terça-feira, 9 de outubro de 2012

Da maconha à esquizofrenia


Cada vez mais, o impacto do consumo da maconha na saúde pública vem ganhando atenção por parte dos pesquisadores e autoridades. Até hoje seu uso é visto por muitos como recreativo, o que é perigoso.

 Deve-se ter muita cautela ao discutir o consumo dessa planta, que provoca danos psicológicos como a progressão potencial para outras drogas, dependência, prejuízos no processamento de informações, transtornos de ansiedade e psicose. Delírio, alucinações, depressão e perda da capacidade de raciocínio são os sintomas mais comuns da esquizofrenia, muito semelhante às sensações proporcionadas pelo uso da maconha. Tida pelo Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais (DSM-IV) como um transtorno psíquico severo, a doença caracteriza-se principalmente pela alteração no contato com a realidade (psicose) e se manifesta habitualmente na faixa etária entre 15 e 35 anos.

E, de acordo com estudos da OMS, atinge 1% da população mundial. Cerca de 7% da população brasileira já experimentou maconha na vida, o que representa aproximadamente oito milhões de pessoas, segundo Dados do II Levantamento Nacional de Álcool e Drogas feito pela unidade de pesquisa em Álcool e Drogas (UNIAD) da Universidade Federal de São Paulo.

Pessoas com predisposição genética para a esquizofrenia são mais suscetíveis à influência da maconha. Seu consumo é capaz de intensificar os sintomas psicóticos desse transtorno, intensifica o reaparecimento de crises e piorar a evolução da doença.

O uso precoce de maconha, especialmente durante a adolescência, é um fator de risco de quadros psicóticos. A dose e a duração do uso podem aumentar o risco de transtornos mentais.

Entre estes o pânico, a depressão maior e quadros esquizofreniformes. É preciso precaução quando se considera a maconha menos perigosa do que outras drogas, ainda mais quando os efeitos relacionados ao seu consumo, tais como a psicose, vêm sendo diagnosticados cada vez mais entre seus usuários.

Por: Dra. Larriany Giglio.

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sábado, 6 de outubro de 2012

Nossas exigências e insatisfações...

Vivemos em um ritmo cada vez mais frenético em relação ao tempo e às exigências que fazemos para que tudo seja realizado e conquistado no menor intervalo possível. Tudo isto para, teoricamente, desfrutar de um bem estar adquirido ao final de cada tarefa em que nos colocamos. Satisfação esta que não tem nenhuma garantia de acontecer.

 Ter disciplina, organização e cuidados valem muito a pena e são bem importantes para conduzirmos nosso cotidiano de maneira prudente e sadia. Mas precisamos levar em conta que estes cuidados são diferentes das exigências de que a vida aconteça de forma cada vez mais automática esperando dela respostas prontas e sempre de acordo com o que determinamos previamente.

Assim, muitas vezes, em vez de criar uma flexibilidade em lidar com a imprevisibilidade dos processos do viver pode-se caminhar no sentido de criar cobranças mais rígidas que levam a um círculo vicioso do querer sempre mais e melhor, a qualquer custo. Mas não é normal querer sempre mais e melhor? Nem sempre, pois é aí que a porca torce o rabo.

 O grau de insatisfação gerado por este tipo de pensamento e conduta acaba por nos escravizar diante de nossas escolhas ao invés de nos deparamos com um rol de possibilidades necessárias para flexibilizar e ser mais criativo na forma de viver. A cobrança de que tudo aconteça como queremos nos tira o imprevisto da vida e muitas vezes a graça e a inevitável singularidade que ela tem.

O consumo, por exemplo, possui um funcionamento subjetivo com uma lógica bem clara para se dar conta disto. Quanto mais se tem, mais se quer.

A satisfação que deveria aparecer com as aquisições necessárias nem sempre se mostra no fim do túnel. Não compramos o que precisamos, mas qualquer coisa que queremos. Inclusive aquilo que não está mais ao alcance financeiro, deixando rastros de dívidas e sofrimentos.

Parece que é daí mesmo que o buraco existencial se distende e precisa ser preenchido com uma nova compra, novos objetos, sejam eles uma roupa, um celular, um carro, uma programação de entretenimento,... Ou seja, tudo passa a ser devorado, deglutido, abatido, usado sem tirar daquela experiência o que é realmente importante como algo que faça sentido, mas aquilo que já está programado, que está publicizado, propagandeado.

 Assim, contribuímos com nossa própria massificação. Esta que nos torna mais um número em série e que impede a vida de ser mais libertadora, autônoma e saudável.

Por Patrícia Spindler.

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A força das ideias

As grandes ideias, nascidas do cérebro privilegiado de grandes filósofos e pensadores, de nada valeriam se não fossem colocadas em prática.

Os governantes, quando políticos responsáveis e coerentes, deverão se valer destes intelectuais, pois deverá sempre haver um conhecimento solidamente construído para que se desenvolvam políticas adequadas aos anseios do povo.

Posicionamentos como o de que “...a finalidade de nossa escola ensinar a repensar o pensamento, a ‘des-saber’ o sabido e a duvidar de sua própria dúvida; esta é a única maneira de começar a acreditar em alguma coisa”, de Juan de Mairena, pode, ser a força motriz para que se trilhe caminhos seguros de liberdade e democracia, por consequência.

Nossos estudantes só aprenderão se não acumularem informações sem a necessária compreensão e se colocarmos em seus cérebros a semente da incerteza e do aprender pelos erros e dúvidas e não pela conveniência de regras dogmáticas como se tudo fossem axiomas, prontos para o consumo e sem discussão ou contestação: “mais vale uma cabeça bem-feita do que uma cabeça cheia”, disse Montaigne quando o Brasil estava sendo descoberto, no início do século 16.

 Quais nossas necessidades no mundo das relações entre as ideias e os fatos? Talvez em um primeiro momento seja o de valorizar a educação como prioridade das prioridades e fornecer condições de acesso a uma educação qualificada para todas as pessoas, indistintamente e sem ignorar a frase de E. Morin: "As ideias são mais teimosas e os fatos quebram-se contra elas com mais frequência do que elas se quebram contra eles”.

Aí estão algumas ideias que poderão romper com práticas antiquadas e que não consideram importante democratizar o conhecimento, disponibilizar uma educação em que a construção do conhecimento seja viabilizada e que se permita, então, formar homens e mulheres em condições de enfrentar as adversidades e desigualdades impostas pela vida.

Romper com tudo isto que emperra o desenvolvimento através de uma revolução na educação precedida de uma revolução do pensamento, vencendo a barreira da linearidade que vem se impondo por séculos; qualificar os profissionais da educação, dando-lhes condições dignas de vida; disponibilizar recursos em quantidade e qualidade suficientes e que cheguem até as escolas; criar políticas públicas centradas no homem e no conhecimento; cuidar muito especialmente das crianças, cujos cérebros são os portadores de uma enorme capacidade de imaginação e criatividade, são os caminhos seguros para que as ideias sejam a força motriz do desenvolvimento da espécie humana em um planeta mais seguro e renovado.

 Por: Neiff Satte Alam.

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quinta-feira, 4 de outubro de 2012

Pessoas felizes são mais produtivas

Na essência, os seres humanos são muito parecidos e na sua interioridade todos são maravilhosos. Não importa a cor, a cultura, a idade, o sexo ou a renda, todos fazem o seu melhor para serem felizes e bem-sucedidos.

 A diferença é que também temos diferenças de conhecimentos, percepções, expectativas, ciclo de vida e experiências, e por estas e outras razões, a felicidade e o sucesso significam diferentes coisas para diferentes pessoas. Na ânsia por atingir nossos objetivos, com frequência complicamos por de mais a existência, vivendo muitas vezes em gaiolas mentais, presos ao passado ou ao futuro. Poucos vivem o aqui e o agora!

Especialistas ousam afirmar que 75% das pessoas são propensas à depressão e potenciais clientes do prozac (antidepressivo), por viverem grande parte de seu tempo presas aos acontecimentos passados. Já 20% das pessoas tendem a ser ansiosas, por serem reféns do futuro que ainda não chegou.

Somente 5% das pessoas vivem um minuto de cada vez e o presente é o único momento que é possível viver. Não há como fazer o passado retornar, ele valeu pela experiência que nos deixou e o futuro é probabilístico, só Deus sabe. Nesta viagem, chamada vida, em muitos momentos chegamos às raias do ridículo. Corremos numa roda parada feito hamsters, fazendo um esforço descomunal, sem, contudo sair do lugar.

A felicidade nos alcança mais facilmente quando paramos de correr atrás dela. Por gerações fomos educados, ou melhor, deseducados, com conceitos anti-vida, por exemplo: “é preciso fazer a guerra para alcançar a paz”. A mídia martelou o tempo todo nas nossas cabeças, que para ser, precisamos ter. Pela repetição a que fomos expostos, nós acreditamos. Por isso, mais e mais nos encontramos correndo em busca de uma felicidade condicional, que depende de coisas.

Quanto mais buscamos a felicidade, mais distante dela nos encontramos. A sociedade clama por líderes. Por toda parte vemos a falta de liderança e não é de se admirar esta carência. A alma humana está doente. Estamos rodeados de pessoas descentradas e desfocadas, e neste contexto é quase impossível exercer influência positiva sobre elas, motivá-las e formar equipes. Mais do que conhecimentos e recursos financeiros, as empresas precisam de pessoas competitivas para alcançar os seus objetivos.

 Pessoas competitivas são pessoas felizes, que sabem fazer e dão o seu melhor. Grande parte das encrencas no mundo deve-se à inversão de valores. Principalmente as gerações nascidas após 1990 foram induzidas a conjugar os verbos da alta performance na ordem inversa – ter, ser e, de preferência, não precisar fazer. Seguir atalhos na vida é muito perigoso.

O caminho da sabedoria é ser, para depois fazer e como resultado ter. Com frequência, somos nós que criamos nossos problemas. Se você quer viver uma vida abundante, primeiro mude e amplie sua visão. Decida agora desfrutar mais da vida. Não espere para ser feliz. A vida é para ser vivida e não para ser pensada. É tão simples assim, nós é que complicamos as coisas. Você é tão feliz quanto acredita ser.

 Por: Soeli de Oliveira.

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quarta-feira, 3 de outubro de 2012

O prefeito que eu quero


Eu quero um prefeito que ame a cidade. Tenha por ela o zelo e a firmeza que temos com os filhos. Zelo com a saúde. Que saiba o valor da dor e da privação. Que não fique indiferente por alguém que está doente e deitado em cima de um papelão num hospital. Saiba que há pessoas que passam vários dias tomando soro sentadas em uma cadeira plástica porque uma aranha resolveu dar uma picada no sujeito. 

Eu quero um prefeito que sinta amor pela sua primeira professora. Que ele tenha a consciência de que foi lá na escolinha do bairro que ele se fez homem. E que tenha a certeza de que sem uma excelência na educação nunca seremos cidadãos de verdade. 

Eu quero um prefeito que não esqueça de que muitas crianças vão para a escola matar a fome. Eu quero um prefeito que saiba aonde é o lugar do esgoto cloacal. Saiba que ele não deve passar na frente das casas das pessoas para as crianças brincar com os dejetos. Eu quero um prefeito que ao planejar asfaltar uma rua faça o mesmo para durar para sempre. E que não faça crateras à primeira chuva. 

Eu quero um prefeito que se indigne com o fato de que há pessoas que dormem nas ruas. Sinta-se responsável e lhes ofereça uma cama digna. Eu quero um prefeito que não aceite papéis e sacos plásticos voando pelas ruas como andorinhas. E se for preciso, puxe a orelha do filho que cometer tamanha falha com a cidade. 

Eu quero um prefeito que goste do cheiro de gente e sinta o vazio da fome juntamente com os seus filhos. E, sobretudo, eu quero um prefeito que seja capaz de se indignar com a injustiça e com a miséria humana. 

Por: Terezinha Pasqualotto. 

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terça-feira, 2 de outubro de 2012

Brasileiro mais satisfeito com a vida tem maior medo do desemprego

Na tentativa de medir a preocupação do brasileiro em manter o emprego e a satisfação dele com a vida, a Confederação Nacional da Indústria (CNI) fez pesquisa e constatou que as famílias com a maior e a menor renda são as que têm mais medo de perder o emprego.

 A pesquisa Termômetros da Sociedade Brasileira, divulgada nesta terça-feira (2), informa ainda que os mais ricos são os menos satisfeitos com a vida. O Índice do Medo do Desemprego (IMD) registrou alta de 0,8% em setembro na comparação com junho, chegando a 75,3 pontos.

Na comparação com setembro de 2011, quando foi registrado o menor valor da série iniciada em 2003 (71,6 pontos), a alta chegou a 2%. Na avaliação do gerente executivo da Unidade de Pesquisa e Competitividade da CNI, Renato da Fonseca, este índice é considerado baixo e o aumento registrado no terceiro trimestre pode ser avaliado como resultado da retração da atividade industrial e das notícias sobre a redução do ritmo de expansão do emprego.

As regiões Centro-Oeste e Norte foram as que apresentaram maior crescimento do IMD, 15,1% na comparação com junho.

 A faixa etária que apresenta maior preocupação com o desemprego é a compreendida entre 40 e 49 anos (77,9 pontos), seguida da entre 25 e 29 anos (77,7 pontos).

Escolaridade No quesito escolaridade, o grupo mais preocupado é a das pessoas de nível superior (77 pontos) e o de ensino médio (76,7 pontos).

 No que se refere à renda familiar, as faixas que têm mais preocupação com o emprego são as situadas nos dois extremos: de até um salário mínimo (80,8 pontos) e as famílias com renda superior a dez mínimos (79 pontos). O Índice de Satisfação com a Vida (ISV) registrou 106 pontos em setembro – o terceiro maior da série histórica iniciada em 2003, abaixo apenas dos registrados em dezembro de 2008 (106,3 pontos) e em setembro de 2011 (106,5 pontos). Com isso, se comparado a junho, o crescimento é 1,7%.

Mas, na comparação com setembro de 2011, há uma queda de 0,5%. Apontamento Uma curiosidade apontada pela CNI é que faixa etária mais preocupada com a possibilidade de perder o emprego (entre 40 e 49 anos) é a mesma que está mais satisfeita com a vida. Neste grupo, a pontuação relativa à satisfação foi 108,5 pontos.

No que se refere à renda familiar, os mais ricos, com renda superior a dez salários mínimos, estão em segundo lugar no quesito satisfação com a vida, com 108,3 pontos, atrás apenas dos com renda entre cinco e dez mínimos (109,7 pontos).

 Para Renato Fonseca, o baixo IMD, associado à elevada satisfação com a vida, é uma indicação de que as pessoas estão dispostas a manter o nível de consumo, "e que o medo do desemprego é maior entre quem está mais satisfeito com a vida porque há uma tendência de as pessoas temerem a perda do que conquistaram".

Base Os dois índices têm como base o ano de 2003, considerando como 100 pontos o percentual médio registrado à época. A pesquisa Termômetro da Sociedade Brasileira do terceiro trimestre foi feita com 2002 pessoas maiores de 16 anos entre os dias 17 e 21 de setembro.

Fonte: Agência Brasil.

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segunda-feira, 1 de outubro de 2012

Cerco contra a automedicação

Por mais que sejam conhecidos os efeitos nocivos da automedicação, a prática ainda é bastante comum entre os brasileiros. Nem se precisaria de pesquisa sobre isso. Basta perguntar para algum amigo ou vizinho, para ter a triste confirmação: o ato de tomar remédio por conta própria é um hábito para muitos.

 De olho no problema - e no tamanho dele Brasil afora -, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) abriu a discussão, em audiência pública realizada na última quinta-feira, sobre a necessidade de apresentação de receita médica para compra de medicamentos de tarja vermelha. A proposta da Anvisa, segundo informações da Agência Brasil, é implementar medidas de fiscalização e educação para alertar sobre os riscos da automedicação e estimular o consumo racional de medicamentos no país.

Os medicamentos de tarja vermelha correspondem a 65% do mercado do setor. Para a maior parte desses produtos, a legislação sanitária exige apenas a apresentação da receita médica no ato da compra. As farmácias, ao contrário do que ocorre atualmente com os antibióticos, não possuem a obrigação de ficar com as receitas.

A chefe do Núcleo de Gestão do Sistema Nacional de Notificação e Investigação em Vigilância Sanitária, Maria Eugênia Cury, diz que existem estudos consistentes. Tais pesquisas indicam que 44% dos remédios comprados para a automedicação estão entre os de tarja vermelha. O diretor-presidente da Anvisa, Dirceu Barbano, atribui essa falta de controle - danosa para a sociedade - a uma falha em sistema que tem um início de ciclo bem atendido.

 “A regularização tem sido muito eficiente na produção, distribuição e pesquisa na área de medicamentos. Tudo isso tem regras rigorosíssimas, mas quando chega na etapa de fechamento, quando o medicamento vai para o paciente, o sistema foge de todos os padrões. O mesmo cuidado tomado na produção tem que ser tomado na chegada do medicamento ao paciente”, disse o diretor. Porém, Barbano disse não acreditar que a retenção de receita seja o melhor caminho.

 E ironizou: “Seria necessário criar um prédio ao lado das farmácias para guardar as receitas retidas”. Em sua opinião, o mais indicado, por enquanto, seria atuar na conscientização da população. “A prescrição médica é fundamental para garantir um diagnóstico correto e o uso seguro e eficaz do medicamento”, disse Barbano. A sugestão que teve mais força entre os representantes da indústria farmacêutica foi a formação de um grupo de trabalho para a proposição de ideias que tragam avanços que vá além de mostrar ou não a receita como, por exemplo, sistemas eletrônicos desenvolvidos para um maior controle.

A ideia de debater o assunto é sempre boa, indispensável dentro da democracia. Contudo, o grupo de trabalho precisa agir rápido. Sem morosidade. Ainda que o país esteja em meio às agitações eleitorais. O edital de convocação para compor o tal grupo deverá ser publicado pela Anvisa até a metade do mês de outubro.

Aguardemos.

Fonte: Agência Brasil.

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