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Não existe nada mais complexo, mais profundo do que a personalidade humana. Se quiser conhecer um homem basta que lhe examine sua personalidade. Se for neutro, cuide-se dele porque além de prejudicar a humanidade ainda aproveite-se de circunstância para satisfazer seu interesse próprio, se, o dono desta personalidade, for extremista traz enormes malefícios para si, para sua família e para sociedade, num lance porá fora tudo o que conquistou após longos e longos anos.
Se for homem possuidor duma personalidade egoísta, então o mundo interior será todo seu, ele não quererá saber se irá beneficiar ou prejudicar seu semelhante e só lhe interessa seus dois mundos; introspectivo e o exterior.
Pessoa egoísta sempre acha que seu pensamento é o certo.
Caso alguém lhe indica cautela acha que é o mais prudente dos homens.
Ao meu ver o pior tipo de personalidade é a contraditória. Se hoje ela é a favor duma orientação, amanhã já não o é; o que seguiu neste caminho praticamente já se perdeu.
Hoje ela vai contra uma orientação, porém amanhã alia-se aos que lutaram contra si. Logo se vêm abandonados e liquidados.
Não há, ao meu ver, melhor tipo de personalidade humana a que propugna pelo equilíbrio. Feliz é o homem que a possui, pois este dirigirá o mundo para felicidade. Das forças e das paixões antagônicas, a personalidade equilibrada tira o que há de verdadeiro duma extremidade e analisa a outra e aponta-nos qual é o bom caminho que devemos seguir.
Somente possui a personalidade equilibrada, portanto, aquele que sofreu, filosofou, sorriu e que teve uma alma iluminada por Deus.
Esta é a personalidade que o mundo deseja.
Faça uma reflexão profunda e identifique-se.
Por: Abrão Razuk.Se desejar comentar, fique a vontade...

Garantir uma aposentadoria tranquila por meio de investimentos e um plano de previdência complementar ou priorizar o dinheiro para pagar a faculdade e o estudo dos filhos no futuro? Esta é uma dúvida que provavelmente já passou pela cabeça de muitos pais e que pode ser sanada com um bom planejamento financeiro.
De acordo com o educador financeiro e fundador do Centro de Estudos e Formação de Patrimônio Calil & Calil, Mauro Calil, o ideal é priorizar aquilo que falta menos tempo para acontecer. “Normalmente, a faculdade dos filhos chega mais rápido do que a aposentadoria. Mas vai depender de quando a pessoa começar a pensar nos investimentos”, afirma o educador.
O sócio fundador da Mais Ativos Educação Financeira, Álvaro Modernell, ressalta que priorizar aposentadoria ou estudos dos filhos depende dos valores de cada família e o importante mesmo é ter o hábito de poupar pensando no futuro.
“Depois de alguns anos poupando e investindo, você estabelece se este valor vai ser usado na educação dos filhos ou na sua aposentadoria. Mas o importante é que seja feita uma poupança”, afirma Modernell.
Segundo ele, o número de pessoas que pensa na aposentadoria no Brasil ainda é muito pequeno, menor até do que aqueles que poupam pensando na educação dos filhos.
“As duas coisas são importantes, mas é preciso ter consciência de que, no futuro, você precisará ter uma renda complementar para conseguir viver com o mínimo de conforto”, afirma o educador financeiro.
Tempo é aliado
O tempo é o melhor aliado, quando o assunto é investimento. Assim, os educadores enfatizam que é importante pensar na aposentadoria e também na educação dos filhos o quanto antes, para poder aproveitar os investimentos mais adequados e garantir um rendimento tranquilo depois de parar de trabalhar.
“Não dá para estabelecer aposentadoria com menos de 10 anos de prazo. Com menos tempo do que isso, você corre um risco enorme e sua aposentadoria provavelmente não será adequada”, afirma Calil.
Planejamento financeiro
Mauro Calil lembra que o ideal seria se as famílias conseguissem fazer investimentos pensando tanto na aposentadoria quanto na educação dos filhos.
“É possível fazer isso. A questão é que, às vezes, as pessoas vão precisar abdicar de pequenos prazeres para conseguir acumular uma quantia”, diz o educador.
“Não é preciso deixar de consumir, mas sim consumir com mais destreza”, afirma.
Além disso, é importante se planejar e procurar evitar financiamentos, para não gastar dinheiro com pagamento de juros. “Se o brasileiro parasse de comprar eletrodomésticos e outros produtos no carnê e comprasse à vista, já sobraria uma quantia mensal”, diz.
Tipos de investimentos
De acordo com Calil, como nos dois casos a intenção é poupar pensando em um prazo longo, superior a 10 anos, o investidor pode pensar em alocar uma parte da aplicação em renda variável.
“Você pode fazer pequenos aportes todos os meses. Como é uma aplicação de prazo longo, isso diminui bastante o risco e você conseguirá aproveitar a valorização das ações”, afirma. “Aqui no Brasil, o investidor encontra ações de grandes empresas, que possuem um bom potencial de valorização e que pagam bons dividendos”, completa.Por: Diego Lazzaris Borges.E você. O que pensa sobre o assunto??? Comente, participe!
Entre a brutalidade para com o animal e a crueldade para com o homem, há uma só diferença: A Vítima ("Lamartine")FAMOSOS COMO DANIEL, IVETE SANGALO, E OS DEMAIS SERTANEJOS DIZEM QUE A PROIBIÇÃO ACARRETARIA DESEMPREGOS?!?VEJAM SE ESTES HOMENS AI DO VIDEO MERECEM SER CHAMADOS DE TRABALHADORES???Isso nos mostra o quanto o ser humano ainda tem para evoluir ...
Felizmente terão que pagar pelo que fazem ... pois o que se planta aqui se colhe aqui mesmo ...
Há sempre a consequencia por traz das ações que tomamos ..
Pena que nao se lembrarão do que fizeram aqui nesta vida enquanto estiverem lamentando na próxima ...
E sentirão o que eles mesmos produziram ...
E ainda há um bando de vagabundos que dizem que isso é cultura...
Vamos divulgar e ajudar a acabar de vez com essa palhaçada... em Sorocaba,
tem muitos políticos e empresários interessados em acabar com a lei que proíbe
rodeios na cidade.... um bando de mercenários... vejam o vídeo acima e entendam como
é a realidade nesses eventos... é revoltante como tem gente que gosta...E você, qual sua opinião sobre o que viu???Enviado por um colaborador deste blog.

Poucas verdades são tão reais quanto a verdade do desejo. Isso porque o ser humano é movido por desejos, como uma forma de suprir a sua incompletude. A questão é que se deseja o que não se tem, pois o que se tem se aproveita. Psicanálise pura, ou quase.
Isso nos remete a questão dos sonhos, mas não daqueles que dominam o indivíduo enquanto se dorme e que é movido por impulsos desconhecidos condutores de grandes desvarios. Discorro sobre os sonhos acalentados em projetos e objetivos de vida, em outras palavras, sobre aquilo a que aspira um indivíduo.
Neste momento não se busca escrever sobre sonhos individuais, focado na obtenção de dinheiro e no poder que a riqueza proporciona, egoisticamente. Aliás, isso compete ao planejamento de vida de cada um, conforme os juízos e valores pessoais. Melhor seria se o bem comum falasse mais alto no interior de todos. Bem, juízos de moral não são cabidos nesta ocasião, mas fica a dica.
O tempo atual, instigante pelo reforço da liberdade de cada ser humano na satisfação dos seus desejos, parece ter solapado as grandes utopias. Os grandes discursos salvacionistas da humanidade parecem sucumbidos, alimentados por uma idéia de que possível ser feliz sozinho, mesmo que rodeado de sofrimento e dor.
Não que existam poucas pessoas com espírito solidário, refratário à indiferença. O engajamento nas grandes questões da sociedade, que interessam coletivamente a todos, parece diminuído. Talvez a descrença de que algo possa efetivamente mudar ou o estarrecimento com os escândalos na vida pública, que deveria ser um lugar de plena austeridade, tenha esfriado os ânimos.
Nessa quadra da história importa resgatar os projetos coletivos, as grandes utopias e os ideais de um mundo melhor. É preciso resgatar o espírito público e o engajamento nas causas sociais. É preciso combater a onda individualista e egoística que busca se impor como um imperativo para a felicidade. Tais questões podem parecer simples e singelas. Realmente são. Mas fazem toda a diferença! Por Giovani Corralo.Comente este texto, participe!!!
“Além do Horizonte deve ter algum lugar bonito pra viver em paz. Onde eu possa encontrar a natureza, alegria e felicidade com certeza.”
O trecho da música "Além do Horizonte", composta por Roberto e Erasmo Carlos em 1975, fala-nos de um lugar tranquilo e bonito para se viver.
No decorrer da música, os autores comentam de um lugar onde o amanhecer é lindo, falam sobre alegria, felicidade e festejar mais um dia que nasce.
Mas onde está esse horizonte? Será que ele está tão distante como imaginamos? Estaria esse lugar tão além ao ponto de não podermos alcançá-lo?
Muitas vezes achamos que para sermos felizes precisamos ter todos os bens materiais com os quais sonhamos, um cargo com um ótimo salário, ou que essa tal felicidade é algo impossível de se alcançar, ou que a “grama mais verde” é sempre a do vizinho.
Com esse pensamento, ficamos colocando barreiras que nos impedem de crescer e/ou de viver plenamente nosso presente.
É claro que precisamos sonhar e, de preferência, transformar estes desejos em objetivos específicos, estabelecendo estratégias e prazos para realizá-los
Contudo, é importante olharmos a nossa volta, aproveitando cada momento que a vida nos presenteia, valorizando nossas conquistas e encontrando motivos para sermos felizes também no “hoje” e não somente no “amanhã”.
O hoje é realidade, o amanhã é um talvez. Encontre motivos para sorrir hoje, isso lhe fará uma pessoa mais forte e autoconfiante para seguir em busca dos seus objetivos de amanhã.
Aquele que não é capaz de comemorar suas conquistas, sejam elas grandes ou pequenas, perde a oportunidade de se alimentar desse combustível tão precioso que é a sensação de estar seguindo em frente, e no caminho certo.
Talvez esse horizonte esteja em nós mesmos, ou na nossa incapacidade de olhar para si próprio e aumentar nosso campo de visão, a fim de tornar o “além do horizonte” algo mais real e menos distante.
Comemore as pequenas conquistas, vibre com cada passo dado em direção aos seus objetivos e agradeça a Deus pelo dia que ele lhe dá de presente.
Também na letra da música "Além do Horizonte" aparece a seguinte frase:
“Lá nesse lugar o amanhecer é lindo, com flores festejando mais um dia que vem vindo.” Que tal mudarmos a palavra “lá” pela palavra “aqui”?
Acredite em um amanhã melhor, mas não deixe de viver hoje. Afine-se para o sucesso!
Por Fabiano Brum.
Gostou? então comente, participe!
A vida é uma festa na qual todos nós somos convidados, e onde cada um recebe de presente a própria vida. Ela vem embrulhada em um pacote feito de pele, ossos, carne e sangue, entre outros componentes orgânicos.
As semelhanças entre os presentes terminam por aí. Pois muitos recebem a vida somente com o kit básico, chamado de corpo, não necessariamente em boas condições de uso. Já outros chegam ao mundo contando com diversos acessórios, tais como: dinheiro, beleza, um palpite certeiro dos números da mega-sena acumulada, etc. Estes acessórios acabam determinando uma coisa que não deveria ter preço, que é o quanto vale a vida de cada um.
Enquanto para uns parece que a vida não vale nada, para outros ela vale milhões (muitas vezes cotada na bolsa de valores). Sempre ouvimos histórias de como algumas pessoas transformaram suas vidas em um verdadeiro presente maravilhoso, brilhando e fazendo sucesso através delas.
Mas também encontramos aqueles cuja existência parece ser algo insignificante, agem como se não soubessem muito bem o que fazer com a vida que fluí em suas veias e acabam estragando-a, seja no mundo das drogas, da marginalidade, da futilidade, da mesquinharia, ou mesmo pelo total desprezo com as demais vidas que circulam em sua volta. Também não podemos esquecer aqueles que sempre se colocam no papel de pobres coitadinhos, sem fazer nada para melhorar sua situação.
Partimos do princípio que nós todos somos iguais, porém, dotados de corpos e mentes diferentes. O ser humano passa por muitas dificuldades, pois se já é um parto para poder nascer, imagine o trabalhão que dá para se manter vivo então. É neste contexto de superar limites para viver e sobreviver, que muitas pessoas impõem para si mesmas a meta de alcançar a perfeição. Muitas vezes sem se darem conta de que esta busca é uma espécie de ato egocêntrico.
Dizem que até já existiu alguém totalmente perfeito andando sobre a Terra (as fábulas fazem parte da alma do ser humano ou vice-versa). Por isso, qualquer outro indivíduo disposto a repetir tal façanha poderia ser considerado um mero plagiador, sem falar que o esforço despendido para alcançar tal grau de perfeição deixaria qualquer um literalmente pregado.
Somos seres perfeitamente imperfeitos, contrastando com a nossa imagem de imperfeita perfeição. As pessoas julgam que junto com a perfeição alcançarão também a felicidade, mas estas duas coisas não estão necessariamente atreladas. Ao contrário, muitas vezes esta procura pode causar erros e danos no livro de nossa história existencial. E assim seguimos nossas vidas errando ao tentar acertar. Por exemplo, ao tentar deixar um planeta melhor para os nossos filhos, nos esquecemos que o ideal seria criar os filhos para que fossem pessoas melhores para o nosso planeta.
Mais do que a própria perfeição, deveríamos tentar adquirir doses maiores de afeição. Trabalhar para que outros também consigam melhorar em suas vidas, ou pelo menos, auxiliá-los diante de seus fardos. Fazendo isto, provavelmente conseguiremos melhorar a nós mesmos.
Nossas vidas apresentam diversas ranhuras, imperfeições que são características pessoais de cada um. Dispomos de traços de personalidade que nos diferenciam de outros seres, e antes de tentarmos mudá-los, é preciso saber aceitá-los, entendê-los como são, e deste conhecimento forjarmos as ferramentas necessárias para nos tornarmos indivíduos melhores, desde que este melhor realmente seja o melhor para nós.
Antes de tentar ser alguém com todas as respostas, talvez devêssemos rever e quem sabe até mesmo apresentar novas dúvidas para tudo àquilo que se julgava já estar esclarecido. Afinal, tudo que é definitivo é incompleto em sua essência. A única certeza que podemos ter é a de que a vida é uma festa (boa ou má) que sempre terminará em um derradeiro velório.
Por:Antonio Brás Constante. Via e-mail.
Gostaria de saber a sua opinião sobre o assunto. Participe!
No dia 7 de setembro de 1822, o príncipe regente D. Pedro declarou oficialmente a separação política entre Portugal e o Brasil colônia. Logo depois, em 12 de outubro de 1822, D. Pedro foi aclamado Imperador, sendo coroado no Rio de Janeiro em 1º de dezembro, com o título de D. Pedro I. Desde então, comemoramos esta data como o fim do domínio português e a conquista da autonomia política, ou seja, nossa independência.
É costume nesta data haver desfiles e paradas militares, onde diversos órgãos de segurança marcham em filas ostentando com orgulho suas conquistas. Também as escolas participam, com seus alunos marchando ao som de suas fanfarras. É uma festa cívica. É uma festa com o objetivo de lembrar a data em que o povo brasileiro conquistou a liberdade e ficou livre da opressão de Portugal.
Os anos se passaram, o Brasil experimentou várias formas de governo, passou por períodos duros sem nenhuma liberdade de expressão, e chegou a uma democracia onde, através do voto, o povo escolhe seus representantes. Os desfiles cresceram, e atualmente outros segmentos da sociedade participam desta grande festa, que em algumas cidades chega a durar horas e reunir milhares de pessoas. Volto a pensar no objetivo. Povo liberto, povo sem amarras políticas, povo independente e soberano. Pena que existam algumas nódoas que tiram o brilho desta data. Uma delas é a corrupção em todos os cantos, tanto no poder público quanto no privado.
Vemos diariamente na mídia notícias sobre ministérios envoltos até o pescoço em escândalos de todos os tipos, empresas prestadoras de serviços faturando quantias escandalosas em todos os segmentos, desde obras de infraestrutura como estradas, pontes, passando por escolas, estádios de futebol, enfim são desvios de dinheiro público em todos os cantos deste Brasil.
O Tribunal de Contas da União faz sorteios das cidades e obras a serem checadas, pois é impossível controlar tudo e na esmagadora maioria descobre irregularidades. Após esta constatação, entram na fila das averiguações, e no emaranhado jurídico de um sistema feito para não dar em nada. Em seguida, aparece outro escândalo maior e o anterior cai no esquecimento.
Assim vamos seguindo e o Brasil vai crescendo aos olhos do mundo. É um crescimento muito desigual, muito maquiado, como um grande desfile de 7 de setembro. Muitos morrem nas portas dos hospitais, milhares nas mãos de bandidos que tomaram conta das grandes cidades, onde existem arrastões até em restaurantes, mas o desfile não pode parar. Fico imaginando um desfile diferente, onde mostrassem os problemas que afligem a nossa cidadania, não só as belezas dos aviões fazendo malabarismos, soldados e estudantes com novos uniformes, em formação, marchando ao som de bandas afinadas.
Gostaria de ver um pelotão representando a corrupção, outro a falta de segurança, mais um mostrando a situação das escolas e hospitais e, por fim, um grande batalhão de verdadeiros brasileiros como eu gritando por Justiça, educação, segurança e mudanças que nos dê motivos para sentir orgulho de nosso País.
Talvez, assistindo a este desfile, lá no alto dos palanques, possa estar entre os políticos e autoridades, um grande brasileiro ou brasileira que se lembre do real sentido desta comemoração, se sensibilize pela demonstração de amor à pátria destes homens do povo e tome a decisão de dar um basta nesta situação.
Por: Célio Pezza.
Eu também gostaria disso, e você? Comente e deixe sua opinião!!!
- "Família é pra essas coisas" é um tema perigoso, pois permite que nossa privacidade seja devassada, criando situações embaraçosas e impedindo uma relação mais sadia e madura.
Somos educados para distinguir muito claramente os parentes dos amigos e das pessoas em geral. Desde crianças, aprendemos que a família é composta por criaturas sui generis que terão conosco um nível de relacionamento especial, governado por um código próprio, diferente daquele que empregamos no trato com estranhos. Com esses últimos, temos um relacionamento cordial e mais formal, respeitoso e que pressupõe reciprocidade nas atitudes. Por isso, nos ofendemos rapidamente quando somos invadidos em nossa privacidade.
Detestamos nos sentir explorados e reagimos com veemência frente a intromissões indevidas. A tolerância com desconhecidos é relativa e tendemos a evitar novos contatos com aqueles que não agem adequadamente. Às vezes, chegamos a brigar feio: outras vezes, apenas nos afastamos. Tudo depende do temperamento, da situação e também do tipo de pessoa com a qual nos indispomos. Fomos educados para "não levar desaforo para casa".
A coisa é completamente diferente quando a gente se relaciona com parentes, especialmente os mais próximos. Pais, avós, irmãos, filhos, primos e tios diretos, todos se sentem à vontade para falar o que pensam a nosso respeito. Fazem isso sem inibições e, pior, sem ser consultados. A invasão seria absolutamente intolerável se viesse de estranhos ou mesmo de amigos. No entanto, essa devassa à nossa privacidade passa a ser considerada uma "obrigação" do grupo familiar. Ai de nós, se ficarmos ofendidos! Não faltarão recriminações do gênero: "se estou te dizendo essas coisas, é para o seu bem. Sou sua mãe e me sinto com o direito de falar tudo o que eu penso, porque é óbvio que te amo". Há variantes com igual intenção e significado, mudando apenas o grau de parentesco.
Em primeiro lugar, não é tão óbvio que a emoção predominante entre parentes seja o amor. Penso que, em muitos casos, a rivalidade e a inveja predominam entre irmãos, por exemplo, sentimentos positivos são abafados por uma relação tumultuada e por disputas de todo os tipo. Até no "começo dos tempos" tivemos problemas: os dois primeiros irmãos foram Caim e Abel e um matou o outro. Rivalidade e inveja também imperam nas ligações entre pais e filhos, entre mães e filhas. Na maioria das vezes, o amor existe, mas não é a única emoção. Portanto, é arbitrário dizer que os laços que unem os parentes sejam sempre positivos e construtivos. Não ousaria afirmar isso nem mesmo em relação à minha mãe ou ao meu filho. Aliás, as mais importantes descobertas de Freud, tem a ver com a descaracterização do mito segundo o qual a família é um santuário das melhores e mais belas emoções.
Mas um aspecto comum entre parentes diz respeito à facilidade com que uns exigem coisas dos outros. Se nos falta dinheiro e temos que pedir emprestada uma certa quantia para um "estranho", a dificuldade que sentimos é enorme. Agora, se for parente, não experimentamos o mínimo escrúpulo. E se tiver mais dinheiro do que a gente, chegamos a pensar que será "obrigação sua" nos tirar da condição precária na qual nos encontramos. Sim, porque "parente é pra essas coisas". É "óbvio" que pais mais ricos deverão ajudar o filho. Quando a situação se inverte, este manterá pais, avós, além de alguma tia solteirona... Não me parece nada tão claro nem tão óbvio. Acredito mesmo que tais regras - diferente das que orientam as relações em geral - foram criadas por pessoas oportunistas e, portanto, fracas e egoístas. Sua finalidade é comover os parentes mais generosos e transformá-los em provedores de tudo o que lhes falta. É mais fácil e, à primeira vista, mais esperto tirar dos outros o que não se conseguiu por esforço próprio.
"Com os parentes não é preciso ter cerimônia." Também não concordo com essa afirmação. Ofender, brigar e depois fazer as pazes afeta qualquer relação. Deveríamos tratar com cuidados redobrados justamente as criaturas que nos são mais próximas.
Por: Flávio Gikovate.
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Uma das maiores preocupações das pessoas sobrecarregadas de tensões e responsabilidades é encontrar meios de atenuar os malefícios causados à saúde pelo estilo de vida excessivamente acelerado. É claro que o ideal seria viver de maneira menos insana. Mas, diante das dificuldades de romper individualmente com esse modo de vida adotado por toda a sociedade, só nos resta buscar paliativos para nossas dores cotidianas: massagem, esportes, meditação, lazer, caminhada, hobbies.
Entre as inúmeras atividades que funcionam como válvula de descompressão, a de efeitos mais instantâneos é a relação sexual de boa qualidade. Assim como as massagens relaxantes e os exercícios de meditação, o sexo traz leveza para o corpo e a mente. O envolvimento com as carícias eróticas nos transporta a um mundo etéreo. Esquecemo-nos das mazelas cotidianas, das dificuldades financeiras, dos problemas de saúde e dos dilemas que afligem o país.
Não é fácil fazer essa transição do caos para o desligamento total. No entanto, quanto maior a entrega e a concentração no estímulo às zonas erógenas, mais rapidamente entramos no clima de excitação. Por isso, vale a pena se esforçar nessa conquista, mesmo quando não nos sentimos espontaneamente predispostos ao sexo.
No início da relação sexual, só temos olhos para o parceiro e para nós mesmos:
empenhamo-nos em saciar mutuamente os desejos, em preencher expectativas, em dar e obter prazer. Estamos focados no que está acontecendo conosco, no ambiente que nos cerca e no desenrolar do sexo – o resto do mundo já deixou de ser problema nosso.
A partir do ponto em que nos aproximamos do orgasmo, nada mais nos interessa. Nosso pensamento pára, exatamente como acontece numa meditação bem-sucedida, e nos entregamos incondicionamente ao pulsar da nossa sexualidade. Trata-se de um momento mágico, de total mergulho em nós mesmos e na urgência da nossa excitação. Nessa hora – insisto em afirmar – não existe comunhão. Usufruímos da mais absoluta e deliciosa solidão! O parceiro está no mesmo estado, voltado para si, para o seu silêncio interior.
O clímax sexual é seguido de um período de exaustão física e talvez psíquica – que leva alguns homens a cochilar. Depois vêm o relaxamento e a sensação de leveza, que protegem nossa mente dos conflitos diários. Quando retornam, conseguimos encará-los com olhos mais críticos e generosos. Sob a ótica do prazer, a vida ganha simplicidade e as coisas prazerosas, outro significado.
Mas só alcança esse relaxamento benéfico quem não usa o sexo para manipular ou dominar o parceiro, nem o instrumentaliza para exercitar seus ressentimentos. As pessoas empenhadas apenas em impressionar na cama acabam transformando o ato em mais um fator de estresse. Tudo o que deveria ser lúdico torna-se pesado, premeditado pelas metas a serem atingidas.
A experiência nos ensina que pouca gente é capaz de tirar do sexo prazer e estímulo para a vaidade saudável – a que nos impulsiona a cuidar do corpo para manter nosso fôlego em forma e nossa aparência atraente. Não me refiro ao consumismo desvairado, às cirurgias estéticas desnecessárias, às dietas compulsivas, ao apego doentio aos exercícios e a outros excessos cometidos na busca da perfeição.
Falo do encontro consigo mesmo, do autoconhecimento. Essa seria a verdadeira emancipação sexual, aquela que liberta as pessoas do sexo de segundas intenções e as preenche com sentimentos genuínos e transparentes, fundamentais para levar a vida com a leveza e a sabedoria das crianças.
Por: Flávio Gikovate.
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Tempo é um dos fatores mais fundamentais da vida humana. Com frequência a diferença entre o indivíduo bem-sucedido e o fracassado na vida tem a ver com o uso do tempo. O tempo é tão importante que as pessoas o vendem. É escasso e por isso tem a ver com disciplina e prioridade. Já as prioridades têm a ver com os valores pessoais e são determinadas pelo grau de importância que damos para as coisas.
Muitos dirigem as suas vidas como se estivessem dirigindo um veículo, olhando mais para o “espelho retrovisor” do que para frente. É por isso que o passado prejudica tantas pessoas, pois se sentem injustiçadas por coisas que lhes ocorreram no passado, preferem remoer mágoas, não liberam o perdão. Desperdiçam a vida presente e comprometem o futuro, culpando e odiando os seus pais, seus irmãos, seus professores, seus cônjuges, seus chefes, pessoas que consciente ou inconscientemente as prejudicaram segundo o seu ponto de vista. Toda vez que se lembram novamente do fato, sofrem como se a situação tivesse acontecido aqui e agora, mesmo tendo se passado há muitos anos.
Perdoar é uma atitude inteligente, é ter controle emocional e demonstrar uma grande visão da vida, uma vez que o ódio envenena quem o possui, compromete a saúde, os relacionamentos e o futuro. A solução é passar a borracha ou simplesmente deletar o passado, pois o que vale é “tocar a bola para frente”. Liberar perdão é sabedoria, pois quando se libera perdão o “caixa emocional” é zerado.
O tempo que passou não volta mais. Apegar-se ao passado tem o poder de neutralizar o presente e estragar o futuro. Os sonhos são mais poderosos que as marcas na vida passada. Nenhum acontecimento do passado poderá deter quem tem sonhos.
O tempo não é igual. Antigamente se contavam as distâncias, hoje, com a evolução dos meios de comunicação e transportes, se conta o tempo. O tempo passa rápido, a vida é feita de momentos. O futuro a Deus pertence, não queiramos antecipá-lo, pois se torna uma insuportável e doentia ansiedade. A única maneira de assegurar o futuro é viver correta e intensamente o momento presente.
O tempo precisa ser bem administrado para ser produtivo. Ganhar tempo tem a ver com o estilo de vida, com a estrutura fisiológica de cada um; por isso, procure se conhecer. Algumas pessoas são mais produtivas pela manhã e outras pela tarde ou à noite. Para quem é solteiro e ganha casa, comida e roupa lavada dos seus pais, o conselho é que coloque a cara nos estudos para ser alguém na vida, antes que ache que é tarde ou está velho demais.
Tempo também tem a ver com equilíbrio. Tem gente que pensa que todo fim de semana é feriado, e não faz nada de útil. Outros acham que são máquinas e querem trabalhar, trabalhar e trabalhar! Nunca param para descansar, até o dia que contra a vontade, com a saúde exaurida, terão que tirar férias num SPA cinco estrelas, chamado UTI de algum hospital, com direito a tubos de oxigênio para respirar e sonda na boca para se alimentar.
O que você está fazendo com o seu tempo?
Por: Soeli de Oliveira.
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