quarta-feira, 3 de fevereiro de 2016

Respeito e sintonia são fundamentais


Nas boas relações entre os poderes

No início desta semana aconteceu a abertura do ano legislativo quando a Câmara Municipal volta à ativa após recesso de fim de ano. É um momento importante para o Poder Legislativo e, consequentemente, para toda a cidade, uma vez que se retomam os trabalhos e os debates e análises sobre grandes temas de interesse coletivo. É através da agenda legislativa que também é ditado o ritmo do desenvolvimento municipal, bem como o atendimento de demandas estratégicas da população.
Tivemos a oportunidade que nos reunir com grande parte dos vereadores em um encontro de trabalho na última segunda-feira. O objetivo é traçarmos compromissos em comum cujos interesses se somam à expectativa da população em ser ouvida e atendida no que tange nosso trabalho frente ao Executivo e no que depende diretamente das ações dos 21 representantes populares naquela Casa.
É fundamental sempre reiterarmos o nosso respeito ao Poder Legislativo sob a forma de compreender os limites que visam a preservar a sua independência. Uma democracia se faz com liberdade de escolhas e respeito às divergências. A premissa legislativa é desenvolver novas leis e buscar a inclusão no cotidiano de uma cidade de demandas da população. Outra atribuição versa sobre a fiscalização e a garantia da ordem pública democrática.
Quanto a este quesito, nos ausentamos de qualquer sorte de ingerência ou debate, afinal, é um tema exclusivo dos parlamentares. Desta forma, o objetivo de nosso encontro é reforçar a sintonia independente de cores partidárias ou vontades pessoais em prol da continuidade de um projeto e uma parceria que vem resultando em bons, concretos e resultados. 
Um dos compromissos é que a agenda legislativa e executiva não sejam comprometidas com a agenda partidária e pessoal dos vereadores durante a corrida eleitoral. Não podemos comprometer o bom andamento de nossos projetos por força de campanhas e demais compromissos. Esta diferenciação é, inclusive, parte integrante deste grupo ideologicamente heterogêneo, mas bastante focado quando o assunto é a criação de bons projetos para o município.
Outro desafio para o ano de 2016 é a votação do Plano Diretor Participativo. Fruto de uma intensa relação aberta com segmentos organizados da população e num processo onde todos tiveram vez e voz para se manifestar, apostamos também na continuidade deste diálogo profícuo com os vereadores para darmos este estratégico passo em direção ao futuro e às adequações tão necessárias para elevarmos nosso potencial de crescimento. O consenso produtivo é o objetivo final para mais esta conquista.
Portanto, com respeito à independência dos poderes e à autonomia política de cada vereador podemos afirmar que Câmara e Gabinete Municipal são parceiros pelo desenvolvimento em nome de um projeto que vem mudando a cara da cidade e colocando o município no topo de rankings positivos importantes para o Brasil. E nos empenharemos para que continue assim em 2016. Ser vereador em uma cidade, é isso aí!
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Sobre a mulher e a felicidade!



A Mulher de Fé acorda pela manhã e se sente detentora de uma força desconhecida. “Seja feliz para além das circunstâncias”, diz sua alma alegre e cheia de boas convicções.
Ela respira fundo e sai para a vida. Não vai mais viver observando as folhas secas em baixo das árvores. A partir de agora, seus olhos estarão lá em cima, em busca dos melhores frutos.
Não vai esperar que outros determinem quem ela é. “Seja você mesma”, diz seu interior. “Sim, seja esta mulher que erra, que sonha, deseja, que luta, perde, vence, que chora, espera, se emociona, ama, que faz planos para desistir e acaba desistindo deles, que já passou por tantas coisas, mas ainda continua acreditando na bondade da vida…”
Ela sorri e continua caminhando. Hoje tudo parece estar mais belo. A praça, os meninos que correm por ela, as pessoas que carregam sorrisos mais sinceros. “Tudo está na maneira que você vê as coisas”, ouve seu coração dizer. E a partir de hoje fará de tudo para ver a vida com olhos bons, assim, certamente tudo lhe irá bem.
Decidiu ser feliz para além das circunstâncias.

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terça-feira, 2 de fevereiro de 2016

Interação corpo/alma/espírito


O mundo invisível é mais amplo do que o mundo visível

O presente texto não traz pretensão doutrinária, quer apenas apresentar algumas reflexões que sejam úteis às pessoas que já entendem que a espiritualidade é a realidade maior da vida humana. Quem chegou a esse ponto já está no caminho avançado da evolução.
É sabido que no existente em conjunto integralizam-se três reinos, mineral, vegetal e animal. Fala-se também em um quarto reino, o do ser humano, que se distingue do animal, porque criado por um sopro divino e dotado de espírito. Entre os entes da natureza, só o ser humano se destaca pela elevação de sua consciência, propriedade da alma conectada ao espírito. As plantas e os animais também têm alma e chegam a ter percepção, mas não consciência dos próprios atos.
Corpo, alma e espírito
Na sequência qualitativa, primeiro vem o espírito, que se conecta à alma e esta se materializa no corpo. O espírito é energia pura, como a eletricidade que se transforma em luz, quando, por exemplo, canalizada na forma de uma lâmpada. A vida do corpo é orgânica, da alma é psíquica e do espírito é essência que vem da energia cósmica.
O espírito goza de autonomia absoluta, preexiste e sobreexiste ao corpo ao qual se liga pela alma cujo envoltório é o períspirito (em termos kardecistas). Assim como o corpo tem saúde vital graças à harmonia de seus órgãos, a alma tem a função primordial de harmonizar as atividades físicas e psíquicas do ser humano, em sintonia com a esfera espiritual.
O espírito se manifesta pela inteligência e pela sensibilidade, na conexão com a alma que se situa entre a realidade física e metafísica. E assim o ser humano se difere dos demais entes da natureza pela elevação da consciência, que lhe permite o autoconhecimento num processo de evolução contínua.
O espírito oferece a inteligência para o conhecimento e a alma contribui com a sensibilidade para a percepção. Dessa forma o ser humano se equilibra na conjunção corpo e alma, energizando a mente, alimentada pelo espírito. Nesse trâmite, eleva-se do mundo imanente ao transcendente, do plano existencial ao plano espiritual, integrando-se, como parte criada, ao seu todo criador, que é Deus.
Essas palavras assim alinhadas não têm o condão da lógica científica, que se traduz na demonstração sistemática ou na experimentação programática, conforme variáveis preestabelecidas. Eis que aqui nos referimos a realidade virtuais que não se medem matematicamente, mas se apreendem intuitivamente, que é assim a própria forma de manifestação do espírito.
Espiritualidade e transcendência
Na antiguidade clássica, os gregos representavam a natureza dual do ser humano na figura do centauro, metade homem/metade animal. Poderíamos atualizar esta visão no sentido logosófico do homem com suas naturezas, física e espiritual, ligadas intrinsecamente como alma e espírito.
“Mens sana in corpore sano” (mente sadia em corpo sadio), diziam os antigos romanos, quando ainda falavam latim. Os antigos romanos, apesar de materialistas, acreditavam em deuses mitológicos que representavam a força das ideias ou as forças da natureza. A realidade humana se totalizava no corpo e na mente, mas não vista ainda como propriedade da alma, nem a alma como manifestação (corpórea) do espírito, no caso da ligação do ser humano com o Deus criador.
O mundo invisível é mais amplo do que o mundo visível porque se estende ao infinito que se reflete dentro do ser. O mundo da subjetividade humana é, portanto maior do que o da objetividade exterior, que é infinitamente limitado e não constitui ponto de ligação com a espiritualidade.
A espiritualidade nos abre a porta e insinua que é a dimensão maior da vida. Apesar dos prazeres do mundo, dos apelos do corpo, dos amores da alma.
A espiritualidade vem pelas mãos de nossas mães, assim como a vida vem pelo ventre de todas as mães. Apesar do acaso das vidas, dos desvios do ser, da inquietação do espírito.
A espiritualidade nos convida a contemplar o eterno, a contemplar o infinito e ouvir as divindades ocultas. Apesar das ruinas da história, dos escombros das guerras, da estupidez dos homens.
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Pescador encontra criatura bizarra no fundo do mar


A criatura foi levada para terra firme em Winderward, na Ilha de Carriacou

McLawrence, de 74 anos, que trabalha em uma ilha no Caribe, encontrou uma criatura com pés humanos, escamas de peixe e um nariz “quase” humano, no mar.
“Todo mundo cercou o bicho para olhar. Ninguém nunca tinha visto nada parecido. Algumas pessoas estavam bem assustadas, pensavam que era alguma criatura que tinha saído de um filme de terror”, disse um dos moradores da ilha.
O pescador disse que a criatura parece não poder andar no fundo do mar e acredita que ela ande. ” Isso me chocou de forma considerável, eu nunca pensei que uma criatura como essa poderia existir, muito menos em águas rasas. Isso é um mistério e parece ser uma descoberta”.
Com informações do IG
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segunda-feira, 1 de fevereiro de 2016

Comeu, morreu! Lições de marketing às avessas


Conheça Seu Bento e a estratégia “diferente" que ele adota para conseguir novos clientes.

Nas minhas apresentações, eu costumava usar o exemplo do restaurante "Comeu, Morreu - Especialidade: nenhuma" como um case de divulgação às avessas. Não sabia onde ficava esse lugar, mas uma foto pela internet com a placa fez com que sempre brincasse com o fato de: como alguém coloca esse nome em um restaurante?
Quem em sã consciência vai em um lugar que anuncia: caso você coma lá, você vai morrer? Muita loucura, não acha?
Pois, pelas minhas andanças por aí, conheci o lugar por acaso (em Pirangi-RN) e também o seu dono. Seu Bento é paraibano e em uma conversa gostosa de quase duas horas ganhou minha total admiração.
Se mostrou um administrador nato, conhecedor de todos os processos que envolvem seu negócio - da logística ao marketing apurado. Acabei tendo uma aula de administração sobre escolhas de fornecedor, atendimento ao cliente, precificação e as melhores formas de atrair clientes.
Uma vez Seu Bento colocou uma placa gigante: "O pior açaí do Rio Grande do Norte". Adivinha… Foi o período que mais vendeu açaí na história. O nome do lugar “Comeu, Morreu” é justamente para ganhar o cliente pela curiosidade. E a estratégia dá muito certo para ele. Os turistas que chegam querem tirar foto, aproveitam para comer e ficam encantados.

Seu Bento disse que essa estratégia começou muito tempo atrás, quando tinha apenas um carrinho de pipoca que vendia em frente a uma escola. Para se diferenciar dos outros carrinhos fazia brincadeiras sobre quem comesse passaria mal e colocava defeitos em seu produto.
 Os negócios foram evoluindo, mas a estratégia pregada no inusitado, em instigar a curiosidade de quem vê, sempre foi sua característica. Hoje, o pequeno comerciante conseguiu trocar a pipoca, emprega mais dez funcionários e seu ponto é conhecido na cidade, além de ter fotos da sua fachada espalhadas pelo mundo.
O restaurante Comeu, Morreu me lembrou, inclusive, de outro caso inusitado. No Bar e Petiscaria do Capelão, em Viçosa-MG, o Luizinho Capelão (dono) utiliza um modo de tratamento bem “peculiar" com os seus clientes. Trata mal quem consome pouco, mostra como é a sua exagerada margem de lucro e é avesso ao direito do consumidor.
 O tratamento atípico poderia espantar, mas pelo contrário, atrai. A página do Facebook do estabelecimento atingiu a nota 4,8 de 5 estrelas. Nada mal mesmo.
É difícil prever quais negócios poderiam adotar esse tipo de estratégia tão radical - até mesmo quem estaria disposto a testar. Entretanto, uma coisa é certa: abusar da criatividade, da curiosidade e ter argumentos inusitados vão atrair o público para conhecer o seu produto ou serviço, seja qual seja o seguimento dele.
Eu comi no restaurante em Pirangi, não morri e agora também super indico para quem for na direção do Rio Grande do Norte. A comida é extremamente saborosa também, mas o melhor, é o ótimo papo que o simpático dono do restaurante pode oferecer para quem o visita. Parabéns, Seu Bento.

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Quero ser candidato


A democracia envolve um conjunto de princípios. O cidadão tem o direito de exercer a cidadania em sua plenitude. A cada dois anos somos obrigados a votar. Caso não cumpramos essa obrigação, podemos ser punidos severamente. Essa é a nossa democracia.

 Então é natural que possamos disputar um cargo eletivo. NÃO! Não podemos disputar cargo eletivo. Para isso temos que cumprir uma série de obrigações. Ingressar num partido político é a primeira. Depois é preciso o aval do partido. É possível que o partido não aceite a tua candidatura.

Não é difícil concluir que a nossa cidadania é capenga. Obrigação de votar nós temos. Direito de ser votado não temos. A nossa democracia não é representativa.

 Os caciques dos partidos são as pessoas que decidem o nosso destino. E o destino dos candidatos. Uma democracia plena inclui o direito de votar e de ser votado livremente e sem qualquer restrição. A maioria dos cidadãos brasileiros não tem direito de ser votado.

E jamais vai ter, porque não suporta os métodos utilizados pelos partidos políticos. A regra geral é privilegiar aqueles que têm dinheiro para gastar na campanha. Chegamos a um beco sem saída. A lei é draconiana e antidemocrática. Mas ainda assim eu quero ser candidato. Sei que se fizer um pedido judicial, vai ser indeferido. A única saída seria um movimento nacional, para que essas leis vetustas sejam revogadas.

E que se permita a todos os cidadãos brasileiros o direito de votar e de ser votado. Mas o povo brasileiro não tem essa capacidade de mobilização. Por isso vamos ficar a vida toda dependendo do mesmo grupo no poder. O poder não mudou de mãos.

Mudaram algumas caras, mas quem manda mesmo ainda é o poder econômico. E a cada dia tiram mais direitos dos trabalhadores. Como sistema eleitoral vigente, o trabalhador está sem representantes.
Os sindicatos são usados pelo poder, com representantes vinculados a partidos. Hoje a realidade é a seguinte: aumento de impostos, recessão, inflação alta, falta de saúde, segurança e educação. E tudo isso acontece porque não estamos representados.

A representação no Congresso Nacional é de corporações. Entre elas estão bancos, empresas, sindicatos pelegos. As igrejas também elegem seus representantes. O trabalhador não tem representação no Congresso. A conta de tudo isso nós estamos pagando. E vamos continuar pagando, até que haja alguma reação. Esperem até o fim da Olimpíada do Rio. O dinheiro já foi esbanjado na Copa. O roubo aconteceu.

 Agora vem mais uma rapinagem com os jogos olímpicos. Os governos gastam dinheiro a rodo. E não se importam com a conta, porque quem paga é a sociedade inteira. Então é o momento de dizer:            queremos participar do jogo político. O voto deve ser livre e espontâneo. O candidato deve conquistar votos e não comprá-los. A melhor bandeira é pelo fim da obrigatoriedade do voto. O comportamento dos políticos vai mudar. Democracia só se constrói com voto livre.

 Não há democracia sem direitos fundamentais preservados. E também não há democracia sem respeito aos eleitores. O princípio da liberdade de escolha deve prevalecer, sob pena de vivermos para sempre esse nosso arremedo de democracia. Voto obrigatório escraviza o eleitor e dá ao político o direito de manipulação.


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Eu acredito



Eu acredito que a maioria das pessoas são boas. Mas, será que estão dispostas a morrer por suas convicções? Esta semana esteve em casa um sobrinho de visita e quando lhe fiz essa pergunta sua resposta me surpreendeu.
Tio: é fácil morrer pelo que você acredita o difícil é viver toda a vida de acordo com o que você acredita. Por isso quando dizemos que acreditamos em algo devemos estar conscientes que deveremos conviver com essa decisão o resto da vida.
Eu acredito que podemos mudar de opinião no transcurso de nossa vida. Mas, será que o fazemos porque estamos avançando no nosso caminho para sermos melhores seres humanos, ou porque nos estamos transformando em pessoas mais cínicas e descrentes. Será que no nosso caminhar pela vida escolhemos caminhos que nos darão maiores benefícios em detrimento dos outros? Buscaremos estradas talvez mais complexas, mas que não prejudiquem ninguém? Acredito que todos aqueles que tenham tido bons exemplos em casa procuraram o que seja melhor para todos.
Mas, quando a tentação nos ofereça vantagens se tomamos um atalho, qual será nossa escolha?
Eu acredito que todos os profissionais do mundo, seja qual for sua profissão, sempre começam a exercê-la para benefício do próximo. Mas, tenho visto alguns que cedem às veleidades da vida e se deixam levar pelas aparências e o luxo deixando para trás os ideais que norteavam suas vidas. Quero acreditar na redenção do ser humano. Será que ele acredita que isso seja possível?
Quando olho em volta vejo corrupção, mau uso do dinheiro dos impostos, pessoas tentando salvar a própria pele em lugar de fazer o que é certo. A mentira impera, a falsidade esconde a verdade, as amizades servem para objetivos escusos, os líderes se aproveitam dos liderados. Ano trás ano, século após século o ser humano se aproveita do próximo. Mas, eu acredito que chegará o dia que a verdade iluminará o lugar que os falsos se escondem; eu acredito que um dia aquele que tem um pão para comer o compartilhará com quem não tem nada; eu acredito que os liderados finalmente perceberão quem são seus verdadeiros líderes.
Eu acredito que os falsos profetas que pululam nas nossas ruas finalmente serão desmascarados. Acreditar que é possível vencer o descaso e a desfaçatez deve ser um exercício diário. Acreditar é o contrário de desistir, cada vez que desistimos de acreditar o mal vence.
E você meu caro leitor, vai deixar de acreditar?
Boa semana.

Ricardo Irigoyen.


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Exercendo simpatia


Quem já não ouviu uma piada sem graça e riu mesmo assim, para ajudar o indivíduo que a proferiu? O ser abençoado que procede dessa forma é uma pessoa legal, alguém cujas boas intenções contribuem diretamente, para o mundo ser um lugar menos formal.

Da boca de cada um, não saem apenas palavras edificantes. Sobra tempo para compartilhar alguma bobagem que se desprendeu dos confins da mente.

Deixar o próximo confortável, todavia, dentro dos limites do bom-senso, favorece as relações sociais e evita pré-julgamentos.

A bem da verdade, julgamentos sempre existirão. Mas pessoas legais estão aí para compatibilizar as diferenças. Você consegue identificar uma pessoa legal? Atente para as seguintes características: ela tentará lhe prover uma boa experiência comunicacional, desde que isso não afira sua própria dignidade.

Ela evitará o conflito ao máximo, de modo a não causar constrangimentos desnecessários. Ela estará sempre preocupada em não falar das pessoas pelas costas, pois covardia é a arte dos maus.

Pessoas legais têm uma educação privilegiada. Não é difícil chegar nesse estágio. Basta sorrir, exercer simpatia. Há indivíduos tímidos que não se abrem em razão de um complexo motivo: medo de suas próprias ideias. Se alguém tem medo de sua própria ideia, então se vive o marasmo de uma prisão sem grades. Acalente suas vontades, fale o que estiver pensando, desde que isso não fira o próximo. Com sorte, e de forma propositiva, pessoas legais virão interagir.

Ouço muito por aí a autodefinição de algumas pessoas que se consideram "difíceis". A pessoa difícil não se nota como realmente é: impossível de conviver.

Quando alguém se proclama difícil, em função de potenciais espasmos de raiva e irritação, ela está mascarando uma verdade que não quer aparecer: má educação. A vida as desenhou assim. Nada é definitivo, contudo.

Não estou falando de pessoas epidérmicas, que conseguem impor respeito por intermédio de ideias fortes e impositivas. É possível agir de modo combativo e ser uma pessoa legal. Em outras palavras, as pessoas legais não se destacariam tanto se não existisse um referencial ruim para a comparação.

As pessoas chatas têm salvação, desde que admitam seus erros e tratem o próximo com respeito. Você, pessoa difícil, pense nisso. Você, pessoa legal, continue assim.

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Contradição no cristianismo


Numa visão trágica da existência

No nosso último artigo, comentamos sobre o paradoxo cristão do “ser ou do não-ser”, conforme citado na peça trágica de Shakespeare, Hamlet – paradoxo que envolve a questão: devemos ser apenas passivos (renunciar a tudo) diante da vida e dos outros, ou teríamos de ter, na existência, uma postura mais pró-ativa ?
Já há séculos, esta é considerada a  peça  dramática mais famosa de Shakespeare e, segundo alguns estudiosos, p. ex. Harold Bloom, a mais importante de toda literatura.
O drama inglês envolve a dúvida de Hamlet, o príncipe da Dinamarca: deve ou não vingar o assassinato do pai, perpetrado pelo próprio irmão deste, que, logo  depois, casou-se com a mãe de Hamlet e assim, num golpe triplo (assassinato, incesto, usurpação), ascendeu ao trono do Reino?
A peça dramática desenrola-se sob o guante de forte tortura psicológica de Hamlet, paralisado por vastos momentos de inanição psíquica, alimentados por crises de consciência e escrúpulos, por exemplo, “minha mãe é ou não uma traidora”? “Merece ou não também morrer?”
Vários cientistas literários, dramaturgos, semiólogos, já se debruçaram sobre a questão: por que Hamlet fez tanto sucesso? O psiquiatra soviético Lev Vygotsky, que fora também um grande crítico literário antes de tornar-se médico e psicólogo, em duas ocasiões se debruça sobre o tema, como pode ser visto em seu livro “A tragédia de Hamlet” e num capítulo extenso de seu outro livro “Psicologia da Arte”, ambos pela Editora Martins. Nestes estudos Vygotsky faz uma revisão das várias interpretações, de diferentes autores, para o sucesso de Hamlet.
Para Vygotsky, o enorme apelo literário da obra diz respeito ao misticismo sobrenatural (espiritualismo, almas errantes, vida após a morte, sombras, etc) no qual a peça está envolta. Tal misticismo remete o leitor a uma “outra dimensão”, uma dimensão espiritual que contrasta com a visão materialista da vingança e da política. Para Vygostky, os contrastes são o “motor” da arte dramática ou literária.
A partir de uma visão do cristianismo, como já abordamos em nosso último artigo, avançamos outra interpretação. O drama de Hamlet (“ser ou não ser, agir ou não agir, renunciar ou não renunciar, perdoar ou não perdoar”) é o drama de toda Humanidade. É o drama de nosso corpo e nossa mente, que sermpre querem alguma coisa, um querer que sempre atropela mente e corpos de outras pessoas.
No nosso mundo, quase sempre, “querer para si é prejudicar os outros”, quase sempre, quando queremos alguma coisa temos de passar por cima do querer de alguma outra pessoa. Religiões e filósofos importantes (budismo, Schopenhaeur, Kierkgaard, Dostoieviski) só viram uma solução para isto:  renunciar a tudo (p. ex., os  personagens monásticos: Alíocha e o príncipe, de “Os irmãos Karamazov” e “O Idiota” de Dostoievski). “Renunciar a tudo”, “morrer em vida”, “isolar-se do mundo”, “contemplação passiva”, “integrar-se ao Universo”, “deixar-se anular pela passividade do Nirvana”.
Shakespeare, com sua genialidade artística, captou todo este dilema universal, toda esta “injustiça trágica” que Deus causou ao homem: “Desejar é matar.” Se Hamlet, p. ex., fosse dar vazão a seu desejo, ele teria de matar o tio, muita gente da corte e até a mãe, “cúmplice” na sórdida trama.
A peça artística de sucesso, ao contrário do que diziam os “formalistas russos”, não depende apenas de uma “forma perfeita”, uma “estrutura arquetipicamente aceita e consagrada”, nem mesmo de uma trama bem urdida. Depende também – e talvez seja isto que qualifique uma obra como “universal” – do apelo profundo aos grandes dilemas trágicos da existência, e Shakespeare soube captar magistralmente um deles.
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domingo, 31 de janeiro de 2016

Mas Deus não quis…


Estamos interligados uns aos outros

Rebenval tinha o hábito de relacionar os defeitos alheios, mas nunca se lembrava das suas próprias mazelas.
Era negligente e na empresa onde trabalhava, era sempre chamado à responsabilidade, pelo seu chefe.
Um dia discutiu com o presidente da firma e, depois de muito humilhá-lo, pediu as contas.
Ao despedir-se do patrão, aproveitou o ensejo para lhe dizer “poucas e boas”, tentando culpá-lo pelas próprias deficiências, assim como fazem os pusilânimes:
– Agora que não sou mais seu empregado, dr. Paulo Silveira, quero dizer-lhe que nunca me simpatizei com o senhor, pois o considero um hipócrita e desavergonhado e, se Deus quiser, nunca mais quero vê-lo.
– Mas Deus não quer… Murmurou, consigo mesmo, o dr. Silveira, homem bom, simples e humilde, que nada respondeu, diante dos insultos recebidos.
Algum tempo depois, Rebenval começou a trabalhar noutra firma.
Lá estava, no escritório, conversando animadamente com os colegas de repartição, quando a porta se abre e entra o dr. Paulo Silveira.
Todos o cumprimentaram com muita alegria e profundo respeito.
Ao ver Rebenval ali, o recém-chegado exclamou:
– Olá, Rebenval, é um prazer vê-lo aqui.
– Sinto não poder dizer o mesmo. Respondeu aborrecido e empavonado, e acrescentou: saí da sua firma, doutor, com o propósito de nunca mais vê-lo.
– Isto, no entanto, não será possível, meu caro.
– E por que não?
– É que esta firma que no momento o acolhe como funcionário…
– O que tem ela?
– Também é minha.
O rebelde funcionário, inspirado pelas pessoais deficiências e inferioridades, dissera, antes, que nunca mais queria ver o antigo patrão, “se Deus quisesse”; parece, entretanto, que Deus não quis.
Jamais podemos dizer essas coisas. Muito menos em nome de Deus, pois o Grande Pai nunca endossa a leviandade e nem concorda com a desunião.
Cada novo dia, uma nova lição.
Estamos interligados uns aos outros, amigo! Jamais afirmar, portanto: “Nunca mais quero te ver!” Às vezes as intenções de Deus não são essas…
Nunca dizer: “Desta água não bebo!” Pode ser que não exista outra fonte d’água pelas imediações.
Procuremos viver em paz uns com os outros. Não tem outro recurso mesmo: cedo ou tarde estaremos cruzando com os nossos desafetos. Em muitas circunstâncias, até, passamos a precisar deles.
É bem melhor então evitar contendas e viver em paz com todos.
Reconciliemos, por isso mesmo, com todos os nossos adversários, enquanto estamos caminhando com eles, enquanto contamos com a luz da existência, na terra.
Se um dia nos aportarmos à Espiritualidade carregando rancor na alma, bem infeliz, será a nossa condição: só auferiremos Paz e Felicidade quando houvermos extirpado todas as imperfeições que ensombram nosso espírito.
Ore pelos que não gostam de você e procure de sua parte, substituir o rancor pela amizade, sempre que estiver malquerendo alguém.
Estamos na Escola da Vida para isso mesmo.
Seja um bom aluno.
Porque o Mestre não deixa nada a desejar…
“A cada um é dado segundo a sua capacidade… E necessidade.”
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