sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011

A MEMÓRIA HUMANA



Na vida, como diz o escritor Rubem Alves, “é muito fácil contar o passado usando as memórias sem vida própria. É só coletar os fatos e organizá-los numa ordem temporal e espacial. É assim que se escreve a “história”. Já as memórias com vida própria, ao contrário, não ficam quietas dentro de uma caixa.” Na infopédia, conforme seus escritos, a memória pode ser classificada segundo critérios de duração:

– sensorial, que compreende a visão e a audição, ambos de escassa duração;
– imediata, a curto prazo, limitada a poucos objetos;
– recente, quando o espaço de tempo memorizado oscila entre minutos e algumas semanas;
– remota, quando mantém informação desde semanas até toda a vida.
Quanto ao conteúdo, no que se relaciona com a sua funcionalidade ou utilidade, a memória pode ser:
– de referência, quando contém informação recente e remota, retida através de experiências breves;
– de trabalho, que se aplica a um processo ativo, atualizável constantemente pela experiência de um determinado momento;
– episódica, quando retém informação relativa a fatos ocorridos num momento e lugar precisos;
– semântica, com informação que não varia;
– declarativa ou explícita, que é a que a História mais recorre, pois abarca os acontecimentos do mundo no passado – coletivos ou individuais –, que são necessários recuperar para serem recordados;
– de procedimento, implícita, que consiste na aprendizagem, conservação e destrezas, procedimentos que acabam por se automatizar sem necessidade de execução consciente (andar a cavalo).

Então, nas mais diversas definições, as nossas memórias, além do resgate de lembranças que nos são caras ou não, registram as histórias de vida, inclusive as que, muitas vezes, são desconhecidas em seus variados matizes, quando, por exemplo, a pessoa é destacada na sociedade.
Podemos rememorar fatos de férias passadas na infância numa fazenda ou de cunho pessoal em experiências familiares, profissionais e sociais que decidimos transformar, também, em publicações ou documentários, em que, por meio de um trabalho enriquecedor, trazemos um novo aspecto, com que oportunizamos a percepção das diferentes visões que os entrevistados apresentam para experiências semelhantes ocorridas em um mesmo campo da existência.

Até mesmo impressões de diversos líderes acadêmicos, artistas, estudantes e políticos, registradas em nossa memória, temos capacidade de resolver divulgar, para que a sociedade seja esclarecida sobre determinado assunto de seu interesse. Ocorrerá, então, a oportunidade de relatar fatos, experiências, explicar situações e atitudes, dar testemunhos e interpretações pessoais que podem ser autobiográficas ou não, para facilitar o entendimento das pessoas que não têm o acesso facilitado às informações.
Isso é muito importante, para o povo poder descobrir identificações, estabelecer laços, encontrar explicações e obter exemplos pessoais e profissionais de lugares, fatos e vultos da história atual ou dos não mais existentes.

Mas, felizmente, para a maioria e nem tanto para um grupo de privilegiados de todas as épocas, nos tornamos testemunhos vivos da história com memória.

Para sua reflexão, procuro me espelhar na seguinte frase. “A capacidade de um homem está no poder de decodificar sua própria memória, sem desvios de conteúdo.”


Por Antonio Alencar Filho.

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Sentimento de raiva faz que as pessoas foquem mais nos seus desejos imediatos



Para os psicólogos, a raiva é uma emoção interessante. De um lado há todos os pontos negativos que as pessoas já conhecem, mas há também momentos em que a raiva tem um viés positivo. Um estudo publicado no periódico Psychological Science mostrou que associar um objeto ao sentimento de raiva motiva as pessoas a desejarem intensamente esse determinado objeto. E desejo, a princípio, deveria ser um pensamento relacionado às emoções mais positivas.
Os autores do estudo indicam que a raiva – além dos efeitos negativos, como elevar os níveis de estresse – também ativa áreas do cérebro associadas a pensamentos bons e faz que as pessoas foquem muito mais eficazmente algo que desejam.
“As pessoas ficam motivadas a focar em um objeto de desejo e enxergá-lo como algo que trará recompensa. É o tipo de coisa que se busca quando se está feliz, por exemplo”, diz Henk Aarts, da Universidade de Utrecht, na Holanda. Aarts e sua equipe pesquisaram a ligação entre a raiva e o desejo de obter uma recompensa específica.
Para o experimento, diversos participantes assistiam a uma série de imagens de objetos cotidianos (como xícaras e canetas) seguidas de retratos de rostos de pessoas externando raiva, felicidade, medo ou uma expressão neutra. Ao final do experimento os participantes foram entrevistados para saber quais objetos projetados eram os que eles mais desejavam no momento.
Os participantes foram então convidados a “concorrer” entre si pelos objetos de desejo: eles deveriam apertar um dispositivo que media força e aqueles que apertassem mais fortemente o dispositivo ganharia o objeto que desejava. Os objetos associados com a expressão de raiva eram os mais disputados (interessantemente, a associação com as expressões de medo foram os menos desejados).
“Isso faz sentido quando vemos esse tipo de reação a partir da nossa história evolutiva. Em um ambiente com pouco acesso a recursos naturais, como comida, associar um objeto de desejo – um alimento – com a raiva pode aumentar as chances de, durante um ataque físico, vencer uma disputa e sobreviver. Nesse ambiente hipotético, se aquele objeto não despertar a raiva em você é possível que você não sobreviva”, diz o pesquisador.
O mais interessante, aponta o estudo, é que os participantes não indicavam ter consciência de que os objetos de desejo indicados haviam sido associados com o sentimento de raiva. “Ao serem questionados por que havia o desejo tão intenso por uma caneta, por exemplo, os participantes simplesmente respondiam: ‘é somente porque eu gostei disso’. Isso mostra como sabemos pouco sobre nossas próprias motivações”, finaliza Aarts.


informações da Association for Psychological Science.

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Cadê o seu “T”*



Qual a sua fonte de juventude no trabalho?
Muitas vezes me pergunto o que faz uma pessoa apaixonar-se pelo seu trabalho?

Esta resposta determina o sucesso ou o fracasso na carreira da maioria das pessoas. È inegável que quando alguém é apaixonado pelo que faz, torna-se insuperável, pois procurará sempre fazer o melhor e superará qualquer barreira.

Esse fenômeno ocorre, pois o ser humano não é somente composto de carne, ossos, nervos, pele e fluidos. Existem sentimentos. Algo mágico! São eles que nos diferenciam.

Descobrir como isso ocorre é a nova fonte da juventude no trabalho.

Já pensou conseguir estimular este sentimento em pessoas que apenas trabalham mecanicamente no horário comercial? Imagine o incremento na produtividade devido ao aumento da felicidade e bem estar destas pessoas.

Atualmente dedicamos mais de um terço do nosso tempo ao trabalho, passamos mais no serviço do que dormindo ou com a família. Se não tivermos prazer ao trabalhar a vida vira um inferno. O trabalho não pode ser encarado somente como uma fonte de renda.

Na realidade o que ocorre é que muitos não acreditam na possibilidade de conciliar trabalho e prazer. A maioria das pessoas encara o trabalho como algo fatigante que devem se submeter para poder sobreviver e pagar as contas.

As pessoas que encaram o trabalho deste modo perdem a oportunidade de encontrar os seus talentos natos e desenvolvê-los. Têm medo de errar ou correr riscos e, por isso, perdem valiosas oportunidades de aprendizado e desenvolvimento.

O trabalho tem que proporcionar prazer e alegria, e não só o sustento, o dinheiro para a comida. O trabalho tem que significar além da perspectiva de crescimento o lazer e diversão.

Não existe mais espaço para o trabalho meramente mecânico. Este foi e está sendo substituído pelas máquinas. As pessoas que trabalham apenas de segunda à sexta-feira, no horário comercial, estão fadadas ao fracasso. Não estou defendendo os workaholics, pessoas viciadas em trabalho, que por sinal não são necessariamente apaixonadas pelo que fazem.

O que acredito é que quando temos prazer no que fazemos não nos desligamos nunca, seja férias ou não, estamos sempre atentos às coisas da vida. Nunca paramos de observar. Mas essa característica deve ser natural e não, forçada.

Por isso a necessidade da paixão e do prazer envolvidas, eles são a força motriz para o seu desenvolvimento.

Mas tudo isso é muito bonito na teoria, pois na prática são as próprias organizações que criam os maiores obstáculos na possibilidade de obter prazer no trabalho , quando impõem os seus valores, contratos psicológicos e práticas de gestão castradoras que se sustentam exclusivamente nos paradigmas da eficiência, produtividade e rentabilidade.

É obvio que uma empresa deve ser eficiente, produtiva e rentável, mas como ela faz isso é a questão a ser debatida.

Observe ao seu redor que o número de pessoas verdadeiramente apaixonadas pela sua função é pequeno. A maioria das pessoas está distribuída pelos mais diversos graus de insatisfação que variam dos pseudo-apaixonados, grandes enganadores de si mesmos até os insatisfeitos completos que apenas comparecem de corpo no trabalho, pois a alma ficou em casa descansando.
Diante de tudo isso, é que vemos que o importante é resgatar as paixões no trabalho e para ser bem sucedido.

* "T" – "t" grandão, ou seja, Tesão.


Por Roberto Recinella.

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quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011

“É dando que se recebe?” Leonardo Boff.


Estamos em tempos de montagem de governos. Há disputas por cargos e funções por parte de partidos e de políticos. Ocorrem sempre negociações, carregadas de interesses e de muita vaidade. Neste contexto, se ouve citar um tópico da inspiradora oração de São Francisco pela paz “é dando que se recebe” para justificar a permuta de favores e de apoios onde também rola muito dinheiro. É uma manipulação torpe do espírito generoso e desinteressado de São Francisco. Mas desprezemos estes desvios e vejamos seu sentido verdadeiro.

Há duas economias: a dos bens materiais e a dos bens espirituais. Elas seguem lógicas diferentes. Na economia dos bens materiais, quanto mais você dá bens, roupas, casas, terras e dinheiro, menos você tem. Se alguém dá sem prudência e esbanja perdulariamente acaba na pobreza.

Na economia dos bens espirituais, ao contrario, quanto mais dá, mais recebe, quanto mais entrega, mais tem. Quer dizer, quanto mais dá amor, dedicação e acolhida (bens espirituais) mais ganha como pessoa e mais sobe no conceito dos outros. Os bens espirituais são como o amor: ao se dividirem, se multiplicam. Ou como o fogo: ao se espalharem, aumentam.

Compreendemos este paradoxo se atentarmos para a estrutura de base do ser humano. Ele é um ser de relações ilimitadas. Quanto mais se relaciona, vale dizer, sai de si em direção do outro, do diferente, da natureza e até de Deus, quer dizer, quanto mais dá acolhida e amor mais se enriquece, mais se orna de valores, mais cresce e irradia como pessoa.

Portanto, é “dando que se recebe”. Muitas vezes se recebe muito mais do que se dá. Não é esta a experiência atestada por tantos e tantas que dão tempo, dedicação e bens na ajuda aos flagelados da hecatombe socioambiental ocorrida nas cidades serranas do Rio de Janeiro, no triste mês de fevereiro, quando centenas morreram e milhares ficaram desabrigados? Este “dar” desinteressado produz um efeito espiritual espantoso que é sentir-se mais humanizado e enriquecido. Torna-se gente de bem, tão necessária hoje.

Quando alguém de posses, dá de seus bens materiais dentro da lógica da economia dos bens espirituais para apoiar aos que tudo perderam e ajudá-los a refazer a vida e a casa, experimenta a satisfação interior de estar junto de quem precisa e pode testemunhar o que São Paulo dizia:”maior felicidade é dar que receber”(At 20,35). Esse que não é pobre, se sente espiritualmente rico.

Vigora, portanto, uma circulação entre o dar e o receber, uma verdadeira reciprocidade. Ela representa, num sentido maior, a própria lógica do universo como não se cansam de enfatizar biólogos e astrofísicos. Tudo, galáxias, estrelas, planetas, seres inorgânicos e orgânicos, até as partículas elementares, tudo se estrutura numa rede intrincadíssima de inter-retro-relações de todos com todos. Todos co-existem, inter-existem, se ajudam mutuamente, dão e recebem reciprocamente o que precisam para existir e co-evoluir dentro de um sutil equilíbrio dinâmico.

Nosso drama é que não aprendemos nada da natureza. Tiramos tudo da Terra e não lhe devolvemos nada nem tempo para descansar e se regenerar. Só recebemos e nada damos. Esta falta de reciprocidade levou a Terra ao desequilíbrio atual.

Portanto, urge incorporar, de forma vigorosa, a economia dos bens espirituais à economia dos bens materiais. Só assim restabeleceremos a reciprocidade do dar e do receber. Haveria menos opulência nas mãos de poucos e os muitos pobres sairiam da carência e poderiam sentar-se à mesa comendo e bebendo do fruto de seu trabalho. Tem mais sentido partilhar do que acumular, reforçar o bem viver de todos do que buscar avaramente o bem particular. Que levamos da Terra? Apenas bens do capital espiritual. O capital material fica para trás.

O importante mesmo é dar, dar e mais uma vez dar. Só assim se recebe. E se comprova a verdade franciscana segundo a qual ”é dando que recebe” ininterruptamente amor, reconhecimento e perdão. Fora disso, tudo é negócio e feira de vaidades.

Leonardo Boff é autor de A oração de São Francisco.

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quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

Saúde e Fragilidades do Ser Humano



É incrível a fragilidade do ser humano. Realmente somos muito frágeis, diante de algumas circunstâncias. Qualquer coisa que acontece, nosso corpo oferece pouca resistência. Um simples resfriado, deixa a nossa garganta inflamada, e dentro de pouquíssimo tempo, some a nossa voz.

Enfrentamos, no dia-a-dia, situações inusitadas, e não entendemos a causa patológica da ocorrência. Apelamos para alguns "remedinhos", mas o mal persiste em nosso organismo indefeso. As dores aumentam e a nossa respiração acaba ficando comprometida, diante de um quadro considerado grave pelos que nos cercam.

Não é só isso! Surgem outros problemas em nosso corpo frágil, principalmente quando estamos acima da melhor idade. Às vezes, podemos até permanecer imobilizados, sem uma explicação convincente. As dores nas pernas, nos braços e noutras partes contribuem para o desânimo do ser humano, afetado por males dessa natureza.

Quando não estamos acostumados com situações assim, podemos ficar descontrolados, sem paciência e sobremodo preocupados com aquilo que nos aborrece. No leito, as dores incomodam e os remédios aplicados parecem não ter o efeito desejado na cura das partes enfermas do velho corpo já cansado. A partir daí, surgem as elocubrações na mente humana, que começa a questionar o real valor de nossa existência nesse sistema de coisas.

Conheço um Homem, que apesar da idade adiantada, tem boa disposição e muita saúde. Jamais admite fraquezas em seu corpo e trabalha como se tivesse ainda vivendo na juventude. Aos sessenta anos de idade, tem uma vida boa. Viaja constantemnte com a esposa, lê muito e escreve as melhores crônicas da vida.

De repente, acometido de fortes dores na perna esquerda e na garganta, perde a voz completamente, mas não quer ir ao médico. Prefere os remédios caseiros, ou quando muito, o auxílio de um farmacêutico prático, um pioneiro da cidade onde ele reside. Praticamente sem poder andar, busca as soluçoes paliativas, confiante que no começo da outra semana estará totalmente recuperado para as lutas que o aguardam numa nova jornada.

Além desses medicamentos caseiros e de outros recomendados pelo profissional da saúde, ele passa a acreditar piamente que tudo não passa de uma pequena prova, e que tudo estará resolvido, mediante a aplicação de métodos da metafísica, cujo poder é absoluto na cura de qualquer doença, e muito mais nestes pequenos problemas que aparecem para roubar-lhe a alegria, e ainda criar obstáculos para rever os amigos que dele necessitam. O Homem está certo que dentro de uns dois dias estará no campo de batalha e ministrando o bem a quem estiver necessitando de alguma ajuda.

Prostrado ninguém deve ficar, porque existe uma força espiritual e mental à nossa disposição, e jamais podemos abrir mão delas, mesmo que estejamos num leito de dor. É preciso levantarmos a cabeça, expulsando a dor que está em nosso corpo, e assim, proclamarmos a vitória que está em nossas mãos. As doenças vão desaparecer por completo.

Por mundonews.

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Pedido de desculpas traz pouca recompensa para quem ouve



A pesquisa feita por David De Cremer, da Universidade de Erasmus, Holanda, analisou a importância de se ouvir um pedido de perdão envolvendo perdas financeiras. “Nessa última crise financeira, por exemplo, diversos bancos e instituições financeiras pediram desculpas pelos seus erros. Não porque essas instituições realmente se sentiam culpadas pelo que fizeram, mas porque o público queria ouvir isso deles. Mas mesmo quando ouviam esses pedidos de desculpas, as pessoas que passaram maus bocados não necessariamente se sentiram melhor ou menos enganadas. Meu trabalho, então, focou no valor real de um pedido de perdão”, explica De Cremer.
O experimento usado no estudo se baseou em um jogo de computador no qual uma pessoa ganhava 10 euros em dinheiro e era obrigada a escolher outro jogador – que ele conhecia apenas via comunicadores virtuais – para repassar essa quantia. Esse valor era triplicado para o próximo jogador (ele recebia 30 euros) e tinha a opção de enviar uma parte desse dinheiro de volta para o primeiro jogador.
Alguns jogadores – por meio de ordens dadas pelos pesquisadores – devolviam apenas 5 desses euros para o primeiro jogador. Na sequência, alguns indivíduos pediam desculpas pela apropriação indevida dessa quantia de dinheiro enquanto outros, apesar de não ouvirem as desculpas, eram convidados a imaginar um pedido de desculpas (algo como “o que você gostaria de ouvir do outro jogador agora?”).
As desculpas imaginadas foram muito mais valiosas (as pessoas se sentiam menos ressentidas) do que aquelas que realmente receberam um pedido formal de desculpas. Isso indica, de acordo com o pesquisador, que as pessoas não são muito boas em prever as próprias emoções quando precisam resolver um conflito (mesmo que interno). Apesar de indicarem que um pedido de desculpas é algo muito importante de ser ouvido, após ouvirem essas desculpas elas não se sentem realmente tão satisfeitas quanto achavam que se sentiriam.
“A desculpa é o primeiro passo para um processo de reconciliação”, diz De Cremer. “Mas é preciso algo mais para que esse processo seja satisfatório para ambos os lados”, diz o pesquisador, que afirma ainda que o pedido de desculpas traz mais benefícios para quem fez a ação ruim – pois é um modo de convencer os pares de que está arrependido – do que para quem foi alvo da atitude errada e que não necessariamente fica satisfeito ou sente uma melhora no seu bem-estar.

informações da Association for Psychological Science.

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Quanto dinheiro existe no mundo?



É impossível dar uma resposta exata, e uma das razões para isso é o fato de que nenhum organismo internacional calcula o dinheiro em circulação em todos os países do mundo. Mas dá para chegar quase lá: nos 23 países que concentram 90% do Produto Interno Bruto global, há aproximadamente 2,2 trilhões de dólares em dinheiro vivo.

Acontece que 2,2 trilhões de dólares são uma ninharia para a economia global. Esse dinheiro mal dá para começar a pagar as casas e os apartamentos dos EUA (juntos, eles custam mais de 10 trilhões de dólares). Explicando: dinheiro não é o mesmo que riqueza. Nem que PIB. Riqueza é tudo de valor que existe na Terra (imóveis, empresas e por aí vai), coisa que ninguém consegue medir. PIB é o que se produz em um ano, incluindo serviços, como uma consulta médica. Em 2005, o PIB global foi de 44 trilhões de dólares.

Definir dinheiro, por sua vez, é algo bem mais difícil. Dinheiro pode ser somente aquilo que as pessoas têm na carteira e nas contas correntes. Mas podem ser também os depósitos em poupança, as aplicações em renda fixa, os títulos públicos etc. Por isso, existem várias formas de medir o dinheiro. Somar apenas cédulas e moedas é uma delas. Mas, se forem consideradas as outras formas de bufunfa, o mundo fica mais rico, com cerca de 31 trilhões de dólares.

Ainda assim, esse número é só uma estimativa, baseada nas informações fornecidas pelo banco central de cada país. O problema disso é que a fórmula que calcula a grana de um país não é padronizada. "Cada banco central tem os seus próprios critérios", afirma o economista Alkimar Moura, da Fundação Getúlio Vargas. Por exemplo: um lugar que tenha um sistema bancário mais desenvolvido, como os EUA, tende a fazer um cálculo mais preciso e confiável. Mas nem os EUA, pródigos em indicadores, olham tudo: os dólares guardados em bancos fora de lá são assunto de seus donos, só deles e ninguém tasca.


Por Luciana Farnesi

terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

Improdutividade da TV Brasileira



A falta de criatividade da televisão Brasileira parece não ter fim, todos os anos nos fazem assistir remakes de outros remakes, histórias com enredos idênticos aos da última novela ou série finalizada recentemente, isso sem falar nos reality shows, programas que em sua maioria são inúteis e sem conteúdo algum, dos quais só é possível citar como exceção o Aprendiz universitário da TV Record, que seleciona universitários para dar-lhes vivência na profissão, e ainda os premia com um emprego em uma grande corporação.

Fora isso nada mais se aproveita na TV Brasileira, o que dizer do BBB, um amontoado de pessoas sem conteúdo algum, reduzidos apenas a belos corpos e desprovidos de pudor, além de segregados sociais, que em sua maioria entram na casa para fazer a alegria da audiência, contrastando com os chamados sex symbol do programa.

O que dizer então de A Fazenda, uma porção de artistas e alpinistas sociais sem mídia, convivendo no campo em busca da fama perdida e de quebra uma grana extra para sustentar suas luxuosas vidas fúteis.

Do pouco que ainda existe de produtivo na Televisão Brasileira hoje em dia, só mesmo a programação esportiva, as séries compradas da TV americana e alguns programas de auditório podem ser considerados úteis para sociedade, como por exemplo, o caldeirão do Huck, que anualmente apresenta o quadro Soletrando, que seleciona jovens de todo Brasil para uma competição de soletração, algo que faz com que a população aprenda um pouco mais sobre a língua Portuguesa. Claro que existem canais na TV Brasileira com conteúdos educativos, contudo são pouco divulgados e com audiências baixíssimas, pois as pessoas preferem assistir programas sensacionalistas e de fofocas, também novelas, enquanto poderiam estar adquirindo mais conhecimento em programas culturais e de curiosidades transmitidos em canais de menor audiência.

O pior de tudo é saber que os programas educativos não existem em maior número porque nós preferimos assistir os programas ruins das lideres de audiência, que recebem muito em patrocínios, enquanto os programas que realmente têm conteúdo ficam condicionados ao apoio de grandes empresários, que em grande maioria não estão nem um pouco interessados em patrocinar programas em que seus produtos não tenham visibilidades, e assim sendo não lhe trarão retorno financeiro.

Portanto, enquanto não houver uma mudança de comportamento de nossa parte e também das pessoas que podem auxiliar na execução destes programas de conteúdo educativo, com apoio financeiro, teremos que aceitar goela abaixo estes programas inúteis que passam diariamente na TV aberto de nosso país, que necessita tanto de educação, mas que ainda se prefere ver seu povo alienado e preso em uma zona de conforto sem precedentes, que acabará por tornar as futuras gerações ainda mais escravas da mídia e de todo o lixo produzido por ela.

By: Rivaldo Yagi.

Uma ótima análise dos nossos programas da TV aberta. Comente, deixe sua opinião aqui no blog ou no dihitt.

A banalização das tatuagens


De uns tempos para cá tenho visto a disseminação das tatuagens. Legal fazer do corpo um painel para a arte dos tatuadores profissionais. Somente existe um pequeno probleminha, a tatuagem pode ser uma maneira de exibir sua fé, seu amor ou suas vaidades, e deve ser escolhida para lembrar algo extremante importante como o nascimento de um filho, o amor eterno enquanto durou, uma ideologia, enfim, uma série de coisas que podem fazer uma tattoo se tornar um símbolo pessoal para o crescimento espiritual.

Escolher uma tatuagem requer um trabalho de pesquisa interior. Uma tatuagem deve ser algo que você tem orgulho de mostrar e que, a cada vez que contemplar, o coração deve disparar e fortes emoções aflorar. Um policial tatuar o emblema de sua corporação no peito ou um funcionário público uma bandeira do Brasil no ombro em homenagem à sua generosa e benevolente mantenedora Mãe Pátria. Enfim, centenas de motivos, as estrelas de Davi, dos signos de Salomão às faces do Renato Russo e do Cazuza(ou não), são emoções que podem ficar registradas em nosso corpo.

O que está tornando a arte da tatuagem banal e simplória são borboletinhas e florzinhas que nada dizem além da mais forte frivolidade. Os tatuadores não podem influir na escolha do tatuado, mas devem orientá-los de que uma tatuagem é algo bem mais sério do que passar rímel e batom antes de uma baladinha de final de semana.


André Luís de Oliveira Leite.

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O valor da amizade



Alguns passos para melhorar a relação com amigos e garantir uma amizade duradoura

A amizade pode ter muitos significados. No dicionário, pode ser sentimento de afeição, estima, simpatia por pessoas, ternura por pessoas que não são ligadas por laços de família ou por atração sexual. Pode ser também camaradagem entre grupos sociais. Além do que está nos dicionários, a amizade tem amparo mais amplo na filosofia, na antropologia, na sociologia, na poesia, na literatura, até. Mas seu espaço está, fundamentalmente, na existência de cada um.


Se a amizade faz diferença, manter os amigos é essencial. Sejam eles conquistados na infância, na juventude, nas relações de trabalho, em idades mais avançadas. Mas como interagir ao máximo com os amigos e tirar o maior proveito possível da relação com eles?

Priorize as amizades. Para aproveitar os amigos, é preciso que eles sejam uma parte grande da vida. Mas é comum pôr os amigos atrás da família, do casamento, dos filhos, do trabalho. É só a vida ficar um pouco complicada que, geralmente, a primeiro corte feito é com relação aos amigos. A ironia é que o prazer de estar com estas pessoas tão queridas ajuda a aliviar o estresse e as tensões do dia a dia. Para dar mais tempo aos amigos, a melhor solução é se organizar para ter, regularmente, algum tempo para passar com eles.

Almoço uma vez por semana ou uma vez por mês, ou outro programa que satisfaça ao gosto de ambos. O que importa não é a atividade e nem o dia, mas o tempo reservado na agenda para dar aos amigos. Construir uma rotina na amizade, mais que os programas por impulso, garante uma maior aproximação.

Proponha atividades diversificadas. Todo mundo sabe que conversar e ter uma certa “química intelectual” faz bem para qualquer amizade, mas que tal fazer alguma coisa com os amigos ao invés de apenas ficar batendo papo? Uma aula de teatro, uma viagem de carro ou simplesmente ir ao cinema assistir a um bom filme. Compartilhar atividades faz bem para qualquer tipo de relacionamento, incluindo casamento e filhos já crescidos. Por quê? Porque fazer algo juntos aumenta o leque de experiências que se tem em comum, ajuda que um veja o outro de uma nova forma e dá uma nova dimensão ao relacionamento.

Faça amigos virtuais. Se cadastrar nas redes sociais, é um ótimo modo para restaurar antigas amizades e fazer novas. A internet pode aumentar e fortalecer seu círculo de amigos e dar mais oportunidades para interagir com eles. Em redes sociais, você pode reencontrar aquele amigo da faculdade que sempre te fazia rir, e também conhecer gente que compartilhe seu gosto por música celta, por exemplo.

Aceite que amizades mudam com o tempo. Uma das condições impostas pela amizade é que os dois amigos estejam na mesma página da vida, e uma vez que algum chega a um novo capítulo o relacionamento sofre transformações. A amizade não precisa acabar, mas ela não será mais a mesma coisa que sempre foi. Aceitar isto e buscar fazer amizade com pessoas mais parecidas com você nesta etapa da vida é o melhor a fazer.

Resolva os conflitos. Quanto mais tempo há de amizade, e mais aproximação, maiores são as chances de evitar conflitos e fugir de situações em que uma discussão talvez seja necessária. Mas fingir que o problema não existe ou se esconder dele não faz nada bem para nenhuma relação. O ideal é confrontar a questão e superá-la junto com o outro. Pode ser mais difícil ter discussões com um amigo que guardar tudo para si, mas enterrar sentimentos negativos pode fazer com que eles intoxiquem a amizade e destruam-na gradualmente. O segredo é jogar limpo.

Fonte: maisde50.com.br

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