quarta-feira, 27 de janeiro de 2016

Uma em cada três pessoas não lava as mãos após ir ao banheiro


No Brasil, 73% indicam que lavam as mãos automaticamente depois de usarem o toalete.


Lavar as mãos após ir ao banheiro é um hábito fundamental para a higiene pessoal que se aprende desde a infância.Porém, há quem não aprendeu ou discorda da sua importância.
 Uma pesquisa do IBOPE Inteligência, em parceria com a Worldwide Independent Network of Market Research (WIN), realizada em 64 países, com 62.398 entrevistados, mostra que uma em cada três pessoas no mundo (36%) não tem o hábito automático de lavar as mãos com sabonete após ir ao toalete.
No Brasil, onde o IBOPE Inteligência ouviu 1.022 internautas, 73% apontam que lavar as mãos automaticamente após ir ao banheiro é um hábito totalmente integrado ao seu dia-a-dia.
A pesquisa mostra que há diferenças significativas de comportamento de acordo com a região. Para 76% dos chineses e 60% dos sul-coreanos lavar as mãos após ir ao banheiro não é um hábito automático, enquanto que na Arábia Saudita 97% têm esse costume.
Na Europa, os gregos são os mais higiênicos (85% lavam as mãos) e os holandeses, os menos (47% não possuem esse hábito automático). Nas Américas, os colombianos são os que mais lavam as mãos: 93%. No sentido oposto estão os mexicanos: 32% não fazem isso de maneira automática.
“Estima-se que 35% da população mundial não tenha acesso a banheiros com condições seguras de higiene e isso talvez seja o motivo pelo qual um grande número de pessoas não lavam as mãos com água e sabonete após irem ao banheiro.
 Isso ocorre tanto por falta de estrutura como por hábitos inadequados.  Essa pesquisa é um alerta mundial sobre os benefícios de se lavar as mãos de maneira correta”, diz Jean-Marc Leger, presidente da WIN.
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Divórcio vira pretexto para fazer festas de arromba nos EUA

Nova York, EUA. O divórcio se converteu em uma festa, inclusive com bolos especiais para a ocasião. Organizadores de eventos, doceiros, advogados e acadêmicos concordam que as “festas de divórcio” ganharam popularidade nos últimos anos nos Estados Unidos, muitas delas com bolos decorados com mulheres armadas ou com um glacê lúgubre.

“Eu gosto de chamar de ‘festas de liberdade’, nas quais se celebra não o fim do matrimônio, mas sim a liberdade que se escolheu para a vida”, diz Richard O’Malley, organizador de eventos de Nova York.

Recentemente, ele organizou uma festa do tipo pela qual uma mulher pagou US$ 25 mil.

A professora de marketing Michal Ann Strahilevitz esteve em várias dessas celebrações e as considera parte de uma tendência mais ampla.

 “As pessoas organizam festas para celebrar o fato de terem revelado a seus pais ou amigos que são gays ou para comemorar o aniversário de um bicho de estimação”, diz.

“Os sobreviventes de câncer festejam cada ano que passam sem que a doença reapareça. Houve um grande aumento do número de eventos que os norte-americanos celebram com festa”.


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Fiéis engolem cobra e pastor garante que animal se tornará chocolate


A página da igreja no Facebook diz que a iniciativa funciona, graças à fé dos seus integrantes


De acordo com o "Metro", as fotos dos fiéis comendo o réptil têm causando muita polêmica nas redes sociais. A página da igreja no Facebook diz que a iniciativa funciona, graças à fé dos seus integrantes.
Um fiel postou sobre sua experiência: "Eu fiz e senti o gosto do chocolate. Era diferente, mas o gosto era bom".
Em seguida, outro "aventureiro" também publicou na rede social: "Eu não estava seguro na primeira vez, mas quando mordi a cobra percebi que era o melhor chocolate que eu havia comido".
O motivo para a prática não foi divulgado pela publicação e nem mesmo relatada na página da igreja. 

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Wikipédia - Segura ou não?



Imagine uma enciclopédia escrita de maneira colaborativa. Agora, coloque-a na internet e permita que mais pessoas editem e adicionem novos verbetes. Essa é a receita da Wikipédia, que completa 15 anos de existência em janeiro.
 Criado pelos americanos Jimmy Waler e Larry Sanger, o projeto é mantido pela Fundação Wikimedia. Ela é gratuita e, aos poucos, desbancou outras fontes de informação. Uma dúvida, porém, sempre pairou sobre ela: até que ponto pode ser considerada fiel à exatidão dos fatos?
A facilidade de encontrar definições utilizando motores de busca como Google e Bing potencializou a ferramenta. Ao mesmo tempo, surgiu esta dúvida, sobre a veracidade dos dados. Os responsáveis pelo site explicam que o material inserido na plataforma web não pode ser original. Ou seja, o Wikipédia funcionaria como uma consulta secundária.
Em entrevista publicada pela Agência Brasil, Jimmy Wales afirma que ela não deve ser usada como fonte primária de informação. Assim, quem ler um conceito e ficar com dúvidas deve ir no campo de links e referências logo abaixo do texto e comparar com a informação do verbete.
Criticado em relação à qualidade do material, a Wikipédia criou um mecanismo complexo que estimula os usuários a participarem da rede e a ajudarem no processo de edição. Para tanto, o voluntário deve cumprir algumas etapas antes de virar, por exemplo, um revisor.

O próprio verbete Wikipédia no site explica que, “por padrão, qualquer edição em um artigo se torna disponível imediatamente, antes de qualquer revisão. Isto significa que um artigo pode conter erros, contribuições equivocadas, defesa de algo, ou mesmo absurdos evidentes, até que outro editor corrija o problema”.
Mas as páginas propensas ao vandalismo de pessoas mal-intencionadas, que excluem termos ou inserem dados falsos, são protegidas para não perder edições de imediato. O sistema do Wikipédia utiliza o software livre de edição wiki, que permite tanto a colaboração quanto a gravação de histórico de alterações.
Assim, se alguém apagou algum conteúdo acidentalmente ou de propósito é possível saber quando, quem foi e o que foi apagado para um possível resgate.
A Wikipédia tem versões em mais de 270 idiomas. O inglês, primeiro idioma a ser implementado, é o que possui maior número de artigos escritos. O português ocupa o nono lugar em inserções de verbetes. Ao todo, a língua portuguesa contabiliza mais de 905 mil artigos, incluindo aqueles menores de 5 mil caracteres.

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terça-feira, 26 de janeiro de 2016

A humanidade se perdeu


Essa guerrilha está matando a humanidade


Tenho saudade de um tempo que não vivi e nem presenciei. Tempos aqueles onde as pessoas sentavam nos baixos muros das casas e ali mesmo aconteciam os encontros de namorados, de amigos e dos velhos trocadilhos em meias palavras soltas.
Sinto dor no peito do tempo que não conheci onde para ir à igreja e referenciar a Deus, usavam-se lenços nos cabelos e chapéus com telas em respeito mútuo à fé. Saudade de quando os filhos pediam “bênção” aos seus pais e avós e respeitavam os mais velhos. Dá um nó danado na garganta de ver filhos enfrentando seus pais e avós.
Que falta me faz do tempo ilusório em meu coração das latinhas, pneus velhos, jornais, folhas usadas de caderno que davam sentidos verdadeiros nas brincadeiras. Crianças brincavam até sem brinquedo e usavam a imaginação. Saudade daquele tempo onde não existia o tal “bullying” e sim apelidos dados pelos amigos. Estão americanizando até mesmo as brincadeiras e fazendo tragédia com isso.
Tenho saudade do tempo em que sair pra tomar sorvete era prêmio dado pelos pais pelo bom comportamento. Que triste saber que o prêmio de bom comportamento é deixar jogar o vídeo game e usar celular depois do castigo de meio dia.
Nostalgia eu sinto, quando me lembro do namoro nas janelas, das mãos dadas pelas calçadas e do “selinho” como beijo. Que pena que o namoro tornou-se jeito de “prostituir”. As pessoas namoram e amam pela conveniência.
Dá melancolia de lembrar-me do tempo desconhecido, existiam bailes com pessoas bem trajadas e danças compassadas. Que saudade da dança a dois, onde os pares se posicionavam frente a frente com ombros bem alinhados e olhares fixos. Tristeza dá de ver as mulheres e homens se agarrando por aí, dançando nus em meio a multidões no descompasso de músicas insanas e vestimentas inadequadas.
Velhos tempos que não conheci. Tempos que as disputas eram baseadas na quebra de braço, no “topete” mais bonito, no sorriso mais “torto”. As moças riam desconfiadas e tímidas, as mais bonitas eram consideradas aquelas que usavam saias feitas de belos tecidos, bem rodadas e cabelos bem penteados. O mundo está do avesso.
Hoje as mais bonitas são aquelas feitas de silicones e remédios bombásticos para dar ao seu corpo modelo de estaturas de pedra. As roupas, quanto mais curtas, melhor, o nu se tornou moda. Homens saem por aí esbanjando carros, mostrando os corpos sarados, usando drogas e achando-se “os caras”.
A humanidade se perdeu, em todos os sentidos. Falta fé, amor, falta pudor nas pessoas, falta tudo. Filhos matando seus pais, pais matando seus filhos. Os casais brigam por dinheiro, se traem, se estapeiam. O se humano se perdeu, tem se tornado vítima do seu próprio egoísmo e ganância. As pessoas tornaram-se monstros no trânsito, no trabalho e no meio familiar, brigam e matam por falta de amor ao próximo. 
Sem falar que o corpo humano virou objeto, depósito de drogas, sexo e violência. Homens e mulheres brincam com seus corpos, prostituem-se, vendem-se por dinheiro, bebidas e carros.
Essa guerrilha está matando a humanidade. Não sobrará tempo suficiente para vivermos tudo que um dia nos foi presenteado por Deus, nem tampouco relembrar tempos que nunca vivemos. Saudade do tempo que não vivi, onde até um pequeno texto como este poderia transformar o sentimento de alguém.
Tempo esse que, singelas palavras de um simples escritor fazia reboliço na humanidade. Mas a humanidade se perdeu.
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Campanha quer evitar que pais deem nomes estranhos aos filhos


No Rio de Janeiro, os oficiais fazem discursos de esclarecimento no ato do registro

Batizar filhos com nomes "excêntricos" não é indicado. Pelo menos é o que mostra uma campanha realizada por cartórios do Rio de Janeiro para evitar esse tipo de registro.

Segundo consta na ação, nomes "estranhos" podem estimular o bullyinge trazer problemas para as crianças no futuro. A informação é do jornal O Globo.

A iniciativa ocorre com discursos e cartazes "de esclarecimento" aos pais no ato do registro. O jornal lembrou ainda que os profissionais podem se recusar a registrar uma criança se for avaliado que o nome pode resultar em problemas futuros.

No Estado do Rio, os nomes "Messalina" e "Calígula" foram negados em cartórios recentemente. Outro nome que enfrentou resistência é "Artu", mas a mãe da criança convenceu o oficial de que o nome não traria problemas ou constrangimentos ao menino.

O Globo.

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Descubra para quê serve o bolsinho pequeno da calça jeans


Há quem arrisque dizer que o detalhe em tecido serviria para colocar balas, chaves, isqueiros ou até mesmo camisinhas. Marca de jeans, no entanto, desmente estas supostas utilidades


Você já deve ter tentado usar aquele bolsinho pequeno que costuma acompanhar o bolso maior da sua calça jeans.

Usuários de um fórum na rede social Quora procuraram desvendar a sua utilidade. De acordo com O Globo, houve quem acreditasse que era para colocar balas, chaves, isqueiros ou até mesmo camisinhas. Um internauta chegou a sugerir que o pequeno bolso fosse ideal para guardar maconha. 

Mas não seria para nada disto. Segundo a Levi's - marca clássica de jeans - informou em um post no seu site oficial, o quinto bolsinho era utilizado originalmente para guardar relógios de bolso dos caubóis.

Na época, nem sequer havia os cinco bolsos. Eram quatro, sendo apenas um na parte detrás da calça, mais três na frente, incluindo o pequeno bolso. 

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Afinal, quem deu asas à lagarta?


O recolhimento é o preço da mudança e o seu prêmio é a conquista de si

Afinal, quem deu asas à lagarta? Pergunto-me, atônito, diante de tão surpreendente metáfora da vida. Como conceber que aquele ser viscoso, rastejante, quase vil, possa se mudar em tão bela criatura, feita para os ares e para o beijo das flores? Quem lhe deu as suas asas? Quem, por um presente, lhe elevou às alturas?
– Certamente, não fora o homem. O homem jamais voou, exceto por artifícios outros. E caso pudesse conceder esse mérito a alguém, o faria a si mesmo e não à lagarta. Ser desprezível! “Que desperdício oferecer-lhe asas”, pensaria o homem, em seu egoísmo.
– Quem sabe a divindade tal regalo lhe tenha feito. Voar é próprio dos anjos e das criaturas celestes! Nisso as aves a eles se assemelham, senão pelas penas, ao menos pela proximidade com o azul. Ora o azul do céu, ora o azul das águas, dos oceanos e dos rios. A ninguém espanta que as aves voem. Voar lhes é próprio. Mas, quanto à lagarta, quem lhe deu as asas?
– Talvez as suas asas não lhe tenham sido dadas. Talvez de algum modo, desde sempre, à lagarta tenham pertencido. Mas, por que somente agora? E, por que, não desde o ovo?
– Rastejar-se sobre o solo, inferior aos outros seres. E, como se isso não bastasse, não fosse preço suficientemente razoável, submissão satisfatória, ainda ter que se alimentar de cocô. Um ser constantemente refém de todos os outros. Desprovido de defesas que lhe assegurem a própria vida. Por que não, desde o início, o céu ser o seu lar? Ao contrário dos pássaros, que, logo infantes, projetam-se no azul, suas asas lhe foram dadas. Não nasceram consigo.
– Mas, afinal, quem deu asas à lagarta?
– Afastar-se dos demais e recolher-se no casulo, eis a fórmula da conquista de suas asas. Ninguém outro poderia conceder-lhe tamanho dom, apenas esta dupla: o silêncio e o tempo. Silenciar-se para o mundo e recolher-se para dentro. Voltar-se para sua própria casa, construindo-a. Dar tempo para que o silêncio inicie a transformação.
 O recolhimento é o preço da mudança e o seu prêmio é a conquista de si. Do chão às alturas, por suas asas. Não mais lagarta, mas borboleta.
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O Brasill faliu?



Na poeira do tempo, lá se foi 2015! O ano findou com o país mergulhado até o pescoço em gravíssima crise política, econômica e ética. Campeoníssima, a inflação patenteia sua face mais cruel. Em 2015, caro leitor, o Brasil quebrou a cara. Melhor: sob as bênçãos do PT, faliu!
No Poder Executivo, Dilma Rousseff, com sério risco de sofrer processo de impeachment por gastar demais e ao arrepio da lei, viu as contas federais repelidas pela unanimidade dos votos dos ministros do TCU.
Face à disputa presidencial de 2014, na qual a presidente mentiu e gastou mal, as despesas públicas alcançaram as nuvens. A carga tributária, aliás insuportável, já não cobre os gastos públicos. A inflação sem controle, acoplada ao processo recessivo em marcha, gera o desemprego e a queda do poder aquisitivo da população, em especial, dos membros das classes sociais mais pobres.
Os serviços públicos são caros e ruins. A educação, de baixa qualidade, atinge padrões jamais pensados; brasileiros morrem às portas dos hospitais sem leitos, sem remédios, sem profissionais da saúde. No asfalto se rouba e se mata impunemente.
No Poder Legislativo, o presidente do Senado é contemplado com seis inquéritos que transitam no STF, enquanto o presidente da Câmara Baixa, alegria do baixo clero, é atingido em cheio pela Lava Jato. Aguarda-se a cassação de seu mandato e a destituição do cargo. É questão de tempo!
Na Justiça, insuflada pelos ares do corporativismo tupiniquim, os presídios jazem superlotados e as condenações são aliviadas por semiabertos, reduções de pena e indultos apressados.
A máquina pública, corporativa, nacionalista e clientelista, consolida-se como uma elite privilegiada, na qual pululam milhares de funções comissionadas em geral ocupadas por apaniguados políticos servis, inabilitados e incompetentes. A burocracia limita o desenvolvimento do país e oportuniza as eternas graças aos amigos do poder.
A infraestrutura, penalizada pela falta de investimentos, onera ainda mais o custo Brasil. Como agravante, a Petrobras revelou conhecidos parlamentares comprometidos que, ao interferirem na direção da empresa, geraram um dos maiores escândalos de corrupção empresarial do globo terráqueo. 
O que se pode esperar de 2016? Por certo, as ações cosméticas estarão voltadas à sobrevivência política dos atores de plantão. Há eleições municipais em 2016. Caso houvesse - lastimavelmente não há! - uma agenda de reformas para o atual modelo retrógrado e esgotado, se poderia - quem sabe! - alimentar a esperança de alcançar o país que almejamos.
O Brasil que sonhamos, queremos e merecemos. Todavia, sem um posicionamento firme e decisivo da sociedade brasileira isso jamais acontecerá. Como escrevi, caro leitor, na esteira do fracasso do lulismo, o Brasil faliu. E o PT?, Bem, o PT morreu!
 Sergio Cruz Lima.
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Crimes cibernéticos. Brasil é o 5º do mundo em fraudes digitais

Roubos de dados pessoais e fraudes de cartão de crédito são as principais violações virtuais praticadas no Brasil. O criminoso cibernético busca dinheiro fácil. As informações são de uma empresa especializada em cibersegurança


Um novo estudo sobre os crimes cibernéticos no Brasil mostra o País em quinto lugar no ranking de detecções de malwares (software malicioso, que pode corromper sistemas ou roubar informações) bancários.

A pesquisa da Trend Micro Incorporated (empresa especializada em segurança em nuvem), divulgada neste janeiro, é referente ao terceiro trimestre de 2015 e chama a atenção para o crescimento deste tipo de crime no País. É urgente que 2016 também seja um ano novo para a cibersegurança, demarcam especialistas da área.
 
“Em nosso último relatório sobre o cenário do cibercrime brasileiro, o Brasil está posicionado em 5º lugar se correlacionamos o número de detecções de malwares bancários”, revela Franzvitor Fiorim, executivo de vendas da Trend Micro, em entrevista por email. As fraudes bancárias e de cartão de crédito, também geradas pelo roubo de dados pessoais, são os delitos digitais recorrentes no Brasil, mas os crimes cibernéticos se especializam e avançam ao mesmo tempo em que a tecnologia. “Os cibercriminosos adicionaram os smartphones à sua lista de dispositivos-alvo, conforme evidenciado pela disponibilidade de software e serviços de spam por SMS”, considera o executivo.
 
Dados da Trend Micro informam que “o número total de aplicativos maliciosos de alto risco para dispositivos Android cresceram 31% no primeiro trimestre de 2015” frente ao mesmo período do ano anterior. “Outro ponto é correlacionado a Malwares para Pontos de Venda (que podem coletar dados de cartões de vários sistemas de pagamento, por exemplo), que teve crescimento de 193% no primeiro semestre de 2015 se compararmos o mesmo período de 2014”, completa Fiorim.

Dinheiro fácil
A tendência é o aumento do número de golpes “envolvendo celulares, tablets, pontos de venda e internet das coisas (leia-se tudo o que pode ser conectado)”, projeta o executivo da Trend Micro. Essas violações são as mais rentáveis e a busca por dinheiro fácil, ele retrata, é o perfil do cibercriminoso brasileiro.
 
O estudo Ascending the Ranks: The Brazilian Cybercriminal Underground in 2015, da Equipe de Pesquisa de Ameaças Futuras da Trend Micro, expõe ainda os “negócios” realizados no submundo do crime cibernético. Com a popularidade do Internet Banking no Brasil, exemplifica a pesquisa, o malware bancário ganha espaço: o Kaiser deixa registradas as teclas digitadas sempre que o usuário de um sistema infectado visita o site de um dos bancos-alvo. 
“Os cibercriminosos, então, ganham acesso aos números da conta bancária. Por R$ 5 mil, os compradores podem registrar as teclas digitadas de até 15 sites e têm acesso a serviço de suporte 24 horas”, detalha o estudo.
 
Também surpreende a oferta de treinamento de carding (roubo de credenciais de cartões de crédito). O “curso” tem duração de três meses e inclui aulas para criar malware e configurar botnets (que pode realizar tarefas maliciosas programadas), ensinando até a clonar cartões. “Por R$ 300, os aspirantes a cibercriminosos e os novatos podem aprender a criar suas próprias variantes de malware e páginas de phishing (em geral, ameaças virtuais)”, sublinha a pesquisa.

31%
Índice de crescimento de 
aplicativos maliciosos de alto risco para dispositivos Android (smartphones e tablets) no primeiro trimestre de 2015, comparado ao período de 2014  

PUNIÇÃO BRANDA
 
Lei brasileira precisa avançar
Os cibercrimes – que alguns especialistas preferem nomear crimes digitais, enquanto outros falam em crimes eletrônicos - têm a extensão da internet e são tão variáveis quanto a natureza das tecnologias e das pessoas. Delitos que ofendem a honra da vítima - desde calúnia e difamação até bullying e invasão de privacidade-, lembra o advogado e economista Renato Opice Blum, também se enquadram nessa categoria criminal.
 
Além das fraudes financeiras, ele soma, a violação de direitos autorais, o racismo, a concorrência desleal e a usurpação de dados sigilosos têm crescido no País. “Há um aumento proporcional (ao crescimento da quantidade de usuários conectados) no número desses crimes. E, do ponto de vista legal, há um aumento no número de processos e de decisões judiciais”, observa Renato, também professor do curso de Direito Digital do Insper (www.insper.edu.br).
 
Para ele, o Brasil acompanha a França e a Alemanha no ranking dos países que mais lidam com questões do tipo. “Os tribunais brasileiros estão bem acostumados com esse assunto. E temos muitas decisões. Acabamos tendo expertise por força da experiência”, conclui, ao tempo em que pondera: a legislação brasileira ainda é incipiente frente ao desenvolvimento desses crimes.
 
Na avaliação do advogado e professor, existe muita dificuldade na compreensão do problema e na consequente elaboração de leis. A Lei 12.737/2012, conhecida como Lei Carolina Dieckman e que tipifica os crimes cibernéticos no Brasil, representou algum avanço na coibição desses delitos, mas já precisa ser aprimorada, contrapõe Renato Opice Blum. Ele considera, por exemplo, baixas as penas previstas (de três meses a dois anos de reclusão).

“Falta especialização por parte dos legisladores para leis específicas”, relaciona, o que também complica as investigações. Além disso, complementa, a legislação tem que ser “mais dura” e deve-se inserir a educação digital nas escolas. “A internet tem aquela característica de que pode haver uma tendência de extrapolação dos costumes. Vale o bom senso e a própria conscientização de que a pessoa pode passar daquela linha e pode ser condenada”, orienta Renato. 

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