1924. Alba, Itália.
Uma confeitaria pequena, quase falida.
Um pai que morre cedo.
Um jovem de 24 anos forçado a assumir tudo.
Ninguém imaginava que dali surgiria um império de €8 bilhões por ano.
Michele Ferrero era obcecado por perfeição — e por sigilo.
A fábrica parecia uma base militar: muros altos, zero acesso à imprensa,
fórmulas trancadas.
Ele trabalhava como um alquimista.
Em 1964, pegou uma receita do pai e criou a Nutella.
Em 1968, Kinder Chocolate.
Em 1974, algo ainda maior: o Kinder Ovo.
A ideia?
Fazer a magia da Páscoa acontecer todos os dias.
Um chocolate que não era só chocolate — era experiência.
O resultado?
A Ferrero virou a 3ª maior fabricante de brinquedos do mundo.
Michele, um chocolatier, tornou-se um dos maiores designers de
brinquedos do planeta.
Mas sua genialidade estava além dos produtos.
Estava no jeito de construir uma empresa.
Michele era discreto.
Nada de entrevistas, políticas, iates, clubes.
“Entrevistas são como cerejas — quando você come uma, não consegue
parar.”
Enquanto bilionários italianos ostentavam, Michele fazia o oposto:
ônibus grátis para funcionários, salários acima da média, acampamentos
de verão para os filhos, contratação de gerações da mesma família.
Criou comunidade antes de virar moda.
Ele entendeu algo que muitos empresários ainda ignoram:
Lealdade não nasce de bônus.
Nasce de pertencimento.
E produtos icônicos não nascem de marketing — nascem de foco absoluto,
silêncio estratégico e obsessão por experiência.
14 de fevereiro de 2015. Monte Carlo.
Michele Ferrero morre aos 89 anos.
Deixa €23 bilhões, dezenas de marcas lendárias e uma lição para os
negócios:
Você não precisa aparecer para ser gigante.
Precisa construir algo que fale por você.
Update Diário.

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