domingo, 5 de dezembro de 2010

O primeiro trabalho e suas lições...



É gente ta chegando o fim do ano, muita gente correndo atrás de empregos temporários, que aliás, em diversos casos é o primeiro. Primeiro emprego, todos já passaram por isso e se não passaram, vão passar, a partir daí é que alguns começam realmente a dar valor ao dinheiro, descobrem como é suado cada centavo que ganham e assim começam a aprender a ter controle sobre seus gastos. É bem verdade que algumas pessoas mesmo tendo seu próprio dinheiro, uma certa independência financeira, ainda sim, não conseguem controlar seus gastos, sabem o quanto foi trabalhoso conquistar aquele dinheiro e mesmo assim continuam gastando de forma desordenada, e isso acontece por um simples motivo, o chamado “PAITROCINIO”, é gente, não escrevi errado não, é paitrocinio mesmo, aquela ajudinha extra dada pelos pais aos filhinhos que por “descuido” gastaram mais do ganhavam.
Converso diariamente com vários adolescentes e Pré adolescentes que não vêem à hora de começar a trabalhar, pergunto-os porque, e eles geralmente me respondem que gostariam de ter seu próprio dinheiro comprar suas próprias coisas, não precisar mais ficar pedindo dinheiro aos pais. Na teoria esse pensamento é unânime, porém na pratica poucos conseguem realmente segui-lo a risca, pois sabem que se gastarem além do que ganham os pais ajudaram com o que faltar. Então a culpa é de quem, do filho que quis assumir uma “responsabilidade”, sim porque para se trabalhar fora de casa tem que se ter um mínimo de responsabilidade, ou dos pais que ao invés de deixá-los aprender a controlar seus gastos, complementam a renda deles que acabou ultrapassando os ganhos.
O que quero dizer é o seguinte, todo mundo tem que aprender a gerenciar seus ganhos, e a entrada no mercado de trabalho é a melhor forma de isso acontecer, porém é preciso que alguns pais tenham a consciência que o filho só aprenderá a lidar com seus gastos, a partir do momento que souberem que sua renda é o que ganham no trabalho, nem um centavo a mais. Se isso acontecer, logo se notaram mudanças no jeito de ser do individuo, e serão mudanças para melhor, pois gastaram menos em futilidades, compraram só o necessário, e ainda conseguiram economizar algum dinheiro. E tem mais, muitas vezes é dentro do mercado de trabalho que a pessoa descobre sua vocação, ou seja, a profissão que quer seguir para o resto de sua vida, e se isso acontecer, ai sim os pais poderão dar aquela forcinha para complementar o orçamento, já que todos sabem que manter os estudos no Brasil, com o salário ganho sem nenhum tipo de especialização é praticamente impossível.


By: Rivaldo Yagi

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Viciados em Internet









SEU FILHO NÃO ACEITA O NÃO? UM ALERTA PARA OS PAIS



O que pode criar um monstro? O que leva um rapaz de 22 anos a estragar a própria vida e a vida de outras duas jovens por… Nada? Será que é índole? Talvez, a mídia? A influência da televisão? A situação social da violência? Traumas? Raiva contida? Deficiência social ou mental? Permissividade da sociedade? O que faz alguém achar que pode comprar armas de fogo, entrar na casa de uma família, fazer reféns, assustar e desalojar vizinhos, ocupar a polícia por mais de 100 horas e atirar em duas pessoas inocentes? O rapaz deu a resposta: ‘ela não quis falar comigo’. A garota disse não, não quero mais falar com você. E o garoto, dizendo que ama, não aceitou um não. Seu desejo era mais importante. Não quero ser comparado como um desses psicólogos de araque que infestam os programas vespertinos de televisão, que explicam tudo de maneira muito simplista e fala descontextualizada sobre a vida dos outros sem serem chamados. Mas ontem, enquanto não conseguia dormir pensando nesse absurdo todo, pensei que o não da menina Eloá foi o único. Faltaram muitos outros nãos nessa história toda. Faltou um pai e uma mãe dizerem que a filha de 12 anos NÃO podia namorar um rapaz de 19. Faltou uma outra mãe dizer que NÃO iria sucumbir ao medo e ir lá tirar o filho do tal apartamento a puxões de orelha. Faltou outros pais dizerem que NÃO iriam atender ao pedido de um policial maluco de deixar a filha voltar para o cativeiro de onde, com sorte, já tinha escapado com vida. Faltou à polícia dizer NÃO ao próprio planejamento errôneo de mandar a garota de volta pra lá. Faltou o governo dizer NÃO ao sensacionalismo da imprensa em torno do caso, que permitiu que o tal seqüestrador conversasse , chorasse compulsivamente em todos os programas de TV que o procuraram. Simples assim : NÃO. Pelo jeito, a única que disse não nessa história foi punida com uma bala na cabeça. O mundo está carente de nãos. Vejo que cada vez mais os pais e professores morrem de medo de dizer não às crianças. Mulheres ainda têm medo de dizer não aos maridos (e alguns maridos, temem dizer não às esposas). Pessoas têm medo de dizer não aos amigos. Noras que não conseguem dizer não às sogras, chefes que não dizem não aos subordinados, gente que não consegue dizer não aos próprios desejos. E assim são criados alguns monstros. Talvez alguns não cheguem a seqüestrar pessoas. Mas têm pequenos surtos quando escutam um não, seja do guarda de trânsito, do chefe, do professor, da namorada, do gerente do banco. Essas pessoas acabam crendo que abusar é normal. E é legal. Os pais dizem, ‘não posso traumatizar meu filho’. E não é raro eu ver alguns tomando tapas de bebês com 1 ou 2 anos. Outros gastam o que não têm em brinquedos todos os dias e festas de aniversário faraônicas para suas crias. Sem falar nos adolescentes. Hoje em dia, é difícil ouvir alguém dizer não, você não pode bater no seu amiguinho. Não, você não vai assistir a uma novela feita para adultos. Não, você não vai fumar maconha enquanto for contra a lei. Não, você não vai passar a madrugada na rua. Não, você não vai dirigir sem carteira de habilitação. Não, você não vai beber uma cervejinha enquanto não fizer 18 anos. Não, essas pessoas não são companhias pra você. Não, hoje você não vai ganhar brinquedo ou comer salgadinho e chocolate. Não, aqui não é lugar para você ficar. Não, você não vai faltar na escola sem estar doente. Não, essa conversa não é pra você se meter .Não, com isto você não vai brincar.Não, hoje você está de castigo e não vai brincar no parque. Crianças e adolescentes que crescem sem ouvir bons, justos e firmes NÃOS, crescem sem saber que o mundo não é só deles. E aí, no primeiro não que a vida dá (e a vida dá muitos) surtam. Usam drogas. Compram armas. Transam sem camisinha. Batem em professores. Furam o pneu do carro do chefe. Chutam mendigos e prostitutas na rua. E daí por diante. Não estou defendendo a volta da educação rígida e sem diálogo, pelo contrário. Acredito piamente que crianças e adolescentes tratados com um amor real, sem culpa, tranqüilo e livre, conseguem perfeitamente entender uma sanção do pai ou da mãe, tapa, um castigo, um não. Intuem que o amor dos adultos pelas crianças não é só prazer - é também responsabilidade. E quem ouve uns nãos de vez em quando também aprende a dizê-los quando é preciso. Acaba aprendendo que é importante dizer não a algumas pessoas que tentam abusar de nós de diversas maneiras, com respeito e firmeza, mesmo que sejam pessoas que nos amem. O não protege, ensina e prepara. Por mais que seja difícil, eu tento dizer não aos seres humanos que cruzam o meu caminho quando acredito que é hora - e tento respeitar também os nãos que recebo. Nem sempre consigo, mas tento. Acredito que é aí que está a verdadeira prova de amor. E é também aí que está a solução para a violência cada vez mais desmedida e absurda dos nossos dias.

Recebi este texto através de um e-mail, é de um autor anônimo, mas como concordo plenamente com que escreveu , o estou reproduzindo aqui.

por: Rita M. B. Granato. E-mail: ritagranato@ritagranato.psc.br
Psicologa Clinica especializada em atendimento de crianças e adolescentes.

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Dificuldades "marcam" universitário pobre no ensino privado



Uma pesquisa realizada no Instituto de Psicologia da USP mostra que estudantes pobres que conseguem ingressar em uma universidade privada apresentam dificuldades para se manter no curso, mesmo quando recebem bolsas de estudo. Isso ocorre tanto por questões financeiras, como pelo baixo conteúdo educacional adquirido desde o ensino básico, fato que prejudica o acompanhamento do curso.

Para a pesquisadora é preciso pensar no caráter mercantilista da educação
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Segundo a autora do trabalho, a psicóloga Jaqueline Kalmus, esses estudantes se sentem vítimas de um engodo: apesar de terem passado por todos os estágios da educação — ensino fundamental e médio, além de um exame vestibular — o conhecimento adquirido por meio dessa educação formal não foi suficiente para integrá-los plenamente na universidade. Ao mesmo tempo, o conhecimento de vida que essas pessoas têm muitas vezes é desvalorizado no ambiente universitário.
Os dados estão no estudo Ilusão, resignação e resistência: marcas da inclusão marginal de estudantes das classes subalternas na rede de ensino superior privada, tese de doutorado apresentada em maio ao IP, sob a orientação da professora Maria Luisa Sandoval Schmidt. “Além do diploma que pode garantir um futuro melhor, essas pessoas também procuram na universidade uma condição de respeito que lhes é negada diariamente pela sociedade”, aponta Jaqueline. Segundo ela, parte desses estudantes apresentavam muita dificuldade para acompanhar o curso e as leituras propostas. “Eles se sentiam incluídos apenas parcialmente no mundo universitário”, completa.
O estudo foi feito a partir de uma análise das legislações disponíveis sobre educação, além de entrevistas com três estudantes oriundos de classes subalternas que estudavam, na época da realização da pesquisa, em universidades privadas da região metropolitana de São Paulo.
Os três alunos (duas mulheres e um homem) tinham entre 29 e 40 anos. Estudavam em cursos de licenciatura e recebiam bolsas de estudo, apesar de trabalharem durante o dia pois precisavam se manter financeiramente. “As bolsas eram integrais ou parciais, fornecidas ou pela própria instituição de ensino ou pelo governo do estado”, explica a psicóloga.

Ela conta que esses alunos sentiam um temor ligado à perda da bolsa e à consequente interrupção nos estudos. “A bolsa é tida como um ‘privilégio’ que pode ser retirado a qualquer instante se o estudante não se adequar às regras e tiver notas baixas, interromper os estudos, e, no caso da bolsa parcial, atrasar o pagamento”, explica.

Respeito da sociedade
Para os entrevistados, cursar uma universidade representava muito mais do que conseguir um diploma para o ingresso e permanência no mercado de trabalho: era uma maneira de serem respeitados pela sociedade, saindo da condição de subalternidade determinada pela estrato social. “Ter acesso ao conhecimento universitário poderia contribuir para enfrentamento de situações envolvendo humilhação social, experiência muitas vezes vivenciada tanto por eles como por seus antepassados e companheiros de classe social”, explica. “Eles acreditavam que integrar um curso superior garantiria que fossem vistos e ouvidos, legitimando sua voz na sociedade.”

A pesquisadora aponta que, para eles, estar na universidade e adquirir conhecimentos representava também uma maneira de compreender o enigma da desigualdade social. “Um deles, que cursava história, contou que se identificava com os camponeses da Idade Média por causa da condição social semelhante de ambos”, diz.

As entrevistas foram realizadas ao longo da vida acadêmica dos alunos.

“Um deles formou-se em biologia, mas não conseguiu emprego como biólogo. Passou a atuar então como professor temporário, o que representou uma melhoria de vida em relação a sua situação antes do curso universitário mas não a realização de trabalhar em sua área de formação”, conta. “O outro, tentando suplantar as dificuldades com o curso, transferiu-se para outra universidade considerada “mais fácil”; o terceiro aluno abandonou os estudos por não poder arcar com seus custos. No entanto, pouco tempo depois, volta à vida universitária, em outro curso e estabelecimento de ensino”, informa Jaqueline.
Sobre este último, a psicóloga comenta que a desistência aconteceu apesar de ele ter bolsa de 50% no valor da mensalidade. “Ele trabalhava como carroceiro e recolhia livros e os vendia, ou para reciclagem ou para sebos. Entretanto, separava obras das áreas de psicologia e história para leitura. Mesmo não se julgando um autodidata, ele acreditava que o conhecimento obtido com os livros só servia para ampliar seus conhecimentos morais, mas não para transformar sua realidade social”, comenta. “É essa mudança, para si e para os outros, que ele pretende alcançar com os estudos.”

Educação mercantilizada
Segundo a pesquisadora, houve nos últimos anos, um aumento da necessidade de qualificação profissional, produzida pelo modelo político e econômico vigentes no País. Consequentemente fala-se muito em ampliação da educação, em que é necessário cada vez mais formar mais pessoas com nível universitário, com um menor custo e em menos tempo, utilizando-se inclusive do ensino a distância.

“Nesse sentido, os documentos oficiais propõem a separação entre as universidades voltadas para a pesquisa, geralmente com excelência acadêmica, e as universidades de ensino, voltadas para o mercado. Esse crescimento atual do ensino superior no Brasil é grande, mas é relativo. Só recentemente foram criados programas para inclusão de alunos pobres, como o Pro-Uni. Mas é preciso pensar nesse caráter mercantilista da educação e em suas consequências”, acredita Jaqueline.

Agência USP de Notícias.

sábado, 4 de dezembro de 2010

CHEGOU O FIM DO ANO



Chegamos ao final do ano. Faltam poucos dias para terminar 2010 e dezembro passa voando. É uma espécie de reta de chegada, onde aceleramos mais do que todos os 11 meses juntos. Muitas coisas ainda estão para serem feitas: tarefas a concluir, presentes para comprar, contas a pagar, festas a organizar, férias e passeios a planejar.
Nesta época, tudo passa a ser visto como se estivéssemos usando um óculos com lentes de aumento. A pressa de chegar ao fim potencializa os ânimos, os impulsos, os comportamentos, as sensações, as emoções. Sem tempo para pensar e se dar conta do que realmente queremos e fazemos com todo esta aceleração, saímos enlouquecidamente atropelando quem estiver na nossa frente. Em uma tentativa de colocar a vida em dia, nos atrapalhamos, nos embolamos. As relações que estabelecemos sentem as consequências de um processo de desatenção provocado pelo ímpeto de se transformar em super heroi como se fossem os últimos dias de uma vida e não de um ano.
É um momento que precisa de cautela para prevenir futuras "dores de cabeça", que o corpo, a alma e o bolso podem sentir no 2011 que já vem se anunciando. O consumo sem critérios, o trânsito que aprisiona, os aglomerados de gente, o barulho, o calor, contribuem para um desgaste maior.
No final de ano é bem normal estarmos mais cansados e torcendo para mudar logo o calendário que já vem pendurado mais para um lado do que para o outro. Porém, não podemos esquecer de alguns cuidados para nos ajudar nesta passagem. Aí vão algumas sugestões: não se endivide, procure sanar suas dívidas e organizá-las para que caibam no seu orçamento, sua saúde mental irá agradecer; reflita sobre sua vida, através de uma reavaliação dos seus projetos, planos e objetivos renovando-os na medida em que achar necessário ou mantendo-os se desejar, caso contrário, faça um fechamento e a parta para outra; procure estar perto das pessoas que você gosta, sem asfixiar a relação; valorize as pessoas que você convive; valorize a vida; não esqueça de escutar música e ler algo que favoreça a sintonia com você mesmo; lembre da música de natal que mais gostava quando era criança e de quem a cantava com você; cante o que lembrar dela para alguém; permita que sua sensibilidade apareça no abraço apertado, no sorriso diário, no olho a olho, no aperto de mão, na palavra que compartilha a importância da vida de cada um.


Por Patricia Splinder.

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Darwin e a invenção da agricultura



Charles Darwin (1809-1882) ainda não tinha a barba grisalha e nem aquela aparência de velho que imortalizariam a sua imagem ao redor do mundo, quando, no distante 13 de abril de 1861, com a serenidade que lhe era peculiar, surpreendeu os pares da sociedade científica londrina que levava o nome do botânico sueco Carl Linné (o famoso Lineu) ao afirmar que, naquele momento, leria duas cartas de um médico do Texas/USA, Dr. Gideon Lincecum, nas quais ele deixava claro que havia descoberto o segredo da origem da agricultura.
Não é difícil imaginar que um "oh!", misto de surpresa e incredulidade, deve ter tomado conta dos presentes. Afinal, Charles Darwin, na época, já era respeitado como um grande naturalista. Dois anos antes, em 1859, com bases nas observações realizadas na famosa viagem de circunavegação empreendida pelo navio Beagle, que durou quatro anos e nove meses (entre 27 de dezembro de 1831 e 2 de outubro de 1836), ele havia dado a conhecer a sua famosa teoria sobre a origem das espécies, publicando um estudo intitulado "On the Origin of Species by Means of Natural Selection, or the Preservation of Favored Races in the Struggle for Life" (Sobre a origem das espécies por meio da seleção natural ou a conservação das raças favorecidas na luta pela vida). Era uma concepção notável, fundamentada nos traços comuns entre espécies extintas e atuais, que deu origem à teoria da evolução, que vem sendo aperfeiçoada desde então.
Pelas cartas do Dr. Lincecum, a agricultura não foi inventada pelos homens. Os primeiros semeadores e coletores, segundo ele, teriam sido as formigas. Eis o motivo de espanto: a agricultura, como tantas outras coisas, faria parte das chamadas invenções pré-humanas. O cientista leu as cartas sobre a s formigas do Texas, nas quais o médico americano afirmava, com muitos pormenores, com bases em observações de 12 anos, que esses insetos cultivam intencionalmente (e depois colhiam) uma espécie de "arroz de formiga" (Aristida stricta), esmerando-se nos tratos culturais, durante um ciclo de dois anos. Esse tipo de monocultura seria praticado pelas formigas unicamente com esta espécie (coletam outras plantas, mas não as cultivam). Muitos, na ocasião, se lembraram da sabedoria de Salomão: "Tu, preguiçoso, olha para a formiga!". Outros citaram Horácio, o poeta latino, quando cantava a previdência da formiga, que "haud ignora ac non incauta futuri" (toma o futuro na sua previsão). Houve também quem se lembrasse de Virgílio, que, em algum ponto na Eneida, falava nas formigas. Alguns, no entanto, destoaram do coro de apressados, pois era sabido que as formigas armazenavam grãos para consumirem em tempos de necessidade. Porém isso era complemente diferente de cultivar cereais. Darwin ponderou: "De fato, da colheita ao cultivo vai uma distância tão grande como de Edimburgo a Pequim. Vale a pena refletir sobre o assunto!"
Os naturalistas da Linnean Society tinham os animais em alta consideração, mas as colocações do Dr. Lincecum sobre as formigas agricultoras do Texas eram "demasiadamente humanas" para serem aceitas. O ocorrido ficou esquecido por quase 80 anos, enquanto se desenvolvia a ciência da mirmecologia. E por mais que se descobrissem coisas fantásticas sobre o comportamento das formigas, ninguém conseguiu provar as observações de Lincecum. Pelo contrário, em vez de qualquer simpatia pela agricultura as formigas eram, de fato, inimigas da atividade agrícola. Coube a Ferdinand Goetsch elucidar a questão, em 1937. Segundo ele, as formigas de Lincecum tinham existido, mas não praticavam nenhuma atividade de cultivo agrícola. O que se sobressaia eram dois instintos: o da recolha e o da edificação. O primeiro faz com que a s formigas levem para os ninhos grãos, fragmentos de madeira e outros materiais. O segundo faz com que elas retirem do ninho materiais quando da sua ampliação; entre essas coisas sementes e grãos. Era o que tinha acontecido com as formigas do Texas. Esses grãos teriam, de modo não intencional, caído em terreno úmido e germinado. Não se tratava, portanto, de um cultivo consciente.
O Dr. Lincecum saiu de cena e Charles Darwin seguiu sua trajetória como naturalista consagrado até sua morte, vitima de ataque cardíaco, em Down, no dia 19 de abril de 1882, sendo, por solicitação expressa do Parlamento britânico, enterrado na abadia de Westminster.


por Gilberto Cunha.

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sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

Acomodados=Célula cancerígena



A cada dia que passa mais me convenço que nada acontece sem que haja um motivo plausível, ou seja, tudo que acontece com cada um de nós é resultado de nossas próprias escolhas. Somos causa e efeito de tudo que experimentamos, da mesma forma que tudo que façamos a favor ou contra alguém um dia retornará, e então não caberão queixas, lamurias, reclamações a respeito de sorte ou azar. Aliás, ambas vertentes considero míticas, utilizadas apenas como figuras de linguagem, algo que se fala apenas para sintetizar uma história a respeito de algo que aconteceu conosco, pois como já dizia a celebra frase de Thomas Jefferson: “Eu acredito demais na sorte. E tenho constatado que, quanto mais duro eu trabalho, mais sorte eu tenho”, entretanto em se tratando do famigerado azar acredito ser uma desculpa utilizada por seres acomodados para justificar seus insucessos.

Pessoas acomodadas são como células cancerígenas, pois contaminam e destroem qualquer outro ser que esteja em contato direto com a mesma, muitas vezes convertendo-a em mais uma de sua espécie, algo como uma simbiose comportamental. Seres acomodados devem ser extirpados de qualquer convívio social, especialmente em âmbito profissional. Já que pessoas acomodadas prejudicam e/ou influenciam seus colegas de trabalho, assim como uma engrenagem defeituosa em uma máquina, que acaba por sobrecarregar e desestabilizar o pleno funcionamento das demais peças, acarretando em danos que podem provocar a quebra de tal equipamento, gerando ônus e muitas vezes prejuízos irreparáveis.

Em nossa vida profissional, muitas vezes confundimos as relações, algo que em muito prejudica o bom andamento dos trabalhos. No ambiente de trabalho é preciso ter-se consciência de que todos são colabores da empresa, não necessariamente amigos, mas sim colegas de trabalho. Claro que como seres humanos que somos muitas vezes criamos vínculos amiguitícios com outros colabores, tanto pela compatibilidade de idéias, como por gosto em comum, o que pode acabar gerando desconforto, se um dos envolvidos nesta relação de amizade não souber separar os âmbitos profissional e pessoal. Para o bom relacionamento dentro da empresa se faz necessário deixar claro a tais pessoas com as quais se criou uma relação amiguitícia, que dentro dos muros da empresa deseja que a cobrança de profissionalismo deva ser recíproca, respeitosa e sempre visando o bem da instituição, sem qualquer tipo de privilégio a um ou outro colaborador somente por ter por algum deles uma empatia maior.

Portanto, para o bom convívio profissional deve-se deixar as amizades de lado e focar apenas no objetivo, que é o bem da empresa, não importando se tem maior afinidade com fulano ou cicrano, e até mesmo se não gosta de beltrano. Deixe o orgulho de lado e assuma uma postura neutra, sem pender para qualquer dos lados, faça o que tem que ser feito, ajude quem quer que precise, gostando da pessoa ou não, pois o que está em jogo não é sua relação com a pessoa, mas sim seu futuro profissional e a vida útil da empresa, que por se tratar de sua fonte de renda, deve ser tratada com carinho e zelo, pois no mercado competitivo de hoje, só sobrevivem e prosperaram os profissionais de verdade, aqueles que não medem esforços em beneficio da empresa, sobrepondo-os acima até de seus próprios benefícios.

By: Rivaldo Yagi

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quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

Aniversário de morte do pai do Sadismo



Hoje é 2 de dezembro de 2010, o 336º dia do ano, faltando apenas 29 para acabar 2010. E na data de hoje, completa 196 anos da morte do escritor que originou o termo médico sadismo, o francês Donatien Alphonse François de Sade, mais conhecido como Marquês de Sade.

Marquês de Sade nasceu em Paris, em 2 de junho de 1740, morrendo em Saint-Maurice, em 2 de dezembro de 1814. Ele um aristocrata e escritor libertino. Muitas das suas obras foram escritas enquanto estava na Prisão da Bastilha, encarcerado diversas vezes, inclusive por Napoleão Bonaparte.

De seu nome surge o termo médico sadismo, que define a perversão sexual de ter prazer na dor física ou moral do parceiro ou parceiros. Foi perseguido tanto pela monarquia (Antigo Regime) como pelos revolucionários vitoriosos de 1789 e depois por Napoleão.

Além de escritor e dramaturgo, foi também filósofo de ideias originais, baseadas no materialismo do século das luzes e dos enciclopedistas. Sade era adepto do ateísmo e era caracterizado por fazer apologia ao crime (já que enfrentar a religião na época era um crime) e a afrontas à religião dominante, sendo, por isso, um dos principais autores libertinos - na concepção moderna do termo.

Em suas obras, Sade, como livre pensador, usava-se do grotesco para tecer suas críticas morais à sociedade urbana. Evidenciava, ao contrário de várias obras acerca da moralidade - como por exemplo o "Princípios da Moral e Legislação" de Jeremy Bentham - uma moralidade baseada em princípios contrários ao que os "bons costumes" da época aceitavam; moralidade essa que mostrava homens que sentiam prazer na dor dos demais e outras cenas, por vezes bizarras, que não estavam distantes da realidade.

Em seu romance 120 Dias de Sodoma, por exemplo, nobres devassos abusam de crianças raptadas encerrados num castelo de luxo, num clima de crescente violência, com coprofagia, mutilações e assassinatos - verdadeiro mergulho nos infernos.

Em 2000, foi lançado nos cinemas o filme feito sobre o autor e sobre a teoria de suas obras, Contos Proibidos do Marquês de Sade, do diretor Philip Kaufman. Sade morreu aos 74 anos, amado por duas mulheres, com quem planejava produzir peças teatrais pornográficas quando um dia saísse do hospício.

Fonte: Wikipédia

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Endividamento da população preocupa Ministério da Justiça



Mais de 30 milhões de pessoas chegaram à classe média nos últimos anos, o que fez também crescer os índices de superendividamento
O superendividamento da população é um tema que preocupa o Ministério da Justiça. "Queremos transparência e informação ao consumidor e há setores que nos preocupam", disse o ministro Luiz Paulo Barreto. Para ele, a situação ganhou mais importância com a chegada de cerca de 30 milhões de pessoas à classe média nos últimos anos. "Ninguém ganha com o superendividamento dos consumidores", avaliou.

Para evitar problemas no futuro, o Departamento de Proteção e Defesa do Consumidor (DPDC), do Ministério da Justiça, firmou um convênio hoje com a Comissão de Valores Mobiliários (CVM) para que haja troca de informações e aprimoramento de atividades regulatórias, de fiscalização e de educação de investidores. "Esta é uma preocupação preventiva", resumiu Barreto. Isso porque, segundo ele, muitos dos que têm ingressado no mundo do consumo não conhecem ainda "as regras do jogo".

Para Barreto, é preciso que o cliente saiba claramente o quanto paga por um determinado produto comprado a prazo e qual é a fatia da taxa de juros. Também é preciso enfatizar a esse consumidor, de acordo com ele, a possibilidade de se fazer poupança para adquirir um bem, no futuro, com pagamento à vista e solicitar desconto.

As avaliações do ministro vêm justamente no dia em que o jornal Financial Times publica uma matéria enfatizando que o "boom" de crédito pode trazer problemas para o Brasil. De acordo com a publicação a fatia de crédito estava em 22% do Produto Interno Bruto (PIB) em 2002; hoje está em 47% e a expectativa é a de que o porcentual possa chegar a 60% do PIB. Nas economias desenvolvidas alcança até 100%.

O periódico ressalta que, além da velocidade desse crescimento, falta educação financeira e experiência no uso de novos instrumentos. O FT enfatiza ainda a rápida expansão do mercado de cartão de crédito, que passou de 28 milhões de unidades no Brasil em 2000 para 153 milhões, este ano.


Fonte; Ministério da Justiça.

Que grande novidade! O governo e empresários tem grande culpa nisso tudo. Comente, deixe sua opinião.

quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

SEM RISCOS



Vejo na TV o caos da Segurança Pública no RJ. Antes, li atentamente a reportagem de capa de uma importante revista semanal brasileira. Trata-se de entrevistas (quase uma centena) com homicidas. Investigou-se o que pensam e sentem aqueles que cometem este crime capital. Estão ali os que matam por razões passionais, bandidos que liquidam outros bandidos, valentões alcoolizados, assassinos profissionais e, principalmente, indivíduos que cometem latrocínios – roubo seguido de morte. Detenho-me neste último grupo, pois notei um interessante traço em comum: quem mata quando deseja apenas roubar, o faz quando a vítima reage, ou parece reagir. Em outras palavras, mata quando está em risco.
Tenho por hábito acompanhar entrevistas com autoridades de segurança pública. Seria injusto eu dizer que eles não ligam para o quadro alarmante do momento. Porém, todos os motivos são arrolados para explicar o inexplicável: poucos presídios, leis brandas, falta de inteligência contra o crime organizado, fronteiras permeáveis para a entrada de armas e drogas, miséria, corrupção, desemprego, famílias partidas, crise de valores morais etc. Por fim, em um ponto, bandidos e polícia concordam: o cidadão não deve jamais esboçar a menor reação. Se reagir, morre, diz o ladrão. Se reagir, morre, diz a polícia. A passividade conformada atenua o risco.
A conclusão é simples: com a institucionalização da passividade (e olha que a lei do desarmamento nem passou em plebiscito), com o fim do risco para os bandidos, essa atividade precisa ser denunciada ao Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade). Num regime capitalista, não podemos admitir iniciativas privadas imunes ao inerente risco de empreender. Se o marginal coloca duas vidas em negociação (a nossa e a dele) e só um lado pode perder, Cade nele! E tem mais: a vida por um simples relógio, boné ou celular é preço abusivo! Procon nele! Nossa vida está valendo muito pouco. A outra, como disse, não está mais em risco.
Avançando o raciocínio, exercer "profissões" sem risco pressupõe estabilidade. Porém, sabemos que estabilidade não é bem assim: deve haver ao menos algum regramento. Concurso público, quem sabe. O bandido precisa comprovar conhecimento e controle emocional para distinguir entre o movimento de soltar o cinto de segurança e uma reação, por exemplo. Senão vai desperdiçar muita bala e queimar por incompetência um cidadão que poderia ser assaltado vinte, noventa vezes durante a vida útil. Estaríamos muito melhor atendidos se houvesse a certeza de que o ladrão precisou estudar, submeter-se a uma seleção, cumprir carreira na pilhagem. Ou, melhor ainda: ser eleito!
Ih, um problema – isso começa a ficar parecido com governo paralelo. Políticos não vão admitir concorrência. O que, por vias tortas, acende uma luz no fim do túnel: talvez combatam a criminalidade salvaguardando seus interesses e, de modo colateral, os nossos.

Rubem Penz.

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