar a tomada de alguma decisão.
Foi assim, no passado, com a relação entre uso de
tabaco e câncer no pulmão, o papel dos CFCs na formação do buraco de ozônio e a
emissão de gases de efeito estufa e o aquecimento global.
Agora,
pelo que parece, chegou a vez da COVID-19. A escolha é sua: em caso de opção
pelo universo paralelo das fake-news, especialmente a adesão a teses
negacionistas, só nos resta desejar boa sorte e que Deus lhe ajude!
Por Gilberto Cunha.
terça-feira, 16 de fevereiro de 2021
Prepare-se para ver a superfície de planetas distantes com este novo radiotelescópio:
Graças a uma nova atualização do Green
Bank Telescope (GBT) em West Virgínia (EUA), o maior radiotelescópio totalmente
direcional do mundo, os cientistas poderão ter visões sem precedentes da
superfície de objetos no Sistema Solar.
Em um teste os cientistas conseguiram
usar o telescópio para obter imagens do local de pouso na Lua da Apollo 15,
mostrando objetos de até cinco metros de diâmetro.
Um novo transmissor de rádio
desenvolvido pela empresa Raytheon permitiu que o GBT enviasse sinais de rádio
que foram então recebidos pelo Very Long Baseline Array (VLBA), um sistema de
27 antenas no Havaí.
Esses dados foram então usados por
cientistas para criar imagens de radar de alta resolução, o ápice de dois anos
de pesquisa. Antes da atualização, o GBT era apenas um receptor de sinais de
rádio.
“Quando o sinal refletido voltar, você
pode usá-lo para criar uma imagem do objeto de onde o sinal foi saltado”, disse
Dave Finley, porta-voz do Observatório Nacional de Radioastronomia, ao
Albuquerque Journal.
Um
transmissor maior
Usando dados coletados durante o teste,
os cientistas esperam construir um sistema de radar de 500 quilowatts,
incluindo um transmissor ainda maior, que pode fazer observações de outros
objetos além de Urano e Netuno com detalhes e sensibilidade sem precedentes.
“O sistema planejado será um avanço na
ciência dos radares, permitindo o acesso a características nunca antes vistas
do Sistema Solar daqui mesmo na Terra”, disse Karen O’Neil, diretora do site do
Observatório green bank, em comunicado.
“E usando várias antenas amplamente
separadas da VLBA para receber os sinais refletidos, provavelmente seremos
capazes de fazer imagens 3D”, disse Finley ao Albuquerque Journal.
Fonte: Hypesciencie.
segunda-feira, 15 de fevereiro de 2021
Autoconhecimento resolve problemas que você criou sem saber
O
processo do autoconhecimento é muito importante para a sua evolução em todas as
esferas da vida.
Há anos, quando fui viver num monastério na Índia, aprendi a ser monge.
Lá, eu também queria muito saber sobre meditação.. E uma das coisas que eu aprendi é que é impossível
meditar sem entrar no caminho do autoconhecimento.
Mas o que é o autoconhecimento? Já adianto que não é só sabermos o que
preferimos, se é chocolate ou baunilha, ou se é praia ou montanha, por exemplo.
Autoconhecimento significa nos entendermos. É como ler um manual de instruções:
saber o que faz os botões, como mexer nas alavancas, como atingir a nossa melhor performance.
E mais importante ainda é descobrir para onde levar essa máquina do eu.
Quem eu sou? Para onde eu vou? E o que eu vim fazer nesse mundo? Isso é o
autoconhecimento.
O processo do autoconhecimento é muito importante
para a sua evolução em todas as esferas da vida
Além disso, o caminho do autoconhecimento é uma descoberta de que não
somos uma coisa só, e sim feitos de várias partes, que inclusive tem vontades
contraditórias. Por exemplo: às vezes, naqueles dias frios, tem uma parte nossa
que quer continuar no cobertor quentinho, mas tem uma outra que deseja
levantar, trabalhar e ter sucesso na vida.
Portanto, somos feitos de várias partes, mas no final somos nós mesmos
que decidimos o que fazer quando elas entram em conflito, qual vai vencer e
qual vai sumir das nossas vidas.
quinta-feira, 11 de fevereiro de 2021
Menina de 12 anos limpa lápides por hobby e sonha em trabalhar no cemitério.
Uma garota australiana de 12 anos tem um hobby para lá de inusitado: limpar lápides. Tj Kleeman fez isso pela primeira vez aos 4 anos, pois tinha medo de fantasmas e sua mãe deu a sugestão de ir até o cemitério que fica atrás da casa dela para superá-lo. Desde então, a menina se sente bem no local e diz que seu emprego dos sonhos é limpar lápides "para todo o sempre". Tj e a família dela se mudaram para uma casa que dava para um cemitério com mais de 3.500 túmulos, na cidade de Tweed Heads, em 2012.
Com 4 anos na época, a criança tinha pavor de fantasmas, então a mãe dela a levou para uma caminhada noturna no cemitério para provar que as assombrações não existem.
Durante o
passeio, Tabetha sugeriu que a filha limpasse um dos túmulos para exorcizar de
vez o medo de fantasmas e, nesse instante, Tj acabou descobrindo um propósito
para sua vida. "Eu gosto de limpar túmulos porque isso me dá um sentimento
ótimo, e quero fazer isso para todo o sempre", afirma hoje a garota, que
frequenta o cemitério duas ou três vezes por semana para se dedicar à limpeza
de lápides.
A aluna do 8º ano do ensino fundamental aproveita quando não tem lições de casa para ir ao cemitério retirar as flores mortas das lápides, varrer as folhas secas no chão e limpar a sujeira do concreto e azulejos com uma escova e água com sabão. Tj tenta dar uma atenção especial aos túmulos que não são visitados pois assim ela sente que está ajudando pessoas necessitadas.
O objetivo da garota é limpar
todas as 3.500 lápides anualmente, então ela segue uma sequência de limpeza e
sempre sabe onde parou. "Ela sabe que é uma tarefa interminável e que
sempre precisará ser feita, mas ela está bem com isso', disse Tabetha para o
jornal Daily Mail, após explicar que não deixa a filha ir só.
Fonte: jornal
Daily Mail.
sexta-feira, 1 de janeiro de 2021
Qual a transformação que eu quero?
Hoje vou te ensinar como podemos ter atitudes pequenas que podem mudar a
sua vida. Já parou para pensar o que não pode faltar na sua vida? Vou te
dar três ótimas dicas para você pensar.
Uma delas é a mudança. Toda mudança trás desconforto, mas ela às vezes é
necessária. Seja uma mudança de trabalho, de casa, de cidade.
A mudança tem por objetivo em nos modificar ou alterar atitudes,
comportamentos, hábitos de nossas ações e reações.
E o que fazer para alcançar essa mudança para sairmos da nossa zona de
conforto? Podemos mudar em pequenas coisas ou gestos, como por exemplo, com uma
atividade física, seja uma caminhada, uma corrida. A atividade física libera
hormônios e traz sensação de bem estar e prazer. Comece com pequenas mudanças e
com o tempo gradativamente você irá mudar situações e/ou coisas que você achava
impossível.
Outra dica importante que eu
quero falar é sobre a esperança. A esperança é o que eu desejo e nos sentimos
confiantes em aquilo que poderá acontecer e das coisas boas que podem estar por
vir.
Esperança gera expectativas, que pode gerar a fé. E através da fé e
aquilo que você acredita, seja em um Deus invisível, uma ideologia de vida, os
astros, as estrelas. O que importa é onde você irá buscar recursos para
continuar em frente e com boas expectativas.
A esperança
requer perseverança, crer que algo é possível mesmo quando vivemos uma situaçao
contrária. Busque a esperança mesmo nas situações negativas, pois ela te dará
forças para continuar a acreditar que você pode vencer.
E a última dica é a alegria. Ela
traz contentamento, prazer, satisfação, paz. É expressada através de sorrisos,
de um olhar, de pequenos gestos, de gentileza, através do amor, das conquistas.
Você pode buscar a alegria de diversas maneiras, seja através de
recordações de momentos em família, através de fotos, filmagens ou de uma
ligação de uma pessoa que a muito não conversa e que foi tão importante pra
você em um determinado tempo da sua vida.
Então busque mudança, tenha esperança e traga a alegria para o seu
coração. Pequenos gestos fazem toda a diferença. Simplesmente comece e as
coisas fluirão.
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domingo, 13 de dezembro de 2020
Desmitificando a cultura mulçumana ... o que é permitido ou proibido?
São Bernardo do Campo, dezembro de 2020 – A comunidade muçulmana aumenta ano após ano. De acordo com o Instituto Americano Pew Research Center, atualmente, há cerca de 1,8 bilhão de muçulmanos no mundo, sendo a Indonésia o país que mais abriga essa população, hospedando hoje cerca de 230 milhões de mulçumanos. Mas, apesar de a Indonésia estar longe do Brasil não é preciso ir lá para conhecer a cultura da religião.
No Brasil, o último censo do
Instituto de Geografia e Estatística (IBGE) contabilizou 35 mil muçulmanos
vivendo no país e toda esta população segue os preceitos da religião à risca,
mesmo estando longe de suas origens religiosas. Dentre as regras, há o consumo
de produtos “halal”, que significa lícito em árabe e são comercializados de
acordo com as regras de Deus escrita no Alcorão, ou seja, seguem 100% todas as
normas da jurisprudência islâmica para consumo dos muçulmanos. Para saber se o
produto segue estas regras, a empresa precisa estar certificada e levar na
embalagem o selo halal.
Para entender melhor a cultura
mulçumana e sobre a certificação halal, os brasileiros podem seguir
influenciadores digitais como Carima Orra no Instagram. A jovem usa a rede
social para conscientizar sobre a religião e mostrar o dia a dia da mulher
mulçumana.
Para começar, vamos entender um pouco
mais sobre a origem. O islamismo é governado pela Sharia, um código de conduta
que engloba regras sobre as práticas religiosas e o que é ou não é permitido no
comportamento do muçulmano.
Uso do lenço pelas mulheres:
Influencer Carima Orra
Na maioria dos países árabes, como
Afeganistão, Irã e Arábia Saudita, é obrigatório a utilização do abaya (longo
manto preto) e do niqab (véu que cobre todo o rosto) que juntas cobrem todo o
corpo e deixa, apenas uma abertura para os olhos.
De quem é a responsabilidade num
casamento?
De acordo com o código de conduta, o
homem deve prover o sustento da família e a mulher deve se ocupar com os
afazeres da casa e cuidar da vida familiar, inclusive da educação dos filhos.
Ela pode trabalhar, se quiser, mas desde que não interfira no bem-estar de seu
casamento.
Casamento
É verdade que eles se casam entre a
comunidade. Muitos muçulmanos buscam mulheres que conheçam para que o casamento
dê certo. É a família do homem (noivo) que busca uma moça ideal para seu
casamento. O casal só pode sair a sós e se tocar depois de realizado o
casamento religioso, antes disso, somente conversa e respeito são as bases do
relacionamento. “Muitos casais mulçumanos acabam fazendo o casamento religioso
antes da festa para poderem sair e decidir juntos detalhes da celebração”,
relata a influencer.
Outro ponto curioso levantado pela
influenciadora foi a questão do dote, que segundo ela é um direito da mulher e
pode ser utilizado quando ela solicitar, de acordo com a jurisprudência
islâmica. “O dote é uma segurança para a mulher. É uma garantia,
principalmente, porque optou por se dedicar a família”, ressalta Carima. Ele
pode ser solicitado a partir da concretização do casamento e por isso essa
garantia, que pode ser em dinheiro, imóveis, e outros bens, deve ser guardada
para um caso de necessidade da parceira.
O casamento muçulmano é uma
verdadeira festa e acontece por diversos dias. E toda a comida servida nestes
eventos é halal, ou seja, não há presença de bebidas alcoólicas e
nem alimento com qualquer procedência de suínos. É extremamente proibido e
conhecido como haram. Saiba mais sobre a certificação halal.
Fonte: www.cdialhalal.com.br
domingo, 8 de novembro de 2020
Por que nossos filhos estão "menos inteligentes"?
Pesquisa aponta
que, pela primeira vez, crianças registraram índices de QI inferiores ao de
gerações anteriores
Antes de qualquer coisa, é preciso que você saiba: há uma grande
discussão atualmente no meio científico sobre o real significado dos resultados
de testes de QI e muitos pesquisadores afirmam que esse índice não é mais
adequado para mensurar potencial cognitivo.
Há algumas décadas, inclusive, Howard Gardner lançou críticas severas a
esse tipo de mensuração, ao tratar de suas inteligências múltiplas, como você
pode conferir neste vídeo. Mas o fato é que outra
linha de estudiosos tem, digamos, aperfeiçoado os testes de QI e segue
utilizando-os, mesmo que com interpretações diferentes das de antigamente.
E um estudo realizado pelo francês Michel Desmurget, diretor de pesquisa
do Instituto Nacional de Saúde de seu país, apresentou uma conclusão polêmica:
pela primeira vez na história, uma geração parece ser "menos
inteligente" que as anteriores.
Segundo Michel, os testes de QI são atualizados regularmente, visando
absorver características que permitam apreender melhor os desafios cognitivos
de cada geração. Por isso, no estudo que realizou foram considerados testes
feitos com base em estruturas baseadas nas gerações anteriores. Desse modo, foi
possível - em tese - avaliar o desempenho de diferentes gerações sob os mesmos
critérios. E as conclusões foram surpreendentes: em fatores como linguagem,
concentração, memória e cultura, os mais novos apresentaram desempenho pior que
os mais velhos.
Via de regra, o processo seguia uma escala crescente, o chamado
"Efeito Flynn".
Por que nossos filhos estão "menos inteligentes?"
O pesquisador explica que ainda não é possível apresentar uma
justificativa única. Mas existem muitos fatores na mesa, que vão dos hábitos à
nutrição e incluindo até mesmo a poluição. Mas um fator ele faz questão de
destacar: exposição a telas.
"Infelizmente, ainda não é possível determinar o papel específico
de cada fator, incluindo por exemplo a poluição (especialmente a exposição
precoce a pesticidas) ou a exposição a telas. O que sabemos com certeza é que,
mesmo que o tempo de tela de uma criança não seja o único culpado, isso tem um
efeito significativo em seu QI. Vários estudos têm mostrado que quando o uso de
televisão ou videogame aumenta, o QI e o desenvolvimento cognitivo
diminuem", afirma Michel Desmurget em entrevista à BBC publicada
pelo G1.
Segundo o pesquisador, a exposição a telas gera efeitos e são eles que
afetam o desenvolvimento cognitivo. "Diminuição da qualidade e quantidade
das interações intrafamiliares, essenciais para o desenvolvimento da linguagem
e do emocional; diminuição do tempo dedicado a outras atividades mais
enriquecedoras (lição de casa, música, arte, leitura, etc.); perturbação do
sono, que é quantitativamente reduzida e qualitativamente degradada;
superestimulação da atenção, levando a distúrbios de concentração, aprendizagem
e impulsividade; subestimulação intelectual, que impede o cérebro de
desenvolver todo o seu potencial; e o sedentarismo excessivo que, além do
desenvolvimento corporal, influencia a maturação cerebral", explica
Desmurget.
Fonte: Administradores.
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