quinta-feira, 31 de março de 2011

Geração destabuada



Minha atenção foi atraída num desses dias por um programa de rádio que debatia a validade de decorarmos a tabuada ou entendê-la. Me lembro que decorei a tabuada, aos 7 anos, na Oswaldo Cruz, com a Professora com "P" maiúsculo, Clarice Pereira Behrend, avó do Martin, até em cima de uma cantilena..3 x 7, 21, 3x 8, 24, 3x9, 27. Anos depois fui entender automaticamente a lógica do processo.

Lembro também que era vetado aos alunos o uso em sabatinas, as provas da época, o uso de lápis que tinham estampada a tabuada de 1 a 10. Hoje esses lápis não mais existem. Sintoma claro de que a tabuada não vende mais.

Penso que a discussão em torno da polêmica de decorar ou entender, se torna menor na medida em que o próprio amadurecimento mental do aluno repõe essa questão. Como aconteceu comigo, deve ter acontecido com milhões de alunos Brasil afora.

Hoje no entanto, se observa que caixas de supermercado, não sei se orientadas ou não a usar a calculadora, forçosamente, para evitar confiar na própria cabeça, se embaralham quando lhes tentamos facilitar o troco. Outro dia tentei facilitar o pagamento de uma conta de 47. 50, com uma nota de 50 e mais 2.50 Reais. Ela foi à calculadora, para checar a conta.

Noutros tempos quem cobra a conta agradeceria e de imediato me devolveria uma nota de 5. Quem multiplica com facilidade, soma e subtrai com mais clareza. Mas a coisa não se estanca por aí, como diriam Kraunus e Pletskaya. Quer dar um nó num caixa de mercado? Diga que vai levar duas dezenas de ameixas e meia dúzia de laranjas e que vai pagar na primeira quinzena do mês 4. Ela vai chamar o gerente ou quem sabe até a polícia. Além das caixas de mercado, os caixas, por sua vez, também não se safam de transgredir as máximas de Malba Tahan.


Podemos atestar que muita coisa que foi abolida na Educação nestas últimas quatro décadas, o foi equivocadamente, em favor de conceitos inovadores como a Matemática Moderna, verdadeira coqueluche nos meios docentes há 30 ou 40 anos.

Para mim,moderna é a matemática que ensina o aluno a pensar e um dia, sem energia na cápsula, poder trazer de volta à Terra, só com lápis, papel e cérebro, uma nave perdida como a Apollo 13.

Por Mauro Blankenheim

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Memórias e coleta de fatos



Na vida, como diz o escritor Rubem Alves, “é muito fácil contar o passado usando as memórias sem vida própria. É só coletar os fatos e organizá-los numa ordem temporal e espacial. É assim que se escreve a “história”. Já as memórias com vida própria, ao contrário, não ficam quietas dentro de uma caixa.” Na infopédia, conforme seus escritos, a memória pode ser classificada segundo critérios de duração:
– sensorial, que compreende a visão e a audição, ambos de escassa duração;
– imediata, a curto prazo, limitada a poucos objetos;
– recente, quando o espaço de tempo memorizado oscila entre minutos e algumas semanas;
– remota, quando mantém informação desde semanas até toda a vida.
Quanto ao conteúdo, no que se relaciona com a sua funcionalidade ou utilidade, a memória pode ser:
– de referência, quando contém informação recente e remota, retida através de experiências breves;
– de trabalho, que se aplica a um processo ativo, atualizável constantemente pela experiência de um determinado momento;
– episódica, quando retém informação relativa a fatos ocorridos num momento e lugar precisos;
– semântica, com informação que não varia;
– declarativa ou explícita, que é a que a História mais recorre, pois abarca os acontecimentos do mundo no passado – coletivos ou individuais –, que são necessários recuperar para serem recordados;
– de procedimento, implícita, que consiste na aprendizagem, conservação e destrezas, procedimentos que acabam por se automatizar sem necessidade de execução consciente (andar a cavalo).
Então, nas mais diversas definições, as nossas memórias, além do resgate de lembranças que nos são caras ou não, registram as histórias de vida, inclusive as que, muitas vezes, são desconhecidas em seus variados matizes, quando, por exemplo, a pessoa é destacada na sociedade.
Podemos rememorar fatos de férias passadas na infância numa fazenda ou de cunho pessoal em experiências familiares, profissionais e sociais que decidimos transformar, também, em publicações ou documentários, em que, por meio de um trabalho enriquecedor, trazemos um novo aspecto, com que oportunizamos a percepção das diferentes visões que os entrevistados apresentam para experiências semelhantes ocorridas em um mesmo campo da existência.
Até mesmo impressões de diversos líderes acadêmicos, artistas, estudantes e políticos, registradas em nossa memória, temos capacidade de resolver divulgar, para que a sociedade seja esclarecida sobre determinado assunto de seu interesse. Ocorrerá, então, a oportunidade de relatar fatos, experiências, explicar situações e atitudes, dar testemunhos e interpretações pessoais que podem ser autobiográficas ou não, para facilitar o entendimento das pessoas que não têm o acesso facilitado às informações.
Isso é muito importante, para o povo poder descobrir identificações, estabelecer laços, encontrar explicações e obter exemplos pessoais e profissionais de lugares, fatos e vultos da história atual ou dos não mais existentes.
Mas, felizmente, para a maioria e nem tanto para um grupo de privilegiados de todas as épocas, nos tornamos testemunhos vivos da história com memória. Para sua reflexão, procuro me espelhar na seguinte frase. “A capacidade de um homem está no poder de decodificar sua própria memória, sem desvios de conteúdo.


Antonio Alencar Filho.

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A verdade em que você acredita determina seu caráter



A dinâmica na estrada da vida esta ligada ao meio em que vivemos e, deste caminho, frutos de uma relação constituída pelos laços de afeto, união natural ou casual de duas pessoas num determinado tempo, donde veremos a qualidade da fruta produzida. Ao nascer desde a idade tenra, adolescência e a adulta, a estrutura educacional, ambiente, relações sociais e forma de conduta vão determinar, com certeza, na formação de seu caráter.

Nesta linha, dentro de algumas definições encontradas, selecionei um trecho que diz: “Caráter é o termo que designa o aspecto da personalidade responsável pela forma habitual e constante, de agir peculiar a cada indivíduo; esta qualidade é inerente somente à uma pessoa, pois é o conjunto dos traços particulares, o modo de ser desta; sua índole, sua natureza e temperamento.

Ainda, o conjunto das qualidades boas ou más de um indivíduo que lhe determinam a conduta e a concepção moral, este, sendo resultado de progressiva adaptação constitucional do sujeito às condições ambientais, pedagógicas e sociais”. Na sociedade, todo tipo de relação acontece dentro e fora do eixo, que pode ser dramático, religioso, especulativo, desafiador, covarde e inconstante.

Tais variações podem estar presentes no caráter mutante ou não de uma pessoa. Imagine, quando uma pessoa disfarça no uso do celular, aquele aparelho, que por uma configuração moderna, possui mecanismo de ligação falsa ou chamada falsa ativada e, nesta perspectiva, cria uma cena de teatro dando a impressão numa situação qualquer o interesse em resolver determinado assunto de um indivíduo.

Qual será a sua dedução por tal prática, conduta ou reputação? Cenas e cenas no dia a dia podemos deduzir, menos copiar pra não contaminar-se a este comportamento humano, às vezes, dissimulado pela ocasião da sua conveniência ou circunstância espelhado nos desvios de conduta, assentada numa reputação inerente à sua formação precária de caráter. Como o nobre Arnaldo Jabor em seus comentários gostar de citar: “As circunstâncias entre as quais você vive determinam sua reputação. A verdade em que você acredita determina seu caráter

A reputação é o que acham que você é. O caráter é o que você realmente é... A reputação é o que você tem quando a uma comunidade nova. O caráter é o que você tem quando vai embora... A reputação é feita em um momento. O caráter é construído em uma vida inteira... A reputação torna você rico ou pobre. O caráter torna você feliz ou infeliz... A reputação é o que os homens dizem de você junto à sua sepultura. O caráter é o que os anjos dizem de você diante de Deus.” Estamos acostumados a conviver, ver e ouvir histórias sobre as condutas boas ou más de caráter, as quais serão identificadas nas suas ações negativas ou positivas, de tal sorte, que os seus traços de personalidade perfilado nesta postura sem sobras de dúvidas vai mascarar ou desmascarar um fato.

A este conceito, vem o sentimento numa situação de desconforto criada pela mentira dita por uma pessoa fútil, fraca, vazia, que gera uma falta de caráter, nesta condição a sensação é de que a mentira é o instrumento incons-ciente de seu prazer. Como diz Sócrates na sua máxima “Nosso caráter é resultado de nossa conduta”.

Finalmente algumas passagens interessantes e cotidianas da vida nos mais variados setores tais como o profissional, familiar, religioso e tantas outras encontraremos as figuras do mau caráter humano, aquelas da mais valia grudadas nos sacos ou nas castanhas de um certo status poder e, que, no uso de suas artimanhas maquiavélicas, procuram garantir a sua falsa “sobrevivência” a qualquer preço, mesmo que possam elas entregar ao diabo o pai, a mãe, os filhos, as relações e, pra não dizer que falei do caráter mutante, a sua ética.

Para os navegantes do caráter, me atrevo deixar um recado inspirado na frase de Leonel Brizola, em que diz: “Venho e volto do campo e os bois são os mesmos: não mudam de caráter. Já os homens...” Lembre-se, depois de tudo isto tem a morte carnal.


Por Antonio Alencar Filho.

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quarta-feira, 30 de março de 2011

Qual é o valor de guardar um segredo?



Quantas vezes, você procurou uma pessoa para contar algo, sobre um fato pessoal, um problema familiar, uma situação profissional e, depois de algum tempo de maneira lamentável, acabou por descobrir este segredo revelado? O ser humano não é uma ilha deserta, mas uma pedra bruta, lapidada continuamente. Neste sentido, precisa de um porto seguro para descarregar suas expectativas, desejos e sonhos. Necessita compartilhar algo que está armazenado no seu íntimo, para proporcionar a sensação de bem estar e felicidade. Mas é fundamental lembrar a existência de pessoas, que não conseguem controlar a língua e, na sua frente, são capazes de afirmar que "a boca é um túmulo", mas acabam por revelar detalhes de um segredo. Você é capaz de guardar um segredo?

Não há um manual, compete a cada ser humano perceber que a aprendizagem é diária. Aprender tem sua essência na predisposição em receber informações, na transmissão de normas culturais e no processo de adaptação à própria sociedade. Esta pessoa está realmente preparada para ouvir seu segredo. Esta pessoa está preparada para aprender com você? Não há um manual para assegurar que a pessoa guardará seu segredo, entretanto, jamais esqueça que há experiência de vida. Seria maravilhoso encontrar um manual que permitisse assegurar quem pode e quem não é capaz de reter um segredo. Como eu até hoje não encontrei e, acredito que você também não, passa a ser essencial perceber se, por algum motivo no passado, esta pessoa revelou algum segredo de outra pessoa a você.

Início, meio e fim - A palavra segredo é uma derivação do verbo SECERNO, que significa discernir, separar, divisar. Todo mágico profissional, assim como eu, é sabedor que qualquer número de ilusionismo está dividido em três partes. O público quando assiste a minha palestra, somente é conhecedor de duas partes: o início e o fim. O meio é o segredo da mágica, que está inserida na palestra, como ferramenta de fixação do conteúdo que apresento. Se a mágica fosse revelada, seria como um concorrente descobrir como é a atuação da sua empresa, seus principais fornecedores, sua política de gestão e algumas informações do seu planejamento estratégico. Perceba que, na prática, encontra-se a relação de escolha. Se a pessoa não era confiável, que motivo levou você a revelar um segredo seu? O ser humano dispõe da oportunidade de escolher quem deve e não pode saber algum segredo. Você dispõe do livre arbítrio de decidir o que deve e não poderá ser revelado, sendo responsável por responder unicamente pelas consequências da escolha realizada.

A lealdade apresenta forte relação com a dignidade, sendo uma das bases essenciais de um segredo. Em uma reunião de trabalho, certa informação considerada como confidencial, não pode ser compartilhada pelos corredores. É preciso colocar um ponto final e não reticências, quando perceber que a pessoa não consegue controlar o impulso de compartilhar segredo. O fato mais agravante neste contexto é a consequência de um segredo revelado. Como resultado negativo, acaba por gerar prejuízos financeiros, burocráticos e emocionais. Guardar um segredo revelado a você é respeitar a pessoa que precisou abrir seu coração, para amenizar o peso de uma angústia ou sofrimento.

Quero lançar dois desafios a você. O primeiro é o de aprender continuamente a trabalhar o exercício de guardar um segredo. O segundo é o de analisar a consequência de um segredo revelado e abraçá-lo como parte de um compromisso leal assumido a outra pessoa.


Por Dalmir Sant'Anna.

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terça-feira, 29 de março de 2011

Chocolate para proteger o coração


Pesquisas realizada na Universidade Hospital Colônia, na Alemanha revela que seu consumo rotineiro de chocolate meio-amargo reduz os níveis da pressão arterial.
Pesquisas realizada na Universidade Hospital Colônia, na Alemanha revela que seu consumo rotineiro de chocolate meio-amargo reduz os níveis da pressão arterial. O trabalho avaliou 44 pacientes entre 56 e 73 anos, pré-hipertensos ou no estágio inicial do problema. Durante 18 semanas parte deles consumiu 30 calorias diárias, ou 6,3 gramas de chocolate amargo, algo equivalente a um único pedaço de uma barrinha.

Os demais participantes ingeriram o tipo branco.

A ingestão de chocolate meio-amargo derrubou a a pressão que o sangue exerce sobre os vasos , a sistólica, em 1,6 milímetros de mercúrio e a mínima, a diastólica, em 1 milímetro de mercúrio. Além disso, a prevalência da hipertensão caiu de 86% para 68%. No estudo alemão, provou-se ainda que tudo isso pode se dar sem alterações no peso e nas taxas de açúcar e gordura na circulação.

O segredo do chocolate amargo estaria na altísssima concentração de certos flavonóides, como as catequinas, substâncias encontradas no cacau. São elas que agem nas artérias, promovendo a queda da pressão. Esses compostos elevam a produção de óxido nítrico, um vasodilatador natural. Assim o endotélio, a camada interna das artérias, fica mais flexível e o sangue passa gernaod menos pressão.Mas, de acordo com o estudo, para que isso ocorra é preciso que o consumo do chocolate amargo seja diário. Bastam de 30 a 40 gramas, ou quatro quadradinhos das barras de chocolate.

Já uma pesquisa japonesa publicada no periódico americano Nutrition investigou o papel da procianidina, outro componente do chocolate amargo, no controle do diabete tipo 2. Roedores obesos e com o mal consumiram uma beberagem de cacau rica na substância. Passado um tempo, os níveis de açúcar no sangue dos bichos caíram. Segundo os pesquisadores, isso pode ter ocorrido porque as tais procianidinas melhorariam a eficiência da insulina, o hormônio que bota a glicose dentro das células.

Além de todas estas vantagens o chocolate possui duas substâncias de nome complicado, Noleoletanolamina e N-linoleoiletanolamina que proporcionam uma sensação de bem-estar no cérebro humano.



Por Gabriela Miranda.

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Vereador desabafa: Somos saco de pancada



Político virou saco de pancada. Certo ou errado, justo ou injusto, honesto ou desonesto, tanto faz, todos batem. Terremotos, tsunamis, vendavais, acidentes automobilísticos, aéreos, marítimos, roubos, latrocínios, drogas, enfim, todas as mazelas da humanidade são tributadas aos políticos. É mais cômodo e democrático culpá-los.
Todos dizem e quase ninguém contesta que a origem desses males são os políticos. Difamá-los tornou-se a preferência nacional. Em qualquer esquina, bar, jornal e televisão, a sentença é sempre a mesma: é culpa dos políticos. Não é um ato democrático contrapor-se a esse julgamento, afinal, o povo sempre tem razão.
Na Medicina, quando não se pode diagnosticar com precisão, diz-se que o paciente tem uma virose. No sistema republicano, é igual. Prefere-se a condenação genérica e sistemática dos políticos à repartição das responsabilidades entre todos os cidadãos. Todos são exemplares, não roubam, não matam, não sonegam impostos, cuidam de suas famílias e amam o seu semelhante, exceto, é claro, os políticos.
Todo o indivíduo ativo na vida de um grupo social, com influência na maneira como a sociedade é governada, é um político. É irrelevante para a definição o fato de deter ou não mandato eletivo. Contudo, para a esmagadora maioria, só são políticos os investidos de mandatos. É contra estes que se volta a ira popular.
É insofismável o fato de que há entre nós muita corrupção e muitos políticos envolvidos. Porém, não é menos verdade que não há corrupto sem corruptor. Esse silogismo leva à conclusão de que há muitos republicanos “honestos” metidos nessas falcatruas. Poderíamos, ainda, extrair uma segunda conclusão: todos somos iguais. Contudo, não se trata de uma premissa verdadeira. A maioria dos cidadãos, políticos ou não, são honestos.
A pecha genérica de desonesto que recai sobre a classe política, sem embargos a outras origens, decorre do amortecimento da consciência do povo em geral que perdeu a capacidade de discernimento, tornado-se massa de manobra dos grandes financiadores da corrupção. Repetem inconscientemente os bordões que lhes foram introjetados. Some-se a isto, o fato de que as pessoas, de um modo geral, têm aversão a tudo o que representa uma restrição ao seu modo de pensar e agir. Os políticos, no seu mister de governar, confrontam interesses e, por consequência, despertam esse fenômeno sociológico, tão bem sintetizado pelo adágio castelhano: “se hay gobierno, yo soy contra”.
Não desejo fazer uma declaração de inocência da classe política. Pretendo apenas que reflitamos sobre esse comportamento generalista, que ofende as pessoas de bem e afasta os cidadãos honestos do governo.
Para concluir, conto-lhes um episódio recentemente ocorrido comigo. Logo após as 19h, o motorista de um caminhão Mercedes Benz, Trucado, com carroceria tipo baú, esmerava-se em uma manobra complicada. Tentava estacionar defronte à Rádio Nativa, pela República do Líbano. Uma senhora, moradora daquela rua, assim que percebeu a movimentação, veio à porta da casa, quando, então, vendo-me ali parado, disse: vereador, o senhor precisa fazer alguma coisa, não é admissível que se permita que caminhões desse porte transitem no centro da cidade, arrebentando os fios de energia elétrica, TV a cabo e telefones.
Na sequência, dirigiu-se ao motorista e repetiu a reclamação, ponderando sobre a minha presença e a demanda que me havia feito. O motorista, de forma hábil e gentil, beijou a mão da senhora, dizendo-lhe que, se não estacionasse ali, ela ficaria sem flores (estava abastecendo uma floricultura), com o que se acalmou. Ato contínuo, dirigiu-se a mim, a quem culpou pelo episódio. Segundo o condutor, os políticos criaram o estacionamento rotativo para ganhar dinheiro e, por essa razão, ele não tinha outra escolha para estacionar. Impressionante, os conflitantes, após uma troca de gentilezas, harmonizaram-se, enquanto eu, antes mesmo de emitir qualquer opinião, consegui a façanha de ser contestado por ambos e por razões diversas.
A propósito do sucedido, eu gostaria de saber a sua opinião. Quem tem razão? Um momento, por favor. Devo lembrar-lhe que, assim que tomar uma posição, independente de qual seja, terá se transformado em um político, posto que este, por definição, é todo o indivíduo ativo na vida de um grupo social, com influência na maneira como a sociedade é governada.
Prepare-se, daí para frente será um ex-honesto. Terá de suportar democraticamente ofensas de toda a ordem, justas ou injustas, tanto faz, você é um político.


Por Delamar Corrêa Mirapalheta.

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segunda-feira, 28 de março de 2011

Os três venenos da mente humana.



Segundo o Abdharma , psicologia baseada nos ensinamentos Budistas, existem três elementos que envenenam a mente humana.
O primeiro deles é a arrogância, a arrogância é percebida no tom da voz, na boçalidade do espírito arrogante e intragável aos ouvidos e olhos, apresentando-se como uma casca exterior alguma coisa do tipo, “eu sou”..

O arrogante acha que sabe, que entende, que já viu e vivenciou tudo na vida, menos o parar, o ouvir para entender e aprender coisas sobre a humildade.

A arrogância é a mais pura forma de insegurança ou até mesmo uma infantilidade densa, que não quer saber o que o outro pensa.

O segundo veneno da mente é o ódio. O ódio é poderoso mas, perigoso. Quando sentimos ódio somos tomado por uma poderosa força transformadora, mas veja bem é apenas uma força, pois a cegueira ocasionada pelo ódio nos transforma em rinocerontes que enxergam apenas em linha reta e que em suas investidas derrubam tudo o que estiver em sua frente sem o menor senso discriminativo. Por ódio avançamos, reagimos, mas é preciso tomar cuidado para não atropelar os demais que nada tem a ver como o assunto central. Quando se sente raiva o melhor que temos a fazer é sair do olho do furacão, sair de cena mesmo para que se possa esfriar a cabeça para enxergar melhor a situação.

O terceiro veneno da mente é. a ignorância. Às vezes temos o hábito de achar que o ignorante é aquele que não tem cultura ou estudo mas acreditem, já encontrei muitos doutores ignorantes, realmente doutorados em ignorância. O ignorante não é aquele que não sabe ler mas aquele que acha que já leu tudo e que tudo sabe e que sua opinião é a que vale. Não pergunta, não admite ser interrompido por perguntas, pois sua soberba está além das nuvens. Não admite nada que não seja do seu conhecimento, e pior, normalmente se desestabiliza frente ao novo sob o protesto de não fazer parte da sua formação por isso é excluído dos seus interesses pessoais ou intelectuais.

Estes são os três venenos da mente humana que prejudicam o contexto da grande teia pelo fato de não estarmos sós e de dependermos uns dos outros nos mais variados aspectos e necessidades.

O grandes antídotos são: a humildade que abre todas as portas e faz com que todos te queiram bem, a paz interna ou tranqüilidade que promove a aproximação de todos os seres até você pois sempre estarás receptivo e todos sentirão a sua paz e em paz perto de você, e a sabedoria que faz com que nos interessemos por tudo, por todas as coisas e pessoas pois somos todos semelhantes.


por Nelson Ribeiro.

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O pijama do amor


Uma jovem de 18 anos foi passar o fim de semana na casa dos avós.

Quando chega a noite a moça vai para o seu quarto, despe toda a roupa e deita-se na cama.

A avó entra no quarto e pergunta assustada:

- O que é isso, minha neta?

- Isso o quê avó?

- Você está sem roupa...

- Não avó, estou usando o pijama do amor - responde a jovem.

- Extraordinário - diz a velhinha.
Chega a noite, o velhinho entra no quarto e vê a velhinha nua.

- O que é isso, mulher?

- Isso o quê, meu velho?

- Você, deitada sem roupa?

E ela responde:

- Não estou sem roupa, estou usando o pijama do amor...

E o velho:

- Pelo menos podia ter passado o ferro...!!!

domingo, 27 de março de 2011

Aconteceu a separação....O que faço agora???



Quando passamos por um momento de perda, pelo fato de ter havido uma separação, o mais indicado para uma recuperação é a consciência do que ocorreu e do que está sentindo.
É um momento marcado por muita confusão, dúvidas, com a única certeza do desejo de querer paz e ser valorizado por tudo aquilo que se tem de melhor.
Durante o período da saudade, vive-se uma alternância de raiva e tristeza. Raiva pelo que aconteceu e da forma que aconteceu e tristeza por tudo de bom que se viveu e não vive mais.
A saudade é pelos momentos bons vividos, esquecendo-se muitas vezes do real motivo que motivou a separação.

Conseguir examinar a relação passada com objetividade e serenidade não é uma tarefa simples, principalmente para quem não está acostumado a refletir e analisar suas próprias emoções e sentimentos. Mas é o caminho que poderá aumentar a consciência de si, dos próprios limites, e evitar buscar culpados, como algumas pessoas tendem no final de um relacionamento, sem jamais chegar de fato às causas dos problemas que aos poucos foram se instalando.

É preciso analisar com o maior distanciamento possível a relação passada e avaliar os fatores que influenciaram essa decisão, compreendendo o passado, tudo que ocorreu, lembrar de fatos e o que levou cada um a tomar as atitudes que foram tomadas e analisar principalmente, em que ponto seu próprio crescimento foi interrompido.
Algumas pessoas se separam com muita certeza do que querem; mas outras, no entanto, fazem por pura impulsividade, num momento de nervoso, e muitas vezes apenas com o intuito de fazer o outro levar um susto, e sem pensar muito em como irão se sentir com essa decisão e quando percebem já estão separadas e sentindo muita dor.

Umas das características da separação é deparar-se com a solidão, como também muitas pessoas evitam a separação por medo de sentirem-se sós. Ainda que existam filhos, há a solidão de estar sozinho com os próprios sentimentos, medos e tudo mais que a separação provoca. Esse é um dos motivos que podem fazer uma pessoa envolver-se com outra logo após uma separação: o medo de ficar só. O mais aconselhável é dar um tempo para si mesmo, pois só estará efetivamente aberto para uma nova relação a dois quando for capaz de enfrentar a vida sozinho, a menos que já tenha a certeza de que a relação passada não deixou nenhum vestígio, o que raramente acontece.

Envolvendo-se muito rápido num novo relacionamento, corre-se o risco de levar consigo todos os comportamentos negativos da relação passada. É como se a falta de vínculo criasse um vazio enorme, onde a vida parece sem sentido e nada vale a pena, sentindo que só voltará a viver se tiver outro relacionamento. Enquanto estão sozinhas, muitas pessoas recorrem ao uso de álcool, drogas, comida em excesso ou deixando de alimentar-se como uma fuga, ainda que muitas vezes inconsciente, de uma realidade dolorosa.
Mas com certeza, não é negando e nem fugindo do que se sente, é que será o melhor caminho para se livrar de toda a dor. Pois nessa fuga incessante de si mesmo, não se permitindo refletir sobre seus sentimentos e sua realidade, irá manter cada vez mais seu sofrimento e adiar a tão sonhada paz.

O sentimento de solidão na maioria das vezes provoca muita angústia e traz um forte sentimento de autodepreciação e insegurança, com pensamentos freqüentes de que nada vale, e que ninguém o ama. O que não é verdade. É preciso se lembrar de quando a relação começou. Havia sonhos, desejos, ilusões, e que por alguns motivos, deixaram de existir.
Solidão

A característica da solidão ainda consiste em nunca ter prazer em ficar só consigo mesmo. Como ficar com alguém que é tão mau, constantemente abandonado, rejeitado, desprezado? Por isso tende a fugir desses sentimentos tão devastadores, e ao invés de eliminar a angústia, alimenta-a ainda mais. É preciso ter consciência que nada adianta manter esses pensamentos de si mesmo, pois com certeza eles não refletem a realidade.
Nem se trancar em casa e fechando-se, deixando que o desespero e as lágrimas tomem conta. Como também não irá melhorar ficar sem comer, ou comer em excesso, ou ocupar-se com a vida de outras pessoas, tudo isso só irá agravar esse momento tão delicado.

Essa fuga de nada adianta pelo simples fato de que se pode fugir de tudo, menos de si mesmo e do que está sentindo. É claro que nem todas as pessoas se dão conta de que estão fugindo, pois justificam para si próprias a necessidade de agirem de tal forma.

É essencial se convencer de que ficar sozinho pode ter muitas conquistas importantes, como permitir a introspecção, a reflexão dos fatos, e principalmente, um maior encontro com seu verdadeiro eu. Viver sozinho não significa necessariamente sentir-se só. Afinal, quantas vezes não se sentiu sozinho, mesmo quando estava com a ex-companheiro? Ou com amigos e familiares? Não confunda a solidão física com a emocional, pois só se sente só quem abandona a si mesmo. A solidão nasce dentro da própria pessoa, quando ela perde o contato com seu eu interior ou quando procura fugir de um problema, sentimento ou pensamento que a incomoda.

Pense em quantas coisas você deixou de fazer porque o ex não gostava ou por falta de tempo? Quando há uma separação é comum no começo a disponibilidade de tempo assustar e fazer com que se sinta imobilizado, mas passado o período de adaptação, poderá descobrir as inúmeras coisas que poderá fazer por si mesmo. Ao se separar, irá ter muito mais tempo para fazer coisas que gosta e que nem se lembra mais.
Por que não visitar uns amigos, ler aqueles livros que comprou e sequer os abriu, dedicar-se a um hobby, fazer um trabalho voluntário?
Pegar o telefone e ligar assim que terminar de ler esse texto para o edu.com? hum gostou da idéia né, rs... São pequenas coisas que poderão aos poucos lhe trazer de novo o prazer de viver.

De fato, os momentos de saudade e tristeza pelas lembranças do passado são inevitáveis, mas é importante vivê-los consciente de todo o aprendizado, e dar ao passado o direito de existir sem que para isso precise se destruir. Ninguém pode evitar a sensação de abandono e a falta de quem se foi faz em sua vida, mas também ninguém pode te privar de que sinta uma força interior que aos poucos irá adquirir ao se permitir estar em paz consigo mesmo. E isso não tem preço!

Por Rosemeire Zago.

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Descoberto o gene responsável pela alta incidência de gêmeos no RS.



Hipótese de que o médico nazista Josef Mengele teria feito experimentos com mulheres da região é descartada.
Durante anos, uma incidência tão alta de gêmeos foi registrada na pequena cidade brasileira de Cândido Godói, no Rio Grande do Sul, que os moradores se perguntavam se havia alguma substância misteriosa na água, ou até mesmo se Josef Mengele, o médico nazista conhecido como o Anjo da Morte, havia realizado experimentos com as mulheres do município.

Agora, um grupo de cientistas acaba de anunciar que podemos descartar essas teorias como boatos infundados. Ursula Matte, uma geneticista em Porto Alegre, constatou através de uma série de testes de DNA realizados em cerca de 30 famílias da região desde 2009, que um gene específico na população de Cândido Godói aparece com mais frequência nas mães de gêmeos. O fenômeno é agravado pelo elevado índice de endogamia entre os moradores, que são compostos quase inteiramente de imigrantes alemães. Úrsula ainda não publicou os resultados de suas descobertas, mas vai apresentá-los nesta sexta-feira, 25, à população de Cândido Godói.

“Analisamos seis genes e descobrimos um que confirma, nessa população, uma predisposição para o nascimento de gêmeos”, disse a geneticista.
Úrsula foi a primeira cientista a documentar, em um estudo publicado na década de 90, que a taxa de nascimento de gêmeos na cidade era excepcionalmente alta, principalmente em São Pedro, uma aldeia com cerca de 350 habitantes que faz parte de Cândido Godói. Ursula mostrou que, entre 1990 e 1994, 10% dos nascimentos em São Pedro eram de gêmeos, em comparação com uma taxa de menos de 1% no resto do Brasil.

Mistério gerou teorias bizarras
Esse alto índice gerou teorias bizarras. Moradores diziam que Mengele esteve na cidade na década de 1960, atuando como um veterinário, na mesma época em que o nascimento de gêmeos começou a subir. Um jornalista argentino sugeriu em um livro de 2008 que Mengele realizou experiências com mulheres em Cândido Godói, que resultou no “boom” de gêmeos, muitos dos quais são loiros de olhos claros.
Mengele, que morreu no Brasil em 1979, era famoso por seus experimentos muitas vezes fatais com gêmeos em Auschwitz, aparentemente em um esforço para produzir uma “raça ariana superior” para Hitler.

Mas o estudo liderado por Ursula analisou 6.615 certificados de batismo dos últimos 80 anos e descobriu que o fenômeno dos gêmeos existia na década de 30, “muito antes do período de Mengele”, disse ela.
“Já nos estágios iniciais da nossa pesquisa descartamos qualquer envolvimento de Mengele”, explicou.
Sua equipe também analisou o abastecimento de água da cidade — os moradores acreditavam que um misterioso mineral poderia ser responsável pela alta taxa de gêmeos — e não evidenciou anormalidades.
Ao estudar os certificados de batismo, os cientistas confirmaram que a maior concentração de gêmeos ocorre em São Pedro, com 33 pares de gêmeos dos 436 nascimentos entre 1959 e 2008.

Em São Pedro, os pesquisadores realizaram a investigação através da análise de sobrenomes e testes genéticos em mulheres. “Com uma pequena população de cerca de 80 famílias, foi um desafio encontrar mulheres que não tinham gêmeos dentro de uma relação de primeiro grau”, disse Úrsula. Os cientistas acreditam que um pequeno número de famílias de imigrantes que vive em São Pedro pode ter trazido o gene variante para a região.

“Isso não significa que é um gene universal”, disse Úrsula. “Se eu testar os gêmeos da Nova Zelândia, eles provavelmente terão resultados diferentes.”


Fontes: The New York Times - In a Brazilian Town, a Rogue Gene and a Boom in Twins.

Esse cara lançou a moda emo por todo planeta


O Maior influenciador das Massas do Século

sábado, 26 de março de 2011

Na dúvida, dê bom dia ao caos...



Alguns adeptos da teoria do Caos dizem que se uma borboleta bater suas belas asas em algum lugar do oriente, ela poderia desencadear uma onda de fatos e fatores que destruiriam alguma coisa importante no ocidente, talvez sua casa, talvez a minha, ou talvez a casa de outra borboleta que estaria de férias na praia, também batendo suas asas só de sacanagem (a praia é um lugar onde até as borboletas ficam propensas a sacanagens) para destruir alguma coisa no outro lado do mundo.

Não é muito difícil de acreditar que insignificantes acontecimentos acabem gerando novos acontecimentos que nos façam parecer insignificantes. Para ocorrer um deslizamento de terra, por exemplo, tudo começa com uma única gotinha de água, que cai inofensiva em alguma encosta de morro. Mas quando percebemos que outras milhares de gotinhas parecem ter a mesma idéia de cair naquela mesma encosta o resultado é devastador.


Percebo isso também no trânsito (no meu caso na BR 116 por onde passo quase todos os dias), me parece que um simples bater de asas de uma borboleta, morcego, mosquito ou pernilongo, podem tirar a atenção do motorista que está a doze quilômetros de distância na minha frente, fazendo-o diminuir a velocidade de seu veículo por uma fração de segundo, está fração vai se estendendo para os carros atrás dele e o resultado é um nada belo engarrafamento matinal.


Com base nesta afirmação de que uma ação gera uma cadeia de reações, podemos imaginar que um simples e sincero “bom dia” muitas vezes tem o poder de poder mudar o curso de toda uma vida. Basta acreditarmos nisso. Mas se isso não der certo viaje até algum lugar do oriente e solte uma borboleta por lá, para que ela voe livre batendo suas asas na esperança que isso possa transformar o mundo em que vivemos (de preferência em algo melhor).


Enfim, na dúvida dê bom-dia ao caos, pois se os seres humanos sofrem com suas crises de humor, quem dirá a essência do caos, que com sua forma alucinada pode variar entre todos os estados de humor (passando pelos municípios, cidades e países do humor também), e receber bem este pequeno gesto. Tratar o mundo caótico que nos rodeia com a mesma gentileza com que gostaríamos de ser tratados, é uma forma de se demonstrar que você também sabe lidar com a loucura... Ou que já está completamente contaminado por ela.


Por : Antonio Brás Constante.

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É sempre necessário voltar à Caverna



Às vezes se faz necessário resguardar-se, voltar à caverna para hibernar, analisar o que está acontecendo em sua vida e então tomar decisões. Dizem que o tempo é o senhor da razão, deve ser verdade, pois quanto mais tempo se tem para pensar menos se erra. Muitas vezes somos impulsivos, deixamos que o calor do momento tome conta de nós, e assim, na maioria das vezes tomamos decisões precipitadas que acarretam conseqüências maiores do que imaginávamos. E quando isso acontece só o que podemos fazer é pensar, rever conceitos, analisar a necessidade de reconstrução e se necessário iniciá-la.

Tal processo de reconstrução é demorado, já que precisamos repensar muitas situações e então identificar o que deve ser mudado, quando e porque deve ser mudado. Por isso precisamos nos privar, nos isolar dos demais, absorver cada lição presente em cada experiência vivida, cobrar de si mesmo respostas sobre perguntas que deveriam ser feitas a você mesmo, mas que por algum motivo, seja qual for, não foram feitas.

Aceitar que errou, como também que erraram com você, perdoar a si e ao próximo, pois errar é humano, e como tal não somos perfeitos. Não que a perfeição seja algo pelo qual lutar, já que esta é uma batalha perdida, saibamos que ser humano é ser imperfeito, e muito mais que isso, é ter a humildade de assumir suas imperfeições, tentando assim limitá-las ao máximo, às vezes até ocultando-as, para que ninguém possa usá-las contra você.

Portanto é necessário sim, vez ou outra voltar à caverna, refletir sobre tudo o que está acontecendo em sua vida, procurar as respostas, e até se necessário refazê-las, já que em muitas oportunidades o que deixa a pergunta sem resposta é a falta de compreensão, pois ninguém responde o que não entende, contudo entende por completo aquilo que respondeu, independente do contexto, de como chegou à resposta, pois na vida não existe verdade única, não se conhece uma lógica, não existem gabaritos, o que funciona para você não necessariamente funcionará para os outros, somos indivíduos, cada qual com sua maneira de enxergar as coisas, percebendo-as de maneira diferente, e é por isso que cada um de nós tem que formular seus próprios questionamentos, suas respostas podem até ser similares à dos outros, mais com certeza sua pergunta foi diferente.

Por mais que você se aconselhe com alguém, quem vai decidir o que fazer é você, não a pessoa com se aconselhou, esta somente lhe oferecerá possíveis soluções, baseadas em experiências vividas por ela, nada mais, e diante disso você é que escolherá o caminho, certo ou errado, só quem saberá a resposta é você, mesmo por que as conseqüências serão suas e de mais ninguém, pois apesar de tudo, a vida é feita de experiências, e cada um terá que ter suas próprias, e através delas aprender que cedo ou tarde você deverá voltar para caverna, pois lá é na realidade o seu porto seguro.

“A experiência é o solo fértil onde plantamos nossas sementes, se germinarão ou não, isso dependerá de como as cultivamos.”

By: Rivaldo Yagi- Psicohabitat.

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sexta-feira, 25 de março de 2011

Você, com otimismo, construindo seu destino!


Construa seu destino!
Não espere que, um belo dia, ele venha lhe trazer toda sorte de coisas que você sonhou, mas não batalhou por elas. Com certeza você se cansará e a sua espera será eterna...
As mãos do destino são laboriosas!

Lembre-se que para ter o pão a terra tem que receber a semente e brotar o trigo; que não há prêmio sem esforço, aprendizado sem estudo, remuneração sem trabalho. E o esforço, o estudo e o trabalho são o centro de onde brotam todas as conquistas.
Então ouse. Vista as luvas do trabalho e construa algo melhor.
Há, sim, um castelo chamado destino, mas se você erguer seus tijolos no presente;
há ouro espalhado pelo seu caminho. E todo esse ouro, um dia, poderá estar em suas mãos, brunidos pelas gotas do seu suor!

Descubra em si mesmo o ser admirável que é!
Não tenha dúvida das maravilhas que Deus fez acontecer em você. Há um primor que você pressente, sabe sua amplitude, seu valor, pois o "dedo indicador" de Deus apontou para você na sua concepção.
Então liberte-as, não as deixe reclusas. Desate as amarras das incertezas e explore essa benemerência em seu proveito. Vasculhe seu "eu" interior e descubra-se. Lá existe um manancial inesgotável de inteligência e sabedoria à sua disposição para ser garimpada.

Desperte esse dote, não o deixe adormecido, faça-o reverberar corpo afora. Retire-o do cerne da mente como o ouro do âmago da terra.
Descubra suas qualidades. E, enfim, vai perceber que pode ser muito mais do que tem sido!

Ilumine-se com a chama do otimismo!
Faça-o libertar-se, circundar a sua aura qual os raios do sol produzindo um novo dia!
Clareie o universo do seu corpo e tudo à sua volta com o seu fulgor: Ele é um lábaro dourado que resplandece na mais retinta escuridão.
Dê exemplos otimistas para silenciar a voz do negativismo. Este não deve prosperar, deve extinguir-se no nascedouro.
Ande com o pensamento em alta, em progressão e tenha uma jornada profícua.

Olhe para o lado feio das coisas com o lado bonito do olhar e veja quanta beleza; valorize o feito, mesmo pequeno, quando sua grandeza é estar bem feito; veja perfeições onde os outros vêem defeitos: Elas existem!
Observe o nascer de uma planta. Contemple e aplauda o grande espetáculo que é a vida brotar de uma semente apodrecida!


Por Inácio Dantas.

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Todo dia é dia da água



Vivemos a “Semana da Água”. A população é bombardeada com informações que apontam para um futuro sombrio em relação à disponibilidade do líquido hoje mal utilizado. É preocupante o quadro demonstrado pela ANA (Agência Nacional de Águas), que aponta problemas de abastecimento em mais de 3 mil dos municípios brasileiros e a necessidade de investimentos da ordem de R$ 22,2 bilhões para recompor mananciais e sistemas de produção e distribuição.
É igualmente grave saber que, mesmo com todos os alertas de escassez e finitude do líquido, há um desperdício da ordem de 25% a 30% de água tratada causado por vazamentos e outros problemas na rede distribuidora. Pouco adiantarão os alertas para a população economizar água se os governos e as companhias de saneamento, quase todas estatais, não fizerem a sua parte.

A urbanização e o chamado desenvolvimento ocorreram de forma predatória por muitos anos. A degradação foi identificada desde o início do século passado na Europa e nos Estados Unidos, onde as regiões mais exploradas deram sinais de que, a continuar aquele modelo, a população fatalmente deixaria de ter água para beber e chafurdaria no lixo por ela própria produzido. No Brasil essa consciência só começou a ganhar corpo nos anos 60 e 70 e, mesmo assim, sua adoção sofre todos os revezes de uma sociedade, onde não existem metas claras a atingir. A preservação dos recursos naturais sofre com políticas equivocadas, ativismo xiita, irresponsabilidade coletiva e outros problemas.

Serão inócuos os bonitos discursos dos políticos e autoridades e o ativismo catastrófico dos ecologistas nos eventos da chamada “Semana da Água”, se cada um deles e todos do povo não tomarem consciência de que existem responsabilidades a cumprir com a natureza e a ecologia, para garantir a sustentabilidade das próximas gerações. Governantes e dirigentes dos órgãos e das empresas processadoras e distribuidoras de água têm de buscar os investimentos necessários para obter a eficiência e a continuidade do serviço. Prefeitos, especialmente, têm de cuidar da coleta e da destinação correta do lixo para evitar a poluição dos mananciais. A população não deve mais jogar papel, entulho, lixo e outros rejeitos em via pública ou nos cursos d’água. E todos devem ser motivados a economizar, já que a água potável é um recurso finito.

Os técnicos do setor são unânimes ao afirmar que é muito mais caro recuperar uma área degradada do que conservá-la antes da degradação. No Brasil, ainda há muito o que se preservar, apesar de todas as agressões já cometidas. Na questão da água, faz-se necessário mais ação do que discursos e manifestações. Não é preciso que haja uma “semana” ou um “dia” da água. Todo dia tem de ser dia da água, pois não conseguimos passar nenhum deles sem consumir o precioso (e tão mal cuidado) líquido.


Por Dirceu Cardoso Gonçalves.

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quinta-feira, 24 de março de 2011

Você usaria a ‘mochila-coleira’ no seu filho?



A 'coleira infantil' ganhou uma nova versão, mas continua levantando debate.
Nos shoppings, praças e supermercados, está virando moda encontrar mães e filhos com uma companheira inseparável: a ‘mochila-coleira’. De acordo com os vendedores, ela é a solução para frear as crianças fujonas e levadas. É um acessório que garante a tranquilidade das mães e o limite dos filhos que, ao menor movimento brusco, podem ter os passos freados por uma alça fixa na mochila e presa à mão do responsável. A novidade é uma nova versão da ‘coleira infantil’ que está há anos no mercado, mas continua trazendo polêmica.
Isso por causa da semelhança do produto com a coleira de cachorro. Um motivo suficiente para gerar olhares tortos e críticas aos responsáveis que usam o acessório. Mas em países como EUA, Austrália e Japão, o produto é comumente usado pelos pais para a segurança dos filhos e não há qualquer constrangimento.
Um exemplo de caso é o da “mãe coruja” Christiane Medeiros que comprou a “coleirinha” em Portugal por medo de perder os filhos. Ela tinha a missão quase impossível de controlar Marcela e Luiz Felippe, que na época eram bem pequenos. Em locais públicos, para garantir a tranquilidade da mãe e a liberdade dos pequenos a saída foi a “coleirinha”.
“Na Europa, usei um modelo de pulso que não era nada agressivo. Todo mundo usava, tinha muitas cores e modelos. Com a coleirinha, as crianças podiam brincar livremente e já estavam acostumadas. Sempre que saíamos, cada um já trazia a sua e eu sempre explicava para elas por que tínhamos que usar aquilo. Eles não achavam ruim”, conta a mãe.
Para a dentista Carolina Lopes, 29, a “coleira infantil” também foi a solução para os “sumiços” repentinos da pequena Juliana, sua prima, que teve de usar a “coleira” aos 4 anos. Ela conta que era comum a prima se perder em locais públicos — um dilema que só chegou ao fim quando a menina passou a usar a “coleirinha”.
“Eu tinha uns 9 anos e ficava muito atenta do lado dos meus pais. Eles ‘encoleiravam’ a Juliana em mim para não perdê-la. A coleira era um cinto amarrado nela e que tinha a outra ponta amarrada no meu pulso. Depois de usar a coleira, ela nunca mais se perdeu e não foi nada traumatizante. Hoje, quando lembramos damos boas risadas.” Com a boa experiência, Carolina apoia o uso da “coleira infantil”. “Se tivesse filho usaria com certeza. Prefiro a opção de andar ‘encoleirada’ do que perder a criança.”
A pedagoga Cristina Carvalho, que coordena o curso de especialização em Educação Infantil da PUC-Rio, discorda da eficácia do acessório como uma forma de dar limites às crianças e tranquilidade aos pais. “A opção é cômoda para os pais, mas não para as crianças. Nada substitui o afeto, o contato e o diálogo. O cuidado caminha com a educação. É preciso olhar e saber se pode soltar o filho sem que haja perigo. As crianças têm que aprender com o contato.”
Na opinião da especialista, a “coleira” representa uma ausência do adulto e a criança precisa da presença efetiva do responsável. “Educar é estar junto, é pegar na mão, é explicar por que não pode. Os filhos precisam entender os perigos. Puxar a criança não gera aprendizado, é um comando que não gera compreensão. A ideia não é adestrar, é educar.”
Caro amigo,
Você usaria a “mochila-coleira” ou a “coleira infantil” nos seus filhos?
Você acredita na eficácia do produto?


Por Carla Delecrode.

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Concurso Público: da expectativa à nomeação



O ingresso no serviço público através de concurso público tem o condão de selecionar os melhores candidatos de maneira impessoal e garantir que todos tenham as mesmas chances de obter os cargos públicos previstos no edital do concurso.

Diz a Constituição Federal, art. 37, inciso II: “A investidura em cargo ou emprego público depende de aprovação prévia em concurso público de provas ou de provas e títulos, de acordo com a natureza e a complexidade do cargo ou emprego, na forma prevista em lei, ressalvadas as nomeações para cargo em comissão declarado em lei de livre nomeação e exoneração”.

Esta forma democrática em que é assegurada a igualdade de oportunidade a todos os interessados é uma exigência constitucional que vem sendo aperfeiçoada pelos tribunais ao longo do tempo.

Em passado recente, o candidato aprovado em concurso público não tinha o direito à nomeação, apenas a mera expectativa desse direito, podendo o administrador público, através do seu poder discricionário, praticar ou não o ato administrativo de nomear o concursado.

O Administrador Público tinha, portanto, a liberdade de adotar critérios de conveniência, oportunidade e necessidade para nomear, sinalizando que estes critérios ganhavam um caráter subjetivo e, invariavelmente, pessoal e político-partidário, possibilitando assim, a nomeação ou a preterição da nomeação, segundo seu interesse.

Constata do pelo Judiciário o excessivo poder do Administrador, nesta questão, os tribunais têm aperfeiçoado suas decisões garantindo, efetivamente, que os concursos públicos se tornem um processo seletivo que permite o acesso a cargo público de modo amplo e democrático através de um procedimento impessoal onde é assegurada igualdade de oportunidades.

O Poder Judiciário, em recente jurisprudência tem se orientado no sentido de que a aprovação em concurso público gera direito à nomeação ou contratação na hipótese de o candidato ter sido aprovado e classificado dentro do número de vagas anunciado no edital de convocação, ou seja, não mais tem tão somente uma expectativa de direito de nomeação para o cargo a que concorreu e foi classificado, mas tem o direito subjetivo a sua nomeação.

Por Carlos Dirnei Fogaça Maidana. Advogado

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Acolhendo a ousadia dos jovens


A nossa população, de um modo geral, tem uma série de demandas que perpassam áreas como educação, saúde, transporte público, segurança e assim por diante. São anseios por melhorias que possam qualificar a vida que levamos. Nada mais do que justo.

Ao considerarmos, em especial, uma parcela da nossa população, que é a dos jovens, percebemos que esses anseios são sempre mais urgentes, porque os jovens querem as mudanças aqui, agora. Eles sabem que estão apenas no início da trajetória, mas gostariam de poder abraçar o mundo de uma só vez.

A realidade, por outro lado, muitas vezes, não acolhe suas aspirações, não encontra lugar onde repousar sua ousadia.
Conforme o Unicef, dos 191 milhões de brasileiros do País, 21 milhões têm menos de 18 anos, sendo que 38% deles vivem em situação de pobreza.

Estatísticas do Centro de Referência em Álcool, Tabaco e Outras Drogas, vinculado à Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo, mostram que 40% dos adolescentes e 16% dos adultos que procuram tratamento para se livrar do vício experimentaram bebida alcoólica antes dos 11 anos.
Infelizmente, em sua ânsia de viver, os jovens, muitas vezes, escolhem caminhos distorcidos. Na falta de escolhas ou oportunidades, eles acabam caindo nas garras da criminalidade, do ócio, das drogas.
Precisamos estender a eles novas possibilidades, que deem às suas vidas um novo significado.

No tema educação, por exemplo, o Brasil passa por uma crise. Segundo o IBGE, no ano de 2009, cerca de 15% dos jovens entre 15 e 17 anos estavam fora da escola e, para agravar a situação, apenas pouco mais da metade dos que frequentavam a escola estavam no nível adequado à sua idade.

Nesse sentido, as escolas profissionalizantes podem ser uma via de acesso para a construção de um futuro mais promissor. Foi acreditando nisso que apresentei o projeto do Fundo Nacional do Ensino Profissionalizante que destinará 9 bilhões para o ensino técnico, segundo uma prioridade de valorização, desenvolvimento e aperfeiçoamento desse ensino.
O governo federal, por sua vez, está aceitando inscrições para o Programa Nacional de Acesso à Escola Técnica (Pronatec). O Pronatec, segundo a presidenta Dilma Rousseff, será composto por um conjunto de ações voltadas para quem deseja fazer um curso técnico, mas não tem como pagar. Será um programa de bolsas e também de financiamento estudantil.

Da mesma forma, vejo com alegria o ProJovem Urbano, um programa que repensa a juventude e suas políticas. Trabalhando de forma transversal as temáticas da educação com o objetivo de elevar a escolaridade e oferecer um curso de qualificação profissional, a proposta do PJU associa ações afirmativas por parte do poder público e oferece a participação cidadã como disciplina que estimula o protagonismo do jovem em ações diretas na sua realidade de comunidade. E não menos importante é a bolsa recebida no valor de R$ 100,00, que está diretamente vinculada à frequência mínima de 75%. Ela incentiva a presença dos alunos em sala de aula, além de ser uma forma de distribuição de renda.

Cora Coralina acreditava nos jovens à procura de caminhos novos abrindo espaços largos na vida. Também acredito nisso e espero que cada jovem invista sua ousadia na construção de uma sociedade melhor para ele e a partir dele.

Senador Paulo Paim.

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Cuidado, a honestidade pode ser muito perigosa ...


Uma mulher perguntou ao seu marido:

Com quantas mulheres você já dormiu ?


E, orgulhosamente, ele respondeu:

Só contigo, meu amor. Com as outras, fiquei acordado...


SE QUISER VISITÁ-LO...

Horário de visitas no Hospital: das 15 às 17 h.

quarta-feira, 23 de março de 2011

Direitos Humanos pra quem?



No dia 10 de Dezembro de 1948, a Organização das Nações Unidas (ONU), proclama a instauração de uma Lei Mundial que protege o direito de todo Ser Humano, como idéia original tinha como função defender todo cidadão de atrocidades e repressões cometidas por seus soberanos, onde todos teriam respeitado seu direito de ir e vir.

No entanto desde sua criação nota-se que a Declaração Universal dos Direitos Humanos defende em suma pessoas nem mereciam ser qualificadas como seres Humanos, pois não acatam em suas decisões e métodos de governo o que pregam as diretrizes dos Direitos Humanos, haja vista a situação de Países como China, Coréia do Norte, Iraque e outros países de regime ditatorial, em que o soberano ou líder da Nação, como queiram chamar, limita o direito de ir e vir de seu povo, como também de se expressar e adquirir informação, e o descumprimento de qualquer destas regras culmina em punições que em sua maioria são pagas com a própria vida do cidadão.

Aí fica a pergunta, onde estão os direitos destes cidadãos, em que serve os famigerados direitos humanos? Em nada, absolutamente em nada, pois nem mesmo a ONU consegue impedir que tais tiranos continuem utilizando das punições mais perversas contra seu próprio povo.

Claro que alguém pode questionar e dizer que estes países são exceções, que nos demais países a coisa toda é diferente, que estes direitos são preservados e respeitados, dando a tão famigerada igualdade. No entanto esquecem-se que nestes países os cidadãos que se resguardam de tal direito são os que menos merecem, ou seja, os bandidos.

Veja o caso do Brasil, para citarmos algo de nosso cotidiano, quantas vezes você precisou utilizar dos direitos humanos sem ter cometido qualquer atitude ilícita? Creio que nenhuma, pois todos os outros direitos nos são garantidos constitucionalmente. Em nosso País quem faz uso de tais direitos são Bandidos, não só os assassinos e traficantes, temos também os do “Colarinhos Branco”.

Esse tipo de gente que mata, rouba, tortura e reprime não merece o conforto que tem, pois apesar de atentarem contra nossa vida, ainda são sustentados por nós, vivem dos impostos que pagamos, e em muitas vezes até o próprio advogado de defesa é financiado por nós, ou seja, damos “Direitos Humanos” a quem age como animal, já que os seres Humanos de verdade, as pessoas honestas e idôneas, estas não precisão dos tais Direitos Humanos, e sabe por quê? Simplesmente por que cumprem com seus deveres.


By: Rivaldo Yagi.

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mulher e marido...


Esta é a história de um casal com apenas 2 semanas de casados, o marido, apesar de feliz, já estava com uma vontade danada de sair com a galera para fazer a festa…
Assim ele diz para sua queridinha:
?- Mor, já tô voltando…?
- Onde você vai meu docinho…? (com expressão de recém casados)?
- Ao barzinho, tomar uma geladinha.?
A mulher bota a mão na cintura e lhe responde:?
- Quer uma cervejinha, meu amor??!!? Ela abre a porta da geladeira e lhe mostra 25 marcas diferentes de cervejas de 12 países: alemãs, holandesas, belgas, japonesas, americanas, mexicanas, etc…?
O marido sem saber o que fazer, lhe responde:
- Meu docinho de côco…mas no bar…você sabe…o copo é gelado!?
O marido não tinha terminado de falar, quando a esposa interrompe a sua conversa:?
- Quer copo gelado, Mor? ?Ela pega da geladeira um copo bem gelado, de tão branco parecia que tremia de frio.?
Aí o marido responde:?
- Mas meu céu… no bar tem aqueles salgadinhos gostosos…já tou voltando tá??
- Quer salgadinho, meu amor ????!!!!!! ?A mulher abre o forno e tira 15 pratos de salgadinhos diferentes, coxinhas, pastéis, pipoca, amendoim, coração de galinha, queijo provolone, torresmo…?
- Mas minha Pixunguinha…lá no bar…você sabe…as conversas… piadas, os palavrões…tudo aquilo……?
- Quer palavrão meu amor???

– ENTÃO VAI PRA PUTA QUE PARIU, MAS DAQUI VOCÊ NÃO SAI, SEU FILHO DA PUTA!!!

O joio e o trigo


É muito fácil se sensibilizar com a tragédia dos outros. A dor alheia, por pior que pareça, é suportável. A distância se transforma num abismo imperscrutável para a existência fática dos tormentos não experimentados. Difícil mesmo é vivenciar e suportar as tragédias da vida, ainda mais quando deixam cicatrizes abertas e profundas.

Para o Brasil meridional, localizado no outro lado do mundo, o drama japonês apresenta esta característica, pois está distante, o que não ocorre com São Lourenço, imersa por uma forte enxurrada na semana passada. Impactos mundialmente distintos para tragédias distintas. Para muitas famílias, trata-se da mesma dor e sofrimento, lá e aqui.

Neste mesmo lapso de tempo escândalos sacodem o sul do Brasil com fortíssimos indícios de licitações fraudadas para o favorecimento de empresas fornecedoras de controladores eletrônicos de velocidades. São os famosos pardais e caetanos. Agentes públicos são flagrados fazendo sacanagem, juntamente com representantes de algumas empresas. A sociedade gaúcha entra em alvoroço.

A indignação também obedece a mesma lógica da suportabilidade das dores. Quanto mais próximo do fator desencadeador, maior a indignação. Isso é humano e natural. E assim deve ser diante de situações que remontem a qualquer forma de corrupção ou utilização indevida de recursos públicos. O cidadão tem que acompanhar o que acontece na sua cidade. Tem que cobrar austeridade dos homens públicos.

A questão crucial reside no achincalhamento indistinto de todos os que se encontram na vida pública. Diante de algum escândalo é fácil – para muitos é bom demais – encher o peito e esculhambar os políticos. Reaparece o jargão: “nenhum político presta” ou “todos são iguais” (no sentido pejorativo, é claro). Eis algo que “enche o saco”! Cada vez mais se entende a razão de muita gente correta e ética não querer participar mais ativamente da vida pública!

A política é como toda e qualquer atividade humana: há os bons e há os sacanas. A diferença é que cabe à população fazer as escolhas. É o povo quem escolhe, logo, boas escolhas repercutirão em bons homens públicos. Infelizmente, não é o que sempre acontece. A questão é que há, sim, o joio (planta poácea e nociva que nasce nos trigais) e o trigo.

Investigar e combater toda e qualquer forma de corrupção e malversação de recursos públicos, sim. Fazer sensacionalismo, aparecimentos teatrais e acusações levianas, não. O fato de haver sacanagem em alguns municípios nas contratações das lombadas eletrônicas e pardais em hipótese alguma pode levar a ilações de ilegalidades em todos que possuam tais contratos.

Por ora, é isto. A François Miterrand, grande estadista francês da segunda metade do séc. XX, a referência pelo uso do título de uma clássica obra de sua autoria, da década de 70, intitulada “O joio e o trigo”, formada por dezenas de textos esparsos. Vai bem a citação deste exemplar líder político, cuja retidão, probidade e realizações o colocam no panteão dos grandes homens públicos do século passado.


Por Giovani Corralo.

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