sexta-feira, 26 de dezembro de 2025

INVEJA: QUANDO A GRAMA DO VIZINHO É MAIS VERDE?

A expressão deste título é muito conhecida no mundo todo, afinal, a inveja é universal e foi descrita como um dos pecados capitais ainda no século IV pelo monge Evágrio Pôntico, o qual objetivava fazer um levantamento descrevendo os principais vícios que atrapalhavam a rotina voltada ao exercício para o crescimento espiritual. 

Na história da humanidade – resultando em guerras e mortes – é descrita na trama entre os irmãos Caim e Abel; na mitologia Grega pela disputa sobre quem era a mulher mais bela, ou narrada até mesmo em contos de fadas (Irmãos Grimm) como Branca de Neve. Ela pode se manifestar sob a forma de diversos sentimentos que julgamos negativos: raiva, ódio, inadequação, e pior, pode levar o sujeito a desenvolver atitudes de vingança, de destruição, de fofocas… e quem mais sofre com isto? O invejoso. A inveja é dirigida não só a bens materiais (do outro), mas também à posição social, beleza, caráter, qualidades pessoais, etc, e normalmente voltada àquilo que gostaríamos que fosse nosso. 

Em linguagem popular pode ser conhecida como olho gordo, seca-pimenteira ou mau olhado, todavia, não podemos confundi-la com ciúmes ou cobiça, sentimentos não direcionados ao mal, afinal, nem todo mundo é invejoso.

Mas se invejamos o que queremos, o que desejamos, por que não buscamos isso para nós? Certamente é por que pode haver algumas limitações intransponíveis: não conseguirei ficar bonito ou inteligente como aquela pessoa, minha condição financeira não é suficiente para ter também os objetos e status que invejo, ou então, não acredito que vá um dia ter desenvoltura e simpatia para agir como ela. O que fica evidente aqui é que há uma insatisfação com a vida que se leva e uma frustração decorrente gerando tristeza. Daí que, um trabalho voltado à autoestima, à adequação com a realidade, à motivação por desprender-se da vida do outro, pode desencadear um processo de superação que leve à satisfação e à recuperação da saúde, pois este comportamento gera somatizações que acabam por manifestar-se em diversas formas de adoecimento.

É importante trazer a informação de que inveja não é apenas um mau comportamento que possa ser modificável com facilidade e a qualquer momento, é também um dos sintomas de Transtorno de Personalidade Narcisista, e isso está definido no Diagnóstico de Saúde Mental (DSM-V) como uma condição mental em que a pessoa superestima a sua importância, colocando-se acima das demais, sem empatia e com a necessidade de atenção, admiração e reconhecimento exagerada, o tempo todo. Descrita assim, pode ser um sintoma de uma doença. 

Ao convivermos diariamente com pessoas muito invejosas na família ou no trabalho, corremos um risco real ante uma situação muito prejudicial para a saúde mental, pois os ataques invejosos podem ser internalizados acabando por destruir nossa autoestima, corroer o amor próprio, gerar insegurança, medo, agressividade contra si mesmo e até depressão.

Todavia, a inveja pode sinalizar sobre algo que damos valor e que, por diversos motivos não alcançamos. Já parou para pensar sobre isto? Quem sabe uma mudança de estratégia na vida, uma nova avaliação sobre o que realmente é importante possa auxiliar em novas conquistas. Mas uma pergunta: você sofre com isto? Conhece ou convive com alguém assim? Pense em psicoterapia, afinal, o espaço psicoterápico – onde é possível falar sem julgamentos – é uma ferramenta que pode ajudar a lidar com os sentimentos gerados pela inveja.

 César A R de Oliveira.

 

 

domingo, 21 de dezembro de 2025

Você sabia disso?



Durante anos acreditamos que o cérebro tinha o controle absoluto de tudo o que sentimos e decidimos. Mas a ciência moderna está contando outra história.

O coração não é apenas uma bomba de sangue: possui seu próprio sistema nervoso, com milhares de neurônios e sensores capazes de detectar mudanças físicas e emocionais antes que o cérebro as processe de forma consciente.

Essa rede cardíaca envia sinais constantes ao cérebro que influenciam diretamente o estresse, as emoções e a maneira como reagimos a situações importantes. Por isso, muitas vezes o corpo responde primeiro… e a mente entende depois.

Embora o coração não pense como um cérebro, ele participa ativamente do equilíbrio emocional diário. Compreender essa conexão coração-cérebro não apenas ajuda a reduzir a ansiedade, mas também a tomar decisões mais conscientes.

Ouvir o coração não é apenas uma metáfora romântica: é biologia em ação.

Ciência em Foco.

 

 

sexta-feira, 19 de dezembro de 2025

SEPARAÇÕES E DIVÓRCIOS NEM SEMPRE SÃO FRACASSOS!


Um dia nos casamos,

formamos uma família,

fomos felizes por alguns anos...

e, de repente, tudo muda.

Sem perceber, o amor acaba.

E então as pessoas te julgam

e, no fim, elas sentenciam:

"Eles fracassaram no casamento."

E não é verdade.

Fracasso é brincar de ser "a família feliz".

Fracasso é trair seu parceiro,

seus filhos e você...

O fracasso é ficar por conveniência.

O fracasso é manipular seu parceiro com seus filhos.

O fracasso é viver uma vida de mentira.

Fracasso é voltar para casa infeliz toda noite.

O fracasso é implorar por amor de quem

não te ama mais.

O fracasso é fingir que você ama.

Fracasso é permanecer por medo da solidão.

Fracasso é viver com alguém

por medo de "o que os outros dirão."

Fracasso é não lutar para ser feliz

Fracassar é acreditar que o amor não existe...

Meu respeito a todos aqueles que tiveram a coragem de não viver no fracasso.

E um aplauso maior para todos

aqueles que ainda estão felizes e apaixonados depois de tantos anos.

Lute pelo seu casamento,

mas quando não houver mais pelo que lutar...

Lute pela sua felicidade

e pela sua saúde emocional.

Texto publicado por José Piva Crema.

 

domingo, 7 de dezembro de 2025

Novo medicamento regenera medulas espinhais danificadas

Após 25 anos de pesquisa, cientistas brasileiros liderados pela Dra. Tatiana Coelho de Sampaio na Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) desenvolveram a Polylaminina, um medicamento derivado de proteínas placentares que demonstra capacidade de regenerar medulas espinhais danificadas. O fármaco foi apresentado em setembro de 2025 e está sendo considerado o primeiro tratamento do mundo capaz de reverter lesões na medula espinhal sem implantes.

A Polylaminina age estimulando o crescimento de novos axônios e rejuvenescendo neurônios maduros. É aplicada diretamente na coluna por meio de procedimentos minimamente invasivos, e os testes iniciais mostraram recuperações notáveis em pacientes com paraplegia e tetraplegia. Alguns recuperaram mobilidade total, enquanto outros apresentaram melhorias significativas no controle do tronco e na função motora.

Embora os resultados sejam promissores, o medicamento ainda aguarda aprovação regulatória da agência de saúde brasileira (Anvisa) antes de poder ser distribuído amplamente. Hospitais em São Paulo já estão se preparando para iniciar o tratamento assim que a autorização for concedida.

Em fim, Ciência.