terça-feira, 20 de julho de 2010

A caça japonesa à baleia


As baleias estão em extinção e o pioneiro da comunicação entre os animais, o biólogo Roger Payne, que gravou o canto de machos do mamífero “Jubarte em célebre disco de ouro e veterano das reuniões da Comissão Internacional da Baleia (CIB), criticou com aspereza a indústria baleeira japonesa, alegando que a história julgará o país nipônico pela sua pesca predatória.
Foi obtida a moratória à caça comercial, como processo de defesa da extinção dos animais. Mas assegura que o CIB é órgão corrupto e carece de reforma.
Embora o referido biólogo admire a cultura do Japão, adverte que no porvir mais próximo, sua atividade, à serviço do ganho e da destruição das espécies, será julgada como vergonha no tribunal da história.
E a tal caça apenas cessará quando deixar de ser lucrativa. E é loucura dar cotas de caça a essa gente, quando nada é controlado e o jogo subterrâneo é cada vez mais solerte, cobiçoso.
Observa, com humor, que se as baleias não são os bichos mais inteligentes do mundo, então nós que o somos, o que significa que não seja tão prazeroso ser assim inteligente.
E o que sabe sobre o cérebro delas é que age através de processamento de sinais, descobrindo as barreiras, os pilares, o movimento das pessoas, a distância, com frequência inferior à do ouvido humano. E parecemos tão sábios e não conseguimos conviver com esses seres, padecendo a completa ignorância do que eles sentem ou percebem, sem falar no seu misterioso canto. Lembrando a frase de Goethe, diante da terrível caça predatória:“Contra a estupidez até os deuses lutam entre si”.

Carlos Nejar é poeta, ficcionista e crítico.

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2 comentários:

  1. O que dizer sobre a matança alucinada de baleias? É lamentável.

    Existem alguns "nobres loucos" que lutam contra isso. No Discovery Channel mostra a saga deles. Onde o objetivo é afundar navios baleeiros japonesas.

    Abraços.

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  2. Acho esse assunto um pouco desagradável, porque envolve o gosto dos japoneses pela carne de baleia, mas principalmente, a pesca predatória põe fim à espécie. O que fazer? Eu me posiciono contra, não fazmuito tempo, conversei com uma amiga que faz biologia na universidade onde estudo e me mostrara uns "papers" e notas sobre espécies que nunca poderei ter contato pois não existem mais... Belo texto! Beijos B.B.

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