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Vamos brincar? Por quê? Você lembra qual foi a última vez que perguntou o porquê, ou teve curiosidade de como as coisas funcionam. É comum ouvirmos as crianças nos fazendo indagações e nos pedindo explicações minuciosas, não se dando por convencidas com “não sei” ou “é assim mesmo”, geralmente dão um cansaço nos adultos que muitas vezes não sabem como explicar ou não haviam parado para pensar no que inquieta os pequenos. Também é uma fase em que se mostram mais sinceras e imaginam poder ter tudo o que querem.
A curiosidade da infância é uma das características mais marcante, que levamos conosco durante toda vida. É o que nos coloca em movimento, em busca incessante por respostas, pois quando temos a resposta para uma questão, outra se forma. Quando adultos alguns podem deixam de questionar e refletir sobre os por quês? Por terem respostas prontas ou se conformarem com respostas simples, que dizem “é assim e não vai mudar” ou com o “não tem como fazer”, deixando de exercitar a capacidade de criar e inventar outras formas para resolver as dificuldades do dia a dia.
“Criança não mente”, os adultos se deparam com reações das crianças que os deixam sem saber como reagir frente à sua espontaneidade. Por exemplo, quando ganham um presente irão falar se gostaram ou não, pois expressam o que sentem. Nas empresas as pessoas são mais formais, querendo agradar a todos e às vezes tendo relacionamentos de aparências, não mostrando sinceridade no que sentem pelas pessoas.
Claro que todos aprendem a não falar tudo que pensam como as crianças dizem, pois já se tem discernimento para saber que há coisas que pode magoar o outro. A sinceridade é usada com cautela, pois quando a atitude do outro não nos agrada temos diferentes formas para informá-lo o que nos incomoda em seu comportamento. Além de podermos pensar no por que isso nos incomoda tanto, verificando também o que há em nós que precisa ser melhorado.
A alegria e o sorriso das crianças encantam qualquer um. Todos já passaram por esta fase e têm muitas histórias para contar. Lembram com carinho da infância, pois nesta fase podiam se satisfazer através da fantasia, imaginando ser quem quisessem, como um herói que pode voar e salvar vidas, com poderes, alguém que consegue tudo o que quer do seu jeito. Na fase dos porquês mudaram os questionamentos, mas continuamos com muitas perguntas sem respostas, pois é o que nos move a buscar e aprofundar o conhecimento.
por Gisele Dala Lana.
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Para quem não conhece o conceito de LOOP, trata-se de uma terminologia assim nomeada por estudiosos de informática para definir uma confusão criada e que não possui uma explicação concreta para solução do problema...
Tentarei explicar em poucas palavras essa terminologia:
Diz-se que um programa de computação "entrou em loop" quando acontece algo como:
O diretor chama sua secretária e diz:
- Senhorita Vanessa:
Tenho um seminário na Argentina por uma semana.
Quero que você me acompanhe.
Por favor, faça os preparativos da viagem...
A secretária liga para seu marido:
- Alô, João!
Vou viajar para o exterior com o diretor por uma semana.
Cuide-se meu querido!
O marido liga para sua amante:
- Eleonor, meu amor.
A bruxa vai viajar para o exterior por uma semana.
Minha Princesa, vamos passar toda semana juntos! ...
No momento seguinte, a amante liga para o menino para quem dá aulas particulares:
- Joãozinho, estou com muito trabalho esta semana.
Não poderei dar aulas ....
A criança liga para seu avô:
- Vovô, esta semana minha professora estará muito ocupada.
Não terei aulas!
Vamos passar a semana juntos?
O avô - que é o Diretor do primeiro diálogo acima nesta história,
chama imediatamente a Secretária:
Senhorita Vanessa venha rápido:
Suspenda a viagem!
Vou passar a semana com meu netinho, que não vejo há um ano.
Não vamos participar do seminário.
Cancele a viagem e o hotel.
A secretária liga para seu marido:
- Ai amorzinho!
O babaca do Diretor mudou de idéia.
Acabou de cancelar a viagem.
O marido liga para sua amante:
- Amorzinho, desculpe!
Não podemos mais passar a semana juntinhos!
A viagem da mocréia da minha mulher foi cancelada.
A amante liga para o menino a quem dá aulas particulares:
- Joãozinho, houve alteração nos planos:
Esta semana teremos aulas como de costume.
A criança liga para o avô:
- Puta merda vovô!
A véia da minha professora me disse que terei aulas.
Desculpe, não poderemos ficar juntos esta semana.
Seu avô chama a Secretária:
- Senhorita Vanessa:
Meu neto acabou de me ligar.
Não poderá mais ficar comigo essa semana, porque terá aulas.
Portanto, dê prosseguimento à viagem para o Seminário.
Entendeu agora o que é um LOOP ????

- Pai, eu preciso fazer um trabalho para a escola!
Posso te fazer uma pergunta?
- Claro, meu filho, qual é a pergunta?
- O que é política, pai?
- Bem, política envolve: Povo; Governo; Poder econômico; Classe trabalhadora; Futuro do país.
- Não entendi, dá para explicar?
- Bem, vou usar a nossa casa como exemplo:
Sou eu quem traz dinheiro para casa, então eu sou o poder econômico.
Sua mãe administra e gasta o dinheiro, então ela é o governo.
Como nós cuidamos das suas necessidades, você é o povo.
Seu irmãozinho é o futuro do país.
A Zefinha, babá dele, é a classe trabalhadora.
- Entendeu, filho?
- Mais ou menos, pai vou pensar.
Naquela noite, acordado pelo choro do irmãozinho o
menino foi ver o que havia de errado. Descobriu que
o irmãozinho tinha sujado a fralda e estava todo emporcalhado. Foi ao quarto dos pais e viu que sua mãe estava num sono muito profundo. Foi ao quarto da babá e viu através da fechadura o pai transando com ela ...
Como os dois nem percebiam as batidas que o menino dava na porta, ele voltou para o quarto e dormiu. Na manhã seguinte, na hora do café, ele falou para o pai:
- Pai, agora acho que entendi o que é política...........
- Ótimo filho! Então me explica com suas palavras.
- Bom pai, acho que é assim:
Enquanto o poder econômico fode a classe trabalhadora, o governo dorme profundamente. O povo é totalmente ignorado e o futuro do país fica na merda!!!

A "patota global" é sempre a mesma!!!
SEGURA ESSA, REDE GLOBO: NÓS OS BRASILEIROS QUEREMOS QUE NOS INFORMEM VIA JORNAL NACIONAL, O NÚMERO DA CONTA DA UNICEF ONDE SÃO DEPOSITADAS AS DOAÇÕES DO "CRIANÇA ESPERANÇA". COMO É? FICARAM MUDOS? FALA O NÚMERO! FALA PRÁ TODO O BRASIL CONFERIR! FALA AÍ NO JORNAL NACIONAL OU PUBLICA NOS JORNAIS DE MAIOR CIRCULAÇÃO DAS CAPITAIS! COMO É? VAI DEMORAR OU SERÁ QUE NÃO TÊM RESPOSTA IMEDIATA!
O pior é que procede !!!
A REDE GLOBO, TREME...
VIVA A INTERNET !
Leão Esperança:
Circula na Internet um e-mail cuja mensagem vem causando arrepios à Rede Globo:
Criança Esperança:Você está pagando imposto da Rede Globo!Quando a Rede Globo diz que a campanha Criança Esperança não gera lucro é mentira!!!
Porque no mês de ABRIL do ano seguinte, ela (TV Globo) entrega o seu imposto de renda com o seguinte desconto: doação feita à Unicef no valor de... aqui vem o valor arrecadado no Criança Esperança. Ou seja, a Rede Globo já desconta pelo menos 20 e tantos milhões do imposto de renda graças à ingenuidade dos doadores!
Agora se você vai colocar no seu imposto de renda que doou R$7,00 R$15,00 R$30,00 ou mais para Criança Esperança, não pode, sabe por quê? Porque Criança Esperança é uma marca somente e não uma entidade beneficente. Já a doação feita com o seu dinheiro para o Unicef é aceito. E não há crime nenhum.
Assim funciona o golpe...
Pelo telefone:
Para doar R$ 7,00
0500 2011 007
Para doar R$ 15,00
0500 2011 015
Para doar R$ 40,00
0500 2011 040
e... pasmem, sem contar os impostos... pagos por você!
Telefone Fixo: R$ 0,39 + impostos
Telefone Celular: R$ 0,71 + impostos
Aí, você doou à Rede Globo um dinheiro que realmente foi entregue à Unicef, porém, por que descontar na Receita Federal como doação da Rede Globo e não na sua?
Do jeito que somos tungados pelos impostos, bem que tal prática contábil tributária poderia se chamar de agora em diante de Leão Esperança.
Lição:
Se a tem o poder de fazer chegar a mensagem dela a tantos milhões de televisores, também nós temos o poder de fazer chegar a nossa mensagem a milhões de computadores!
AGORA, A REDE GLOBODIZ QUE O DINHEIRO VAI DIRETO PARA UMA CONTA DA UNICEF, MAS, POR QUE ELA NÃO DÁ O NÚMERO DA CONTA???
LEMBRANDO SEMPRE: O QUE PESA MESMO SÃO OS IMPOSTOS SOBRE NOSSO CONSUMO, EXERÇAMOS ESTE PODER - DEVER,
ENVIANDO ESTE TEXTO À LISTA DE AMIGOS E CONTATOS !!!
A DECISÃO É SUA!!! COPIE E MANDE PARA TODOS.....
"DEPENDE DE NÓS..." DE NÃO BANCARMOS MAIS OS TROUXAS!!!

Um homem vai ao quarto de seu filho para dar-lhe boa noite. O garoto está tendo um pesadelo.
O pai acorda-o e pergunta-lhe se ele está bem.
O filho responde que está com medo porque sonhou que a tia Suzana havia morrido.
O pai garante que tia Suzana está muito bem e manda-o de novo para a cama.
No dia seguinte a tia Suzana morre.
Uma semana depois, o homem volta ao quarto de seu filho para dar-lhe boa noite.
O garoto está tendo outro pesadelo, e desta vez diz que sonhou que a avô havia morrido.
No dia seguinte o vovô morre.
Uma semana depois, o homem vai de novo ao quarto de seu filho para dar-lhe boa noite.
O garoto está tendo outro pesadelo.
Desta vez o filho responde que sonhou que o papai havia morrido...
O pai garante que está muito bem e manda-o de novo para a cama.
No dia seguinte ele está apavorado.Tem certeza de que
vai morrer.
Sai para o trabalho e dirige com o maior cuidado para evitar uma colisão.
Não almoça com medo de veneno; evita as pessoas, com medo de ser assassinado, tem um sobressalto a cada rua... Ao voltar para casa, ele encontra a esposa e diz:
- Meu Deus... Tive o pior dia de minha vida !
E ela responde, toda chorosa:
- Você acha que o seu foi pior?!?... E o meu chefe, que morreu hoje de manhã assim que chegou ao escritório!
MORAL DA HISTÓRIA : Há momentos em que ser corno não é um problema, é um alívio.

Há componentes de transcendência na mulher? Estou inclinado a admitir que sim. Não tenho certeza, apenas intrigante desconfiança.
Em minhas reflexões com meus botões às vezes acho que ela deve ser regida, movida, impulsionada, também, por leis da física e da química cuja compreensão não está ao nosso alcance – não está ao meu alcance, pelo menos.
Não enfoco aqui questões subalternas do tipo superiodade ou inferioridade entre macho e fêmea. Essa é discussão gasta, superada, arcaica. Se fosse fazer comparação, usando um edifício como exemplo, as mulheres seriam as fundações, os homens o restante; um não existe sem o outro embora a diferença do papel de cada um.
Enveredo pela senda que me intriga desde há muito e que diz respeito a sutil diferença entre os machos e fêmeas da nossa espécie. E que tem raízes em observações singelas no cotidiano da mulher da roça. Foi a partir da figura da nona(vovó) e de sucessivas gerações de mulheres roceiras até chegar à cidade, que nasceram as interrogações que cutucam minha cabeça. Não que tal trajetória tenha sido fácil para um ou para outro, pelo contrário, a luta pela sobrevivência tem exigido enormes sacríficos dos homens e das mulheres.
A nona jamais cansava, era a primeira a levantar e a última a deitar. A nona comandava a casa (num tempo sem energia elétrica, sem água encanada, sem fogão a gás, sem mercado, sem padaria, sem geladeira), cuidava do bem estar dos filhos e do marido. Providenciava o café da manhã, a janta e o almoço, lavava a louça e a roupa, assava o pão, a cuca, a bolacha, fazia o queijo, a marmelada e as compotas, fabricava da massa ao sabão, costurava a remendava roupas. Quanto tempo e esforço despendia para pegar o frango no galinheiro, torcer o pescoço, depená-lo, limpá-lo adequadamente até leva-lo ao forno? Não raro encontrava tempo para ir para a lavoura.
O dia, para grande parte das mulheres da roça, parecia ter 36 horas. Mais que isso, a nona jamais conseguia se desligar, esse é um detalhe interessante. Ela estava permanente conectada em suas responsabilidades. O trabalho dentro de casa tem essa característica de nunca estar concluído...
Hoje, na cidade, essa carga, para boa parte das mulheres (falo de mulher, não de dondoca), aparenta não ser muito diferente daquela que fazia a rotina da nona embora toda a tecnologia que veio para ficar.
Manter-se atenta para a casa estar sempre em ordem, não descuidar do marido, não negligenciar nas necessidades dos filhos (criar os rebentos hoje é mais complicado do que no passado) e permanecer de atalaia quanto às exigências do emprego (inclusive ganhando menos pelo mesmo trabalho) não é tarefa que se cumpra sem determinação especial e energia extra. Isso que nem falamos de preconceitos que aqui e ali ainda pipocam com sua presença.
A exemplo da nona, a mulher da cidade raramente consegue desligar-se, pois em seus momentos de folga precisa pensar nela mesma para poder melhor desempenhar suas responsabilidades com a casa, com o marido, com os filhos, com o seu trabalho, e com a sociedade.
Na verdade o que gostaria de saber com todas essas observações, é se há componentes de transcendência na mulher? Por: Ivaldino Tasca.O que você pensa disso? Deixe aqui sua opinião...

A solidão me aflige. Mirando-a em busca de sentido (teria?), notei um detalhe: a palavra solidão pode ser o superlativo de sólido. Algo como exageradamente sólido, impenetrável, duríssimo. Para quem procurava pistas, nascia um bom começo.
Fui ao dicionário...
Sólido é tudo aquilo que não é cavo ou vazio por dentro. Solidão, por sua vez, prometeria ser o absolutamente preenchido. E não é que pessoas solitárias se vangloriam de serem, no duro, muito independentes! Se bastam, habitam com conforto e alívio o mundo interior, cheio de si. Ah, nesse sentido, não sou nem um pouco sólido... Estou mais para oco. Cabeça oca, coração oco, cheio de espaços para acomodar companhias e novidades. Talvez esteja aí a resposta para minha tristeza quando estou só.
Sólido é o mesmo que coeso, que rígido ou resistente. Logo, solidão seria o super firme, indestrutível. Veja: optar pela solidão é ou não é criar em torno de si um casco, uma fortaleza? Mas, refutando os ataques às suas posições, o sólido (o só) acaba por reprimir, também, aproximações amistosas. Também costuma estar fechado aquele que desconfia de todos. Na contramão, encontramos os se dispõem a negociar, abrir mão, duvidar de si. Conviver, infelizmente, é fragilizar-se.
Sólido é o incontestável e digno de confiança. Solidão, pelo exagero superlativo, seria possuir a sabedoria eterna, imutável e merecedora de plena fé. Bem isso: está sempre solitário o homem que aprisiona a razão, tomando-a apenas para si. Mesmo que não busque o isolamento como um propósito, nele chega por falta de parceiros, pois ninguém suporta quem jamais dá o braço a torcer ou admite o erro. Uma coisa é merecer fé, outra é assumir-se dogma.
Sólida é a substância bem definida. Ato contínuo, solidão deveria ser o conteúdo mais exato. Para quê buscar o outro, se estou bem acabado, pronto, determinado? No fim, sempre há solidão – no mínimo, na hora da morte. Precisamos de companhia apenas durante a caminhada. O solitário já fez suas escolhas e está satisfeito. É feliz assim. Quem está em dúvida, inseguro ou perdido, nunca deseja a solidão.
Na geometria, o sólido encontra-se fechado, delimitado nas três dimensões. Bom exemplo de solidão seria o paralelepípedo, a impenetrável rocha que sequer nos deixa arestas para duvidar de seu estado definitivo. Ele é reto nos ângulos e na vida. O perigo de estar com alguém é quebrar-se em cacos para, depois, reconstituir-se colando os fragmentos. Amando, convivendo, aberto para relações, o homem expõe suas falhas. O solitário não corre esse risco. Limite, isso é com ele.
Por essas e por outras que não me sinto sólido e, também por isso, sofro ao me flagrar só. Falta-me conteúdo, resistência, exatidão. Duvido tanto de mim, que jamais espero que outros depositem fé. Vivo para criar, e criação é ausência de certezas, limites ou dogmas. A solidão é meu inferno, mesmo que no paraíso das companhias haja muita desilusão e dor. Ainda assim, escolho o convívio – tenho, com ele, lucro líquido e etérea esperança...
Por Rubem Penz. Seu site/blog está linkado comigo. Participe opinando sobre o assunto!

A educação atual passa por mudanças significativas para o processo de socialização dos indivíduos, considerando-se cada vez mais aspectos da realidade individual, colaborando com o pensar e não apenas doutrinando entre o correto e o incorreto.
Partindo do âmbito escolar, podemos notar que, a passos lentos, porém muito objetivos, acontece uma reformulação no conteúdo programático da educação, tal reforma trata especificamente da intenção de despertar no educando seu próprio universo de sentidos e significados, tornando-o criador de opiniões, levando-o a produzir mais do que copiar.
Como exemplo deste novo momento, podemos citar o ensino de Língua Portuguesa, este passa por um processo fascinante de reorganização, colocando mais o produtor da língua, ou seja, seu falante, no centro do que é discutido, reafirmando que se deve, sim, saber a norma culta, mas sem a desmoralização do indivíduo que fala a língua das ruas, sem freiá-lo no processo de criação. Nessa citação, encontro um dos maiores relacionamentos entre a filosofia e o processo educativo.
No aspecto de formação dessa nova concepção de educação, infelizmente, existem barreiras a serem derrubadas. Há quem não tenha interesse no que o outro produza para mudar o seu mundo. A educação também é utilizada para a sustentação do poder, quem sabe mais é detentor deste e não quer dividi-lo com o próximo. Cabe a nós, estudantes, futuros professores, pertencentes às mais diversas classes sociais, escolher o destino de nossa educação. Para quem, em que condição, com quais intenções devemos cumprir nosso papel de educadores?
Minhas apostas para um mundo de paz são as mais otimistas possíveis, como expectador de uma mudança de atitude, desejo muito ser ativista no processo de humanização dos meus semelhantes, praticar o que tenho aprendido com meus anseios de quem também necessita humanizar-se.
Na prática, esse novo ensino traz a conscientização do universo começando com o individual, apontando aspectos, sejam eles físicos, linguísticos, ou tantos outros que levem o indivíduo a pensar-se como participante deste mundo, atuante no aspecto criacionista de pensamentos e ações humanas para o cultivo de boas perspectivas para seu mundo. Isto tudo levando também em consideração o mundo terreno, o meio ambiente, o respeito aos animais e às plantas e não a destruição do seu próprio habitat.
Acredito no amor como peça fundamental neste momento. O amor próprio, porém não egocêntrico. Esse sentimento que pode mudar o mundo, que é pensado por muitos e idealizado talvez por poucos. Consequências da falta desse amor levaram o homem ao preconceito e à discriminação, isto chegou à educação, que se transformou em opressora e autoritária, dividindo-o em classes, tornando os mais fracos quase que nulos em pensamento.
Graças a pensadores e grandes filósofos, hoje temos a certeza de que a mudança é possível, que a contradição é necessária, que não será fácil, mas que é preciso.
Por: José Francisco Ávilla Puccinelli JúniorO que você pensa sobre o assunto? comente, participe!

A ciência da cibernética veio postular que comunicação é controle e que controle é poder
Olá, pessoal. Começo com uma pergunta: vocês costumam verificar a procedência do conteúdo recebido em mensagens recebidas por e-mail ou por redes sociais como Twitter ou Facebook?
E têm percebido que determinadas ideias, frases ou notícias invadem nossas time lines quase como pragas de gafanhotos? De onde vem tudo isso?
A minha resposta: de todos os lugares e de lugar nenhum...
Nos anos 50, Isaac Asimov, um dos mais famosos e prolíficos escritores de ficção científica do século XX, criador da Trilogia da Fundação e das famosas Três Leis da Robótica, publicou um artigo curioso tentando imaginar como seriam os computadores no futuro. No texto, em seu característico entusiasmo a respeito das maravilhas tecnológicas, Asimov pensou nos computadores do futuro como máquinas que contivessem a maior quantidade de informações e que bibliotecas inteiras poderiam caber em uma sala ou um armário dentro das residências, escolas, centros culturais.
De fato, os primeiros processadores e modelos de inteligência artificial foram projetados para processar e armazenar o maior número de dados no menor espaço de tempo possível, porém, a partir do final dos anos 80 a informática experimentaria uma revolução sem precedentes e que seguiu o caminho oposto ao que Asimov imaginou e que o próprio (que faleceu em 1992) pode vivenciar:
A expansão das redes de computadores e da Internet.
E como muitas tecnologias da atualidade, os rudimentos da internet tiveram início como estratégia de inteligência militar: grandes computadores cheios de dados são alvos fáceis ao inimigo, logo, a distribuição e o compartilhamento destes dados em locais diversos tornaram-se uma necessidade.
Desta maneira, a informática, bem como os estudos em inteligência artificial, abandonou o acúmulo de informações e partiu na direção oposta: as melhores máquinas são aquelas mais capazes de compartilhar e interagir, e a ciência da cibernética veio postular que comunicação é controle e que controle é poder.
Na contemporaneidade essa dissolução é evidente nas redes de relacionamento, mas também em redes de comércio informal. Os vendedores de DVDs piratas do centro da cidade abandonaram seus pontos fixos e mesmo a ideia antiga de posse, sendo capazes de compartilhar suas mercadorias e escondê-las no meio da multidão, tornando-se invisíveis aos olhos da polícia e mesmo intangíveis aos mecanismos de busca e apreensão. Ao menor sinal da repressão, uma rua lotada de camelôs se desmancha no ar para, em poucos minutos, se reagrupar com uma configuração completamente diferente.
A expansão das redes levou a cabo uma revolução quase silenciosa e imperceptível, captada em sua origem por dois grandes filósofos contemporâneos: Michel Foucault e Gilles Deleuze. Tanto Deleuze como Foucault, tendo como objeto o poder, conferem grande ênfase analítica a seu caráter a-centrado e multifatorial.
Nas redes de poder não há cabeça, não há chefe. Quando há, é apenas uma ilusão, ou um diagrama resultante de um momento específico de uma configuração que se cria e se dissolve.
O poder está em todos os lugares e em nenhum, e cada um de nós é apenas parte integrante de uma rede e agente contaminador e, mesmo sem querer, somos hospedeiros e disseminadores de frases, ideologias, equívocos e propagandas.
Nós mesmos somos os vírus...Por Fábio Dal Molin.Deixe seu recado sobre o texto, participe!