terça-feira, 29 de dezembro de 2015

A presidente Dilma não tem apoio popular


É dito que a presidente Dilma não tem apoio popular. Nem capacidade para recuperar as finanças do país. A fragilidade da presidente, que tem o poder de direito mas exerce cada vez menos na prática, paralisou a máquina pública, impediu o debate político e aumentou a crise econômica no Brasil. Vejam: a inflação deste ano deve superar a casa dos 10%. O desemprego sobe para o mesmo nível. O Brasil está no perigo de perder o caminho de bom pagador.
Na verdade o governo Dilma está caindo aos poucos. Mostra-se sem forças inclusive para desafios de menor importância, de votações no Congresso ao combate de epidemias. Há meses, Dilma enfrenta um recorde de reprovação popular e com apoio da maioria da população à abertura de processo de impeachment contra ela. 
Neste momento, o desalento ganha importância também no universo paralelo da política. Inclusive, aliados da presidente dizem que ela perdeu as condições de continuar no cargo. "Já era, não se recupera mais", afirmou o senador Fernando Collor ao colega Aécio Neves, conforme divulgado pela coluna Radar on-line da revista Veja.
É dito que Collor fala com conhecimento de causa. A análise de Collor não é movida por um sentimento de vingança, mesmo porque ele é atualmente um aliado de primeira hora com os petistas. O que move o senador são reflexos da realidade, como o fato de parcela expressiva do PMDB trabalhar abertamente para tirar Dilma do cargo. 
Essa ofensiva é comandada pelo próprio presidente do partido e vice-presidente da República, Michel Temer, que irá substituir a petista caso o Congresso aprove o impedimento dela. Temer já se preparava antes, com a discrição e a reserva que lhe são peculiares, para a hipótese de ter de se aproximar um pouco mais do comando do país.
O vice deu novos sinais aos peemedebistas de que a hora de desembarcar no governo está bem próxima. Temer afirmou ter sido "um vice decorativo", elenca episódios nos quais teria sido desprestigiado pela presidente e reclama da demissão de três de seus aliados do ministério. Isto é: faz o debate da política miúda, de uma política insignificante.
 O importante, todavia, estaria no desfecho dos fatos. Por tais motivos, Temer afirmou que Dilma nunca confiou nem confiará nele e no PMDB. Assustados, assessores palacianos vazaram a carta a fim de colar no vice a pecha de conspirador. Na verdade, os peemedebistas impuseram derrotas à presidente. Os dados apontados nos levam a crer muitas mudanças no governo Dilma.
 Novos depoimentos irão surgir e os brasileiros aguardam com expectativa que dias melhores irão ocorrer. Vamos pois aguardar os acontecimentos, que sejam para melhor.

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segunda-feira, 28 de dezembro de 2015

A verdade gravada


Em páginas de chumbo

O mundo será obrigado pela força dos fatos a reconhecer a autenticidade e a veracidade das escrituras sagradas.
A cada dia ficam mais evidentes as verdades registradas nas escrituras com novos achados arqueológicos.
Para os estudiosos da fé e da história, é um tesouro precioso demais. Esta antiga coleção de 70 brochuras feitas em páginas de chumbo, contendo entre 5 a 15 páginas em cada livro, amarrados com o bem conhecido arame romano de chumbo, desvendam e confirmam alguns dos segredos e detalhes dos primórdios das escrituras produzidas pelas comunidades judaicas nazarenas conhecidas no mundo ocidental como “Novo Testamento”. Nas páginas, aproximadamente do tamanho de um cartão de crédito, foram gravadas imagens, símbolos e palavras em hebraico que se referem ao Messias judeu e, até mesmo referências ao sacrifício e a ressurreição do prometido Messias dos judeus, além de conter símbolos judaicos, como o candelabro do templo.
É possível identificar as marcas na testa da figura desse homem de cabelos encaracolados e barbudo como sendo as marcas de uma coroa de espinhos.
Este poderia ser o mais antigo retrato de Yahwshwah Hamashyah (Jesus Cristo, na ocidentalização e latinização do nome hebraico do messias judeu), retrato possivelmente até mesmo feito durante a vida de quem o conhecia e conviveu com ele.
Surpreendentemente, um dos folhetos ostenta em hebraico a frase “Salvador de Israel”.
O dono do achado é o beduíno israelense Hassan Saida, que vive em Umm Al-Ghanim, Shibli, Israel. Ele se recusou a vender os artefatos, mas duas amostras foram enviadas para a Inglaterra e Suíça para exames.
Os artefatos foram encontrados em 2006 em uma caverna na aldeia de Saham na Jordânia, perto da fronteira entre Israel e a Jordânia, bem próximo às Colinas de Golã – e a aproximadamente 5 quilômetros do balneário israelense e fontes termais de Hamat Gader.
Como relata as reportagens da BBC, de Londres, disponível em http://www.bbc.com/news/world-middle-east-12888421, e a reportagem do Jornal O Estado de São Paulo (Estadão), disponível em http://www.estadao.com.br/noticias/geral,jordania-busca-repatriacao-de-reliquias-tidas-como-maior-descoberta-da-historia-crista,698796, eles foram descobertos depois de uma enchente varrer a região e afastar o solo empoeirado da montanha para revelar o que parecia ser uma pedra de grandes dimensões. Quando a pedra foi movida, uma gruta foi descoberta com um grande número de pequenos nichos nas paredes da caverna. Cada um desses nichos continha um livreto.
A zona é conhecida como antigo refúgio dos judeus foragidos das sangrentas revoltas contra o Império Romano no primeiro e início do segundo séculos D.C.
Documentos importantes do mesmo período, produzidos pela seita dos judeus nazarenos refugiados de Jerusalém, já foram encontrados lá.
A gruta está a menos de 100 quilômetros de Qumran, onde os Manuscritos do Mar Morto foram descobertos, e cerca de 60 quilômetros de Massada, onde outra seita judaica, os judeus zelotes, empreenderam a última resistência judaica contra o Império Romano, em 72 D.C., dois anos após a destruição do Segundo Templo em Jerusalém.
Parece claro que estes livretos foram, na verdade, criados por uma seita judaica messiânica, perseguida e massacrada durante trezentos anos em todo o Império Romano e catalogadas nos documentos oficiais romanos como “Judeus Nazarenos”, que são os judeus que aceitaram e seguiram a Jesus e saíram de Israel pelo mundo inteiro anunciando que o Messias esperado pelos judeus por longos dois mil anos havia enfim comparecido, conforme havia sido profetizado nas escrituras hebraicas.
O trabalho de datação metalúrgica foi realizado pelo Dr. Peter Northover, chefe da ciência de materiais-base do Grupo de Arqueologia e um perito mundial na análise de materiais metálicos antigos.
As amostras foram então enviados para o Laboratório Nacional de Materiais de Dubendorf, na Suíça. Os resultados mostraram que eles eram consistentes com a antiga produção de chumbo do período romano e que o metal era fundido a partir de minérios que se originaram na região do Mediterrâneo antigo. Dr Northover disse também que a corrosão nos livros era impossível ter sido obtida por qualquer método moderno.
O diretor do Departamento de Antiguidades da Jordânia, Ziad al-Saad, não tem dúvidas. Ele acredita que eles podem de fato ter sido feitos pelos seguidores de Jesus, poucas décadas imediatamente após o seu sacrifício em Jerusalém.
“Eles realmente se igualam, e talvez sejam ainda mais significativos do que os Manuscritos do Mar Morto”, diz ele. “A informação inicial é muito encorajadora, e parece que estamos olhando para uma descoberta muito importante e significativa. – Talvez a descoberta mais importante na história da arqueologia.”
A drª Margaret Barker, ex-presidente da Sociedade de Antigo Testamento do estudo, disse: “Outros textos da época falam de livros selados de sabedoria e de uma tradição secreta transmitida por Jesus aos seus discípulos mais próximos. Esse é o contexto para essa descoberta.”
Philip Davies, professor emérito de estudos bíblicos da Universidade de Sheffield, disse que há fortes evidências de que os livros têm sua origem no primeiro século, permeados pela seita dos judeus nazarenos que se iniciou após a morte de Jesus.
Assim que Jesus voltou para o céu seus seguidores judeus saíram pelo mundo anunciando as boas notícias de que tudo o que havia sido prometido tinha se cumprido em detalhes e que, portanto, tudo o que Jesus prometeu também se cumpriria.
Na época o judaísmo era dividido em várias facções, ou seitas, como os judeus zelotes, os judeus saduceus, os judeus essênios, os judeus fariseus (todas essas seitas judaicas rejeitaram Jesus como seu Messias prometido) e então, com a morte e ressurreição de Jesus, o judaísmo passou a ter no primeiro século a mais nova seita judaica, que ficou conhecida e massacrada em todo o Império Romano como a seita dos “judeus nazarenos”.
Os judeus nazarenos mantiveram as tradições e leis judaicas agregando o novo costume do batismo em água e interpretando as leis sacrificiais do judaísmo como tendo sido cumpridas no seu Messias, que passou a ser considerado o sacrifício perfeito, relegando as leis sacrificiais judaicas ao status de ensinamentos a respeito do “cordeiro de Deus”, que é Jesus.
Os judeus que aceitaram a Jesus continuaram praticando o judaísmo normalmente, conforme prova o que foi escrito pelo médico e historiador judeu Lucas, no livro de Atos dos Apóstolos, no capítulo 21, nos versículos 20 ao 27, onde está escrito a respeito do judeu fariseu Saulo de Tarso, conhecido no ocidente como “apóstolo Paulo”: “Observas, irmão, quantos milhares de crentes [em Jesus] há entre os judeus; e todos eles são zelosos da Lei. 
Mas eles ouviram rumores a respeito de ti, de que tens ensinado a todos os judeus entre as nações uma apostasia contra Moisés, dizendo-lhes que não circuncidem os seus filhos nem andem nos costumes solenes. O que se há de fazer, então, a respeito disso? Em qualquer caso, eles vão ouvir que chegaste. Faze, portanto, o que te vamos dizer: Há conosco quatro homens que têm um voto sobre si. Toma contigo estes homens e purifica-te cerimonialmente [segundo determina a Lei de Moisés] junto com eles, e toma conta das despesas deles, para que se lhes rape a cabeça. 
E todos saberão assim que não há nada nos rumores que se contavam acerca de ti, mas que estás andando ordeiramente, guardando também tu mesmo a Lei. Quanto aos crentes [em Jesus] dentre as nações [não judaicas], já avisamos, dando a nossa decisão, de que se guardem do que é sacrificado a ídolos, bem como do sangue e do estrangulado, e da fornicação.’ Paulo tomou então consigo os homens, no dia seguinte, e purificou-se cerimonialmente [segundo determina a Lei de Moisés] junto com eles, e entrou no templo, notificando os dias a serem cumpridos para a purificação cerimonial, até se apresentar a oferta [sacrificial] para cada um deles.”
O próprio Paulo escreveu aos judeus nazarenos na cidade de Roma, o que está no livro de Romanos 11:1-2, que diz: “Pergunto então: Será que Deus rejeitou o seu povo? Que isso nunca aconteça! Pois eu também sou israelita, do descendente de Abraão, da tribo de Benjamim. Deus não rejeitou o seu povo, ao qual primeiro reconheceu.”
Durante quase trezentos anos a seita dos judeus nazarenos foi perseguida, tanto pelas outras seitas judaicas que rejeitaram Jesus quanto pelo poderosíssimo Império Romano, foram queimados vivos, lutaram com gladiadores e animais selvagens nos coliseus romanos por serem o único grupo judaico que falava a respeito de Jesus.
No ano 325 o imperador romano Constantino, na cidade de Nicéia, criou oficialmente a Igreja Católica Apostólica Romana, misturando ensinamentos dos misticismos sumério, babilônico, egípcio, grego e romano com os ensinamentos e as escrituras judaicas, formando o que é conhecido no mundo hoje em dia como “cristandade”, que inclui a Igreja Católica e todas as suas filiais, as igrejas evangélicas.
Esses livros escritos em páginas de chumbo provam o que as escrituras já dizem há milênios: houve uma deturpação dos ensinamentos deixados pelo judeu Yahwshwah (Jesus) e povos pagãos se apoderaram e adulteraram escancaradamente os escritos judaicos.
Pobre de quem ainda duvida das escrituras sagradas e quer descredenciá-las. A cada dia surgem novas provas de que tudo o que está ali é a verdade!

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A eleição geral como solução



O Congresso Nacional entrou em férias, sem decidir duas explosivas propostas: o impeachment da presidente da República e a cassação do mandato do presidente da Câmara.
 Enquanto os parlamentares veraneiam, o povo espera pela sua volta, para, então, decidirem sobre a provisoriedade instalada no governo, na direção da Câmara dos Deputados e em outros quadrantes do poder político-administrativo, cujos integrantes figuram entre os denunciados e processados pelos sórdidos esquemas de corrupção e malversação do bem público.
A sensação que sobra é de abandono, de já termos batido no fundo do poço, pois, ao lado da crise política, há a econômica, causando inflação, desvalorização da moeda, desemprego, fome e outros efeitos típicos.
Enquanto os agentes políticos se debatem por suas teses, a economia sangra, e o povo sofre. O Brasil perde avaliação no mercado internacional, a produção cai, e a miséria se amplia. Parece termos chegado ao final de mais um ciclo da história política nacional, tradicionalmente, composta por períodos relativamente curtos. Tanto que já vivemos a Sexta República.
 O modelo de democracia, construído a partir da Constituição de 88, apresenta feridas letais. A classe política, integrada por indivíduos que aparecem na televisão elogiando o próprio passado - quando participaram de assaltos a bancos, sequestros seguidos de mortes, atentados e um sem fim de atos contra a vida e o patrimônio, os quais só podem ser praticados por seres frios e calculistas - é duramente acometida pela corrupção que, em maior ou menor proporção, mancha a esmagadora maioria dos partidos e suas lideranças; todos poluídos pelos esquemas já apurados no Mensalão, na Lava Jato e em outros processos e investigações sobre o assalto aos cofres públicos, para o custeio de campanhas eleitorais e até para o enriquecimento ilícito de destacadas figuras.
A revelação dos malfeitos e a luta do salve-se-quem-puder destroem a reputação dos atuais detentores de mandatos e lideranças partidárias. É preciso fazer algo para salvar o Brasil, maior vítima de todo esse quadro adverso.
A Constituição não prevê, mas o melhor seria, diante da ingovernabilidade e da infuncionalidade congressual, buscar o caminho da reforma plena. Em vez da interminável tramitação de impeachment e cassações, convocar, para dentro de 120 dias, eleições para Presidente da República, Senador e Deputado Federal.
Nesse ano, já teremos uma eleição (de prefeitos e vereadores). Bastaria agregar os outros cargos à consulta popular, sem maiores delongas. Poderia também se eleger governadores e deputados estaduais, estabelecendo-se, assim, o dia de eleição geral a cada 4 anos, conforme já se tentou no passado.
O país não pode continuar indefinidamente com governantes e congressistas suspeitos e sem o apoio da sociedade. Se nada for feito, corremos o risco do povo ainda sofrer a chamada “síndrome de Estocolmo”, sendo levado a crer que o político delinquiu, mas, mesmo assim, é bom. Uma eleição geral, com campanha séria e competente, legitimaria o poder em todos os pontos, onde, hoje, ele é contestado e padece de representatividade. Quanto aos crimes cometidos contra o erário, isso é questão de polícia e justiça. Os processos têm de continuar, e outros se formarem até que os implicados paguem pelo mal que fizeram... 


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domingo, 27 de dezembro de 2015

O cérebro: como usar todo o seu potencial


Conversas com amigos me instigaram a divagar sobre como podemos melhor usar nosso cérebro. Refletindo um pouco sobre esta questão, percebo que minha prática constante tem sido liberar meu cérebro para que ele opere da maneira que os especialistas chamam de “modo difuso”.
Tal prática começou quando a Teoria da Relatividade, de Albert Einsten, era um mistério para mim. Durante um feriado prolongado no ITA (Instituto Tecnológico de Aeronáutica), eu tentava entendê-la a qualquer custo, sem conseguir alcançar meu objetivo.
Esgotado, resolvi então descansar e depois de certo tempo tive uma enorme “surpresa”: como em um passe de mágica, tudo ficou absolutamente claro em minha mente, como se aquilo (a Teoria da Relatividade) fosse a coisa mais natural do mundo!
Lembro-me que naquele momento eu chorei. Chorei de alegria!
Somente anos mais tarde, quando já se tornara um hábito meu esta prática do “relaxamento mental”, li um livro sobre criatividade nas agências de publicidade (do Roberto Duailibi da DPZ) e passei a entender o processo que eu praticava de forma despretensiosa, porém com resultados surpreendentes.
Tudo ocorria em três fases consecutivas, porém distintas: Aquisição de informações; Trabalho obstinado; e Relaxamento mental. Esta era a base do processo que podemos utilizar para tirar o máximo proveito criativo de nossas mentes.
Na primeira fase buscamos o maior número possível de informações acerca do tema em que nos debruçamos. Elas serão a base sobre a qual o nosso cérebro fará as conexões em busca da solução do problema que estamos tentando resolver. Sem esta base, nosso cérebro não tem o que processar. Um bom exemplo é quando tentamos criar algo a respeito de um tema sobre o qual não temos nenhum conhecimento: impossível!
Na segunda fase usamos as ferramentas mentais que possuímos, tais como cálculo, análise, síntese, métodos, gráficos, desenhos, tabelas, opiniões e tudo que dispomos para tentar, “obstinadamente”, alcançar uma resposta para o problema. É a fase do trabalho duro, árduo, consciente.
Por vezes, nesta fase, alcançamos nosso objetivo e nos satisfazemos com o resultado. Porém, quando isso não ocorre, temos ao nosso dispor a próxima fase, a mais surpreendente de todas.
Na terceira fase fazemos uso da mais incrível máquina disponível, de forma totalmente gratuita e sempre passível de ser utilizada. É a nossa capacidade de processamento inconsciente. Nesta etapa nós permitimos que nosso cérebro trabalhe de forma totalmente livre, difusa, porém em altíssima velocidade.
É inacreditável, mas somos nós mesmos que assumimos o controle do nosso cérebro por meio de uma “ordem” que nós, conscientemente, damos ao nosso próprio cérebro, para que ele inicie o trabalho inconsciente! Dizemos algo como: - Cérebro, fiz minha parte, agora faça a sua!
Qual é a “minha parte”? A aquisição das informações necessárias e o trabalho obstinado sobre estas informações em busca da solução do problema que se deseja resolver.
Qual a parte deixada ao “cérebro”? Ligar os pontos, ou seja, procurar sinapses entre as informações atuais com as quais nós acabamos de provê-lo e os bilhões de informações armazenadas ao longo de toda nossa vida, que estão em algum local da nossa memória, por vezes, de difícil acesso no nível consciente.
Neste momento liberamos nosso cérebro das “amarras racionais” e o deixamos processar tudo em uma velocidade absurdamente alta, algo só possível inconscientemente, jamais na lentidão do nível consciente. É a liberação da máxima potência de processamento, permitindo ao nosso cérebro produzir em condições ideais, sem as limitações das lentes racionais que nos escravizam e impedem o cérebro de operar num tipo de “processamento livre”.
Louca, linda e extraordinária essa capacidade do nosso cérebro! Talvez poucos a experimentem na vida, mas os que têm a sorte de viver esta experiência e a incorporam como prática cotidiana acabam por tirar o máximo proveito do que de mais precioso a natureza nos deu de presente: nosso cérebro.


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Chaves para a harmonia pessoal


Nosso corpo
Nosso corpo, sede da alma, meio de relacionamento com o mundo material. É nosso cartão de visita e para muitas pessoas a primeira impressão é a que fica. Vivemos num ambiente de formas tridimensionais. No plano da materialidade. O cuidado com o nosso corpo é uma das chaves para essa harmonia. De forma direta digo-lhe que toda e qualquer sobrecarga física enfraquece a nossa máquina (o corpo). Qualquer forma de sobrecarga.
 Portanto evite as sobrecargas sempre que possível pense inicialmente nos pequenos vícios, não queira mudar tudo de uma só vez, pois pode ser frustrante se não conseguir. Mude uma pequena coisa por dia sempre que puder como reduzir o açúcar por exemplo, ou o sal na comida, depois diminua a ingestão de coisas gordurosas, depois a carne e daí por diante mas uma coisa por vez. Não esqueça.
Nossas emoções
São elas que regem nossa saúde e o nosso destino. Raiva atrai raiva, tristeza atrai tristeza, rancor atrai rancor, medo atrai medo, alegria atrai alegria. Um dos segredos para anular pensamentos negativos é se perguntar por que até que não tenha mais resposta convincente que possa justificar o seu estado de espírito de estar triste ou com qualquer que seja sua emoção.
A tristeza faz mal ao sistema respiratório, a raiva ao fígado, o rancor ao pâncreas, o medo ao rim, a preocupação ao estômago, o mau humor a você mesmo. Nossas emoções quando não estão bem nos geram desequilíbrios sérios, por essa razão é importante evitar determinados sentimentos e se por ventura invadirem a sua mente, imediatamente arrume uma coisa diferente para fazer, saia, vá assistir uma comédia, fazer uma visita, procurar o que lhe faça bem. Dar um tempo é essencial.
Nossa mente
Nossa mente pode ter uma postura positiva mesmo que haja motivos para deturpar nossa luz interna. O sorriso é uma arma que dissipa as nuvens escuras e abre a guarda de pessoas fechadas. Nossa mente precisa sempre de momentos de paz e silêncio, não precisa ser um dia inteiro, alguns minutos são suficientes desde que se faça isso ao menos uma vez ao dia.
Ler bons livros é uma forma de nutrir nossa mente com informações preferencialmente positivas. Evite o auto-terrorismos assistindo a programas que falam de catástrofes, desgraças e coisas do gênero, sei que algumas pessoas herdam esse costume, aquela coisa de assistir o jornal na televisão ou ouvir ao rádio bem na hora do almoço ou da janta, momento sagrado, em que a nossa mente precisa estar calma para ajudar a digerir o que comemos.
Pense positivo
Pense positivo, pois, se você achar que está num buraco fundo perceba que ainda não puseram terra sobre ele.
Nossa casa
Nossa casa é o lugar mais sagrado que existe para nós, nosso templo, onde moram nossos pais, irmãos, filhos e aquela pessoa que escolhemos. A higiene do lugar e a organização são condições importantes para se ter prosperidade e boas energias no lar. Evite acumular lixo dentro de casa. Evite guardar coisas velhas que não servem mais para nada. Projete de alguma forma luz onde não há e arejar é indispensável. Uma casa bem solarizada tem normalmente muita energia positiva, uma casa escura está propensa a acumular energias mais densas. 
Numa casa onde há alguma pessoa depressiva, a tendência dessa pessoa é se isolar e tornar seu espaço escuro e muito pouco arejado e isso é péssimo para o resto da casa e para as pessoas que lá moram. Sempre procure a luz em qualquer situação. Pesquise sempre novas posturas para uma vida melhor.
Paz e luz à todos vocês.
(Fragmentos do meu livro: Chaves para a harmonia pessoal)



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Identificado gene que explica o aparecimento de novas espécies


Moscas-do-vinagre permitem compreender processos genéticos mais gerais, caso das barreiras biológicas

Sabe-se que o cavalo e o burro pertencem a espécies diferentes mas podem cruzar-se e ter descendentes, a mula e o macho, que, no entanto, são estéreis. Há mais casos semelhantes no reino animal, e é através do estudo destes casos que os cientistas tentam explicar como e por que razão aparecem novas espécies.
Cientistas nos Estados Unidos descobriram agora um gene responsável por barreiras à reprodução entre duas espécies de moscas-do-vinagre. Surpreendentemente, este gene pode também estar relacionado com o desenvolvimento de câncer.
“Dizemos que existem espécies novas quando existem barreiras que impedem que se cruzem entre si”, explica Nitin Phadis, primeiro autor do artigo na última edição da revista Science e investigador da Universidade de Utah, em comunicado de imprensa. “Identificar os genes e desvendar a base molecular da esterilidade ou morte dos híbridos é chave para compreender o aparecimento de novas espécies.”
Os cientistas descobriram que o gene chamado “gfzf” – cuja acção normalmente impede que células com danos no DNA se dividam – está também envolvido nas barreiras biológicas à reprodução entre duas espécies muito próximas de moscas-do-vinagre, causando a morte dos machos híbridos.
CICLO CELULAR
Utilizadas como modelos de investigação, as moscas-do-vinagre permitem compreender processos genéticos mais gerais, neste caso sobre as barreiras biológicas entre espécies distintas e o aparecimento de novas espécies.
“A verificação do ciclo celular por genes como gfzf tem um papel importante na correcção de erros durante o ciclo celular, que, caso não sejam corrigidos, podem causar câncer. O nosso trabalho sugere que a especiação e a biologia do câncer podem fazer parte do mesmo contínuo de processos biológicos”, diz Harmit Malik, líder do projeto e investigador do Centro Fred Hutchinson de Investigação do Cancro, também em comunicado.
A mosca-do-vinagre é muito usada para estudos genéticos e desde 1910 que os cientistas tentam descobrir as causas das barreiras à reprodução entre duas espécies muito próximas de mosca-do-vinagre – as espécies irmãs Drosophila melanosgastereDrosophila simulans que, quando cruzadas entre si, só têm filhas, que são estéreis.
 Os machos morrem durante a fase larvar. Outros estudos já tinham identificado dois genes envolvidos na mortalidade dos machos, mas como a sua acção não explicava totalmente o fenómeno previa-se que existisse um terceiro gene. Este estudo poderá agora desvendar este enigma com mais de um século.
Através de 55.000 cruzamentos entre moscas das duas espécies com mutações pontuais e da análise de mais de 330.000 filhas híbridas, os cientistas descobriram seis filhos machos híbridos que conseguiram sobreviver.
A análise de todo o genoma destes machos revelou que todos tinham mutações no gene gfzf. Tinha-se encontrado o gene que era o responsável pela morte dos machos. E que, quando possuía mutações que o desactivavam, permitia a sobrevivência dos machos resultantes do cruzamento entre as duas espécies de moscas.
“Não seria possível resolver este mistério com as abordagens genéticas tradicionais. Foi preciso uma abordagem totalmente nova, através da análise de todo o genoma”, conta Harmit Malik. Agora os cientistas pensam que os métodos que utilizaram poderão acelerar a descoberta da base genética do isolamento reprodutor noutros grupos animais.
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sábado, 26 de dezembro de 2015

Mistérios da Pedra de Roseta


Descoberta no século XVII, artefato é o guardião dos segredos do Egito Antigo

Uma forma bastante comum aos egípcios de preservar inscrições importantes era através de estelas: colunas de pedra muito pesadas. A famosa Pedra de Roseta é um fragment de estela que pesa mais de 600 quilos e mede cerca de 1,20m de altura.
O principal serviço da Pedra para a humanidade foi a possibilidade de traduzir hieróglifos egípcios que ela ofereceu, tendo em vista que guardava o mesmo texto em três formas de escrita: hieróglifos, grego e demótico, os dois últimos de mais fácil tradução e interpretação. A data de fabricação da pedra é de 196 a.C.
A pedra é composta de granito negro e foi nomeada em homenagem à cidade de Roseta, onde foi descoberta pelo exército do militar francês Napoleão Bonaparte. Através da comparação entre as escritas registradas na pedra, foi possível aprimorar os conhecimentos sobre os antigos hieróglifos.
Consequentemente, o contato com a forma de escrita possibilitou o conhecimento da história registrada pelo povo egípcio em inúmeros artefatos desenterrados em estudos arqueológicos.

Análise 

No site Infoescola, o professor Geraldo Magela Machado ajuda a entender a importância do artefato para a situação do homem moderno. Ele conta que através da pedra, “estudiosos utilizaram o grego e o demótico, para traduzir os hieróglifos contidos na Pedra de Roseta, revelando assim, mais de 1.400 anos de segredos do antigo Egito”. A civilização egípcia foi um dos primeiras grandes civilizações da antiguidade, e estima-se que existiu em torno de 3150 a.C., o que a torna um importante objeto de estudo histórico para que possamos entender os rumos que tomaram as civilizações seguintes.
O professor coloca ainda que apesar da importância das escritas da pedra, seu conteúdo, em si, não traz nada de muito revelador. “A importância da mensagem da Pedra de Roseta se firma mais nas línguas em que foi escrita, do que no seu conteúdo, que nada mais é do que um decreto elaborado por padres egípcios, declarando o faraó como um ótimo governante e seguidor dos deuses egípcios e, logo abaixo, ordens sobre como a mensagem deveria ser compartilhada”.
Geraldo Magela também ajuda a entender a relevância do artefato levantando os sucessivos acontecimentos históricos que abrangeram o mundo nos milênios seguintes. “A preservação da Pedra de Roseta ajuda os estudiosos a entenderem o passado egípcio e as mudanças de governo ocorridas durante o período greco-romano, quando havia a dominação do Egito pelos macedônios, ptolomeus e romanos. Os faraós foram sucedidos pelos cristãos coptas, pelos muçulmanos e pelos otomanos, entre os anos de 639 e 1517 d.C.”.
As formas de governo que se sucederam no território do Egito desde sua criação foi responsável por várias mudanças culturais de seu povo. “Tantas formas diferentes de governo causaram grandes mudanças no estilo de vida do povo egípcio, sendo a língua a parte mais afetada. Os deuses egípcios foram substituídos e novas religiões foram criadas”, afirma o professor. O Egito já dominou e já foi dominado por várias civilizações.
Entre os impactos culturais relatados está a religiosidade, um dos elementos que definiam hierarquicamente a estrutura social e as diferentes camadas da população. “O resultado de toda essa mudança foi a extinção da escrita sagrada dos egípcios, os hieróglifos, que segundo os cristãos, tinha ligação com deuses pagãos. Assim, a Pedra de Roseta é um elo de ligação entre a atualidade e o Egito antigo, na sua forma de escrita”. As inscrições foram promulgadas na cidade de Mênfis, em nome do rei Ptolomeu V, em três parágrafos. Está em exibição no Museu Britânico, em Londres.



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Cartão de Natal que só tinha o país no endereço é entregue à pessoa certa

Paul Biggs disse que ficou chocado quando o carteiro entregou o cartão

Um cartão de Natal que só tinha no endereço “Inglaterra” foi entregue para o destinatário certo em apenas dois dias após ser enviado.
Paul Biggs, de Gloucester, na Inglaterra, disse que ficou chocado quando o carteiro entregou o cartão de uns amigos que moram na Alemanha e o endereço não constava no envelope.
“Não consigo acreditar, é um mistério, o envelope só diz ‘Inglaterra’ e foi enviado de um correio na cidade de Bitburg”, relatou.
A empresa britânica de correios Royal Mail disse que possui detetives de endereço, mas até mesmo para eles, a entrega foi impressionante.
A hipótese é de que o cartão foi entregue com uma etiqueta com o endereço, mas após ser deixado no posto de correios correto, a etiqueta se perdeu no caminho, restando somente o “Inglaterra”.
“Ele entregou minha correspondência normal e disse ‘Você está esperando alguma coisa da Alemanha?’. Respondi que talvez, porque tenho amigos lá”, disse Biggs.
“Perguntei ‘Como você sabia que isso era para mim?’ e ele respondeu que não sabia, que estava levando a carta para todo lugar”, acrescenta.
Com informações da BBC

O banho e nossos três lados

O rio é como a gente

Imergir em duas águas e lavei minha saudade.
Emergir: tornei-me um anjo nos distantes espraiados
onde as coisas eram puras e gentis as criaturas.
Rio, meu rio Passagem:
passagem de mim criança para o mundo de além-margem.
Vou também para Pasárgada, mas juro que na lembrança
não tenho a mulher do rei: amo as tuas lavadeiras.
Que temos dois lados, é certo: o de fora, que é lavável e o de dentro, impermeável. Hegel, no seu processo dialético, diria logo que temos três lados: o interior, o exterior e o de permeio, que é a síntese dos dois. Esse terceiro lado – ou a terceira dimensão – é o que a gente perde e recupera por vezes num banho, num largo banho de rio. Esse terceiro lado, só o recuperamos no aberto espaço da natureza, onde o tempo parece infinito.
Na dimensão espaço-temporal, temos dois outros lados: o de ontem e o de hoje, o de onde estivemos e o de onde estamos. O lado de lá e o lado de cá, onde buscamos recuperar o real invisível. Proponho-me ficar inicialmente de um lado: o de lá, o distante, o de antes.
Enquanto fico do lado de lá, você vá se colocando do lado de cá, onde vaga sua imaginação. Quando eu estiver do lado de cá, junto à sua imaginação, você poderá ir passando para o lado de lá, dos seus sonhos e das suas lembranças localizadas. Aí a gente se encontra pelo meio: cada um do seu lado.
Assim vejo você e você me vê no rio de nossa infância. Nosso rio chamava-se Passagem, de propósito, seja porque era um rio feito para não ficar, mas para passar, como passou, ou talvez pelos dois lados que ele tinha: o lado das águas possíveis e o lado dos horizontes impossíveis.
Então, no nosso rio, os meninos-homens ficavam do lado de cá e as meninas-mulheres ficavam do lado de lá. Se você (digamos leitora), foi por sua vez menina-mulher, aconteceu-lhe a mesma coisa: do outro lado, os meninos-homens.
Do lado de baixo para cima, ou do lado de cima para baixo, o rio se abria em duas dimensões e a gente descobria a terceira dimensão, que era o dentro das águas. O rio carregava, para transmitir de uns a outros, a essência das pessoas. Uma essência cheirosa ao vento. Como se as flores do campo nascessem de dentro das águas. Ou como se as pessoas fossem flores cheirando no campo. O encontro das pessoas com as águas era a descoberta do próprio eu de cada um antes encoberto pelas suas indumentárias.
Havia casos daqueles que perdiam seu eu e ficavam coisificados na correnteza das águas. E havia casos dos que não entravam no rio junto com outros e por isso dispersavam seu eu ficando à margem. O eu se perde quando se separa dos outros. 
É o caso daqueles que cometiam o pecado de perseguir as meninas-mulheres das águas. Alguns deles eram castigados e levados para a cadeia pública para conhecimento de todas as crianças da cidade. Às vezes era o rio que expulsava alguém por não saber da sua essência só revelada no banho, ou que brincavam inescrupulosamente com as correntezas e morriam afogados.
O rio é o equilíbrio e as águas, a limpeza da alma. O lado de fora deve lavar o lado de dentro. Quando sobem as águas do rio, devem subir também ao coração. O coração deve pressentir quando as águas sobem e não expor-se à volúpia das águas. O rio é como a gente: precisa ser sondado, mesmo sendo insondável. O rio passa como a gente, mesmo ficando no mesmo lugar. Quem disse isso foi mesmo Heráclito? Panta rei: tudo corre, tudo passa como o rio e nunca nos banhamos nas mesmas águas.
A gente vai banhar-se no rio e o rio quer visitar a gente: entra pela alma, corre pelo dentro, derrama seus murmúrios em nossos ouvidos e vai embora, levando nossas fantasias liquefeitas. No rio banham-se as sereias, como as pessoas. Elas vêm ao encontro da terra como as pessoas vão ao encontro das águas. No rio se encontram pessoas e sereias. As sereias nascem da mente e as fantasias nascem do rio.
Do rio nasce o tempo que fica infinito no seu correr. O correr do rio é o estar no tempo do infinito. As pessoas nas águas ficam infinitas no tempo. O infinito escorrido das águas fica nas pessoas. Quem se banha no rio renasce, fica com alma de sereia.
Então a sereia nos abraça e leva nosso corpo pelas águas e deixa sua alma em nosso corpo que abraça as águas sereialmando.
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Vírus Zika e microcefalia: tire suas dúvidas



Transmitido por um mosquito já bem conhecido dos brasileiros, o Aedes aegypti, o vírus Zika começou a circular no Brasil, em 2014, mas só teve os primeiros registros feitos pelo Ministério da Saúde em maio de 2015. 
O que se sabia sobre a doença, até o segundo semestre deste ano, era que sua evolução é benigna e que os sintomas são mais leves do que os da dengue e da febre chikungunya, também, transmitidas pelo mesmo mosquito.
Porém, no dia 28 de novembro, o Ministério da Saúde confirmou que quando gestantes são infectadas por este vírus podem gerar crianças com microcefalia, uma malformação irreversível do cérebro, que pode vir associada a danos mentais, visuais e auditivos.
A chegada do vírus ao Brasil elevou o número de nascimentos de crianças com microcefalia de 147, no ano passado, para mais de duas mil crianças este ano. Por enquanto, na maioria destes casos, a relação com o Zika ainda está sendo investigada. 

Os casos de microcefalia, relacionados a gestantes infectadas pelo vírus, foram confirmados em 134 crianças que nasceram com a malformação. O Nordeste do País concentra o maior número de registros.

Vírus Zika
Foi identificado, pela primeira vez, na África, na década de 1940 e, desde então, ficou restrito a pequenas aldeias. Chegou a circular fora do continente africano, porém, nunca de forma intensa. A partir do ano passado, depois da Copa do Mundo, começaram a surgir relatos de que o vírus teria chegado ao Brasil. Em maio de 2015, o Ministério da Saúde registrou os primeiros casos, porém, como a doença não tem notificação obrigatória e os laboratórios não têm estrutura para fazer testes em todos, os registros são menores do que o número real de infectados.
Prevenção
Não existe vacina contra o Zika, e o desenvolvimento deste produto pode levar mais de dez anos. Até lá, a única forma de prevenir é evitando o mosquito, destruindo os criadouros, as larvas e usando repelentes.
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) esclareceu, no começo do mês, que não há impedimento para que grávidas usem repelentes, desde que estejam registrados na própria agência reguladora e que sejam seguidas as instruções do rótulo.
Estudos indicam que o uso tópico desse produto, ou seja, direto na pele, à base de DEET (o n,n-Dietil-meta-toluamida) por gestantes é seguro. A Anvisa alerta, no entanto, que tais produtos não devem ser usados em crianças menores de 2 anos. Em crianças entre 2 e 12 anos, a concentração dever ser, no máximo, 10%, e a aplicação deve se restringir a três vezes por dia. Concentrações superiores a 10% são permitidas para maiores de 12 anos.
Transmissão
Assim com o vírus chikungunya e o da dengue, o Zika é transmitido pelo mosquito Aedes aegypti. Cientistas já relataram um caso de transmissão da doença pelo sêmen e, também, registraram a presença do vírus no leite materno, porém, no momento, o Ministério da Saúde só reconhece a transmissão via mosquito. Esta semana, o secretário de Atenção à Saúde do Ministério da Saúde, Alberto Beltrame, disse que as mães que tiveram Zika podem amamentar seus filhos normalmente.
Foi registrada ainda uma transmissão do vírus por transfusão de sangue, de doador para receptor. O Ministério da Saúde diz que todas as formas de transmissão são alvo de pesquisa e que tudo ainda é muito recente e inédito, o que demanda estudos amplos.
Diagnóstico
O vírus pode ser detectado pelo exame PCR que deve ser feito entre o quarto e o sétimo dia, depois do início dos sintomas, sendo, entretanto, ideal que o material seja examinado até o quarto dia.
Atualmente, estão capacitados para realizar os exames os Laboratórios Centrais dos seguintes estados: Bahia, Amazonas, Alagoas, Goiás, Pará, Paraná, Pernambuco, Rio de Janeiro, Sergipe, Rio Grande do Norte e Distrito Federal.
As gestantes e recém-nascidos com suspeita da doença são prioridades na testagem. O Mistério da Saúde esclarece que, ainda, não há condições de fazer a testagem universal para o vírus Zika. Essa limitação não é apenas brasileira, mas de todos os países, já que não existe um teste em larga escala para a doença.
Não existe, ainda, teste de sorologia para o Zika, que é o exame que permite saber se a pessoa já esteve infectada pelo vírus. Os laboratórios, no entanto, dizem que o exame já está sendo desenvolvido. A sorologia é uma ferramenta importante para detectar, se as mães de crianças com microcefalia já tiveram a doença.
Sintomas
Segundo o Ministério da Saúde, 80% dos infectados pelo Zika não apresentam sinais da doença. Enquanto isso, os outros 20% podem ter febre baixa, dores leves nas articulações, coceira no corpo, olhos vermelhos e quase sempre têm manchas vermelhas na pele. Os sintomas costumam durar de três a sete dias.
Segundo o Instituto Oswaldo Cruz, a infecção pelo Zika pode ocasionar, ainda, complicações neurológicas que debilitam músculos, porém, são raros os casos. Surgiram boatos nas redes sociais de que crianças com menos de sete anos teriam mais chances de desenvolver estas complicações, porém, o Ministério da Saúde não diferencia as possibilidades por faixa etária, ou seja, pessoas de todas as idades têm as mesmas chances de apresentar sintomas mais graves, porém, são casos raros.
Tratamento
Não existe tratamento específico para a infecção por Zika, assim como para dengue e chikungunya, segundo o Ministério da Saúde. O tratamento recomendado para os casos sintomáticos de Zika é baseado no uso de acetaminofeno (paracetamol) ou dipirona, para o controle da febre e manejo da dor. No caso de manchas vermelhas com coceira, os anti-histamínicos podem ser indicados. No entanto, é desaconselhável o uso de ácido acetilsalicílico e outras drogas anti-inflamatórias, devido ao risco aumentado de complicações hemorrágicas descritas em infecções semelhantes.
Microcefalia
A microcefalia é uma malformação do cérebro que pode ter diversas origens, como infecção por toxoplasmose, pelo citomegalovírus e, mais recentemente, como foi confirmado, também pelo vírus Zika. O uso de álcool e drogas durante a gravidez também pode causar a malformação.
Há também casos em que há predisposição genética para a microcefalia, durante a formação da criança no ventre da mãe. Estas são as que têm menos comprometimentos associados à malformação.
A característica central da microcefalia, como o próprio nome sugere, é a cabeça pequena, ou seja, o bebê nasce com o perímetro cefálico menor do que o da maioria. O diagnóstico inicial é feito com uma trena, com a qual se faz a medida do contorno da região logo acima dos olhos.
O novo protocolo do Ministério da Saúde, lançado esta semana, preconiza que se o perímetro for igual a 33 centímetros ou menor, é recomendado fazer uma Ultrassonografia Transfontanela e, se este exame der indícios de que o crânio está selado, a criança passará por uma tomografia.
O novo protocolo também preconiza exames que detectem comprometimento auditivo e visual, que também podem estar associados à microcefalia. O documento determina ainda o acompanhamento de crianças com a malformação do nascimento até os três anos. Quanto mais cedo as crianças começarem o tratamento, melhor o desenvolvimento.
Outros boatos em redes sociais e em aplicativos de mensagens diziam que o aumento de casos de microcefalia no Nordeste foi causado pelo uso de um lote de vacinas contra rubéola que estava vencido. Esta semana, no entanto, o ministro da Saúde, Marcelo Castro, desmentiu a afirmação.
Síndrome de Guillain-Barré
O vírus Zika, assim como outros agentes infecciosos, pode desencadear a Síndrome de Guillain-Barré. Trata-se de uma reação muito rara a agentes infecciosos, como vírus e bactérias, e tem como sintomas a fraqueza muscular e a paralisia dos músculos.
Assim como todas as possíveis consequências do Zika, a ocorrência da Guillain-Barré relacionada ao vírus continua sendo investigada.
Os sintomas começam pelas pernas, podendo, em seguida, irradiar para o tronco, braços e face. A síndrome pode apresentar diferentes graus de agressividade, provocando leve fraqueza muscular em alguns pacientes ou casos de paralisia dos membros.
O principal risco provocado por esta síndrome é quando afeta músculos respiratórios. Nesse caso, a síndrome pode levar à morte, se não forem adotadas medidas de suporte respiratório.

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