quinta-feira, 3 de dezembro de 2015

2015: um ano para ser esquecido na Previdência no Brasil

O ano de 2015 foi terrível para a Previdência. Talvez um dos piores. Crise de planejamento, de gestão, de insegurança, de futuro.
O Regime Geral de Previdência Social - RGPS e todos os regimes, salve os dos planos privados de previdência, foram empurrados para uma crise de graves proporções, ainda não dimensionada nos seus efeitos perversos para as gerações atuais e futuras.
O mais grave: só um responsável pela catástrofe. Ouso dizer que o ministro da Previdência nada teve a ver com o que aconteceu - não que tenha sido abduzido - mas o xis da questão é que o Ministério da Previdência desde 2007 perdeu sua capacidade de decidir, planejar, gerir, fiscalizar, controlar a política da Previdência, tudo transferido ao Ministério da Fazenda. O responsável está, pois, identificado.
Nas proporções dos desastres físicos e ambientais que abalaram o Brasil e o mundo, como terremotos, enchentes, avalanches, tornados, furacões, o Petrolão, a Lava jato etc, o cataclismo da Previdência é bem maior.
Do meio para o fim do ano de 2014, a coisa parecia tranquila, mas a crise estava hibernando, se expandindo diuturnamente, na Fazenda. O dinheiro da Previdência foi minguando, o déficit crescendo, e até a DRU desviou recursos de aposentadorias e pensões para outros fins.
Cansamos de advertir que a desoneração da folha, a ampliação desmedida das renúncias, os descontroles na concessão de benefícios por incapacidade (aposentadorias por invalidez e auxílio doença), o desmantelo na receita previdenciária (não combate à sonegação, à evasão, não fiscalização, não cobrança de dívidas, não recuperação da dívida ativa), os refis sucessivos beneficiando os caloteiros, os insuportáveis custos da previdência rural seriam nefastos para a Previdência. Não nos ouviram. Não nos deram a mínima atenção. Clamamos no deserto.
Publicamos quase 180 artigos na mídia brasileira demonstrando por "a" mais "b" as ameaças e os desacertos. Não ficamos na crítica pela crítica. Apresentamos propostas para a correção de rumos, como restabelecimento dos poderes da Previdência, fixação da idade mínima para aposentadorias e pensões, reestruturação do financiamento, transferência dos benefícios rurais à assistência social, combate frontal às fraudes nos benefícios previdenciários e acidentários, e ajustes profissionais na gestão do INSS.
Repercutimos os três relatórios do TCU, dois deles sobre a crise de recursos humanos no INSS (com dez mil servidores recebendo abono de permanência) e um sobre os erros praticados na gestão financeira da receita previdenciária, tudo, rigorosamente tudo, ignorado pelo governo.
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Ressarcimento pela queda de sinal de TV paga



A Comissão de Defesa do Consumidor aprovou a proposta que obriga as operadoras de televisão por assinatura a compensarem os assinantes, independentemente de solicitação, que tiverem o serviço interrompido por mais de 30 minutos.
O ressarcimento (em forma de desconto) será proporcional ao tempo de interrupção do sinal e deverá ocorrer, no máximo, no mês subsequente à queda. O valor e o período sem cobertura terão de constar no boleto de cobrança. Nos casos de programas por demanda (pay-per-view), a compensação será feita pelo valor integral, independentemente do período de interrupção.
Caso a prestadora não efetue os descontos no prazo, o valor da compensação será devido em dobro e acrescido de correção monetária e juros legais.
O texto aprovado é o substitutivo da Comissão de Ciência e Tecnologia, Comunicação e Informática ao projeto de lei 3.919/12, de autoria do deputado Chico Lopes (PCdoB-CE) e do ex-deputado João Ananias (CE). O parecer do relator, deputado Aureo (SD-RJ), foi pela aprovação do projeto nos termos do substitutivo.
Na visão do relator, o substitutivo busca de maneira mais efetiva o desejado equilíbrio nas relações de consumo, pois não penaliza as interrupções no fornecimento do serviço causadas pela necessidade de manutenção do sistema, bem como estabelece que o valor da compensação será igual ao valor do prejuízo sofrido pelo consumidor. O projeto original previa que a compensação seria equivalente ao tempo de interrupção multiplicado por cinco.
O substitutivo determina que o corte de sinal provocado por manutenções preventivas, ampliações da rede ou quaisquer alterações no sistema deverão ser comunicados aos clientes com antecedência mínima de três dias - haverá multa se a comunicação não for feita. O serviço terá de ser realizado, preferencialmente, em dias úteis.
Nesses casos, a compensação aos assinantes somente será obrigatória se a soma do total de interrupções exceder 12 horas no mês.
O texto estabelece ainda que o serviço poderá ser suspenso temporariamente nos casos de interrupção constante do sinal ou de reiterado descumprimento de cláusulas contratuais que prejudiquem um número significativo de assinantes.
A suspensão será definida pela Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) e o sinal só voltará a ser comercializado quando a empresa demonstrar à entidade que possui capacidade técnica, gerencial e administrativa para retomar as atividades.
A proposta será analisada agora, em caráter conclusivo, pela Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania.
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O Brasil se fosse descoberto no século XXI, descrito em uma carta


As grotescas trocas de favores entre a política e a indústria de petróleo estão diminuindo a passos largos. Mas, a indústria de energia, automóveis, e principalmente minério estão estreitando suas fronteiras com a dos interesses partidários. Não há empresa no Brasil que não tenha em seu comando, do alto escalão, um político influente.
Até mesmo os grandes frigoríficos estão entre os que captam políticos carreiristas para seu quadro de funcionários. Com esses homens representando as empresas no mercado internacional é lucro certo.
Há países que entram em contato com o Itamaraty para perfilar a relação com o Brasil e o órgão indica "amigos" para pactuarem no mercado lá e cá. Os afiliados no partido do governo recebem cargos nas empresas e repassam comissões por cada carga negociada lá fora. Essa relação anômala existe para criar fundos, com isso os partidos patrocinam as eleições de seus líderes.
Entretanto, se até eu sei disso e sou um tolo, que dirá as polícias especiais, a força tarefa, a polícia federal, o bureau da inteligência (se de fato há brasileiros inteligentes), os partidos de oposição e a... Não importa quantos sabem dessas operações de interesses partidários, mas que existem em baixo dos nossos olhos, existem! Fazemos cara de espanto quando deparamos com noticiosos que falam dessas trambicagens, mas, já sabemos que o Brasil está contaminado com a política de mafiosos.
Fico aqui pensando se o Brasil estivesse nesse momento político, embora falando Tupiniquim, e os portugueses descessem em nossas terras o descobrindo sob o ponto de vista de Portugal. Como seria a carta do escriba? Claro que não seria igual aquela de Pedro Vaz de Caminha, tampouco ele viria por mar.
Mas, supondo que algum descobridor, que cruzasse de avião o nosso território e os narcotraficantes o abatessem, e por acaso, com falhas no motor fizesse um pouso de emergência em nossas terras.
Como seria essa carta? Talvez assim: "Caro primeiro-ministro, cá encontro uma nação que desconhece a civilização, poluem os rios e queimam a mata para plantar e exportam a colheita enquanto o seu povo passa fome. Extraem de camadas profundas, pré-sal, o petróleo, com o custo do dobro do qual vendem e o dinheiro vai para os bolsos dos políticos corruptos. A gasolina que usam para seus carros a compram dos EUA. O povo se prostitui nas praias e as ruas são tomadas por arrastões de marginais que levam desde celular a carros para adquirirem drogas. Os cidadãos são manipuladores e desrespeitosos com as mulheres e anciãos. Cá não há internet que funcione e os pássaros que gorjeiam aí por cá vivem presos em gaiolas. Nos rios não há peixes apenas rejeitos das mineradoras. Quanto ao esporte, todos os clubes de futebol estão envolvidos em maracutaias. E os negros ainda são trancados em depósitos humanos tal qual fazíamos nos tempos da escravidão. Aqui o povo ainda está em processo de evolução humana, aquela descrita por Charles Darwin. Eu, não mais voltarei, estou viciado em uma pedra fedorenta e vendi a aeronave para pagar o consumo, estou envergonhado, arrependido e morando nas ruas, sem mais. Ass. (..

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quarta-feira, 2 de dezembro de 2015

Que tal gerar sua própria eletricidade pedalando?


Tecnologia promete autonomia de 24h para uma casa com apenas 1h de pedaladas

Você já pensou em ter energia elétrica na sua casa de forma gratuita durante 24 horas? Saiba que é possível, mas para isso você vai precisar pedalar em uma bicicleta ergométrica especial durante 1 hora todos os dias.
A bicicleta batizada de "Free Electric" dá às pessoas o poder de gerar eletricidade livre de poluição. O usuário precisa pedalar durante 1 hora na bicicleta híbrida que possui um gerador para carregar uma bateria. A energia gerada é suficiente para alimentar uma casa durante 24 horas, sem precisar pagar na conta de energia elétrica. 
Sem data fixa para o lançamento, o site do projeto responsável pelo produto pede aos consumidores que continuem checando, porque em breve a bicicleta será comercializada. 

Billions in Change

A ideia faz parte do movimento Billions in Change (BiC), um projeto que busca "salvar o mundo" criando alternativas que atendam as necessidades básicas, como água potável, energia limpa e saúde.
Entre os projetos já lançados pelo BiC está uma máquina que transforma água do mar ou poluída em água potável. Conheça outras soluções propostas pelo BiC no site.


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terça-feira, 1 de dezembro de 2015

Agora é definitivo: não há diferenças entre o cérebro de homem ou mulher


Homens tem mais neurônios do que as mulheres, segundo revela a Ciência. Além disso, o gênero masculino tem 30% mais conexões cerebrais do que elas. O resultado matemático de tudo isso talvez seja explicado nesta nova pesquisa que revela que os cérebros de homens e mulheres são, na verdade, absolutamente iguais. E a prova pode estar no ambiente prático: não há na história nada que tenha servido de justificativa para a vantagem que homens teriam sobre mulheres neste quesito. 

Um estudo com centenas de imagens de cérebros de homens e mulheres não encontrou provas de que exista um cérebro masculino e outro feminino. Embora haja algumas diferenças anatômicas em determinadas áreas em função do sexo, estas não permitem dividir os humanos em duas categorias. Na verdade, o cérebro de cada um é um mosaico com elementos tanto femininos quanto masculinos.

Ideias como a da inteligência emocional e best-sellers recentes como O Cérebro Feminino ou, no século passado, a saga Os Homens São de Marte, as Mulheres São de Vênus, alimentaram a tese do dimorfismo sexual do cérebro. Se há diferenças entre homens e mulheres em outras partes da sua anatomia, em especial os genitais, por que não haveria no cérebro? E, se existe no que é físico, ou seja, no cérebro, também deve existir no que é essencial, a mente.

Entretanto, não há provas de que, do ponto de vista da matéria cinzenta, da matéria branca, das conexões neuronais e da espessura do córtex cerebral, o cérebro de uma mulher e de um homem sejam diferentes pelo simples fato de seu sexo ser distinto. As provas, aliás, apontam para o contrário. Em um dos maiores estudos já feitos, um grupo de pesquisadores israelenses, alemães e suíços comparou a anatomia de 1.400 cérebros de homens e mulheres para concluir que, mais do que duas categorias, o que existe é um mosaico cerebral.

"Na genitália, há diferenças segundo o sexo que vão se somando até criar dois tipos, as genitálias masculinas e as genitálias femininas", diz Daphna Joel, pesquisadora da Universidade de Tel Aviv e principal autora do estudo "Cerca de 99% das pessoas têm genitálias masculinas ou femininas, e só algumas poucas têm órgãos genitais cuja forma está entre as formas masculina e feminina, ou têm alguns órgãos com a forma masculina e outros com a feminina. São os que chamamos intersexuais", acrescenta.

Entretanto, o hermafroditismo cerebral é a norma, e os cérebros 100% masculinos ou femininos são a exceção. "Na verdade, o que existem são muitos tipos de cérebros", afirma Joel. "Além disso, o tipo de cérebro que só apresenta características mais prevalentes nos homens do que nas mulheres é muito raro, tão raro como o tipo de cérebro com um perfil em que predomine entre as mulheres", acrescenta.

Para sustentar essas afirmações, Joel e seus colegas recolheram imagens do cérebro de voluntários de vários projetos científicos. Além da heterogeneidade da amostra (um total de 1.400 pessoas), sua pesquisa recém-publicada na PNAS dispõe de uma força adicional. As imagens neurológicas foram obtidas com tecnologias e métodos diversificados, para evitar distorções. Enquanto algumas determinam melhor a espessura do córtex cerebral, outras registram a estrutura e dimensões das diferentes áreas do cérebro.

Um dos estudos, por exemplo, baseou-se em imagens do cérebro de quase 300 pessoas (169 mulheres e 112 homens). Usando a técnica conhecida como morfometria baseada no voxel (VBM, na sigla em inglês), foi possível determinar o volume de matéria cinzenta de 116 áreas do cérebro.

"Não há nenhuma região em nossas amostras que revele uma clara distinção entre uma forma masculina e uma forma feminina, ou seja, que se apresente de forma evidente apenas nos homens ou apenas nas mulheres", destaca Joel. "Na realidade, há um alto grau de superposição entre mulheres e homens em todas as regiões estudadas", acrescenta. Ainda assim, apontaram as 10 zonas que apresentaram maior contraste em função do gênero. Foi o caso dos dois lados do giro frontal superior, do núcleo caudado e dos dois hemisférios do hipocampo, todos com uma diferenciação inferior ao nível estatisticamente significativo.

Com essas 10 áreas foi possível criar uma espécie de contínuo do extremo masculino ao extremo feminino. O cérebro de apenas 1% dos homens e 10% das mulheres caía em cada extremo, e um terço das pessoas tinha cérebros anatomicamente intermediários. Os exames foram repetidos com outras amostras de pessoas e tecnologias, como a de imagem por tensores de difusão, com a qual se pode estabelecer a conectividade entre as diferentes zonas cerebrais. Em todas elas, os resultados foram similares.

"A maioria dos humanos tem cérebros compostos por mosaicos de características que os tornam únicos, algumas são mais comuns entre as mulheres em comparação aos homens, e outras são mais comuns nos homens em relação às mulheres, e há ainda outras que são comuns a homens e mulheres", comenta a pesquisadora israelense.

As teorias sobre a diferenciação sexual no cérebro ganharam força em meados do século passado. Mas, como comenta o pesquisador Xurxo Mariño, da Neurocom e da Universidade de Coruña, "esses trabalhos se centraram na sexualidade, em especial no estudo da emergência da homossexualidade". Alguns se empenharam em encontrar anomalias anatômicas que a explicassem, e encontraram algumas, como o menor tamanho de uma estrutura cerebral chamada estria terminal nas mulheres e também nos homens transexuais. Mas boa parte daquela ciência partia da ideologia.

Os estudos na época se baseavam em questionários, não em observações diretas do cérebro e suas diferenças anatômicas. Isso é algo que só a moderna tecnologia de imagens neurológicas está permitindo. Ainda assim, recorda Mariño, "já em 1948 houve quem falasse mais de um contínuo cerebral do que de categorias dicotómicas". Foi o biólogo Alfred Kinsey quem, com sua escala sobre a orientação sexual, antecipou-se ao estudo atual.


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Jovens dos países mais pobres são mais vulneráveis à propaganda de cigarro



Os jovens dos países mais pobres são mais vulneráveis à publicidade das empresas fabricantes de cigarro e correm o risco de ser fumantes prematuros, alerta hoje (1º) estudo da Organização Mundial de Saúde (OMS).

Em geral, os produtores de cigarros expõem a população dos países com menos recursos econômicos a uma publicidade mais intensa e agressiva do que a dos que vivem em países com um nível de vida superior, acrescenta o relatório.

O estudo, que começou em 2005, é o primeiro a comparar os níveis de publicidade das empresas em 16 países.

A data de início do estudo coincide com a entrada em vigor da Convenção-Marco sobre o Tabaco, que, entre outros aspectos, inclui controle rigoroso da publicidade de cigarros.

Os dados mostram que apesar das proibições, a publicidade continuar a ser um aspecto fundamental na adesão de novos fumantes.

Os anúncios dirigem-se especialmente aos jovens, pois está demonstrado que se forem submetidos a uma maior publicidade, começam a fumar antes e continuam a fazê-lo quando adultos.

Uma maneira de atrair consumidores mais jovens é a forma como se vende o produto. Segundo o relatório, nos países mais pobres mais de 64% das lojas selecionadas vendem cigarro avulso, muito acima dos quase 03% de estabelecimentos que o fazem nos países desenvolvidos.

Essa fórmula de venda permite que as crianças e os adolescentes comprem o produto mais barato, já que, muitas vezes, não podem comprar um maço completo.

O relatório destaca ainda uma queda na venda de tabaco nos países desenvolvidos. Entre 2009 e 2012, observou-se que as nações mais pobres têm 81 vezes mais publicidade nas ruas que as mais avançadas.

Os peritos da OMS alertam que a publicidade é uma “ameaça iminente”.
Por Ag. Brasil

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CPF passa a ser emitido junto com a certidão de nascimento



Em ação inédita no país, foi lançado hoje (1º) em São Paulo um novo serviço ao cidadão que permitirá a emissão do Cadastro de Pessoa Física (CPF) no momento em que é feito o registro da certidão de nascimento. Por meio de convênio entre a Receita Federal e a Associação dos Registradores de Pessoas Naturais do Estado de São Paulo (Arpen-SP), os cartórios vão informar os dados do recém-nascido ou da pessoa a ser registrada pelo sistema online e, imediatamente, o número do CPF será repassado e impresso na certidão sem nenhum custo.
De acordo com Marcelo Barreto, superintendente substituto da Receita Federal em São Paulo, a medida será estendida agora à tarde ao Rio de Janeiro e amanhã (2) a todo o país.
 Ele lembrou que, atualmente, para ter acesso ao CPF os interessados têm de procurar um dos postos da rede conveniada (Banco do Brasil, Caixa Econômica Federal e agências dos Correios) e pagar a taxa de R$ 7,00. A partir de agora, o serviço passa a ser gratuito, “eliminando discrepâncias e facilitando a vida do cidadão”, disse Barreto.

A medida, conforme o superintendente, é uma demanda antiga da sociedade e, por meio dela, a Receita poderá fazer um cruzamento da base de dados de forma segura, evitando eventuais tentativas de fraudes. “Todos saem ganhando com isso”, afirmou Barreto. Ele informou que, anualmente, são expedidos em São Paulo em torno de 500 mil CPFs.
De acordo com ele, o governo pretende lançar no primeiro semestre do próximo ano a mesma sistemática para o caso de adolescentes que vão tirar o primeiro documento de identificação, o Registro Geral (RG), que é emitido pelas secretarias de Segurança Pública.

“Essa medida vai agilizar a emissão para quem pretende, por exemplo, abrir um plano de previdência para o filho que acabou de nascer, em casos de doação de imóvel e inscrições em programas sociais ou ainda no acesso a remédios que são distribuídos de graça na área de saúde”, acrescentou.

Fonte: Agência Brasil.

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As eras dos extremos



A humanidade já experimentou várias gerações de extremistas e, atualmente, vivemos mais uma era com novos atores.
Não consigo ver islâmicos nos atuais extremistas que se intitulam Estado Islâmico e em seus associados.
Extremistas são extremistas, são terroristas, são assassinos, são criminosos, são agressores da humanidade. Não são religiosos!
Papas já foram extremistas. Protestantes já foram extremistas. Judeus já foram - e ainda há entre eles - extremistas. Entre aqueles oprimidos pelos governos de Israel também há extremistas. Ditadores são extremistas. Maus políticos são extremistas e, com estes, o Brasil ainda padece. Durante boa parte do século 20, a CIA - agência de espionagem americana - foi um órgão extremista.
Quanto aos fundamentalistas, para mim, são as pessoas que, em seus misteres, levam ao pé da letra seus regramentos. Se em toda religião há fundamentalistas, acreditem, estes são - ou deveriam ser - aqueles que praticam profunda e essencialmente a caridade e o amor ao próximo. Isto porque, em todas as religiões e filosofias de vida, a harmonia e o amor estão na base e no topo da cadeia da evolução e da felicidade.
Portanto, não consigo confundir extremistas com religiosos.
Extremistas são extremistas!
Religiosos são religiosos!
Se, em alguma religião ou filosofia, forem pregadas a intolerância e a eliminação dos que pensam diferente, mas cultuam os mesmos valores, sinto muito, essa religião ou filosofia não deveria existir. Precisa evoluir!
Precisamos evoluir!

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A desgraça que assola o homem do século 21


Inevitável se torna, ainda que repetindo tudo o que já foi dito por muitos, em relação à tamanha atrocidade acontecida em Paris e radicalizada em vários outros países, consternar-se, por motivo de pesar, tristeza, dor, angústia, e, por fim, expressar a imensa preocupação, uma vez que as ameaças continuam nos assolando.
 A Cidade Luz enlutada... O mundo todo em alerta! A facção terrorista do Estado Islâmico assume os atentados. Feitos covardes e repugnantes. Chocante!
Fica, então, o convite, longe de se retirar ou perder o foco da imensa tragédia, mas nos valermos deste momento, para refletir sobre as tantas outras formas de morte, em pleno século 21, causadas por guerras de ódio, de fome, de intolerância, de irresponsabilidade, onde se constata e se contabilizam fatos.
As guerras de fome registram, por exemplo, que a produção de alimentos aumentou muito nos últimos 30 anos, no entanto, não há dinheiro para comprar ou terras produtivas, disponíveis aos mais pobres, para cultivar, o que, aliás, uma vez ” educados”, seriam espaços tão úteis, ao imenso número de miseráveis.
De acordo com o Sistema de Previsão Geológica dos EUA, estima-se que ocorram, em média, 19 grandes terremotos por ano, danificando prédios, rachando o solo, causando milhões de mortos, uma vez que as melhorias tecnológicas reduzem apenas um pouco o número de atingidos pela desgraça. Isso sem falar nas barragens em Mariana.
Nosso Planeta está contaminado por doenças erradicadas no passado, em várias partes do mundo, as quais voltam a assombrar a humanidade; Mal de Chagas avança na Europa e mata. A China vive o terror da Sífilis. A Dengue aflige o Brasil.
Ainda que o livro do Apocalipse possa ser considerado, sob a ótica do gênero literário apocalíptico, tão somente, em detrimento a um Livro Sagrado, envolto em todo simbolismo, trazendo no seu bojo revelações passadas, revelações ao longo da história apresentadas ou futuristas, o livro citado, há muito, já nos fez tais relações.
Importa a esta reflexão, que assim como determinadas doenças já haviam sido erradicadas e tornam a aparecer em meio a tanto desenvolvimento intelectual, tecnológico, científico, social, achar respostas e soluções, de onde nascem tamanhas atrocidades.
Afinal, por que se cultiva até hoje a intolerância, a ganância, o individualismo, a soberba, o desrespeito, entre tantas outras formas de desamor, desde que mundo é mundo?
Oremos, sim, por uma Paris e pelo nosso planeta como um todo, sedento de paz, mas está mais do que na hora de, assim como fazemos uso dos joelhos que se dobram em petição, elevar nossos olhos ao alto, suplicando um basta!
No Bataclan, a banda foi calada com tiros de fuzis, causados pela intolerância política, econômica, religiosa.
Em Santa Maria, a banda também foi calada, matando centenas de jovens, fruto da irresponsabilidade de muitos e ganância de outros.
Nas ruas das cidades, maiores ou menores, o povo também é calado pelo toque de recolhida ou pelo ruído das armas, num confronto de bandidos e polícia, atingindo inocentes, também calando o sonho de vida.
Paris e demais países estão em alerta máximo contra o terrorismo. Qual será o nível de alerta dado ao nosso País? Ou os que aqui morrem ou são ameaçados, também não representam situação preocupante?
O livro do Apocalipse prenuncia o fim do mundo. Sim, o fim de um Velho Mundo, onde o homem não mais está suportando a falta de viver a paz, o respeito, a esperança.
Que nasça um Mundo Novo, onde os verdadeiros valores possam nortear o homem que também se tornará Novo.


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Crise que poderia não existir



O Brasil vive um momento de profunda crise financeira, tanto que o orçamento do Executivo, para o próximo ano, enviado à apreciação do Congresso, apresenta rombo superior a R$ 100 bilhões, por conta de gastos fora de controle.
Interessante, no entanto, que essa crise, segundo os auditores fisicais, poderia não existir se o governo cobrasse com rigor o que lhe é devido por sonegação de impostos, através de grandes firmas que, simplesmente, não restituem aos cofres públicos altas somas, agarrada a leis preparadas para “fazer o tempo correr”, com protelação da quitação.

Com isso, a máquina estatal passa a depender, em grande parte, da categoria empresarial média, que paga em dia suas obrigações através de uma soma de impostos e taxas que se posicionam entre as mais altas do mundo. Os pobres, pela clara condição, não suportam mais o peso da carga tributária a que estão submetidos, embora o governo continue teimando em tirar sempre mais, enquanto as categorias mais ricas são protegidas, sobrando à classe intermediária o azeitamento da máquina pública.

Por que tanta dificuldade para a cobrança do que é devido ao governo pelos grandes grupos financeiros, que, segundo dados, pode superar em muito o montante gerador da crise? Por que as grandes fortunas não são taxadas, carreando para os cofres públicos somas fantásticas, que poderiam deixar o País estabilizado e com condições de maiores e melhores investimentos? 

Por que os governos, de uma maneira geral, não cortam na própria carne, como seria natural em períodos de crise, com forte enxugamento da máquina e larga economia interna?

Fácil, bem mais fácil, buscar no aumento de impostos, o dinheiro para tapar os rombos administrativos, enquanto fazem vistas grossas e incompreensíveis ao que é devido por empresas que estão no pico da cadeia de devedores.

Infelizmente, neste País, existe proteção aos poucos da categoria superior, como acontece com o sistema bancário que cada vez arrecada mais, enquanto no outro lado da balança, taxação violenta aos que realmente já sustentam a máquina e geram o grande percentual de empregos.


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